Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


15 de agosto de 2013

Vamos Lá Puxar Pela Memória

Agora que se fala tanto da relação, digamos, heterodoxa, que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros manteve com a Sociedade Lusa de Negócios, proprietária do BPN, talvez seja o momento indicado para puxar pela memória – não é preciso fazer um grande esforço – e recordar outra grande figura que também manteve uma relação, digamos, pouco católica, com o banco liderado por Oliveira e Costa.

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6 de abril de 2013

Ministro Rouba M€4 e Assassina os Roubados

Portugal é dos países do mundo com mais acidentes rodoviários, constato plenamente justificado pelo conhecido ditado de que «na estrada se vê o civismo de um povo». Nestas infelizes circunstâncias, os programas de prevenção.

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12 de janeiro de 2012

Carta Aberta ao Ministro da Saúde

Não é uma reclamação sobre o modo como este governo decidiu matar os portugueses, que isso está a ser debatido em variadíssimos locais. Trata-se duma reclamação objectiva apresentada por alguém conhecido sobre o mau funcionamento dos serviços de saúde. Como o nosso dinheiro é desperdiçado e nos fazem pagar mais em lugar de reorganizar os serviços, quando já pagamos tanto por cabeça como na Suécia, com um dos melhores serviços de saúde mundiais.

Administrado por gente competente, evidentemente, e não por sabujos parasitas partidários que deviam emigrar em lugar de, ocupando lugares de interesse nacional, estarem a pôr gente capaz no desemprego.

Quem está a roubar os ordenados que ganham em postos para os quais a competência exigida é o cartão partidário?

É esta a realidade desde que estes sabujos parasitas partidários começaram a ocupar lugares de responsáveis e a destruir a organização nacional ao ponto que hoje se conhece. Ainda houve quem, realmente parolo e paspalho, como só os portugueses são, acreditou na banha da cobra do chefe da banda neoliberal que está a destruir o pouco que restava do país. Só os portugueses são estúpidos em se sacrificarem por esta cambada ao ponto de serem masoquistas.

Esta carta foca penas alguns pontos sem pretender ser um relatório. Não podem existir muitas razões por o ministério da saúde ser dirigido por um contabilista; a cada qual de tirar as suas conclusões.


Exmo. Senhor Ministro,

Perguntar-se-á, talvez, porque escrevo a V. Ex. sobre os maus serviços prestados em instituições sob a alçada do seu Ministério quando existem livros de reclamações e gabinetes de utentes a esse fim. Pois bem, é teoria, que quem os utilize conhece que tais coisas servem estritamente para os reclamantes desabafarem, ponto final. Escrevendo-lhe, fica V. Ex. a conhecer ainda directamente o que as pessoas prejudicadas pelos maus serviços sabem e pensam. Passo do assunto.

Há muitos anos que vou às consultas externas dos hospitais da capital. Aos 4 anos de idade fui operado no Hosp. de Stº Antº dos Capuchos. Melhor ou pior, sempre tenho sido atendido, mas hoje, alguns acontecimentos em áreas específicas fazem-nos crer que o atendimento é apenas para gozar aqueles que dele tanto necessitam. Agora, posto que esses serviços passaram a ser caros e bem pagos para empurrar as pessoas para os hobbies privados explorados pelos amigos de alguns políticos ou seus familiares, tais modos de atendimento são completamente inadmissíveis.

Os serviços de saúde estão enterrados em burocracia e cada chefe é legislador dentro do seu feudo, o que provoca um consequente acréscimo à desorganização e incompatibilidades. Como burocracia não é organização, a desorganização nos serviços de saúde é completa. Do lado dos doentes, que é o que interessa, visto os serviços lhes serem teoricamente dedicados, após esperarem meses por uma consulta, outras surpresas os aguardam. Esperam horas (digo bem no plural) no dia da marcação. A velha Leprosaria de São Lázaro (usada como anexo do Hospital de S. José), onde funciona a unidade de ortopedia, é um exemplo do que o Ministério que V. Ex. dirige deve evitar a todo o custo a fim de não ser tomado como colaborador deste desastre.

