Mentira!

Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International

19 de Julho de 2009

Discutir para decidir

Depois do post Pensar antes de decidir, encontrei hoje num artigo de opinião do Correio da Manhã, que transcrevo, a mesma ideia aplicada ao funcionamento dos partidor políticos, num momento em que se torna urgente rever as prioridades, e enfatizar o esforço de esclarecer a população por forma a permitir aos eleitores votar em consciência no dia das eleições. Esse esforço produziria também nos políticos um melhor conhecimento real da situação e aprender a separar o essencial do secundário.

O artigo não permite salientar uma ou outra frase porque todo ele é sumo. É uma lição condensada, intensa, densa em que nada se pode desperdiçar. Vale a pena ser lido principalmente pelos decisores políticos.

Discutir para decidir

CM. 19 Julho 2009, por João Vaz

Desde criança que todos nós cultivamos admiração por quem clama "O rei vai nu!" O conto infantil tradicional tem uma lição poderosa: o pensamento dominante cobre muitos embustes; e é difícil alguém levantar-se contra o estabelecido.

O contributo para o debate político lançado com assinaturas de 25 intelectuais traz um alerta necessário. Nas campanhas eleitorais aposta-se muito mais no marketing do que no esclarecimento.

Portugal, que já tem uma das menos diferenciadas alternativas partidárias, com PS e PSD a evocarem o mesmo tipo de preocupações sociais e igual cartilha económica, encontra-se carente de debate político. São muitas as experiências frustrantes de cidadãos que se vêem rejeitados quando tentam discutir os problemas do País nas instâncias partidárias. Ficam fora porque não há tempo para discutir ideias. Passa sempre à frente a urgência de tratar da atribuição de um qualquer lugar público.

Não se discute políticas antes de se decidir escolhas. E é grave que isto seja assim. Recentemente, vimos como se queimou a hipótese Jorge Miranda para provedor de justiça ao pôr o nome da pessoa à frente do acordo partidário. Resta saber se o clamor "o rei vai nu!" pega no Verão. É que, agora, o fresco é o mais desejável. Mas é urgente encontrar o hábito e a organização para discutir política. Política mesmo, não só nomeações.

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15 de Julho de 2009

Vamos limpar Portugal

Recebemos notícia de uma operação de limpeza do lixo disseminado pela superfície da Estónia, levada a cabo por toda a população que teve efeito em poucas horas, vejam como-limpar-um-pais-em-horas, postado há dias pelo amigo Luís.

Efectivamente, vivemos num lindo planeta, mas estamos a destruí-lo todos os dias.
Há lixo em todos os lugares; praias, cidades, florestas e até nos oceanos.


É preciso limpar o nosso País. Para isso é indispensável a colaboração de todas as pessoas, organizações e comunidades para concretizar esta ideia e encontrar parceiros confiáveis, nas autoridades, nas empresas com meios adequados para este efeito.

Não se trata de acção política, eleitoral, mas se os partidos quiserem, desde já, entrar nessa operação, que deve ser permanente, só terão vantagem aos olhos do povo.

Será útil a colaboração voluntária das pessoas, quem empreste equipamentos, transportes e os “midia” que estimulem os voluntários.

O grande dia de encerramento da operação será 8 de Novembro e, então,quando finalmente o País estiver limpo, será uma expansão da alegria para os portugueses, ao gosto local, conforme a disponibilidade de autarquias e organizações da região.

E será bom que daí se conclua que será mais fácil não poluir, não espalhar lixo, entulhos e escombros.

Esta mensagem deve ser difundida por todos os portugueses, e em cada Freguesia e Concelho, devem ser organizadas as acções mais adequadas, tendo sempre em vista o benefício que daí resultará para o ambiente e para as pessoas.

Aceito as vossas propostas que podem ser, e certamente serão, muito diferentes.

* Trabalho feito em conjunto com os amigos João e Luís. Contamos com a participação activa de todos os colaboradores e leitores.
Fernanda Ferreira

Este post é a transcrição feita do blog Sempre Jovens e tem a intenção nele bem descrita. Pede-se a colaboração de todos os portugueses conscientes, de boa vontade, quer individualmente quer através das organizações ou instituições a que pertençam.

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3 de Julho de 2009

Manuel Pinho o rufião do bairro

Não é fácil deixar de publicar a foto que vem em todos os jornais, mas não ocuparei espaço com ela, por tais porcarias «insólitas e lastimáveis não merecerem demasiada atenção. Porém não se pode deixar de reflectir sobre o que representa a atitude indecorosa de um membro do Governo (terceiro órgão de soberania) na sede do Parlamento (segundo órgão de soberania) e num momento de grande solenidae e interesse para o País e para o Governo por estar a ser analisado o «Estado da Nação». Se os governantes não respeitam quem está acima de si na hierarquia do Estado democrático, mesmo em acto oficial, protocolar, como pode querer que alguém o respeite?

Manuel Pinho comportou-se em local que lhe exigia respeito, como um vulgar carroceiro entre iguais, como o rufião que quer mostrar que é o «gajo mais valentão» do seu bairro. Ele que aconselhou um chefe de bancada da oposição a tomar muita «papa maizena» precisa de um espelho para ver que ele é que precisa de muita papa de farinha amparo, para ser amparado de cometer criancices despropositadas e inoportunas. Mas cada um usa e mostra o que tem, cada um diz o que sabe e age conforme a sua educação, cultura e saber.

Porém, segundo as notícias, isto é apenas a ponta do iceberg, pois os políticos não primam pela cortesia pela compostura nas palavras e nos gestos entre si, em actos oficiais públicos.
Mas este caso, embora de características mais visíveis, não é invulgar, pois a sessão legislativa prestes a terminar foi fértil em cenas de trocas de insultos e até de palavrões. José Sócrates disse a um chefe de bancada: "Senhor deputado, esteja caladinho e ouça", (repito: um deputado é elemento do órgão de soberania de hierarquia superior à do Governo). José Sócrates, em desrespeito pela organização e funcionamento do Parlamento, disse à deputada do PEV: «o seu partido é um embuste». O PM ainda ontem chamou «mentiroso e intelectualmente desonesto» a um líder partidário. Um dia disse ao mesmo líder : «o Sr deputado não tem experiência nem currículo e, no dia seguinte, circulou por e-mail o currículo do referido líder que é o infinito ao lado do zero de Sócrates. Em Março, o deputado José Eduardo Martins disse ao deputado Afonso Candal: "Vai para o c...".

Mas a lista , incluindo palavras mais ofensivas, pode tornar-se muito mais extensa, o que nos leva a perder todo o respeito pelos políticos, os tais que deixam muitos problemas graves do País sem solução mas que se unem todos para votarem a vergonhosa lei do financiamento dos partidos com «dinheiro vivo», felizmente vetada pelo PR. Perante isto o único voto que realmente merecem é o VOTO EM BRANCO.

Seguem-se links para artigos de jornal sobre este caso:

Manuel Pinho demitido em pleno debate
Manuel Pinho demite-se
Episódio não é "insólito" no Parlamento
Imagem do Governo sai afectada
As reacções à demissão de Manuel Pinho

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1 de Julho de 2009

O Estado do País da Mentira

O artigo que se segue foi escrito por José Ricardo Costa, um professor de Filosofia que escreve semanalmente para o jornal O Torrejano. Descreve a fonte da quase totalidade dos problemas do país.

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O Atestado Médico


Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou-se durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.

Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador se avariar ou de não se poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.

Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante. Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre
Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.

O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.
O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.

Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.

A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.

Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.

Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

José Ricardo Costa

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Quando algum dia estivermos fartos do estado lastimável em que vivemos sob todos os pontos de vista, teremos que começar por o perder orgulho em coisas que não o justificam, esse orgulho em sermos rascas e estúpidos e que desde a Abrilada começou a assassinar os verdadeiros valores éticos, históricos e morais nacionais e a substitui-los por princípios reles. A auto-estima, no presente igualmente assente em bases semelhantes, também só é justificável quando tem razão de ser. Não quando políticos e jornaleiros no-la querem inculcar; uns para nos sacarem votos, outros para venderem mais patranhas

Será possível ler-se o artigo acima sem se pensar nos churros de mentiras da Manela Leiteira e do Socrateiro? No entanto, exímios em marketing, se assim nos falam é por sermos os lorpas que eles sabem, por sabermos que é o que queremos ouvir para votarmos neles.

A culpa é só nossa; eles apenas se aproveitam como desonestos que são, mas não mais desonestos do que aqueles que se regem pelos mesmos princípios, que os seguem e que neles continuam a votar e a lamentar-se em lugar de agir. Entretanto, parem de chamar a isto uma democracia. Tal como o autor diz – e também com os políticos – de tanto repetir uma mentira acaba-se por se crer que é uma verdade.

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29 de Junho de 2009

O saque ao erário não tem limites

Há situações escandalosas que vêm a público apenas ocasionalmente, o que deixa fora de vista o horizonte limite destas poucas vergonhas. Daí as suspeitas recaírem generalizadamente sobre todos os políticos, embora possa haver eventuais excepções.

Depois de um alto responsável pela ERSE se ter demitido e ficar com um ordenado fabuloso durante dois anos, da rápida promoção de um antigo empregado de balcão da CGD, ser nomeado administrador, passar para o BCP e, depois, ser promovido pela CGD a um escalão superior, assim como dos ordenados dos administradores do BdP aliados a regalias vitalícias mesmo que desempenhem as funções apenas algumas horas, aparece agora um caso não menos espantoso.

Um ex-chefe de gabinete de José Sócrates que é presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP, 98 mil euros, salário anual, referida no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais. Este número representa que recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro.

A justificar essa remuneração, no ano passado, teve o incómodo de assistir a 10 (dez) reuniões que a «comissão especializada de sustentabilidade e governo societário» realizou. Por cada comissão em média recebeu 9800 euros, equivalente a cerca de 22 salários mínimos nacionais, mensais (por uma reunião de poucas horas!!!).

Para conhecer melhor o assunto poderá ser lida a notícia no Correio da Manhã de hoje.

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23 de Junho de 2009

A Banha da Cobra

Estava a chegar à mata de Monsanto, do lado da Ajuda, levando o cão a vacinar no hospital da Faculdade de Medicina Veterinária. Ao ouvir uma notícia na Rádio Renascença, dei uma gargalhada tão estrondosa que se devia ter ouvido do outro lado da mata, lá para a Boavista ou para Benfica.

Diziam que a Manela Leiteira não queria ganhar as eleições com maioria absoluta. Quem, com dois dedos de mioleira, mesmo balofa, poderá acreditar em tal impostura monstruosa? Monstruosa, vindo dum monstro cheio de falsidade e de acumulada malandrice. Puro marketing incontestavelmente pensado e dirigido às mentalidades subdesenvolvidas da grande maioria dos eleitores que mostram desconhecer as intenções da máfia oligárquica política. Se assim não fosse não permitiriam a iniquidade, a corrupção e o proveito impune dos crimes e dos roubos dos políticos. Cada povo tem o governo que merece, ditado bem conhecido, mas igualmente bem escondido por politiqueiros e jornaleiros.

Não estamos em qualquer país democrática, social e mentalmente avançado para que um governo formado por uma coligação de vátios partidos seja aceite por eles e ainda menos num em que os eleitores não votem só em dois deles. A Finlândia, por exemplo, sempre tem sido governada por coligações múltiplas. Há uma dúzia de anos a coligação governamental compunha-se de 14 partidos. Só pode acontecer em países civilizados; em Portugal é impensável. Essas coligações não seriam capazes de governar, impedidas pela ganância, incivilidade endémica e malvadez dos políticos, que põem impreterivelmente os seus interesses à frente dos do país. Como o partido no governo não teve, em geral, mais de 40% de votos, os restantes 60% são deitados ao lixo para satisfazer a ganância e a incivilidade dos animais que nos governam.

A Manela deu-nos, pois, a conhecer a sua táctica eleitoral: mascarar-se em avó do Capuchinho Vermelho. Pintar um falso quadro de modéstia para lograr os eleitores. Ou cozinhar-lhes uma iguaria extremamente atraente e apetitosa, mas onde não faltam os mais perversos venenos. É o lobo do Capuchinho Vermelho disfarçado na avó, velha história contada às crianças precisamente para as fazer pensar e não caírem exactamente neste género de logro. Os portugueses, porém, não aprenderam esta fábula e nunca a conseguiram assimilar. É tão simples e os papalvos caem como moscas em sopas de mel envenenadas.

Como qualquer outro político digno desse nome (falso), também ela, naturalmente, tem conselheiros de marketing político. São profissionais altamente classificados e capazes. Estudaram bem a mentalidade dos eleitores para os poderem enganar facilmente. É a sua profissão, são mestres na falsidade que ensinam aos políticos menos experientes e mesmo aos outros.

A Leiteira reclama de muitos assuntos do governo do país, muitos deles com bastante razão. No entanto, só o faz por ronha e ganância e não por interesse no país. Se assim não fosse, em lugar de dizer disparates apontava o erro e apresentava uma solução melhor, mas isso não faz ela.

Não o faz, sobretudo porque em sua mente as soluções são aquelas do governo de que ela própria fez parte. É o comboio para o inferno, ideia que o seu partido pariu e que agora, apenas para se opor, contraria. Ou estariam doidos quando anunciaram a triste ideia? É um bando de vira-casacas e idiotas que contraria as suas ideias por não saber o que quer que nos quer governar? Melhor levar-nos o diabo! E o aeroporto, de quem foi a ideia que agora repudia? Então, há apenas quatro anos essas obras megalómanas não iam endividar o futuro da população!? Afinal, é um bando de idiotas sem noção do que quer. Para o manicómio com eles antes que nos tirem até a tanga com que ainda nos deixaram.

Não se compreende que tamanho animal reclame do raro de bem feito da autoria do presente governo e nos esconda maliciosamente tudo o que anunciou oficialmente quando lá esteve. Imagine-se só o que nos teria acontecido: o comboio já estaria quase a andar, o aeroporto iria pelo mesmo caminho, a Segurança Social deixaria de ser solidariedade mutual, as escandalosas pensões maiores não seriam tocadas, enquanto que só quem pudesse descontar privadamente teria direito a pensão, a fossa entre ricos e pobres aumentaria muito mais que com o Sócrates. Tudo isto foi oficialmente anunciado. Só estúpidos crassos o esqueceram ou se atrevem a negá-lo.

O Sócrates é realmente do piorio; cabeçudo, arrogante, impetuoso, não dá ouvidos a ninguém e não se interessa dos interesses do povo, traindo os que o elegeram. Toma decisões contra os Direitos Humanos que lhe valem críticas da Human Rights Watch. Todavia, a Manela Leiteira consegue superá-lo de longe, mesmo tendo adoptado a máscara do lobo do Capuchinho Vermelho. O seu governo assassinou imensos pobres por lhes ter retirado os medicamentos e todos os auxílios monetários, deixando-os unicamente entregues ao banco alimentar. A Santa Casa, sob a administração da Mizé das Nozes Pintainho, do CDS, cumpriu à letra esse plano de matança.

Porque não nos fala ela de tão abundantes casos? Num país com mais de 20% de gente a viver na miséria são certamente assuntos de grande interesse nacional.

Como já se tornou hábito, ficamos mais uma vez sem ter em quem confiar para dar o nosso voto. Os portugueses sofrem de amnésia suicida. Rapidamente se esquecem de quem que os rouba, lhes tira os empregos e as casas e acabam sempre por votar neles. Uma vez numa quadrilha outra vez na outra. Outros, nem chegam a compreender nada disto.

Para quando as coligações de vários partidos em que se vigiem uns aos outros no interesse do país e para que haja um equilíbrio na política? Com a recente votação em coro sobre o financiamento dos partidos, ficou provado que em todo o parlamento só havia um político honesto. Todos os restantes ou são ladrões ou apoiam os ladrões. Os partidos (e portanto os governos) são formados por autênticas associações de criminosos.

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19 de Junho de 2009

A água alimenta imensos parasitas

Por interessar à generalidade dos consumidores de «água da cidade» refere-se o artigo do Público de ontem com o título «Deco contra as fortes variações praticadas no preço da água entre os vários concelhos do país».

Nele são denunciadas as enormes discrepâncias de preços de cinco metros cúbicos de água fornecida pela rede pública que tanto pode custar 0,75 euros (na Chamusca) como 8,34 euros (na Figueira da Foz) (11 vezes mais, um escândalo). Estes valores foram apurados pela Deco num observatório que engloba 41 municípios. A associação de defesa do consumidor exige transparência no sector e regulamentação que conduza à harmonização dos tarifários que estão a ser praticados.

É sintomático o facto de nos concelhos onde é a câmara local a gerir o serviço, os preços de fornecimento de água serem mais baixos. É o caso do município onde se apura o valor de fundo da tabela – Chamusca - e de forma idêntica dos concelhos de Ponte de Lima, Caminha, Évora e Vila Viçosa.

Pelo contrário, nos concelhos onde o serviço foi concessionado a empresas do sector privado, os valores são geralmente mais elevados. É o caso da Figueira da Foz, onde cinco metros cúbicos de água custam 8,34 euros (este valor inclui a componente volumétrica e a tarifa fixa mensal), e também em Mafra (7,87 euros), Tavira (6,50), Matosinhos (5,68), etc. Um escândalo, em comparação com a Chamusca.

Na maior parte dos concelhos, as Câmaras criaram empresas municipais, ou melhor, privadas geridas por funcionários das autarquias, familiares ou amigos da mesma cor política para gerir a água, ou melhor, para garantir rendimentos adicionais aos funcionários da autarquia que se distinguem pela cor partidária, amizade ao presidente, família ou outros tipos de compromisso ou cumplicidade.

E, assim, o dinheiro é «suavemente» transferido do bolso dos cidadãos para os de incompetentes que, para sobreviverem, têm de sugar os dinheiros públicos, com a cumplicidade de autarcas eleitos. E isto sem o mínimo benefício para o cliente, antes pelo contrário, como a Deco demonstra com os números atrás citados.

É para obter esse efeito que os políticos se esforçam tanto nas campanhas eleitorais a fim de obterem os votos suficientes para subirem ao poleiro de onde dominam os negócios. Isto é facilmente concluído de uma observação mesmo que pouco atenta. Mas se olharmos para aquilo que vai sendo publicado nos órgãos da Comunicação Social sobre enriquecimento ilícito e sigilo bancário, ficamos sem dúvidas.

A moralidade, a honestidade e a transparência democrática aconselham a que as empresas que gerem os serviços públicos estabeleçam uma estrutura de tarifas simples e transparente, de forma a que o consumidor fique claramente informado sobre o valor que tem de pagar, e devem publicitar a justificação dos valores cobrados.

E o Estado deve exercer uma supervisão apertada de todos os serviços em que o cliente não disponha de possibilidade de escolha entre fornecedores. E, mesmo quando haja fornecedores em concorrência, é preciso garantir que sejam evitadas as cartelizações.

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10 de Junho de 2009

Resultados Eleitorais

Contrariamente ao que possa aparentar, o povo não está a começar a acordar. Senão, vejamos. A inversão do resultado eleitoral era esperada; o que não era lógico era que fosse na medida verificada. Claro que a arrogância do actual governo ligada à sua política neoliberalista que afastou os verdadeiros socialistas de si e se afastaram tanto para a esquerda e para a direita, assim como as medidas e mezinhas tomadas que têm prejudicado altamente a população em geral, deveria ser castigada nas urnas por ser tão recente. Não nos preocupemos, porém, que em relativamente pouco tempo o povo paspalho tudo esquecerá tal como se esqueceu das misérias do Cavaco.

Além do mais, estes resultados, devido à ganância partidária corrupta de corrida ao tacho, mais do que conhecida e assumida desavergonhadamente como o maior roubo e afrontamento ao país, pode mesmo tornar o país ingovernável durante algum tempo. O que talvez não seja assim tão mau como parece caso o povo se revolte, mas alguns oportunistas aparecerão a aproveitar a situação à custa dos parvalhões que compõem a larga maioria da populaça lorpa e desorientada pelo marketing político contra o qual demonstram bem não estarem ainda vacinados.

Em condições «normais» o resultado desta eleição seria um bom augúrio, mas infelizmente não o é. Com efeito, triste reconhecê-lo para quem tenha dois dedos de memória que lhe chegue até ao governo precedente, com o PSD teria sido bem pior. O descalabro estava preparado e até já fora oficialmente anunciado (inacreditável que as pessoas sejam tão profundamente estúpidas e atrasadas a ponto de o terem arrumado para trás da memória): tudo o que até então tinha funcionado como solidariedade social passava a funcionar com dois pesos e duas medidas (como a justiça), serviços para tratar bem os ricos e serviços para espalhar a miséria e a desgraça entre os pobres e matá-los. Ninguém parece já recordar-se que esse governo tirou as ajudas urgentes aos mais pobres, os medicamentos a quem não os podia mesmo comprar, atirou miseráveis e velhos para um gueto de morte, liquidou o direito a advogado quase por completo, etc.

Algumas destas panaceias sociais foram restabelecidas pelo actual governo, mas sempre ao um nível inferior ao do estado anterior. Ultimamente, o governo tem ainda tomado medidas para evitar uma desgraça ainda maior devido à associação da crise mundial com a nacional herdada do Cavaco. É evidente que essas medidas vão aumentar a dívida externa do país, mas vão evitar uma desgraça maior, insuportável para os menos favorecidos, a maioria dos portugueses. Pelo caminho que o governo anterior estava a tomar, ou se começava a morrer aos montes ou seria necessária uma revolução. Talvez que a última tivesse sido melhor em qualquer um dos dois casos.

Não sejamos néscios, que é precisamente com o que a malvadez requintada dos corruptos conta para satisfazer os seus crimes impunemente, que tão bons são uns como os outros. Há muitos outros factores a considerar. O PSD de hoje não tem nada a ver com o de antanho. Passou a ser um partido que tira aos mais pobres para dar aos mais ricos. Tão corruptos são os dum partido como os de outro. O povo é completamente parvo, acreditando nas balelas que os corruptos de todos os partidos lhes contam e esquecendo-se rapidamente das pulhices que lhe fizeram. Inacreditável, estúpido a mais não poder: quanto mais banha da cobra ladram os malvados, mais o povo acredita, como todos os parvalhões e logo emprenham pelos ouvidos.

Aliás, foi precisamente por isso e por o saber que a Manela Leiteira escolheu o Porco em Pé que grunhe, guincha, ruge, ladra e gesticula na Lavandaria Nacional como um autêntico mentecapto e mentindo como o aborto perverso que é. Bem podia ir buscar factos com razão para atacar, que não faltam, mas é o seu procedimento de ordinário e de rasca que move uma populaça não menos ordinária nem menos rasca. Está em família para poder caçar os votos dos tolos suicidários. É o que o povo desmiolado e incapaz de reflectir quer ouvir; não pensa, adopta tudo o que ouve dos corruptos simplesmente porque estes ocupam cargos oficiais de importância que nunca deveriam ocupar. Viu-se bem pelos discursos do Porco em Pé.

O seu lema era que o seu partido iria fazer melhor pelo país, como de costume. Isto passou muito bem porque os desmiolados já se esqueceram do que o seu partido estava a preparar contra a nação e até de que na origem da crise interna estão os roubos, a má administração, a falta de preparação profissional, a falta de médicos, etc., etc. dos governos do Cavaco. Ao que parece, este deve ter reflectido sobre a sua responsabilidade e tem presentemente um discurso muito diferente daquele de quando era primeiro-ministro. Concedamos que se o Cavaco é o primeiro responsável da miséria actual interna, não fala nem procede hoje como no tempo em que tramou o país. Isto, porém, não o iliba da responsabilidade da consequência dos seus actos.

O único caminho, se se quiser verdadeiramente melhorar é o de acabar com este regime fundado sobre uma constituição concebida para que o povo, que deveria ser soberano, seja uma mera máquina acéfala com o único uso de gerar os votos necessários para darem poder aos bandos oligárquico-mafiosos que se revezam no assalto ao estado. O Cavaco, na sua referência à abstenção, chamou a esta chacota uma democracia. Ora numa democracia o povo tem mão nos políticos e isso nem a miserável da constituição o permite. A constituição portuguesa foi redigida com a intenção de permitir o que agora existe, nem há outra hipótese.

Se olharmos um pouco mais longe, para fora das fronteiras, para a verdadeira Europa e não para a estrumeira dos desprezíveis selvagens sanguinários aqui ao lado, poderemos saber o que é uma democracia. Por aqui nada se conhece, tudo é escondido para evitar que algo mude para melhor, que se trate da saúde aos corruptos e se coloquem os políticos no seu lugar de obediência ao povo soberano. No entanto, há muitos séculos que isso existe: uma democracia em que o povo é verdadeiramente soberano.

Foi por isso que os povos suíços tomaram as rédeas nas mãos e a liberdade dos políticos é limitada a um mínimo apenas funcional, como deve ser, praticamente concebendo projectos de lei em oposição a contrapropostas que o povo escolhe, aprova ou recusa. A nossa constituição é absolutamente anti-democrática. Ter uma não significa ser uma democracia, não significa absolutamente nada. Não houve sempre uma constituição durante o Estado Novo?

Não se conhece nada porque a corja jornaleira, em aberto conluio, encobre praticamente tudo o que possa interessar ao povo e que possa conduzir a um melhor sistema. A escuridão por eles gerada tem sido tão profunda que nos podemos perguntar se, por mera falta de conhecimentos, o povo teria capacidade para tomar as decisões que lhe conviessem num regime como o suíço. A não esquecer que os suíços têm mais de sete séculos de experiência. Quando vemos o comportamento dos pais portugueses em relação às escolas e aos professores temos que ficar com sérias dúvidas sobre a capacidade que essa gente teria para tomar decisões. Todavia, pior que o que se passa actualmente seria bem difícil.

Que risota, o tipo que lançava olhares de cobarde durante mais que o primeiro ano da sua presidência, o Sampaio, chegar a falar num acordo entre partidos. Seria a maior das desgraças para o país. Uma corja ainda menos movível. A melhor prova de que todos são iguais verificou-se aquando da votação da lei de financiamento dos partidos onde só houve um político honesto, a excepção que prova a regra. Isto havia de ser na Suíça!... Não se atreveriam nem se poderiam atrever, com o princípio por que se regem e o ditado que têm: estado (políticos) rico e povo pobre ou estado pobre e povo rico.

Açaimá-los e pôr-lhes um cabresto é a única solução, Portugal não é excepção e tanto os exemplos como os resultados demonstram esta necessidade imperiosa.

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29 de Maio de 2009

Persistência na Desinformação

A SIC apresentou esta noite, a seguir ao jornal, uma montagem amalgamada sobre a possível falência da Segurança Social em Portugal. Não fez qualquer referência ao modo como esse problema de sociedade, não apenas português, foi bem resolvido em países avançados. Em seu lugar impingiu-nos lixo como de costume, o exemplo a não seguir da estrumeira nossa vizinha, entre os países mais atrasados da Europa e que não foi ainda capaz de resolver este caso.

No fim ficámos a saber sobre o sistema espanhol, mas nada que nos interessasse a nós, como poderíamos resolver esse problema seguindo métodos adequados e de eficiência comprovada, nalguns casos há décadas. Porque existem e não nos disseram senão balelas, lixo desinformativo, como de costume.

Este assunto já foi objecto de dois posts apresentando essas soluções em vigor noutros países, pelo que em lugar de aqui o repetir se fornecem os links ao fim.

Não se compreende a literal bestialidade destes hipócritas que nos desinformam deliberadamente, tentando manter a população na escuridão do conhecimento. Estes miseráveis tinhosos pedantes não só não cumprem o seu dever profissional de informar, como têm a afronta de enganar todos aqueles que os ouvem e não procurem fontes fidedignas.

Falam e escrevem como iletrados, muito pior que camponeses sem pretensões. Inventam palavras e expressões que tiram o significado ao que dizem, ou enganam ou que não definem nada. Adoptam termos de origem não latina, tal como procedem os peneirosos iletrados noutros países, como alguns norte-americanos fazem com palavras francesas (não anglo-saxónicas). Entre os iletrados é chique ser-se estúpido e dizer asneiras com ar natural ou de pedante arrogante. É uma característica conhecida e que eles seguem ao pé da letra. Sempre assim foi. É como eles são: iletrados e estúpidos. Mas estes são ainda piores, pois que ainda assassinam a gramática. Que admiração, pois, que as gerações rascas jovens os imitem e nem escrever saibam? De quem será a culpa? Ninguém nasce rasca, fazem-nos, e os jornaleiros dão a terceira maior contribuição.

Como quer essa malandragem de parasitas e vigaristas que se tenha um mínimo de consideração por eles? Só servem para impingir mentiras misturadas com romances de meia tigela para diminuírem os conhecimentos dos portugueses, desinformando-os roubando-lhes a capacidade de discernimento e decisão. Neste sentido, a desinformação é de tal ordem que chega a pôr em questão a aptidão nacional para se poder aspirar a uma Democracia Directa. Afinal, para se tomarem as decisões certas nesse sentido o conhecimento sobre qualquer assunto torna-se imprescindível. Todavia, este conhecimento é deliberadamente retirado à população por uma jornaleirada que mente e desinforma em lugar de informar. Quem será pior? Eles ou os políticos? O diabo que escolha.

