Mentira!

Sabe Porque Faltam Médicos?

O seu médico já tinha terminado o estágio e exercia perto do fim do segundo mandato do Cavaco como PM? Então, pergunte-lhe porque faltam agora médicos, que ele sabe e explicar-lhe-á. Desconhecia? Veja porquê acima, no cabeçalho deste blog. Está lá há seis anos. Também neste post.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International

10 Citações de Medina Carreira

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Medina Carreira no YouTube


14 de Março de 2012

Que futuro nos preparam ?


A actual situação, apesar de fantasiosas palavras optimistas e frequentes «garantias» sem fundamento, é muito séria e não é visível predisposição para procurar, de forma ousada e lógica pistas para soluções sólidas e sustentáveis para os superiores interesses nacionais.

O ex-primeiro-ministro grego Georgios Papandreou, com a experiência vivida no seu País, considera que Portugal corre o risco de seguir o mesmo caminho da Grécia se não houver uma solução europeia para a crise.

A nível dos poderes financeiros mundiais, «Com a declaração da Grécia em incumprimento restrito ou selectivo e um leilão de credit default swaps ligados à dívida helénica marcado para a próxima segunda-feira, Portugal ocupou o primeiro posto do «clube da bancarrota». O foco de atenção dos investidores vai, agora, virar-se para Lisboa.»

Por cá são frequentes e variados os alertas para a necessidade de decisões corajosas e bem preparadas para bem dos portugueses. Agora em Coimbra, no debate seguido à apresentação do livro "A Classe Média: Ascensão e Declínio", do professor Elísio Estanque, da Faculdade de Economia de Coimbra, são merecedoras de reflexão as palavras de José Pacheco Pereira e de Manuel Carvalho da Silva de que se reproduzem algumas:

De Pacheco Pereira, antigo deputado do PSD e professor universitário:

"Isso é, quanto a mim, o maior risco para a nossa democracia. Não é tanto que haja um golpe militar, ou que haja uma tentativa autoritária", disse, frisando que o ambiente de crise o favorece, com "uma forte deslegitimação do sistema político, dos políticos e dos partidos".

Democracia e demagogia "são completamente diferentes, mas muito parecidas", pois "ambas têm uma forte presença daquilo a que podemos chamar opinião popular", com a segunda a recorrer muito aos meios que a Internet propicia.

"Estamos a atravessar um momento de muitos perigos. Essa possibilidade demagógica e populista virá pela televisão, por alguém que será simpático para um número significativo de pessoas e que fale a linguagem anti-política", afirmou, salientando que tanto pode ser de direita como de esquerda e até pode passar por eleições.

Na sua perspetiva, "o populismo ganha eleições e depois governa-se sem lei ou com pouca lei. E como há uma grande desagregação do sistema judicial e uma grande desagregação da autoridade do sistema judicial, uma desagregação, no fundo, do primado da lei, está criada essa cama".

Se "a cama está posta", diz que é uma questão de ver "quem se deita nela", pois já "houve tentativas que não vingaram".

Quanto á actual obsessão pela austeridade, defendeu que "há que ser ponderado, e que ter em consideração não apenas questões de ordem económico-financeira, mas questões de natureza social e política", e acrescentou que no final pode não haver capacidade para introduzir dinamismo na economia, pela destruição de "uma classe média frágil".

De Carvalho da Silva, ex-director da CGTP e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra:

Advertiu que o empobrecimento dos estratos considerados da classe média não esconde um outro facto, a "pobreza imensa" que existe.

"Este empobrecimento do emprego, das condições materiais das pessoas, dos salários, da retribuição do trabalho, vem associado a um empobrecimento da democracia, quer pela perda de dimensões do Estado Social, quer pela perda de liberdades na sociedade".

Na sua perspetiva, "uma pessoa que fica mais pobre fica menos livre e a democracia portuguesa está a ser muito atingida por este processo".

Defende que "o caminho é o "de recomposição de outra utilização e outra distribuição da riqueza".

Vítor Gaspar:

Para compor o ramalhete, recorda-se que, lá para o topo da pirâmide do Poder, Vítor Gaspar, à falta de qualquer hipótese de solução que tivesse formulado para desenvolver a economia e a felicidade dos portuguese, referiu a sua fé em que a história garante que a crise passa !!!.

Tal tipo de fé não se trata de medida apontada por nenhum economista célebre e, para quem gosta de História, é sabido que as crises foram sempre resolvidas pela força do cano das armas, com sacrifícios de vidas e de património e criação de deficientes que passaram a viver à custa do erário.

E, por falar em fé, a sua colega da Agricultura declarou em Janeiro a sua fé em que Fevereiro trouxesse chuva. No entanto a seca que vem desde Novembro, ainda não terminou.

Parece que ninguém sabe para onde estamos a ser levados embora, frequentemente, ouçamos governantes a «garantir» que…

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5 de Março de 2012

Apelo à oposição

Já não é novidade que a situação de Portugal, dos portugueses, é motivo real para descontentamento e ausência de esperança para melhoras a curto ou médio prazo. E, se não houver mudanças, nem para o longo prazo se justificam esperanças concretas.

As banalidades do PR de que a crise tem que ser resolvida com o esforço de todos os portugueses são tão banais que ninguém das classes mais desfavorecidas as ignora, pois as sente quotidianamente à mesa e em todos os aspectos da vida real.

Porém, há uma quantidade de parasitas e abutres que, se têm preocupações, elas relacionam-se com a aplicação nos off shores que desejam ser mais rentável e com a ostentação de sinais exteriores de riqueza. E esse desejo de ostentação convive com a ambição de mais enriquecimento por qualquer forma. Não pode ignorar-se, por exemplo, a notícia de que um administrador da CGD numa viagem a Maputo utilizou a Air France em vez da TAP, gastando o triplo.

Devendo o esforço ser de todos os portugueses, será bom que a oposição desempenhe um papel mais positivo. Explico. Está certo que a oposição, como vem fazendo, critique todos os aspectos menos correctos da governação, mas não deve ficar por aí. É certo que a oposição tem sempre presente a vontade de obter votos nas próximas legislativas, mas pode atingir esse desiderato, pela positiva sem se limitar a ser demolidora. Para ganhar, o trilho a seguir não deve ser o da canelada e da rasteira.

Se um Partido apresentar na AR ou apenas na Comunicação Social uma proposta ou sugestão bem elaborada, fundamentada e pormenorizada para um sector específico, mesmo que não venha a ser aprovada, ela valoriza o Partido que, mais tarde, pode afirmar que «isto está muito mal mas estaria melhor se tivesse sido aceite a nossa proposta ou sugestão de tal data». Se os Paridos seguissem esta via de mostrar aos portugueses o seu valor e capacidade para gerir bem os problemas nacionais, estariam a somar pontos para as próximas eleições. E, dessa forma, contribuiriam simultaneamente para os portugueses saírem da crise e serem aliviados dos apertos em que os têm estado a meter.

O povo agradeceria.

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2 de Março de 2012

Gaspar não previu e está em pânico...

A notícia Gaspar em pânico com quebra abrupta das receitas da Segurança Social e do IRS, mesmo apenas pelo título, faz recordar a frase de Camões «não louvarei capitão que diga não cuidei». Pois é Sr. Ministro, como é possível não ter previsto estas quebras e outras, depois de decretar uma austeridade feroz que secou as fontes dos impostos?

E a lógica faz prever que isto não fica assim, vai inchar! Se fizer bem as contas, há-de notar que o IA (Imposto Automóvel) também baixou pois a quebra das vendas, segundo as notícias, foi de cerca de 50%. A queda do IVA, apesar dos aumentos brutais dos produtos alimentares, também deve ser notável pois as lojas estão paradas por falta de poder de compra dos potenciais clientes e algumas já fecharam, indo aumentar o desemprego e reduzindo o IRC e o IVA.

O trânsito automóvel tem vindo a reduzir-se e, em consequência, os combustíveis estão a vender menos, do que resultará diminuição dos respectivos impostos. Os desempregados, deixando de receber, fazem reduzir a colecta do IRS.

Estas rápidas observações de um leigo parecem lógicas e, por isso, admira que o Sr. ministro se espante com as quebras dos impostos. E tudo leva a crer que isto vai piorar. A solução não está no agravamento da austeridade mas em a economia aumentar a produção de bens vendáveis e exportáveis e, para isso, não bastam palavras bonitas sobre estágios e novas instituições de emprego que conduzem a nomeações, para o seu enquadramento, de «boys» do clã, que serão os únicos beneficiados com tal tipo de redução de desemprego.

Não é novidade e muitas vezes tem sido escrito em vários locais que este tipo de problemas de gestão ou de governação precisam de soluções abrangentes de todos os sectores que interagem com aquilo que é mais visível. Mexer apenas no aparente e deixar o resto a apodrecer só agrava a situação na sua globalidade.

Por tudo isto, não entre em pânico Sr. ministro. Está a ceifar a seara que começou a semear há já mais de oito meses. O pior é que os 10 milhões de portugueses que têm vindo a ser explorados continuarão a ser as vítimas dos governantes que tiveram e têm.

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26 de Fevereiro de 2012

A Crise Acaba no Fim do Ano!

Ah! Ah! Ah!
Como eles nos gozam!

Não há ninguém que lhes atafulhe as cloacas que têm por cima dos queixos com a matéria de cloaca?

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«Crescimento positivo»

A minha experiência de quase seis anos da blogosfera, dizia-me que provavelmente não obteria aqui a resposta esperada à pergunta do titulo do post O que é um crescimento negativo??? e resolvi ir pedi-la ao utilizador do «conceito», através de um comentário num seu post no blogue em que colabora. Consegui este «esclarecimento»:

Finalmente, CRESCIMENTO NEGATIVO é uma expressão de "economês" (isto é, linguagem de economistas) que indicia que houve um decréscimo na riqueza produzida. Sim, hoje eu usei a expressão "crescimento negativo" quando comentei as novas projecções da Comissão Europeia; e depois contrapus o "crescimento positivo" que, a perspectivar-se o cenário apresentado, poderá já ser verificado em 2013. Foi isto. Não usei pela primeira vez, e certamente voltarei a fazê-lo. Sinceramente, pode ser defeito de formação, mas não encontro melhor expressão para definir o fenómeno em questão... De qualquer modo, obrigado pelo comentário!...

