Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


23 de agosto de 2008

O Pacto Estado-Empresas

Nas palavras do Francisco Louçã, "o primeiro-ministro voltou de férias e escolheu, no primeiro dia do último ano do seu mandato, falar de desemprego e prometeu que agora sim, o seu governo quer resolver o problema, está empenhado, até tem uma solução". Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, para mais pormenores. E então, pergunto eu, que solução é que o Sócrates inventou desta vez para resolver este tão grave problema do desemprego?

O Sócrates foi apresentar o grande projecto da PT, um enorme"call-center" localizado em Santo Tirso, que irá criar 1200 novos postos de trabalho. Só que estes novos trabalhadores serão submetidos ao tristemente conhecido sistema de trabalho precário. Os contratos serão celebrados por uma empresa de trabalho precário da própria PT, que contrata o trabalhador por um prazo certo, sem garantias de carreira.

Já que temos um "governo", seria importante que este governasse de acordo com o que seria lógico esperar dele: a imposição ao mercado de regras. Pelo contrário, aquilo a que continuamos a assistir é a um pacto Estado-empresas, no qual o factor trabalhador ou o factor cidadão foram deliberadamente excluídos. No seu regresso de férias, o Sócrates e o seu governo vêm mais ferozmente neoliberais do que nunca.

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7 de fevereiro de 2007

Aborto Abastardado por Política Repugnante

O grande tema do referendo sobre o aborto está a sofrer enormes distorções por parte dos políticos. Estes estão a aproveitar-se para fins que denunciam as suas intenções pouco escrupulosos a que nos habituaram. Entretanto, os debates esquecem os verdadeiros problemas e tomam um caminho que vai dar pretexto aos corruptos para não resolverem os problemas reais.

A questão do referendo é ser um referendo, ou seja, uma consulta popular fora do domínio político, donde, os políticos devem abster-se por completo, por consideração e respeito pela população. Tal como Guterres fez, com honestidade, relativamente ao referendo anterior. Manifestou a sua opinião, a que todos têm direito, absteve-se de recomendações, muito menos tentou fazer algo semelhante com as autênticas lavagens cerebrais tentadas pela canalha oligárquica de hoje. Se fosse um corrupto nem tampouco teria feito o referendo. Agora, os corruptos têm que se aguentar e esperneiam para se lavarem as mãos do que têm feito.

Os bandos oligárquicos, inclusivamente aquele a que Guterres pertencia, tornaram-lhe impossível governar democraticamente, o que o fez preferir afastar-se e abandonar a glória de ser um chefe de canalhas. Facto que não tem sido compreendido por ser sistematicamente abafado por todos os partidos, que mentem e que ao invés de declararem a verdade que demonstra a sua bestialidade, preferem enxovalhá-lo como fazem a todos os poucos políticos honestos.

Assim se chegou ao ponto em que um político honesto não tem possibilidade de avançar, todos os caminhos lhe sendo barrados pela ralé que domina os partidos e não lhes permite qualquer iniciativa, como se tem invariável e incessantemente observado. O avanço ultrajante dos políticos desonestos tem continuado arrasadoramente ao ponto de se tornar insuportável nos últimos governos do Partido Social Democrata e do actual do Partido Socialista, ambos vergonhosamente contra as ideologias dos seus próprios partidos, autênticos nojos de corrupção.

Deste modo, não é de estranhar, mas apenas de condenar a maneira como esta corrupção asquerosa se imiscui num referendo. Como se os corruptos ignorassem que um referendo é para que o povo expresse a sua vontade sem pressão política ou contra decisões políticas. Bela democracia de fazer vomitar qualquer um que seja democrático. Vomitados deviam ser todos aqueles que metem a pata suja onde não devem nem para isso possam ser chamados.

Nos outros países criou-se uma autêntica rede de apoio às famílias, à maternidade, aos nascimentos, à formação das crianças, creches gratuitas e instrução adequada e especializada. Promoveu-se o aconselhamento e a planificação familiar, a educação sexual, a ajuda às mães menores e jóvens. Este conjunto de medidas formou uma juventude com qualidades superiores e melhor preparada. Abriu outros caminhos para além do aborto.

Os políticos portugueses, desprezando todas estas medidas, optaram por se responsabilizarem pela formação duma juventude rasca. Instituíram medidas rudimentares, primitivas e embrionárias, cuja finalidade inapropriada só poderia servir para se pavonearem do muito que fizeram e extorquirem votos aos lorpas assim ludibriados.

Os resultados estão à vista e são de todos conhecidos, embora a maioria não os possa compreender por falta de informação sobre o assunto, donde falta de elementos para o compreender. Como se passa com tudo que diga respeito a política, democracia, direitos de cidadania, etc., sequência duma sistemática desinformação por parte de políticos gananciosos a quem o conhecimento prejudicaria os interesses e jornaleiros coniventes.