Já alguém ouviu estes basbaques dizerem que os serviços sociais como o direito ao da saúde e ao das pensões são parte integrante dos Direitos Humanos? Logo após a Abrilada falava-se nisso, mas foi abafado. Porquê?

Portugal não pode ser considerado como um estado de direito por uma infinidade de motivos, mas um que salta aos olhos é o de direito à defesa e de escolha de advogado não ser igual para todos e estar enormemente restringido por uma legislação fascista e anti-pobres. O que nos atiram à cara não tem nenhum valor como significado, a começar pela existência duma constituição. Não havia já uma no tempo do Estado Novo?

Artigos anteriores sobre o assunto e explicativos da forma de angariamento de fundos destinados à Segurança Social adoptados nalguns países europeus:

A mentira sobre o Serviço de Saúde
A mentira sobre os Serviços Sociais

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28 de Maio de 2009

Bando Nojento

Mais uma desgraça provocada pela incompetência tradicional de pseudo assistentes sociais e transformada em folhetim patético por um bando de jornaleiros nojentos.

Atiram-nos estes trastes com canudos à cara, sabendo bem, pelo menos os segundos, que os canudos de estudos portugueses não são reconhecidos em nenhum país digno da classificação de avançado. O estado miserável do ensino em Portugal é amplamente conhecido por toda a União Europeia.

A origem deste caso deve-se à incompetência de assistentes sociais sem preparação, sem capacidade de avaliação. Ao exigirem a entrega da criança russa a pais de adopção sem razão válida segundo o último juiz que se ocupou do caso, mostra a incompetência geral nacional, incluindo a de magistrados e juízes, já que uma decisão em contrário fora previamente tomada. Não é razão para tirar os filhos aos pais por estes serem pobres e segundo o último julgamento não se provou qualquer motivo básico para que essa medida tivesse sido tomada desmioladamente.

Qualquer decisão sobre qualquer caso do género deve ser tomada com verdadeiro conhecimento de causa e não baseado em intuições por incompetentes e incapazes. Como A Segurança Social vê-se obrigada a encarregar ignorantes e inaptos de casos similares por não existir gente competente para eles devido ao sistema instrutivo nacional, que não forma, mas distribui canudos a ignorantes.

A escória jornaleira não desperdiçou o lance para demonstrar a sua incapacidade e falta de profissionalismo, montando programas que foram autênticos circos de discussões estéreis, palhaçadas despropositadas passando completamente em vão as causas dos acontecimentos, como acima notado. Com animais desta estirpe que impedem que se reconheça o verdadeiro mal nunca será possível corrigi-lo para melhorar o país. Acabam por ser eles e outros, que em casos do género assim procedem, quem perpetua Portugal na ponta da cauda da Europa.

Há décadas que assistimos à formação de gerações rascas e incapazes crescerem e substituírem os seus predecessores. Já no tempo do Mário Soares se chamava geração rasca à dos adolescentes da altura. Que prova então que os pais adoptivos sejam melhores que os naturais? Não foram todos criados na mesma rasquice que se apoderou do país e daí também de todas as profissões? Não se reflecte, até na justiça, em que ninguém já confia, povoada de juízes incapazes, incompetentes, ignorantes, mandriões, corruptos, arrogantes e sem a formação necessária?

A primeira medida a tomar, sem a mínima sombra de dúvida, é educar os pais e ensinar-lhes os princípios básicos de civismo já em crianças. O sistema educativo português actual não o faz, aguentem-se as consequências. A modificação das mentalidades tornou-se um imperativo indispensável ao progresso. A população portuguesa colocou-se ao lado do progresso por incapacidade de auto-análise em virtude de jornaleiros e politiqueiros a inchem com orgulho de ser atrasada. Neste momento vivemos numa autêntica estrumeira. Alguns indicativos bem reveladores são o desnorteamento da polícia, que por falta de preparação anda aos tiros por todo o lado e mata em lugar de prender; a corrupção geral, incluindo a política, a que mais destrói o país, o ensino que não prepara ninguém, a pobreza mental geral, bem revelada na impossibilidade de vender seja o que for sem publicidade e de tudo todos comprarem por verem anunciado, o comportamento cívico em que tomam cinismo por civismo. Há muito mais indicativos, mas a apresentação dum rol completo não condiz com o propósito deste post.

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25 de Maio de 2009

Escumalha Unida Contra a Corrupção

O caso do Cravinho despachado para longe para não incomodar as nojentas elites corruptas é hoje bem conhecido. Não é um caso isolado, mas é de certo aquele que mais alusões provocou.

Todos aqueles que de qualquer modo ameaçam os corruptos transformam-se automaticamente em alvos a abater pelas diferentes corjas oligárquicas que governam ou de qualquer outro modo administram o país. É a regra de ouro da escumalha para a sua defesa e continuação da impunidade. Os parasitas tudo farão para continuarem a viver à grande, à custa da pobreza nacional e no meio dela.

O ataque mais recente levantou-se contra o bastonário da Ordem dos Advogados. Homem do centro do país, onde a corrupção de certo se faz sentir como em qualquer outro lado, mas em que mesmo assim lavra com menor intensidade. Menciona repetidamente casos de corrupção ou anti-democráticos, o que só pode criar inimigos entre as turbas que se aproveitam da bandalheira nacional. Quem não for honesto, ofende-se. O teatro do ofendido ofensor. Para mudar alguma coisa seriam precisos uns dez como ele, denunciando sem parar, todos os dias. De certo não seria isso a cura, mas a palavra propagar-se-ia muito mais facilmente, as mentalidades seriam despertadas mais eficientemente e a água mole sempre acabaria de fazer efeito sobre a pedra dura. Sem eles continuaremos nadando na mesma cloaca para onde os políticos corruptos nos atiraram.

A sua última menção refere um caso dos mais amplamente conhecidos e reconhecidos por todo o país: a existência de advogados que ensinam os seus clientes como praticar actos corruptos, vigarices, roubos, etc., escapando por entre as malhas da paródia da justiça nacional, ela também corrupta e administrada por juízes e magistrados que procedem como funcionários públicos, mas que, arrogantemente, querem ser tomados pelo que deveriam ser mas que não são.

Haverá alguém em todo o país que não esteja ao corrente dum ou doutro caso que se enquadre na menção do bastonário? Por todo o lado os ouvimos, é conversa comum de café, tal é o seu conhecimento devido à abundância destes casos. Se querem fazer calar o homem só pode ser para continuarem com a corrupção na prática de crimes que vão ficando impunes. Ou não?

Contra a corrupção, comece-se pelo princípio, pela sua origem, os políticos dos vários partidos que compõem e têm composto os governos. Nada se pode fazer sem que se comece pelo princípio. Quando se lhes puser o cabresto e forem mantidos à rédea bem curta os males começarão a diminuir. Controlá-los, responsabilizá-los e obrigá-los a prestar contas de todas as suas acções, não permitir promulgações de leis que absolvam a corrupção e a tornem impune.

Infelizmente, absurdamente dominado pelo palavreado podre do marketing das corjas políticas e da jornaleirada desinformadora, há ainda muita gente embasbacada que pensa que vive num jardim à beira-mar plantado e não numa verdadeira antecâmara do inferno. Nas suas ideias deslocadas confundem clima com bem-estar social, praias com honestidade, belos rios com bom sistema de saúde, localização geográfica com país democrático.

A maioria vive completamente enganada cuidando que vive em democracia, pois que lhe dizem que os sistemas democráticos existentes noutros países (ex.: os nórdicos) não podem ser adaptados a Portugal (literalmente afirmado pelos corruptos, como o Cagão Feliz afirmou numa entrevista há 4 anos, à parva da Judite de Sousa, que não teve capacidade profissional para retorquir).

Em países onde exista alguma honestidade, muitos políticos se têm suicidado para escaparem á vergonha de terem praticado actos corruptos. Em Portugal ainda se gabam e apresentam a corrupção como uma obra de interesse nacional. Porquê? Porque a população o admite por também ser corrupta, pensando que também dela pode tirar proveito como os políticos. Esta forma de pensar, associada às outras causas aqui mencionadas, conduziu-a à miséria em que actualmente se encontra. Não tem nada de que se queixar, deita-se na cama que fez.

Acreditam estes pobres diabos que por serem portugueses devem defender o que é português, bom ou mau, mesmo até quando os genuinamente portugueses os fornicam por trás. Não compreendem que antes de portugueses e mais do que portugueses são humanos. Não há discernimento entre o que está bem ou mal nem como actuar para melhorar. Não podem compreender estes atrasados mentais que se querem realmente ter orgulho do seu país, a primeira coisa a fazer é torná-lo merecedor de orgulho e que a única forma de lá chegar é precisamente erradicar a escória que faz com que em vez de se poder ter orgulho justificado se tenha vergonha justificada de se ser português.

São estes indivíduos, justamente, aqueles que impedem o progresso por perpetuarem o que está mal com o seu apoio às oligarquias mafiosas. Julgam estes atrasados que a máfia deixará de ser máfia apenas por ser nacional? Que basbaques! Continuam a votar neles por pensarem que TÊM que votar em alguém; por julgarem que uma família mafiosa de corruptos será melhor que outra; para que a corja se vá revezando e tudo continue como sempre. Acreditarão estes paspalhos que alguma vez o cão largará o osso enquanto ele tiver uma única molécula de carne ou sem que lho tirem à força? Por que haviam os corruptos deixar de o ser se isso só lhes dá lucro e bem-estar e continua alegremente impunes? Porque haviam de matar a sua própria galinha dos ovos de oro? Por que haviam de relegar o roubo impune e os lucros dele proveniente? Tudo isto sem que a isso os obriguem!? Como se podem imaginar tais coisas? Que mentalidade tacanha prolifera pela população nacional!

Porque não votam em branco?

Sendo a realidade como é, facilmente se conclui que os primeiros culpados da situação actual são estes, os que lhe facultam e facilitam a continuidade.

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24 de Maio de 2009

Sentido da Honra e da Responsabilidade

Há dias circulou por e-mail um vídeo de um politico perante jornalistas convocados para um comunicado à imprensa em que confessou faltas cometidas no seu cargo, entregou um comunicado escrito e, a seguir, retirou de um envelope uma pistola que disparou contra o céu da boca tendo morte imediata.

Hoje no Público Online, vem a notícia do suicídio de um ex Presidente da Coreia do Sul que era acusado de corrupção A notícia pode ser lida fazendo clique neste link Antigo Presidente da Coreia do Sul Roh Moo-Hyun suicida-se.

Na Coreia do Sul, como em alguns outros Países existe o respeito pela Honra, sentido das responsabilidades e defesa da face. Este não quis sujeitar-se à sorte de dois seus antecessores que, em Agosto de 1996, foram severamente condenados em Tribunal. Nessa data, dois antigos Presidentes, apesar de terem sido pilares muito válidos na construção económica do País que tinha sido destruído pela guerra com o vizinho do Nortr, ouviram sentenças por terem cedido à tentação da corrupção, tendo o General Park Chung Hee sido condenado à morte e Roh Tae-Wu a 22 anos de prisão.

Agora Roh Moo-Hyun, que foi Presidente entre 2003 e 2008, suicidou-se ontem saltando de uma rocha e precipitando-se de uma falésia, de acordo com familiares e uma carta de adeus que deixou, em que dizia “não fiquem tristes; a morte e a vida não são a mesma coisa?”

Não se deve fazer a apologia deste género de morte, mas não podemos deixar de desejar que, de uma forma serena e civilizada, muitos responsáveis por irregularidades e atitudes desonestas, contrárias à ética, se confessem publicamente e se auto penalizem pelas indignidades que só não os envergonham porque não sabem o que é honra, dignidade, vergonha e sentido das responsabilidades. Estão neste caso situações de corrupção, tráficos diversos e transacções com dinheiro vivo, visíveis pelo enriquecimento ilícito e rápido, o que é especialmente grave e danoso quando podem estar em jogo dinheiros públicos.

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10 de Maio de 2009

Propostas concretas são indispensáveis

São necessárias soluções, medidas prática, honestas, aplicáveis, para resolver os problemas do País. É importante fazer o diagnóstico, mas isso de nada vale sem, depois, se aplicar a terapia adequada, a medicação eficaz, mas com verdade, sem promessas falsas, como tem acontecido. Interessante este artigo do Correio da Manhã.

Democracia doente
CM. 10 Maio 2009 - 00h30, por Eduardo Dâmaso, director-adjunto

Manuela Ferreira Leite disse ontem que a democracia portuguesa está doente por causa do "clima de medo" que alastra pelo País. Há medo de tudo: de falar, de ser escutado ao telefone, de recusar isto, de pedir aquilo. A líder do PSD recua no tempo, numa viagem espectral aos tempos da ditadura.

Percebe-se a intenção, mas o exagero é manifesto. É preferível que o PSD comece a falar de propostas concretas em vez de agitar fantasmas. Hoje em dia, a insegurança é grande, a crise ameaça o emprego, a juventude afunda-se nos recibos verdes, as universidades formam legiões de gente sem esperança, os pequenos déspotas de nomeação política que mandam em algumas áreas da Função Pública mostram todos os dias a soberba típica da mediocridade exibicionista. Mas, medo!? Medo daquele que encolheu um país inteiro por 48 anos!? Não, não é esse o caminho da seriedade.

O caminho da seriedade e da credibilidade que pode convencer alguém a mudar de voto está nas respostas concretas aos problemas, não na agitação de fantasmas. Se o PSD não disser o que muda na Justiça, o que faz nas periferias explosivas, como vai gerir a segurança, reformar a Educação e a Saúde, ou se é capaz de criar um modelo de protecção social que não seja tributário da velha e salazarista misericordiazinha, então, não haverá fantasma que lhe acuda.

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30 de Abril de 2009

Mafia Oligárquica Legisla Para Apoio da Corrupção Política

Em consenso unânime, os partidos aprovaram hoje uma lei cuja única finalidade possível é a da fomentação e da protecção à corrupção política.

Numa conjuntura em que se impõem medidas económicas, as oligarquias partidárias – mais uma vez demonstrando que apenas governam para roubar a nação – aprovaram uma lei sobre o financiamento dos partidos, por unanimidade, que lhes permite encobrir os roubos por corrupção, aumentando 55 vezes o limite desse financiamento em dinheiro líquido. Tudo isto apenas sob o pretexto da necessidade de financiamento do PC na festa do Avante. Em princípio, a lei seria apenas no sentido de permitir a recolha de fundos em dinheiro na festa do Avante, embora com a definição de um limite, e deveria também diferenciar o montante das multas em função da dimensão do partido a que se refere. Os vigaristas mafiosos não perderam a ocasião para a transformar numa defesa da sua própria corrupção. Não restam dúvidas de que os partidos portugueses são associações de malfeitores que se apoiam mutuamente na defesa dos interesses ilícitos comuns.

Sobre o PS já conheciamos as peripécias sobre o assunto e as suas recusas em fazer algo significativo para diminuir a corrupção política. Agora, vê-se também e transparentemente a que ponto a Manela Leiteira nos mente e é vigarista. Nenhuma das pequenas medidas ou mezinhas que o governo tem aposto para fingir contrariar a corrupção tem escapado às críticas da miserável impostora que é a chiba, por insuficientes. De certo que têm sido até mais que insuficientes, mas ela revele-nos agora claramente o seu pensamento ao juntar-se aos outros corruptos para aprovar a lei que lhes permite roubar sem prestar contas, a lei que lava as mãos aos criminosos.

Todos os partidos têm feito um grande alarido contra a corrupção e agora prova-se que, tal como de costume, tem sido tudo banha da cobra barata para papalvos e o que pretendem é unicamente aumentar a corrupção que fingem reprovar paralelamente com a sua impunidade. É a maior afronta e o maior escândalo de todos os tempos, bem superior à arrogância e marketing do Sócrates ou da Leiteira sozinhos; Nem tem equivalente ou semelhança, pois que vem alargar o caminho da corrupção e da sua impunidade.

Num tempo recorde, a lei foi discutida combinada e aprovada por unanimidade pela cambada de deputados corruptos de todos os partidos, facto que atesta o grau e a expansão da corrupção política nacional.

Constata-se claramente como todas as alegações neste sentido expostas neste blog, assim como no do Leão Pelado ou no Site da Mentira! Apenas pecam por insuficientes.

Somos governados por criminosos de direito comum e de alto calibre.

Vamos continuar a votar nas associações de malfeitores constituídas em partidos políticos, nas oligarquias da máfia? Corramos com eles! Ponham-se-lhes rédeas bem curtas, obriguem-se a prestar contas aos que os elegem. Vote-se em branco, que nenhum dos partidos merece a mínima confiança. Votar num ou noutro é o que eles querem para se irem revezando na exploração: ora rouba uma oligarquia, ora rouba outra. Votar neles é aprová-los, a eles e ao sistema. O sistema tem que passar a impossibilitar a promulgação de leis que não obtenham a aprovação directa da população, num sistema de democracia directa.

Aguardemos agora para ver como o Cavaco se pronunciará, o principal autor da actual miséria nacional à excepção da parte causada pela crise mundial e que pretende chorara lágrimas de crocodilo.

Vejam-se os detalhes:
Público
Diário de Notícias
Sol
Notícias

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24 de Abril de 2009

Políticos Anularam a Utilidade do 25 de Abril

É o falhanço do golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974 que está na origem daquilo a que se convencionou chamar de Revolução dos Cravos ou Revolução de ABRIL. Esta opinião que perfilho desde aquele dia, hoje data histórica, tornou-se já uma asserção pacificamente aceite pelos mais destacados protagonistas militares do evento (Melo Antunes, por exemplo) e também por alguns historiadores isentos, no sentido de não enfeudados a certos interesses político-partidários.

25 de Abril de 1995
Aventino Teixeira (16.07.1932 – 10.04.2009)
Clique para ler tudo.


35 anos após, o único feito notável é que o país – em relação aos outros países europeus – acumulou um atraso de mais de cerca de 25 anos sobre os 20 e tal que já tinha no dia do golpe. Foi o que a corrupção e a máfia política nos ofereceram. Até hoje, os únicos que lucraram com a Abrilada foram os que compõe essa máfia oligárquica que se apoderou do país e os jornaleiros que tudo de interesse nos encobrem e nos projectaram numa ignorância profunda. Com efeito, tanto políticos como jornalistas gozam hoje duma liberdade que não tiveram durante o Estado Novo, a qual têm usado no seu exclusivo interesse pessoal, enriquecendo roubando o país e desprezando os interesses nacionais. Devido à deformação da sociedade operada pela corrupção e interesses ilícitos da máfia oligárquica, o cidadão comum goza hoje de muito menos liberdade do que no tempo do Estado Novo. Afinal a liberdade não se limita nem se restringe à liberdade de expressão, mas a tudo aquilo que faz parte da vida normal, e essa foi posta em causa, espezinhada por essa máfia na defesa dos seus interesses particulares.

Até hoje, nenhum partido nem governo instaurou qualquer plano de base para o progresso do país, nem mesmo utilizando os fundos de coesão europeus especialmente criados e recebidos para essa finalidade. Nunca houve uma verdadeira preparação dos empresários nem uma formação contínua dos seus empregados. Os fundos foram roubados, mal administrados e desbaratados de diversas formas, principalmente pelos governos do Cavaco, que ainda deixou o governo com um défice superior a 5%! É obra! Já todos se terão esquecido do enorme número de novos-ricos que apareceram nessa altura? Eram políticos, familiares, amigos e alguns oportunista com sorte. Para nosso mal o Cavaco não é o único a recriminar, mas apenas o autor da nossa miséria actual, a crise não se gerou nos últimos anos.

Continuamos a ter um sistema de saúde que por mal administrado sai tanto ou mais caro que o dos países onde ele é bom e com uma cobertura muito mais abrangente. É um sistema arcaico e do velho estilo comunista em que nem tampouco se pode escolher o médico que se deseje. Inacreditável e aceite por todos devido à desinformação jornaleira.

Os jornalistas deixaram se ser profissionais para passarem a defender os interesses dos seus patrões. São uma miséria didáctica não funcional; não informam a população daquilo que ela pode usar em seu interesse nem sobre como defender-se dos golpes dos políticos e dominá-los, escamoteiam os bons resultados políticos levados a cabo em países avançados controlados pelos seus povos, impedindo assim o seu conhecimento neste país e que se possam seguir ideias comprovadas como úteis. Isto gerou a ignorância política da população, que não compreende que o seu interesse pode ser o contrário do do seu partido, sendo assim usada pelos partidos como mero material de voto (carne para canhão). Depois, como Victor Hugo escreveu na década de 1860, a ignorância é a mãe da estupidez.

Afinal, 25 de Abril para quê? Que se comemora hoje para além dum sonho jamais realizado, deste período de aproveitamento da máfia oligárquica política, dos roubos descarados, da passividade dum povo entorpecido e anestesiado e sem qualquer reacção, que não aprendeu nem foi ensinado como usar a sua liberdade para domesticar as bestas políticas corruptas, mas que foi amestrado para tudo lhes admitir e aceitar, apenas respingando mansamente. Em italiano, manzo (manso) é um boi. Recordou-nos recentemente o General Eanes que devemos pedir contas aos políticos. Porque não o faz este povo embrutecido que permite ser flagelado impunemente de tal forma?

Temos que compreender que votar num partido ou noutro é fazermos o jogo dos corruptos, é irmos substituindo uma oligarquia por outra, assim se revezando e todas continuarem a aproveitar-se para nos roubarem e manterem na maior das misérias da Europa. Não devemos aceitar o que a corrupção nos impinge no seu próprio interesse e contra o nosso, devemos analisar os factos passados e deles tirar conclusões sem nos deixarmos influenciar. Em seguida devemos agir em consequência. Chega de palavreado.


Um longo relato, resumo da história moderna e da sociedade, não contado pelos conhecidos historiadores interesseiros: veja aqui.
Outros posts sobre a mesma matéria foram recentemente publicados neste blog. Queira vê-los abaixo, p.f.
Outro post sobre o assunto se seguirá muito em breve.
Veja-se ainda aqui e ainda aqui e aqui

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23 de Abril de 2009

Políticos e Jornaleiros

Quem quer que tenha assistido à entrevista do Primeiro-Ministro na passada terça-feira 21, na RTP, só sendo cego, surdo e mudo poderia deixar de compreender o estado lamentável, a falta de capacidade mental ou conluio da jornaleirada incompetente, mas a quem não faltam prosápias nem arrogância. Por outro lado, assistimos a mais uma demonstração do treino, capacidade e competência dum político dos mais exímios em marketing. Poderá não ser um bom engenhocas, mas como publicista é invencível.

A incompetência dos entrevistadores foi incomensurável, como de costume. São incapazes de fazer perguntas sobre assuntos verdadeiramente judiciosos, e quando as fazem interrompem mal educadamente quem quer que seja o entrevistado, não dando aos telespectadores a possibilidade de ouvir a resposta. Não é isto uma característica própria dos jornaleiros portugueses, mas também dos de outros países meio incivilizados que neste aspecto nos são comparáveis.

Deixaram-nos completamente a zero sobre a questão do comboio a alta velocidade, certamente uma das mais importantes, dado o seu reflexo no futuro e o descabido exagero do projecto. Inacreditável, este assunto quase não foi tocado. Foram incapazes de pousar qualquer pergunta interessante ao interlocutor, o qual, com uma formação mediática de banha da cobra bem superior à sua os ludibriou de olhos fechados. Podiam-se notar as suas caras de estupefacção ao ouvirem as respostas. O que indica a falta de competência e de preparação daquele par de paspalhos.

Quanto ao Sócrates, evidentemente que com a sua escola não desperdiçou a ocasião que os parvalhões pedantes lhe apresentaram sobre um tabuleiro. Serviu-se dela para a sua publicidade costumeira e ao contrário dos outros com uma excelente preparação.

Sobre o caso Freeport, também não ficámos muito mais informados. Ainda que o segredo de justiça exista, as perguntas poderiam ser melhor adaptadas e não apenas no sentido que pareceu ser o de dar uma deixa ao interlocutor para se limpar. Na verdade, como já referido neste blog, tudo é de acreditar e não só os dois extremos geralmente citados, pois que existem muitas coincidências, talvez reveladoras, em ambos os sentidos. As condenações acérrimas em praça pública, contrariando o direito constitucional à presunção de inocência só têm tido a utilidade, não negligenciável, de espevitar a investigação. Terá ele convidado o Ministério Público a averiguar as suas contas bancárias? Continua a não se saber. O silêncio do Sócrates e dos seus colaboradores também não pode jogar em seu favor. No entanto se está verdadeiramente inocente, este procedimento é menos recriminador. Por outro lado, se culpa existe nalguma parte o(s) responsável(áveis) deve(m) ser dura e exemplarmente julgado(s) para que sirva de exemplo e de precedente jurídico no país, pois que infelizmente nem um nem outro existem ainda. SEja o que for que se venha a provar incontestavelmente, como deveria ser, haverá sempre uma facção a quem vai doer muito.

Nenhum dos presumíveis factos até agora apontados em qualquer dos dois sentidos (culpa ou inocência) de conhecimento público é convincente; nem têm resistido ao aprofundamento das investigações. Diz-se muita coisa, mas tudo sem verdadeiras bases. Os mais acérrimos, evidentemente, só podem ser os extremistas de ambos os lados. Tudo isto causado pela desconfiança geral na justiça com imensos exemplos de conluio e de corrupção. Como confiar agora na sua competência e isenção de influências, mesmo das opiniões pessoais dos próprios investigadores? Todavia, este caso, de tanto interesse geral manifestado coloca a justiça sob observação nacional o que a pode compelir a seguir o comportamento que sempre deveria ser o seu.

Por uma vez, o Sócrates conseguiu dizer algumas verdades sobre a sua má política e os seus maus projectos: na sua grande maioria não são de concepção sua, mas ideias que comprou ao PSD/PP aquando no governo. Este blog tem insistido sobre esta verdade devido a ela se encontrar na origem da desorientação do PSD e que tantos não querem ver e escamoteiam interessadamente. Se um governo segue as linhas que um partido – agora na oposição – traçou quando ele mesmo foi governo, como pode ele em seguida fazer uma oposição realista ou com senso, ou mesmo qualquer tipo de oposição? Terão que se limitar a dar meras opiniões, apresentando apenas o que não passa de pequenos melhoramentos aos actos do governo.

O grande trunfo dos partidos, como nesta altura se vê no PSD (costume geral que não se limita a este partido) é usarem do seu conhecimento do fraco discernimento e instrução política da população, jogando à vontade com a sua imaturidade política e credulidade saloia. Neste sentido ressai a recente escolha da Manela Leiteira (esta característica não é só do PSD) no Porco em Pé que na Lavandaria Nacional guincha e esperneia como um porco ao lhe espetarem a faca. Um verdadeiro palhaço de porco, cujos guinchos não são mais do que espectáculo armado para os crédulos. Diz coisas sem nexos, faz da mentira, da vigarice e do sofisma o seu dogma. Um verdadeiro pobre diabo incapaz, o Porco em Pé. A escolha da Manela, porém, justifica-se perfeitamente por adequada àquilo que a população aceita devido ao estado atrasado em que se encontra. Não é que os melhores políticos portugueses são na verdade aqueles que em lugar de fazer avançar o país se servem dos fracos da população para a lograrem a torto e a direito? Quando a população sempre aplaude tolamente o seu partido (os seus vigaristas de estimação)¸ que esperar dela? O melhor para a falsidade política é aproveitarem-se desta miséria em lugar de tentar erradicá-la, que enquanto ela durar os corruptos poderão enriquecer à nossa custa.

Em conclusão, podemos bem limpar as mãos à parede tanto pelos políticos corruptos que temos como pela grande maioria dos jornaleiros incompetentes que têm feito da profissão um acto de fé para nos desinformar. Jamais se ocuparam em nos mostrar como se passa em países avançados, partindo do princípio de que esses exemplos para Portugal não servem. Contudo, esses países avançados não começaram de cima para baixo e poderíamos bem seguir o caminho que os levou a uma maior democracia, justiça, igualdade dos cidadãos, melhores sistemas de saúde e de segurança social, melhor vida nacional, etc. Em lugar disso, vêm-nos sempre os desinformadores com exemplos da estrumeira nossa vizinha. Não há um dia em que os execrandos espanhóis não sejam citados, nem que não nos contem coisas que nos encobrem o que poderíamos copiar daqueles que triunfaram. Que nos interessa a estrumeira espanhola? O que queremos conhecer é o que se passa em países avançados. Se quisermos avançar. Quem quer que tenha assistido aos noticiários noutros países recordará que muito raramente neles se fala em Espanha. Não lhes interessa como exemplo.

