Deparo muitas vezes com frases começando «os portugueses são… » e segue-se a referência a defeitos mais ou menos generalizados. Quando isso me aparece em e-mails ou em comentários respondo sempre «Não diga os portugueses são, diga nós portugueses somos». Assuma-se nesse momento como português que é e, se acha que há algo que, por não estar bem, necessita ser melhorado, faça o que puder, mesmo que lhe pareça muito pouco ou insignificante, porque é o somatório dos actos de cada um que faz a característica geral. Uma bonita tela é elaborada por milhares de pequenas pinceladas por toda ela sem descurar o mais escondido milímetro quadrado da sua superfície.
Vem isto a propósito da frase de Leon Tolstoi, "Se queres pintar o Universo, começa por pintar a tua Aldeia" que o meu amigo Joaquim Evónio utiliza na entrada da Varanda das Estrelícias, um blog de características invulgares a quem a comunidade lusófona muito deve.
Antes de procurarmos o cisco no olho do vizinho devemos retirar o argueiro do nosso. Devemos dar prioridade á qualidade para podermos conceder suporte de exemplo às nossas palavras e não nos limitarmos, como muitos políticos a falar de «tentativa de decapitação do Governo», «assassinato político». «homicídio de personalidade», etc, etc. apenas para obscurecer a capacidade de raciocínio e de discernimento das claques afectas ao seu partido inserido num campeonato em que nada mais conta do que a taça das próximas eleições.
É preciso, com determinação persistente e amor a Portugal, cada cidadão procure começar por limpar a sua testada, «pintar a sua rua», para em consequência resultar o Mundo todo limpo, todo pintado. Nós portugueses somos descuidados, desleixados, indiferentes, mas temos que individualmente e depois em grupo, ser interessados, esclarecidos, conviventes, participativos, colaborantes em tarefas positivas, construtivas, visando o bem comum, o engrandecimento de Portugal para melhoria da vida de todos nós
| Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it. |
23 de Novembro de 2009
Nós portugueses somos…
Autor:
A. João Soares
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11:04
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Tópicos: Cidadania, Democracia, participação
12 de Novembro de 2009
Bancos com lucros de milhões
Apesar da crise FINANCEIRA global, em Portugal os Bancos lucraram 1403 milhões até Setembro. Isto foi conseguido com redução de custos e oneração de clientes.
À cabeça, o Santander Totta foi o banco que obteve lucros mais elevados, ascendendo estes a 399,3 milhões de euros (mais 0,3% que no período homólogo).
Mas, apesar disso, ainda querem mais lucros, pretendendo criar uma taxa para a utilização do cartão multibanco.
Já há mais de dois anos nos posts Cartão multibanco explora o cidadão e Banca cria lucros explorando os clientes se alertava para as manobras tendentes ao aumento de lucros à custa dos clientes.
O cartão Multibanco é um exemplo típico da face mais exploradora das técnicas de Marketing: primeiro «impingiram» o cartão aos clientes, quase os obrigando a aceitar, porque isso iria reduzir o pessoal de atendimento ao público (diminuição de pessoal igual a redução de custos); depois de as pessoas se habituarem às vantagens do cartão apareceu a anuidade e, entretanto, para dificultar a fuga para a alternativa do cheque, aumentaram o preço deste; agora que as pessoas já aceitam a anuidade como normal, querem a taxa de utilização. E fazem tudo isto baseados na memória curta das pessoas que esquecem que o cartão apareceu para benefício do banco ao reduzir o pessoal em serviço nas agências.
E enquanto os bancos se banqueteiam com lucros de muitos milhões, continua no País muita gente com fome, muitos que eram remediados vão à sopa dos pobres, envergonhadamente, para não morrerem por desnutrição.
Já que os políticos não encaram as dificuldades crescentes que desta forma são impostas ao povo (porque delas beneficiam como têm mostrado notícias da CGD, CCP, BPN, BPP, etc.), deve cada cidadão pensar serenamente como deixar de ser explorado de forma tão sistemática e sem escrúpulos, de forma tão imune e impune, no bom estilo dos parasitas mais sugadores.
Autor:
A. João Soares
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11:00
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Tópicos: bancos, multibanco
7 de Novembro de 2009
Corrupção. Será agora o combate?
A corrupção, usufruindo de impunidade, chegou a um grau que ultrapassou todos os limites imagináveis. O caso Face Oculta é, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, mais abrangente do que o Freeport, vai ser mais longo e a factura pode ser mais pesada para o partido do Governo. Enquanto o Freeport era um caso marcadamente personalizado e direccionado para uma figura do PS, o ‘Face Oculta’ envolve empresas públicas, antigos governantes e autarquias.
Fernando Ulrich, presidente do BPI, manifestou a sua preocupação pelo facto de as revelações sobre o processo 'Face Oculta', que por envolver várias empresas públicas, provocarem o "alastramento do clima de desconfiança nas pessoas e nas instituições ", prejudica toda a vida nacional. Em quem podemos confiar? Haverá alguém que mereça confiança? É urgente esclarecer o que se passou.
É urgente iniciar o combate a esta chaga social, sendo indispensável, segundo Fernando Negrão, começar por criminalizar o enriquecimento ilícito e fazer a inversão do ónus da prova. O País não suporta mais os casos de corrupção que se multiplicam. Os portugueses vão exigir legislação no combate à corrupção. Porém, há precauções a ter, pois as ingerências dos políticos na Justiça, condicionando erradamente o seu funcionamento, enfraquece-a e, por inerência, dificulta o combate à corrupção. Um executivo não pode dizer ao poder judicial como deve agir. Algo não está bem quando o partido rejeita as propostas dos partidos da Oposição e do próprio João Cravinho. Há que encarar seriamente a moldura penal do crime económico de modo a que possa ser aplicada a prisão preventiva como medida de coacção. É preciso reflectir sobre isso.
No entanto, é um bom sinal que na AR tenha havido consenso da oposição em bloco na necessidade de combater a corrupção e o enriquecimento ilícito, como foi manifestado por PSD, PCP e Bloco de Esquerda que vão apresentar projectos de lei, tendo o PCP já entregue o seu diploma.
