Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


12 de janeiro de 2012

Carta Aberta ao Ministro da Saúde

Não é uma reclamação sobre o modo como este governo decidiu matar os portugueses, que isso está a ser debatido em variadíssimos locais. Trata-se duma reclamação objectiva apresentada por alguém conhecido sobre o mau funcionamento dos serviços de saúde. Como o nosso dinheiro é desperdiçado e nos fazem pagar mais em lugar de reorganizar os serviços, quando já pagamos tanto por cabeça como na Suécia, com um dos melhores serviços de saúde mundiais.

Administrado por gente competente, evidentemente, e não por sabujos parasitas partidários que deviam emigrar em lugar de, ocupando lugares de interesse nacional, estarem a pôr gente capaz no desemprego.

Quem está a roubar os ordenados que ganham em postos para os quais a competência exigida é o cartão partidário?

É esta a realidade desde que estes sabujos parasitas partidários começaram a ocupar lugares de responsáveis e a destruir a organização nacional ao ponto que hoje se conhece. Ainda houve quem, realmente parolo e paspalho, como só os portugueses são, acreditou na banha da cobra do chefe da banda neoliberal que está a destruir o pouco que restava do país. Só os portugueses são estúpidos em se sacrificarem por esta cambada ao ponto de serem masoquistas.

Esta carta foca penas alguns pontos sem pretender ser um relatório. Não podem existir muitas razões por o ministério da saúde ser dirigido por um contabilista; a cada qual de tirar as suas conclusões.


Exmo. Senhor Ministro,

Perguntar-se-á, talvez, porque escrevo a V. Ex. sobre os maus serviços prestados em instituições sob a alçada do seu Ministério quando existem livros de reclamações e gabinetes de utentes a esse fim. Pois bem, é teoria, que quem os utilize conhece que tais coisas servem estritamente para os reclamantes desabafarem, ponto final. Escrevendo-lhe, fica V. Ex. a conhecer ainda directamente o que as pessoas prejudicadas pelos maus serviços sabem e pensam. Passo do assunto.

Há muitos anos que vou às consultas externas dos hospitais da capital. Aos 4 anos de idade fui operado no Hosp. de Stº Antº dos Capuchos. Melhor ou pior, sempre tenho sido atendido, mas hoje, alguns acontecimentos em áreas específicas fazem-nos crer que o atendimento é apenas para gozar aqueles que dele tanto necessitam. Agora, posto que esses serviços passaram a ser caros e bem pagos para empurrar as pessoas para os hobbies privados explorados pelos amigos de alguns políticos ou seus familiares, tais modos de atendimento são completamente inadmissíveis.

Os serviços de saúde estão enterrados em burocracia e cada chefe é legislador dentro do seu feudo, o que provoca um consequente acréscimo à desorganização e incompatibilidades. Como burocracia não é organização, a desorganização nos serviços de saúde é completa. Do lado dos doentes, que é o que interessa, visto os serviços lhes serem teoricamente dedicados, após esperarem meses por uma consulta, outras surpresas os aguardam. Esperam horas (digo bem no plural) no dia da marcação. A velha Leprosaria de São Lázaro (usada como anexo do Hospital de S. José), onde funciona a unidade de ortopedia, é um exemplo do que o Ministério que V. Ex. dirige deve evitar a todo o custo a fim de não ser tomado como colaborador deste desastre.

As consultas são marcadas para horas fictícias, pois que vendo as listas de cada médico, nada parece poder bater mais certinho. A realidade, porém é outra e esperam-se sempre pelo menos duas horas. Todavia, se há serviços muito solicitados e em que o pessoal é insuficiente, nesta unidade verifica-se o contrário. O atendimento na recepção, efectuado por duas secretárias, é rápido quase sem espera. Como são pouco solicitadas, uma delas vai passear para queimar o tempo (quase sempre a de cabelo escuro, esta também com pouca educação), fazem chamadas nos seus telemóveis ou qualquer outra coisa para queimarem o tempo.

É após o atendimento na recepção que se esperam horas. Os médicos estão frequentes sós nos seus gabinetes. As enfermeiras passam boa parte do tempo conversando entre si. Entretanto, os pessoas que aguardaram meses para obter uma consulta, mesmo não sendo esta especialidade das mais sobrelotadas, esperam depois horas sem conta no dia da consulta.

Noutras unidades nota-se que se alguns médicos trabalham dedicada e afincadamente, outros chegam com horas de atraso. Como pode o tempo das consultas ser bem organizado e distribuído? Ou estes médicos que chegam muito atrasados mesmo assim têm tempo de sobra para as consultas, ou as consultas são demasiado rápidas e em consequência eles podem cometer erros fatais – para o paciente, claro. Se há ainda alguns médicos que por vezes saem para tratarem dos seus affaires pessoais durante as horas das consultas, há também, no entanto, e isto é certo, alguns outros que se esfalfam a trabalhar. As horas passadas em espera permitiram-me assistir pessoalmente a todos estes factos.

O desprezo e a desconsideração com que os pobres pacientes são tratados são um ultraje e uma vergonha, tanto para a parte dos que o praticam quanto para aqueles que o sofrem e consentem. Pergunta-se: Como pode esta desorganização continuar a ser ignorada pelo Ministério?

Estou certo de que o Senhor Ministro compreende esta situação. Porque alguém que como V. Ex. já demonstrou tão alta capacidade financeira no seu passado recente, decerto julgará melhor que ninguém o desperdício de tempo, de recursos e de encargos que estas circunstâncias acarretam. Casos destes repetem-se por todo o país e incluem as diferentes dificuldades inventadas em cada centro de saúde para evitar que os doentes os invadam, como aconselhando-os frequentemente a dirigirem-se aos serviços de urgência hospitalares.