Confesso que não gostei.

Compreendo que os economistas entre si utilizem o «economês», pois em todas as profissões existe jargão próprio que os isola numa terminologia indecifrável para os não familiarizados com ela. Há dias, um militar num convívio com a presença de alguns amigos de profissão dizia que a mulher anda muito desconfiada e ele quando chega a casa tem que lhe fazer o sitrep. Logo um não militar lhe perguntou que raio de carícia é essa?

Ora o Dr. Miguel Frasquilho, além de economista, é deputado em funções de destaque no partido do Governo e, quando utilizou o termo de crescimento positivo para os jornalistas, devia evitar falar «economês» e devia expressar-se de forma a que os simples cidadãos o entendessem. Os políticos, principalmente os eleitos, devem aproximar-se o mais possível dos cidadãos, para os compreenderem e para lhes explicarem a forma como estão a desempenhar as funções para que foram escolhidos pelos eleitores, e mostrar que não perdem de vista a finalidade da sua função de «governar», que é em benefício das pessoas em geral e não apenas do clã (bando ou manada).

A professora universitária brasileira Maria da Conceição Tavares, no vídeo publicado em Recado a jovens economistas e a governantes explica que a economia é uma ciência social, e o seu nome original era economia política e apoia-se na história e dirige-se ao povo, à vida da sociedade, e para ela «o modelo matemático não serve para nada». No entanto os nossos «economeses» passam a vida, com o seu jargão, a sua gíria, a brincar com os números para fugir à sua função social e para se convencerem de que estão a fazer uma figura de alta intelectualidade, e a colocarem-se muito acima do QI médio nacional.

O certo é que todos repetem que a crise se iniciou há muito e era previsível mas, com isso, confessam que não a compreenderam realmente e, por consequência, não conseguiram evitá-la ou amenizá-la e estão a mostrar incompetência para dela sair com os menores custos e sacrifícios para os portugueses, apesar dos repetidos e variados malabarismos com números e conceitos de «economês».

Nos tempos que atravessamos a arrogância, a ostentação, a vaidade e a futilidade, para ocultar a incompetência, é geral em todos os níveis sociais e é grave que os políticos estejam tão gravemente eivados de tal mal, e muitos se limitem a repetir frases de almanaque antigo e desajustado e nos queiram confundir com palavras vazias de conteúdo claro e entendível.

E, com estas inabilidades e insensibilidade para os problemas das pessoas, tardará muito a surgir uma luz ao fundo do túnel, e oxalá que, para ela aparecer mais depressa, não venha a ser utilizada qualquer ferramenta mais agreste criada pela indignação que alastra aliada ao descontentamento crescente. Dizia-se, há quatro anos, que, em democracia, «o povo é quem mais ordena».

Imagem de aqrquivo

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21 de Fevereiro de 2012

Juiz Assassina Família

Foi falado e comentado, mas ninguém lhe atribuiu a importância devida nem se aventurou a tirar a única conclusão possível. É um facto simples de que há pouco a comentar para além de afirmar que estamos a observar o que se passa com a corrupção, a impunidade, a incapacidade profissional e tantos acontecimentos que destroem o país e a vida nacional.

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17 de Fevereiro de 2012

Desemprego é bomba armadilhada

Não podemos ficar indiferentes à notícia que informa que em Portugal Há 885 novos desempregados por dia, pois isso é um indício de situação explosiva de elevada gravidade, é uma bomba armadilhada de resultados imprevisíveis. Transcreve-se um pouco da notícia mas sugere-se a leitura atenta da totalidade, fazendo clic no seu título.

«A troika em Setembro passado avançava com perspectivas pessimistas: Portugal atingirá uma taxa de desemprego oficial de 13,5% ao longo de 2013, valor que seria o pico deste flagelo no país. O governo, na mesma altura, dizia que não. Vítor Gaspar não admitia um cenário tão grave, antecipando “só” um pico no desemprego de 13,3% e ao longo deste ano, depois tudo melhoraria ao longo do ano seguinte. Ambos estavam completamente enganados.

No final de 2011, o desemprego oficial bateu os recordes e chegou a 14%, fruto de um salto trimestral nunca antes visto: mais 1,6 pontos. E a tendência, como se antecipa nas previsões do governo e da troika, é piorar.

Mas mais do que números, falemos de pessoas. O que quer dizer um salto de 1,6 pontos percentuais no desemprego entre Outubro e Dezembro de 2011?

Este valor significa que em três meses mais de 81 mil residentes em Portugal ficaram sem emprego, qualquer coisa como 885 pessoas por dia em todos os 92 dias de Outubro a Dezembro, úteis ou não. No final de Dezembro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) havia 771 mil desempregados em Portugal. Em Outubro eram 689,6 mil.

Enquanto isso, a Alemanha bateu o recorde de pessoas empregadas desde a reunificação do país, com 41,6 milhões de trabalhadores em finais de 2011, mais 560 mil. Dados também ontem divulgados.»


NOTA: Além dos graves problemas sociais e de segurança interna, é preciso ver também a dinâmica do desenvolvimento. Para haver desenvolvimento tem que ser estimulado o empreendedorismo, a inovação, a criatividade e o trabalho orientado para produção que substitua importações e que aumente as exportações em sectores voltados para o futuro mais previsível.
Isto suscita algumas interrogações:
Que estímulos estão a ser dados ou vão ser implementados pelo Governo, para reactivar o emprego?
Como tem sido desenvolvido o diálogo com empresários (grandes, médios e pequenos), com jovens licenciados e potenciais empregadores?
Que conferências estão previstas para fomentar a inovação, a criatividade, ajustadas às realidades actuais e previsíveis?

É imperioso que os governantes, demais políticos e técnicos especializados se debrucem seriamente sobre este importantíssimo tema e em todos os factores que o podem influenciar.

Imagem do Ionline

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16 de Fevereiro de 2012

Líbia. Lição para governantes

Na Líbia está a acontecer o que era previsível.

As notícias Líbia vive um ano de revolução e de incertezas e “Milícias ameaçam as esperanças de uma nova Líbia” são muito significativas, principalmente a segunda de onde se transcreve:

O aviso é feito pela Amnistia Internacional num relatório publicado no primeiro aniversário do levantamento popular que começou na cidade de Bengazi, no Leste do país, até terminar em Outubro, com a captura e morte do ditador. As mesmas milícias que se formaram para derrubar Khadafi põem agora em causa o futuro.

“Há um ano, os líbios arriscaram a sua própria vida para reclamar justiça. Hoje, as suas esperanças são ameaçadas por milícias armadas sem lei que pisam os direitos humanos com toda a impunidade”, afirmou Donatella Rovera, conselheira especial da Amnistia para as crises e conflitos, na apresentação do relatório.


Os políticos devem tirar daqui a conclusão de que devem agir segundo a pura filosofia da DEMOCRACIA, procurando, em cada momento, decidir para bem da população é não com caprichos autoritários ou ideias muito pessoais de «poder pelo poder». No Egipto está a acontecer o mesmo, bem como na Síria. O povo obedece, aceita, subordina-se, porque é próprio do ser humano evitar a violência, mas, a partir de determinado ponto, acorda, toma consciência de que está a ser esmagado por incompetência, vaidade ou ambição dos governantes e reage, muitas vezes de forma violenta, descontrolada, sem uma estrutura adequada e eficaz de hierarquia, disciplina e rigor de acção causando resultados dramáticos para muitos inocentes.

Seria bom que os «donos do poder» reflectissem nestes fenómenos e fossem mais competentes, humanos e generosos na sua actuação como representantes do povo e senhores do seu destino colectivo, a fim de evitar que o descontentamento e a indignação se sobreponham às boas normas de convivência entre todos desde o mais humilde cidadão até ao mais destacado governante.

Foto do Google

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17 de Janeiro de 2012

O Grande Bluff

O governo cumpre tudo o que o partido apodrecido tem vindo a anunciar desde há anos: o alargamento da fossa entre ricos e pobres, que já era a mais profunda da UE. Como nos admirarmos quando o partido no governo cumpre honestamente aquilo que, abertamente ou não, sempre mostrou ser o que intencionava fazer?

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13 de Janeiro de 2012

Que os Culpados Paguem

Já por várias vezes foram aqui mencionados os problemas causados pelo desleixe e desinteresse no trabalho exibidos pelos funcionários públicos da administração e como esse seu procedimento prejudica empresas e particulares. Tal como outros, fazem greves para conservarem os benefícios que têm e os situam injustificadamente num plano acima do comum da população, mas não as fazem no sentido duma justa repartição dos sacrifícios para que os grandes usurpadores do dinheiro público contribuam proporcionalmente.

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12 de Janeiro de 2012

Carta Aberta ao Ministro da Saúde

Não é uma reclamação sobre o modo como este governo decidiu matar os portugueses, que isso está a ser debatido em variadíssimos locais. Trata-se duma reclamação objectiva apresentada por alguém conhecido sobre o mau funcionamento dos serviços de saúde. Como o nosso dinheiro é desperdiçado e nos fazem pagar mais em lugar de reorganizar os serviços, quando já pagamos tanto por cabeça como na Suécia, com um dos melhores serviços de saúde mundiais.

Administrado por gente competente, evidentemente, e não por sabujos parasitas partidários que deviam emigrar em lugar de, ocupando lugares de interesse nacional, estarem a pôr gente capaz no desemprego.

Quem está a roubar os ordenados que ganham em postos para os quais a competência exigida é o cartão partidário?

