Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


21 de fevereiro de 2013

Sabedoria de grisalhos ou peste de jotinhas ???


Um Sr Deputado fez há dias uma afirmação depreciativa das gerações dos seus pais e avós e das pessoas experientes com reconhecido valor e patriotismo. Gostava que esse Sr me esclarecesse o que considera mais nocivo para Portugal, se são os grisalhos com muito saber, experiência e prudência que os impede de cair nas ciladas de impulsos irrealistas ou se são os jovens irreverentes, arrogantes, teimosos obsessivos que pretendem fazer vencer soluções sem pernas para andar, com prejuízo para os cidadãos, como aconteceu no Governo anterior e como vem acontecendo, há 20 meses, no actual que se apresentou como Salvador da Pátria mas que tem alimentado uma espiral recessiva lesando trabalhadores, pensionistas e população em geral.

Os jovens (jotinhas) actuais, imbicaram na austeridade como se esta fosse a mesinha que cura todos os males, e viria resolver a crise. Teimaram em tal asneira, apesar de vários alertas de pessoas de cabelo grisalho nacionais e estrangeiras. Decorridos alguns meses de sacrifícios suportados pela população mais carente, não puderam deixar de reconhecer erros de previsão por falta de conhecimento das realidades e dos factores intervenientes no fenómeno concreto, e de lamentar os resultados notórios no aumento do desemprego, do encerramento de empresas e de menores receitas fiscais devido a mais reduzida actividade económica.

Mas a teimosia obsessiva e a arrogância do «custe o que custar», doa a quem doer, posso, quero e mando, em vez de procurar outra solução, das várias indicadas pelos observadores e especialistas atrás referidos que desaconselhavam a austeridade, insistiram na mesma asneira. Reforçaram a dose do tóxico que fez adoecer o paciente, na esperança de, com isso, ele se curar!!! Penso que esta imagem da medicina é bem explícita para quem ouse reflectir. Assim como os agentes que vão conduzir à cura não podem ser os que estiveram na causa da patologia.

Gaspar já em 27 de Abril de 2012 confessou que errara as previsões e admitiu que a taxa de desemprego que estava em níveis mais elevados do que o estimado. Também Passos em 14 de Agosto de 2012 anunciou o fim da recessão em 2013, o que teve de esquecer poucos meses depois. E, agora, verifica-se que, apesar de todas as promessas e palavras de optimismo sem fundamento, é admitido que existe uma espiral recessiva de que não se vislumbra o fim.
De entre as opiniões estrangeiras é de citar a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding considera que a austeridade não é a receita certa.

Para onde vamos?

Tenho aqui estimulado os jovens entre os 35 e os 50 anos para cuidarem do futuro de Portugal, que será o seu, pois eles, mais do que os «grisalhos», devem, logicamente, estar mais interessados nessa recuperação porque são eles que mais irão beneficiar para si e para os filhos e netos. Será de perguntar porque não temos visto pessoas dessa faixa etária com real valor a evidenciar-se na actividade pública, sendo certo que nas ciências, nas técnicas e nas artes, alguns jovens se têm destacado tanto dentro como fora das fronteiras. Mas esses fundamentam-se em valores morais que não lhes aconselham misturar-se nas baixezas da política. Esta tem que iniciar uma rápida recuperação para se prestigiar e impor-se ao respeito da população, para evitar repetição das recentes cenas de cânticos a interromper discursos de membros do Governo.

Perante estas reflexões simples, se o Sr Deputado pai da «peste grisalha» desejar deixar um comentário em resposta à pergunta do título, fico muito grato mas peço que não utilize a linguagem politiquês, de palavras elevadas mas sem conteúdo que nada esclarecem, mas sim uma linguagem didáctica que elucide os leitores, principalmente os que mais precisam de ser esclarecidos, como este humilde escrevinhador.

Imagem do Google

Ler mais...

28 de outubro de 2012

Decisões com vista a resultados

O Sr PM afirmou que «sobre as possíveis medidas de redução da despesa impende esta obrigatoriedade, que temos de levar inteiramente a sério: na posição delicada em que nos encontramos, têm de ser medidas que nos garantam resultados com um grau elevado de certeza».

O Sr. PM diz muito bem e essa obrigatoriedade deve aplicar-se a qualquer decisão, porque os portugueses não devem ser obrigados a suportar erros dos governantes. É para isso que aqui muitas vezes se aconselha que é indispensável «Pensar antes de decidir».