Esses resultados são as famílias não terem qualquer apoio, não terem possibilidades financeiras de sustentar mais uma boca e de prover à sua educação. Desorientadas e desconhecendo muitas delas até os métodos contraceptivos, sem nenhuma preparação, experiência, conselho ou ajuda, encontram no aborto a melhor solução. A desolação das grávidas mais jovens, completamente abandonadas, sem qualquer apoio, leva-as direitas à mesma solução.

Porque será que os partidos pretendem intrometer-se neste assunto, em especial? Basta saber que estes repugnantes mentem sempre, ouvi-los e lembramo-nos do modo como têm abordado este assunto para se conhecer a verdade da qual pretendem desviar a atenção da população e lavar as mãos dos seus actos imundos e anti-democráticos.

Em dedução mais do que óbvia, os políticos querem agora misturar-se indevidamente numa consulta popular, que por o ser deveriam nem tampouco tentar influenciar a vontade do povo, com a única intenção maliciosa de se lavarem as mãos de culpados das causas que conduziram o país ao seu estado actual. Não foram eles quem fomentou e desenvolveu este estado?

A prova está nos argumentos usados pelos políticos. O primeiro-ministro diz descaradamente que no referendo anterior o Não venceu e que depois disso nada mudou. Pudera! O aldrabão está a confessar que tanto o seu partido como os dos outros governos, tudo o que fizeram para que a situação mudasse foi destruírem ainda mais o pouco apoio que existia. O que deveria mudar estava e está nas mãos do governo. Está ele a ameaçar de que se agora o Não voltar a ganhar os políticos continuarão a nada fazer? Tratar-se-á duma chantagem? Ou será simultaneamente dum barrete nojento, uma desculpa pelo que os malditos não fizeram e deviam ter feito, a lavarem as mãos do que agora deveriam finalmente fazer mas não farão? Os corruptos contam claramente com que o aborto à carta contribua para adormecer a população ainda mais e auto-dispensarem-se das suas obrigações para com a Nação.

Que fique aqui registado para o futuro. Quer ganhe o Sim ou o Não, nada mudará. O problema primordial não se resolve com as mulheres poderem abortar à carta. O problema está nos apoios acima mencionados serem ou não postos à disposição. Desde que se continue a nada fazer nesses sentido, todos os problemas permanecerão tal como hoje, com a única diferença de que o aborto passa a ser à carta.

Qual é o aborto do atrasado mental que acredita nesta solução de nada fazer? Os políticos não são, porque eles sabem que estão a mentir e a vigarizar a população. Sabem muito bem que pondo a carroça à frente dos bois não resolve aquilo que impingem que se vai resolver. A carroça à frente dos bois é a norma dos políticos corruptos portugueses verificada em quase tudo onde ponham as suas patas porcas. Deste modo, ganhando o Sim nestas circunstâncias, está-se a dar razão aos políticos corruptos e a fornecer a desculpa para que no futuro continuem a não prover a rede de ajuda necessária. Que bom para eles, que os carneiros se deixem matar e aprovem.

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4 de fevereiro de 2007

Propaganda


O actual governo Sócrates-PS encontra-se comodamente instalado no poder e não o esconde. Desde o início desta governação que assistimos a uma arrogância dificilmente igualada em anteriores legislaturas. A maioria de que o PS dispõe na Assembleia da República dá ao Executivo uma larga margem de manobra para tomar as decisões políticas que bem entende, sem ter que apresentar justificações, salvo aquelas que as normas constitucionais - de que não se pode fugir, por enquanto - impõem.

No entanto, o primeiro-ministro e restantes amigalhaços do governo e do partido não ignoram um facto primordial de toda a democracia ocidental: a opinião pública, essa, a que está sempre presente, ali, a obervá-los, a julgá-los, a avaliá-los. É uma espécie de olhar omnipresente ao qual não se pode fugir, por mais que se queira. Uma espécie de Superego do governo e dos governantes. A máquina PS está sempre a medir esta opinião pública, a sondá-la, tal como se vê nas séries do tipo Os Homens do Presidente (aos domingos, 20.30, canal AXN, para quem não sabe). Ora, como nem o partido nem o seu chefe são ingénuos, toca de corresponder imediatamente ao que não está a correr bem nas sondagens. Embora, de forma geral, pareça que a vida não lhes corre de todo mal nestes últimos tempos, com o PS a liderar as preferências de voto dos portugueses, há estar atento sempre. E é isso que o primeiro-ministro faz, na sua infinita sabedoria.

José Sócrates, embora não seja homem de grandes multidões, aproveita todas as ocasiões públicas para fazer propaganda. Mesmo que a matéria sobre a qual tem que falar não seja muito substancial, do género "troço de auto-estrada", ou "inauguração de nova ala tecnológica na Escola XYZ", ou "visita a fábrica de papel selado, com recurso a métodos informatizados", o nosso PM aproveita para elogiar a sua governação, como se todos ignorassem o que ele está a fazer. Oferece à opinião pública o quadro geral de tudo o que existe de óptimo naquilo que ele e os seus ministros obram. Evitando, na medida do possível, a mentira descarada, facilita, embeleza. Portanto: distorce. E isto é grave e deve deixar-nos muito, mas mesmo muito, atentos.

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