É esta a realidade desde que estes sabujos parasitas partidários começaram a ocupar lugares de responsáveis e a destruir a organização nacional ao ponto que hoje se conhece. Ainda houve quem, realmente parolo e paspalho, como só os portugueses são, acreditou na banha da cobra do chefe da banda neoliberal que está a destruir o pouco que restava do país. Só os portugueses são estúpidos em se sacrificarem por esta cambada ao ponto de serem masoquistas.

Esta carta foca penas alguns pontos sem pretender ser um relatório. Não podem existir muitas razões por o ministério da saúde ser dirigido por um contabilista; a cada qual de tirar as suas conclusões.


Exmo. Senhor Ministro,

Perguntar-se-á, talvez, porque escrevo a V. Ex. sobre os maus serviços prestados em instituições sob a alçada do seu Ministério quando existem livros de reclamações e gabinetes de utentes a esse fim. Pois bem, é teoria, que quem os utilize conhece que tais coisas servem estritamente para os reclamantes desabafarem, ponto final. Escrevendo-lhe, fica V. Ex. a conhecer ainda directamente o que as pessoas prejudicadas pelos maus serviços sabem e pensam. Passo do assunto.

Há muitos anos que vou às consultas externas dos hospitais da capital. Aos 4 anos de idade fui operado no Hosp. de Stº Antº dos Capuchos. Melhor ou pior, sempre tenho sido atendido, mas hoje, alguns acontecimentos em áreas específicas fazem-nos crer que o atendimento é apenas para gozar aqueles que dele tanto necessitam. Agora, posto que esses serviços passaram a ser caros e bem pagos para empurrar as pessoas para os hobbies privados explorados pelos amigos de alguns políticos ou seus familiares, tais modos de atendimento são completamente inadmissíveis.

Os serviços de saúde estão enterrados em burocracia e cada chefe é legislador dentro do seu feudo, o que provoca um consequente acréscimo à desorganização e incompatibilidades. Como burocracia não é organização, a desorganização nos serviços de saúde é completa. Do lado dos doentes, que é o que interessa, visto os serviços lhes serem teoricamente dedicados, após esperarem meses por uma consulta, outras surpresas os aguardam. Esperam horas (digo bem no plural) no dia da marcação. A velha Leprosaria de São Lázaro (usada como anexo do Hospital de S. José), onde funciona a unidade de ortopedia, é um exemplo do que o Ministério que V. Ex. dirige deve evitar a todo o custo a fim de não ser tomado como colaborador deste desastre.

As consultas são marcadas para horas fictícias, pois que vendo as listas de cada médico, nada parece poder bater mais certinho. A realidade, porém é outra e esperam-se sempre pelo menos duas horas. Todavia, se há serviços muito solicitados e em que o pessoal é insuficiente, nesta unidade verifica-se o contrário. O atendimento na recepção, efectuado por duas secretárias, é rápido quase sem espera. Como são pouco solicitadas, uma delas vai passear para queimar o tempo (quase sempre a de cabelo escuro, esta também com pouca educação), fazem chamadas nos seus telemóveis ou qualquer outra coisa para queimarem o tempo.

É após o atendimento na recepção que se esperam horas. Os médicos estão frequentes sós nos seus gabinetes. As enfermeiras passam boa parte do tempo conversando entre si. Entretanto, os pessoas que aguardaram meses para obter uma consulta, mesmo não sendo esta especialidade das mais sobrelotadas, esperam depois horas sem conta no dia da consulta.

Noutras unidades nota-se que se alguns médicos trabalham dedicada e afincadamente, outros chegam com horas de atraso. Como pode o tempo das consultas ser bem organizado e distribuído? Ou estes médicos que chegam muito atrasados mesmo assim têm tempo de sobra para as consultas, ou as consultas são demasiado rápidas e em consequência eles podem cometer erros fatais – para o paciente, claro. Se há ainda alguns médicos que por vezes saem para tratarem dos seus affaires pessoais durante as horas das consultas, há também, no entanto, e isto é certo, alguns outros que se esfalfam a trabalhar. As horas passadas em espera permitiram-me assistir pessoalmente a todos estes factos.

O desprezo e a desconsideração com que os pobres pacientes são tratados são um ultraje e uma vergonha, tanto para a parte dos que o praticam quanto para aqueles que o sofrem e consentem. Pergunta-se: Como pode esta desorganização continuar a ser ignorada pelo Ministério?

Estou certo de que o Senhor Ministro compreende esta situação. Porque alguém que como V. Ex. já demonstrou tão alta capacidade financeira no seu passado recente, decerto julgará melhor que ninguém o desperdício de tempo, de recursos e de encargos que estas circunstâncias acarretam. Casos destes repetem-se por todo o país e incluem as diferentes dificuldades inventadas em cada centro de saúde para evitar que os doentes os invadam, como aconselhando-os frequentemente a dirigirem-se aos serviços de urgência hospitalares.

Agora reformado, trabalhei longos anos em organização de empresas, sobretudo de produção industrial, pelo que a experiência me obriga a saber o que digo sobre este tipo de assunto específico. Não me cabe, contudo, apresentar sugestões que devem ser deixadas aos profissionais em serviço, mas limitar-me ao papel do observador atento. Sendo notória a justificada preocupação do governo que V. Ex. integra acerca das despesas de saúde, este é certamente um caso em que esses dispêndios exagerados poderiam ser drasticamente reduzidos em lugar de fazer pagar as vítimas, aqueles a quem estes procedimentos já fazem sofrer desnecessariamente. Sobretudo, com a nova legislação laboral no seu único ponto bem-vindo em que a improdutividade pode ser invocada como motivo de despedimento, não se vê que o Estado prescinda do seu uso em favor dos utentes a quem deve servir e proteger destes abusos. É evidente que a aplicação da lei deveria cair de cima para baixo e não no sentido inverso. Ou o termo “responsáveis” não passaria duma paródia. O que é um crime é continuar a penalizar os pacientes, como se está a passar, enquanto se desperdiça nos custos por alguns serem incapazes de organizar e outros serem maximamente improdutivos.

Subscrevo-me humildemente com a mais alta estima e consideração,


De V. Ex.
Atento servidor


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26 de Dezembro de 2011

Passos e as "conversas em família"

Transcrição de notícia de jornal, seguida de NOTA:

Passos promete reformas para "democratização" da economia
Público. 25.12.2011 - 21:07 Por São José Almeida

Passos Coelho sublinhou que "2012 será um ano de grandes mudanças e transformações".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, aproveitou o espaço televisivo da mensagem de Natal para olhar para o próximo ano e garantir que “2012 será um ano de grandes mudanças e transformações”, as quais “incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas”, com o objectivo de conseguir o que entende pela “democratização” economia.

Lembrando que já tinha anunciado que “2012 será um ano determinante” para “todos os portugueses”, o primeiro-ministro sublinhou que no próximo ano o país terá “muitos compromissos para honrar” e “muitos objectivos orçamentais e financeiros para cumprir”, mas frisou que será um ano importante “sobretudo porque temos muitas reformas estruturais para executar”.

Passos Coelho fez questão de apresentar as razões que encontra na sociedade portuguesa que justificam a sua atitude reformista da organização da sociedade e da economia e argumentou que “são estas estruturas que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidade”, mas que também “protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação”, por isso, concluiu que “são estruturas que têm de ser mudadas”.

Transformação do país

Explicando o que quer dizer com democratização da economia, o primeiro-ministro explicou que quer “colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do país”. E “que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico”.

Para isso, prosseguiu, quer que “estas reformas nasçam de baixo para cima, para os que se propõe “criar as condições para que todos os portugueses, cada um dos portugueses, nas suas escolhas, com o seu trabalho, com as suas capacidades, construam o seu próprio futuro e, em conjunto, o futuro de todos”. E garantiu que “as reformas que o Governo vai executar foram pensadas para fazer dos homens e das mulheres de todo o país os participantes activos na transformação e na recuperação de Portugal”.

Referindo-se especificamente ao facto de falar no dia de Natal, Passos Coelho referiu que esta “ a importância de relações de amizade, de solidariedade e de confiança”, para sublinhar que “na nossa vida colectiva a degradação dos laços de confiança ao longo dos anos teve graves consequências na qualidade da nossa democracia, no nosso desempenho económico e na nossa solidariedade comunitária”.

Defendeu ainda que “a confiança é um activo público, é um capital invisível, é um bem comum, determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade” e que “são os laços de confiança que formam a rede que nos segura a todos numa mesma sociedade”. Prometendo em seguida que “um dos objectivos prioritários do programa de reforma estrutural do Governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança”. E explicou que se referia “não só da confiança dos cidadãos nas instituições, mas também da confiança que temos uns nos outros, nas nossas relações profissionais, nas nossas relações sociais e nas nossas relações de cidadania”.

Até porque, concluiu o primeiro-ministro, “com mais confiança vem mais solidariedade, mais democracia, mais justiça e mais vitalidade social”. E isso só se consegue, segundo o mesmo Passos Coelho, com reformas. “Para construir a sociedade de confiança que queremos temos de reformar a Justiça, temos de tornar muito mais transparentes a máquina administrativa e as decisões públicas, temos de abrir a concorrência, agilizar a regulação e acelerar a difusão de uma cultura de responsabilidade no Estado, na economia e na sociedade”, garantiu.

NOTA. A memória faz que o tempo antigo seja recordado e, de tal recordação, surgem comparações que podem ser traduzidas em lições que distinguem o melhor e o pior, aquilo que deve ser repetido e o que deve ser evitado.

A comunicação social está a usar o verbo «garantir» quando se refere a simples promessas eventualmente bem intencionadas ou, pelo contrário, falaciosas.

As palavras da mensagem de Natal do PM são maravilhosas, mágicas, divinas, indo ao encontro de sugestões
aqui colocadas e reforçadas em posts posteriores. Mas, como ali se disse, o pensador que pretenda colaborar na passagem a «nova etapa de civilização» deve «usar de isenção, independência e apartidarismo», porque quem está comprometido e condicionado pelas soluções erradas que originaram a crise, não dispõe de real liberdade de pensamento e de acção para a mudança profunda que agora foi «garantida».