Agora reformado, trabalhei longos anos em organização de empresas, sobretudo de produção industrial, pelo que a experiência me obriga a saber o que digo sobre este tipo de assunto específico. Não me cabe, contudo, apresentar sugestões que devem ser deixadas aos profissionais em serviço, mas limitar-me ao papel do observador atento. Sendo notória a justificada preocupação do governo que V. Ex. integra acerca das despesas de saúde, este é certamente um caso em que esses dispêndios exagerados poderiam ser drasticamente reduzidos em lugar de fazer pagar as vítimas, aqueles a quem estes procedimentos já fazem sofrer desnecessariamente. Sobretudo, com a nova legislação laboral no seu único ponto bem-vindo em que a improdutividade pode ser invocada como motivo de despedimento, não se vê que o Estado prescinda do seu uso em favor dos utentes a quem deve servir e proteger destes abusos. É evidente que a aplicação da lei deveria cair de cima para baixo e não no sentido inverso. Ou o termo “responsáveis” não passaria duma paródia. O que é um crime é continuar a penalizar os pacientes, como se está a passar, enquanto se desperdiça nos custos por alguns serem incapazes de organizar e outros serem maximamente improdutivos.

Subscrevo-me humildemente com a mais alta estima e consideração,


De V. Ex.
Atento servidor



Adenda:

Em 17 e 18-12-2012, factos semelhantes foram objecto de denúncia de todos os noticiários televisivos nacionais, onde se salientou que no Hospital de S. João 30 médicos cirurgiões praticamente não trabalham durante um ano inteiro. Como frequentemente aqui citado, a mândria não se verifica apenas num grupo ou numa profissão ou noutro. É de âmbito nacional com exemplo dado pelos governantes e admitido e seguido pelos dirigentes, directores, etc., o que – adicionado à destruição da produtividade pelo Cavaco – tem sido uma das duas principais causas da improdutividade e daí da miséria actual.
Que fazem os infames abortos desinformadores, os doutores da desgraça nacional, ainda mais que os políticos, porque encobrindo-os acentuam as suas acções e contribuem para a sua impunidade e funestas consequências.

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10 de julho de 2010

A Desgraça do PSD

Após os calamitosos anos da Manela Leiteira, eis que o seu sucessor, lobo com pele de cordeiro, nos deixa mais uma vez sem alternativa para o Sócrates. Como querer substituir um neoliberal por outro ainda pior? Menorizar tal facto, só por sofisma e sectarismo político, é pôr o interesse partidário muito à frente dos interesses vitais nacionais.

Analisemos algumas das suas ideias.

O seu princípio de base é de que o estado se deve alhear completamente da gestão de qualquer empresa. É uma ideia louvável que deveria acabar com a promiscuidade dos tachos da maioria dos políticos nas empresas, embora haja outros modos mais efectivos para lutar contra a corrupção.

A realidade actual nacional é, porém, bem diferente. Se o estado não se tivesse introduzido no negócio Telecom/Telefónica, esta poderia muito bem ter engolido a primeira, perigo que ainda não está completamente afastado.

Pelo que o Coelho passa por cima como se não tivesse existido ou tentasse apagar o facto da história, é que a realidade económica do país é a de não estar preparado para a concorrência mundial nem para a antropofagia económica da União Europeia. Os fundos de coesão que deviam ter preparado país para a isso poder resistir foram roubados, extraviados e mal administrados logo desde o primeiro dia da sua chegada. Donde, as opiniões neoliberalistas nas circunstâncias vigentes só podem provocar uma acentuação do já grande desastre económico nacional. Querê-lo é ir decididamente contra o povo, que os mais ricos resistem sempre e muitos até tiram proveito, como se sabe pelo último aumento anual do número de milionários em Portugal.

Qualquer economista estudou que estes são os métodos lógicos, mas devem saber que não podem ser aplicados com sucesso numa economia deficiente e proteccionista pois que – mais uma vez e nem há outra causa – os governos do Cavaco do cabouco roubaram e estropiaram os fundos recebidos para esse fim e provocaram esta miséria e as outras disso dependentes. É um facto do passado, portanto inalterável.

É impossível persistir nessa direcção sem ter em atenção estas circunstâncias sem se ser estúpido ou tomar todo o mundo por estúpido, apenas no intuito de defender princípios neoliberais que aumentam o fosso entre ricos e pobres. Atacar o uso da «golden share» no caso Telecom/Telefónica é pior, é literalmente uma traição sob todos os pontos de vista, como explicado no post precedente, aliás publicado dois dias antes da generalidade da imprensa. É a raiva não contida dum partido desorientado por não conseguir conquistar os tachos para aquela família mafiosa. Isto não desculpa a mesma máfia dos outros partidos, apenas demonstra a raiva desorientada do PSD.

A reacção do PSD às simples e realistas menções citadas pelo governo e publicadas no Expresso não é mais do que a conhecida «dor de corno», em que o dorido sofre pelo que disse. O governo não se deveria ter abstido duma crítica muito mais contundente e apropriada ao caso. Ou seja, o maldizente maldiz o resultado das suas acções porcas, neste caso as imundas e traidoras declarações do Coelho à imprensa espanhola. É um insulto em surdina a todos os portugueses. É um inegável acto de traição em surdina! Pena não haver mais o enforcamento para os traidores. Pena, que se lho permita sob uma falsa capa de indulgência déplacée.

A saúde, na quase totalidade dos países europeus é da competência exclusiva do estado, mas que dá liberdade à população para escolher o médico que deseje em qualquer estabelecimento de saúde, pois que todos os médicos trabalham para o sistema nacional. No entanto, existe um em que o sistema é completamente privado, embora existam hospitais do estado agregados às universidades. Contudo, nele, é o estado que estabelece as regras, que controla o montante das quotas mensais dos beneficiários e designa os tarifários de acordo com as ordens dos médicos, dos enfermeiros, etc. Sobretudo, zela para que toda a população tenha direitos iguais, o que garante e democracia e é exactamente o contrário do que tem sido proposto em Portugal pelo PSD e pelo CDS.

