Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


18 de maio de 2012

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

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25 de abril de 2011

Abrilada
Presidente da Miséria

Mais um discurso do Cavaco para os lorpas; uma contribuição para a continuidade da desgraça nacional.


Enquanto o Sampaio critica justamente a falta de participação do povo na política nacional e afirma que não se tratam doenças novas com métodos antigos, o Cavaco instiga os carneiros a aprovarem a corrupção, o roubo, os privilégios antidemocráticos e a impunidade das máfias pelo seu voto. Leia-se bem o seu discurso sem se deixar embalar pelas palavras empregadas e compreenda-se que é esta a ideia de base que ele encerra acerca das eleições e da continuidade do mal estrutural do país. Porque sabemos bem que nada se pode esperar com os mesmos nem com esta constituição.

O Ramalho Eanes lembra a falta de intervenção cobarde que se tem verificado da parte do Cavaco e instiga à mudança, mas também não se aventura a dizer como. Mário Soares julga que deve elogiar vigaristas a fim de promover uma calma podre na luta das máfias que se estão marimbando completamente para o país.

A presidência do Sampaio não dá aso a elogios. Mostrou-se um cobarde vergonhoso nas suas aparições em público nos primeiros anos. Mostrava olhos de cão medroso e aterrado à procura de qualquer coisa para se esconder debaixo. Não é assim tão distante para o termos esquecido, mesmo para os portugueses amnésicos por natureza. Resta ainda saber se ele teve razão em expulsar o governo do Santana Lopes, mas isso é outro caso. Não obstante, foi aquele que conseguiu hoje ter um discurso mais apropriado ao momento, mais directo às causas e o único que mostrou uma saída mediante uma participação efectiva da população na governação do país. Todavia, não revelou que a constituição, de base claramente antidemocrática, proíbe determinantemente essa participação activa. Na realidade, até permite aos políticos de rejeitar uma petição para referendo nas normas (do que o Louçã se aproveitou para contrariar o desejo nacional). A constituição foi concebida exactamente nesse sentido para deixar as mãos livres às associações de criminosos e de malfeitores que formam as máfias partidárias.

Numa transmissão de hoje, um dos impostores jornaleiros pergunta a uma colega: «Achas que estes discursos vão trazer alguma esperança aos portugueses?» Como não se pode crer que a ignorância possa estar na origem desta pergunta, fazê-la deste modo só poderá ser a de chamar estúpidos aos portugueses e esconder-lhes a verdadeira desgraça em que se enterraram por sua própria culpa. Resultante da sua abdicação no controlo dos políticos. Escondem a dimensão da desgraça e o tempo que vai durar. Todos o escondem.

Pois preparem-se que o mais provável é os filhos e os netos daqueles que têm apoiado este regime de vigarice e ladroagem serem as maiores vítimas, que não vai passar para bem além duma década. A previsão é muito velha, era simples, via-se logo pelo caminho que se estava a tomar e não exigia mais do que usar a sua própria cabeça em lugar de emprenhar pelos ouvidos com slogans e outros estratagemas de banha da cobra. Para garantir a continuidade basta votar neles – como instiga o Cavaco – em lugar de votar em branco e não de se abster. Votar é um dever sério e o modo de demonstrar a desaprovação é de o fazer com um boletim em branco, jamais de se abster. A abstenção é um acto de cobardia e de rejeição da democracia pela recusa de participação.

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25 de março de 2011

Do Mau e do Pior, o Diabo (Cavaco) Que Escolha

A queda do governo tinha sido prevista há muito no Blog da Mentira! A miséria que lavra no país, essa então, há décadas, como se encontra descrito no Site da Mentira! Os desmiolados e os incrédulos, gozavam o autor e tomavam-no por visionário. No entanto, nada havia de mais simples, para isso bastando sacudir a má influência da podridão interna e observar do exterior, tal como dos outros países fizeram, chegando todos à mesma conclusão. Toda a gente o via de elementar que era. Como seria outra coisa possível, quando o Cavaco destruiu a origem das mais importantes fontes de ganhos nacionais? Não contente, espalhou o restante do dinheiro que a sua corja roubou e desbaratou dos fundos de coesão da União Europeia destinados a preparar o país para o futuro, agora. Não existem, portanto, actualmente, condições de recuperação.