Quando comecei por falar de memória recordei-me de Marcelo Caetano que, pouco depois de assumir o cargo de «Presidente do Conselho de Ministros», iniciou regulares «conversas em família» em que começou por citar os diversos problemas do País que era necessário resolver e deixando a promessa de reformas profundas, em estilo semelhante ao agora usado por Passos. Em conversa com amigos, no dia seguinte, disse que se o anterior governo tinha a desculpa de não saber de tais problemas, este deixou de ter tal desculpa e tornava-se mais responsável no de não lhes dar solução. Aquela declaração de conhecimento da situação real foi um passo arriscado.

Essa impressão que me ficou veio a tornar-se concreta quando, um ano depois, noutra «conversa em família», veio a repetir vários aspectos que continuavam à espera de solução, o que não podia ser interpretado senão como uma confissão de fracasso, de incapacidade para resolver os problemas que tinha mostrado conhecer.

Ter boas intenções e fazer promessas deliciosas, de nada serve se as realidades não vierem a mostrar competência, capacidade, vontade e coragem para as concretizar.

Para bem de Portugal e dos Portugueses, será bom que Passos Coelho consiga ter mais êxito do que teve Marcelo Caetano e torne realidade as suas promessas de profundas reformas, que o País precisa.

A memória diz também que Sócrates iniciou o seu primeiro governo com belas promessas de reformas mas, ao querer concretizá-las, errou na metodologia, agindo contra quem devia ter sido chamado a colaborar, como juízes, professores, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, militares e polícias.

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12 de Dezembro de 2011

Preparar um furo melhor

Há século e meio, um filósofo genial apresentou conceitos que, embora há muito tempo definidos na Bíblia, andavam esquecidos, pois a ganância, a ambição e o culto do vil metal tinham conduzido o mundo mais rico para uma atroz desigualdade e injustiça social. Mas as palavras de Karl Marx não foram devidamente aproveitadas e deram lugar a explorações e injustiças de índole diferente da existente mas não menos graves para as pessoas em geral.

No entanto, as suas ideias já fizeram a sua época e dificilmente seriam hoje aplicáveis às realidades que preocupam a maioria dos seres humanos. Haverá, pois, que equacionar o problema actual e procurar para ele a melhor solução.

Sendo a vida um caminho com bifurcações de metro a metro, e sendo necessário fazer escolhas a cada momento, optando entre duas ou mais vias, há que saber e utilizar uma metodologia de preparação das decisões semelhante à indicada em Pensar antes de decidir.

Sugere-se, pede-se, a qualquer cidadão com vontade de contribuir para um futuro melhor de Portugal e do Mundo e que deseje usar de isenção, independência e apartidarismo, que desenvolva um esforço de meditação sobre o assunto com vista a encontrar soluções, de onde sairá a melhor, para uma estrutura político-social e económico-financeira, que torne a vida mais justa e eficiente, para felicidade de todos, com maior igualdade de oportunidades e justiça na distribuição dos resultados de toda a actividade e subordinação das ambições materiais a uma escala de valores morais aceites universalmente. Enfim, precisam-se os filósofos da Nova Era.

A economia não pode ser dominada por bancos e grandes empresas que se vangloriam de lucros fabulosos, mas que pagam mal aos trabalhadores, exploram os clientes, não respeitam os fornecedores, nada fazem pela sociedade através de mecenato e usam os mais variados estratagemas para fugir ao fisco.. Não deve ser esquecido que uma empresa é fruto do capital investido, da função administração e do trabalho, pelo que o resultado não pode passar ao lado dos trabalhadores, mas ser distribuído de forma equitativa e equilibrada por todos os factores de produção.

Este apelo dificilmente pode ser atendido pelos opinadores que frequentemente surgem no pequeno ecrã, ou porque estão amarrados aos interesses partidários de que recitam os slogans ou submetidos aos patrões que servem como «administradores» ou «consultores» ou a potenciais fornecedores de «tachos». Uns e outros servem-se de argumentos e alegações, muitas vezes opostos aos seus comportamentos habituais, apenas porque pretendem confundir as ideias aos cidadãos menos esclarecidos levando-os a dar o voto a quem deles abusa sem o mínimo rebuço.

O esclarecimento deve ser leal e eficiente para congregar a vontade de todos, pois a democracia é obra de todos e para todos. Sem espíritos abertos e bem informados, ninguém pode votar conscientemente e, por isso, a democracia mirra e extingue-se, deixando em seu lugar regimes autoritários, autocráticos, mesmo ditatoriais, em que o abuso do poder, a corrupção e o enriquecimento ilegítimo proliferam sem controlo nem punição.

A maior parte dos 3.251 posts publicados neste blog poderão ter utilidade para o estudo que se propõe. De entre eles citam-se, por exemplo os que se referem à criação de um decálogo ou código de bem governar, e os que realçam a necessidade de moralização e ética na gestão das coisas públicas.

Os cidadãos desfavorecidos e explorados por sucessivos governos ficarão gratos a quem deitar mãos à obra para esboçar as linhas mestras da vida colectiva no futuro que se aproxima.

imagem de arquivo

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25 de Novembro de 2011

As Greves Justas e os Oportunistas

Não se pode nadar na estrumeira para onde a roubalheira, a corrupção e a impunidade nos atiraram sem reclamar. As greves têm razão de ser. Sobretudo quando um governo se aproveita da ocasião parra aprofundar um fosse já único na Europa pelo seu tamanho. Porém, nem todos os grevistas tem razão de fazer greve.

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14 de Novembro de 2011

Na Peugada da Grécia

Não restam dúvidas e a melhor prova é aquela que se tem invariavelmente constatado: quanto mais os vigaristas corruptos falam e negam um determinado assunto, maior é a garantia da sua certeza.

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10 de Novembro de 2011

Globalização ou Colonização Moderna???


Vão longe os séculos em que existia o feudalismo com o senhor feudal a dominar os plebeus que para ele trabalhavam na área do seu feudo. Mais tarde, depois de os portugueses, com os descobrimentos darem o primeiro passo na globalização, criando laços entre as gentes de todos os continentes, os europeus, a pretexto de levarem a sua religião e a sua civilização aos povos distantes, foram em busca de riquezas naturais e criaram as colónias, às quais impunham uma organização administrativa de estilo ocidental, contrariando sem contemplação as velhas tradições locais.

Criaram-se depois as democracias, como panaceia que traria a felicidade a todos com igualdade, liberdade (impossível de coexistir com a igualdade que, sendo imposta, coíbe a liberdade de ser diferente) e fraternidade. Cedo as guilhotinas condenaram os que teimavam em usar a liberdade de não serem iguais. Com esses contra-sensos, a democracia moderna nasceu doente.

Mas os povos foram coexistindo com mais ou menos guerras, mais ou menos violentas e, para lhes domar os impulsos, surgiram organizações diversas que, depressa, esqueceram a ideia dos objectivos e dos condicionamentos que estiveram na sua origem e nos seus propósitos. E vemos uma ONU a tergiversar e entrar em incoerências, como aqui tem sido frequentemente sublinhado, e uma União Europeia em vias de se auto-amputar por não saber dar continuidade ao objectivo que presidiu à sua criação. Mas, por outro lado, vemos o G20 que é formado pelos países mais ricos do planeta (cerca de 10% do total dos Estados independentes, soberanos) a imporem soluções para a gestão da Europa e do Mundo, colonizando os restantes 90%, que não são tidos nem havidos para as grandes decisões que a todos obrigam.

Mesmo no pequeno espaço da União Europeia, vemos o poder combinado e concertado da Alemanha e da França que vão preparando as soluções que mais lhes convêm, para toda a UE, falando-se já na provável exclusão do Euro dos países do Sul e da Irlanda. Realça-se que o bom entendimento entre a Alemanha e a França é positivo pois a falte dele já deu origem a diversas guerras das quais se salientam, por serem as mais recentes, a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais. Mas o seu bom relacionamento não lhes deve dar o direito de colonizarem todos ao restantes membros da União.

Mas além do G20, há também o G8, outra forma de encarar o domínio de todos por uma minoria colonizadora ou feudal. Democracia muito estranha esta em que nada se faz para se aproximar da igualdade de todos os seus componentes. E é estranho que, em oposição aos grupos mais poderosos, não se formem grupos dos mais pobres, não para se baterem em duelo, tão dispares são as suas capacidades, mas para contribuírem para a análise dos problemas que a todos afligem e levar os poderosos a ter em consideração as condições dos mais pobres, a fim de não os exterminarem. Há que não esquecer que nos 90% dos seres humanos há volumosa quantidade de mão-de-obra e de consumidores, sem o que as indústrias dos 10% mais ricos não podem continuar a funcionar.

É preciso fraternidade entre todos os Estados, com respeito mútuo que se afirme em todas as decisões que afectem mais do que um Estado, o que obriga a não menosprezar os menos dotados de riquezas. Nisso, como na vida interna dos Países, o diálogo construtivo é fundamental e nada o pode substituir.

Imagem que circula por e-mails

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21 de Outubro de 2011

Prós e Contras da Coelheira Governamental

Antes das eleições tinha escrito em vários artigos que sob a desculpa do FMI este governo da coelheira iria aproveitar a ocasião para aplicar medidas que alargassem o fosso entre ricos e pobres. Houve incrédulos e críticas ao que era mais do que evidente, não obstante até o Coelho o dizer, primeiro abertamente e depois à socapa.