Este governo tem mesmo alinhado com eles na sua opressão, humilhação e sacrifício do povo Basco por este querer apenas aquilo a que tem direito, que está escrito bem claramente na Carta da Nações Unidas e que nela é a menção principal: todo o povo tem direito à auto-determinação. Se é verdade que os castelhanos querem paz e não as bombas e os atentados dos Bascos, é simples, basta fazerem a única coisa que acabará com isso e que trará a paz a todos: darem-lhes aquilo que pretendem, a independência a que têm direito incontestável. Se não o fazem é porque não querem paz, o resto são tretas e mentiras para ignorantes engolirem. O povo Basco é um povo escravizado há séculos, que nem tem a mínima relação étnica com os povos da península nem com os de França, é uma colónia à força. Os abortos jornaleiros, que tanto nos ladram sobre o lixo castelhano, não nos contam isto, assim como nos escamoteiam tantas outras coisas, como o que na realidade se passa na Palestina, etc., etc.

Do modo como os partidos políticos continuam a comportar-se – e que decerto não vão mudar sem que a isso os obriguemos – a única solução é precisamente a de os obrigarmos a mudar. De outro modo tudo continuará com pequenas camuflagens. Não se pense que vão deixar de roubar o país e dele se servirem em lugar de o servirem, apenas por ser esse o seu dever.

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15 de Abril de 2009

Investimento e Consumo
ou o Fim do Planeta?

O investimento é sempre produtivo e gerador de riqueza no sistema neo-liberal e capitalista selvagem em que vivemos, iniciado nos EUA na década de 1950 e que se estendeu a quase todo o mundo. Baseado no consumo e numa produção de artigos de curta duração, a sua eficiência é garantida e provada por décadas em que o desperdício planificado sempre produziu os resultados aguardados.

Numa tal conjuntura não restam dúvidas que os planos do governo de investimentos em grandes obras garantem produção de riqueza, mesmo o mais descabido e inútil de todos, o das linhas de comboio a alta velocidade, completamente desnecessário no país. É assunto confirmado por várias décadas de experiência. Os ataques contra a ideia com base na sua ineficiência só podem pois ser ouvidos por desactualizados que o ignorem, os quais não faltam e de que os políticos, génios do marketing, sabem bem aproveitar-se. Resta que jamais se deveriam conceber investimentos com uma tal inutilidade. Os dois factos demonstram por um lado a idiotice da concepção, por outro a má fé nas objecções.

Esta má fé tem sido amplamente usada e inflada pela oposição do PSD, um partido que tem mal em se encontrar na oposição e que demonstra bem a má índole dos políticos (desse partido ou não, neste ponto todos são iguais) na sua luta desenfreada para conquistar um poder que por falta de controlo e sua desonestidade endémica lhes tem permitido tudo açambarcar e roubar e ficarem indemnes devido à falta de poder associativo da população e sua ignorância, assim como a uma justiça mandriona, podre e corrupta até à medula, que esconde os seus defeitos e incapacidade sob uma capa de arrogância.

Temos visto, ultimamente, a Manela Leiteira falar com uma segurança que só lhe é possível mediante essa grande ignorância da população, assim como à sua mentalidade tão enormemente retardada que se esquece completamente do passado e crê no que os bastardos vigaristas lhe contam a ponto de serem eles mesmos os primeiros culpados da corrupção política. Com efeito e como se tem verificado, o povo, em geral, sempre ataca qualquer governo, sobretudo quando ele não lhes encha o prato e a bolsa, defendendo a oposição. Ora é este o modelo ideal para perpetuar o sistema das oligarquias mafiosas. Voltando-se ora contra uns, ora contra outros, vão-se elegendo corruptos para substituírem outros corruptos, mantendo simultaneamente o ciclo e o sistema. Votar neles é apoiá-los, dizer-lhes que se está de acordo com as suas canalhices, pulhices, baixeza, imoralidade, injustiças, roubos – é mais do que absolvê-los, é aprová-los. Não se compreende como se pode ser tão estúpido a ponto de aprovar aquilo de que se reclama sem cessar. Os políticos, exímios em marketing, a sua primeira e por vezes única formação com alto aproveitamento, não vão deixar de aceitar o que os pobres bobos lhe oferecem num tabuleiro.

A camelice está tão entranhada que resultou na eleição daquele que até hoje mais contribuiu para a desgraça nacional; quem lhes roubou a comida do prato, diminuiu os ordenados, não restaurou o sistema de saúde, diminuiu drasticamente o número de médicos ao ponto que se conhece, etc. Sobretudo, empurrou-os para uma longa penúria por não ter preparado o país para a sua junção ao sistema económico europeu (a junção à moeda única) com os fundos de coesão para esse fim. O pai da miséria nacional. Este processo que demorou uns 15 anos a instaurar-se não poderá ser ultrapassado em menos do dobro desse tempo. Não tenhamos ilusões.

Há quem o queira desculpar dizendo que até hoje esses fundos continuam a jorrar. Pois continuam, mas o tempo passou, a altura para o fazer também e agora nem as empresas nem os trabalhadores – ambos sem formação contínua – estão aptos a competir com os outros países, europeus ou não. Nesta altura, Portugal atravessa duas crises: a mundial, do consumismo e do capitalismo selvagens, devida a um sistema contra a própria Terra e tudo o que ela engloba, incluindo a própria existência humana e a crise nacional da inaptidão instaurada no país pelos governos do Cavaco. O seu crime é tanto maior por ser economista de formação.

Vem a chiba Leiteira contar-nos historietas para adormecer intoxicados, retardados mentais, desinformados, anestesiados e outros mamões porque sabe que eles o são a ponto de virem a votar na sua enorme bestialidade. Bestialidade e malvadez que ela e o seu comparsa Cagão Feliz comprovaram aquando no governo: planearam a exterminação dos sistemas de pensões e de saúde baseados na solidariedade. Inacreditável. É um facto que ela esconde e que os papalvos esqueceram. A ignorância dos portugueses devido à desinformação é de tal ordem que existem muitos que nem acreditam que Portugal é actualmente o único país europeu em que é vedado ao cidadão escolher o médico, que nos outros países, para além dos hospitais, todos os médicos trabalham nos seus consultórios para o sistema nacional de saúde, que existem tarifários acordados entre o equivalente da Ordem dos Médicos e os governos que compreendem todos os actos médicos e que eles são assim retribuídos. Pudera, com o sistema que se tem bem podem construir hospitais, que nunca chegarão. Temos um sistema arcaico do tipo comunista da ex-URSS e satélites.

Voltando aos investimentos, em nenhum caso o seu sucesso económico garantido deve ser tomado como um trunfo, pois que esse sucesso existe apenas mediante o sacrifício do Planeta. O sistema de consumo selvagem actual não pode perdurar paralelamente à vida na Terra. Nos últimos 30 anos destruíram-se 33% dos recursos do planeta. Mais 60 e será a razia completa. Daí, esses investimentos são condenáveis por este motivo apenas e não pelos que a chiba inventa e nos quer impingir mentindo descarada e desavergonhadamente. Só a consciência da ignorância nacional lhe permite todas estas imposturas de maligna. Tem o direito de desacordar e a obrigação de não mentir.

Outro facto contrário a nossa existência na terra e aos nossos descendentes é os governos estimularem a reprodução humana e a imigração para aumento das populações já demasiado grande, unicamente para aumentar o consumo. O seu aumento apenas servirá para abreviar a subsistência da Terra. Outros métodos em que o consumo decresça, a fabricação de bens mais duráveis, assim como a diminuição da população mundial são imprescindíveis se quisermos que os nossos netos tenham netos. Não subsiste hoje qualquer dúvida a este propósito.

Tanto os planos do governo, anti-vida terrestre, ruinosos e supérfluos, quando outros investimentos se justificam como muito mais necessários, como as bestiais barbaridades da Manela Leiteira são contra a natureza, para o empobrecimento e, sobretudo, perpetuam a continuidade do mau sistema.

Se queremos realmente extirpar este cancro das oligarquias mafiosas, gananciosas e corruptas, teremos de pôr um cabresto nos corruptos que as formam para dominá-los por completo. Enquanto não se operar nesse sentido não se tem o direito de reclamar.

Conheça mais sobre a história do consumismo e de como começou, do bem-estar fictício, do progressivo e inexorável extermínio da vida na terra, num filme instrutivo. Nota: Este filme pode vir a ser retirado do servidor.

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11 de Abril de 2009

Férias e o estado da Nação

Transcrição de texto recebido por e-mail :

Férias de Páscoa para alguns…
Por Susana Barbosa

Quando já todos estávamos cientes de que o Presidente da República, Cavaco Silva, estaria de férias antecipadas de Páscoa, eis que esta semana ele faz uma aparição súbita ao país, quebrando o seu aterrorizante silêncio, que perdura há já algumas semanas, precisamente para que os portugueses possam ouvir a sua boa-nova: Sua Excelência, o Sr. Presidente da República, quebra o seu silêncio, para dizer aos portugueses que se silencia!

Ora aí está uma atitude digna de registo! De resto, ter-se-á recolhido de novo às suas recatadas férias, pois as visitas de cortesia, e as inaugurações aliadas aos cortes de tantas fitas, são de uma canseira incalculável, que só mesmo nós, pobres e comuns cidadãos, não conseguimos valorizar devido a outros tipos de cansaços…

É realmente extraordinário este “Jardinzinho” em que vivemos, à beira-mar plantado! Cada vez mais infestado de ervas daninhas… onde tudo, mesmo “TUDO” pode acontecer, que já ninguém se surpreende…, e até onde mesmo assim, nos continuamos a dar ao luxo de continuar a sustentar e a fazer a manutenção dos Reais Jardins de quem se está “nas tintas” para a nossa triste Pátria, e sobretudo, para quem nos desgoverna todos os dias.

Tudo isto, claro está, a bem da famosa estabilidade! Quem o diz, é sua reverência, o Sr. Presidente da República.

Mas, questionamos nós, mas que estabilidade? “Eles” querem-nos fazer crer na estabilidade de quê, e de quem? Só se for a bem das suas próprias estabilidades… porque neste pobre país, o desequilíbrio é de tal ordem, que não tardará muito, que também quem nos (des)governa, passe a viver na “corda bamba”.

Enquanto isso, o “intocável” e “implacável” José Sócrates, continua com espaço de manobra para ludibriar quem deseja, pois lá diz o velho ditado “com papas e bolos, se enganam os tolos”!

Revoltas para quê? Mais manifestações a quem interessam? Então, se até as taxas de juro estão mais baixas do que nunca, e se até os combustíveis baixaram, e se até os salários dos funcionários públicos subiram 2,9%, vá-se lá entender quem continua a dizer que o país vai mal… Já alguém ouviu dizer que as empresas municipais despediram pessoal? Já alguém ouviu dizer que o governo diminuiu pessoal ou demitiu assessores? Já alguém ouviu dizer que o Estado anda preocupado em diminuir custos?

Pois não, efectivamente, só ouvimos falar em cobranças e em fiscalização de impostos. A alta tecnologia só chega em condições perfeitas, ao Parlamento e às Repartições de Finanças. Os cruzamentos de dados e as investigações neste país, também só servem para quem trabalha e não para quem rouba!

Há dias, num encontro após uma conferência, ouvíamos dizer que de férias de Páscoa, um dos conferencistas iria de férias para o sul de Itália, outro para o Algarve, e ainda um outro para o Brasil. Por incrível que pareça, eram todos funcionários públicos bem instalados, porque será?

José Sócrates, esse, poderá ir até para o Inferno a preço de ouro, que ninguém se preocupará. Tudo isto, enquanto for ano de eleições. Tudo isto enquanto o Estado não retirar regalias ao próprio Estado... Tudo isto, enquanto uns sangram e outros engordam. Tudo isto, enquanto quem está dentro do sistema está alimentado, e quem se encontra fora dele desespera à míngua.

Tudo isto, repetimos, enquanto é ano de eleições! Temos por certo que o pior está para vir. O pior, virá depois. E o pior é que nessa altura será para todos os portugueses sem excepção.

Susana Barbosa

NOTA: Não conheço a autora e a consulta Internet deu-me várias pessoas com igual nome. Porém, o texto merece ser lido, com os cuidados habituais, e meditado porque há pontos de grande interesse. Não me parece que, em momentos difíceis, se deva falar em ESTABILIDADE, pois isso representa resignação à crise o que contraria as palavras do PR quando aconselha a não nos resignarmos. Em vez de estagnação precisamos de acção, de reestruturação, de reorganização, de procura de soluções para reduzir desperdícios e controlar as despesas não produtivas ao mínimo indispensável, de avaliar o desempenho de cada quadro superiore (assessores p.e.). Há que analisar o que tem estado mal, opado, inflacionado e emagrecer, eliminando a obesidade do aparelho do Estado, criadora de burocracia bloqueadora que propicia a corrupção e o tão falado enriquecimento ilícito. Os portugueses que vivem com dificuldades extremas não podem sentir-se confortáveis ao ponto de desejarem a estabilidade da sua miséria, vendo outros, que vivem dos seus impostos, continuarem cada vez melhor.
Em vez de estabilidade, precisamos de recuos corajosos naquilo que está errado.

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4 de Abril de 2009

Hipocrisia e Cinismo, Valores Basilares dos Políticos

Hipocrisia, malandrice, vigarice, cinismo, instinto baixos e de roubo, falsidade e má fé são as qualidades que caracterizam a ampla maioria dos políticos. Os políticos portugueses não só as têm todas como as têm aperfeiçoado com o maior esmero.

O primeiro-ministro faz jus à sua fama de mentiroso, de prometer o que nem lhe passa pela cabeça cumprir, de afrontoso arrogante. Acusado de traidor pela Human Rights Watch, tem tido um percurso vergonhoso marcado por acções anti-sociais/anti-socialistas, tais como as descritas em alguns dos posts da mesma autoria do presente: Déspota Iluminado Mete a Pata na Poça, O Nazismo Ressuscitado em Portugal, O Déspota Iluminado, assim como pelo menos noutra meia dúzia de posts que realçam as suas façanhas. É um carácter bem enquadrado nas linhas dos políticos nacionais, um exemplo do que jamais deveria ser e de que os carneiros dos eleitores tudo permitem.

Não obstante o que Sócrates tem demonstrado ser, não está só na sua cátedra ranhosa e há mesmo quem lhe bata a palma. Com efeito, a Manela Leiteira tem demonstrado a sua exímia superioridade na falsidade, na banha da cobra, na blasfema mentira que equivale a chamar de estúpidos, aos gritos a quem a houve, por julgar que a vão acreditar. E muitos acreditam para seu próprio mal. Por uma vez que o Sócrates disse uma única verdade, possivelmente a única em anos, desmente-o ao ele referir que o partido dela queria destruir a Segurança Social o Serviço Nacional de tornando-os privados e pagos.

Ora isto é verdade, não passando duma simples constatação, um assunto que foi abordado em devida altura em pelo menos cinco posts do Blog do Leão Pelado [1, 2, 3, 4, 5]. De acordo com as explicações do Cagão Feliz, por ele testemunhadas em diversas entrevistas e alocuções, a Seg. Soc. e a Saúde em Portugal deveriam seguir caminho idêntico ao que seguiram noutros países da Europa, ou seja, segundo ele, serem pagas por contribuições privadas e asseguradas também privadamente. Por outras palavras, ter dois serviços, um para os que podiam pagar e outro para os pobres, cavando ainda mais o fosso entre uns e outros, instituindo oficialmente uma separação de classes de cidadania.

O que o miserável canalha escondeu foi que não contava senão uma parte da verdade, construindo uma mentira monstruosa sobre uma verdade parcial. Com efeito o sistema existe, mas não desse modo e sem ter como consequência uma separação de classes. Tomemos, por exemplo a Suíça, precisamente por ser tão bem conhecida como país super capitalista, ainda que também de democracia directa. O serviço de saúde do Estado é efectivamente financiado por instituições seguradoras privadas. Começou por ter contribuições de diferentes níveis, criando uma separação entre mais ricos e mais pobres, notando-se, todavia, que todos tinham direito aos mesmos médicos e serviços de saúde, sendo a diferença apenas ao nível da hotelaria. Contrariamente ao sistema de inspiração comunista português que provoca os «engarrafamentos» conhecidos e restringe os nossos direitos, qualquer pessoa sempre pôde e pode consultar o médico que quiser e tratar-se onde deseje.

Mais tarde, mesmo sendo estas diferenças apenas ao nível das contribuições e dos serviços anexos de hotelaria, os governos eliminaram ainda todas as diferenças, obrigando as seguradoras a praticarem contribuições idênticas em todo o país e em todas as condições, democraticamente. Continuou, contudo a possibilidade de se ser internado em quarto privado, sendo esta diferença paga à parte. Aliás, todos os actos médicos são tabelados não é possível a qualquer hospital, do estado ou privado, aplicar uma tarifa diferente do previsto na tabela. Era isto o que o pulha do Cagão queria fazer? Não, como muito bem explicou tratava-se dum sistema livre em que quem não pagasse não tinha direitos. O monstro encobriu a verdade porque queria tramar os portugueses.

Ainda no país deste exemplo, quanto à Seg. Soc., como as reformas e pensões estavam a ser ameaçadas por os fundos não serem suficientes para as providenciarem num futuro relativamente próximo, na década de 1970 foi criado um sistema de contribuição adicional, semi-privado. Neste sistema, cada empregado e entidade patronal passaram a descontar ou contribuir para um fundo junto duma seguradora, o qual foi regido por um regulamento restrito. Este fundo destinou-se a vir ser acrescentado à pensão de reforma, de invalidez ou outra equiparada. No caso em que o empregado mude de emprego tem direito a uma parte do que o empregador descontou a seu favor, proporcional aos anos que o seu emprego durou, chegando a ser à totalidade. Em certos casos previstos pela legislação, apenas em certas condições especiais, o titular do fundo pode usar o seu dinheiro noutra aplicação que não seja a sua pensão de reforma. Era isto o que o pulha do Cagão queria fazer? Não, como muito bem explicou tratava-se dum sistema livre em que quem não o pagasse não tinha direitos. O monstro encobriu a verdade porque queria tramar os portugueses.

Aqui está como os monstros políticos nos tratam, verdadeiramente ao coice, logro, mentira, falsidade, genuína malvadez, oportunismo nojento. Tudo lhes serve para conquistarem o poder para dele se aproveitarem e enriquecerem roubando-nos de diversos modos. A forma como se debatem, tão evidente na Leiteira e que mais clara é impossível, não esconde nem ensombra que o único alvo não é o de servir a nação (a nós) mas o de correrem com o partido que estiver no governo, seja ele qual for, para eles se apoderarem dele.

Quando ela fazia parte do governo, esse governo só não destruiu completamente a Segurança Social e o sistema de pensões por falta de tempo. A Mizé das Nozes Pintainho, por exemplo, provedora da Stª Casa da Misericórdia, planeou tratar da saúde aos idosos sem meios de subsistência, suprimindo todas as ajudas de urgência ou não, participações nos medicamentos, etc., pura malvadez. Algum destes canalhas ressuscitará aqueles que assassinaram?

A ter em mente que em todos os países genuinamente democráticos, a Saúde, as Pensões para idosos e a Segurança Social em geral são considerados como bases dos Direitos Humanos.

Quando será que vamos ouvir a Manela confessar que a falta actual de médicos com todos os males que dela resultam são obra 100% de quem decretou a diminuição das vagas para medicina: o Cavaco? Claro que como os médicos levam muitos anos em formação e estágio, só muito mais tarde essa decisão veio a mostrar os seus resultados funestos para toda a população.

Quando será que vamos ouvir a Manela confessar que a actual situação da miséria e incapacidade profissional das empresas e seus empregados, agravada pela crise mundial, se deve ao modo corrupto e mal intencionado como os governos do Cavaco usaram os fundos de coesão europeus, roubados, esbanjados e mal utilizados. As empresas ficaram sem ser modernizadas e os empregados nunca tiveram a formação, muito menos contínua como nos países que avançaram. Assim, todos nos têm passado facilmente à frente.

A Manela é actualmente a política mais repulsiva, incrivelmente vencendo até o próprio Sócrates de longe.


Não se pode continuar a permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

É esta a bases de todos os males em Portugal e nada mudará sem que antes se resolva este caso basilar. A atacar por todos os meios. A democracia directa apresenta-se como a panaceia indicada: rédeas neles!

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Freeport. Quem pressiona?

Na sequência do post «Freeport. Há pressões ou não?», referem-se três textos integrados no semanário Sol que vêm trazer algumas achegas às cogitações que o post poderia ter sugerido. Trata-se de Alberto Costa fez pressões em nome de Sócrates, Conselho Superior do Ministério Público vai abrir inquérito e Ministro da Justiça nega pressões sobre magistrados.

Como os crimes de corrupção não estão devidamente cobertos pela legislação vigente, apesar dos esforços feitos pelo então deputado engenheiro João Cravinho, e devido aos interesses dos políticos no poder, não é fácil confirmar os conteúdos daqueles três artigos, embora sejam inteiramente coerentes com a lógica dos comportamentos a que nos habituaram, dos atropelos à verdade, já no post bem visíveis, e aos interesses em jogo.

Ao contrário dos dois magistrados corajosos, há muitos servidores obedientes e reconhecidos que preferem ocultar a sua personalidade e dignidade a correr o risco de sofrer represálias. Para a maior parte dos actuais políticos, o pior risco é deixarem de merecer o apoio do seu dono (his master’s voice), porque isso os deixaria entregues à sua competência que vale zero (ou pouco mais), como diria por outros termos Guerra Junqueiro.

E um líder partidário no poder é tentado a usar e abusar desse pragmatismo dos seus servos, mais subservientes e interesseiros.

Este estado de coisas aumenta o valor intrínseco dos militantes que, apesar de tudo, ousam manter a dignidade, como temos ouvido a Mário Soares, Manuel Alegre, Manuel Maria Carrilho, Henrique Neto e Víctor Ramalho, os quais não abdicam da sua maneira de ser e da sua opinião pessoal sobre as realidades da política nacional e partidária. Não receiam manifestar as suas opiniões quando divergentes e politicamente menos correctas.

Um amigo enviou-me por e-mail a entrevista dada pelo advogado Dr. José António Barreiros que se transcrevo:

Entrevista de Dr. José António Barreiros a "O Independente", de 28/10/2005
Publicação verbojuridico, 29.Outubro.2005

José António Barreiros. O Advogado José António Barreiros quebra um silêncio de 16 anos e aceita falar sobre como demitiu, em Macau, o actual ministro da Justiça, na sequência de tentativas de pressão sobre um juiz feitas por Alberto Costa.

«QUISERAM PARA MINISTRO QUEM EU NÃO QUIS PARA DIRECTOR DE SERVIÇOS»

Qual a razão verdadeira por que demitiu Alberto Costa em 1988 do cargo que ele
desempenhava em Macau, director dos Assuntos de Justiça?

A razão verdadeira é a que está escrita. Achei que estava quebrada a confiança pessoal,profissional e política na pessoa dele e que a Administração Pública de Macau não podia conviver com um tal dirigente, que tinha tido uma "conduta imprópria" como a dele. Isto mesmo face aos critérios de Macau.

Mas o governador Carlos Melancia revogou o seu despacho.

É verdade, mas não na parte em que o demitia, só na parte em que eu dizia por que o tinha demitido. Foi uma situação única, caricata, mas sintomática. O governador parecia incomodado com o que eu dizia no despacho de demissão. Mas o que eu escrevi na fundamentação do meu despacho foi a mera cópia do que concluiu o inquérito disciplinar que ele próprio mandou instaurar: que Alberto Costa tinha contactado o juiz, à revelia da tutela, alegadamente para o elucidar sobre os aspectos técnico-jurídicos e económicos do caso; e esclarecimentos que, em seu entender, justificariam uma revisão da sua decisão ou decisões sobre a situação prisional dos arguidos e, eventualmente, a sua cessação e subsequente soltura.

E porque haveria o governador de estar incomodado, a ponto de se dar ao trabalho de
revogar a fundamentação do seu despacho, mesmo não revogando o despacho?

É uma longa história. Mas uma coisa boa resultou para Alberto Costa desta actuação bizarra do governador: que ele, recorrendo para os tribunais administrativos do despacho do governador, que o demitia sem fundamentação, ganhasse a causa, com razão, e fosse contemplado com uma lauta indemnização. Bem lhe pode agradecer.

Mas de que história se tratava?

A história que toda a gente veio a conhecer e com a qual ninguém se incomodou: o processo em causa desembocava, então, nos meandros da aquisição pela empresa Emaudio de uma participação no milionário negócio da televisão de Macau. Ora, se pensarmos em quem eram os sócios da Emaudio, os interessados e os beneficiários no negócio...

E quem são?

Não me peça pormenores. Tudo isso faz parte de uma história a que ninguém quis ligar, em que todos, hipocritamente, viraram a cara para o lado. Digamos, o senhor Robert Maxwell, que está sepultado no Monte das Oliveiras, em Israel, e os seus amigos portugueses. Grandes amigos e amigos grandes.

Envolvendo...

Envolvendo quem estava no negócio e todos aqueles que tinham a obrigação de se terem
preocupado com essas e outras questões que vieram a seguir e que as deixaram passar em claro, mesmo quando foram escândalo público. Eles estão aí.

Acha que Alberto Costa estava ao serviço desses interesses?

Não tenho que achar o que ninguém achou. Ele disse que tinha ido falar com o juiz para esclarecimento técnico-jurídico recíproco, a nível académico, e sobretudo face a
"perplexidades" de amigos dele, um dos quais, segundo ele denunciou, assessor da
Presidência da República. Pelo que, no seu entender, tudo se passou numa base de
amizade, confiança pessoal, etc.

Mas o juiz não considerou isso...

Pelo menos na manhã seguinte queixou-se por escrito, por envolver um funcionário sob
minha tutela. E tinha Costa ido, por duas vezes, como cidadão ou como director, falar com o juiz - não foi falar com um amigo mas sim com um juiz em funções - por causa de um processo-crime a seu cargo em que havia duas pessoas presas preventivamente. Aliás, o juiz não era amigo dele. Ele é que vinha por causa das "perplexidades" dos seus próprios "amigos". Enfim, eis uma curiosa maneira de considerar a magistratura: considerar normal que um dirigente da administração pública fale com juízes com processos com presos a cargo, para os fazer rever decisões nesses processos e depois dizer que isso foi feito a nível académico e a título particular. E foi isto o que sucedeu.

Abandonou o PS por causa do caso Alberto Costa?

Sim. Escrevi uma carta a Vítor Constâncio, então secretário-geral, a relatar o que vi em Macau e, ao regressar, onde andavam muitos socialistas e ao que andavam. Nem tive resposta. Ou melhor: o chefe de gabinete dele respondeu-me a dizer que o PS "nada tinha a ver com Macau"! Hilariante.

E o PS tinha a ver com isso?

Não sei se deva confundir o PS com os negócios, os interesses e as ambições de certas
pessoas, por mais bem colocadas que estivessem dentro do partido. O PS foi, aliás, o único partido em que estive, inscrito em 1974 por proposta de Francisco Salgado Zenha. Desde que saí não voltei nem voltarei a qualquer partido. Concorri a Sintra pelo PSD, mas como independente. E hoje estou a anos-luz da política e destes políticos.

Mas ficou agastado com a história...

Não tinha que ficar. A consequência directa de ter demitido Alberto Costa foi ser demitido Pelo Presidente da República, Mário Soares, alegadamente a meu pedido. É verdade que foi a pedido: não queria continuar. Mas é também verdade que já ninguém me queria ali. Cada um de nós foi - desculpe o óbvio igual a si próprio. E não pense que tive orgulho no que fiz. Tive vergonha de ter de conviver com isto e de assistir ao que se seguiu.

Mas o que se passou na realidade?

O inquérito disciplinar mandado instaurar pelo governador considerou que a conduta de
Alberto Costa não integrava uma "pressão sobre magistrado", de onde não era fonte de
responsabilidade disciplinar ou criminal mas uma simples "conduta imprópria" da parte dele. Claro que o hoje ministro tenta desvalorizar a conclusão do inquérito dizendo que é uma simples" opinião". Isto na parte em que diz ter sido uma conduta imprópria da sua parte, porque quanto ao resto - o não ser infracção disciplinar - já acha que é o seu certificado de boa conduta. Do que ninguém se livra é dos factos.

Surpreende-o vê-lo agora ministro da Justiça?

Já poucas coisas me surpreendem. Mas, ao ter visto na altura que no rol de testemunhas de Alberto Costa no processo disciplinar estavam Jorge Sampaio, Jorge Coelho, Jaime Gama e António Vitorino, percebi logo o que ainda hoje entendo muito bem: aquele rapaz tinha futuro na política. Um grande futuro.

Mas eram testemunhas abonatórias...

Claro, e numa fase em que o processo nem sequer acusação tinha. Eram pessoas que,
segundo ele, podiam testemunhar o seu "perfil moral, profissional e cívico". Por isso indicou também dois juízes e um procurador-geral-adjunto.

Quem?