Mas não só, que instigou a população inteira a estoirar o seu próprio dinheiro enterrando-se em dívidas que não podia pagar (por não poder produzir após a destruição das fontes de riqueza). Nenhum país enveredou por tal descalabro. Nos países ricos a quase totalidade das pessoas habita em casas alugadas, em grande parte pertencentes a associações, empresas, etc. Os pelintras portugueses foram levados a acreditar que eram ricos à custa da UE e a comprar todos casa. Isto gerou um impulso à construção civil, onde se instalaram muitos políticos parasitas, deu a aparência de riqueza fazendo circular o dinheiro, mas originou também um grande endividamento e falta de fundos nacionais, pois que nada era exportado. Ninguém viu? As máfias políticas sim, mas há um princípio básico de marketing que diz: Tu és OK, eu sou OK. Ou seja, neste caso, as pessoas sentindo-se estupidamente bem [comfortably numb (Pink Floyd)], também estavam contentes com os políticos. O povo anestesiado pela desinformação das bestas jornaleiras, caiu em todos os logros e votava nos seus carrascos. Era a única coisa que interessava às máfias partidárias, que entretanto se apoderaram de todos os lugares mais bem pagos da administração, incompetentes em lugar de contratados por concurso. Repare-se que a maioria dos políticos nacionais são advogados, quase todos falhados, a escola da vigarice, como o mundo conhece. A política portuguesa atrai uma escória de rascas, parasitas, vigaristas, ladrões, impostores, etc.

Os governos que se seguiram aos do Cavaco nada fizeram para inverter a situação. Para quê, se continuavam a sacar os votos dos papalvos a caminho da desgraça, uma desgraça que a eles não atingiria, mas que os fazia enriquecer por fazerem leis que lhes permitiam roubar impunemente. O dinheiro do fundo de coesão da UE continuava a fluir e era usado para tapar os buracos, indemnizações, subvenções, subsídios, etc., nunca para preparar o país para a concorrência. Os sindicatos fizeram muitas greves desnecessárias, nenhuma no sentido de garantir o emprego futuro com a preparação das empresas e o treino contínuo dos que nelas trabalhavam, como se faz nos países ditos ricos. Por isso que são ricos.

A miséria actual, consequência directa destes procedimentos, era mais que previsível e nos países europeus ao corrente mais do que aguardada. No entanto, esperavam que os governos viessem a tomar as medidas adequadas. Se os portugueses sempre votaram nos seus ladrões, porque se surpreendem agora da sorte que procuraram? Pensavam que podiam viver acima dos seus meios sem produzirem, que bastava pedir empréstimos aos bancos, nome que até disfarçaram alcunhando-os de créditos? Ora o crédito, por definição, é o que tem quem tem posses e não o contrário (crença, confiança, fé no que diz alguém).

Porque se queixam, pois, agora? Se a culpa não for deles (pela idade) é dos pais que votaram nas máfias, aprovando-as. Que aguentem sofrendo as consequências do que permitiram e prepararam, que comam o pão que eles próprios amassaram. A estupidez é tanto maior que pela segunda vez elegeram o autor da sua desgraça. Sobretudo quando qualquer dos outros candidatos era melhor; pelo menos nenhum deles foi o gerador da miséria nacional, nem é discutível.

O que espanta ainda mais é que uma grande maioria está parvamente convencida de que mudando de governo tudo vai melhorar. É preciso ser realmente tolo para não ver que ainda estamos apenas à beira da fornalha. Lá para o fim do ano cairão nela. Arderão com muito mais fulgor se o Cabrão-mor do PSD tiver oportunidade de matar mais portugueses, como ele pretende. A partir de agora o Cabrão proibiu o país de obter a ajuda da UE e a que vier será do FMI. A questão de que este faz parte das ajudas proporcionadas pela EU é falso, que nela apenas ocupa um ligar de observador, tal como os tantos observadores nas Nações Unidas. Com os políticos que temos, que não inspiram a mínima confiança senão aos pobres parvos dos portugueses, só se podem esperar as mais pesadas e rigorosas exigências da parte do FMI.