Também foi exposto como os governos do Cavaco deram os subsídios de férias e de Natal para servirem, na altura, como propaganda política de falsa bondade para sacar votos ao partido. São subsídios que não podem ser considerados como os outros, pois que oficialmente são anexados aos salários, tratados fiscalmente do mesmo modo e considerados na busca de emprego. Como foram integrados aos ordenados deixaram de ser subsídios, mas a nomenclatura e o modo como são considerados expõem-nos aos caprichos dos governos e tornam-nos vulneráveis. Os próprios sindicatos, na cegueira de mostrarem que os baixíssimos salários são ainda mais pequenos, «esqueceram-se» de exigir a sua integração. Paga-se agora.

É um abuso consequente da atrás citada vigarice do Cavaco. A não esquecer que na enumeração de todos os problemas actuais encontramos uma ligação permanente e persistente ao nome do Cavaco, o autêntico coveiro de Portugal, nomenclatura copiada pelo monstro de falsidade e ordinarice que jamais existiu neste país, a Manela Leiteira, em relação ao Sócrates, o qual, como se verifica, herdou o mal, mas seguiu as normas dos governos precedentes e como os precedentes nada fez para o corrigir.

O Bispo das F.A., D. Januário Torgal Ferreira sobre o orçamento em 14-10-2011:
Diz que o povo vai ser «esmagado». «Hoje, há uma opressão gravíssima de Portugal. Digo mais ainda. Se Francisco Sá Carneiro estivesse vivo caía para o lado e não sei quantas voltas terá dado já no túmulo.» «Vai ser a salvação nacional por meia dúzia de feriados? É uma mentira. São mezinhas.» Este orçamento foi já condenado pela UE por aumentar as receitas do estado sem reduzir as despesas.

Os privilégios e os roubos autorizados continuam a ter a aprovação dum primeiro-ministro criminoso.

O sacanório do Cavaco diz que «todos os portugueses devem ser tributados pelo rendimento e não por pertencerem a um determinado grupo.» Então, quando existem grupos em que os seus componentes, apenas por a ele pertencerem – como as castas das máfias oligárquicas políticas e governamentais – têm um nível superior de ordenados só por deles fazerem parte, como se conhece bem ser o caso dos funcionários, devem manter-se os seus privilégios e desigualdades em relação à restante população?

Jamais este impostor, chefe da quadrilha de confirmados ladrões que destruiu a produção nacional, arruinando o país, e roubou os fundos europeus, com eles enriquecendo à custa da nossa desgraça e miséria, mencionou uma só vez que fosse que os mafiosos também devem largar os seus privilégios injustificáveis e os seus ganhos e pagar impostos adequados, serem nivelados à força pela bitola nacional. Porquê?

Diz ele ainda que os sacrifícios sejam distribuídos, atendendo ao que se ganha e não ao que se faz. Ora foi precisamente essa a decisão do Coelho, indo buscar mais dinheiro onde ele se encontra discriminadamente. O Cavaco nunca falou nos obscenos ganhos pelos políticos nem disse uma única palavra no sentido de estimular a luta a essa corrupção específica, roubo e abuso descarado. É assim a democracia do Cavaco? Afinal, já alguém lhe ouviu uma única palavra contra o maior roubo dos mais pobres para dar aos que mais têm e que é tributar todos por igual com o IVA? Conversa para lorpas, como ele e os seus acólitos parasitas nos tomam a todos.

O Coelho tomou uma decisão acertada que ele critica. Há anos que aqui se defende o igualitarismo entre o sector público e privado. Por demais, analisando o modo como os funcionários trabalham, serem calões inveterados e como nos atendem, no seu conjunto, merecem esta medida, ainda que não houvesse miséria no país. Vendo bem, não merecem metade do que recebem e estas medidas apenas lhes retiram entre 20% e quase 25% em dois anos. É pouco, muito pouco.

De notar que os professores, ainda que formem uma maioria, não merecem ser tratados do mesmo modo, já que o seu procedimento não se compara ao dos outros funcionários. Além disto, o raciocínio em que o Coelho baseia a sua decisão – a dívida do estado não é diminuída pela baixa dos ordenados pagos pelas empresas – é factual.

Podemos ainda concluir que esta e outras medidas do Coelho se inscrevem na mesma linha das que foram tomadas pelo Sócrates, não obstante o contínuo alarido dos protestos do primeiro contra o segundo num passado tão recente demonstram a ignorância do Coelho sobre o que berrava contra e a sua falsidade. Embora o Sócrates seja culpado de não ter tocado nos privilégios dos governantes, nos seus ordenados e pensões múltiplas e despesas privadas pagas por um povo miserável, foi o nosso querido Coveiro Cavaco quem iniciou essa afronta ao povo com um aumento de 51% dos ordenados da sua seita de ladrões governamentais. Foi ele quem criou a maioria dessas regalias que roubam o povo. Como negar as suas culpas que encontramos por todos os sectores que levaram à desigualdade e à miséria.

Não pode restar dúvida de que as medidas do Coelho vão projectar o país no mais fundo da cloaca em que já se encontra, tirando-lhe a possibilidade duma recuperação a médio termo, muito menos rápida. A coelheira governamental está a fazer o seu melhor para consolidar a miséria e a torná-la permanente.

Se algum desses impostores defendesse a justiça social como clamam, os falsários falavam no caminho apropriado: baixar o IVA e subir e adaptar o IRS. Pelo modo como se esforçam para que ninguém nem disso se lembre, tudo o que vociferarem a esse propósito não passa de conversa para lorpas, como eles correctamente tomam os portugueses que aceitam a banha da cobra. O jornaleiros, como sempre, encobrem em conluio. Sem conhecimento nem informações esclarecedoras, os tolos que não usem a cabeça caem todos como tordos nas redes das máfias oligárquicas. Não é o que se passa com quase tudo?

Embora o aumento do IVA seja uma injustiça social, notam-se críticas absurdas enfatizadas pela jornaleiragem embrutecedora, como comparar o aumento na água engarrafada com o do vinho ou produtos de primeira necessidade. Enquanto no caso do exemplo do vinho, por exemplo, este é produzido e não tem substituto natural ao alcance de todos, a água canalizada no país é de pureza suficiente para ser bebida em lugar da engarrafada. Uma das raras vantagens nacionais é a pureza da água canalizada, salvo raras excepções. Nestas condições, a compra de água engarrafada (em países como Portugal) é um luxo desnecessário que a mentalidade nacional no seu estado actual não compreende devido à sua inerente propensão para o pedantismo. Os estrangeiros ricos que nos visitam e se albergam em hotéis de cinco estrelas, não pedem eles um jarro de água da torneira às refeições? É a desinformação jornaleira no seu melhor. A mesma conclusão pode englobar os refrigerantes (prejudiciais à saúde), mas não os sumos e as conservas.

O governo também cometeu erros imperdoáveis, embora a jornaleiragem seja incapaz de os discernir e de os separar e dá-nos uma papa de merda. Como se pode deduzir do que fica atrás, este raciocínio não pretende apoiar o aumento do IVA, mas mostrar como politiqueiros e jornaleiros, vigaristas e impostores, nos apresentam a sua banha da cobra.

O aumento das horas de trabalho é uma medida desajustada e desnecessária que apenas serve para atirar areia aos olhos de todos – uma vez mais o mesmo que se repete ao infinito.

Pelo caminho que vamos a crise está para ficar, ou pelo menos vai durar muitos anos de fome e miséria. Tolos ainda há que imaginam que tudo se resolverá em meia dúzia de anos. Não precisamos que a cabra ordinária da Manela Leiteira no-lo venha dizer. Há anos que este blog o preconizava o que finalmete tinha que acontecer. Era evidente e não é novo, sabendo como foi preparado pelo Cavaco. Esta velha evidência torna os governantes criminosos. A ver pelas respostas a esta sondagem, uma grande maioria sabe-o melhor que ela.

O que fará a grande e pesada miséria que se aproxima ainda pior é a coelheira ter excluído os mais gordos, aqueles que mais ganham ou que mais roubaram, de colaborar. A miséria aumentará terrivelmente para uns enquanto outros vão continuar a engordar. Uma afronta a quem trabalha e dentro duns meses vai ser obrigado a roubar para poder comer ou para comprar comer com o produto do roubo, enquanto outros o fazem protegidos por leis que advogados falhados e ladrões concebem no parlamento para se manterem impunes.

Veja-se a progressão de alguns conhecidos políticos ladrões e corruptos apresentada pelo Expresso, antes e após terem participado num governo e continuemos a acreditar que esta pocilga de bananas podres é uma democracia. Os que acreditaram piamente vão agora roer-se de fome. São os mesmos espertalhaços cheios de auto-estima que adoptaram princípios, valores e heróis rascas e que julgavam saber em quem votar. Usem agora essa esperteza para não passarem fome.

Termina-se este artigo com mais um caso de roubo digno de citação especial e bem contemporâneo. A chula que encabecilha os parasitas inúteis que fazem leis a martelo para protegerm a corrupção e o roubo do povo em toda a impunidade, reformada aos 42 anos de idade e com 10 de chulice, com poucos dias de caloira na Lavandaria Nacional, estreou-se logo cometendo um crime contra a nação. Como se pode ler, foi o seu primeiro despacho. Não acreditem, que é sectarismo político.

Despacho n.º 1/XII -- Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E -- Número 1
24 de Junho de 2011


O azar do pobre tadinho do Amaral. Um 320! Aos outros dão da série 700, pelo menos 500, e a ele ela só deu um 300. Porque lhe terá ela feito esta desfeita? Será que ele não a satisfez completamente na cama?