O contrário da falsidade dos planos apresentados pelos militantes corruptos, como o Cagão Feliz, a Manela e o Pedro Coelho.

Poderia este sistema de saúde ser implantado em Portugal? Sim, se a corrupção fosse controlada e a fiscalização eficiente. Ora, reparando no que se passa com a fiscalização noutros sectores, como nas burlas do RSI não detectadas pelos calões dos funcionários da Segurança Social, assim como no recente caso das agências de viagens que embolsaram o que roubaram aos seus clientes por não terem a reserva de lei, isto não parece possível sem que, primeiro, se estabeleçam as condições necessárias: organização do estado e responsabilização obrigatória de quem tome decisões, isto a todos os níveis.

As proclamações, neste sentido e nas circunstâncias actuais, sustentadas pelo PSD são, simplesmente, imposturas monstruosas que pretendem colocar «a carroça à frente dos bois». Persistir é chamar estúpidos aos que os ouvirem. Há muitos que o são e por isso que persistem sem medo.

Grande mal para a saúde nacional é ser assim impossível existir a concorrência sadia que se verifica nos países em que todos os médicos e serviços trabalham para o serviço nacional de saúde, onde, obviamente, são os que melhor tratem os doentes que mais clientes têm. Em Portugal, sem essa concorrência, médicos, enfermeiros e outros do sistema, desinteressam-se tão profundamente dum bom serviço a ponto de maltratarem as pessoas e justificarem a agressividade dos utentes.

O chamado Partido Social Democrático há muito deixou de ser social ou democrático, pelo que deveria mudar de nome para não tomar os portugueses por bestiolas (mesmo que tabtos o sejam). O partido tornou-se um espinho profundamente enterrado na carne nacional e que é necessário arrancar. O grande mal é o sectarismo nacional em que as pessoas continuam a votar parvamente no seu partido em lugar de naquele que no momento defenda os seus interesses, qualquer que ele seja. Caem sempre no logro dos vendedores da banha da cobra. Uma vez e outra, e outra, e outra. O homem é único animal que repete os seus erros sem cessar. Os portugueses são imaturos em política, mas julgarem-se conhecedores profundos só os faz cometer os erros que levaram o país à miséria actual, porque, afinal, foram eles que elegeram e reelegeram quem os atirou para a miséria. Espertalhões, não é? O PSD mudo radicalmente, mas os espertalhões jamais se deram conta disso.

Substituir um governo já neoliberal por outro ainda mais neoliberal com que só os mais ricos lucram não pode estar no interesse da maioria. Estes blogs têm atacado sempre os que atacam a nação, o povo, a democracia e as liberdades essenciais. Neste sentido existem muitos posts relatando os crimes políticos do Sócrates e dos seu governo. Seguindo o mesmo princípio, denunciam-se agora outros bem piores. A verdade é só uma, seja de que lado estiver e doa a quem doer. Dizer e desdizer consoante a ocasião é próprio de político corrupto.

Dois pontos considerados e a considerar entre tantos outros.
O Sócrates não ordenou a Segurança Social nem o serviço nacional de saúde de acordo com as necessidades nacionais nem com o uso europeu, continuando tudo no pior da Europa. Palrou, mas deixou a estrumeira na mesma. O PSD quer destruí-los e fazer um para os ricos e outro para os pobres – é ao que o partido chama de democracia.
Bem ou mal, o Sócrates tentou salvar a Telecom. O Coelho foi ao país que tentou demolir a pouca riqueza nacional e que tem sugado os lucros de Portugal de outras formas diversas, arrastando o país na sua queda, para lhes dar razão – traição confirmada. Curiosíssimo que foi após este que acto reuniu um grupo de economistas para lhes perguntar o que devia ser a sua opinião sobre este caso. Segundo as sondagens, 64% dos portugueses de todos os partidos apoiaram o uso da «golden share» pelo governo.

De acordo com o que é regra passar-se em todo o mundo, este governo deve cair por nenhum governo conseguir resistir a uma crise económica. Nada pode revoltar mais as pessoas do que perderem aquilo que têm. Só um milagre ou uma oposição ainda pior o poderia evitar. Duas questões se impõem a este propósito. [1] Haverá políticos mais honestos e que mereçam maior confiança? (A corrupção é geral)[2] Saberão os eleitores votar ou votar em branco sem caírem no conto do vigário, como estamos habituados a constatar?

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7 de abril de 2010

Assassínios em Massa

Minados por diversos problemas que lhes foram criados, os serviços de saúde atingem o ponto mais baixo de sempre. Gente morre todos os dias por falta de assistência médica ou desapropriada. A percentagem é assustadora.

Mesmo com a importação de médicos planeada pelo governo, o problema vai continuar a agravar-se. Este problema tem uma dupla origem que uns negam e outros desmentem. Como com tudo, sem que a realidade seja reconhecida não se aplicarão as curas necessárias. Aplicando-se não se cura o problema num clique. Donde, o título deste artigo não é exagerado.

Uma das causas, como é largamente conhecido, mas sempre desvalorizado por mera corrupção e impunidade, é a decisão tomada pelo Cavaco no último ano do seu governo, em diminuir drasticamente as vagas para medicina nas faculdades. Um médico, juntamente com o estágio, leva bastantes anos a formar-se até poder exercer em pleno. A sua falta só poderia começar a notar-se após esse período, quando começasse a não haver suficientes para substituir os que se iam reformando. Quanto mais anos se passaram mais a sua falta foi crescendo a ponto de hoje se ter tornado dramática. Este facto tem sido observado e sofrido desde há alguns anos pela população inteira.