Há quem diga, possivelmente com razão, que o Sócrates provocou a sua saída por não cumprir o dever protocolar de informar o Cavaco antes de ir a Bruxelas. Podemos aqui fazer duas considerações, ainda que a primeira seja discutível. Mesmo errando conscientemente, o que terá maior importância, o protocolo ou o interesse nacional? Afinal, esta pergunta até parece menos discutível. A outra consideração é que, como é costume nacional, as leis não são para respeitar. Não temos os exemplos frequentes dados pela polícia e pela GNR? Não arrombam portas sem permissão judicial, como fizeram à velhota falecida em casa e expulsa por não pagar? Ainda não se viu que a lei lhes fosse aplicada por eles próprios não a cumprirem.

O governo do Sócrates mereceu todas as críticas não partidário-facciosas que lhe fizeram e por vezes mesmo mais sobre assuntos importantes que passaram despercebidos a um povo que ignora as bases da democracia. Alguns desses seus crimes foram devidamente apontados nos blogs do Leão Pelado e da Mentira! Porém, portou-se menos mal quando ao défice, à parte alguns crimes calorosamente apoiados pelo PSD, como de não reduzir ainda mais as grandes fortunas e ordenados em lugar de sacar aos mais pobres, ou de não acabar com os mamões do estado, empresas, instituições, etc..

Inacreditável, que partidos que por todos os meios procuram alargar o fosso entre ricos e pobres (o país da UE em que as diferenças são mais profundas), chorem lágrimas de crocodilo sobre estes assuntos quando se preparam para o fazer ainda com mais requintes de malvadez. O povo é estúpido e o Cabrão-mor aproveita-se gozando-o. Este facto já foi há meses objecto de alguns artigos do autor em vários blogs. Portanto, não é novo, mas apenas nojento que um povo consiga ser tão imbecilmente suicida. Agora diz: Não se podem tratar os portugueses como se não soubessem raciocinar. Ora aqui está uma frase que define e comprova o que fica atrás. Para quem não tenha noções de marketing, fala-se numa mentira para convencer de que é a realidade. Tal como só se fala constantemente em democracia nos países onde ela não existe. Ou como quando ele afirma que o partido não procura ir para o governo a todo o custo. É velho. Ele conhece o atraso mental geral nacional para que tais imposturas produzam votos. Inacreditável, só mesmo em Portugal. Nem em qualquer dos países que viveram décadas em regimes de ditaduras comunistas do mais puro estilo caiem em tais armadilhas. Só mesmo atrasado, só mesmo português.

O que ele devia era explicar à nação porque é que os deputados do seu partido são os cabrões mais ordinários do parlamento. De certo será pela sua frase citada no parágrafo anterior, aqueles que ele diz saberem raciocinar. Essa corja das corjas, esses seres indignos, abjectos e repugnantes não merecem mais que ser tratados desta forma. Todos os seres nascem como os mesmos direitos a tratamento igual e decente, mas podem perdê-los segundo o modo como se comportarem. Chamar cabrões a estes filhos da puta é ainda um cuidado elogio. Como se não bastasse ouvi-los exprimir-se. Não são gente, são facínoras que vivem do roubo, traidores que noutros tempos seriam enforcados e expostos nos pelourinhos como exemplo.

O procedimento do PSD em não discutir o projecto malparido de pobreza do governo foi duramente criticado em toda a UE (Bruxelas, Estrasburgo e países membros) e até mais além. Ficaram perplexos. O descrédito dessa máfia disparou bem baixo. Em Portugal não, claro, não há capacidade mental para o entender. Há até por aí quem diga que o Sócrates e o país prestam vassalagem à UE, à Alemanha e sua matrona. Ter-se-iam esquecido da realidade ou estão a dar tiros à toa como a PSP e a GNR? Esses, é por falta de treino e preparação, mas estes por serem porcos mentirosos. Um facto é que Portugal perdeu a quase totalidade da sua independência ao se agregar à UE, sobretudo no que concerne qualquer assunto que afecte ou possa afectar os interesses dos outros países membros. Não haja ilusões. O segundo facto é que quem tem dinheiro – que ganhou com o seu suor (em lugar de apenas fazer presença de muitas horas no local de trabalho) e assim enriqueceu em lugar de se endividar com empréstimos – é que tem o poder. Se sempre assim foi, como haverá quem se admire por assim continuar? E não é de justiça que assim seja? Quereriam agora que a escumalha de calões e incompetentes mande nos trabalhadores e competentes? Isso, só em Portugal acontece.