As consultas são marcadas para horas fictícias, pois que vendo as listas de cada médico, nada parece poder bater mais certinho. A realidade, porém é outra e esperam-se sempre pelo menos duas horas. Todavia, se há serviços muito solicitados e em que o pessoal é insuficiente, nesta unidade verifica-se o contrário. O atendimento na recepção, efectuado por duas secretárias, é rápido quase sem espera. Como são pouco solicitadas, uma delas vai passear para queimar o tempo (quase sempre a de cabelo escuro, esta também com pouca educação), fazem chamadas nos seus telemóveis ou qualquer outra coisa para queimarem o tempo.

É após o atendimento na recepção que se esperam horas. Os médicos estão frequentes sós nos seus gabinetes. As enfermeiras passam boa parte do tempo conversando entre si. Entretanto, os pessoas que aguardaram meses para obter uma consulta, mesmo não sendo esta especialidade das mais sobrelotadas, esperam depois horas sem conta no dia da consulta.

Noutras unidades nota-se que se alguns médicos trabalham dedicada e afincadamente, outros chegam com horas de atraso. Como pode o tempo das consultas ser bem organizado e distribuído? Ou estes médicos que chegam muito atrasados mesmo assim têm tempo de sobra para as consultas, ou as consultas são demasiado rápidas e em consequência eles podem cometer erros fatais – para o paciente, claro. Se há ainda alguns médicos que por vezes saem para tratarem dos seus affaires pessoais durante as horas das consultas, há também, no entanto, e isto é certo, alguns outros que se esfalfam a trabalhar. As horas passadas em espera permitiram-me assistir pessoalmente a todos estes factos.

O desprezo e a desconsideração com que os pobres pacientes são tratados são um ultraje e uma vergonha, tanto para a parte dos que o praticam quanto para aqueles que o sofrem e consentem. Pergunta-se: Como pode esta desorganização continuar a ser ignorada pelo Ministério?

Estou certo de que o Senhor Ministro compreende esta situação. Porque alguém que como V. Ex. já demonstrou tão alta capacidade financeira no seu passado recente, decerto julgará melhor que ninguém o desperdício de tempo, de recursos e de encargos que estas circunstâncias acarretam. Casos destes repetem-se por todo o país e incluem as diferentes dificuldades inventadas em cada centro de saúde para evitar que os doentes os invadam, como aconselhando-os frequentemente a dirigirem-se aos serviços de urgência hospitalares.

Agora reformado, trabalhei longos anos em organização de empresas, sobretudo de produção industrial, pelo que a experiência me obriga a saber o que digo sobre este tipo de assunto específico. Não me cabe, contudo, apresentar sugestões que devem ser deixadas aos profissionais em serviço, mas limitar-me ao papel do observador atento. Sendo notória a justificada preocupação do governo que V. Ex. integra acerca das despesas de saúde, este é certamente um caso em que esses dispêndios exagerados poderiam ser drasticamente reduzidos em lugar de fazer pagar as vítimas, aqueles a quem estes procedimentos já fazem sofrer desnecessariamente. Sobretudo, com a nova legislação laboral no seu único ponto bem-vindo em que a improdutividade pode ser invocada como motivo de despedimento, não se vê que o Estado prescinda do seu uso em favor dos utentes a quem deve servir e proteger destes abusos. É evidente que a aplicação da lei deveria cair de cima para baixo e não no sentido inverso. Ou o termo “responsáveis” não passaria duma paródia. O que é um crime é continuar a penalizar os pacientes, como se está a passar, enquanto se desperdiça nos custos por alguns serem incapazes de organizar e outros serem maximamente improdutivos.

Subscrevo-me humildemente com a mais alta estima e consideração,


De V. Ex.
Atento servidor



Adenda:

Em 17 e 18-12-2012, factos semelhantes foram objecto de denúncia de todos os noticiários televisivos nacionais, onde se salientou que no Hospital de S. João 30 médicos cirurgiões praticamente não trabalham durante um ano inteiro. Como frequentemente aqui citado, a mândria não se verifica apenas num grupo ou numa profissão ou noutro. É de âmbito nacional com exemplo dado pelos governantes e admitido e seguido pelos dirigentes, directores, etc., o que – adicionado à destruição da produtividade pelo Cavaco – tem sido uma das duas principais causas da improdutividade e daí da miséria actual.
Que fazem os infames abortos desinformadores, os doutores da desgraça nacional, ainda mais que os políticos, porque encobrindo-os acentuam as suas acções e contribuem para a sua impunidade e funestas consequências.