Nota: Alguém já se deu conta da estupidez crassa de como são arquivadas as publicações no site do Diário da República? São digitalizações (fotocópias) das páginas publicadas montadas em ficheiros PDF. Quem conhecer este sistema de arquivo sabe que uma busca por texto é completamente impossível: os ficheiros não contêm texto, mas imagens digitalizadas; não se pode buscar o que não existe. Não se podem fazer buscas de texto em imagens. Para se encontrar o que se deseja têm que se conhecer os dados da publicação, ou seja, número, data, série, etc., que são os títulos dos ficheiros que contêm as fotocópias das publicações. Existe, contudo, um sistema já antigo de reconhecimento de texto em ficheiros de imagens, conhecido como OCR (Optical Character Recognition) que permite transformar as imagens de texto em texto onde se poderiam efectuar buscas, desprezado pela Casa da Moeda, todavia desnecessário, caso se limitassem a publicar os textos originais em lugar das suas imagens, como se pratica em todo o mundo. Devem ter uma razão inteligente tipicamente nacional. Como compreender esta organização desadequada àquilo a que se destina – consulta –, única no mundo e concebida por autênticos bastardos? Os animais que organizaram este sistema foram aprovados pelo seu animal-chefe e estão a receber ordenados por serem capazes de dificultar ao máximo a vida de todos os cidadãos, aqueles que lhos pagam. É assim que se trabalha em Portugal.

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17 de Outubro de 2011

Compreender o presente e preparar o futuro

Transcrição do Discurso do filósofo Slavoj Žižek aos manifestantes da Liberty Plaza, Nova Iorque, recebido por e-mail do amigo FR a quem agradeço a amabilidade. Trata-se de um texto que, no essenial, coincide com aquilo que o amigo e colega Mentiroso aqui tem defendido com insistência.

Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.

Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.

Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.

Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?

Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…

Nós não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que merecidamente entrou em colapso em 1990 – e lembrem-se de que os comunistas que ainda detêm o poder atualmente governam o mais implacável dos capitalismos (na China). O sucesso do capitalismo chinês liderado pelo comunismo é um sinal abominável de que o casamento entre o capitalismo e a democracia está próximo do divórcio. Nós somos comunistas em um sentido apenas: nós nos importamos com os bens comuns – os da natureza, do conhecimento – que estão ameaçados pelo sistema.

Eles dirão que vocês estão sonhando, mas os verdadeiros sonhadores são os que pensam que as coisas podem continuar sendo o que são por um tempo indefinido, assim como ocorre com as mudanças cosméticas. Nós não estamos sonhando; nós acordamos de um sonho que está se transformando em pesadelo. Não estamos destruindo nada; somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio. Todos nós conhecemos a cena clássica dos desenhos animados: o gato chega à beira do precipício e continua caminhando, ignorando o fato de que não há chão sob suas patas; ele só começa a cair quando olha para baixo e vê o abismo. O que estamos fazendo é simplesmente levar os que estão no poder a olhar para baixo…

Então, a mudança é realmente possível? Hoje, o possível e o impossível são dispostos de maneira estranha. Nos domínios da liberdade pessoal e da tecnologia científica, o impossível está se tornando cada vez mais possível (ou pelo menos é o que nos dizem): “nada é impossível”, podemos ter sexo em suas mais perversas variações; arquivos inteiros de músicas, filmes e seriados de TV estão disponíveis para download; a viagem espacial está à venda para quem tiver dinheiro; podemos melhorar nossas habilidades físicas e psíquicas por meio de intervenções no genoma, e até mesmo realizar o sonho tecnognóstico de atingir a imortalidade transformando nossa identidade em um programa de computador. Por outro lado, no domínio das relações econômicas e sociais, somos bombardeados o tempo todo por um discurso do “você não pode” se envolver em atos políticos coletivos (que necessariamente terminam no terror totalitário), ou aderir ao antigo Estado de bem-estar social (ele nos transforma em não competitivos e leva à crise econômica), ou se isolar do mercado global etc. Quando medidas de austeridade são impostas, dizem-nos repetidas vezes que se trata apenas do que tem de ser feito. Quem sabe não chegou a hora de inverter as coordenadas do que é possível e impossível? Quem sabe não podemos ter mais solidariedade e assistência médica, já que não somos imortais?

Em meados de abril de 2011, a mídia revelou que o governo chinês havia proibido a exibição, em cinemas e na TV, de filmes que falassem de viagens no tempo e histórias paralelas, argumentando que elas trazem frivolidade para questões históricas sérias – até mesmo a fuga fictícia para uma realidade alternativa é considerada perigosa demais. Nós, do mundo Ocidental liberal, não precisamos de uma proibição tão explícita: a ideologia exerce poder material suficiente para evitar que narrativas históricas alternativas sejam interpretadas com o mínimo de seriedade. Para nós é fácil imaginar o fim do mundo – vide os inúmeros filmes apocalípticos –, mas não o fim do capitalismo.

Numa velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” E essa situação, não é a mesma que vivemos até hoje? Temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. etc. – são termos FALSOS que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Você, que está aqui presente, está dando a todos nós tinta vermelha.

NOTA: Perigoso não é aquele que grita, mas aquele que se cala.

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7 de Outubro de 2011

Crise!
Qual Crise? Para Quem?

Este governo prossegue na mesma linha de corrupção iniciada pelo Cavaco e que, depois dele, todos os governos, sem excepção, se empenharam dedicadamente em engrandecer.

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29 de Setembro de 2011

Dizem-se Trabalhadores!

Há já tempo demasiado que os funcionários nos massacram com a sua incompetência em engatarem os nossos processos em geral e com a sua conhecida mândria, ininterruptas paragens e pausas no trabalho, bate-papo com os colegas, etc. Ultimamente mudou. Só que, como quase tudo em Portugal, a mudança foi para pior.

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24 de Setembro de 2011

Não Há Regra Sem Excepção

No decorrer de adopção de medidas que atacam a população em geral, sem quase tocar aos privilégios e roubos autorizados dos que legislam na pura intenção de manterem a impunidade dos seus crimes, surge uma decisão que, longe de ser a única necessariamente urgente nesse sentido, contribuirá visivelmente para aliviar a miséria nacional.

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16 de Setembro de 2011

Frases Célebres do Coelho Para Recordar

Vale a pena coleccionar algumas frases, ditos, apartes, afirmações, detalhes, comentários ou outros pequenos acontecimentos para recordarmos mais tarde e podermos avaliar com realidade os casos em causa ou a sinceridade ou honestidade daqueles que com elas se comprometeram, apoiados em factos reais.

Eis pois algumas frases em que o Coelho empenhou a sua palavra e o pouquíssimo que lhe resta duma honra já bem roída por um acórdão de condenação dum tribunal criminal sem falar noutras vigarices em investigação agora provavelmente suspensas. O criminoso que o autor principal da miséria actual nacional, o Cavaco, pois, escolheu para acabar de enterrar o país: um criminoso que agora se nos revela ainda como um pantomineiro de meia-tigela, aldrabão e vigarista. Só em Portugal, um criminoso condenado pode ocupar lugares de relevo no estado e até ser nomeado primeiro-ministro, havendo quem lhe chame democracia.

A regra nacional é: quanto mais ordinário for, maior será a sua aceitação política e a sua bestialidade reconhecida como mérito. Nunca um governo teve tantos ministros rascas e ordinários e até um criminoso como o actual. Veja-se no artigo precedente, entre tantos outros. Quer tiver princípios que reflicta sobre a realidade.

Ouçamo-lo.


"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"



Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os twites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011.

Em lugar de emprenhar pelos ouvidos, influenciados pelos ladrões corruptos e pela jornaleiragem em conluio, que cada um use a sua própria pouca capacidade de análise que ainda lhe reste e tire as suas conclusões.

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15 de Setembro de 2011

Mudança das Moscas

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

Afinal, não obstante os muitos incrédulos, sempre era verdade. Todas as análises publicadas neste blog – cujos links se repetem no final – têm sido confirmadas. Para as que ainda não foram basta pacientar um pouco mais para o tempo o constate igualmente.

[Clique no título do post para ler a continuação]

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5 de Setembro de 2011

Fome e Miséria Para Uns – Esbanjamento Para Outros à Conta da Miséria dos Esfomeados

O governo anunciou um assassínio em massa para muito em breve. Quem o ouviu, decerto o compreendeu. Todas as prestações do sistema de saúde vão ser reduzidas. Apenas para os que não possam pagá-las, entenda-se bem, porque se estes não podem pagá-las, outros podem. Até existe uma linha de tráfico de influências para se tratarem no estrangeiro à nossa custa.

A declaração mais clara a este respeito foi o anúncio de que iriam assassinar a maioria dos que necessitam do implante dum órgão para poderem viver. A declaração da intenção de matar mais clara seria impossível, pois que foi literalmente mencionada na reportagem que a mostrou.

Isto é intolerável, pois que nenhum estado das finanças o justifica. Temos dois exemplos de serviços de saúde autofinanciados: o da Suécia e o da Suíça. São sistemas opostos.

O da Suécia é do género do nacional, mas sem os problemas portugueses: ao pessoal não lhes chamam «trabalhadores», mas trabalham: cada imposto ou contribuição tem o seu destino e nunca vai para um saco azul da corrupção, donde as contribuições para a saúde estão separadas das outras.

Na Suíça os impostos e as contribuições também têm destino. O serviço nacional de saúde é 100% privado, financiado a 100% pela população e 100% igual para todos, sem excepções. Apenas aos raros que não possam pagar, o estado subsidia os prémios das seguradoras.

Portanto, como e porquê reduzir as prestações por causa dum eventual buraco financeiro do governo? Que políticos merdosos temos, incapazes até de copiar o que já está feito e comprovado com bem? Para o que está errado é que não há hesitação, copia-se logo. Facilmente transformaram Portugal na estrumeira mundial que passou a ser.

Outras referências ao sistema de saúde serão publicadas ou republicadas por se tratar de casos de abuso e de malvadez extremamente graves.

Entretanto, massacram-se os mais pobres com impostos e cortes nos auxílios e isenções que lhes permitem viver, enquanto NADA em absoluto foi reduzido nas mordomias no estado nem das máfias que constituem os partidos políticos que continuam constituídos em associações de malfeitores. A corrupção vai de vento em poupa e os empregos do estado são dados a amigos partidários. O número de nomeações deste governo já supera o do anterior no mesmo período de tempo. Os vigaristas cobardes tentam escondê-lo, publicando apenas um terço dessas nomeações na internet. Os parasitas roubam os empregos a concurso para gente competente, desempregada, que acaba por viver na miséria ou ter que emigrar.