O governo do Guterres passou por cima como sobre uma ponte e ninguém atribuiu valor ao assunto. O governo do Barroso fez uma enorme publicidade falsa anunciando que iam diminuir o tempo de espera na saúde, mas vimos bem que em lugar disso aumentou exponencialmente.

A segunda causa do problema é o espírito de bandalheira geral que se instalou bem no seio da população, que do tempo do Cavaco já pensava não precisar de trabalhar por o país ter aderido à UE (ver explicação detalhada de como se passou).

Para superar o atraso fenomenal do país, provocado pelas más políticas e roubos da corja do Cavaco (ver o mesmo link anterior) os governos puseram-se a atribuir subsídios em substituição de salários normais que não podem ser pagos devido ao tal atraso tecnológico provocado pelo governo dos ladrões do Cavaco e sua má administração do que sobrou do roubo e da inflação planeada. (De onde pensarão as pessoas que veio o dinheiro para a multidão de políticos parasitas que enriqueceram da noite para o dia? – eles diziam que chagava para tudo, mas vê-se.)

Após crer não ser preciso trabalhar, a população habituou-se a viver à custa dos subsídios. Hoje, poucos trabalham, limitando-se a ocupar os lugares e a fazer presença. De certo, quem tenha ido a hospitais deve ter notado os magotes de enfermeiros em conversa amena em lugar de se azafamarem nas suas funções. Produtividade = 0. Quem quer que tenha tido que tratar dom as diversas repartições da administração pública não pode deixar de ter visto comportamentos semelhantes. Produtividade = 0. Se os enfermeiros têm razão em reclamar que ganham menos que os obscenos calões da administração, a verdade é que todos eles já ganham muito acima daquilo que merecem, mesmo que já seja pouquíssimo.

Este procedimento, associado a uma burocracia obtusa, aumenta muito mais o número de mortes, como relatado no jornal Público de hoje(Há doentes que morrem à espera de cuidados continuados). É um autêntico vê-se-te-avias numa matança para a qual não vai haver solução rápida.

A conjunção destas duas causas tem ocasionado e vai continuar a ocasionar uma grande mortandade entre a população. É um assassínio colectivo aberto de que os culpados se lavam as mãos e continuam a sacar votos dos carneiros que sangram.

Entretanto, partidos formados por políticos que idealizam aumentar o fosso entre ricos e pobres, anunciam medidas de solução opostas às adoptadas em países democráticos. O que querem é obviamente criar mais hobbies da saúde à custa duma maior exploração da população, oficializando as duas velocidades já existentes. Matam-se ainda mais aqueles que não podem pagar e extorque-se o dinheiro aos que podem. Para fazer passar a ideia fazem declarações falsas em que o povo, desinformado pela cambada jornaleira, cai como tordos. Espezinham os Direitos Humanos.

A solução para pelo menos diminuir a corrupção, o roubo, o abuso, a impunidade, etc., tem sido mencionada múltiplas vezes. Para não repetir mais uma, veja-se aqui. Todavia, nada se puderá jamais fazer sem a vontade popular.

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14 de setembro de 2007

Combate à pobreza e à exclusão

A revolução de Abril, já lá vão 33 anos, ao preconizar nos seus objectivos o desenvolvimento, dava a este o significado de, além do crescimento económico, as implicações sociais tais como equidade, preservação do ambiente, saúde, emprego e coesão social. Haveria que fazer convergir as medidas governativas para conseguir uma melhoria sustentada das condições de vida.

As pessoas passariam a dispor de habitação, alimentação adequada, educação e saúde. Porém, não tem havido da parte dos sucessivos governantes e autarcas medidas convergentes para estas finalidades, apesar de muitas promessas e discursos brilhantes quanto à utilização sonora das palavras, mas sem repercussão positiva na realidade.

Contudo, nem sempre as palavras dos políticos são vazias de conteúdo. Por vezes distraem-se, descontraem-se um pouco e, como seres humanos, deixam escapar a verdade, com sinceridade. Foi o caso do Sr. ministro da Saúde que, em resposta a pergunta de jornalista, disse que em caso de emergência nunca recorreria a um SAP e iria à urgência de um hospital ou de uma organização credível, pois o SAP não tem condições para ser eficiente. Não era necessário ele dizê-lo. Já o primeiro-ministro, quando torceu um tornozelo, na Suíça dirigiu-se sem hesitação ao Hospital da Força Aérea. Segundo os políticos evidenciam com os seus comportamentos, SAP, Centros de saúde e outros organismos estatais, estão mal preparados e só servem para o cidadão comum. Os políticos são uma elite que paira a outras altitudes e, por isso, dispõem de regalias semelhantes às dos Deuses do Olimpo.

Mas é grave que o ministro da saúde tenha feito publicamente esta crítica a um serviço da sua tutela, esquecendo que é sua missão colaborar na melhoria sustentada da qualidade de vida dos cidadãos, permitindo a estes a fruição garantida e segura do apoio à saúde. Mas a sua acção começou por se centrar na luta contra médicos e farmacêuticos, com uma visão economicista, esquecendo o cidadão comum, aquele que mais precisa do eficiente combate à pobreza e à exclusão, e a quem ele não hesitou em fechar centros de saúde, maternidades, urgências e valências hospitalares e dificultou o apoio medicamentoso.

Mas a pouca atenção às condições de vida dos cidadãos não têm ficado por aqui. E as desigualdades sociais tem sofrido agravamento continuado.