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25 de novembro de 2011

As Greves Justas e os Oportunistas

Não se pode nadar na estrumeira para onde a roubalheira, a corrupção e a impunidade nos atiraram sem reclamar. As greves têm razão de ser. Sobretudo quando um governo se aproveita da ocasião parra aprofundar um fosse já único na Europa pelo seu tamanho. Porém, nem todos os grevistas tem razão de fazer greve.

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30 de junho de 2011

Ladrões na Cidade

Alguns ladrões roubam para comer. Outros por outros motivos. São ladrões de pequena envergadura que na sua maioria são caçados e atirados para a grelha. Outros ainda, roubam em larga escala, roubam não importa quem e mantêm-se em liberdade graças às leis que as máfias oligárquicas a que pertencem fazem para lhes garantir a impunidade.

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4 de março de 2010

Greve de Calões Provocada por Ladrões

O assunto dos funcionários calões e incompetentes, que têm conversas intermináveis com os colegas em lugar de nos atenderem e que não se dignam interromper para o fazer, que extraviam os documentos, que não tratam dos processos acertadamente e tantas outras coisas registadas, tem sido focado neste blog. São factos falados e bem conhecidos.

O que espanta é a ousadia de fazerem greve quando – quer o reconheçam, quer não – são dos empregados mais privilegiados no país. Têm razões de queixa justificadas, mas os outros têm-nas bem maiores. Repete-se que o nivelamento por baixo é irrecomendável, indesejável e prejudicial a todos e ao país em geral, mas não é ocasião para reivindicar aumentos de regalias e muito menos de ordenados.

O que o governo deveria fazer era o que se verificou na Irlanda e na Grécia, mas os ladrões preferem apenas escravizar o povo enquanto eles continuam intocáveis. As primeiras medidas a tomar seriam a diminuição dos ordenados dos governantes e de todos os dirigentes e pessoal da administração do estado, sem excepções nem discriminações.

Como os ladrões não fazem, dando o exemplo, logo estão a provocar as greves do tipo daquela a que assistimos. Por seu lado, os sindicatos, agindo do modo idêntico ao do passado, continuam a fazer greves estúpidas, esquecendo-se das necessidades de que deveriam realmente reclamar.

Entre tantas greves que esses desorganizadores montaram, nem uma foi no sentido de garantir um emprego mais estável (por exemplo), como exigir a formação contínua dos assalariados ou para que as entidades patronais fossem recicladas. Estes dois pontos constituiriam os principais alvos para a aplicação dos fundos de coesão, como o seu nome tão bem indica, desbaratados – e sobretudo roubados – pelos governos do Cavaco, preparando assim o país para o estado em que se encontra actualmente. Não aconteceu por obra e graça do Espírito Santo e muito menos por acaso.

Temos assim uma greve de calões a quem, vista a sua produtividade, se deveriam diminuir os ordenados, indubitavelmente provocada pela corrupção da casta mafiosa das oligarquias políticas. Não só o governo é culpado, como o são todos aqueles que aprovaram este orçamento de fantochada, como descrito neste blog.

Por muito que o Sócrates agora faça armado em empresário e caixeiro viajante com séquitos tão numerosos, não será possível em tão pouco tempo inverter uma situação estável criada de modo tão eficiente. É tão incapaz como qualquer outro, tretas políticas. Não tem cura está para durar e o cobarde aldrabão dão informa as pessoas, nem os jornaleiros e todos vivem enganados. O atraso do país, precedente à Abrilada era de cerca de 22 anos sobre a média europeia; há cerca de dois anos, segundo o Eurostat, tinha passado para 52.