Aos que mais ganhavam nada foi tirado. Os ordenados exponenciais continuam impavidamente, na sua maioria ultrapassando os dos seus homónimos beneficiários em comparação directa. Seria um abuso se não fosse um escândalo da mais alta roubalheira e vigarice quando comparados através dos níveis nacionais.

Até o próprio anão que anda de joelhos, não obstante já ter há muito provado que o partido do governo é mais seu do que dos que o compõem, recrimina duramente os factos mencionados nos dois parágrafos anteriores.

O que não se compreende é que com tanta razão se tenha reclamado dos mesmos roubos, abusos e açambarcamentos durante o governo anterior, como os testemunhos e as denúncias que este autor publicou imensas vezes, enquanto agora poucos rejeitam o seu partidarismo de cegos embrutecidos ou de carneiros idiotas. Afinal, para eles a seriedade dos partidos depende apenas de ser ou não o seu. Afinal, estas mentes obtusas merecem bem ser gozadas e a miséria em que estão. Foram eles quem permitiu aos políticos espezinhá-los e ainda lhes agradecem. Têm o que querem, não têm motivo de queixa.

Em apenas três meses de governo, o Coelho provou e comprovou tudo do que os posts anteriores lhe previam (alguns links ao fim). «Prever» nem é o verbo adequado, tão claramente se lia entre as linhas de discurso do Coelho e dos seus acólitos algozes. Ou seja, era mais do que esperar para um indivíduo que convida o Loureiro Ladrão para seu conselheiro e com tão boa escola como a que teve nas empresas de resíduos do grupo Fomentinvest, onde até entrar para o governo desempenhou responsabilidades de gestão directa e teve como sócios figuras envolvidas em escândalos financeiros:

Os construtores Irmãos Cavaco, acusados de burla qualificada no caso BPN e Horácio Luís de Carvalho, que está a ser julgado por corrupção e branqueamento de capitais no processo do aterro da Cova da Beira. Horácio Luís de Carvalho possui 20% da Tejo Ambiente, que detém duas empresas de resíduos presididos por Pedro Passos Coelho. Está a ser julgado por ter depositado 59 mil euros numa conta offshore de António Morais, o célebre professor de José Sócrates na Universidade Independente.

Vigarista de alto calibre, faz tudo o que reprovou sobre o governo anterior e o contrário da propaganda para tolos na sua vergonhosa campanha de marketing eleitoral.

Caramba, que esperar desta gentaça? Tudo em família (máfia).

Ninguém viu o que estava nos posts publicados e foi publicado durante a acompanha eleitoral. Ou melhor, viram os caracteres e que eram letras, mas não conseguiram juntá-las e entendê-las: são analfabetos mentais. Limitaram-se todos a beber o vomitado da repugnante personagem. Agora digiram-no. Havia não inúmeros indícios, mas provas constantes que os basbaques, de vácuo no cérebro, não só não compreenderam, mas de que tampouco se aperceberam. Aguentem agora e preparem-se para morrer estoicamente pela causa que defenderam. Porque para o fim do ano ou já se tem começado a morrer a granel e se cala e admite ou haverá uma grande estampida (do género das do farwest selvagem dos cowbois da América do Norte do séc. XIX – Cattle Stampede).

O problema não está nos políticos, nascidos e criados com a restante população. O problema não está no Sócrates nem no Coelho nem nos ordinários. É um problema duma sociedade de que a corrupção geral e a vigarice se apoderam. Ser trabalhador é mal visto pelos colegas, e os calões adoptaram o nome de «trabalhadores». Roubar «umas coisitas» no escritório onde se trabalha é considerado normal e quando um ladrão rouba a culpa é da vítima por se ter deixado roubar. Simular uma avaria no veículo para a segurador pagar a viagem de retorno, também não é considerado um crime planeado. Adoptaram costumes retrógrados e acham-se avançados, substituíram valores comprovados por princípios rascas. É uma sociedade rasca que rasca os erres.

Em previsão da repercussão dos roubos dos pobres, o ordinário do ministro do interior já começou a preparar medidas de repressão para os criminosos da fome: retirou os agentes a paramilitares dos serviços de secretariado e vai mandar todos para uma escola de assassinos, porque não vão ser preparados e educados como os gregos ou os ingleses.

Para quem se tenha já esquecido tão rapidamente, o ministro citado é um ordinário porque as pessoas não mudam, muito menos nos três meses que decorreram desde que ele se comportava como uma besta ordinária no parlamento, mostrando claramente os seus baixos sentimentos com o palavreado que usava e tão bem lhe assenta e descreve. Estará já esquecido ou acham-no seu semelhante? Este facto, em conjunto com o da labrega da Manela Leiteira comprovam que para ser ministro em Portugal basta ser sacana e ordinário. Eis aqui a base justificativa do respeito e da consideração que esta canalha merece. Se qualquer merecimento deve ter uma justificação, aqui está uma, mais do que suficiente. É uma vergonha ter ministros como este e como os aldrabões vigaristas do Zé Aguiar ou o Corta-Relvas. Gente que só alguém tão baixo como eles desejaria por amigos. Patenteiam a «classe» de quem lá os coloca.

Giro giro é o que se vai passar com o comboio a alta velocidade (CAV) se este governo durar até à ocasião. Estão a jogar sobre a possibilidade (que tomam por certeza) de estarem na oposição quando a data da sua construção chegar. Durante o governo anterior formularam os mais ferozes ataques contra a sua construção, assim como sobre um novo aeroporto para Lisboa, encobrindo sistematicamente que a origem da ideia era exclusivamente sua, do tempo do Barroso. Abafaram e abafam que foi esse governo que efectuou os acordos para os subsídios da UE. Agora, o governo actual encontra-se com a sua própria bomba no colo, decisão de suspensão tomada é apenas provisória. E mais um assunto que põe à vista a capacidade mental daqueles que lhes deram ouvidos.

Para o aeroporto existem várias ideias de substituição, mas limitaram-se a combater a sua própria ideia e não apresentaram nenhuma.

Querem e sempre quiseram que as linhas fossem construídas e apenas se contradisseram para atacar o governo da altura por saberem que o povo é néscio e aceitariam a contradição sem a mínima reflexão. Estamos a ver como se saem da alhada, sabendo que presentemente é muitíssimo mais fácil de convencer a UE de que desistem devido ao estado calamitoso das finanças nacionais. Contudo, apenas suspenderam.

De qualquer forma a linha Lisboa – Madrid era a única justificável por fazer parte do plano de comunicações europeu. A Lisboa – Porto era um erro desnecessário, o que não elimina a necessidade de grandes melhoramentos nela. Quanto à Porto – Vigo, curta e sem passageiros, cuja própria exploração actual está em causa, a sua inclusão no plano não foi mais do que o resultado da conhecida ronha e inveja tripeiras, por vezes justificável, aqui obviamente não. A linha Lisboa – Madrid é imprescindível para a exportação de mercadorias e pode ser utilizada para passageiros do CAV. Porque não? É provável que qualquer governo que avance com o CAV para esta linha empurre a ideia dum aproveitamento sequencial para o CAV. Contrariamente às desinformações apregoadas pela jornaleiragem, a Espanha não suspende nem fecha nenhum ramo que ligue directamente à rede europeia.

Pelo que se constata, a quase totalidade da população ainda está convencida de que vive em democracia e de que o sistema nacional é democrático. Ainda não compreendeu que a condição única e sine qua non para a mais rudimentar democracia é a participação da população que controla os políticos. Caso isto não exista, o sistema é uma fantochada, uma oligarquia partidária. No caso nacional é ainda uma pedantocracia dominada por uma corrupção reconhecida e indirecta e inconfessadamente aprovada. Enquanto este sistema não mudar não poderá haver esperança de imaginar parvamente que os políticos representam os que os elegeram, em cujo interesse obrarão. Ingenuidade impingida pelo embrutecimento por obra da jornaleiragem desinformadora.

O Ronald Reagan não foi um modelo de democrata num país que de democracia apenas tem o nome, até porque nem pertencia ao partido desse nome. Contudo, no dia em que inaugurou o seu mandato pronunciou estas palavras:
From time to time, we have been tempted to believe that society has become too complex to be managed by self-rule, that government by an elite group is superior to government for, by, and of the people. But if no one among us is capable of governing himself, then who among us has the capacity to govern someone else?


Links para artigos anteriores mencionados no post, descrevendo o que se iria passar (o presente):

Os Reis da Mentira     20-5-2011

Quem Cala Consente –
Quem Vota Aprova
    9-5-2011

Desesperos dum Ganancioso     8-5-2011

Vergonhosas Campanhas Eleitorais dos Ladrões Nacionais     28-4-2011

Debacle     14-4-2011

Quem É o Pedro Passos Coelho?     13-4-2011

Quem Será Que Mente Mais?     4-4-2011


Vote nas sondagens sobre Portugal

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20 de Agosto de 2011

Anticorrupção.Todos com o indiano Anna Hazare

O Indiano Anna Hazare (verdadeiro nome Kisab Baburao), de 74 anos, está em greve de fome em defesa de uma lei eficaz contra a corrupção. A Índia, principalmente os jovens, já há muitas décadas que não saía à rua em massa em apoio de uma causa de valores éticos, como agora.

Estudantes, agricultores, funcionários públicos, gente de todos os sectores da vida nacional gritam contra o flagelo que lesa os interesses da maior parte da humanidade.

Anna Hazare já em Abril fez uma greve de fome que levou o Governo a prometer criar uma agência contra a corrupção. O projecto de lei foi apresentado no início do mês e está agora a ser analisado por uma comissão parlamentar. A pressão, agora, é para que a lei seja geral e não fiquem imunes os juízes e os elementos dos gabinetes do Governo.

E por cá? Onde estão as propostas do engenheiro João Cravinho datadas de há meia dúzia de anos??? Quando se retoma, a sério, essa medida adiada?