Para efectuar um combate efectivo à corrupção, Manuel Alegre considerou que é preciso o "empenhamento de todos os poderes" do Estado. É sabido que está instalado na sociedade um sentimento de 'impunidade', o que exige, para o combate ser eficaz, que ninguém fique indiferente a este fenómeno. A urgência deste combate já ficou bem clara por João Cravinho e por Medina Carreira, mas o Governo manteve-se alheio.
Parece estarem reunidas condições para serem criadas medidas eficientes a fim de exterminar este cancro e de evitar que volte a aparecer. Para isso, importa que as vontades se concretizem em acções práticas, sem delongas nem subterfúgios que encubram pretextos de manter as fontes de enriquecimento ilícito através do tráfico de influências. Já aqui referi em posts casos de países em que têm sido condenados políticos , incluindo ex-presidentes do Estado. Há que ir além das intenções e das promessas.
Autor:
A. João Soares
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16:11
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Tópicos: Corrupção
30 de Outubro de 2009
PSD - Políticos Sensatos Desapareceram?
Neste espaço tenho procurado ter sempre em vista o interesse nacional e tudo o que o possa afectar positiva ou negativamente, evitando referir com pormenor casos concretos e isolados de interesses de partidos ou de pessoas. Focar palavras e actos com significado nacional, sem ferir minimamente pessoas, embora elas estejam por trás do pano de cena. Por outro lado, é frequente centrar a observação nos governantes por terem jurado cumprir com lealdade as suas funções, coisa que não é exigida à oposição, embora se espere dela que, com as suas críticas, sugestões e até com propostas formais, procure colaborar na melhor governação para benefício de Portugal.
Mas, neste momento, passa-se um facto já várias vezes, repetido no maior partido da oposição que, pelo seu significado e consequências no edifício partidário nacional, pelo seu enfraquecimento ou mesmo possível aniquilamento, pode acabar por lesar Portugal. Trata-se de uma força política que já foi um bloco unido e válido e que hoje, em vez de bloco basáltico, não passa de um monte de brita de granito, sem coesão, sem magnetismo que congregue todas as energias para o mesmo rumo. Tem falte de bússola. Nestes últimos anos o espectáculo tem sido degradante e os seus mentores ainda não aprenderam a lição.
Estão à procura de novo líder, sinal de mais uma confissão pública de que erraram na escolha que fizeram há bem pouco tempo. Mas esse erro já se tornou uma constante como referi, em 5 de Março de 2008, no post «Políticos ambiciosos e egoístas». Desde a saída de Durão Barroso, nenhum líder aqueceu o lugar. Santana Lopes foi afastado e foi eleito (supostamente o melhor!) Marques Mendes, mas pouco depois de se sentar na cadeira forças internas procuraram retirar-lhe o tapete. Não descansaram enquanto não o substituíram por Luís Filipe Menezes (supostamente desta vez escolheram o melhor!) que quase se não sentava na cadeira e a pouco tempo das legislativas, mandaram-no dar uma volta e elegeram (o que significa escolher o melhor!) Manuela Ferreira Leite que logo começou a ouvir palavras hostis dentro do partido numa altura em que este se devia mostrar de dureza e coesão basáltica, para enfrentar as eleições. O tal monte de brita não consegue tornar-se em bloco de rocha inquebrável!
Agora a fragmentação de opiniões e os interesses pessoais, egoístas, sem pensar no partido nem no País, manifesta-se com grande exuberância. De um lado há a manutenção dos vícios e manhas de que o partido, tal como toda a política nacional, enferma, querendo mais do mesmo e escolhendo um ex-líder que já passou pela provação de ter sido abatido depois de pouco tempo de cargo, quando foi substituído por Durão Barroso. De outro lado há um jovem bem intencionado, com vistas largas sem as manhas e os vícios da politiquice, sem ter ainda provado as tentações do enriquecimento ilícito e da corrupção, por isso com mais possibilidade para enfrentar os barões infecciosos que têm brincado às eleições internas para gozo pessoal e prejuízo do partido e do País.
Sem me prender com a cor de grupo do autor destas palavras “O PSD tem que olhar para a frente com esta perspectiva: se quer mais do mesmo e olhar para uma lógica de passado ou se quer apostar numa nova geração de ideias, de propostas e de pessoas”, julgo serem merecedoras de meditação e, por isso, as transcrevo.
Portugal precisa de substituir todos os políticos viciados no que de pior ameaça a nossa Democracia, como tem sido visto em vários processos judiciais mediáticos e operações de nomes sonantes. Para isso há que dar a vez a gente nova com mais capacidade para se orientar por escalas de valores éticos que têm sido ignorados, ou mesmo espezinhados torpemente.
Autor:
A. João Soares
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17:31
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16 de Outubro de 2009
Democracia à Portuguesa ou
A Antítese da Democracia
A confirmação de desentendimento entre os partidos para governarem o país, contrariamente ao que se passa nos países nórdicos, os mais democráticos, confirma e põe em evidência a ausência dos seus princípios democráticos, a má fé e a ganância na conquista dos tachos e direito ao roubo impune.
Estamos neste momento a assistir ao esforço do Sócrates em governar Portugal e as dificuldades encontradas de acordo com o parágrafo precedente.
O Sócrates foi talvez um dos piores primeiros-ministros no que respeita à arrogância que arvorou no seu governo anterior e consequentes decisões infundadas. Não é que outros não o tenham sido, todos têm sido arrogantes, só que uns disfarçam melhor que outros. Um dos exemplos mais funestos da sua arrogância é provavelmente a falta de diálogo com os professores, impondo regras desadequadas, enquanto requisitos mais importantes e aquilo por onde se devia ter começado foram descurados – o comportamento dos alunos e a qualidade do ensino para ser reconhecido pelos países avançados – passando a ser apenas uma ideia vaga. Outro exemplo foi a adopção dum inconcebível acordo sobre a língua portuguesa, em que tampouco houve uma única reunião com os escolásticos ou ditos mestres e sábios da língua.