Acha que isso interessa?.. Note, eu não quero confundir. Uma coisa são os amigos
"perplexos" do dr. Costa, por causa dos quais ele foi falar com o juiz, outra as pessoas que se prestaram a ser citadas como testemunhas de carácter. Houve quem me escrevesse depois a explicar-se, alegando que não sabia ao que ia. Felizmente guardo tudo em lugar seguro, o pior dos quais ainda é a minha memória.

Seja franco, pensa que ele tem perfil para ser ministro da Justiça?

Quiseram para ministro quem eu não quis para director de serviços. São critérios. Mas o problema não é ele ser ministro agora. O problema é ele ter sido deputado, ministro da Administração Interna e sei lá mais o quê. Acho que quem permite isso e com isso coexiste que responda. Eu respeitei-me, demitindo-o. Ponto final.

Não pensa que isto está agora a ser agitado por causa da greve dos magistrados?

Não imagino o seu jornal ao serviço dos grevistas... Acho que isto preocupa muitos
magistrados, o saberem o currículo do ministro que lhes coube desta, embora alguns
"quadros" tenham uma postura mais complacente...

Está a referir-se a quem?

Aos que gostam, a nível sindical, de negociar com dirigentes fracos ou enfraquecidos. Esses,quando dialogam com o poder, fingem ignorar os defeitos e exaltam mesmo discretamente alguma virtude, na mira do melhor para as suas reivindicações...

Isto aconteceu há muito tempo...

Isso de Macau, pois a complacência com a criatura é de hoje. Pois foi. Aliás, curiosamente, no "site" do Ministério da Justiça, S. Exa. omite esta sua função de director do Gabinete dos Assuntos de Justiça em Macau, de que o demiti. No "site" do PS é que vem esta parte do seu currículo. Muito interessante, não acha?

Posso perguntar-lhe por que motivo aceitou falar agora?

Porque, finalmente, a nível dos factos, se sabe agora tudo - e está tudo documentado -, para que quem quiser julgar julgue por si. A revelação pelo blogue Verbo Jurídico do acórdão do Tribunal Administrativo é o ponto final. Nada fica à mercê de especulações. Percebe-se enfim quem é quem. Alberto Costa escreveu um dia um livro a que chamou "Esta não é a Minha Polícia". Eu, que ando pelos corredores da Justiça, posso dizer: este não é o meu ministro. Só que sei porquê - e explico. Neste momento talvez seja uma boa altura para se explicar. Talvez haja quem, finalmente, queira ouvir, pelo menos parte da história. Não é que algo mude. É só para não fazerem de conta.

Um outro amigo enviou este texto:

O ministro Alberto Costa é um indivíduo cujas declarações não merecem credibilidade. E explico porquê.

Há uns anos a esta parte, quando foi ministro da Administração Interna, houve um problema grave em Évora com a PSP, ligado ao envio para prisão preventiva, para junto dos restantes detidos, de um guarda que, em perseguição de gatuno, através de disparo que fez ricochete no chão, acabou por lhe causar a morte.

Os polícias fizeram uma manifestação junto ao tribunal, o que originou que a juíza se enchesse de medo e recusasse sair das instalações, dando como resultado a recusa por parte dos polícias de andarem armados.

O dito ministro, convocou o Comandante Geral da PSP - Ten.Gen. Gorge Gabriel Teixeira (nessa altura ainda não era Direcção) e deu-lhe instruções para ir a Évora resolver o assunto (o que não era preciso, pois que ele já tinha decidido lá ir) e bem assim, que lhe apresentasse uma PROPOSTA sobre a actuação da PSP, dentro de 3 dias.

O assunto foi resolvido em Évora e dentro dos 3 ditos dias, o Comandante Geral dirigiu-se ao MAI para apresentar a Proposta pedida.

Só que foi recebido por representante do ministro, que o informou não valer a pena pretender falar com o ministro para apresentar a Proposta pois que o ministro já despachara... a sua exoneração do Comando da PSP.

Como acreditar num sujeito destes ?

M.G.

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3 de Abril de 2009

Freeport. Há pressões ou não?

O caso Freeport está a monopolizar, indevidamente, a Comunicação Social, pois há problemas nacionais verdadeiramente preocupantes que, com tais artimanhas, estão na sombra com o perigo da solução demorada, como, por exemplo o do atraso de quase um ano da eleição do Provedor de Justiça.

E quanto ao Freeport, que não passa de uma simples questão de justiça, possivelmente, a verdade nunca virá a ser conhecida oficialmente, tais são as confusões criadas a todo o momento, o que gera suspeitas que permanecerão por muitos anos. E, para mais tarde se poder reflectir sobre este caso, faço aqui uma referência a alguns títulos da imprensa, com os respectivos links, para facilitar, então, a pesquisa de dados.

Merecem ser meditadas as perguntas (1) constantes da lista publicada por Mário Crespo recentemente no JN. Além de muitas e variadas intervenções públicas, o caso parece estar nas mãos da Justiça, apesar das interferências constantes de alguns políticos.

Agora consta que há pressões sobre os magistrados encarregados do processo (2), (3), (4) e (5) mas, segundo a voz autorizada de Maria José Morgado, “Nenhum magistrado corajoso é pressionável” (6)

Entretanto surgem próceres do líder socialista, como Vitalino Canas (7), Alberto Martins (8) e Augusto Santos Silva (9) a declararem que não houve pressões sobre os magistrados. Fica-se espantado com o desplante destas afirmações, porque só quem esteja em condições de ser pressionado pode dizer se o foi ou não. Aqueles ilustres políticos não têm a mínima forma de garantir que estão a falar verdade e, não a tendo, perdem credibilidade e retiram aos cidadãos a confiança que ainda possam ter nos políticos em geral.

O próprio PGR (10) e (11) peca do mesmo erro ao fazer idêntica afirmação, não se sabendo as razões que o levam a tal atitude, mas acaba por ter de recuar. E um recuo, em tal caso, não é nada favorável à posição dos que negam tais pressões. Curiosamente, directora do DCIAP, Cândida Almeida, também nega pressões (12) mas pela inconsistência na afirmação como atrás ficou referido quanto aos militantes do PS, é acusada de estar “confundida” com o que se está a passar (13). Entretanto, PCP e Bloco declaram-se insatisfeitos com explicações do procurador sobre alegadas pressões a magistrados (14).

Surgem referências à autoria das pressões pertencer a Lopes da Mota, presidente do Eurojust, que foi secretário de Estado quando Sócrates era ministro do Ambiente no Governo do Engenheiro Guterres, mas ele desmente ter pressionado (15) e (16). O presidente do Eurojust reuniu-se com o PGR, Pinto Monteiro (17), mas a reunião terminou sem declarações (18).

O PGR, além de declarar abrir um inquérito para apurar pressões sobre magistrados do Freeport (19), reuniu-se com estes magistrados, o presidente do Eurojust e duas entidades da PGR, tentando obtar uma declaração conjunta dos magistrados sobre o caso das pressões (20). Mas esta reunião terminou sem declarações públicas (21). Os magistrados, mostrando a coragem a que se referiu Maria José Morgado (6), reafirmaram que sofreram pressões (22).

Abundam as palavras contraditórias de difícil comprovação e pouco ou nada convincentes, parecendo que alguém não fala verdade. Será difícil encontrar respostas para as perguntas de Mário Crespo (1) mas, certamente cada leitor, no seu íntimo, não deixará de esboçar as suas. Porém, haja pressões ou não, não deixa de ser muito sintomático de que tenha sido assaltado escritório da advogada de Zeferino Boal (23), alegado autor da carta anónima que desencadeou o caso Freeport, tendo sido levado o computador portátil com documentos do processo.

Provavelmente a «telenovela» continuará, com prejuízo para os mais graves problemas do país, a disponibilidade de tempo e a paz de espírito têm limitações que são imperiosas.

Links referidos no texto:

(1) Perguntas, por Mário Crespo
(2) Pressões sobre magistrados levam sindicato a pedir audiência urgente ao Presidente da República
(3) Freeport: pressões a magistrados chegam a Cavaco
(4) Nova ida a Belém é por motivo grave
(5) Juiz é testemunha de pressões no Freeport
(6) Maria José Morgado: “Nenhum magistrado corajoso é pressionável”
(7) Porta-voz socialista reafirma inexistência de pressões no caso Freeport
(8) Freeport: Sócrates está a ser vítima da calúnia, da intriga e inveja
(9) PS desafia Sindicato do Ministério Público a esclarecer quem exerce pressões
(10) PGR desmente pressões mas é contrariado
(11) Procurador nega pressões no caso Freeport e avisa que manobras para criar "suspeições" vão fracassar
(12) Freeport: directora do DCIAP, Cândida Almeida, nega pressões
(13) Caso Freeport: Cândida Almeida acusada de estar “confundida” com o que se está a passar
(14) PCP e Bloco insatisfeitos com explicações do procurador sobre alegadas pressões a magistrados
(15) Um amigo no Eurojust
(16) Freeport: Lopes da Mota nega pressões
(17) Freeport: presidente do Eurojust reúne-se com Pinto Monteiro às 15h30
(18) Freeport: reunião entre PGR e presidente da Eurojust terminou sem declarações
(19) Procuradoria abre inquérito para apurar pressões sobre magistrados do Freeport
(20) PGR tenta declaração conjunta dos magistrados sobre o caso das pressões
(21) Reunião com PGR terminou sem declarações públicas
(22) Freeport: Magistrados reafirmam que sofreram pressões
(23) Freeport: Assaltado escritório da advogada de Zeferino Boal

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27 de Março de 2009

Corrupção e Bandalheira Gerais

A corrupção continua de vento em popa. Cada vez que alguém surge a fsalar contra ela é logo condenado, afastado, calado, apontado como dizendo falsidades e desacreditado. Já vimos isso acontecer a vários (infelizmente poucos) dos quais o caso do Cravinho é de certo o mais conhecido e lembrado.

Veio agora o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, meter de novo a colher em campo de corrupção e responsabolização. esta última é também a maior chaga que apoquenta o bando de incapazes que prospera pelo país fora. Ninguém quer aceitar qualquer responsabilidade, seja do que for. Para onde o mandarão quando ele terminar o seu actual mandato? Caso a seguir...

É evidente que ao ele falar logo se levantaram vozes reaccionárias. Que mais se esperaria? Como não têm resposta às questões levantadas, insultam, mentem, desculpam-se atacando. Novidade? Na bandalheira geral nacional e na defesa da corrupção é de certo o mais comum. Concebeu-se a ideia errada, impingida por políticos corruptos no seu interesse próprio, que a desresponsabilização é aceitável e até normal. Assim, eles, os maiores canalhas, podem lavar as mão e continuar a roubar o Estado impunemente.

No que o Marinho e Pinto mente, descaradamente ou para aliviar a carga, é em dizer que a polícia judiciária é das melhores da Europa e que por isso é conhecida. Afinal, não fazem eles parte da mesma geração rasca que se tem expandido por todo o país, tal como os próprios juízes, cuja confiança geral neles tem baixado a pique a cada ano que passa, a pondo de hoje ninguém neles confiar? A PJ também, nenhuma polícia doutro país nela confia e tem feito um nome que pior seria impossível. Estão ao mesmo nível da bandalheira geral.

Não se pode aventurar muito neste caso do Freeport, mas é evidente que se coincidência existir nas alturas em que veio ao de cima, será de admirar. As coincidências existem, naturalmente, mas são sempre de desconfiar, muito mais quando se repetem, como no presente caso. Mais não se pode dizer, apenas que da parte dos políticos tudo é verdadeiramente de esperar sem surpresa, pois que são a maior ralé que existe ao cimo da terra, compondo-se de bandos de parasitas cujo propósito não é o de governar o país, mas o de em nome disso roubarem quanto podem, raramente se interessando pelo que deveria ser o seu trabalho.

Afinal, nada mais sabem fazer, nada mais lhes interessa. Pelos resultados do seu procedimento podem considerar-se como traidores. Em Portugal, esses resultados dificelmente poderiam ser mais evidentes. Até os países da antiga Cortina de Ferro vão passando todos à frente, um após outro. Com corrupção e políticos assim não pode haver progresso. Ates da Abrilada tínhamos um atraso de pouco mais de 20 anos sobre a média europeia; há cerca de dois anos o Eurostat afirmou que esse atraso era superior a 52 anos.

Agradeçamos ao sua autor principal, que esbanjou os fundos de coesão europeus, ainda roubados pelos políticos e seus compadres. Não houve formação de empresários nem de trabalhadores. As frotas de pesca foram abatidas, a agricultura foi dada a outros países que por ela se interessaram, a indústria foi devastada. Como não esperar a situação de miséria actual? Com esse caminho e esses métodos, só um perfeito desmiolado esperaria progresso. Os portugueses provaram ser ainda piores que isso, pois que elegeram o seu próprio carrasco a presidente!

Não obstante tudo isto, seria bom que se viesse a conhecer que o caso do Freeport fosse uma conspiração política ajudada por jornaleiros já de si imundos mesmo sem o presente caso. Não é que nos interesse defender o Sócrates ou qualquer outro da mesma massa de que todos eles são feitos com as raríssimas excepções que provam a regra. O interesse nesse sentido seria que finalmente se apanharia uma realidade incontestável, a qual demonstraria o que aquela gentalha realmente é; que serviria de exemplo e de toda a razão para muito maior pressão sobre eles: para os controlar.

Que importam os partidos na conjuntura nacional actual? Os partidos, tal como se apresentam em países oligárquicos como Portugal, não são mais do que formações mafiosas alta e extrememente maléficas para o país, sejam quais eles forem, apenas camufladas sob um nome de partido. Note-se como esta cambada deturpa os verdadeiros ideais dos seus partidos. O Partido Socialista, por exemplo, toma decisões neo-liberais definitivamente contra os seus ideais de base. O PSD, contrariamente ao que o seu nome indica e aos ideais da sua fundação, coloca-se totalmente à direita. Não foram os PSDs dos países do Norte da Europa que financiaram e ajudaram a fundar o PS portugês? Existem documentos da época a provarem-no. Este facto tem sido camuflado por ambos e escondido a ponto que quase todos se esqueceram. Cada um deles quer ceifar em seara alheia.

Se, para além de todas as outras calamidades, os partidos não justificam os seus ideais não podem merecer a mínima confiança da parte da população. Não servem o que deveriam ser as suas funções, são uma escória pretenciosamente política.

Mais uma vez se recorda que enquanto a população nada fizer no sentido de controlar esses animais sanguinários (matam sem arma, mas efectivamente de diversos modos) raivosos de ganância e de roubo, nada poderá mudar. Foi assim – domando os animais políticos – que se chegou à democracia nos países mais democráticos, por isso os mais desenvolvidos socialmente: dominando os políticos e jamais permitindo que sejam eles a dominar-nos. Poderia ser diferente em Portugal? De outro modo, sem isto, não há nem pode haver democracia; o resto mais não é do que simples acessórios que sem a base apenas mascaram. A este propósito veja-se também o post imediatamente anterior a este.

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26 de Março de 2009

Acabe-se com a Corrupção, a Ganância, o Roubo ao Estado, a Banha da Cobra, as Oligarquias Mafiosas

Transcreve-se um post com um texto bem claro. Pena é que o sentido associativo, tão comum nos países do norte não tenha até agora feito caminho em Portugal. Ainda não se compreendeu por cá que ninguém jamais faz seja o que for pela população senão ela própria ou por ela obrigado, vigiado e à rédea curta. É precisamente a esse facto que se devem as diferenças de maior ou menor democracia, ou até a sua ausência, de país para país.


Está na hora de mudar Portugal

Fundação do Movimento para a Democracia Directa

É hora! Sem aliviar a luta, é hora da conjurar a construção do futuro! Sem medo do desafio patriótico que aqui se lança.

É hora de libertar a alma, abrir o coração e unir vontades. Ousemos!

É esta a hora, e nenhuma outra tardia, de criar um movimento para a democracia directa. Um movimento de cidadania activa, que congregue cidadãos de diversas origens, cores e áreas políticas, filosóficas, religiosas e culturais, para restabelecer as regras do jogo democrático. Um movimento - que não é um partido - para promover a reforma da democracia representativa e recuperar o poder do povo, usurpado por representantes iníquos.

A situação gravíssima do País, sofrida no descalabro da alta/baixa política, reclama a bravura da intervenção pública. Por isso, é hora de convocar os cidadãos de boa fé e rija fibra, para a renúncia do conforto, o risco da iniciativa e o esforço do serviço humilde da comunidade. Quem sinta, que se junte! Quem sofra, que se erga! Quem queira, que se una! Puxemos para a acção conjunta a alma justa e vigorosa dos cidadãos preocupados!

No próximo sábado, 28-3-2009, pelas 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, vai ser fundado o "Movimento para a Democracia Directa - DD". Se aceita a Declaração de Princípios que abaixo publico, junte-se a nós, venha á reunião de fundação em Alcobaça, divulgue a nossa proposta nos blogues, nos fora e por mail, e traga um amigo também.


"Declaração de Princípios do Movimento para a Democracia Directa - DD

Tendo em conta a degenerescência irreparável da democracia representativa para uma oligarquia de representantes, só aproximando os cidadãos da escolha e decisão políticas será possível desenvolver continuamente em Portugal os valores da Democracia, do Estado de Direito, da Liberdade e da Dignidade Humana. Assim, os membros concordam com a afirmação e a promoção de um Movimento para a Democracia Directa.
  1. O Movimento para a Democracia Directa defende eleições primárias dentro dos partidos para a escolha dos candidatos a cargos electivos do Estado e autarquias, bem como eleições directas nos partidos para os cargos dirigentes das suas estruturas nacionais, regionais e locais, sempre dentro de regras legais de estrita democraticidade interna dos partidos.

  2. O Movimento para a Democracia Directa pugna pela total clareza do financiamento partidário e eleitoral, fiscalizado por entidade judicial, com sanções penais e de perda de mandato para os casos de incumprimento;

  3. O Movimento para a Democracia Directa defende, como forma de transparência do sistema político, o escrutínio e prestação de contas, mormente através da audição parlamentar obrigatória de todos os escolhidos para cargos governamentais e para cargos dirigentes de nomeação do Governo e da Assembleia da República;

  4. O Movimento para a Democracia Directa considera fundamental a responsabilização pessoal dos eleitos, designadamente a consagração da convocação popular de eleições (recall), a suspensão do mandato de titulares de cargos políticos acusados de crimes de relevo e a supressão da imunidade por factos estranhos ao mandato político;

  5. O Movimento para a Democracia Directa considera indispensável para o bom funcionamento das instituições democráticas a obrigatoriedade de registo dos interesses dos candidatos a cargos políticos, de nomeação política, partidários, magistrados e altos cargos da administração pública (nomeadamente a sua pertença a organizações secretas), além da apresentação obrigatória da declaração de rendimentos e patrimonial, com perda automática de mandato, ou demissão, por incumprimento ou falsas declarações;

  6. Para o Movimento para a Democracia Directa afigura-se necessária à aproximação entre representantes e representados a adopção de um sistema eleitoral misto nas eleições para a Assembleia da República, com circunscrições de eleição uninominal e um círculo eleitoral nacional que garanta uma representação parlamentar de tendências minoritárias;

  7. O Movimento para a Democracia Directa defende uma real separação dos poderes legislativo, executivo e judicial, nomeadamente um verdadeiro auto-governo das magistraturas através de Conselhos Superiores sem representantes de nomeação política;

  8. O Movimento para a Democracia Directa defende a possibilidade de apresentação de candidaturas independentes a todos os órgãos políticos electivos, incluindo a Assembleia da República, facilitando o procedimento de formalização;

  9. Para o Movimento para a Democracia Directa são imprescindíveis a simplificação do direito de iniciativa popular de apresentação de propostas legislativas sobre quaisquer matérias, o direito de queixa constitucional (recurso de amparo) e o aproveitamento de actos eleitorais para consultas populares, numa plena utilização das virtualidades do referendo como meio normal de decisão política, designadamente em matéria de revisão constitucional."

Peço, a quem concordar, que divulgue a fundação do Movimento pelo grupo de contactos e a publique nos respectivos blogues. Quem esteja interessado em aderir, mas não possa vir à reunião de fundação em Alcobaça neste sábado, ou o pretenda fazer posteriormente, escreva para democraciadirecta.portugal@gmail.com.

Claro que lá estarei!

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23 de Março de 2009

Enriquecimento «ilegítimo»?

Apesar das atitudes de vitimização, das alusões a «campanhas negras», das alegadas «tentativas de assassinato» e do muito malhar a torto e a direito, vão aparecendo pensadores dos vários sectores da sociedade a ajudar a ver claro no meio de tanta poeira, promessas não cumpriveis e agressivas acções de marketing. Em democracia, o povo deve estar esclarecido para poder exercer em consciência o seu direito de voto.

Medina Carreira (1) disse há dias em entrevista na TV:
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre, depois, não sei para onde ele irá... Em Portugal, quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
«…encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
«Quem tem interesse que se façam estas obras (megalómanas) é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

Além da referência ao engenheiro João Cravinho (2), podia parecer que o prof Medina Carreira estava a exagerar, mas aparece agora a notícia da entrevista de Maria José Morgado (3), directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, ao semanário Sol, que permite aprofundar a reflexão, pois acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito, como Cravinho já preconizara. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e, ao fim de uns anos, estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público. E disse também prever que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito.

Isso vem dar enquadramento às notícias da fortuna acumulada pelos ex-governantes hoje indiciados nos crimes económicos do BPN (4) (5) que tiveram um difícil início de vida. Mas não há só eles. Também Armando Vara (6), de acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, recebeu uma remuneração-base de 244 441 euros/ano (mais de 45 salários mínimos nacionais por mês). Um montante que fica muito aquém daquele que lhe foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros (quase 90 salários mínimos por mês). A propósito, há dias, veio em noticia que no BCP (7) o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco cobra 90 000 Euros (200 salários mínimos!) por cada reunião a que se digna estar presente.

Razão tem Medina Carreira quando diz que os políticos não se dedicam ao bem público, a uma função que exige patriotismo e sacrifício, mas sim a troco dos máximos benefícios pessoais à custa do erário público.

Infelizmente, os políticos actuais, salvo eventuais excepções, esqueceram que Política é a ciência e arte de bem gerir os interesses dos Estados para benefício dos cidadãos. Preferem ver a política - com p minúsculo - como a «habilidade» de se governarem a si e aos boys dos partidos e caçar o máximo de votos, mesmo que os métodos utilizados prejudiquem seriamente os cidadãos. São desejáveis opiniões de mais pensadores sobre o diagnóstico da crise e, principalmente, sobre a terapia para moralizar o sistema. Será conveniente a criação de um CÓDIGO DE BEM GOVERNAR, elaborado e aceite por todos os partidos, por iniciativa de Belém.

As vantagens que pretendem obter à custa das funções políticas explicam a 'foçanguice' na obtenção de votos com promessas que não podem cumprir, com mentiras, com poeira e fumaça para os eleitores incautos não verem claramente a realidade.

Também Mário Soares (8) (9), Manuel Alegre (10) (11) (12), Henrique Neto, Vítor Ramalho e outros elementos do PS, com raciocínio livre e sem peias, não deixam de criticar algo que está longe de correr na perfeição.

Outro sinal de que os políticos aspiram pelos lugares de poder com vista a aquisição de riqueza e não ao sacrifício numa função de serviço público patriótico, chega de Mondim de Basto (13), com a notícia de que uma ex-candidata ao município em 2001, como não conseguiu essa forma de enriquecer, passou a dedicar-se ao tráfico de droga, tendo agora sido detida na Colômbia na posse de cocaína.

Mas nem só os governantes ou autarcas, salvo eventuais excepções, colhem tais benesses. Também há outros cargos do Estado que agravam a injustiça social com reformas douradas, como é o caso de Víctor Melícias (14) que recebe 7450 euros (mais de 16 salários mínimos).

Esta tradução dos grandes salários e pensões de reforma em salários mínimos devia ser obrigatória para que os contribuintes soubessem o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos.

Alguns textos consultados:

(1) Medina Carreira faz reflectir
(2) Corrupção cresce
(3) ‘Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários’
(4) O caso do BPN e os casos da supervisão bancária
(5) PCP faz queixa-crime contra gestores do BPN
(6) Vara duplicou salário no BCP
(7) Os novos pobres
(8) Mário Soares critica mediocridade dos líderes europeus face à crise
(9) Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa
(10) Manuel Alegre defende aumento de salários
(11) Manuel Alegre propõe medidas políticas concretas para combater a crise
(12) PS: Federação distrital do Porto quer Manuel Alegre nas listas do partido nas legislativas
(13) Ex-candidata à Câmara de Mondim de Basto detida na Colômbia com cocaína
(14) Padre Melícias com pensão de 7450 euros

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22 de Março de 2009

Cães, Cabras, Parasitas e Outros Animais

Que espectáculo, a substituição do Provedor de justiça! A ganância dos políticos não é nada que não se saiba, mas o modo como este caso tem transpirado tem sido dos mais úteis por demonstrativo. Com o seu cinismo habitual, a Manela Leiteira quer-nos convencer do contrário, de que um assunto público por natureza não deveria vir a público. Felizmente que isso aconteceu para mostrar aos mais ingénuos a corja que constitui os partidos nacionais.

Têm-se invectivado de ambos os lados, no que a Manela tem de certo grande prática e habilidade. Com a sua falsidade costumeira tem querido sempre atirar com as culpas para os outros, nunca para os seus. Ao que parece, aqui, caso se atribua aos corruptos o direito de açambarcarem todos os lugares importantes, a culpa parece ser a dividir pelo meio.

Todos os políticos procedem de modo idêntico, é essa a desgraça do país. A maior desgraça, todavia, é a da população parecer cada vez mais anestesiada e totalmente incapaz de inverter a situação. A ignorância geral está bem demonstrada no que se ouve: quando se está desiludido pelos políticos abstém-se de votar. Com tal desinformação jamais se chegará a qualquer lado e nada poderá mudar.

Interessante, que nos venha agora a chiba da Leiteira dizer que o governo actual é o culpado da desgraça na agricultura portuguesa. É evidente que só pode fazê-lo sem o mínimo receio de se mostrar ridícula por estar certa de que o povo desmiolado não se pode recordar de como os governos do Cavaco destruíram pescas, indústria e agricultura. Já todos se esqueceram? Se o povo não fosse tão estulto no seu conjunto, a máfia corrupta não se aventuraria a tanta banha da cobra e não se admitiria uma tal corrupção. Todavia, o atraso mental é tão grande que muitos até acreditam que também eles se podem aproveitar da corrupção geral fazendo-a jogar em seu favor. Só os ricos dela se podem realmente aproveitar e sempre á custa dos pobres. Ora, num país em que a pobreza tanto se desenvolveu por isso mesmo, já se vê a conclusão.

É inconcebível que a democracia não tenha ainda chegado a esta ponta da Europa por simples culpa da corrupção das oligarquias políticas assembladas em famílias autenticamente mafiosas. É inconcebível que esses execrandos não parem de falar em democracia com a única intenção de ocultarem a sua inexistência. Por outro lado, a ignorância nacional geral é tão profunda que existe, efectivamente, uma enorme maioria da população genuinamente (estupidamente) convencida de que Portugal é uma democracia, apenas porque se vota (também se votou durante a maior parte do tempo que o Estado Novo durou). Como o poderia se, quando os seus princípios básicos apenas existem nas palavras? Nenhum país é uma democracia por ter uma constituição que o afirme nem por não se parar de nelas se falar; uma democracia vive-se. Quanto mais nela se fala menos ela existe. É assim em todo o mundo e Portugal não é nisso excepção.

A correria dos cães esfaimados ao ataque dos postos que deveriam ser postos a concurso para gente competente tem que acabar. O aberto parasitismo dos incapazes que mais nada sabem fazer na vida senão parasitar tem de terminar de vez. Sem que acabe, a administração pública será sempre aquilo em que o parasitismo e a incompetência dos dirigentes dela fizeram e que tão bem conhecemos. Trata-se dum travão para o progresso nacional. É este o primeiro passo para uma democracia. Muitos outros há, mas este é o mais significativo: não há democracia com corrupção. A corrupção é humana não poderá ser erradicada por completo, mas este caso é o seu maior exagero possível e a origem de toda a corrupção subsequente.

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10 de Março de 2009

Grandes Honras ao Macaco Assassino

Não se vai aqui explicar porque ele é assassino, anti-democrático, quantos cadáveres deixou para trás para chegar ao poder e nele se manter indefinidamente, na miséria em que pôs o seu povo quando o seu país poderia ser o segundo mais rico de África a seguir à Rep. da África do Sul, nem tudo o resto por ser tão bem do conhecimento geral que nem valer a pena mencionar.