A crise é tão profunda que nenhum governo de nenhum partido nem qualquer conjunto de medidas poderá fazer recuperar o país nos próximos 15 anos ou mais. Qualquer pretensão não pode passar de vigarice eleitoral para a conquista dos tachos e do direito ao roubo impune. Obrigado Cavaco, que o povo carneiro já te agradeceu elegendo-te para presidente.

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Actualização
Em 5-2-2010

Sobre o assunto deste post é interessante ler o seguinte artigo.


O EXEMPLO DA IRLANDA E O “CASO” PORTUGUÊS
Por João José Brandão Ferreira

    Confesso que tenho pelo povo irlandês muita simpatia. São celtas "puros", católicos devotos e simples, gente sociável e amiga, temperada por um clima difícil e amalgamada por uma História algo injusta, onde um colonialismo inglês, muito pouco cristão, deixou um travo amargo. Vem isto a propósito da "crise financeira" – que é muito mais moral do que financeira – que abala o mundo, sobretudo o mundo ocidental. Também a Irlanda, depois de se ter alcandorado a um desenvolvimento recente muito elogiado, mas que se verifica agora ter sido fictício, entrou em crise profunda. E tanto maior é a crise quanto maior foi a ficção.

    Confrontados com os desatinos que estão a pôr os Estados à beira da bancarrota e as nações na esquina de graves confrontos político-sociais, o actual governo irlandês tomou a decisão – certamente uma entre muitas – de cortar os vencimentos dos funcionários públicos em 10%. É certo que o combate a esta crise de contornos globais implica um conjunto de medidas complexas e complementares tanto de carácter nacional como internacional.

    Mas não é isso que interessa analisar agora, o que interessa é elucidar este particular. O governo irlandês não se limitou a cortar os 10% ao funcionalismo, também cortou 15% ao vencimento dos ministros e 20% ao do primeiro-ministro. E assim é que está certo. Havendo uma hierarquia no Estado, na sociedade, nas empresas e nas instituições, etc., quem tem mais responsabilidades é que tem de dar o exemplo e a seguir tem que se revelar competente a resolver os problemas, sem esquecer a justiça social com que o faz, isto é, a divisão equitativa do esforço e da recompensa. Só assim é que a população pode rever-se e acreditar na liderança que tem – e neste caso, bem ou mal, elegeu - e darem-se todos as mãos para saírem da(s) crise(s) em que a roda da vida, ciclicamente as imerge. O que acabo de escrever, não é demagogia, não são frases ocas, não são figuras de retórica. As pessoas pensam assim e as coisas passam-se assim.

    Ora, em Portugal, tudo corre ao contrário do que devia. Além de esconder (mentir) miseravelmente e de uma forma continuada, as graves realidades que afectam o Estado e a Nação (palavra maldita…), quando há um aperto qualquer a que já se não pode fugir ou escamotear, os responsáveis políticos que nos regem atiram, constantemente, o ónus da resolução dos problemas – de que eles são os principais responsáveis! - para cima do desgraçado do contribuinte, ou para as calendas da dívida pública. E nunca dão o exemplo. Por isso é que a Presidência da República continua a custar mais ao erário público do que a Casa Real Espanhola; o orçamento para a AR não pára de aumentar; os 13(!) juízes do Tribunal Constitucional – que é um tribunal de nomeação politica – usufruem de carros de luxo no valor estimado de cerca de 700.000 euros que , aparentemente, podem utilizar para uso pessoal – o que é excepção aos outros tribunais; a contribuição pública para os Partidos Políticos – que estão a caminho de ser não "pilares estruturantes da democracia", mas os seus coveiros – é um sorvedouro, que nunca ninguém perguntou ao povo se queria pagar (na Idade Média teriam que se reunir Cortes para isso…); os gestores públicos continuam a usufruir de honorários e prebendas, pornográficas enquanto a maioria das empresas públicas acumula deficits exponenciais. A injustiça no pagamento de impostos
é aquilo que se sabe e o ridículo (e falta de vergonha na cara) já teria morto o governador do Banco de Portugal quando se esfalfa a defender a diminuição dos réditos do cidadão comum, quando ele ganha mais do que o seu congénere estado-unidense, e nem sequer consegue controlar – ou dar conta! – das vigarices que se têm passado no sistema financeiro português de que os casos mais eloquentes não saem das páginas dos jornais.