Estes abusos da sua parte não significam que não esteja presentemente empenhado numa intenção de capacidade governativa dum estilo bem mais democrático que aquele que até agora prevaleceu em Portugal. A questão de estar honestamente (tanto quanto um político se possa considerar como honesto – honestidade, aqui, refere-se exclusivamente ao assunto em causa) empenhado numa governação democrática em lugar da fantochada do costume. Para sua conveniência? Provavelmente, mas que a realizar-se abre novos caminhos, regras e oportunidades muito mais democráticas para o país.
Tem sido este um ponto sempre defendido nestes blogs, sustentado por um grande número de posts e há anos “martelado” no Site da Mentira. Não se pode mudar de ideias apenas por relativa simpatia ou antipatia por quem agora as arvore. Quem quer que critique apenas por sistema ou fundamentalismo partidário (como com o futebol), sem jamais reconhecer o que estiver bem, não merece o mínimo crédito. É o que a Manela Leiteira fez e que em parte foi reconhecido pela população, pois que mesmo com o enorme descontentamento pelo governo, o seu partido perdeu em toda a linha em ambas as eleições. Disse ela e os seus acólitos que saíram vencedores, mas os números falam mais alto e contrariam-nos.
A possibilidade de que o Sócrates esteja honestamente (honestamente sempre no sentido citado) a optar por um sistema mais democrático e dos de mais alto interesse para o país – pois que diferentemente de outros só pode existir numa democracia – também não implica que de futuro não possa vir a cometer outros crimes políticos idênticos aos que já praticou.
Há, porém, que notar que os políticos portugueses são uma corja de vigaristas e ladrões (vigaristas por vigarizarem os eleitores, ladrões por roubarem o estado), oportunistas que apenas pensam em se servirem do estado para satisfazerem os seus interesses. Jamais eles governam no interesse nacional. Estejamos bem cientes da realidade. As provas são infinitas e conhecidas de todos, começando pelo assalto aos postos da administração pública, a todos os níveis, pela escória de parasitas, militantes e amigos, grandes e pequenos, a cada mudança de partido no governo.
Os políticos portugueses são demasiado animalescos, vis e ladrões, interesseiros e falsos para estarem preparados para o tipo de governação aqui em causa. Não têm formação democrática, mas de ladrões e de vigaristas. Não se interessam pela defesa dos interesses nacionais por estes não corresponderem aos seus. Pelo seu comportamento, por muito que isto se repita nunca é de mais. Os partidos assaltam literalmente os governos para roubarem o estado, único interesse e alvo dos políticos.
Nestas condições não se podem fazer muitas ilusões sobre o que se deve passar num futuro próximo se o povo não correr com eles, a bem ou a mal. De lembrar que coligações com partidos que adoptam leis anti-sociais não podem interessar, ainda menos nesta altura.
Já ouvimos dizer que em lugar de colaborar no governo preferem fazer uma «oposição responsável». Para quem não emprenhe pelos ouvidos isto é uma confissão de declaração de guerra. «Os portugueses que se lixem, o que queremos é reconquistar os tachos.» Dificilmente estas declarações poderiam ser mais claras.
Outro disse que «se um governo propõe coligações com todos os partidos com ideias opostas está mais interessado em continuar no governo que no país…» Outra confissão, além de que se trata duma frase 200% anti-democrática face à realidade política constatada nos países que são exemplos de democracia. Vindo de quem vem, o Portas Judas, não é inesperado. Nada do género nos pode admirar vindo dum indivíduo da pior espécie de burlões, cuja táctica tradicional tem sido só e apenas vinculada pelo baixo instinto de enganar os mais pobres a fim de que com os seus votos ele os possa roubar para dar aos que mais têm.
A imaturidade e ingenuidade política dum povo atrasado e ignorante, mas que se crê sabedor e espertalhão, permitem que tais procedimentos possam frutificar. São cidadãos sérios, honestos e honrados, que protestam quererem políticos de confiança. Por isso que elegem criminosos condenados e democráticos que afirmam que »ética e política nada têm a ver uma com a outra».
Conhecemos também as idiotices dos outros dois partidos de esquerda, ditadas por interesses semelhantes: os interesses do país não correspondem aos seus. Juram o contrário. Ou melhor, perjuram, porque na ocasião de o provarem tomam outra direcção.
Os partidos que não são governo têm responsabilidades políticas: recebem dinheiro do estado. Não são apenas oposição, e têm o dever de colaborar na governação por intermédio do parlamento. Se não o querem fazer, mas apenas receber os Euros, estão a roubar o estado. Que se vão embora.
As eleições devem ser aceites, quer se concorde, quer não, inclusivamente e sobretudo pelos partidos. Os partidos devem colaborar em qualquer governo no interesse nacional. Sempre. A vontade do povo tem que ser respeitada, esteja ela certa ou errada, bem ou mal. Caso edificativo se passa actualmente na Venezuela: o procedimento do Hugo Chavez pode ser extremamente criticável, mas é aquele que os venezuelanos escolhem e aprovam. Para se fazerem escolhas acertadas e defenderem os seus próprios interesses, a cultura é necessária e imprescindível. Foi como se passou e continua a passar-se nos países nórdicos.
O que se passa actualmente com o partido socialista no governo passar-se-ia igualmente se fosse outro, nem se tenham ilusões. O problema não está nem nunca esteve nos partidos, todos eles necessários numa democracia, mas unicamente na corja mafiosa que os compõe, o que impede infalivelmente a existência de uma democracia. Portugal não é nem pode ser uma democracia. Só um ignorante, um atrasado mental ou papagaio o podem afirmar. A demonstração do atraso, ignorância e estupidez geral nacionais, que entregam a populaça nas mãos dos políticos sem escrúpulos ficou amplamente demonstrada no post anterior intitulado Judas.
Por demais, a constituição é uma esterqueira que permite tudo o que se passa e muito mais; dir-se-ia um manual para trapaceiros e burlões. A justiça, composta por gente que cresceu com eles e frequentou as mesmas escolas, só pode ter o mesmo crédito. Juízes que fazem greves como funcionários e que como eles exigem direitos semelhantes! Onde se viu? Outro bando de rascas arrogantes.