O partido maioritário não tem evidenciado capacidade eficaz para emagrecer o Estado na sua quota parte das despesas públicas e tem incrementado os controlos a todos os níveis, mesmo que eles não conduzam à melhoria das condições de vida da comunidade, e as desigualdades agravam-se continuamente, sem que haja medidas efectivas para tornar a vida mais justa, moral e equitativa. Há poucos meses o tema das conversa e do correio electrónico era o das reformas milionárias, por vezes acumuladas, pagas pelo Estado. Depois veio o caso dos assessores em quantidades colossais, nomeados por critérios de confiança política, com ordenados inimagináveis em comparação com os dos funcionários mais qualificados, deixando no desemprego licenciados tecnicamente mais competentes, mas sem paternidade política. Depois veio a notícia de que, além dos assessores dos grupos parlamentares, passa a haver um conselheiro pessoal para cada deputado, o que aumenta o peso despesista dum órgão que já é criticado por ser superdimensionado. Há tempos surgiu a notícia de que os portugueses mais ricos aumentaram os seus activos de 13% em 2005. Agora aparece a notícia de que os principais bancos lucraram mais de 30% à custa da subida dos juros, dos arredondamentos e do aumento das comissões pelos diversos serviços, onerando os clientes.

Fica no espírito a pergunta se não haverá possibilidade de impedir que os bancos, os seguros, as empresas de serviços (gás, água, electricidade, telefone, etc.), os hipermercados, e outras grandes empresas exagerem na sua margem de lucro e nos custos dos seus serviços, sobrecarregando injustamente os utentes. É que os reformados e os pensionistas (que não sejam políticos) vêem o seu poder de compra a reduzir para valores insuportáveis perante os custos inflacionados dos produtos de primeira necessidade. O descontentamento é enorme, embora não se manifeste de forma «revolucionária», mas deve merecer melhor atenção dos governantes e autarcas porque os regimes democráticos têm vulnerabilidades, não sendo resistentes a vagas profundas da insatisfação popular a longo prazo. Para evitar crises sociais graves, o remédio aconselhado pelo bom senso consiste em prevenir, eliminando as causas reais.

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5 de março de 2007

Portugal do Terceiro Mundo
Na Ressaca do Referendo

Os abortos políticos quiseram politizar aquilo em que jamais deveriam ter metido a pata. Não diz respeito aos políticos nem aos partidos interferirem quando se trate dum referendo não político. Não têm esse direito, pelo que fazê-lo só pode tratar-se de abuso de canalhas, tal e qual os outros a que estamos habituados a assistir, mas também a reprovar.

Que princípio é este do médico de família, desconhecido em toda a UE? Só pode ser uma maneira de nos tirar a liberdade de escolher um médico. Porque quererão estes políticos abortos obrigar-nos a ser sempre inferiores a todos os outros? Assim, deste modo eles têm a nossa saúde na mão – ou a falta dela – e proíbem-nos de ter médico. Actualmente há cerca de 180.000 pessoas sem médico. E este número, que cresceu mais desde que o Durão mentiroso disse que as esperas iam diminuir, continua a aumentar em proporções cada vez mais aterradoras. Prova de que os políticos se empenham em acabar com a pobreza matando os pobres sem médico, sem medicamentos, sem dinheiro para comer. E fecham maternidades para fazer abortos nelas!

No caso do referendo, sem que as condições necessárias tivessem sido previamente estabelecidas como nos outros países, as tomadas de posição dos políticos foram tanto mais nojentas quanto mais grave a situação que anteriormente provocaram. As parcas condições desta imitação de sistema de saúde – que também nunca chegou a ter semelhanças com os dos outros países europeus, em que cada um escolhe o seu médico – teve o início da sua destruição pela mão do governo que provocou a falta de médicos actual, chefiado por aquele a quem erradamente chamam de brilhante economista. O tal que administrou tão bem os fundos coesão da UE como se sabe, distribuindo-os pelos políticos e amigos que com eles enriquecerem vergonhosamente, como se assistiu, pondo o restante em circulação, o que resultou na ilusão de grande poder de compra e numa enorme inflação. Não contente com a desgraça e miséria futuras que arquitectou e que agora sofremos, preparou ainda o golpe de misericórdia na população. Diminuindo drasticamente as vagas dos cursos de medicina, de que é consequente a actual falta de médicos, ao atraso e à miséria juntou a doença e o sofrimento pela saúde .

Verdadeiros golpes de mestre, amplamente relatados pelos jornaleiros e reconhecidos pela população de carneiros que por isso lhe quis mostrar esse reconhecimento, elegendo-o. Não é que Portugal é um verdadeiro paraíso para corruptos, malvados e todas as outras espécies de canalhas e parasitas que vivem à custa da miséria que implantam no povo? Haverá ainda quem acredite que os políticos algum dia deixarão de ser o que são, enquanto contarem com a aprovação da maioria dos pobres papalvos que neles continua a votar? É preciso ser português ou atrasado mental para se poder acreditar em tais baboseiras.

Foi assim que se chegou ao estado actual dos serviços de saúde. Os problemas que acaparram e desgraçam a população estão longe de se limitarem a este tópico; porém, o assunto aqui abordado restringe-se à saúde e à assistência que lhe é relativa. É neste sentido que para aqui se transcreve a quase totalidade dum artigo da autoria de Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa. As implicações do que acontece e é imposto pelos políticos corruptos aos cegos de espírito, são nele bem elucidativas. A questão do círculo religioso de que o autor faz parte em nada afecta um assunto que diz respeito a princípios humanos, à saúde, à assistência psíquica e social da mulher e da família, assim como ao desprezo que políticos malvados manifestam pela população.


Durante as últimas semanas agitaram-se princípios, discutiram-se conceitos científicos, falou-se de vida e de concepção, estabeleceram-se diferenças entre procriar um ser e formar um futuro cidadão, tentou-se avaliar dissemelhanças entre a genética e as influências do meio envolvente, politizaram-se abertamente opiniões e argumentos, falou-se do papel da Igreja e do Estado, da posição e das influências das concepções religiosas de cada um, formaram-se grupos oficializados num processo mobilizador da sociedade civil - como é uso dizer-se agora -, enfim poucas vezes se viu na rádio, na TV, nos tempos de antena e nos jornais tanta opinião e tão díspares tomadas de posição.