Imagem do Google

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11 de Agosto de 2011

Nova Explosão
Novamente Abafada

Explodiu de novo em Inglaterra. Não é novidade, as explosões sucedem-se há anos, principalmente lá e na Alemanha. A frequência não tem parado de aumentar desde há cerca de duas décadas, mas há já alguns anos que quase deixou de se ouvir falar. Passaram a ser abafadas em nome do multiculturismo e a acusar de racistas àqueles que expõem a sua origem.

Os jornais nada dizem sobre essa origem. Só a internet permite uma auscultação mais próxima. Os jornais na internet raramente mencionam a origem, mas também raramente apagam os comentários, como por vezes se constata em Portugal. É neles que se reconhece a opinião popular e não nos noticiários ao serviço das multinacionais que pagam as campanhas eleitorais da política corrupta e se tornam seus mestres e donos. Estes, bombardeando-nos constantemente com mentiras que defendem os interesses dos grandes capitais. Os grandes capitais estão interessados na imigração para mão-de-obra barata dos latifundiários internacionais que cada vez mais se aglomeram.

Como exemplo a uma escala muito pequena, não há ainda muito que vimos Sonaecom, do grupo Sonae, apoderar-se do Clix e pouco depois da Rede4. Sob uma enorme propaganda publicitária de baixas de preços, os clientes da Rede4 viram as suas tarifas aumentadas e regalias confiscadas. Sempre dizendo que tudo era melhor e mais barato. Os lorpas acreditam e compram. Como sempre. Os carneiros, como se lê nos sites dos jornais ingleses.

O descontentamento sobre a imigração muçulmana, sobretudo a africana muçulmana, não pára de crescer pela Europa, sobretudo nos países onde ela é mais forte. O problema é esses indivíduos virem cheios de ódio e de inveja. Os governos apoiam a sua liberdade selvagem e os tribunais não os condenam. Os ingleses dizem que dentro de duas gerações 70% da população será de origem de países muçulmanos.

Os repetidos motins, raramente noticiados, são simples e pura destruição, em grande parte dos seus próprios bairros para que os governos lhes construam casas novas gratuitamente com o dinheiro da população trabalhadora autóctone. Sobre últimos, os dirigentes policiais dizem que nunca presenciaram tal destruição sem motivo aparente: destruir por destruir. Segundo dizem também os comentários dos leitores nos jornais,

A RTP e a SIC afirmaram que a origem dos tumultos foi a morte de um muçulmano. Mentira, segundo a polícia inglesa.

«Andrew Gilligan, um editor do London Telegraph apanhado no meio dum tumulto.,, tudo isto não passa de simples criminalidade sem qualquer motivação política. […] Não estão a atacar edifícios oficiais. Estão a atacar sapatarias e outras lojas e a roubar tudo o que podem levar.»

«Nathan John, CEO da Youth Enlightenment Limited, diz que a polícia estava completamente sem preparação para este distúrbio.» Segundo comentários, a intenção, para além da destruição para obter novos bairros para eles, é a de clamarem por aquilo a que chamam democracia islâmica «em que partes do corpo podem ser decepadas à descrição, onde mulheres podem ser lapidadas à morte, espancadas pelos maridos, violadas por qualquer um que o deseje e serem tratadas como gado em geral. Uma “democracia” onde os homens são obrigados a irem à mesquita e terem os seus negócios confiscados se os abrem durante as orações ao seu “deus” satânico. […] Afinal, o Islão é a religião de amor, paz e tolerância.»

Alguém comenta: «Gostaria que os guetos e Tottenham se mantivessem em ruinas até que os imigrantes, muçulmanos ou não musculamos, abandonassem o país.»

Muitos condenam a impunidade destes imigrantes. «…há centenas de “detenções”, mas podem apostar todo o vosso dinheiro em como apenas uma mão cheia deles serão acusados e se/quando aparecerem em tribunal dão-lhes uma palmadinha no pulso e uma sentença de pena suspensa.»

A notícia intitulada «Reportagem Chocante Revela que 92% dos Gangs Estupradores em Londres são Imigrantes» de 18 de Novembro de 2009, segundo o comando da Polícia Metropolitana (Polícia Municipal), parece ter sido a última que acusava abertamente os autores. Desde então, é a completa desinformação forçada.

Em sequência da violência e da frequência das violações de inglesas, muitos gritam: «Castrem esses bastardos! Porque os deixam em liberdade? Estou enojado e cansado de ouvir que tais crimes horríveis cometidos por esta escória de filhos da puta se livram da justiça. Deviam ensinar-se artes marciais às raparigas desde a mais tenra idade e ser ensinadas a não vestir merdas misogínicas.» Outros perguntam: «Por quanto tempo vamos aguentar permitir que estes selvagens matem as nossas mulheres para decidirmos acabar com eles?» Ou ainda por um norte-americano: «Os países europeus deviam castrar os muçulmanos que violassem qualquer mulher ou rapariga.»

De notar que uma boa parte dos comentários acusa como piores os africanos que adoptaram o islamismo e não tanto os originários de países tradicionalmente islâmicos. Esta combinação parece ter originado uma mistura explosiva.

Estes comentários foram extraídos do The European Union Times, mas outros idênticos podem ser lidos na maioria dos jornais que não apagam comentários desde que contem verdades, ainda que alguns as possam tomar hipocritamente por ofensivas. Afinal, ou é verdade ou não é; ou é facto confirmado ou não.

De notar ainda que a polícia inglesa só emprega meios considerados extremos em situações extremas. Por exemplo, embora equipada de agulhetas (a que muitos alcunham de canhões) de água o seu uso é limitado e só sob permissão especial do governo. À hora desta publicação essa autorização ainda não foi dada. A polícia inglesa é considerada a melhor polícia de proximidade do mundo. O contrário da bruta e incapaz polícia portuguesa, devido ao seu estado lamentável, abandonada por todos os governos, sem treino nem orientação capazes, com incapacidade intelectual ou psicológica para as suas funções, demonstrando inabilidade e procedendo dum modo que os ingleses classificam de moron. Põem-se desnorteados aos tiros nem por vezes saberem mesmo sabem a quê. Por demais sofrem do mal geral: orgulho em serem estúpidos e atrasados e extremamente calões.

Facto inacreditável: Entre 2006 e 2010, a Europa Ocidental absorveu 40 milhões de imigrantes e nessa altura esperava-se que muito em breve se ultrapassassem os 85 milhões. Este acontecimento, só por si, pode criar problemas de grande envergadura se não for convenientemente tratado. A melhor revolução mundial que poderia ocorrer neste momento seria a expatriação total dos imigrantes muçulmanos. Ao chegarem aos seus países de origem, as mudanças para melhor que eles provocariam, a bem ou a mal, seriam extremamente úteis para o progresso humano.

Raros são hoje os países europeus que, como a Suíça, embora etnicamente heterogénea, não permitem serem colonizados nem evangelizados pelos imigrantes. Não obstante ser o país da Europa Ocidental com a maior percentagem de imigrantes (23%), aproximadamente o dobro do segundo, a Alemanha (12,3%), não se registam motins nem demonstrações. Os minaretes foram abolidos em 2008. Os imigrantes devem adaptar-se ao país e não o contrário. Se não aceitam são expulsos. De resto, gozam de todas as liberdades de que os autóctones usufruem.

Se em relação à Suíça a organização dos imigrantes deixa muito a desejar, em Portugal é pior como em tudo o resto, uma calamidade. Todos sabemos dos laços de sangue que nos unem à maioria dos brasileiros, visto que uma boa parte tem origem diversa. Contudo, desde que em 7 de Setembro de 1822 D. Pedro IV de Portugal (mais tarde I do Brasil) gritou Liberdade ou morte às margens do Ipiranga e proclamou a independência do Brasil, os brasileiros passaram a ser estrangeiros e como tal devem ser tratados, como eles mesmos muito bem fazem com os portugueses. Em Portugal há lojas pertencentes a imigrantes de várias procedências, todos conhecem. Em muitas delas encontram-se indivíduos de nacionalidade diferente da dos proprietários, incluindo portuguesa, o que é normal dada a proporcionalidade. Al guém já viu uma loja pertencente a imigrante brasileiro com empregados que não sejam brasileiros? Chama-se a isto racismo nazi porque distingue uma única raça de entre as outras. Não o fazem noutro país, mas os imigrantes brasileiros em Portugal mostram ser inequivocamente racistas.

Com grande frequência ouvimos muçulmanos dizer que a sua religião é de paz, amor e tolerância. Sem pôr em dúvida o pacifismo daqueles que o afirmam, para terminar fica aqui uma questão em aberto: Se é como eles dizem como explicarão eles acções deste género, mundialmente, na sua quase totalidade perpetradas apenas por muçulmanos defensores da chária?

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Imigrantes colonizadores
Fim dos Minaretes na Suíça – Incompreensível Para os Desinformados
Colonizados no seu Próprio País


Adenda (12-8-11)
Notícias provenientes dos EUA relatam grande número de ataques de africanos a europeus, principalmente em cidades como Filadélfia, Los Angeles, Chicago, Cleveland, Washington, etc., num estilo muito diferente daquele que tem decorrido em Inglaterra. São ataques pontuais em que pequenos grupos de africanos atacam directamente brancos.
Não os acusam formalmente de actaques racistas. Eis as razões:
It looked like they were just going after white guys, white people,” Roffers told Wisconsin’s Newsradio 620.
But while some witness accounts suggest the attacks are race-based, law enforcement officials say they have no evidence to prove it.
There was “no confession or anything else” to suggest the July 29 attacks in Philadelphia were “racially motivated,” Philadelphia Police Department First Deputy Commissioner Richard Ross told FoxNews.com.

Sabeendo que os EUA têm sido o país onde os imigrantes melhor se adaptam devido a paraticamente toda a população ser imigrante ou descendente, tirem-se conclusões sobre o multiculturalismo.

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