Que podemos esperar destes destruidores do país em nome dos seus interesses próprios? Nada de bom para Portugal, disso não restam dúvidas. Os tachos e a inveja dominam toda essa canalha abjecta. Em lugar de defenderem os interesses nacionais e aproveitarem a ocasião do momento para mostrarem algum civismo e procederem um pouco mais honestamente, à semelhança dos países democráticos que deveriam copiar, demonstram rancor por não poderem também roubar, defendendo unicamente as suas oligarquias de formação puramente mafiosa.
Que consideração merece esta cambada com tão baixos instintos, malvados mal-intencionados, ladrões e vigaristas, que lançou Portugal numa profunda crise sem fim da qual só com muita sorte e bons governos poderá sair num meio século? Fabricaram a miséria nacional, inventaram escolas cujos cursos importantes não são reconhecidos em países avançados. Nenhum partido jamais fomentou e manteve qualquer programa para o desenvolvimento cultural da população, mantendo-a num atraso incomensurável. Acabe-se com esta canalha. Corra-se com os ladrões, burlões e vigaristas que nos espoliam e nos gozam. Exija-se prestação de contas, domem-se as bestas. Se a bem não for viável, então que seja a mal. Deste modo é que não se pode continuar.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Democracia, Desonestidade, Desunião, Eleições, Falsidade, Indignidade, Interesse nacional, Malvadez, Máfia, Oligarquias, Saque
14 de Outubro de 2009
Maitê Proença, vergonhosa
Gosto de chamar a atenção para algo que considere necessário melhorar, mas sem ofender as pessoas na sua qualidade com defeitos e virtudes, como seres humanos. Tenho respeito por todo o ser vivo e seria incapaz de ofender os brasileiros ou os naturais de qualquer país. Mas não posso deixar de verberar a insensatez e a maldade viperina desta pessoa que veio a Portugal colocar muito mal vistos os nossos amigos brasileiros, porque os portugueses menos informados não deixarão de ceder à tentação de generalizar. Esta pessoa merece ser socialmente criticada no seu País e proibida de entrar em Portugal.
Transcrevo o post colocado por Ana Martins no Sempre Jovens.
Maitê Proença. Vejam o vídeo e divulguem por favor
A todos os leitores, amigos e visitantes deste espaço quero aqui formalizar a minha indignação pela atitude da actriz brasileira Maitê Proença, aquando da visita dela a Portugal.
Maitê Proença não se poupou a esforços para ridicularizar Portugal e portugueses, mas na verdade só demonstrou a sua total ignorância e ridícula foi ela.
Ana Martins
Segue-se o texto recebido por e-mail
Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=1GCAnuZD7bk
Este vídeo foi para o ar no programa Saia Justa. A actriz (?) e escritora (?) Maitê Proença estava em Portugal por causa de uma peça teatral e aproveitou o seu momentos de horas vagas (?) para fazer algumas imagens para o quadro do semanal do canal GNT. A pergunta é: como isso foi para o ar? O tema? Aquele mesmo assunto pobre de sempre: gozar com os portugueses. Como isso ainda não basta, ela terminou o vídeo cuspindo. A pergunta é novamente: para quê? Será um laboratório para ela ser “o próximo chafariz” da nova novela da TV Record?
Todo o vídeo é uma ofensa a Portugal e aos portugueses. Começa por ir a Sintra para mostrar uma porta de uma casa aparentemente comum com o 3 virado para a direita e, sem perceber o significado esotérico, zoa com os portugueses, pois diz que aquilo demonstra que está em Portugal - os caras nem sabem colocar direito um algarismo numa porta! Só vai a Sintra, que tem imensos monumentos, castelos e palácios, para gozar com aquilo.
Depois goza com o Tejo ser, para os portugueses, o mar, quando na realidade ela está junto ao Estuário do Tejo, onde o rio desagua no mar e ambos se confundem. Fala também no Salazar, de que ela não sabe nada, imaginando que, por ter sido um ditador, foi igual a Hitler ou a Mussolini. Goza com o túmulo de Camões, com o estilo arquitectónico manuelino, enfatisando o Manuel, nome injuriado no Brasil nas piadas de português e fala também no episódio no Hotel com o seu PC, quando o Hotel tem áreas de Internet e se tinha problemas com o seu Computador pessoal, deveria usar o equipamento disponível no Hotel para os clientes. O Hotel não tem obrigação de reparar os equipamentos pessoais dos clientes, sejam PC's ou carros ou máquinas de barbear ou sei lá o quê.
Eu acho que ela vai ter muita vergonha quando souber das reacções dos portugueses ao vídeo e vai pensar duas vezes antes de voltar a falar do país e dos seus habitantes. Infame, só revelou ignorância e rancor, talvez dor de cotovelo.
Enfim... vejam o vídeo e, por favor, divulguem:
http://www.youtube.com/watch?v=1GCAnuZD7bk
Publicada por Ana Martins
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: Sensatez
11 de Outubro de 2009
Judas
A maior prova da imaturidade política e deficiência na mentalidade da população portuguesa em geral, foi talvez a patenteada nestas últimas eleições parlamentares.
A sua ignorância política é tal que cai com a maior das facilidades nas armadilhas de políticos sem escrúpulos. Conhecendo-o, estes não deixam de aproveitar as ocasiões, tirando delas o maior proveito, impossível em qualquer país de não iletrados políticos em massa.
Populações menos ignorantes noutros países sabem a diferença entre as ideologias de base dos partidos, mas em Portugal, nem isso se enxerga. Não pode, todavia, deixar de se lembrar a movimentação verificada nas linhas de orientação dos partidos ao longo das últimas décadas. No entanto, não têm sido tão grandes a ponto de mudarem de pólo. Este assunto é abordado noutro post.
Um facto é, porém, bem claro e tem ficado inalterável através dos séculos. Embora os nomes direita, centro e esquerda sejam relativamente modernos, pois que datam da Revolução Francesa, o conceito sempre existiu (veja-se aqui o que também complementa este post).