O que sabemos é que um monstro como ele é tratado em Portugal como pessoa de bem, honesta e honrada, pelo autor e responsável da actual miséria humana, intelectual e financeira dos portugueses. Aquele que usou os fundos de coesão da União Europeia, que deveriam ter preparado o País para o futuro para enriquecer políticos, familiares e amigos. Como esses fundos foram roubados e esbanjados e as empresas, atrasadas e com trabalhadores que nunca foram reciclados nem preparados são incapazes de enfrentar a concorrência internacional. Como destruiu a indústria nacional, enquanto os outros países europeus solidificavam as suas. Como pôs o restante dos fundos em circulação, causando a ilusão de enriquecimento, deixando o governo com grande inflação e um défice acima dos 5%. É obra! Obra que os carneiros ignoraram por completo e agradeceram ao seu algoz elegendo-o como recompensa.

«Quem morre porque quer não se lhe reza por alma», não é? Nenhum dos que o apoiaram tem agora direito a reclamar.

Se fosse outro o partido no governo até poderia muito bem ter acontecido idêntico. Os políticos são todos uns santos, mas no caso real foi da responsabilidade directa do Cavaco. Foi ele o autor de toda a nossa miséria actual, excepto da parte provocada pela crise mundial.

Outro caso semelhante é o do funeral do tirano da Guiné. Viveu com a espada, como Mário Soares alude, pelo que não teve mais do que o que merecia nem do que há muito se aguardava. Poderia ou não acontecer, mas as probabilidades eram muito mais que a média.

Geralmente, tratamos os nossos iguais como nosso iguais, não pode haver outra explicação nem razão para o que se passa. Assim se justifica aquilo a que assistimos nestes dias. Portugal, pela mão do cavaco, apoia um assassínio, tal e qual como os EUA apoiam todas as ditaduras e criminosos que lhes convém, tal como apoiaram a nossa própria ditadura. Também já nos esquecemos?

Como de costume, a jornaleirada repugnante não faz a mínima referência aos factos históricos. Como de costume, a história é refeita, substituída por faiança fabricada por uma bandalheira de indignos, dum modo que não difere assim tanto do do Rosas. Não fosse este o costume, também de certo que a Manela Leiteira não ousaria aproveitar as fracas memória e mentalidade duma população embrutecida por políticos corruptos para falar com tanto à-vontade como se nada se tivesse passado, como se ela, em estreita colaboração com o Cagão Feliz, não tivesse planeado uma desgraça ainda maior, destruindo por completo os sistemas de pensões e de saúde baseados na solidariedade. Já não se sabe para quem se voltar. Se uns são maus os outros também não são melhores. Não há para quem se virar, a única solução é a de controlar esses animais gananciosos e corruptos, mantendo-os bem seguros com um jugo der animais de tiro bem apertado e rédeas bem curtas. O facto de terem sido eleitos jamais lhes dá direito a fazer o contrário dos interesses e do que querem aqueles que os elegeram. Estarão os portugueses cegos para não verem aquilo por que Portugal é reconhecido pelos outros países? O país dos políticos corruptos que dominam uma população crédula ao ponto de estupidez, uma justiça incompetente por ser aplicada por incompetentes pedantes, uma miséria por não terem capacidade mental para elegerem políticos capazes e serem incapazes de dominar a corrupção por serem tão parvos que pensam que se eles também forem corruptos também poderão tirar proveito.

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9 de Março de 2009

Magalhães, assessores, analfabetismo

Ao fim de muitos meses de desperdício de recursos, em tempo perdido, custos de viagens de professores e desmotivação de professores, de alunos e de pais e perda de confiança dos portugueses na competência dos seus governantes, o Grupo parlamentar do PS admite que algumas medidas de política educativa do Governo "não correram muito bem", como diz o título de notícia do Público.

Esta confissão de fracasso tem mérito, mas mais teria se tivesse sido feita logo que os professores manifestaram o seu justificado mal-estar. E mais ainda teria se tivesse sido evitado. Como foi possível cometer tais erros e teimar em não dar o braço a torcer? Qual a colaboração dada pelos inúmeros assessores que enxameiam as alcatifas dos gabinetes? Porque não preparam as decisões segundo métodos muito experimentados do género do sugerido em pensar antes de decidir?

Outro erro de decisão foi a negociata, sem concurso público, sem supervisão, sem controlo, nem do material nem do software do Magalhães que, agora, só agora, é descoberto que está escrito em «magalhanês», em vez de o ser em língua viva de Portugal ou de um País civilizado. Têm aqui cabimento as perguntas acerca do papel dos assessores que pesam no orçamento do Estado e seria suposto que apoiariam os seus chefes na obtenção de um grau de excelência elevado. Os erros referidos na notícia Empresa responsável por software com erros instalado no Magalhães reconhece "falha humana", apesar de a empresa os querer branquear, são indesculpáveis e evidenciam incompetência, desleixo e falta de dedicação na execução das tarefas que são confiadas aos mais altos funcionários do ministério.

Nenhuma pessoa consciente gostaria de estar na pele da ministra quando for ao Parlamento responder perante os deputados, como o PSD está a pedir, segundo a notícia "Magalhães": PSD chama ministra ao Parlamento.

Como foi dito por várias pessoas esclarecidas, não se pode esperar milagres do Magalhães, porque primeiro há que ensinar as crianças a ler, escrever e contar, e, só depois, o computador constitui uma ferramenta potenciadora das capacidades já adquiridas, poupando o esforço de pesquisa e de elaboração de trabalhos. Este factor multiplicador de capacidades só funciona se não estiver eivado de erros que vão destruir o que de bom se aprendeu antes, como tem acontecido com as graves gralhas do software que os assessores não detectaram nem corrigiram a tempo. Uma vergonha. E assim se desperdiçam recursos públicos e se atrasa a aprendizagem das crianças e se dificulta a criação de confiança num símbolo de modernidade.

Mas como se pode esperar que o ensino funcione com nível de «excelência» se , como diz a notícia Portas acusa directora regional de Educação do Norte de não saber escrever. Segundo a notícia, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, a «malhadora» que fez a vida dura ao professor Fernando Charrua, mostrou não saber escrever, ao redigir um e-mail que enviou à presidente do conselho executivo do agrupamento de escolas Território Educativo de Coura. Esta é mais uma ‘gafe’ a acrescentar aos erros de português do Magalhães.

"Quando uma directora regional que tem a obrigação de se relacionar com milhares de escolas, que tem a tutela de dezenas de milhares de professores não sabe escrever português, como se pode pedir depois aos jovens que saibam escrever, ler e entender correctamente a língua de Camões", perguntou o líder do CDS/PP.

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3 de Março de 2009

Mentiras, Desinformação, Impostura – São os Princípios Que Regem o Bando da Canalha Jornaleira de Hoje

As mentiras, encobrimento, conluio e outros comportamentos que revelam os mais baixos procedimentos e qualidades profissionais da actual banda de jornaleiros ignóbeis que nos desinformam continuam a provar-se.

Numa publicação deste blog na semana passada, intitulada «Roubo dos Telefones Autorizado Pela ANACOM», denunciava-se o caso escandaloso dos aumentos das tarifas de comunicações telefónicas móveis. Dizia-se que estas tinham aumentado mais de 20% nalguns casos

Os noticiários televisivos recentes do domingo último mencionaram que as tarifas aqui referidas sofriam este ano um aumento de 2,5%.

Com efeito, os aumentos de 2,5% existem, só que se referem apenas às tarifas ao minuto e não às novas, ao segundo, obrigatoriamente introduzidas pela União Europeia. Neste caso os aumentos são em geral superiores aos modestos 20% anunciados por este blog, chegando mesmo a ultrapassar os 25%! Confira-se, por exemplo, no site da Rede4, que se presume ser de entre as mais baratas e que também oferece um ficheiro PDF com as novas tarifas. Aí podem-se ver as actuais e as futuras tarifas, assim como as novas para planos equivalentes, mas ao segundo. Como os dados dessa página serão substituídos dentro de dias, ficando apenas os novos, guardou-se essa página e o ficheiro PDF, que poderão continuar a ser consultados aqui.

Desde logo se compreende que as desinformações da cambada de jornaleiros não passam de imposturas de miseráveis tinhosos, pois que contando apenas uma parte da história estão a esconder os enormes aumentos e o aberto conluio da ANACOM, tal como citados anteriormente neste blog. A apresentação parcial duma verdade completada por uma ocultação do restante é uma impostura premeditada e mal intencionada: uma burla qualificada. Afinal, que raça de animais são estes sabujos que em lugar de informar têm como profissão enganar-nos, em que jamais podemos confiar, cujo princípio básico da sua vida é o de burlar toda a gente?

Pelo que se vê é mais um caso a demonstrar o espírito de carneiro da população. Políticos altamente corruptos e ladrões, juízes incompetentes e calões (segundo o Eurostat não despacham metade dos processos que os seus colegas da EU por ano – ver neste artigo), jornaleiros indignos nem merecedores da comida que enfardam. Tudo os carneiros admitam apenas com queixinhas ingénuas. Digam que este país não é um verdadeiro paraíso para gente perniciosa e máfia maléfica.

Esta banda de malandros mal intencionados, de pobres pedantes ignorantes, mal falantes e que escrevem pior que gado, são os principais responsáveis pela ignorância geral. Os portugueses, na sua generalidade com a baixa educação, incivilizados e com pouquíssima intrusão literária, não só por o ensino escolar ser o que se sabe como ainda por os exames escolares não terem qualquer valor e qualquer ignorante os possa passar sem quase nada saber, tornam-se extremamente vulneráveis e influenciáveis por aqueles que mais ouvem. Não têm conhecimentos para avaliarem o que ouvem e por isso se limitam a tudo repetir como papagaios; papagaios analfabetos, evidentemente. Assim, esta corja da jornaleirada repugnante tem destruído a língua, tanto na fala como na escrita. Quando se ouve esses brutos grosseiros dizer biópsia, entochicar, ilcòptros, glicémia, rècor e dezenas mais de bestialidades semelhantes, que consideração se pode ter por essa imunda ralé de cloaca? Lêem-se alguns jornais e vêem-se legendas de filmes ou documentários ilegíveis por tantas vírgulas nelas semeadas que só servem para atrapalhar a leitura, algumas até separando o sujeito do predicado. Vírgulas – que são separações – apostas a conjunções copulativas; uma une e a outra separa! É preciso ser mais que tarado. Vírgulas a seguir a um mas. Iniciar séries de frases por E e por Mass. Vocabulário reduzido ao extremo, repetindo continuamente os mesmos termos e palavras. Aprenderam por gramáticas a que foram arrancadas muitas páginas, como a das contracções das preposições e dos pronomes com os artigos, por exemplo. Oh, o rol é tão longo que nem vale a pena continuar. Num grande número de blogs escreve-se bem melhor que esses labregos engravatados.

Que consideração, pequena que seja, poderão merecer tais bandalhos pedantes, arrogantes e assassinos da língua? Haverá gente mais repugnante neste sentido? Para um povo na sua generalidade iletrado, atrasado, com pouca instrução, incapaz de pensar por si mesmo, profundamente desinformado, de esperteza saloia, mas malandro de trazer por casa, de ditinhos giros, frases feitas, tão estúpido que só compra o que lhe é mandado pela publicidade em vez de a tomar por uma aviso contrário, poderá haver uma influência mais maléfica que a dessa canalha imunda?

Isto está longe de ser tudo, evidentemente, o assunto é bem mais extenso, mas ficamo-nos com a pergunta de como pode tanta estupidez e pedantismo auto-proclamar-se de «Comunicação Social»? Dificilmente poderiam ter escolhido nome que mais evidencie o ridículo dessa corja, que só faz rir a qualquer estrangeiro após dificílimas tentativas para lhe explicar do que se trata e de ele abrir a boca de admiração e incompreensão. Prova de povo carneiro e iletrado é a de quase a sua totalidade o aceitar e papaguear.

Divirta-se com um, slide show que contém algumas frases para eles absolutamente normais.

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26 de Fevereiro de 2009

Mudar é preciso

Não podemos pretender que as coisas mudem, se continuamos a fazer sempre o mesmo.

Albert Einstein

NOTA: Muito certo!!! Por isso, não iremos sair da crise. Não existem ideias para fazer diferente! Todos os «sábios» continuam a resistir à mudança aplicando os raciocínios que aprenderam na escola, há mais de 20 anos . E foram essas receitas que deram origem à crise. É preciso inovar, aplicar novos remédios.

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Roubo dos Telefones Autorizado Pela ANACOM
e Muito Mais

Embora poucos pareçam sabê-lo, as comunicações de todo o género são um dos pilares do desenvolvimento. Daí os fundos da União Europeia que ajudaram a construir uma rede rodoviária decente em que, mesmo assim, se têm colocado obstáculos, como as portagens. Aqueles que defendem o lema utilizador-pagador, ou estão desinformados ou são políticos que pretendem conquistar votos de toda a maneira e como de costume em detrimento da totalidade da população. Estes últimos são decididamente traidores devido ao modo como operam, servindo a sua ganância (os votos) contra os interesses do País (o desenvolvimento). Afinal, se o produto de o lucro do desenvolvimento são a dividir por todos, porque deverão ser apenas uns a pagar (os utilizadores)? Mais uma vez nos desviamos dos métodos que desenvolveram os países mais avançados da Europa, mas continua a pretender-se que queremos avançar. Certamente não é esse o alvo de quem legisla.

No mesmo sentido resolveu a União Europeia fazer baixar os preços das telecomunicações, incluindo os dos telefones. Em cumprimento da directiva, o governo português mandou aplicar as tarifas ao segundo em lugar de ao minuto. Os operadores, relutantemente, ainda tentaram lutar contra esta disposição, estúpida e desnecessariamente, pois que não está na mão do governo nacional fugir à directiva. Como não conseguiram manter o roubo desse modo, deram a volta e aumentaram os preços das chamadas. Que cada um faça as contas de quanto passou ou vai passar a custar um minuto de comunicação pelas novas tarifas. Chegar-se-á à fácil conclusão que os aumentos das tarifas de comunicações telefónicas chegam a ultrapassar os 20% nalguns casos.

Afinal, alguns se perguntarão, para que serve a ANACOM, que permite todos os abusos contra a população, a legalização do roubo do utilizador pelo prestador de serviços? A corrupção é simplesmente a mesma do costume: favorecer os administradores das empresas – que como se sabe são os usurpadores desses cargos – a fim de que mereçam os seus prémios por estratégias de roubo a adicionar a salários já por si escandalosos.

Até quando vai a populaça tola e palhaça permitir a continuidade desta e de outras explorações? Por quanto tempo vão ainda os carneiros continuar a lamber a mão de quem os degola, como fizeram ao Cavaco, pai da actual pobreza nacional, excepto no que toca à crise internacional. Não foi ele e a sua seita e acólitos quem esbanjou os fundos de coesão, cuja finalidade era a de preparar as empresas e o país em geral para um futuro moderno e competitivo? Não foi isso que ele fez e todos nos recordamos como esse dinheiro, ao contrário do que deveria ser o seu destino, jorrou a rodos para os bolsos dos corruptos e corruptores, como espalhou o restante para dar a ilusão de riqueza, o que gerou inflação e um défice de 5% ao a sua seita de ladrões saltar do poleiro. As maioria das empresas continua a trabalhar com métodos de meados do século passado e os seus empregados nunca foram reciclados nem tomados em consideração como a matéria prima para o desenvolvimento, não podendo dar a produção necessária ao desenvolvimento, à modernização, à competição. Não foi o ainda o seu governo que praticamente acabou com a indústria nacional?

Em guisa de agradecimento, os carneiros decidiram agradecer-lhe o matadouro que ele pôs em funcionamento elegendo-o para a presidência do país. Ele, o traidor amigo dos castelhanos, que referindo-se à próxima canonização de D. Nuno Álvares Pereira diz ser um exemplo para coisa e tal (que interessa que coisa ele diz, se a realidade é bem outra?). Já agora, o melhor será ele mandar demolir as estátuas do Condestável e de D. João I, os monumentos aos Restauradores, o mosteiro da batalha, etc., etc. A recordar que a canalha jornaleira da RTP não fez qualquer alusão à data do 1º de Dezembro nesse dia. Nem o baboso do presidente abriu a comua a esse sujeito. Onde estão as paradas militares nas comemorações de há anos? Pode-se apodar tal gentalha de qualquer outro termo que não seja o de traidores? Qual?

Não se faça nada para erradicar a corrupção política generalizada e nada mudará. Haverá ainda algum pacóvio a acreditar que esses animais vão repudiar a galinha dos ovos de ouro, sobre tudo quando são perfeitamente incapazes de fazer outra coisa a governar o país para além de satisfazerem a sua ganância desmedida e aumentar o cada vez maior fosso entre ricos e pobres. Se não se correr com eles a mal, é óbvio que a bem jamais as sanguessugas nos deixarão.

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21 de Fevereiro de 2009

Virtualidades da Internet

Circula um e-mail com uma lista de 14 personalidades que, após passarem pelo Governo ou por funções semelhantes do Poder político, instalaram-se em bancos ou empresas de capital público, ostentando agora fortunas colossais, à custa dos impostos pagos com apertos de cinto dos contribuintes.

Uma sucessão de comentários acompanhava o e-mail.

Infelizmente, corresponde à triste realidade portuguesa dos tempos que correm! Compartilho a opinião de que já seria tempo de alterar este estado de coisas!... Mas os maus hábitos criados viraram «ciclo vicioso» e não vislumbro quem, quando e como poderá quebrá-lo!... Duvido que se consiga isso por mais que se façam «circular» e-mails deste teor!... Tem que ser algo mais altitroante!!!

Em resposta a este comentário surgiu um outro: Hoje, parece não ser viável resolver estes problemas com golpes militares. Poderá haver outro género de golpes. Mas, quer num quer noutros métodos, é indispensável criar um espírito de adesão na Nação, pois, em democracia, é preciso contar com a participação do povo, mesmo que pouco activa, mas pelo menos de carácter psíquico. É preciso, por outras palavras, criar efeito de massa. E, para isso, é indispensável acordar a população da letargia, da «abdicação tradicional», em que tem sido mantida. Portanto, a circulação por e-mails dos erros e abusos dos responsáveis é importante, é indispensável.

Não se pode esperar que os jornais contribuam para o despertar do povo que vive em coma induzido. Não são os jornais que mostram que a juíza que foi encarregada do caso Freeport é amiga muito chegada de Almeida Santos, mas circula nos e-mails uma fotografia deles a trocarem gestos de carinho na mesa de presidência de uma reunião pública. Logo, o caso Freeport será encerrado da forma mais «soft» para evitar lesões no PS.

É vulgar dizer-se que as guerras começam com as mesmas tácticas da anterior. Com os políticos e os economistas vê-se também um apego exagerado aos procedimentos anteriores com sucessivas ampliações dos vícios que mais úteis são aos seus interesses pessoais.Foi com o abuso crescente de actos ilegítimos e imorais que se chegou a esta crise que está a abalar o mundo.

Os meios electrónicos, a Internet estão a ter uns efeitos que já há muito estão a ser utilizados na actividade política. Em 2004 nas Filipinas, o Presidente Joseph Estrada «suspeito» de corrupção e de outros crimes vulgares em políticos, salvo eventuais excepções, acabou por se demitir e dar lugar a Gloria Macapagal Arroyo, depois de muitas manifestações convocadas em poucas horas por mensagens SMS em que era referido o local, a hora e as palavras de ordem. À hora de almoço, aparecia nos telemóveis a mensagem convocatória e, à hora marcada, convergiam para o local pequenos grupos que acabavam por totalizar muitos milhares. Tudo se orienta para que SMS, e-mails, blogues e outros sistemas de comunicação via Internet vão ser as armas do futuro, para combater corruptos, mentirosos, etc.

A nossa população vive ensonada, em letargia profunda, e é preciso levá-la a acordar e a raciocinar pela sua cabeça para não se deixar «levar» por promessas falsas de indivíduos que não mostram realizações mas não param de prometer coisas belas e atraentes e zangam-se quando alguém mostra que uma promessa não foi cumprida.

Apesar de tudo o que se diga, que até poderá ser exagerado e emocional, temos que fazer justiça aos políticos, que são uma amostra, embora eventualmente não a melhor, da sociedade portuguesa. Portanto, é natural que sofram dos mesmos vícios e virtudes, não obstante neles os vícios serem mais exagerados porque as tentações do enriquecimento rápido são mais fortes. Veja os casos de políticos bem instalados na Finança cujos nomes têm merecido destaque na Comunicação Social e circulam pelos e-mails. Não se pode negar a sua «inteligência» muito prática, embora nada tenham produzido para o Pais, nos termos referidos há dias por Belmiro de Azevedo. O partido a que pertenciam ou pertencem não tem significado, porque os políticos são todos iguais, salvo eventuais excepções.

E, perante este panorama de competências, daqui a 10 anos, Portugal estará, possivelmente, muito pior, a não ser que haja um movimento nacional como o que nas Filipinas derrubou o Presidente Joseph Estrada, em 2004, e colocou em seu lugar Gloria Arroyo. Mas nós estamos mais atrasados nesse campo do que as Filipinas!!!

Enfim, não faltam pretextos para reflexões nem cabeças pensadoras que se debrucem para verem um pouco além do horizonte ou do capuz que encobre muitas irregularidades. No fundo, em cada português, não morreu a esperança de dias melhores, embora não saiba ainda a fórmula de atrair a bênção celestial para que o milagre ocorra. E, como consta atrás, os SMS, e-mails, blogues e outros sistemas de comunicação via Internet vão ser as armas do futuro. Será bom que sejam utilizadas de forma judiciosa para bem de Portugal.

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17 de Fevereiro de 2009

A Justiça em péssimas fotografias

É lamentável que o álbum de fotografias da nossa Justiça, que gostaríamos ver prestigiada e respeitada, esteja recheado de imagens pouco lisonjeiras.

Hoje apareceram nos jornais várias notícias que traduzem uma ausência de eficiência que se repercute na falta de segurança que ameaça todos os cidadãos normais, isto é, aqueles que não pertencem ao grupo que, à custa do povo, vivem e deslocam-se numa redoma de seguranças armados.

Eis algumas notícias:

- Líder do tráfico cumpria pena ao fim de semana
- Preso após sair da prisão
- Gang dá pontapé na cabeça a idosa
- Vida de luxo em Braga
- Mesquita Machado
- Negócios investigados

Não quero, com estas reflexões, criticar os juízes porque a Justiça não depende apenas deles mas, principalmente, do enquadramento legal em que têm de inserir a sua actividade e as suas decisões finais. E das leis todos se queixam, desde juízes a advogados e, principalmente, aqueles que delas são vítimas, por elas serem demasiado restritivas, ou demasiado vagas e permissivas.

Quanto aos juízes, termos de os olhar com a mesma compreensão com que fitamos médicos, farmacêuticos, enfermeiros, professores, militares, polícias, etc., todos eles alvos da ira primária com que ministros encetaram a sua governação. As reformas estruturais de que o País necessitava pecaram por serem mal definidas e sem planeamento eficaz, não procuraram motivar e congregar os principais servidores do Estado. Não apelaram ao seu profundo saber e experiência, ao espírito de equipa, de bem servir, de dedicação ao País para, em conjunto, serem feitas as melhores reformas com vista a beneficiar a qualidade de vida dos portugueses. Em vez de governarem COM e PARA, acharam melhor, na sua «douta inteligência», governar CONTRA.

Daí que se interpretem as notícias atrás referidas, não como acusações a incapacidade dos juízes, mas a incompetência dos governantes e legisladores.

Não foi nos juízes que votámos e, por isso, não nos compete criticá-los e pedir-lhes contas. Votámos para a AR e para o PR. Este, com base na constituição daquela, nomeou o PM que constituiu o Governo. Todos, ao assumirem funções juraram pela sua honra desempenhar com lealdade as funções que lhes foram confiadas. Mas, decorridos anos, fica-nos a dúvida se eles realmente sabem quais são as suas funções e a que se destina o Governo. Há quem diga que eles não têm dúvidas pois vão-se governando tão bem quanto lhes é permitido pelos impostos e pelo apoio do Poder económico.

O certo é que o principal objectivo de melhorar as condições de vida da população é desprezado. Seria desejável que os detentores do Poder se consciencializassem do significado desse objectivo e, em geral, dos interesses nacionais (da Nação, detentora da soberania) e passassem a dedicar mais atenção à sua consecução.

Governar COM o Povo e PARA o Povo e não, sistematicamente, CONTRA o Povo, personalizado nos mais destacados servidores do Estado (atrás referidos), nas funções mais definidoras da defesa da soberania e da grandiosidade do País.

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8 de Fevereiro de 2009

Abolição das taxas moderadoras na saúde

As taxas moderadoras de consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde estão mais caras desde o dia 1 de Fevereiro. A actualização da tabela foi feita através de uma portaria publicada no passado dia 15 em Diário da República, por se considerar que as taxas moderadoras estavam “desactualizadas, quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia doas actos”. E assim, desta forma burocrática, simplex, através de mera portaria, se vai mexer no bolso dos contribuintes!

Como anarquista, não posso deixar de exigir o fim de todas as taxas moderadoras na saúde, tanto mais que vivemos em tempos de crise. Que total insensibilidade perante a situação económica actual das famílias permite um aumento das taxas moderadoras na saúde? Passamos todos a pagar mais, por automática e insensível portaria. Chegou o momento de dizer basta. O poder continua a exigir sacrifícios dos cidadãos, sem que estes se possam pronunciar, chegando desta forma aos balcões das secretarias e desembolsando mais e mais dinheiro para o Estado. Os figurões do Estado e do governo, esses, beneficiam de mordomias que não lhes tocam minimamente no seu dinheiro, enquanto o povo, este, empobrece. Chegou o momento de acabar com todas, repito, todas, as taxas moderadoras na saúde. Para bem da saúde da sociedade democrática.

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Falta autocritica

Mesmo que não queiramos aderir a uma ou outra das grandes ideologias, encontramos em qualquer delas umas pílulas de sabedoria concentrada que nos são úteis. É o caso do «exame de consciência» católico, da «autocrítica» marxista ou da «análise da situação» nas doutrinas de gestão, preparação da decisão, organização, planeamento, programação e controlo.

Sem este cuidado de abrir os olhos para as circunstâncias envolventes, o passado recente e os objectivos desejados, pode cair-se no erro de seguir, teimosamente, às cegas, sem espírito crítico, uma pista errada que conduzirá a um ponto sem retorno, ao abismo irremediável. Estas reflexões surgem depois de ter passado os olhos por dois casos focados em jornais diários.

Na rubrica semanal do Diário de Notícias, «Dias contados», do sociólogo Alberto Gonçalves, ressalta a referência à irritação, exacerbada e sem justificação suficiente, do ministro dr. Santos Silva, cujas palavras revelam um zelo e uma adoração pelo PM que já o levara a «confessar o "especial prazer" que lhe dá "malhar na direita" e "nesses sujeitos e sujeitas" que "se dizem de esquerda plebeia ou chique". Como, de caminho, o dr. Santos Silva malha igualmente nos socialistas descontentes, é legítimo deduzir que o homem espanca qualquer criatura que não beije o chão pisado pelo eng. Sócrates. E que o faz por gosto.»

Parece tratar-se de uma obsessão cega e incontrolável em que é notória ausência de espírito critico, autocrítica, exame de consciência e análise da situação e, sem estes predicados, não lhe é fácil dar uma colaboração válida ao PM, e pode desperdiçar o crédito que o Bilderberg lhe tem dado. Ser bom colaborador não é dizer apenas e sempre «sim senhor», mas alertar para atitudes menos correctas e ajudar a corrigi-las.

No Correio da Manhã, Luís Oliveira, no artigo “Há tradição de abdicação cívica”, escreve sobre Manuel Alegre que disse que a resposta à crise actual exige "homens de nervos de aço e grande estatura ideológica", reconhece que no País "há uma tradição de abdicação cívica, para não falar de cobardia". Parece que estas palavras de um pensador que, normalmente, mede o que diz significam que é indispensável evitar a «abdicação cívica» e ter «estatura ideológica». Despreza o servilismo, o endeusamento incondicional, o «malhar» em todos os que pensem de forma ligeiramente diferente e, portanto, adopta o seguimento do conceito que no início citei com várias designações conforme a origem ideológica.

No mesmo tom deste, encontrei no Público um artigo também interessante com o título. «Manuel Alegre: são precisos "homens de grande estatura" e "soluções de esquerda" para combater a crise»

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29 de Janeiro de 2009

A Cobardia e a Ignorância

O Dr. Fernando Nobre, director da AMI,
é suficientemente conhecido para dispensar apresentações ou introduções. Transcreve-se uma declaração sua, acrescentando apenas uma conclusão referente ao futuro do caso que ele cita. Este texto já teve várias publicações, entre eles o http://ferrao.org/, mas parece não ter sido notado.



Grito e choro por Gaza e por Israel

Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.

O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes ("terroristas") do movimento Hamas.

Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:

- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento "terrorista" Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..

- Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamizaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas "terrorista" que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?

- Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.

- Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).

- Estranha guerra esta em que o "agressor", os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os "agredidos". Nunca antes visto nos anais militares!

- Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos "heróis" que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!

- Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!

- Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!

- Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!

- Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!

Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos!

É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.

É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.

Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre, 4 de Janeiro de 2009.


Pelo que se pode deduzir, jamais haverá paz na região enquanto a razão e a justiça não forem restabelecidas. As contínuas agressões do estado sionista geram o ódio não só nos adultos, mas sobretudo nas crianças que nele nasceram e cresceram e viram os seus pais assassinados pela sua Resistência ao terrorismo sionista, lutando pela liberdade e pelos Direitos Humanos. Assim, cada vez cresce mais o ódio de geração em geração. O caso é tão claro que pode dizer-se sem receio de errar que quem não o compreender melhor deverá ir tratar-se num psiquiatra. Para detalhes mais alongados sobre este assunto veja-se neste link.

O ensurdecedor silêncio da maioria dos blogs portugueses sobre este assunto não pode deixar de revelar o estado da mentalidade geral nacional.

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7 de Janeiro de 2009

A nossa estrada mata tanto como uma guerra

Depois do post de 30Dez08 «A estrada continua um meio de morte», deparamos hoje com a notícia em que são citados os números da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária que referem ter havido em 2008 nas estradas portuguesas 772 mortos e 2.587 feridos graves – uma autêntica guerra! Porém quem se limitar a ler o título fica com uma noção errada e sem estímulo a melhorar as precauções na condução.

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6 de Janeiro de 2009

A Loucura do Espírito do Mal

Israel, a incarnação do mal, dizendo que quer destruir o Hamas destrói tudo por onde passa. Os EUA demonstram mais uma vez como encaram os Direitos Humanos não só na sua própria nação, mas em todo o mundo. Não esqueçamos que sempre apoiaram e apoiam as ditaduras, como aconteceu com a nossa.

A ignorância geral – provocada por uma propaganda sionista e pelos EUA – permite acreditar aos mais pobres de espírito que qualquer acção do género da parte de Israel poderá alguma vez acabar com a violência na região. A Besta a que nos EUA chamam de presidente diz que compreende o direito de Israel, o agressor contínuo de há sessenta anos, tem em se defender.

Israel não se contentou com o território que lhe foi graciosamente concedido, já sem ter perguntado ao povo que lá estava se o aceitava ou não. A violência começou com as agressões contínuas e aprovadas pelos EUA para roubarem territórios, estabelecerem colónias (na segunda metade do séc. XX!), o que fez nascer o ódio entre os povos da região.

Não se pode falar em paz sem abordar as suas causas e restabelecer a ordem quebrada pelos sionistas. Os assassinos podem assassinar metade da população ou mais, porém quantos mais matarem mais ódio justo geram contra eles. As crianças não nascem com ódio, mas assim que começam a ter compreensão do que se passa à sua volta, o ódio contra o país malvado que os desgraça e o que acontece com os seus familiares só pode crescer dentro deles e ganhar as mais profundas raízes. Assim, a realidade é que o procedimento de Israel só pode aumentar a pilha de lenha para se queimar, perpetuar o mal e até a morte do seu próprio povo e eventualmente um novo extermínio do seu próprio país.

Pelos noticiários que ouvimos e pelo modo como este caso está a ser abordado, os jornaleiros estão a dar a imagem falsa de que história dos distúrbios provocados por Israel começou pelo caso do Hamas. Miseráveis desinformadores que enganam os já de si ignorantes.

Nenhum processo de paz poderá estabelecer a ordem sem que os factos que provocam a violência sejam tomados seriamente em lugar de querer estabelecer novas regras sobre novas falsidades. Dêem o seu a seu dono, expulsem o agressor em casa alheia e julguem os criminosos de guerra de acordo com o direito internacional que os EUA abertamente repudiam. Só assim se poderá chegar à paz, o resto são patranhas inventadas para roubar o agredido e aplaudir o agressor. Se Israel quer tanto a paz, há tantos anos, como falsamente apregoa, como continuam a roubar os territórios e a construir colónias neles? Não é um paradoxo, é a realidade nua e crua, a demonstração da má fé dos agressores e das suas más intenções em que os logrados de todo o mundo acreditam. Há um rol de razões contra a paz por parte dos agressores, mas este é talvez o mais claro.

Os noticiários nunca falam neste assunto básico, preocupando-se com as notícias da hora e encobrindo as causas e a realidade histórica. Repete-se um simples ponto já evocado: Se os castelhanos (outro povo que a história define como escravizador) ocupassem terras portuguesas, expulsassem os seus donos, confiscassem as terras e nelas construíssem bairros e implantassem imigrantes castelhanos e metessem a população portuguesa expulsa em campos de concentração, não se sentiriam os nacionais com direito ao uso da violência como uma forma de resistência enquanto restringidos a uma faixa ou única província, como o Algarve ou o Minho, por exemplo, se outro método para os expulsar não existisse? Ou talvez que os carneiros tudo aceitassem… Mas nem todos os povos são carneiros.

Por muito, muito menos, os heróis franceses da Résistance fizeram explodir tudo o que prejudicasse os alemães e mataram tantos quanto puderam. A não esquecer que a maior cerimónia nacional francesa das últimas décadas foi a homenagem prestada a esses «terroristas» pela altura da primeira eleição presidencial de François Mitterrand. Quem são os heróis?

Quem desejar recordar alguns dos acontecimentos desta triste história desumana, assim como tem sido o comportamento de Israel desde um pouco antes da sua existência, pode fazer uma pequena revisão em http://www.leaopelado.org/exodus.htm.

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30 de Dezembro de 2008

Os Novos Nazis

O facto mais significante do movimento nazi na Alemanha da Segunda Guerra Mundial era os seus seguidores crerem ser duma raça superior. Desde 1947 temos um novo povo nazi: Israel sionista.

Aqueles que mais sofreram com os idealismos nazis alemães são os que melhor adoptaram as suas doutrinas, modernizando-as. Israel é um país pária e com a falsidade característica do velho ditado «falso como um judeu», que sempre diz aceitar as resoluções da Organização das Nações Unidas, mas nunca as cumpre = falsidade.

O povo de Israel já era considerado terrorista antes da sua independência, sobretudo devido aos atentados bombistas efectuados contra a administração territorial inglesa. Esta nação tem sido um autêntico espinho maléfico na região já anteriormente à sua fundação, um impedimento da paz. Com efeito, Israel com o apoio incondicional do monstro anti-democrático representado pelos EUA, tem roubado terras e territórios aos árabes, colonizado construindo em terreno alheio e promovido o povoamento das colónias em terras que jamais lhe pertenceram. Israel tem o direito de o fazer e os massacrados não têm o de os expulsar! Israel atacou os vizinhos e a declaração oficial dos EUA foi que o Hamas mostrou mais uma vez o seu comportamento!

Israel é hoje a personificação do mal ma região, mantido nesse lugar pelos EUA como um cão polícia na defesa dos seus interesses. Tal estado tem que acabar. O desequilíbrio actual que abençoa a malvadez dum povo maldito pelas suas obras e acções tem que ter um fim. Esperemos que seja o Irão a pôr-lhe um fim e quanto mais cedo melhor. Que se extermine esse povo amaldiçoado que escraviza os seus vizinhos. Basta de lamentar o que sofreram durante a guerra. A sua maldade é agora tão profunda que sem temer de se ser injusto se pode antes lamentar por os alemães não terem tido tempo para os exterminar por completo. Má semente, semente de Satanás. Os judeus, em actos de pérfida malvadez atroz e segundo um método regular que nada tem a ver com guerra, cortam os bens necessários à vida , como água e electricidade e fecham a passagem para víveres aos miseráveis forçados a viver entre barreiras de arame farpado. Cometem os mais hediondos crimes sem razão aparente. Sabe-se, mas é abafado, tal como tantas outras barbaridades.

Não se compreende que por um lado se diga que existe uma guerra e por outro se forneçam armas ao mais forte e ocupante e se bloqueie o fornecimento e as ajudas ao mais fraco, aquele que é escravizado. É esta a ideia democrática dos EUA. Que o Irão destrua a nação pária, que não deixe pedra sobre pedra, que arranque o espinho do mal da região, que semeia o ódio e as desavenças, a guerra e todas as suas consequências. Que se faça a limpeza necessária para a obtenção duma paz duradoura em nome da justiça e dos direitos humanos.

Em complemento do tamanho reduzido deste post veja-se um texto mais abrangente, que dele faz parte completar e integrante sobre esta conjuntura que se eterniza, nesta página em lugar de o transcrever.

O costume de chamar terroristas aos lutadores pela liberdade inconvenientes, implantado pela política imperialista dos EUA apoiada por escravisadores tradicionais, como os castelhanos (ver sobretudo aqui) e outras nações incivilizadas mantêm outros povos sob a sua pata, em plena contradição com o terrorismo francês durante a Segunda Guerra Mundial, este apoiado pelos EUA e pelos restantes Aliados, também acrescenta e elucida algo de muito útil a este post.

O número exíguo de blogs portugueses que se referem aos correntes acontecimentos não dignifica aqueles que se abstêm.

Adenda: Israel é sobejamente conhecido em todo o mundo como cometendo crimes de guerra do tipo nazi e iugoslavo. Que se esperará para os julgar e os pendurar como aos outros? A não esquecer que «punição colectiva» é um crime de guerra, qualquer que seja a provocação ou o motivo.
Se os castelhanos (outro povo escravizador) ocupassem terras portuguesas, expulsassem os seus donos, confiscassem as terras e nelas implantassem imigrantes castelhanos, não se sentiriam os nacionais com direito ao uso da violência como uma forma de resistência enquanto restringidos a uma faixa ou única província, como o Algarve?
Vejam-se, sobretudo, os links na página acima mencionada como complemento a este post.

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26 de Dezembro de 2008

Como se Inventa uma Tradição
ou A Impostura Jornaleira

Os brutos da jornaleiragem imunda continuam a crer que a sua profissão é a de desinformar toda a gente, de mentir e de embrutecer a população. É o que fazem com a maioria do que falam. Filtram as notícias, contam meias verdades e meias mentiras. A rasquice ignóbil apoderou-se duma profissão que foi digna, mas que foi deixando de o ser até chegar ao ponto actual de ser a vergonha do país.

Esta corja meteu-se-lhes na mioleira atrasada de basbaques arrogantes que havia de convencer todos aqueles que desconhecem de que o bacalhau é o prato tradicional do Natal. Não é difícil de enganar os que nasceram na era dos atrasados mentais e fazê-los acreditar naquilo que não podem ter conhecido. Sobretudo se considerarmos a acção paternal pelos seus resultados: a pobre escória que têm criado. Além disso, o português é hoje, por herança paterna, um animal selvagem, egoísta, invejoso, vindicativo, cobarde e incapaz de pedir contas aos políticos para que ninguém também lhas peça. Vive na cloaca que construiu, nela bebe e come, e a sua cobardia fá-lo considerar-se satisfeito. Melhor é impossível de deduzir pelo seu comportamento.

Como já referido, a realidade é que cada região tem os seus costumes, tradições e expressões que agora a jornaleiragem, por ignorância e arrogância, quer transformar à viva força. Embora o bacalhau não seja hoje um alimento barato, foi, durante séculos, o alimento principal dos pobres do interior. Devido à falta de meios de transporte rápidos e de refrigeração adequada, era o único peixe cuja qualidade se mantinha por muito tempo, razão por que no litoral sempre se comeu mais peixe (fresco) do que no interior. Por isso, o bacalhau foi para o interior o que as tripas foram para os tripeiros: o alimento de base dos pobres que com pouca frequência subia à mesa dos mais afortunados.

Tendo em consideração que durante épocas festivas toda a gente, ricos e pobres, se esforçam por comer melhor do que no resto do ano, de comer aquilo que não comiam no seu quotidiano, é compreensível que o bacalhau fosse rejeitado nessas alturas. Razão mais do que aparentemente lógica, que em tudo é o normal na vida de todos. Desde logo, não poderia haver qualquer tradição de enfardar bacalhau em dias que iguarias seriam altamente preferíveis. O bacalhau era posto de parte nestas épocas e só começou a tornar-se mais «aceitável» quando o seu preço principiou a escalar.

As regiões tinham os seus pratos preferidos (caso também já abordado no link acima). Entre estes, e consoante a região, sempre se distinguiram o peru, o pato, a galinha, o porco, o cabrito, o carneiro, a caça, os mariscos, os enchidos, o polvo e a canja entre outros. O peixe, embora com todas as suas apreciadas qualidades e vantagens, embora fazendo uma aparição por aqui e por ali, nunca fez realmente parte dos menus festivos, sobretudo no interior, onde até era considerado um fraco alimento a ponto de haver o costume de se dizer «nunca vi um peixe a puxar uma carroça».

Em muitas povoações e cidades, mesmo na capital, haverá quem se recorde de pouco antes das épocas festivas do Natal e da Páscoa circularem pelas ruas uns interessantes rebanhos de gru-grus e de grasnos de perus e patos que os seus condutores apregoavam e vendiam sem grande dificuldade. Tratava-se de gente do campo que criava essas aves para as vender nessas alturas, visto, evidentemente, ser costumes terem-se à mesa, não o bacalhau, sempre considerado como alimento plebeu do corrente do ano.

Um caso com algumas semelhanças se passa com o bolo-rei. Nos noticiários, tal como fazem com o bacalhau, vemos a mesma banda impingir-nos a ideia de que o bolo-rei é a tradição do Natal português. Aí mentem a dobrar. Não só o bolo não se restringe ao país, como ainda, tal como o seu nome indica, não é propriamente do Natal. Do Natal são os troncos e outras guloseimas do género, agora quase desaparecidos no país, mas cuja tradição se mantém nos outros países, sobretudo nos germânicos, com as suas seculares tradições gastro-religiosas. Também vemos bolos a que chamam de rei sem a menor afinidade, nem na massa nem na forma, mas o pobre Zé Povinho esparvante aceita tudo o que lhe impingem com um imperturbável orgulho tanto mais ridículo quanto inadequado e infundado.

Porque é que hoje esses biltres e pulhas de jornaleiros não nos falam da verdadeira tradição e nos querem impingir as manias que as suas desmioladas e mais que ignorantes cabeças inventaram. Como pode essa canalha chamar tradição àquilo que nunca o foi? Há ainda pessoas que nunca na vida comeram bacalhau pelo Natal.

Claro que com o tempo tudo muda. Não é apenas que possa mudar, muda mesmo. Um facto conhecido é, por exemplo, que nenhuma raça humana ultrapassa o milhão de anos. Quanto às opiniões sobre o bacalhau até pode admitir-se que pode ter começado a mudar com o fim das frotas bacalhoeiras nacionais e com o aumento do seu preço após um período de raridade, dois factores que o elevaram à mesa dos que melhor o podiam pagar. Daí a se mentir descaradamente como verdadeiros sacanas descarados e ordinários vigaristas vai um grande passo.

Como se conclui, o nojo das mentiras dos jornaleiros, que da sua profissão de iletrados fizeram fé de desinformação, constata-se em todos os campos e a todos os níveis, não apenas no que concerne o da política. Esta classe, hoje tão miserável como as estirpes mafiosas e oligárquicas políticas está no cerne da ignorância geral da população na maioria dos assuntos que lhe interessam. Donde, por exemplo, não quererem lidar com a corrupção política e domá-la. Porém, mexericos e noticiários para porteiras não nos faltam.

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23 de Dezembro de 2008

Estradas Assassinas

Este mesmo título foi usado num artigo escrito há cerca de dez anos sobre o mesmo tópico e em seguida adaptado e publicado no Site da Mentira há já anos. O tempo passou, as circunstâncias permaneceram imutáveis. O artigo continua tão actual como no dia em que foi escrito.

É o progresso português a passos de gigante, só que vai no sentido contrário.

Esta semana publicou-se mais um relatório do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC) – pouco visto nos jornais –, de novo condenando a má construção das estradas. Não é de longe o primeiro, é apenas mais um numa longa lista, esta todavia bem curta se a justapusermos à realidade.

As estradas sofrem dum defeito congénito pela sua inerente má construção geral, corrupção durante o seu planeamento e vícios de construção bem claros para quem por elas tem passado e ainda mais claros para todos aqueles que nelas ficaram inválidos, já que para os que nelas morreram só no momento dos seus acidentes viram ainda mais claramente o que lhes ia roubar a vida nos segundos que seguiam.

Não obstantes as sucessivas condenações do OSEC e o conhecimento comprovado da corrupção e irresponsabilidade dos responsáveis, – sobretudo quando a construção de auto estradas na Europa era já velha, visto Portugal ter sido na época o último país da União Europeia a construir uma rede de auto estradas – ainda não se imaginou tampouco em acusar os assassinos, sobretudo o número um, os quais continuam tranquilamente à solta, pois sabem que neste país só os pilha galinhas são presos. Mais uma bênção dos governos do Cavaco e dos seus acólitos.

Em Portugal, o crime de alto nível compensa. Para que não subsistam dúvidas, veja-se o que se passa na actualidade com os criminosos do caso Casa Pia. Porque haveria pois o ministro responsável pela sua construção temer uma justiça corrupta e administrada por pobres poltrões arrogantes, muitos deles já da geração rasca? O pior que esse ministro pode arriscar é que o Cavaco lhe dê uma medalha como deu à assassina dos hemofílicos anos após a consumação dos seus crimes. Nestas circunstâncias só um impostor e cobarde poderá hoje aceitar a mesma medalha dada a criminosos. É uma desonra receber tal medalha. Bom, isto seria se estivéssemos num país de cidadãos honrados.

Por agora, tudo o que temos a esperar será a impunidade costumeira dos criminosos políticos e alocuções em seu louvor para realçarem os seus méritos, ou seja, os seus métodos criminosos e mafiosos, por parte da máfia que na altura se encontre no poleiro.

A carnificina nas estradas tem mais de uma causa, como descrito no artigo acima mencionado. A segunda causa também depende da acção dos políticos, pois que para não abordarem nenhuma delas têm substituído a prevenção pela caça à multa, muito mais lucrativa e convincente para os pobres desmiolados eleitores, a ponto de em noticiários se ouvirem dirigentes da polícia dizerem com o maior à-vontade que os ataques de caça à multa são para a população ver que a polícia quer prevenir os acidentes. Tão estúpido que até custa a compreender.

E porquê, afirmar tão bestialmente que a causa principal é a da velocidade, quando nos países sem limite de velocidade nas auto estradas são precisam,ente aqueles em que menos acidentes de viação se verificam? As auto estradas são para andar depressa; de vagar é dentro das povoações, onde se dão a maioria dos acidentes por culpa dos condutores.

Que a carnificina continue, pois, e que os responsáveis recebam medalhas. Talvez que o título de «Estradas Assassinas» não esteja tão certo. As estradas talvez não sejam as assassinas, mas simplesmente a cena do crime e os assassinos são aqueles que as construiram e recusam a responsabilidade depois de terem embolsado o dinheiro, tanto na efectuação da obra como responsável como ministro da pasta e como chefe da máfia oligárquica governamental.

Assim vai Portugal e assim irá impreterivelmente enquanto os carneiros não exigirem o fim da corrupção, o qual só poderá começar peço fim das nomeações de cargos que deveriam ser entregues por concursos públicos. É esta a pedra angular e o barómetro da corrupção. Enquanto isto não acontecer não há absolutamente nada a esperar a nenhum nível nem sobre qualquer que seja o assunto. Sem isto, todas as declarações de políticos sobre a diminuição da corrupção não passam de meros discursos de criminosos mafiosos. Somos governados por criminosos. Que de admiração, também, que a população siga o exemplo que lhe vem de cima?

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14 de Dezembro de 2008

Agarra Que É Ladrão!

Temos assistido ultimamente a uma espécie de jogo do gato e do rato. Ou quase, pois que a diferença é que o gato parece ter medo do rato e até à data ainda não teve a coragem de se manifestar.

Por estranho que possa parecer é um jogo comum em Portugal quando se trata de corrupção a alto nível em que o gato cobarde seria representado pelo ministério público e sempre se retrai com receio de poder vir a prejudicar o rato, o corrupto, o vigarista ou de qualquer outro modo criminoso quando este pertença a alguma seita oligárquica da máfia política, da família faça parte ou da máfia tenha sido instrumento. A esses dá-se uma indemnização e outro tacho ainda melhor que aquele em que ele praticou o seu crime. Não é a isto que nos habituaram a contemplar? Não obstante ainda há pacóvios e lorpas que acreditam nos discursos da máfia e julgam que Portugal é uma democracia. Portugal é uma oligarquia no sentido pleno do termo. e uma oligarquia que, pela maneira que distribui a riqueza e esmaga os pobres, viola abertamente os direitos humanos na sua redacção estrira.

Desta última vez o rato é eximiamente representado pelo governador do Banco de Portugal, o qual, após constatação do seu comportamento frente a crimes financeiros que lhe seriam impossíveis de desconhecer por pelo menos dois anos, não actuou. Talvez ache que não ganhe o suficiente para se interessar pelo seu trabalho e seja assim dispensado de cumprir as suas obrigações. Tinha o dever de ter participado os seus conhecimentos ou dúvidas ao ministério público. Afinal veio a saber-se que teve provas nas mãos, escritas pelo BPN e pelo fundo das questões que ele pousou a esse banco, por cuja resposta esperou mais de quatro meses sem tugir nem mugir, impávido, sereno e tranquilo, como costumam dizer os corruptos e os culpados.

Veio depois o cara de sola contar balelas numa entrevista que concedeu à RTP. Não era necessário ouvir as suas palavras de desculpa para se ler claramente a impostura na sua cara. Não obstante as suas desculpas, ainda veio contar aos lorpas (segundo o que de certo pensava) que nos outros países acontece semelhante ou pior sem que os seus homónimos fossem inculpados. Não compreende ele que se em Portugal a corrupção é maior, mais fortes deverão ser os meios para a combater? Não compreende ele que tem obrigação de justificar o seu salário vergonhoso, superior ao de qualquer dos seus homónimos. Por sua causa e consequente decisão do governo, somos nós quem paga pelo gatuno.

Queixa-se ainda o pobre parasita que nos rouba o seu ordenado escandaloso de que o Banco de Portugal é uma organização prestigiosa e que não deveria ser atacado. Que se põe em causa o bom nome do BP? Ah sim? Então não é o dele? Não compreenderá esse aborto que se o bom nome do Banco de alguma forma ficar manchado serão apenas ele e os seus acólitos a emporcalhá-lo? De certo que sabe, só que espera escudar-se atrás desse bom nome como se fosse o seu. Quer que o seu nome seja confundido com o do Banco e protegido pela sua sombra. Que monstro! O banco é uma instituição e o bom ou mau nome que ele possa ter ou criar só pode depender estritamente do comportamento de quem o dirigir.

Já para a grelha com o rato. Que esperará o gato para o apanhar e com ele brincar até que as tripas lhe saiam?

Contudo, todos conhecemos como os políticos transformaram o BP num antro de parasitas mamões que nos roubam os seus ordenados escandalosos e tudo de que usufruem.

Enquanto os corruptos forem irresponsabilizados por uma justiça ineficaz que só manda os pilha galinhas para a prisão, num país em que roubar um pão é crime e roubar um milhão é inteligência, que melhoria esperar? Porque será que o descrédito popular na justiça não tem parado de aumentar? Os sentimentos colectivos têm sempre uma razão de ser. Para vergonha e opróbrio dos juízes cada vez há mais quem pense que quem realmente quiser justiça terá que a fazer por suas próprias mãos

As previsões sobre o futuro do país, feitas na altura dos governos do Cavaco e Silva, que criou a crise portuguesa, agora a juntar-se à internacional, há anos publicadas continuam a cumprir-se. Na verdade não é preciso ser-se bruxo nem grande intelectual para se ver aquilo que brilha no escuro; para o não ver é que é necessário estar-se embutido em excremento de burro. Para não o ver é preciso, sim, estar-se anestesiado pelas palavras de encantar de políticos traidores cujo único alvo na vida é roubarem os cofres do Estado e distribuírem o que reste pela família, por amigos, compinchas, etc., e ainda apoderarem-se dos lugares melhor remunerados que deviam ser postos a concurso público. É um escândalo que uma população meio aparvalhada tem admitido e continua a admitir. Até os empregos roubam ao povo. Enquanto a corrupção não terminar em Portugal ou baixe para um nível menos aterrorizador, nada melhorará. E ainda não tocámos no fundo…

Este caso do BPN, do BP e do rato, já dura há algum tempo. De certo que o incapaz enriquecido à força por um sistema que contraria os Direitos Humanos – orquestrado por um primeiro-ministro que essa mesma organização classificou de traidor dos Direitos Humanos, como se pode ler no site da Amnistia Internacioinal – acabará por ser ilibado, para não destoar do costume em vigor neste miserável bananal.

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12 de Dezembro de 2008

Um movimento de massas anarquista


Como anarquista convicto, tenho-me dedicado neste blogue - O Anarquista - à luta permanente contra o poder e o Estado, especialmente no que toca à realidade portuguesa. Contudo, o anarquismo pretende igualmente ser internacionalista e ignora os limites impostos artificialmente pelas fronteiras entre os Estados. Por esse motivo, venho agora dar destaque a um acontecimento internacional da maior importância para a luta anarquista. Num movimento único pela sua dimensão e significado, pelo sexto dia consecutivo, a Grécia foi ontem palco de novos confrontos, no rescaldo da morte de um adolescente de 15 anos pela polícia, no sábado passado. Em Atenas ocorreram confrontos entre jovens e agentes da autoridade, frente à Faculdade de Economia, ocupada pelos estudantes. Para além dos confrontos ocorridos frente à Faculdade, registaram-se igualmente alguns incidentes diante da prisão de Korydallos, em Atenas, a principal do país, e em outros dois bairros da capital grega. Para mais pormenores, sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu site Contracorrente.

Como se não bastasse, a agitação grega espalhou-se entretanto até Espanha – a Madrid e a Barcelona – e um um atacante lançou um engenho incendiário, na noite do dia anterior, contra o consulado grego em Moscovo. Em Bordéus, no sudoeste de França, dois carros foram incendiados diante do consulado da Grécia. De acordo com uma fonte policial, 15 estabelecimentos universitários e uma centena de liceus em Atenas e Salónica, a segunda maior cidade grega, estão ocupados desde o início da semana por estudantes e jovens, em sinal de protesto contra a morte do adolescente. A Grécia está, desta forma, mergulhada numa onda de violência urbana sem precedentes desde a restauração da democracia, em 1974.

Não há autoridade ou forma de poder que consiga travar uma onda tão violenta e vasta como esta, utilizando os seus meios tradicionais. Um movimento tão espontâneo como este mergulha definitivamente as suas raízes num descontentamento generalizado das massas populares face ao sistema estabelecido. O porquê e o quando este movimento teve o seu início não é tão importante quanto o seu significado perante a forma de funcionamento das democracias ocidentais. Encurralados em sistemas partidários rígidos, os regimes parlamentares encontram-se de costas voltadas às verdadeiras necessidades do povo que deveriam representar. Um movimento de massas anarquista e libertário de tal amplitude mina, em última análise, a forma como os actuais regimes democráticos neoliberais estão organizados. Elitistas e corruptos.

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11 de Dezembro de 2008

Portugueses mais pobres

Alerta-se para que os dados referidos no artigo do Público que se transcreve referem-se à média estatística, o que quer dizer que à maior pobreza da maioria corresponde o enriquecimento dos privilegiados com «tachos dourados» e «reformas milionárias acumuladas» como circula em abundância pelos e-mails e vem ocasionalmente nos jornais, como as notícias referidas aos patrões do BPN do BPP e do BdP, além de muitos outros.

Portugueses perderam poder de compra entre 2005 e 2007 e estão na cauda da Zona Euro
Por Lusa, PÚBLICO. 11.12.2008 - 13h50

Estes dados não incluem este ano de forte abrandamento económico, em particular do consumo
Dados do INE elaborados com base no Eurostat

Os portugueses perderam poder de compra entre 2005 e 2007 relativamente à média da União Europeia e Portugal surge na cauda da lista dos 15 países da Zona Euro, com o pior poder de compra de todos, nos 76,2 por cento, segundo dados hoje apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Produto Interno Bruto (PIB) por habitante expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) elevou-se no ano passado a 76,2 por cento, face à média europeia, de acordo com as estimativas do INE que têm por base informação do Eurostat.

Esta avaliação não inclui os dados deste ano, onde se verifica uma deterioração acentuada das condições económicas das empresas e das famílias, dificuldades acrescidas de acesso ao crédito e o agravamento do preço dos produtos alimentares e dos combustíveis até, pelo menos, Outubro deste ano.

Em 2005, o poder de compra português correspondia a 76,9 por cento da média da UE (valor final apurado) e em 2006 era de 76,4 por cento, de acordo com as estimativas elaboradas pelo gabinete de estatísticas da União Europeia.

Trata-se da segunda queda consecutiva de Portugal no indicador anualmente calculado pelo Eurostat para avaliar o poder de compra dos países da União Europeia, com o objectivo de estabelecer comparações sobre a riqueza "real" (sem efeito da inflação) dos 37 países analisados.