E, no aceso das discussões e da apresentação das opiniões, foi sobressaindo um facto concreto duma importância que consideramos fulcral: a necessidade dum planeamento familiar que atinja todas as camadas sociais, a necessidade de implementar o ensino sobre a sexualidade na juventude, o repúdio da destruição da gravidez como meio anticoncepcional, a verificação de que se impõe à sociedade tomar medidas sérias e urgentes que verdadeiramente permitam que a mulher (e o homem responsável pela gravidez) não necessite, nem sequer de pensar em abortar.

Falou-se muito da fragilidade do ser em formação, à mercê ou não de decisões da mãe, discutiu-se sobre o direito da mulher poder ou não dispor do seu corpo, do seu ventre, de ter ou não em conta os direitos desse ser frágil e incapaz de se defender das prepotências dos adultos.

Falou-se do direito à vida, do direito a ser desejado e do direito a ser um ser adulto de posse de todos os seus direitos de cidadania.

Mas, no meio de todo este "ruído", o argumento que mais me confundiu foi o de não sermos um país tão civilizado como outros que já tinham assumido a liberalização do aborto, nas condições sujeitas a referendo. Mais perplexo fiquei quando, após a divulgação dos resultados, escutei que, a partir de agora, Portugal junta-se aos países defensores dos direitos humanos. Espante-se!

Gostaria, porém, que o grau de civismo de uma sociedade, incluindo a portuguesa, e a luta pelos direitos inalienáveis de cada ser humano fossem medidos pela necessidade de protecção a qualquer ser frágil - independentemente do seu estádio de vida - e com poucas possibilidades de se defender das agressões dessa sociedade.

E nesta linha não posso deixar de pensar que, neste mundo egoísta e individualista, existem milhões de excluídos, de pessoas sem assistência de qualquer tipo, sem tecto, sem água potável, sem medicamentos, e morrendo de fome, nos quatro cantos do mundo. Só, em Portugal, são dois milhões os que vivem no limiar da pobreza e a luta contra a droga, a gravidez precoce, a crescente desertificação ou massificação do litoral, que geram isolamento e solidão, são batalhas mal sucedidas. A lentidão da justiça e a dificuldade dos que não dispõem de recursos financeiros lhe terem acesso em tempo oportuno; o acesso a cuidados de saúde, muitos deles elementares, (milhares sem médico de família e/ou a aguardar uma intervenção cirúrgica) é ainda uma miragem para muitos portugueses; o insuces-so escolar e a falta de infra-estruturas sociais (creches, por exemplo), de ensino, de desporto, de cultura e de saúde são realidades sentidas em vastas zonas do país…

Por causa de tudo isto, e para que se construa um país verdadeiramente civilizado, gostaria que, uma vez resolvido com rectidão e sã consciência este debate de opiniões sobre o aborto, ficasse bem viva no coração de cada português esta necessidade de cuidar dos outros necessitados de apoio e ajuda.

Gostaria que, no seguimento da primeira encíclica de Bento XVI, o Amor aparecesse como fulcro da vida de todos nós, cristãos e não cristãos, como guia do comportamento de todos os cidadãos levando à anulação das condições geradoras de guerras, de terrorismos ou de corrupções.



Outro ponto de vista da situação, entendido por um médico, diferente do precedente, mas não menos explicativo, pode-se ver aqui. Duma coisa não resta qualquer dúvida: todos os governos têm demonstrado que a melhor construção começa pelo telhado e todos se têm esforçado em nos fazer crer que a população para eles só serve para a parasitarem e para viverem à custa dela. De resto que vão para o diabo, que rebentem para aí.

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25 de fevereiro de 2007

SORO PROVOCA INFECÇÃO

Lamento não poder dar aqui uma palavra de optimismo, mas este não parece ser abundante na nossa sociedade. Fiquei impressionado com a os riscos que a nossa saúde está a correr. No Correio da Manhã de ontem era noticiado que «Onze marcas de soro fisiológico para lavagem das fossas nasais estão a ser retiradas do mercado por poderem provocar infecções aos utilizadores. A ordem partiu do Infarmed – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, que detectou uma concentração de bactérias demasiado elevada nos produtos analisados». No corpo do artigo vinham marcas de vários estabelecimentos de grande superfície que, por legislação do actual ministério, estão autorizados a vender produtos para a saúde.

Estranho a incoerência do ministro. Por um lado apoiou que os abortos por uma questão de higiene e segurança deixassem de ser feitos às escondidas no escuro de caves e garagens e passassem a ser praticados em clínicas com boas condições sanitárias. Com isso beneficia as abortantes e principalmente as clínicas que já então se propunham realizar esses complexos trabalhos. Mas, por outro lado, não hesitou em permitir a venda de medicamentos em supermercados. Fê-lo apenas movido por raiva contra as farmácias e à Associação Nacional de Farmácias, a quem o Estado devia avultada quantia.

As farmácias que conheço são cuidadosas naquilo que vendem e nas explicações que dispensam aos clientes, geralmente pessoas em situação debilitada que merecem atenções especiais, competentes e personalizadas. A sua rede permite encontrar sempre uma perto de casa e uma de serviço permanente a curta distância. Uma farmácia em que compramos artigos de alta especialização para a saúde, não se coaduna com o ambiente de supermercado, mesmo que neste exista um espaço em que funcione uma farmácia com todos os requisitos tradicionais. Mas estes requisitos prece estarem aligeirados, como tudo nas grandes superfícies.

Oxalá não apareçam muitos casos como este que, felizmente, segundo a notícia ainda não provocou crise generalizada. Merece elogios a actuação do Infarmed e esperamos que a sua atenção seja redobrada a fim de a má qualidade dos medicamentos em que depositamos a esperança de minorar os nossos males, seja detectada e evitada para que eles sejam realmente eficientes e não venham, pelo contrário, agravar as nossas condições de doença. Temos esperança neste Instituto para bem do tratamento das nossas doenças, mas não a temos no arrogante ministro, que se considera o único «inteligente» do Pais e faz zigue-zague com os dinheiros públicos, criando cada vez mais dificuldades aos doentes em vez de lhes melhorar as condições de tratamento, sendo de estranhar que ainda continue no Governo, apesar de ser duramente criticado até por dirigentes da máquina do partido no poder.