Pois quem não acreditar que espere para ver como o PSD, se acaso chegar agora ao governo, semeará o mal, o choro e o ranger de dentes por todo o país. Começará por aumentar os impostos ao consumo e não aos que mais têm e melhor os podem pagar; substituirá o sistema de saúde – que o Sócrates maltratou e arruinou por não saber modernizar e adaptar – por outro que tratará dos ricos e matará os pobres sem piedade, do género daquele que os EUA têm tido. No seu último governo o partido já acabou com o apoio judiciário transformando-o numa simples teoria e num treino para advogados estagiários em que os processos dos que não podem pagar são todos perdidos. A alegria do PSD para aplicar os seus projectos contra a população mais pobre e garantir o adquirido pelos mais ricos está na esperança de poder concretizar todos os seus golpes baixos e canalhices à sua sombra do FMI e com desculpa.

O partido deveria tirar as palavras «Social» e «Democrático» do seu vergonhoso nome. A miséria vem, pois, aí, e em grande. A pobreza vai-se acabar, matam-se os pobres. Aos que acreditam no Cabrão-mor, pode bem repetir-se a tal frase sobre o macaco: Ri-te, ri-te, que quando vires que é para o xx é que choras». Pobre povo, que paga bem a sua estupidez: «Cada povo tem o governo que merece».

O princípio básico da democracia é dominar os políticos. Sem isso não pode haver democracia. Os embusteiros chamam a isto democracia representativa, quando eles não representam mais do que os seus interesses próprios. Não obstante todo o seu sofrimento, os portugueses ainda não compreenderam que não podem deixar essa cambada à solta sem que ela os trame a valer. Em lugar de se atacarem aos verdadeiros males, a maioria dos blogs políticos entretém-se em joguinhos de criancinha endiabrada, ditinhos, criticas que não levam a lado nenhum senão a distrair idiotas. Este disse isto, o outro disse aquilo, aquele arrotou, etc. As questões importantes não as abordam, na maioria dos casos por ferirem os seus partidinhos de ladrões e vigaristas de estimação. Enfim, tipicamente português e justificativo do estado do país; as ideias partidárias sobrepõem-se às do interesse nacional.


Adenda:
Note-se como o Coelho ficou mal visto em Bruxelas, em Estrasburgo e todos os países da União. A sua credibilidade caiu ao fundo do poço, como previsto neste post. Mais uma vez e pelos mesmos motivos nele enunciados, não era difícil de prever. Os portugueses deviam reflectir sobre aquilo que lhes impede de ver e compreender a realidade, a fim de poderem corrigir o tiro e não caírem invariavelmente no conto do vigário.

Note-se ainda como os blogs que querem impor as suas ideias falsas sem admitir argumentação democrática fazem uso da moderação quando não existe uma razão aceitável nem a explicam na página dos comentários.

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6 de setembro de 2010

O Mau e o Pior

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão e o engenho, o bom senso e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.              Eça de Queirós

Por aqui se constata o progresso da maturidade política nacional. Os políticos aldrabões, desonestos e corruptos são os palhaços, mas o dono do circo é o povo. Os palhaços limitam-se a dizer o que o povo goste de ouvir e do modo que lhe apraza. É sobre esta base que se fundamente o velho ditado de que «cada povo tem o governo que merece», não apenas aquele em que votou.

Ao ouvirmos os discursos dos políticos para intencional e maliciosamente ludibriarem o povo de modo desavergonhado e ignóbil, facilmente se descortinam as suas ronhas e mentiras. O Sócrates foi um verdadeiro mestre de grande mérito nessa área, mas foi nitidamente derrotado pelo Pedro Coelho. Parece agora um aprendiz a seu lado. A táctica do Sócrates tem sido a de pintar um paraíso sobre uma tela onde só existe miséria e podridão; um logro para atrair incautos. O Coelho serve-se da amnésia, do embrutecimento e da ignorância nacional provocados pelos mérdias. As suas frases só podem fazer sentido a embrutecidos e amnésicos, hipnotizados pelo fanatismo político tipo futebol, pois que consegue fazer passar ideias que contrariam tudo o que se conhece sobre o que diz, toda a lógica. Em lógica, os portugueses sempre foram piores do que actualmente o são em matemática. Como nem sabem contar os trapaceiros dos mírdias dizem que contabilizam.