O INE adverte, contudo, que "os resultados publicados devem ser analisados com alguma prudência, quer devido a limitações de ordem metodológica, quer a deficiências de homogeneidade que ocorram eventualmente na informação de base".

Os cálculos para a elaboração desta tabela do Eurostat são feitos com base nas estimativas da paridade de poder de compra (PPC), uma moeda artificial que tem em consideração os níveis de preços domésticos e as taxas de câmbio, permitindo tornar comparáveis alguns indicadores económicos e ajustar os valores absolutos do PIB de acordo com o custo de vida em cada país.

Portugal surge no 22º lugar de uma lista liderada pelo Luxemburgo, país onde o poder de compra é mais de duas vezes (266,6 por cento) superior à média da UE, que assume o valor de 100 por cento.

Entre os 15 países da Zona Euro, Portugal é o país onde o poder de compra é mais baixo em relação à média da UE, seguido de Malta (77,4 por cento), Eslovénia (89,3 por cento), Chipre (90,8) e Grécia(94,9 por cento).

O PIB "per capita" expresso em PPC dos restantes dez países encontra-se acima da média da UE.

Este indicador da riqueza de cada Estado-membro varia entre 37 por cento na Bulgária e 267 no Luxemburgo.

O Estado-membro vizinho de Portugal, a Espanha, tem um nível de riqueza seis por cento superior à média comunitária.

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8 de Dezembro de 2008

Pensar antes de decidir

O pensamento estruturado, metódico, deve preceder a decisão e a acção. Já por várias vezes foi aqui referida a necessidade de estudo dos problemas antes de ser tomada uma decisão. Por exemplo, o post de 6 de Janeiro do corrente ano, Não existe mentalidade de planeamento nos serviços públicos abordava este problema e, posteriormente, num comentário, ficou exposta uma metodologia que, adaptada a cada situação, pode dar uma forte ajuda e que é a seguinte:

Em termos resumidos, as normas de preparação da decisão e deplaneamento devem passar por

1) definir com clareza e de forma que ninguém tenha dúvidas, o objectivo ou resultado pretendido.

2) Em seguida, descrever com rigor o ponto de partida, isto é, a situação vigente, com análise de todos os factores que possam influenciar o problema que se pretende resolver.

3) Depois, esboçar todas as possíveis formas ou soluções de resolver o problema para atingir o resultado, a finalidade, o objectivo ou alvo; nestas modalidades não deve se preterida nenhuma, por menos adequada que pareça.

4) A seguir, pega-se nas modalidades, uma por uma e fazem-se reagir com os factores referidos em 2) e verificam-se as vantagens e inconvenientes; é um trabalho de previsão de como as coisas iriam passar-se se essa fosse a modalidade escolhida.

5) Depois desta análise das modalidades, uma por uma, faz-se a comparação entre elas, das suas vantagens e inconvenientes, com vista a tornar possível a escolha.

6) O responsável pela equipa, o chefe do serviço, da instituição, o ministro, o primeiro-ministro, conforme o nível em que tudo isto se passa, toma a sua decisão, isto é, escolhe a modalidade a pôr em execução, tendo em conta aquilo que ficou exposto na alínea anterior.

7)Depois de tomada a decisão, há que organizar os recursos necessários à acção, elaborar o planeamento e programar as tarefas.

8)Após iniciada a acção é indispensável o controlo eficaz do qual pode resultar a necessidade de ajustamentos, para cuja decisão deve ser utilizada a metodologia aqui definida, por forma a não se perder a directriz que conduz à finalidade inicialmente pretendida.

As várias insistências neste tema, são agora «premiadas» pela notícia do Jornal de Notícias Daniel Bessa: Governo deve "parar para pensar" de que se extraem algumas ideias:

O Governo deve dirigir o grosso dos investimentos para as exportações, em prejuízo das grandes obras públicas que vêm sendo anunciadas.

O país importa muito mais do que exporta e a diferença equivale a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), o que o obriga a sobre-endividar-se no estrangeiro, para pagar aquela factura. Há 17 mil milhões de euros, por ano, que "saem mesmo da Banca portuguesa" e vão direitos aos bancos estrangeiros.

No actual contexto de recessão internacional, que parece resolvido o défice de confiança dos cidadãos nos bancos, mas não o da confiança entre bancos, sobretudo, de países diferentes. "Os [movimentos] interbancários continuam em muito mau estado".

A garantia de 20 mil milhões que o Governo deu à banca nacional foi uma boa medida, para esta conseguir dinheiro emprestado no estrangeiro, mas frisou que ela não dura para sempre e, em breve, "teremos de ouvir mais notícias do Estado português"...

Considerou ser "tempo de olhar para as debilidades estruturais", e defendeu que a economia portuguesa só ultrapassará a crise, se conseguir diminuir o défice das transacções correntes. "Precisamos, como de pão para a boca, de pôr dinheiro em coisas que exportem".

"O nó górdio desta crise continua no sistema financeiro". O antigo ministro começara justamente por observar que a actual crise "é diferente das outras", porque "deixou a própria banca em condições de não se poder financiar", para concluir que, "se o dinheiro não circular no sistema financeiro, a crise não se resolve".

NOTA: Estamos numa situação difícil que não se compadece com pequenos remendos, nem paliativos. É preciso um estudo imparcial, isento, competente, sem preconceitos partidários, com dedicação aos verdadeiros interesses nacionais, com vista a encontrar a solução estrutural que vá ao encontro de um Portugal que seja melhor amanhã e que possa continuar a desenvolver-se no futuro.

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4 de Dezembro de 2008

Uma greve histórica


Como seria de esperar neste tipo de conflito de interesses, a greve dos professores de ontem foi alvo de posições diferentes quanto aos números de adesão. O Ministério da Educação admitiu que a greve teve o que designou por "adesão significativa", de 61 por cento, e que a paralisação obrigou ao encerramento de 30 por cento das escolas do país. No entanto, o balanço do Ministério ficou longe dos números da Plataforma Sindical de Professores, segundo a qual a paralisação foi a maior de sempre no sector, com uma adesão de 94 por cento. Para mais pormenores sugiro a leitura desta notícia, que publiquei no meu site Contracorrente.

A Plataforma Sindical dos Professores anunciou, em conferência de imprensa, que esta greve teve o que designou como uma participação "histórica". "É a maior greve de sempre dos professores em Portugal, salientou Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma e secretário-geral da Fenprof, que recordou a paralisação de 1989 como a segunda maior depois desta e onde os números se ficaram pelos 90 por cento. Mário Nogueira escusou-se a comentar os números avançados pelo governo. "Nem sequer os discutimos, o que nós registamos daquilo que foi dito pelo governo foi que pela primeira vez teve a capacidade de dizer que estávamos perante uma greve significativa".

Pondo de lado esta típica guerra de números, na qual o governo aposta em minimizar a magnitude deste movimento laboral, a conclusão que podemos tirar desta greve dos professores é que se criou um fosso entre a atitude arrogante do poder e a luta de todo um vasto conjunto de profissionais que exigem peremptoriamente o respeito pelos seus direitos. A alternativa a este, como a todos os modelos autoritários de poder, encontra-se nos movimentos contestatários que percorrem horizontalmente a sociedade. Esta teria sido a ocasião para um governo democrático reconhecer que errou e agir em conformidade com esse facto. No entanto, o governo PS continua agarrado à sua confortável maioria absoluta, permitindo-se ignorar, desta forma, as vozes do povo que o elegeu.

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1 de Dezembro de 2008

Como Nascem os Políticos

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29 de Novembro de 2008

O povo está desperto?

O povo está desperto? O ideal seria que mais pessoas despertassem para a necessidade de se manifestarem, dizerem de sua justiça, juntarem-se em movimentos organizados, ou simplesmente com propósitos específicos, como, por exemplo, defenderem os interesses da sua classe laboral. Este governo do Sócrates e da maioria absoluta “socialista” está fechado no seu pedestal autoritário e, sobretudo, surdo. Surdo às reivindicações de todo um povo, ao qual têm sido feitas exigências inaceitáveis.

As pessoas têm vindo a apertar o cinto desde que o governo, subserviente a Bruxelas, decretou que ia reduzir o défice até ao valor determinado pela União Europeia. À custa de imensos sacrifícios, as pessoas, as famílias, lá sofreram esse embate/embuste de ter que reduzir a sua já difícil vida ao mínimo indispensável. Pergunto-me também como é que se reduz um orçamento familiar, quando ele não existe sequer, como no caso dos desempregados.

Agora, o sistema económico global – um sistema indiferente às pessoas, contabilizadas como números – entrou em profunda crise. Nacionalizam-se bancos, injecta-se dinheiro noutros, entre tantas outras medidas para garantir, na medida do impossível, a sobrevivência deste sistema capitalista neoliberal globalizado. Medidas tomadas por governos e Estados, nomeadamente o nosso, o português. Assistimos agora a um novo cenário de dramatização política. A “crise” irá, mais uma vez, adiar a melhoria das condições de vida do povo?

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28 de Novembro de 2008

Como Fernando Pessoa via Portugal

Um texto de Fernando Pessoa extraído do site com a sua obra , que nos dá uma explicação da razão de os nossos políticos serem como são. Creio que o problema é muito complexo e haverá mais factores na definição do estado em que nos encontramos. Mas isso não tira interesse ao texto que se segue.

Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal
Fernando Pessoa

Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou, se se preferir, há três espécies de português. Um começou com a nacionalidade:

É o português típico, que forma o fundo da nação e o da sua expansão numérica, trabalhando obscura e modestamente em Portugal e por toda a parte de todas as partes do Mundo. Este português encontra-se, desde 1578, divorciado de todos os governos e abandonado por todos. Existe porque existe, e é por isso que a nação existe também.

Outro é o português que o não é. Começou com a invasão mental estrangeira, que data, com verdade possível, do tempo do Marquês de Pombal. Esta invasão agravou-se com o Constitucionalismo, e tornou-se completa com a República. Este português (que é o que forma grande parte das classes médias superiores, certa parte do povo, e quase toda a gente das classes dirigentes) é o que governa o país. Está completamente divorciado do país que governa. É, por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido.

Há um terceiro português, que começou a existir quando Portugal, por alturas de El-Rei D. Dinis, começou, de Nação, a esboçar-se Império. Esse português fez as Descobertas, criou a civilização transoceânica moderna, e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer Quibir, mas deixou alguns parentes, que têm estado sempre, e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiro Rei de Portugal foi aquele D. Sebastião que caiu em Alcácer Quibir, e presumivelmente ali morreu, é no símbolo do regresso de El-Rei D. Sebastião que os portugueses da saudade imperial projectam a sua fé de que a famí1ia se não extinguisse.

Estes três tipos do português têm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si. O português, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três característicos:
(1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência;
(2) o predomínio da emoção sobre a paixão;
(3) a adaptabilidade instintiva.
-Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do ego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade.
-Pelo segundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento.
-Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.

A cada um destes tipos de português corresponde um tipo de literatura.

O português do primeiro tipo é exactamente isto, pois é ele o português normal e típico.

O português do tipo oficial é a mesma coisa com água; a imaginação continuará a predominar sobre a inteligência, mas não existe; a emoção continua a predominar sobre a paixão, mas não tem força para predominar sobre coisa nenhuma; a adaptabilidade mantém-se, mas é puramente superficial — de assimilador, o português, neste caso, torna-se simplesmente mimético.

O português do tipo imperial absorve a inteligência com a imaginação — a imaginação é tão forte que, por assim dizer, integra a inteligência em si, formando uma espécie de nova qualidade mental. Daí os Descobrimentos, que são um emprego intelectual, até prático, da imaginação. Daí a falta de grande literatura nesse tempo (pois Camões, conquanto grande, não está, nas letras, à altura em que estão nos feitos o Infante D. Henrique e o imperador Afonso de Albuquerque, criadores respectivamente do mundo moderno e do imperialismo moderno) (?). E esta nova espécie de mentalidade influi nas outras duas qualidades mentais do português: por influência dela a adaptabilidade torna-se activa, em vez de passiva, e o que era habilidade para fazer tudo torna-se habilidade para ser tudo.
s.d.

Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional. Fernando Pessoa (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução organizada por Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1979.

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5 de Novembro de 2008

Mais uma lição do dito «Terceiro Mundo»

Depois de ter aqui publicado o post Lições do dito «Terceiro Mundo» recebi comentários a falar do pior que existe nos países menos desenvolvidos, mas isso não apagou o valor moral dos casos que referi e, depois de, há pouco, ter visto um diálogo na AR sobre a intenção de encobrir algo sobre as nacionalizações que já começaram, quando tanto se fala de transparência democrática, decidi publicar mais este exemplo vindo da Presidente da Câmara da cidade da Praia em Cabo Verde. Que bela lição para o Governo e os autarcas de cá que se escondem à sombra de «estudos» e «pareceres» de amigos para confirmarem algo que precisam de ter muito tapado.

MpD fomenta transparência na gestão municipal
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=21153&idSeccao=517&Action=noticia

Isaura Gomes pede auditoria externa à sua própria gestão e encarrega adversário de a coordenar.

Pode ser o fim da politiquice de má língua em que certos partidos são useiros e vezeiros. Achincalhada na campanha eleitoral, Zau mandou agora fazer uma auditoria externa ao seu primeiro mandato. E para que, de uma vez por todas, cessem as atoardas, não esteve com eias medidas – zás!, nomeou um vereador do PAICV para coordenar todo o processo. Zau, zás!

Mindelo, 5 Novembro – O MpD está a pôr em prática, nas autarquias sob sua gestão, uma nova forma de fazer política: começou em plena campanha eleitoral na cidade da Praia, onde Ulisses Correia e Silva prometeu (e cumpriu) lançar uma auditoria à anterior Câmara e auditorias regulares à sua própria gestão. Depois, em Assomada, Francisco Tavares fez o mesmo. E agora, em Mindelo, surpreende com a sua frontalidade.

Acusada duramente e em termos menos próprios por Onésimo Silveira, candidato do PAICV, e por Vanda Évora, candidata tambarina à presidência da Assembleia Municipal, com Gualberto do Rosário a entrar no mesmo coro, Isaura Gomes desafiou-os. Com Zau vitoriosa nas urnas, os adversários meteram a viola no saco, mas a presidente da Câmara de S. Vicente não se esqueceu: quer tudo a limpo. Isaura Gomes pediu uma auditoria externa ao seu primeiro mandato. E para que não restem quaisquer dúvidas, Zau foi mais longe: encarregou um vereador do partido adversário, Albertino Graça, de coordenar todo o processo.

Os autarcas ventoinha assumem assim a luta pela transparência, que se gostaria de ver generalizada a todos os municípios e à própria governação. Este precedente, criado pelo MpD, pode criar embaraços às suas oposições, expostas a verem eventuais atoardas suas varridas por inquirições e “entaladas” se, nos municípios onde têm maioria, o processo das auditorias não for seguido.

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28 de Outubro de 2008

Irresponsabilidade generalizada

A consulta dos títulos da Comunicação social traz um conjunto de casos em que ressalta o desleixo e a incúria, agravados pela impunidade devida ao uso de direcções colectivas que empurram as responsabilidades para a instituição deixando libertos os seus administradores.

No acidente da automotora na linha férrea do Tua estão definidas as causas mas não se imputam as responsabilidades a ninguém . Apesar dos"defeitos grosseiros" na via férrea e anomalias na automotora que, conjugados, terão originado o descarrilamento a 22 de Agosto, não há responsáveis pela incúria na manutenção da linha e do material circulante. Não há culpado pelo homicídio involuntário por negligência do passageiro que morreu no acidente, nem pelos vários feridos, apear de já ter havido um outro acidente no mesmo local.

Outra notícia diz que a Deco acusa câmaras de falta de fiscalização a parques infantis. A incúria das Câmaras coloca em perigo a integridade física de crianças que deveriam ir ali para se divertir sem correr riscos desnecessários. Mas, a par da falta de dedicação aos interesses públicos por parte das Câmaras, há a ineficácia das entidades com responsabilidades de fiscalização. O Instituto do Desporto tinha responsabilidade até 2007 e deixou as coisas degradarem-se. Agora há esperança na actuação da ASAE. Jorge Morgado, da Deco, diz que esta "apelou sempre para que houvesse legislação que regulasse o funcionamento desses parques e para a sua fiscalização. A lei foi criada em finais dos anos 90, mas a fiscalização nunca foi concretizada. A ASAE, pela sua acção, dá-nos boas indicações de que isso possa acontecer agora." Talvez a ASAE, com o dinamismo que lhe é conhecido, consiga pôr ponto final nesta bagunça que coloca em perigo as crianças.

É também interessante a notícia de que cidadãos recusam, cruzar os braços e lançam petição contra ampliação de terminal de contentores de Alcântara e criam um movimento que avançará com uma acção popular se não for revogado pelo Parlamento o decreto-lei que permite a extensão da concessão à empresa Liscont e a triplicação da capacidade do terminal de contentores criando "uma muralha com cerca de 1,5 quilómetros com 12 a 15 metros (altura de um prédio de 4 a 5 andares) de altura entre a Cidade de Lisboa e o Rio Tejo."

Esta notícia é um sinal de que as pessoas estão a consciencializar-se dos seus direitos em democracia, em que a soberania reside na população, na Nação. Foram denúncias que fizeram levantar o caso de abusos escandalosos na Gebális, e agora em Miranda do Corvo. A incúria de organismos do Estado e das autarquias constitui uma característica generalizada e muito danosa para os interesses das populações que é suposto serem servidas e defendidas por tais órgãos.

Estamos na época de se tornarem mais frequentes as chuvas e de assistirmos aos efeitos de sarjetas e escoadouros entupidos e mal colocados criando poças de água que provocam, nos peões que circulam ou esperam autocarros, duches de água suja e oleosa que é projectada pelos carros que passam. É um fenómeno demasiado conhecido para se permitir deixá-lo continuar sem o denunciar em voz alta.

Outra notícia diz que o Estado já arrecadou 58,4 M€ em multas do Código da Estrada, mais quatro milhões do que em igual período do que ano o passado. É que as alterações do Código não são realmente orientadas para tornar a circulação mais segura com menos acidentes e menos vítimas, mas sim para a caça à multa. Se o objectivo fosse aquele, não assistiríamos a sinais de limite de velocidade tão abusivamente colocados sem coerência nem racionalidade prática, talvez devidos a caprichos pouco inteligentes de funcionários. Conheço sinais de 30 onde se pode circular a 70 ou mais sem perigo para ninguém. Já me referi aqui a este assunto em vários posts.

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14 de Outubro de 2008

A crise financeira terminou?

Do muito que foi dito e escrito sobre a crise podem tirar-se várias conclusões, das quais, embora não seja especialista, mas como vítima dos erros dos decisores, penso poder salientar que ela resultou de erros sucessivos de particulares, empresas e instituições financeiras que, chegaram ao ponto de rotura, com a apatia dos poderes governamentais. O ponto comum de todos esses erros está na ausência de valores éticos, morais, cívicos e sociais, que podem integrar-se no conceito alargado de civismo. Ambição, endeusamento do dinheiro foram além dos limites do possível, graças à indiferença do poder controlador do Estado.

Viveu-se de ilusões e ingenuidades. Agora que surgiu um remendo heterodoxo com governos capitalistas defensores da economia de mercado, a intervir nessa mesma economia, com o dinheiro dos contribuintes, como se fosse dirigida pelo Estado Central. Um sinal de viragem nas ideologias de economia política?

Deu como resultado imediato: a alteração da ilusão dos agentes económicos mais ligados à finança. E ela ficou visível na subida das bolsas ontem, 13, e que o PSI 20 subiu 10,2% e hoje subiu, mas muito menos, 4,46%. É a especulação, ávida de dinheiro fácil a seguir as suas tradições. E quem comprou e originou tais subidas, venderá amanhã para realizar as mais valias de que se alimenta, e a bolsa cairá. Se não for amanhã, será nos próximos dias. E a ficção continuará, indiferente aos receios que sentiu nas últimas semanas.

Mas, infelizmente, não há sinais de uma análise séria das causas do fenómeno, não surgem poderes fortes decididos a introduzir nas finanças mundiais alterações que criem uma nova gestão financeira ajustada às condições da globalização e que garanta segurança impeditiva de crises frequentes e graves. É preciso muito saber e muita coragem porque os viciados no sistema actual hão-de lutar para impedir alterar aquilo que lhes deu fortuna, hão-de evitar que lhes matem a galinha dos ovos de ouro. Mas, se tais alterações não forem incrementadas, os ricos serão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres até que surja a «revolta dos escravos».

Por isso, não se pode dizer que a crise está vencida, mas apenas, com muito optimismo, poderemos concordar com o título de notícia do JN de que o «Socorro à banca deixa a crise em suspenso», apenas em suspenso e por tempo não definido.

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10 de Outubro de 2008

Disciplina de voto, deputados a mais?

Em poucos minutos a olhar para o pequeno ecrã, ouvi opiniões opostas sobre a disciplina de voto na Assembleia da República.

A ideia que ficou é que um deputado é um número, uma fracção (como nos condomínios), uma parcela de um conjunto despersonalizado. Nestas condições, a AR não precisa de tantos deputados, bastando-lhe um por cada partido, tal como se passa nas assembleias de condóminos em que, segundo o número 2 do artigo 1430.º do Código Civil, «cada condómino tem na assembleia tantos votos quantas as unidades inteiras que couberem na percentagem ou permilagem a que o artigo 1418.º se refere».

O único representante de um partido teria os votos correspondentes aos resultados eleitorais. Mas atendendo a que esse representante poderia adoecer com gripe ou virose, ou poderia ter de ir espairecer em visita «oficial» ao estrangeiro, deveria ter um ou dois substitutos o que equivaleria a haver na AR um total inferior a duas dezenas de deputados.

Com tal solução, Portugal poupava considerável quantia do erário, evitavam-se diploma legais sem o mínimo interesse prático e eficiência, como, por exemplo, a inútil lei das armas e as sucessivas alterações ao código da estrada que não reduziram significativamente os acidentes mortais. E poupavam-se as discussões pouco edificantes sobre a disciplina de voto.

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9 de Outubro de 2008

A crise financeira devia servir de lição, mas…

A vida passa-se entre duas bermas: o amor ou o cantar de um lado e o medo ou o chorar do outro, sendo da preferência de toda a gente viver mais próximo do amor e do cantar e o mais afastado possível do medo e do chorar. Mas a ambição, a imprudência, a insensatez, os erros sucessivos na busca de mais lucros, contrariando as boas normas, levam a desprezar os sãos princípios e os valores, morais, éticos e sociais e, em consequência, a descambar para o medo e agressividade que dele resulta e o choro devido às más consequências de decisões tomadas com o fito apenas no curto prazo sem pensar no que resultaria num futuro mais afastado.

As crises têm o condão de abrir os olhos a muitos dorminhocos e fazê-los pensar mais maduramente antes de decidirem, assim eles queiram aprender as lições. A actual crise está a ter bons efeitos nuns poucos indivíduos que sabem aprender com a experiência, mas infelizmente são raros.

Foi aqui mostrada uma explicação dos mecanismos que conduziram ao avolumar de uma bolha de lucros sem bases sólidas que, depois de muito dilatada, rebentou levando à falência várias instituições financeiras se não tivessem sido socorridas em força pelos dinheiros públicos, dos contribuintes. Depois, num outro post, em que se apresentavam exemplos da venalidade dos responsáveis e da falta de valores essenciais para a vida em sociedade, defendia-se que a crise podia ter sido evitada ou, no mínimo, reduzidas as suas consequências se tais valores fossem respeitados escrupulosamente.

Mas, o homem desliza facilmente nos maus meandros do vício e tem muita dificuldade em arrepiar caminho. Há exemplos muito degradantes que evidenciam a total ausência de vergonha em pessoas com alta responsabilidade e de quem se espera um procedimento sensato e lógico. São surpresas vindas do animal humano, de que é exemplo o caso referido no seguinte artigo do DN que a seguir se transcreve.

Há sempre alguém que diz não!
Ferreira Fernandes

A seguradora AIG já era famosa quando andava sob o pescoço de Cristiano Ronaldo, na camisola do Manchester. Mas famosa mesmo, mesmo, foi quando os americanos passaram a andar com a AIG ao pescoço. Esganados. Ela falira e não fosse sugarem-se os dinheiros públicos (85 mil milhões de dólares) a empresa fechava. Não fechar é bom e o que é bom festeja-se. Alguns executivos da AIG foram para um luxuoso hotel de Monarch Beach, Califórnia, com factura final de 300 mil euros, entre diárias, almoços e pedicura. Tudo pago pela empresa que, já vimos, era paga pelos contribuintes. Evidentemente, os invejosos do costume foram aos arames - na Câmara dos Representantes, alguns dos eleitos que ainda há pouco tinham votado o resgate da AIG indignaram-se com o abuso. É verdade que aqueles executivos, em superficial análise, parecem não merecer prémio algum, quanto mais pedicura. Como se fosse fácil lidar com a consciência. Esta é aquela voz interior que nos diz que alguém está olhando. Sem poderem usufruir dos luxos com merecida tranquilidade, aqueles executivos estavam, no entanto, a dar-nos uma esperança: a crise não é geral.

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6 de Outubro de 2008

Não mexem uma palha?

O mundo está a atravessar uma fase de crise financeira sem precedentes, de tal gravidade que há reputados especialistas a alertar para a iminência de um afundamento global do sistema financeiro. Face a esta situação de extrema gravidade, que envolve biliões de seres humanos em todo o planeta, são já inúmeros os governos que tomam medidas para travar este processo, inclusivamente contestanto, na prática, os seus próprios princípios neoliberais, nomeadamente o de que na economia não se mexe.

O governo português é tão, tão neoliberal que ainda nem mexeu uma palha. Propostas de medidas para intervir nesta crise não têm faltado, vindas de todos os sectores politico-ideológicos. Como anarquista, não consigo deixar de chamar a atenção para a ironia de que, combatendo eu próprio o poder e o Estado, esteja a apontar baterias contra eles por não mexerem uma palha, como se a sua existência fosse imprescindível. Neste momento, é! Afinal, o Estado existe para cumprir determinadas funções, não é verdade? E, então, pergunto-me: o governo PS não devia agir, como o fazem os outros governos do mundo?

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2 de Outubro de 2008

Punição da Corrupção, Mas Só a dos Outros

O Governo atirou-se aos vigaristas que manipulam e tentam manipular os mercados financeiros agravando as penas entre outras medidas.

Muito bem para este tipo de crimes financeiros. Então e os outros crimes financeiros? Para quando as medidas anti-corrupção para os manipuladores da corja das famílias mafiosas políticas que roubam o tesouro nacional (o nosso dinheiro – que nos roubam directamente) descarada e ultrajantemente, aplicando os frutos dos roubos em reformas milionárias de autênticos merdosos cujo único mérito é o de merecerem o desprezo nacional devido ao seu comportamento como biltres políticos? Então e o crime financeiro político de entregar lugares de chefia a corruptos que ganham o dinheiro dos competentes apenas pelo mérito de serem infames e ordinários parasitas pertencentes a famílias da máfia política?

Que governo é este que se diz socialista e não cessa de continuar a fazer aumentar as diferenças sociais, já há muito as maiores da Europa, dando umas migalhas de €300/mês aos que morrem de fome para não morrerem já, mas mais tarde, quando eles tiverem saído? Deprimentes blasfemos, como o Portas, ainda gozam a população, clamando por mais polícias em lugar de políticas que acabem com a pobreza ou que, pelo menos a diminuem. Já alguma vez se ouviu o Portas no Parlamento a clamar por políticas contra a pobreza, para diminuir o desnivelamento social ou outras políticas sociais?

É sempre o mesmo, «a carroça à frente dos bois», como com a política de transportes, de pontes em lugares desnecessários e a faltarem noutros; o eléctrico do Porto, a que chamam metro (cidades europeias têm eléctricos maiores que o metro do Porto, a aumentar justificadamente, mas deixando a metrópole do país com menos quilómetros de linhas e menos linhas. A máfia não tem capacidade mental para resolver os problemas nacionais, mas esperteza saloia de vigaristas nojentos para roubar a população, nisso demonstram mestria de elevado grau.

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28 de Setembro de 2008

Mudanças nas últimas três décadas

Texto de autor desconhecido, recebido num anexo em pps de e-mail enviado por pessoa de confiança. Um conjunto de questões muito pertinentes, acerca das alterações na vida dos portugueses, nas últimas três décadas. Uma oportunidade para meditação com o fito de descortinar uma via para melhorar o comportamento de cada um e, em consequência, a sociedade.

30 anos depois...