Em princípio, a direita defende os direitos feudais e a supremacia dos mis ricos (no passado, os donos das terras), enquanto a esquerda defende os direitos humanos dos mais pobres e desprotegidos (no passado, os servos dos donos da terra).
Em países onde a pobreza é menor do que a da actual população nacional, compreende-se que essas gentes não se sintam tão agredidas pela miséria que conseguiram mais ou menos extirpa das suas casas, das suas vidas e dos seus países. Também é natural que já não sintam a tão grande necessidade de outrora em se defenderem contra os que não os exploram tanto como em Portugal. Cá, por contra, onde a miséria é muito mais abrangente e profunda, abarcando uma muito mais extensa parte da população, esta necessita de muito mais e eficientes medidas contra os que a exploram do que nesses países de costumes mais humanitários já estabelecidos e enraizados.
Como compreender, pois, que o CDS – o partido da direita que mais defende os mais ricos nas suas intenções de extorquir o dinheiro dos mais pobres para com ele se engordar mediante o aumento da miséria dos últimos – consiga um aumento de votos numa altura de maior miséria? É e nem pode ser outra coisa senão um voto suicidário, resultante da sua ignorância e consequente estupidez. (Como disse e explicou Victor Hugo: A ignorância é a mãe da estupidez.)
O procedimento do Paulo Portas só pode ser comparado ao do Judas bíblico. Nem as suas investidas às feiras e mercados têm outra intenção que não seja a de literalmente enganar, vigarizar e burlar os pobres ignorantes para lhes roubar os votos e em seguida o dinheiro e as poucas ajudas sociais proporcionadas aos mais pobres. Aos que espolia dá beijos de Judas.
As suas ideias são do conservadorismo mais arreigado. As suas propostas contrariam radicalmente as normas que fizeram avançar os países europeus mais desenvolvidos financeira e socialmente. Quando neles busca exemplos, esses exemplos existem em condições opostas àquelas que Portugal vive. Delas fazem parte o combate contra a criminalidade e o Rendimento Social de Inserção. Neste último há efectivamente problemas na sua atribuição em Portugal, mas ele encobre-os para empurrar as suas ideias contra os mais pobres.
É certamente verdade que entre os que desfrutam desta pequena ajuda há uma percentagem que a ela não deviam ter direito, mas se isso acontece é por mera culpa dos assistentes sociais e outros funcionários que fizeram mal o trabalho por pertencerem ao enorme grupo de calões que vivem, eles, à conta do Estado. Não merecem metade dos ordenados que auferem e fazem greves de alarves. Neste caso, o que o Paulo deveria dizer era que expulsassem esses parasitas e os substituíssem por desempregados mais zelosos no seu trabalho.
Porém, não é esta a sua ideia para corrigir o que está mal, mas a de se aproveitar do problema – escondendo-lhe a causa – para tentar impor uma maior miséria aos que já a têm de sobejo. Pode assim pedir a diminuição dos impostos, por exemplo, o que deveria agradar aos que mais têm, pois que são eles quem mais contribui. Todos sabemos que em todo o mundo é nos países europeus nórdicos, mais democratas e solidariamente sociais, onde os impostos são de longe os mais pesados. De algum lado tem que vir o dinheiro: pagam-no os mais ricos.
O raciocínio do Paulo Portas é mais do que simples: é o duma direita não honesta mas abusadora e anti-democrática. Só que, a imaturidade política e a ignorância infligida por uma desinformação geral, impede os eleitores de o reconhecerem. Ele não deixa de se aproveitar para os poder roubar e dar aos mais ricos. Consegue assim os votos dos dois lados: os dos genuinamente interessados e os dos logrados suicidários.
Outro caso expressivo é o do Rui Rio, que com mais de 55.000 pessoas a viverem graças ao mesmo subsídio, ou seja, de longe a maior percentagem nacional (muito mais de 10% da nacional, assim como da população da cidade), consegue enganar os eleitores lorpas e ir à frente das intenções de voto. De veras expressivo.
Devido à estupidez geral dos mais pobres, por falta de instrução, de conhecimentos e à desinformação permanente de que a banda dos pulhas jornaleiros é responsável, são presa fácil e lorpas crentes, carneiros que lambem a mão do carrasco que os sangra.
Próprio de qualquer país do terceiro mundo e de falsa democracia é também o tempo consagrado pela televisão aos relatos de imposturas dos políticos. Afinal, o que se pretende para se votar em consciência, não é a guerra partidária pela conquista do tacho, coisa que só a eles interessa e que deveria ser eliminada. O que interessa é conhecer os seus planos de governação e projectos, aquilo que farão por ou contra nós. O resto é lixo mal cheiroso que não nos deviam atirar para cima.
Acabe-se com um dos maiores impulsionadores da corrida ao tacho. A corrupção autorizada e impune, começando pelo impedimento de que os partidos do governo roubem uma enorme parte dos empregos administrativos aos cidadãos competentes. Atrasam assim cada vez mais a reestruturação dos serviços do estado, mantendo uma burocracia que é uma fonte de corrupção e de estagnação.
Autor:
Mentiroso
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12:43
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Tópicos: Burla, Descaramento, Desonestidade, Eleições, Indignidade
1 de Outubro de 2009
O Discurso Destabilizador do Presidente
Cavaco e Silva falou à nação há dois dias. Da maneira como falou e sobre o que disse, de certo julgava estar a pregar aos peixes.
Não se compreende a sua mentalidade. Escondeu o que deveria ter logo dito na ocasião. Não disse uma palavra sobre aquilo que deveria ter falado. Falou à população como se estivesse a falar a jornalistas. Mas que fantochada foi esta? Qual a seriedade de tal pessoa, que devia estar acima da de todos? Que confiança e respeito nos merece quem assim nos fala? Se não foi para nos enganar, então para que foi?
Conta-nos admirações suas completamente despropositadas, como aquela sobre a falta segurança sobre o seu sistema informático e de comunicações e do e-mail “hacked”. Quem se admira, sabendo-se que um adolescente conseguiu entrar vezes sem conta no sistema de comunicações computorizado do Pentágono, o mais bem protegido do mundo? Era a sua admiração um logro ou sincera. É que se era sincera, ele deve viver num outro mundo.