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12 de fevereiro de 2007

O Que Ouvimos Sobre o Referendo
PR Quer Abolir os Referendos

Este blog tem-se mostrado neutro quanto à questão do aborto. Há uma razão: não se pode escolher um caminho antes de se chegar à encruzilhada. Em Portugal as condições requeridas para que uma mulher decida sobre o facto não foram satisfeitas, pelo que é pôr a carroça à frente dos bois.

O PM afirmou que os partidos se intrometeram com legitimidade.
Os partidos e os seus acólitos podem exprimir as suas opiniões como qualquer pessoa. Tentar impô-las, como o fizeram, é ilegítimo, um abuso ilegal numa democracia e contrário ao princípio do referendo. Um referendo é para a população exprimir a sua livre vontade, da qual os partidos se devem abster para além de expressarem as suas opiniões individuais, quando muito fazerem recomendações. Para este referendo chegou-se ao cúmulo de ser atribuído tempo de antena aos partidos. É uma corrupção arrojada e uma tentativa de dominar a vontade pública. É a isto que esta sujeira de corruptos abusadores chama democracia.

Repetiu imensas vezes que agora a legislação seria mudada, como se se tratasse dum favor ou duma bondosa concessão e não duma obrigatoriedade, gabando-se de cumprir o seu dever dum modo semelhante ao moço de estrebaria que se gaba pela mesma razão.

No entanto, o referendo, com uma abstenção superior a 56,5% está longe de ser vinculativo.

O Ministro da Saúde tem dedicado o seu tempo de ofício seguindo as normas da sua máfia, que são de assassinar a população, cujos êxitos têm sido demonstrados. Quando ele os menospreza, só está a patenteá-los. Não se vê como quer ele agora proporcionar a ajuda rápida às grávidas sem estrutura adequada, sobretudo quanto tanto se tem empenhado a destruir a miséria que já havia e que nem chegava para prover cuidados básicos e primários. No entanto ele garantiu que o novo serviço estava garantido, que não haveria qualquer problema para o pôr imediatamente em andamento.

Questionado sobre a existências de estruturas, sobre outros factos indispensáveis às prestações do novo serviço, ao acompanhamento e ao aconselhamento das grávidas, que respondeu? Com evasivas, com alegações que se ia ver, etc. Ou seja, traduzindo, confessou que as suas afirmações sobre a garantia da prestação do serviço. Mentiu descaradamente como o nojento que só pode ser.

A quem irá agora ser aumentado o já insuportável sofrimento? Às grávidas ou aos que já esperam há anos? Quem é que vai pagar a benesse com a vida?

Como é possível que não minta que nem um aborto?

A prova do ludíbrio dos políticos ficou largamente demonstrada em frases do género: «Estão criadas as condições para a assistência à mulher.» Como se doutra forma ela não tivesse esse direito, o que prova que até agora não o teve e o que isso não passa duma esperança, pois que a pergunta do referendo não permite supô-lo, mesmo que a obrigatoriedade exista. Deduz-se que muitos votos foram concedidos com esta intenção, ignorando-se que ela está assegurada na constituição que os políticos atropelam constantemente e desrespeitam quotidianamente, a torto e a direito.

Entretanto, pela manhã do dia do referendo ouvimos o PR dizer que se a abstenção a este referendo fosse alta deveria rever-se a lei sobre os referendos, se a sua existência se justificava. Esta é das melhores putadas que se podem ouvir, como diriam os castelhanos. Vigarizaram a população ao ponto de a deixar indecisa sobre quem votar e querem-lhe imputar a culpa.

Se pensam assim, porque não referendam a opinião da população sobre a corrupção política, ou sobre as leis que fazem contra a legitima vontade do povo soberano, como se faz em países democráticos? Só se copia o que está mal, como o que diz respeito ao capitalismo selvagem dos EUA, que tem arruinado o planeta; ou com procedimentos políticos na Inglaterra, que foi um exemplo de democracia, mas que já não o é.

Os seus governos estoiraram com os fundos europeus de coesão e reestruturação, distribuindo-os pelos seus Acólitos, Famílias & Amigos, Lda., que enriqueceram à custa da miséria actual da população, como todos se lembram; pôs o restante em circulação para dar a ilusão que todos tinham enriquecido, enquanto a inflação cobriu. Estamos hoje a pagar o atraso estrutural e improdutivo que estes roubos ao povo e a má administração originaram. Quase no fim do seu mandato, reduziu as vagas para medicina, ocasionando a corrente falta de médicos. Que pior poderia ter feito? Só se fosse a instituição da pena de morte para os pobres pelo crime de serem pobres. Não contente, já faz agora planos para eliminar os referendos. que mais poderemos esperar duma tal corja?

Fóra com eles!!!

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7 de fevereiro de 2007

Aborto Abastardado por Política Repugnante

O grande tema do referendo sobre o aborto está a sofrer enormes distorções por parte dos políticos. Estes estão a aproveitar-se para fins que denunciam as suas intenções pouco escrupulosos a que nos habituaram. Entretanto, os debates esquecem os verdadeiros problemas e tomam um caminho que vai dar pretexto aos corruptos para não resolverem os problemas reais.