Fui criada com princípios morais comuns a toda a gente. Sonhei com a liberdade e a justiça social…
Pela mão dos meus pais, professores, avós, tios e vizinhos percebi que a Justiça estava ao serviço das Vítimas e da Comunidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, do “papão”, de filmes de terror e da polícia política.
Hoje temo a Justiça, os pedófilos, os terroristas, os compadrios políticos, os fiscais da repartição de finanças…
Justiça para gáudios processuais de advogados de luxo?
Liberdade ou libertinagem?
Garantias de defesa, ou evitar que se faça Justiça?
Julgamento da Casa Pia em Tribunal, ou decidido nos telejornais e por mensagens de telemóvel a 20 cêntimos?
Negociar com terroristas em nome da paz ou dizer BASTA! Aos cobardes e anafados da política?
Diálogo e tolerância para criminosos e deveres ilimitados para cidadãos pacíficos e honestos?
Amnistiar os que devem ao fisco e suspeitar permanentemente de quem paga os seus impostos, será esse o nosso futuro?

O que aconteceu com Portugal?
Que valores temos nós hoje?
Que eleições temos nós?
Você sabe quem é o 7º candidato da lista do Partido em quem você vai votar nas próximas eleições?
De que me serve um aumento de 3 Euros na minha pensão?
Porque é que as disparidades sociais nunca foram tão gritantes como hoje o são?
Você sabia que em 23 de Abril de 2004 CDS, PSD e PS fizeram uma revisão Constitucional que submete a Constituição Portuguesa A QUALQUER Constituição Europeia que venha a ser aprovada em Bruxelas?
Que eles não foram capazes de alterar as Leis eleitorais só para continuarem a eleger-se a eles próprios?
Que 25 de Abril é este que fomos comemorar?

Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado, sem sentir medo?
Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz, a minha Liberdade.
Quero de volta a Lei e a Ordem.
Quero liberdade com segurança!
Quero tirar as grades da minha janela.
Quero políticas, não quero hipócritas!
Quero sentar-me na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão.
Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e os olhos nos olhos.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a esperança, a alegria.

Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
Quero discordar do absurdo e da mentira em que vivemos.

Utopia? Não...
...se você e eu fizermos a nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas…
...se você e eu fizermos a nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas…
Comece! Divulgue este texto a todos os amigos e conhecidos!

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19 de Setembro de 2008

Cotação de mercado de combustíveis

Na sequência do post «Combustíveis. Gostava de ser esclarecido» deparei com o seguinte artigo da SIC Online, de ontem, que vem lançar alguma luz sobre a exploração dos consumidores pelas gasolineiras.

Gasolineiras cobram mais 5 cêntimos do que deviam

A SIC analisou as cotações de mercado que as gasolineiras dizem usar para definir os preços de venda ao público e descobriu que os consumidores estão a pagar pelo menos mais cinco cêntimos acima dos praticados quando, no primeiro semestre do ano, a gasolina e o gasóleo refinados estavam a preços iguais aos da semana passada.

Preço dos combustíveis. Gasolineiras não descem preços ao mesmo ritmo da descida das cotações de mercado

Lucros das gasolineiras: 1 milhão e 50 mil euros por dia

As gasolineiras garantem que os preços de venda ao público não resultam directamente do preço do barril de petróleo, mas das cotações no mercado europeu de produtos refinados - o chamado Platt´z.

Dizem também que o impacto chega aos postos de abastecimento portugueses uma semana depois.

Isto significa que, o preço do combustível que esta semana está a ser vendido ao público é uma consequência das cotações no mercado de Platt´z na semana passada.
Para avaliar o comportamento das gasolineiras, basta usar os argumentos das gasolineiras e ver quando é que as cotações no mercado de Platt´z estavam iguais à semana passada.

Em relação ao gasóleo refinado, na semana passada estava com uma cotação igual à praticada no fim de Fevereiro, que permitiu que uma semana depois o preço médio de venda ao público fosse de 1 euro e 23 cêntimos.
Mas agora tem estado a ser vendido ao preço médio arredondado de 1 euro e 31cêntimos, quase oito cêntimos mais caro, apesar de ter o mesmo valor de mercado.

Para a gasolina sem chumbo 95 é quase a mesma coisa.
Na semana passada estava no mercado de refinados ao mesmo preço da segunda semana de Abril.
Nessa altura, foi vendida a 1 euro e 40 cêntimos por litro. Mas agora os consumidores têm de pagar mais quase 6 cêntimos.

As gasolineiras argumentam que o preço não pode ser igual porque o dólar está mais caro.
E é verdade. A SIC fez as contas, conferiu com especialistas e pode garantir que o impacto da valorização do dólar aumenta o preço de venda ao público da gasolina e do gasóleo em cerca de um cêntimo.

O que quer dizer que as gasolineiras estão agora a ganhar pelo menos mais cinco cêntimos por litro na gasolina e quase seis cêntimos por litro no gasóleo.

NOTA: parece que não está a haver verdade, sinceridade, lisura, da parte das gasolineiras. Quanto às autoridades que deviam defender os interesses dos portugueses, não se vê capacidade ou vontade de actuar.

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6 de Setembro de 2008

Novas armas com atraso

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, presidiu ontem, em Belas, Sintra, a uma cerimónia de entrega simbólica de 8750 armas modelo Glock, 9 milímetros, à PSP e à GNR.

Segundo o DN, «essas armas fazem parte de um grupo de 42 mil armas que faseadamente deverão ser entregues às forças de segurança. Deveriam ter sido entregues no ano passado, mas a necessidade de verificação de todos os requisitos de segurança fez com que só agora fossem entregues.»

Consta que ao fazerem o contrato de aquisição foi esquecida a encomenda dos respectivos coldres, o que atrasou a entrega oficial de cerca de um ano. Parece que ninguém foi responsabilizado pela falha, porque errar é humano, quando o erro ocorre em certos meios. Mas o facto é suficientemente grave para que em vez do gáudio desta cerimónia, a entrega devesse ter sido feita em gabinete com a presença de um ou dois pares de notáveis.

Pessoas mais ou menos atentas e que relacionam os factos, poderão aventar a hipótese de que, possivelmente, se a entrega das armas tivesse ocorrido há um ano, a eficácia das Forças de Segurança teria melhorado e evitado o aumento da criminalidade violenta em que se inseriu a onda a que se assistiu em Agosto.

Também se a lei das armas tivesse sido a mais adequada às realidades e se o seu cumprimento tivesse sido mais fiscalizado, aquela onda poderia ter sido menos alterosa e passaria despercebida. Hipótese semelhante se pode esboçar quanto ao Código Penal e Código do Processo Penal. Parece haver muita decisão importante que não foi encarada com a devida seriedade e que foi assinada sobre o joelho.

Com tais falhas que revelam deficiente dedicação aos interesses nacionais. Com a falta de responsabilização de quem erra, com a ausência de planos a longo prazo e linhas de conduta bem definidas, e com as palavras de ocasião, falsamente optimistas para enganar os incautos, não surgem motivos de esperança para um futuro melhor para os portugueses.

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3 de Setembro de 2008

As prioridades do Governo

Gostaria de transcrever, por cópia digital o seguinte artigo, mas não consegui ter acesso, pelo que vai aqui um trabalho de teclado, letra a letra. Mas o artigo de José Júdice, no jornal gratuito Metro de hoje merece o esforço. Uma redacção em estilo queirosiano que dá gosto.

Parafuso a Menos

Cada um sabe de si, é uma advertência que tenho de fazer aos leitores antes que me chamem louco ou inconsciente por acreditar que o Governo zela pela nossa segurança. A verdade é que desde meados de Agosto me sinto muito mais confiante, mais seguro e tranquilo em relação ao futuro da pátria, da União Europeia, do mundo e da civilização – e num plano mais egoísta, de mim mesmo – com a publicação pelo Governo de uma Declaração de Rectificação a uma portaria de Junho passado corrigindo o tamanho dos parafusos com que devem ser afixadas nas paredes as placas identificativas dos estabelecimentos comerciais.

Assinada pela directora do Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros, evidenciando que a gravidade do assunto chegou ao «staff» do próprio primeiro-ministro, fica determinado que as placas devem ser presas às paredes «através de parafusos de aço inox em cada canto, com oito milímetros de diâmetro e 90 milímetros de comprimento» e não, como anteriormente determinava a ignóbil portaria de Junho, num erro inadmissível ou num lapso inconsciente que punha em causa talvez não a segurança de pessoas e bens, mas certamente a segurança das placas, com parafusos de 60 milímetros de comprimento. Se aconteceu, não veio nos jornais. Será que caiu algum parafuso no «staff» da Presidência do Conselho de Ministros? É possível, mas o silêncio da oposição, que aproveitaria sem duvida essa oportunidade, não esclarece. Seja o que for, o Governo zela por nós e pela nossa segurança.

Ao aumento da criminalidade, o Governo responde com o aumento do tamanho do parafuso. À diminuição do PIB, manda quem deve que se aumente 50 por cento o comprimento do parafuso para estimular a nossa indústria. Ao desemprego, à incerteza, à insegurança, ao endividamento das famílias, ao preço do petróleo, ao aquecimento global, à corrupção e evasão fiscal, o Governo responde certamente o melhor que pode e sabe, aumentando o número de polícias na rua, de fiscais nas bombas de gasolina e nas Finanças, de assistentes sociais nas famílias carenciadas e o tamanho do parafuso. Era uma medida que se impunha. Há por aí muita gente a quem já falta um.

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2 de Setembro de 2008

Governo responde à insegurança?

Os portugueses assistiram através de todos os meios da Comunicação Social (e muitos viram com os seus olhos e sentiram na própria pele) à sucessão de crimes violentos que em Agosto criou um sentimento de insegurança generalizado.

O primeiro-ministro José Sócrates, segundo a notícia Segurança: Sócrates diz que Governo respondeu à situação , refutou as críticas ao seu silêncio e disse que «o Governo respondeu à situação», e sublinhou que «o que se impunha é que se agisse, muito mais do que se falasse». E disse que o povo fora informado pelo MAI, mas este apenas procurou ocultar dos cidadãos realidades que eram demasiado conhecidas e preocupantes, só mudando de atitude depois das palavras do PR.

Estas palavras do PM são sábias, politicamente correctas, as esperadas pela população. Mas convém provar a comida antes de a ingerir descontraidamente. Convém pensar qual o verdadeiro conteúdo dessa resposta do Governo? Para um cidadão vulgar, longe dos «mentideros» da política, poderemos encontrar três conteúdos da resposta.

O primeiro aspecto da resposta, a nomeação de um superpolícia, coordenador de todas as instituições com funções de investigação de segurança, parece não constituir resposta porque é um cozinhado que já estava em lume brando há mais de meio ano e veio levantar vários gritos de alarme a chamar a atenção para os inconvenientes de tal solução. Não é por acaso que Alegre critica concentração de poderes policiais, alertando para riscos de governamentalização da investigação criminal que "poderá pôr em causa o princípio constitucional da separação de poderes". Segundo ele "trata-se de uma solução que suscita preocupações numa área tão crucial como a dos direitos, liberdades e garantias".

Os jornais continuam a chamar a atenção para o desconforto dos juízes, os agentes mais especializados e credíveis do funcionamento da Justiça e do reforço da segurança, como se pode ver nos artigos Uma guerra surda por causa das leis penais e < Juízes querem preventiva mais clara nas leis penais.

E estes alertas dos juízes, resulta bem claro na notícia que diz que Traficante de armas ficou em liberdade caso que, como muitos outros, anula o esforço dos agentes das Forças de Segurança e reduz a sua motivação para correr riscos de vida ao deter criminosos, armados e violentos.

Quanto à nova estrutura superior da Segurança Interna, recordo-me da noção, aprendida há várias dezenas de anos, de que em organização tudo deve ser simples de modo a ser fácil traduzir a estrutura num organigrama de linhas verticais e horizontais, em que uma posição depende hierarquicamente apenas de outra, isto é, cada pessoa tem apenas um chefe de quem recebe ordens e a quem presta contas.

Por isso parece-me confusa a criação de mais uma entidade na já complexa estrutura da segurança. As Forças de Segurança dependem do MAI, a PJ e os tribunais dependem do MJ, as Forças Armadas (eventualmente com funções de segurança) dependem do MDN. Até aqui, a confusão é relativamente controlável com um bom sistema de ligação entre os ministérios e, por sua delegação, entre as instituições com informação, oportuna às respectivas tutelas.

Mas, entretanto, foram criados o Gabinete Coordenador de Segurança (GCS) e o Observatório de Segurança, que devem sentir imensas dificuldades no exercício das suas actividades, sem definição de dependência e sem clareza na sua autoridade e no efeito dos seus relatórios. A solução mais adequada teria sido classificá-los como órgãos de apoio e de consulta ao serviço do Chefe do Governo ou mesmo do PR, aos quais relatariam as suas observações sobre os diferentes aspectos da segurança, e esses relatos serviriam de base aos seus chefes (PM, ou PR através do PM) para alertarem os ministros respectivos para os problemas existentes e a necessidade de adoptar as medidas por eles consideradas convenientes. Não haveria atropelos de hierarquia, nem promiscuidades de ingerências menos respeitosas.

Presentemente, para maior confusão, surge um Secretário-geral da Segurança Interna, com uma posição mal definida. Depende do PM mas tem acção sobre quem? Se tiver acção sobre as FS está a colocar em curto-circuito o MAI, se se imiscuir no SIED está a curto-circuitar o MDN, se meter o nariz na PJ está a desconsiderar o MJ. Se estas instituições lhe obedecerem estão a cometer uma falta grave perante a respectiva tutela. Como reagirão estas instituições se receberem ordens, directivas ou sugestões contraditórias da tutela e do SGSI? A quem devem obedecer? Quem tem o direito de lhes puxar as orelhas se falham? Isto põe em risco o sábio princípio de cada elemento tem apenas um chefe de quem recebe ordens e a quem presta contas, a definição de um comando único

O Secretário-geral da Segurança Interna só pode funcionar se for considerado um órgão de apoio e de consulta do PM, com autoridade para observar em pormenor e por dentro o funcionamento das referidas instituições, relatar ao PM e propor-lhe recomendações que ele, se concordar, dirigirá aos respectivos ministros. Não se trata, por isso, de um superpolícia, não manda nas polícias, não desautoriza MAI, nem MDN, nem MJ. É apenas um órgão de «staff» do PM, para questões de segurança.

O segundo aspecto da resposta, a promessa do MAI de em fins de 2009 entrarem para os efectivos das polícias largas centenas de agentes não pode ser considerada uma solução para a onda de criminalidade actual, pode parecer uma solução para curto (a mais de um ano) prazo, mas torna-se altamente explosiva a médio prazo, pela escalada da violência e da repressão, coisa que era muito estudada na estratégia nuclear durante a guerra fria, cerceia a liberdade geral, mas deixa intactos os factores geradores da violência, que é a total ausência de valores cívicos e a injustiça social.

Quanto às polícias, o problema não está na quantidade, mas na qualidade e na forma como está organizada. Há muitos agentes sem a formação adequada e ocupados em funções administrativas e burocráticas, em vez de actuarem como agentes da ordem. Cerca de metade dos efectivos estão nos gabinetes e não saem para o cumprimento das missões de segurança. Outro factor é a má utilização dos equipamentos, em que a informática, do choque tecnológico, nem sequer permite uma boa utilização da informação obtida por todas as polícias para criar sinergias e multiplicar o resultado do trabalho realizado por qualquer delas. Basta ler os jornais para detectar o amadorismo da organização e do funcionamento, apesar de o MAI ter descido ao papel de chefe de esquadra a ensinar como se faz uma escala de serviço!
Mas, além do que vem ao conhecimento público, haverá muitas mais deficiências, coisa que se espera seja melhorada pelo futuro Superpolícia!

O terceiro aspecto da resposta poderá ter sido uma discreta alusão à intensa actividade de rusgas e outras operações dos dias mais recentes que resultaram em apreensões de droga, armas, explosivos, e detenção de muita gente. Mas quanto a isso, há que estar atento. Pode perguntar-se, se as polícias têm capacidade para tal actividade, porque razão não a têm desenvolvido com regularidade para evitar o agravamento vivido no recente mês? Até parece que toda esta azáfama foi desenvolvida porque os ‘maus’ distraíram-se a assaltaram o escritório do advogado do deputado porta-voz do PS, Vitalino Canas. E, tendo tocado num politico do partido do Governo, as forças da segurança foram activadas, à semelhança do ocorrido no fim da primavera de 1983, quando as FP25 andavam a fazer tropelias de gravidade, mas nada se lhes opunha, até que mataram o administrados da Fábrica de Louças Sacavém, amigo do PM Mário Soares, altura em que foram desenvolvidos todos os esforços para meterem à sombra os elementos da organização.

Ou será que a azáfama dos dias recentes serviu apenas para que o discurso do PM tivesse argumento de força para provar que o seu silêncio foi uma táctica e que o importante foram as medidas. Depois desta meditação, embora feita ao correr do teclado, mantenho o ponto de interrogação do título.

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29 de Agosto de 2008

Mais autoritarismo ainda

Como anarquista, luto contra o poder instituído e contra o Estado, tendo em vista construir uma sociedade mais livre e democrática. Desta forma, não tenho hesitado em denunciar todas as artimanhas usadas pelo governo e diferentes órgãos de soberania, partidos políticos incluídos, no sentido de impedir a construção dessa sociedade por que anseio. O anarquismo bombista já teve a sua época. O anarquismo moderno, tal como o entendo, utiliza as armas dos conceitos e das ideias para fazer valer os seus pontos de vista. Esta é a minha forma de luta.

Vem esta introdução a propósito do facto de o Portas ter defendido ontem o recrutamento especial de 4000 efectivos para a GNR e PSP, a instalação de videovigilância nos “bairros problemáticos” e o cumprimento integral de penas nos crimes “mais graves” como formas de combater a criminalidade violenta. Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, para que possam ter uma ideia mais completa do contexto em que estas afirmações foram produzidas.

Finalmente, uma direita assumida! Porque o PSD tem andado, nesta matéria da criminalidade violenta, muito brando para com este governo de bloco central que, no fundo, gostaria de ser. Ora, o governo socialista não tem andado com meias-medidas no que diz respeito à segurança interna, reforçando o papel do Executivo em matérias que deveriam pertencer ao Judicial, como é já do conhecimento geral. E então, não é que vem a direita, ainda, exigir mais autoritarismo de um Estado que já dispõe dele em abundância? Esta manobra da direita mais não fará do que permitir ao Sócrates dizer o quão democráticos os socialistas são, afinal.

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Criminalidade violenta não é histeria

Acredito piamente que os portugueses nem todos somos estúpidos, mesmo os que não somos políticos, e custa deparar com quem usa da escrita nos jornais para defender os seus tutores ou outros interesses, tratando todos os leitores como inteiramente incapazes de pensar. No DN de hoje uma jornalista, usando o título «estado de histeria», a propósito da onda de criminalidade violenta, fala de «uma repercussão mediática desproporcionada. Em consonância, a classe política e a magistratura da nação vieram confirmar uma espécie de estado de sítio».

Deliro ao ver a ginástica que muitos políticos e afins obrigam os números a fazer, a fim de os utilizarem como argumentos para uma situação e a sua contrária. O general Leonel Carvalho responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança (GCS), com muito cuidado a medir as palavras para não desagradar ao Governo, a que a jornalista atrás citada é muito leal, revelou que a criminalidade em Portugal aumentou 10% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado. Afirmou «posso garantir que esse aumento não vai além dos 10 por cento e também em relação à criminalidade violenta e grave o que se espera é que seja 10 por cento».

Ora a jornalista considera este aumento uma ninharia que não justifica tal «repercussão mediática desproporcionada». É uma ninharia, porque são apenas 10%!!! Mas quando os trabalhadores pedem um aumento de mais 1% é uma coisa incomportável fora dos limites do bom senso. Quando o PIB, mesmo que seja passageiramente, num mês, em comparação com o do ano anterior, sobe 1%, é uma vitória merecedora de grandes parangonas e gordos discursos. Mas a subida de 10% da criminalidade violenta, que lesa os portugueses nas suas vidas e nos seus haveres, é apenas uma ninharia que não justifica uma «histeria». Francamente, senhora jornalista, não ofenda a nossa inteligência.

Só que apenas a jornalista lhe chama histeria. O Sr. Presidente da República, achou que havia motivo suficiente para acordar o Governo do seu silêncio acerca de tal onda. O responsável pelo Observatório de Segurança referiu-se de forma iniludível ao «aumento da criminalidade». O próprio Ministro da Presidência reconheceu que há «aumento da criminalidade violenta".

Segundo as notícias, sem aspecto de «histeria», no último mês e meio houve, em média, mais de um assalto por dia a agências bancárias. Nesse curto período houve 50 assaltos a agências bancárias. Desde o início de 2008, já se registaram 150 assaltos a bancos nacionais. Em 2007, por esta altura tinham ocorrido 136 assaltos. Afinal, onde está a histeria? E a criminalidade violenta não é apenas constituída por assaltos a bancos. Quer a senhora jornalista queira ou não, 10% (dez por cento) é um grande aumento, que seria muito desejável no PIB ou nos salários dos mais pobres, mas totalmente recusável na «criminalidade violenta».

Para nos mostrar que não passa de histeria, aponte os gabinetes de governantes que não são guardador pela polícia, os governantes que não andam com guarda-costas, colados a si, os governantes e seus colaboradores directos que se deslocam nos transportes públicos como qualquer cidadão. Não quero que lhes aconteça mal algum, mas se acontecer, não tenho dúvidas de que o combate à criminalidade violenta torna-se de imediato mais eficaz, desde a acção da Polícia até aos Tribunais.

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23 de Agosto de 2008

O Pacto Estado-Empresas

Nas palavras do Francisco Louçã, "o primeiro-ministro voltou de férias e escolheu, no primeiro dia do último ano do seu mandato, falar de desemprego e prometeu que agora sim, o seu governo quer resolver o problema, está empenhado, até tem uma solução". Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, para mais pormenores. E então, pergunto eu, que solução é que o Sócrates inventou desta vez para resolver este tão grave problema do desemprego?

O Sócrates foi apresentar o grande projecto da PT, um enorme"call-center" localizado em Santo Tirso, que irá criar 1200 novos postos de trabalho. Só que estes novos trabalhadores serão submetidos ao tristemente conhecido sistema de trabalho precário. Os contratos serão celebrados por uma empresa de trabalho precário da própria PT, que contrata o trabalhador por um prazo certo, sem garantias de carreira.

Já que temos um "governo", seria importante que este governasse de acordo com o que seria lógico esperar dele: a imposição ao mercado de regras. Pelo contrário, aquilo a que continuamos a assistir é a um pacto Estado-empresas, no qual o factor trabalhador ou o factor cidadão foram deliberadamente excluídos. No seu regresso de férias, o Sócrates e o seu governo vêm mais ferozmente neoliberais do que nunca.

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Dignidade de ministros

Perante notícias de hoje, quero deixar aqui bem clara a minha manifestação de muito respeito pela dignidade e honestidade da decisão de dois ministros, não há muitos anos, que, para não lesarem a imagem do Governo, do partido e deles próprios, abandonaram as funções governativas.

António Vitorino e Jorge Coelho merecem toda a nossa consideração e apreço pela forma como resolveram deixar os seus cargos de ministros. Tais atitudes, que lá fora são frequentes, não podem aqui ser esquecidas porque, pela sua raridade, constituem exemplos de dignidade na vida política nacional, principalmente, como depois se demonstrou, porque nada lhes afectaria pessoalmente a sua seriedade e dedicação.

A contrastar com tais exemplos de puro sentido de Estado, vemos um ministro a dizer que não tem que se demitir apesar da onda de criminalidade que ele reconhece e que apavora toda a população que não vive rodeada de seguranças pessoais, assim como confessa com naturalidade que, quase dois meses depois de terminado o último semestre, ainda não tem números sobre a criminalidade desse período. Também, foi um mau exemplo um ministro substituir no mesmo minuto o seu discurso do «jamé» e do deserto, pelo de apoio ao Alcochete. Outra imagem típica foi ver um ministro em apoio da obras de um autódromo privado como se o aumento do óxido de carbono, o maior consumo de combustível e desgaste de carros importados fosse um dos mais importantes eventos económicos para melhorar o futuro dos portugueses menos favorecidos pela sorte. E, como isto não bastasse, apareceu no dia seguinte a prestar homenagem a uma actriz francesa que visitou umas minas no Algarve, outro facto muito relevante para as funções que jurou desempenhar com lealdade! Não terá nada mais útil para o País em que ocupar o tempo?

Por isso, a minha grande admiração pelos dois ex-ministros que evidenciaram uma dignidade raríssima no meio politico do nosso País. Se alguém conhecer outros casos merecedores de realce, não deixe de aqui os tornar públicos em comentários.

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17 de Agosto de 2008

Mercado do Bom Sucesso

O título deste post talvez devesse ser «País do mau senso», mas evitei-o porque o senso não justifica o adjectivo mau. Pura e simplesmente, parece que não o há. A notícia diz que o mercado vai encerrar segunda-feira por ordem da ASAE por motivo de deficiências de higiene. O vereador respectivo notificou os comerciantes e, em conferência de imprensa, criticou a falta de senso da ASAE que «anda a matar moscas com mísseis nucleares em vez de actuar com sensatez».

Reagindo às críticas do vereador das Actividades Económicas da Câmara do Porto, o presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), António Nunes, explicou, em declarações à Lusa, que «a notificação enviada à autarquia diz apenas respeito ao encerramento das bancas do peixe».

O vereador das Actividades Económicas da Câmara do Porto, Manuel Sampaio Pimentel, pormenorizou que houve duas notificações diferentes: uma datada de quinta-feira (14), ordenando a suspensão imediata da actividade de todo o mercado, e outra, anterior, determinando apenas o encerramento da actividade de venda de pescado.

Por seu lado, o presidente da ASAE esclareceu à Lusa que, da fiscalização realizada a 18 de Julho no mercado do Bom Sucesso, resultaram uma notificação para o encerramento da actividade de venda de peixe e um relatório auxiliar indicando as intervenções que devem ser feitas em todo o edifício. Adiantou que, «perante estes dois documentos - notificação e relatório -, o que realmente vale é a notificação». O resto do mercado, afirmou, necessita de obras de beneficiação, mas sem ser necessária a suspensão da actividade uma vez que «não põe em risco a saúde pública».

António Nunes afirmou ainda que a fiscalização realizada contou com a presença de elementos da autarquia tendo ficado esclarecido na altura a necessidade de haver intervenção nas bancas de peixe, por motivos de condições de higiene, e que por isso seria necessário o encerramento da venda de pescado. Insistiu que, se a autarquia tinha dúvidas, deveria ter contactado os serviços da ASAE para esclarecimentos não vendo motivo para a convocação de uma conferência de imprensa.

Entretanto, 162 comerciantes que ali exercem as suas actividades estão como o louco no meio da ponte, sem saberem o que vão fazer.

Estas contradições evidenciam falta de senso, incapacidade de diálogo e dificuldade de comunicação. Esta dificuldade é mais generalizada do que seria desejável e vai desde a feitura das leis até à simples carta a utente de um serviço. Muitíssimas pessoas ficam satisfeitas por terem escrito algo, seja lei, discurso, ou carta, sem procurarem saber se a mensagem vai expressa em termos perceptíveis para o respectivo destinatário. No caso de este não conseguir retirar do texto a mensagem que se lhe destinava, a comunicação é nula e até pode ser contraproducente.

Falta às pessoas a humildade de se colocarem no corpo do leitor final e tentarem perceber a leitura e interpretação que este fará do papel. Parece que aqui pode ter havido essa deficiência e, também o vereador não teve a clarividência de, ao detectar algo que lhe parecia ser uma contradição, pegar no telefone e pedir ou exigir esclarecimento, antes de comunicar aos comerciantes uma ideia provavelmente errada.

O facto de a ASAE já ter tomado muitas decisões desagradáveis para os seus destinatários, não significa que um autarca, antes de se esclarecer, se arrisque a expor-se numa conferência de imprensa, sem ter a certeza da correcção da sua posição.

Será que estamos num País sem senso, e portanto sem sucesso? Os nossos eleitos, a todos os níveis, merecem a nossa confiança? Os eleitores ao votarem, escolhem mesmo pessoas sérias e competentes que merecem o voto? O voto numa lista dá-lhe garantias de veracidade?

Links para três notícias sobre o caso:

- Mercado do Bom Sucesso fecha por falta de condições higiénicas
- ASAE: Mercado Bom Sucesso aberto mas com venda peixe suspensa
- Porto: Mercado Bom Sucesso encerrado a partir de 2.ª feira

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12 de Agosto de 2008

Pobreza ‘playstation’

Todo o ser humano tem direito à vida, o que significa que o Estado deve apoiar adequadamente os mais carentes - idosos, crianças, deficientes – sem capacidade de se bastarem. Mas isso não quer dizer que os que trabalham tenham que suportar com o fruto do seu suor aqueles que por vontade ou incompetência queiram viver bem, sem nada fazer de útil. A denominada pobreza ‘playstation’ não deve ser objectivo da caridade pública, rodeando-se das últimas novidades tecnológicas à custa daqueles que delas têm de privar-se para poderem pagar os impostos de que os tais «pobres» irão beneficiar escandalosamente.

O artigo de opinião de