Mas quando se iniciou a austeridade, parece que o Sr PM não usou desse cuidado de garantir «resultados com grau elevado de certeza». Certamente que não, pois os resultados têm-se manifestado no aumento do desemprego, no encerramento de empresas por a queda do poder de compra dos consumidores lhes ter reduzido a facturação, na diminuição da colecta de impostos, no recurso crescente à esmola das IPSS, etc

Os «bons resultados» da austeridade imposta levianamente, sem analisar seriamente outras soluções, têm apenas sido vistos pelos bancos e grandes empresas (BPI , Santander Totta, Jerónimo Martins, etc), que obtiveram benefícios na falta de equidade da austeridade. Pela sensata afirmação do Sr PM parece poder concluir-se terem sido esses os resultados que desejava, ou será que considera que errou nas suas decisões e agora quer mudar de metodologia para preparar as futuras decisões?

Feitas do Amaral sugeriu medidas diferentes. O mesmo aconteceu com João Salgueiro. E, agora Marques Mendes está mostrar caminhos que parecem conduzir a resultados «com um grau elevado de certeza». O que será que falta para que seja seguida uma boa escolha de entre as soluções possíveis?

Imagem de arquivo

Ler mais...

24 de outubro de 2012

Bruxelas ampara Gaspar

É ridículo que tenha que ser lembrado aos «operadores de calculadoras» que o défice é o resultado de uma operação aritmética denominada subtracção e que ocorre quando o aditivo é inferior ao subtractivo, isto é, quando as receitas são inferiores às despesas. Dito de forma a ser melhor compreendido, no caso actual, há défice sempre que as despesas são superiores às receitas, quando se gasta mais do que se pode pagar.

Isso foi explicado no post Governo não pensa em orçamento. Só pensa em receitas, isto é, os «operadores das calculadoras» centraram toda a sua capacidade nas receitas e criaram a austeridade que deu recessão mas, não satisfeitos com os maus resultados, agravaram as medidas antes aplicadas. Depois, o post Défice, receita e despesa. Bruxelas avisa mostrou que a UE pretendia chamar à razão os nossos fanáticos dos números e indiferentes às pessoa, para os levar a ver alternativas e o nosso compatriota João Salgueiro explicou que Há alternativa para a austeridade.

Mas a obsessão é tal que nada demoveu os autores do OE de seguirem pelo caminho pedregoso que conduz ao despenhadeiro e a UE não resistiu á tentação de intervir ostensivamente para impedir a catástrofe e, depois de os avisos terem batido contra orelhas moucas, decidiu ser mais acutilante e impôs que o Governo tem um mês para apresentar um plano B a Bruxelas, com medidas de redução da despesa, para a eventualidade de a receita fiscal não atingir valor suficiente. Esta medida apresenta-se muito paternalista dado que o Governo parece indiferente ao facto de que a receita fiscal já caiu 4,9% até Setembro.

E é preciso reflectir que as despesas a reduzir não devem ser aquelas que vão prejudicar os cidadãos mais carentes que, devido à austeridade, já apertam o cinto á volta das vértebras descarnadas. Há que olhar seriamente para o esbanjamento do dinheiro público como as despesas inúteis, não essenciais e desnecessárias, com apoios financeiros às «fundações» que os não mereçam pela fraca qualidade ou ausência de resultados realmente úteis para os cidadãos e/ou com gestão desadequada e exageradamente custosa que só dão benefício para os administradores tachistas da amizade e da «confiança» dos políticos. O mesmo se pode dizer de observatórios sem utilidade prática ou proporcional aos custos, de apoios a actividades sem justificação que não seja apenas o apoio a amigos, de quantidade desnecessária de assessores, de especialistas, de conselheiros, de consultores, etc. Por exemplo, para que servem tantos deputados eleitos pelo povo se, apesar da sua qualidade e quantidade, o Parlamento vai gastar 406 mil euros em estudos encomendados a gabinetes amigos, nos quais, eventualmente, poderão trabalhar deputados?

Também o Governo, apesar da quantidade de assessores e especialistas, não se poupa à generosidade de encomendar estudos e pareceres a gabinetes de advogados amigos. Recorde-se que o Governo anterior tinha pago centenas de estudos e pareceres a justificar o Aeroporto de Lisboa na OTA, o qual acabou por ser destinado à região de Alcochete. Assim se criam e agravam as crises que resultam no empobrecimento imposto à classe média e baixa, apesar de, ocasionalmente, se ouvir falar do desejo de obter «justiça social».

Imagem de arquivo

Ler mais...