    Os bens nacionais têm sido saqueados, é o termo
. E como não há autoridade nem bons costumes, a corrupção passou a campear infrene, ameaçando subverter o Estado e desqualificando-nos enquanto sociedade.

    Perante todo este cenário, que é real, e por todos intuído, com diferentes graus de entendimento, alguém está à espera que a generalidade da população acredite nos políticos, aceite de boa mente o que dizem, e queira fazer sacrifícios para sair da crise? Só os tontos, mesmo.

    A população (embora não isenta de culpas) está entretida a sobreviver e a acumular uma raiva – que ainda não é de morte, mas para lá caminha – enorme, à classe política.

    Têm pomposamente chamado a este regabofe de “Democracia”, com algum pão e muito circo à mistura.

    Tenham cuidado, pois não há pão que sempre dure e circo que não se acabe.


Como se vê, este artigo mais do que justifica o título do presente post. A má fé, tanto do governo como dos grevistas calões, é de tal ordem que torna impossível o conhecimento da verdadeira adesão à greve.

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3 de março de 2010

Inquéritos Parlamentares
Nova Fantochada – Novo Roubo

O parlamento é a lavandaria nacional, o palco de todas as fantochadas, o lugar onde se reúnem os rascas ignóbeis que fazem leis de tarados e outras mais espertas para garantirem a impunidade dos roubos e outros crimes dos políticos. Criam duas classes de cidadãos: a dos escravos e a dos criminosos impunes, e chamam-lhe democracia. Sede da maledicência e da pulhice, da luta pelo tacho em que tudo vale.

São estes palhaços – componentes das associações de criminosos em que os partidos de oligarquias mafiosas se constituíram – os autores das autênticas fantochadas que lá vemos, protagonistas ordinários pelo que lhes ouvimos, onde expressam claramente a sua baixeza de sentimentos pervertidos e princípios de gente infame, abjecta e obscena.

Há quem se refreie em chamar-lhes aquilo que são. Pudor desapropriado e mal colocado. Se os tratarmos como os honestos e merecedores de consideração, então somos hipócritas, estamos a negar a diferença, inequivocamente considerando ambos do mesmo modo. Este procedimento é uma desonestidade para com os raros honestos, para além da patente hipocrisia, desconsideração e ultraje para aqueles que forem assim comparados a essa canalha rasca de ladrões, parasitas, incapazes, pedantes, arrogantes, etc. É indecente e indecoroso colocar os poucos dignos no mesmo plano dos indignos ou vice-versa.

Esta imunda classe de impostores tem frequentemente a ideia luminosa de formar comissões de inquérito parlamentares, as quais pretendem substituir uma justiça incompetente, investigando seja o que for em seu lugar. Assistimos frequentemente aos resultados fracassados, mas as comissões de incapazes continuam. Se por um lado de nada têm servido, por outro são extras para os seus tachos. A sua inutilidade não admira, sabendo que a maioria dos que compõem esses bandos são advogados falhados, ineptos e incompetentes, que por incapacidade profissional se voltaram para a política, que em Portugal se presta à roubalheira e cujas qualidades requeridas são o embuste, a maledicência e a vigarice. Em tudo o patenteiam, sendo o mais evidente nas leis que a sua incapacidade aprova, com estupidez mas esperteza malandra.

O número de comissões de inquérito que nada produzem continua a aumentar exponencialmente. A propósito de três vezes nada instala-se uma nova. A escumalha não se contenta com embolsar ordenados que não merece, quer sempre mais e mais e todos os pretextos são bons para sacar o dinheiro do estado, o nosso.