O PM sempre tinha razão ao dizer que o caso das escutas era um «disparate de Verão». Chegou até ao Outono e frutificou com as palavras desarrazoadas do presidente porque este não falou na devida altura e construiu uma montanha que ao fim de tanto atraso pariu um rato.
Um discurso ao país tão ridículo e desorientado nem teria sido feito por um Presidente da República da Bananas. Falou do que não interessava e foi um peixe para o que era (e continua a ser) o âmago da questão. Desculpou o seu pessoal e um jornal apoiante do seu partido.
Em lugar de serem fonte de estabilidade, as suas palavras perturbaram, geraram instabilidade no país e insegurança na população.
Enfim, o mais óbvio a concluir pelas suas afirmações é que o caso das escutas, tal como foi abordado e por ele abafado, vistas as consequências possíveis teria sido um golpe do PSD para ganhar as eleições, pois que lançou pesadas suspeitas sobre o governo no momento em que mais prejudicaria o PS. Teremos um presidente indigno que tenta ajudar o seu partido com alcovitices e suspenses quixotescos?
Afinal, o presidente não tem conselheiros pagos pelos mesmos pacóvios que lhe pagam três reformas chorudas? Que fazem esses indivíduos que o aconselham a tamanhas barbaridades e a contar historietas ridículas que só o desprestigiam e fazem dele um bobo? É a sua segunda alocução em que fala e não diz nada de interesse. Ou o interesse está escondido, afogado em partidarismo deslocado.
A sua eleição foi um erro só possível devido à cobardice, estupidez e desmemorização de atrasados dos seus eleitores que elegeram o seu próprio carrasco – o coveiro de Portugal, termo pela primeira vez usado nestes blogs e desastrosamente copiado pela Manela Leiteira –, tal como foi amplamente mencionado na altura. No entanto, esperava-se que tivesse mais senso e não se contrariasse de forma tão evidente. Fala todo o tempo em estabilidade e dá-nos destas.
Este post não foi publicado logo após o seu discurso porque devíamos escutar os vários comentadores que ouvimos, mas todos chegam a conclusões semelhantes.
Autor:
Mentiroso
às
23:54
7
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Tópicos: Ataque à democracia, Dignidade, Embuste, Escândalo, Honestidade
28 de Setembro de 2009
Resultados das Eleições
Este blog nunca pretendeu influenciar as votações, limitando-se a dizer a verdade sobre os «concorrentes» e a recomendar o voto útil nos pequenos partidos, como explicado no post imediatamente anterior.
De acordo com o observado, a vitória do PS era mais que previsível, tendo em consideração as recentes medidas de carácter social que fizeram os eleitores esquecer-se das medidas anti-sociais precedentes, que incluíram uma extorsão de mais 33% de impostos cobrados aos reformados, entre outras boas obras. Pior que tudo, não resolveu o caso de insolvência da Segurança Social e da Saúde, deixando-a em aberto e ao gosto do próximo governo. Imprudente, imprevisão e incapacidade em governar. A margem de ganho do partido teria sido consideravelmente superior se não tivessem espantado os professores, tradicionalmente votando no PS, na sua maioria.
O PSD, inicialmente em queda livre, menos por sua causa do que devido às políticas do governo, que se limitou em pôr as suas ideias em prática, perdeu o pio, ficou sem argumentação e teve que contradizer todas as suas ideias precedentes, visto estas terem sido concretizadas pelo governo. Sub-repticiamente, a Manela ainda disse à socapa que iria avançar com o projecto do comboio a alta velocidade na sua (então, já apenas talvez) segunda legislatura. O Sócrates encolheu o rabo quanto à sua arrogância, o que lhe melhorou a actuação, enquanto ela apostou forte na maledicência, qualidade tão querida e aceite pela falta de civismo nacional. A sua arrogância também não a podia favorecer, pois que disso estavam os portugueses fartos da parte dele. Ainda assim, o resultado final do partido foi muito superior ao que seria de esperar, fossem os eleitores menos atrasados. Aliás, recordemos que todo o marketing político sujo da Manela se baseou sobre essa certeza: o atraso mental, a falta de civismo e a desinformação da populaça em geral. Não esquecer também que, ainda que ligeiramente, a Manela foi favorecida por ser mulher. A fuga do partido para a direita, justamente lembrada pelo Sócrates, também impediu o PSD de sacar mais votos à esquerda. De recordar que o partido subiu relativamente às eleições anteriores e que se não subiu mais foi por causa da Leiteira.
O Louçã do BE esforçou-se por meter a foice em seara alheia (não foi o único) e também numa maledicência, todavia num modo menos criticável do que o arrogante e sujo da Manela. Não mostrou arrogância e soube aproveitar os descontentes que anteriormente tinham votado no PS. Mesmo assim não teve muito êxito.
O Paulinho, o vigarista mestre de serviço de sempre, foi de certo aquele que mais procurou meter a foice em seara alheia do modo mais baixo e mais porco. O sabujo passou o tempo a enganar e a gozar os mais pobres, convencendo-os a votar contra eles mesmos. Só em Portugal a população mais pobre está tão embrutecida (os outros pouco menos) que pode ser persuadida a votar ser explorada pelos mais ricos, porque é isso a base da existência dos partidos mais à direita: tirar aos que menos têm para dar aos que mais têm. Quando o partido esteve no governo assassinou um grande número de pobres por intermédio da Santa Casa da Misericórdia, por ordem da então cruel provedora Mizé das Nozes Pintainho, que cortou as ajudas de emergência e para medicamentos e reduziu todas as outras por metade. Foi a solução desse governo para diminuir a crise e reduzir o deficit. Os portugueses são estúpidos e já o esqueceram, ou corroboram os assassínios em série? Valendo-se da insegurança, em lugar de professar métodos humanitários para a resolver o Paulinho andou por aí a assustar o pessoal. Valendo-se da incapacidade, mândria e irresponsabilidade dos funcionários e dos assistentes sociais que têm atribuído o Rendimento de Reinserção à toa e sem a discriminação que se impõe, em lugar de exigir a correcção do erro e a expulsão dos culpados, o malandreco espertalhão propôs reduzir ou eliminar essa ajuda essencial num país com tanta gente a passar fome. Para dar mais aos que já têm, evidentemente. Que infâmia impensável para os antigos alunos do Colégio S. João de Brito, tais como os filhos do General Norton de Matos, os D'Orey, os Pignatelis e tantos outros mais honestos. A ovelha ranhosa do Colégio. Note-se que até ambos os nomes adoptados pelo seu partido são autênticos embustes do tipo atrappe-nigauds (caça-parrecos). Só a burla, literalmente, lhe conseguiu aumentar os resultados. Num país de tão grande miséria, os mais pobres (a grande maioria) só podem votar nesta direita se forem masoquistas e pretenderem aumentar a sua própria miséria ou se forem completamente desmiolados. O resultado do CDS é a melhor prova da imaturidade política que as oligarquias não desperdiçam. Nem sabem em quem votam, vão atrás de qualquer balela que lhes contem. Se estivéssemos num país rico esta conclusão não seria bem a mesma, evidentemente.