Até o Cavaco, o responsável pela miséria nacional por a ter provocado, aparenta agora um maior sentido de estado e ouve-se como rejeita as artimanhas e trafulhices porcas do Coelho. Porque é que os mírdias não mostram as opiniões dos economistas nacionais e internacionais, incluindo as agências de rating sobre a miséria económica e os juros a dispararem se nesta altura houvesse a instabilidade política que o Cavaco se esforça em evitar? No entanto, tem sido essa a arma principal da batalha do Coelho para enganar a população. Das duas uma, ou a concretiza e faz a miséria aumentar assustadoramente (dos que estão a pagar casa muitos as perderão e os restantes passarão a andar com uma mão atrás e outra à frente) ou não passa dum ardil repugnante para convencer os pobres miseráveis incapazes de «contabilizar» por si mesmos.

A análise dos seus discursos para embrutecidos, amnésicos e hipnotizados é tão simples que basta recordar meia dúzia das suas últimas frases, que as mais antigas – como a dos serviços de saúde independentes para ricos e pobres – já foram completamente esquecidas pela ralé desmiolada a quem ele se dirige.

Querer fazer do PSD a muleta do Partido Socialista… Tão inconcebivelmente impossível, sem importar no que se baseie, que nem merece comentário.

Não podemos ter o estado a distribuir favores na intenção dos amigos ou da influência política… Muito justo, mas da última vez que o seu partido esteve no governo foi exactamente isso que fez, nem mais nem menos do os outros têm feito e fazem. O que queremos não são críticas no ar, mas propostas concretas, críticas que se terminem com propostas de solução, e nisso jamais ele se aventura. Porquê? Simples, está à espera de chagar ao governo sem qualquer compromisso e contornar facilmente o que disse atabalhoadamente por falta de propostas e de clareza. Chama-se a isso rosnar.

Sobre a sua revisão da constituição, afirmou: Tem havido uma falta de decoro tão grande nesta matéria que houve mesmo quem tivesse acusado o PSD não só daquilo que não está na sua proposta, nas linhas essenciais da sua proposta, como naquilo que não está, nem nunca esteve, nas suas intenções. Para quê comentar isto, se se pode ler a proposta e verificar se diz a verdade ou se mente? A proposta encontra-se aqui.

Ainda relativamente à sua constituição: Sabem qual é a nossa preocupação nessa matéria? É a de permitir de, se o povo português quiser votar no partido socialista para manter a actual situação, a constituição não o impede. Mas se o povo português não se conformar com o nível do desemprego, não se conformar com os altos impostos que nós pagamos e quiser ter uma sociedade e um estado social mais justo e mais digno, permita ao PSD de governar sem ser com as políticas do partido socialista.

A situação actual foi herdada do Cavaco – como múltiplas vezes explicado e ainda mencionado acima – assim como ele também a herdará, pois que ela está para durar e nenhum governo com ela acabará em menos de 15 anos, o futuro o provará. Idem para o desemprego, que vai continuar a aumentar por mais de um ano, no mínimo. Aproveita-se da falta de honestidade do Sócrates em escamoteá-lo. Como se pode esperar um estado social mais justo, quando ele e alguns do seu partido, como o Cagão Feliz, o Porco em Pé que foi de férias para Bruxelas e a Manela Leiteira, até há pouco não se calaram em proclamar a intenção de alargar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres? Hipocrisia!

Quanto aos impostos serem altos, não é aí que está o mal nem o problema. Ambos estão no seu mau uso e no esbanjamento da canalha de ladrões e corruptos que os administram e roubam. Impostos mais altos pagam-se nos países nórdicos e outros, mas obtêm os seus frutos: são mais desenvolvidos, mais ricos, mais democráticos têm melhor saúde e cuidados para idosos e vivem mais tempo. Não terão estes factos qualquer significado para o intrujão nem para os que o ouvem e aprovam? Se sim, as suas alegações são sacos de mentiras para tolos.