A questão do referendo é ser um referendo, ou seja, uma consulta popular fora do domínio político, donde, os políticos devem abster-se por completo, por consideração e respeito pela população. Tal como Guterres fez, com honestidade, relativamente ao referendo anterior. Manifestou a sua opinião, a que todos têm direito, absteve-se de recomendações, muito menos tentou fazer algo semelhante com as autênticas lavagens cerebrais tentadas pela canalha oligárquica de hoje. Se fosse um corrupto nem tampouco teria feito o referendo. Agora, os corruptos têm que se aguentar e esperneiam para se lavarem as mãos do que têm feito.

Os bandos oligárquicos, inclusivamente aquele a que Guterres pertencia, tornaram-lhe impossível governar democraticamente, o que o fez preferir afastar-se e abandonar a glória de ser um chefe de canalhas. Facto que não tem sido compreendido por ser sistematicamente abafado por todos os partidos, que mentem e que ao invés de declararem a verdade que demonstra a sua bestialidade, preferem enxovalhá-lo como fazem a todos os poucos políticos honestos.

Assim se chegou ao ponto em que um político honesto não tem possibilidade de avançar, todos os caminhos lhe sendo barrados pela ralé que domina os partidos e não lhes permite qualquer iniciativa, como se tem invariável e incessantemente observado. O avanço ultrajante dos políticos desonestos tem continuado arrasadoramente ao ponto de se tornar insuportável nos últimos governos do Partido Social Democrata e do actual do Partido Socialista, ambos vergonhosamente contra as ideologias dos seus próprios partidos, autênticos nojos de corrupção.

Deste modo, não é de estranhar, mas apenas de condenar a maneira como esta corrupção asquerosa se imiscui num referendo. Como se os corruptos ignorassem que um referendo é para que o povo expresse a sua vontade sem pressão política ou contra decisões políticas. Bela democracia de fazer vomitar qualquer um que seja democrático. Vomitados deviam ser todos aqueles que metem a pata suja onde não devem nem para isso possam ser chamados.

Nos outros países criou-se uma autêntica rede de apoio às famílias, à maternidade, aos nascimentos, à formação das crianças, creches gratuitas e instrução adequada e especializada. Promoveu-se o aconselhamento e a planificação familiar, a educação sexual, a ajuda às mães menores e jóvens. Este conjunto de medidas formou uma juventude com qualidades superiores e melhor preparada. Abriu outros caminhos para além do aborto.

Os políticos portugueses, desprezando todas estas medidas, optaram por se responsabilizarem pela formação duma juventude rasca. Instituíram medidas rudimentares, primitivas e embrionárias, cuja finalidade inapropriada só poderia servir para se pavonearem do muito que fizeram e extorquirem votos aos lorpas assim ludibriados.

Os resultados estão à vista e são de todos conhecidos, embora a maioria não os possa compreender por falta de informação sobre o assunto, donde falta de elementos para o compreender. Como se passa com tudo que diga respeito a política, democracia, direitos de cidadania, etc., sequência duma sistemática desinformação por parte de políticos gananciosos a quem o conhecimento prejudicaria os interesses e jornaleiros coniventes.

Esses resultados são as famílias não terem qualquer apoio, não terem possibilidades financeiras de sustentar mais uma boca e de prover à sua educação. Desorientadas e desconhecendo muitas delas até os métodos contraceptivos, sem nenhuma preparação, experiência, conselho ou ajuda, encontram no aborto a melhor solução. A desolação das grávidas mais jovens, completamente abandonadas, sem qualquer apoio, leva-as direitas à mesma solução.

Porque será que os partidos pretendem intrometer-se neste assunto, em especial? Basta saber que estes repugnantes mentem sempre, ouvi-los e lembramo-nos do modo como têm abordado este assunto para se conhecer a verdade da qual pretendem desviar a atenção da população e lavar as mãos dos seus actos imundos e anti-democráticos.

Em dedução mais do que óbvia, os políticos querem agora misturar-se indevidamente numa consulta popular, que por o ser deveriam nem tampouco tentar influenciar a vontade do povo, com a única intenção maliciosa de se lavarem as mãos de culpados das causas que conduziram o país ao seu estado actual. Não foram eles quem fomentou e desenvolveu este estado?

A prova está nos argumentos usados pelos políticos. O primeiro-ministro diz descaradamente que no referendo anterior o Não venceu e que depois disso nada mudou. Pudera! O aldrabão está a confessar que tanto o seu partido como os dos outros governos, tudo o que fizeram para que a situação mudasse foi destruírem ainda mais o pouco apoio que existia. O que deveria mudar estava e está nas mãos do governo. Está ele a ameaçar de que se agora o Não voltar a ganhar os políticos continuarão a nada fazer? Tratar-se-á duma chantagem? Ou será simultaneamente dum barrete nojento, uma desculpa pelo que os malditos não fizeram e deviam ter feito, a lavarem as mãos do que agora deveriam finalmente fazer mas não farão? Os corruptos contam claramente com que o aborto à carta contribua para adormecer a população ainda mais e auto-dispensarem-se das suas obrigações para com a Nação.

Que fique aqui registado para o futuro. Quer ganhe o Sim ou o Não, nada mudará. O problema primordial não se resolve com as mulheres poderem abortar à carta. O problema está nos apoios acima mencionados serem ou não postos à disposição. Desde que se continue a nada fazer nesses sentido, todos os problemas permanecerão tal como hoje, com a única diferença de que o aborto passa a ser à carta.

Qual é o aborto do atrasado mental que acredita nesta solução de nada fazer? Os políticos não são, porque eles sabem que estão a mentir e a vigarizar a população. Sabem muito bem que pondo a carroça à frente dos bois não resolve aquilo que impingem que se vai resolver. A carroça à frente dos bois é a norma dos políticos corruptos portugueses verificada em quase tudo onde ponham as suas patas porcas. Deste modo, ganhando o Sim nestas circunstâncias, está-se a dar razão aos políticos corruptos e a fornecer a desculpa para que no futuro continuem a não prover a rede de ajuda necessária. Que bom para eles, que os carneiros se deixem matar e aprovem.

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