O PC foi de certo o grande perdedor. Não por culpa sua, mas por todos tentarem extorquir-lhe os eleitores, o crescimento do BE e até mesmo o CDS o partido contra o povo!
Os governos corruptos nacionais surgem das lutas facciosas das oligarquias pelo poder mafioso. Há, contudo, factos de mais alto interesse nacional do que as eleições e que não devem ser preteridos, pois que são perenes e válidos para qualquer que seja o governo. A corrupção não é atributo dum só partido, mas característica geral da vida política nacional. Os partidos não querem governar para servir o país, mas para o roubarem e dele se servirem, enriquecendo facilmente à custa da pobreza nacional. Se pelo menos fizessem progredir o país em lugar do recuo que lhe impõem, não teriam desculpa pelo seu modus vivendi, mas cumpririam uma pequena parte das suas funções. Ora isso não acontece e todos os deputados menos um mostraram ser canalhas, ladrões e vigaristas ao votarem a lei sobre o financiamento dos partidos. O Porco em Pé do PSD, que grunhe, guincha, gesticula e foi para o Parlamento Europeu, berrou a plenos pulmões que ética e política são coisas diferentes. Reconheça-se-lhe a coragem em confessá-lo e o arrojo em vomitar essa afronte à nação.
Não podemos continuar a ser roubados e vigarizados deste modo.
A jamais esquecer. Qualquer que seja o governo, impõe-se um referendo para a construção de linhas de comboio a alta velocidade e para qualquer reforma dos sistemas de Segurança Social e de Saúde. São assuntos de interesse universal e que não podem ser decididos contra nós. Para fazer progredir o país torna-se indispensável uma reforma da Administração Pública, expulsando dela todos os parasitas. Tanto os militantes dos partidos que se apoderam dela e a paralisam pela sua incompetência, em vez dos lugares serem postos a concurso como em qualquer outro país, como os próprios funcionários que se constituíram num bando de calões incompetentes, actualmente incapazes te tratarem de qualquer assunto sem que cometam uma enxurrada de erros. Idem com os magistrados e juízes. As interferências dos políticos não podem desculpá-los pela sua arrogante incapacidade, não se misturem.
Por último, após a contagem dos votos, ouvimos os animais jornaleiros (sem ofensa para os primeiros) dizerem-nos que o governo só poderia ser constituído pelo PS mais o CDS, porque com os outros partidos da esquerda não perfazia o número de deputados necessários a uma maioria parlamentar. Ou seja, não querem admitir que possa haver coligações de três ou mais partidos. Não é querer estupidificar-nos, sabendo nós que na Finlândia, por exemplo, em fins da década de 1990 houve um governo constituído por uma coligação de 14 (catorze) partidos? Aliás, trata-se de acontecimentos comuns nos países nórdicos. São democracias e não paródias delas dirigidas por máfias. Porque no-lo escondem?
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26 de Setembro de 2009
Um Voto Mais Democrático
Não, se é mais democrático não pode ser em Portugal. Por vários motivos, dos quais os principais são os mencionados nos dois parágrafos seguintes.
As pessoas não têm cultura democrática. Desde que voltaram a poder votar em quem quisessem julgaram logo que já sabiam tudo e que sempre o souberam, mas só não o puderam fazer. Que obtiveram imediatamente a mesma prática dos que cresceram em famílias de gerações democráticas.
Por mais que o afirmem, a constituição não é democrática, pois que os governos formados em consequência das eleições não representam os resultados dos escrutínios. Portanto, também não representam a vontade dos eleitores. Basta uma simples conta para nos apercebermos da diferença da democracia entre os países mais democráticos e a nossa pseudo-democracia. Nesses países, os governos são compostos pelos eleitos de todos os partidos na sua proporção segundo as regras, como no parlamento nacional. Cá, como o partido que forma governo é geralmente eleito com aproximadamente 40% dos votos, os restantes cerca de 60% vão directamente para o lixo. No caso do governo se coligar pode fazê-lo com quem quiser e não com os que acumularam mais votos. É isto a pseudo-democracia portuguesa. Os governos representam apenas uma minoria dos eleitores (cerca de 40%), ou seja, são formados contra a vontade duma maioria de eleitores de cerca de 60%. Não representam os eleitores, não têm representação nacional. É uma constatação real e irrefutável duma palhaçada que alcunham de democracia representativa. Afirmação que, logicamente, só pode ter por trás os interesses obscuros anti-democráticos.
Na altura destas eleições, o voto útil, não para a cambada oligárquica mas para nós, só pode ser num pequeno partido e continuar assim a fazê-lo no futuro. Existe um número suficiente para praticamente todos os gostos, tanto à esquerda como à direita. Uma democracia não pode ser polarizada, nem entregar os destinos sempre aos mesmos, nem deixar uma parte dos interesses individuais e nacionais da população sem representação. A distribuição dos votos é uma das condições para a existência duma democracia. A julgar pelos resultados, o exemplo dos EUA é de longe a evitar. As maiorias governamentais e parlamentares são a evitar e aproximam qualquer regime duma ditadura arrogante.