Fala correctamente quando afirma que o governo não reduz as despesas como devia e que o facto é uma perversão do sistema democrático, mas à parte a sua ridícula proposta dos 5% apenas e apenas sobre os ordenados, que só poderia ser para gozar o povo, jamais fez qualquer outra proposta. Que apresente primeiro propostas, que bem falta fazem e que rosne depois. A ele falta igualmente a aptidão e o engenho… como disse o Eça de Queirós, mas sofisma não.

De notar que se os portugueses pagarem a crise com os seus impostos não é anti-democrático, como ele diz, pois que não só são os que mais têm que mais devem comparticipar, como a população não está totalmente isenta da culpa da crise do Cavaco por não ter tido, nem ter, maturidade política para obrigar os corruptos de todos os partidos a prestar contas. Donde, serem também culpados do estado a que se chegou. Só que os cortes do Sócrates foram feitos quase indiscriminadamente, atingindo aqueles de que mais ajuda precisam.

Acusou o PS de estar a assustar o país com a revisão constitucional. Aproveita-se, mas razões não faltam para o susto. O que é mais assustador e que nenhum dos aldrabões de nenhum partido refere é que o estado lastimável em que as finanças nacionais se encontram é muito, mas muito pior do que eles dizem. Não quererá ele ser mais honesto do que os outros e revelá-lo? Até agora, não o fez.

Nem vale a pena comentar mais das suas afirmações. Estas já são suficientemente expressivas para quem quer que tenha um mínimo de capacidade dedutiva.

Mais uma vez, o que precisamos é de propostas válidas e concretas e não de discussões de soalheiro ou de taberna. O próprio Paulo Portas o disse com imensa razão. Porque é que, por exemplo, o Pedro Coelho fala tanto nas despesas esbanjadoras do estado, o que é autêntico, e jamais propôs em que cortar, quando não falta onde? Será nos medicamentos para os velhos? Isso já faz o Sócrates? Os seus 5% são o cúmulo do ridículo dum impostor. Porque é que ele não propõe, por exemplo, que em lugar de comprar automóveis caros para os chupistas das máfias, não os fazem ir para o trabalho nos transportes públicos, como fazem os ministros em Inglaterra? Acharão que são mais do que eles, esses bandos de ladrões e criminosos?

Propostas, venham elas. Ou então que feche a comua.

Não há partido que não esteja dominado pela corrupção e pelo roubo impunes e é isto que tem que acabar, mas que só pode terminar se este povo de carneiros o quiser e o fizer. Cabresto e rédeas curtas nos políticos, em todos e sem excepção. Ainda há pobres babosos que chamam a isto democracia. A um reino dominado por associações de criminosos organizadas em oligarquias mafiosas.

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão e o engenho, o bom senso e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
Eça de Queirós

Adenda:

A manipulação das massas não é uma especialidade dos políticos portugueses nem é nova. Lendo a história constatamos que sempre existiu. O que, a este propósito, faz a diferença entre os povos, é que a maioria mais atrasada deixa-se ludibriar facilmente, enquanto que outros reflectem sobre o que ouvem, analisam e comparam com a sua memória e com os seus conhecimentos. A consequência comprovada é o desenvolvimento e o avanço dos povos relativamente à sua capacidade mental. Sem dúvida que outros factores existirão, mas é este o mais preponderante.

Vemos que os portugueses se enquadram definitivamente no primeiro grupo e que dele não sairão sem que dêem o passo imprescindível para acederem ao outro grupo: aprender, evoluir, reflectir, saber analisar, adoptar o civismo, não chamar democracia a nada sem que o termo possa ser enquadrado na definição.

Alguns links sobre manipulação das massas:
Busca do Google 1
Busca do Google 2
Post no «Democracia em Portugal?»
Pouco se encontra em português, mesmo na Wikipédia, obviamente pela pouca importância que erradamente se lhe atribui e cujas consequências se verificam. Se necessário, usar um tradutor do Google ou do Yahoo (Babelfish)

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