Querem agora ter nova oportunidade para extras ainda mais produtivos: uma comissão de inquérito para as acusações que muitos têm apoiado contra o primeiro-ministro. É um tacho extra muito melhor do que outros inquéritos de chacha. Promete durar muito mais, portanto mais lucrativo. Inútil, afinal, porque quer o investigado seja culpado ou não – essa discussão ou possibilidade não é o objecto deste artigo, mas sobre os crimes dos políticos de todos os partidos no parlamento – jamais esses incapazes descobrirão seja o que for, a recordar quando cada casos termina. Não temos já exemplos suficientes para o provar, incluindo os últimos, os do negócio TVI e do Face Oculta? Cada um diz o que quer de ambos os lados, defendendo a sua causa; não se confronta nem se investiga, nada se comprova nem se descobre. Tudo fica na mesma menos o dinheiro atirado a esses cães como pérolas a porcos. Aliás, pérolas a porcos seria menos desapropriado.

Tudo isto acontece e continuará a acontecer por inúmeras causas. A existência do segredo de justiça, inexplicável numa democracia em que tudo deva ser do conhecimento do povo e feito às claras, mas que escondendo protege a corrupção. Uma justiça administrada por incapazes arrogantes que não prestam contas ao soberano e em que há muito ninguém confia salvo os políticos corruptos por terem parido leis que lhes garantem a impunidade. Por sermos um povo de anedotas e de atrasados, de cobardes incapazes de impor a nossa vontade a essa escória: a vontade do povo, o único soberano numa democracia. Não os governantes nem os políticos, não os magistrados nem os juízes, mas o povo apenas, ao qual todos, sem excepção, devem preito e obediência. É esse o significado único do vocábulo democracia: governo pelo povo. O resto é apenas impostura. Em países considerados mais democráticos o povo está hoje mais avançado neste ponto e a exigir um controlo dos políticos muito mais apertado. Se os deixarmos à vontade eles continuarão como até agora. Alguém os imaginará a matar a galinha dos ovos de ouro?

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10 de fevereiro de 2010

A Prova Real do Atraso Mental do Povo

A apresentação da candidatura do pior, mais ordinário, mais rasca, mais sacana e mais antidemocrático político nacional mostra o estado da mentalidade do povo. De outro modo, um animal que berra, gesticula e esperneia como um capado na Lavandaria Nacional, que mais mente e é impostor nas suas alocuções, que vomita as maiores irracionalidades, jamais ousaria avançar com tais pretensões. Aliás, foi o mesmo atraso mental, anteriormente citado, que o elegeu ao PE.

No enaltecimento ao seu partido ao anunciar a sua candidatura, obliterou completamente o que originou a miséria, a pobreza e a desgraça actuais. Como se destruíram as indústrias, a agricultura e as pescas. Como os seus pares enriqueceram roubando descaradamente os fundos europeus e extraviando o restante, provocando uma inflação de mais de 5%. Foi obra!

Tudo isto se passou enquanto os outros países aproveitaram os mesmos fundos para se prepararem para o futuro. A falha de Portugal neste ponto produziu a miséria que se conhece. Os paspalhos que viveram esse tempo já se esqueceram de tudo! Deixaram que lhes lavassem a memória e emprenham agora pelos ouvidos em lugar de usar a sua própria mioleira.

Acreditando na passividade dum povo embrutecido por uma jornaleirada desinformadora, tem razão em pretender poder ganhar a simpatia dos tolos.

Um facto é certo e a pouco e pouco os políticos o reconhecerão, pois que as circunstâncias o transformarão no seu interesse. Afinal, só os interesses deles para eles contam. A miséria que levou tantos anos a implantar-se não vai desaparecer por toque de varinha mágica. A miséria implantou-se para durar décadas, mais tempo quanto aquele que demorou a implantar-se.

Todos estes factos eram bem previsíveis na altura. Outras consequências seriam impossíveis dado o sistema que os governos do Cavaco seguiam. Não era preciso ter qualquer dote especial para o compreender, mas apenas não emprenhar pelos ouvidos, observar e comparar o que se passava em Portugal com os outros países. Parece que ninguém viu, mas isto foi escrito logo depois de ter acontecido e encontra-se há anos publicado na internet.

Portanto, o que diz o título do presente não pode ser considerado como uma novidade, mas apenas uma continuidade lógica e normal, tal como aquando da preparação da nossa miséria. Porque será que o povo tão atrasado prefere ser dominado pelas corjas de ladrões corruptos e desinformadores reles? Será por masoquismo?

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