O controlo dos políticos deve ser processado pelos eleitores, pela população e não por eles mesmos, o que é ridículo e desastroso, como se conhece por experiência. Contribui eficientemente para evitar o compadrio e a corrupção. Previne que os actos dos políticos sejam contra os desejos da população.
Um voto mais democrático, como refere o título do presente artigo é também aquele em uso na Alemanha e lá usado nas eleições deste domingo. O método está explicado num blog vizinho, onde se pode ler a descrição. Cá, seria inconcebível, pois que isso limitaria a liberdade dos partidos para substituírem os votados pelos seus barões e diminuiria o tráfico de interesses ilícitos e obscuros.
Como de costume, raros são os que conhecem factos semelhantes de inegável interesse geral. Como de costume também, a culpa não recai apenas na corrupção mafiosa das oligarquias políticas que o ocultam por interesse próprio, contra o interesse da população: é por elas partilhada com a jornaleirada que, na realidade, de nada serve senão para nos desinformar e fazer scoops diários, frequentemente sobre falsidades, como os da gripe A, há meses provado ser de longe mais benigna que a gripe comum sazonal. Aqui, também, os políticos não têm perdido a ocasião para se aproveitaremm tirando partido da desorientação provocada pelas historietas aldrabadas pela jornaleirada.
A não esquecer. Qualquer que seja o governo, impõe-se um referendo para a construção de linhas de comboio a alta velocidade e para qualquer reforma dos sistemas de Segurança Social e de Saúde. Para fazer progredir o país torna-se indispensável uma reforma da Administração do Estado, expulsando dela todos os parasitas. Tanto os militantes dos partidos que se apoderam dela e a paralisam pela sua incompetência, como os próprios funcionários que se constituíram num bando de calões incompetentes, actualmente incapazes te tratarem de qualquer assunto sem que cometam uma enchurrada de erros. Idem com os magistrados e juízes. As interferências dos políticos não podem desculpá-los pela sua arrogante incapacidade, não se misturem.
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Mentiroso
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A Grande Fantochada
A estupidez dos portugueses cresce a olhos vistos com o emprenharem pelos ouvidos. A pouco e pouco, até aqueles que aconselhavam o voto em branco ou apoiavam a Democracia Directa – movimento condenado à morte devido à falta de consciência, discernimento e inteligência nacional – aconselham agora a saber escolher em quem se deve votar! Será possível ser-se mais idiota?
A prova da idiotice não surgiu com as eleições. Há muito que os mesmos se esforçam por a demonstrar. O lixo que espalham pelas caixas de correio não é novo, só o género mudou por uns tempos. Não fazem como em todo o mundo, escrevendo as suas ideias num blog lido por quem o desejar. Compraram um computador e acreditaram pia e tolamente ser um brinquedo cuja única utilidade era a de lhes permitir impingir as suas ideias deformadas a quem quer que fosse. Pensam que isso é comunicar sem jamais terem estabelecido relações de comunicação com gente de outros países. Tampouco vão ver o que se passa na imprensa internacional e continuam a ignorar tudo o que a jornaleirada esconde. Não se interessam em conhecer e aprender o que quer que seja sobre o mundo em que vivem. O computador, para a maioria dos portugueses não passa dum instrumento para incomodar os outros com as suas idiotices diárias que pretendem embutir nos seus semelhantes. Em conjunto com os brasileiros deve ser um caso único mundial. Único no atraso, como sempre. Povos embrutecidos que se vedam qualquer avanço, tal como o provam repetidamente nas urnas. Têm o que merecem, aquilo por que votam e, sobretudo, o que aceitam.
O português típico de hoje propenso a criticar tanto o que está mal como bem, mas incapaz de tomar qualquer acção (só bla-bla-bla); em apoiar o que está mal sem ser capaz de usar o seu cérebro raquítico. É presa fácil do marketing político (ou não) sem escrúpulos. Vive na cauda de tudo, como merece.
Para nos darem estes conselhos de mentecaptos, enchem-nos as caixas de e-mail com lixo podre contendo múltiplos exemplos. Só que, pobres aldrabões baratos, os exemplos de cada e-mail individual só pesam para um lado quando o mal este em todos. São mal dizentes, têm esse valor. Lógico que para quem quisesse votar sem ser em branco, o melhor seria fazê-lo sem ser instruido por vigaristas obtusos.
Nos dias que se vivem não há partido isento de criminalidade política que por vezes atinge o próprio crime de sangue ou equivalente (como o Cavaco ou o Sócrates). O mal não está nos partidos, pedras basilares para o jogo da democracia – quando ela existe e não é apenas aparente, como em Portugal –, mas nos que os compõem, os criminosos que só merecem ser corridos e presos. Que credibilidade atribuir a quem critique uma parte deles e dê carta-branca aos restantes assassinos? Que conselhos, pois, nos podem dar esses hipócritas com as baboseiras que nos escrevem? Quem lhes pede a opinião? Contudo, as críticas falsas, quer dum lado quer doutro, são bem fáceis de distinguir.
Estas eleições, mais do que a corrupção, a maledicência e o vale tudo na luta pelo tacho imerecido dos burlões políticos, patenteiam o estado mental da população nacional.
Por outro lado, recebemos uma incrível desinformação constante pela parte jornaleirista. Quem quer que o desconheça, saiba que à parte a segunda estrumeira maior da União Europeia a seguir à nossa, o nosso vizinho indesejável e selvagem, nunca existiu nem houve um país em que os noticiários só falam sem parar nos porcos dos parasitas políticos e suas oligarquias mafiosas durante eleições como cá. Deve ir para o livro do Guineess. Quanto mais importância se der a essa corja pior nos farão; nos países civilizados e avançados conhecem-no bem e por isso não se vê esta palhaçada constante. Contrariamente aos países que avançam, o que interessa aos portugueses não é um programa governamental para nele se votar; é a vigarice, a maledicência, a difamação, a mordacidade, a calúnia, a má-língua e todas as qualidades de malvados que caracterizam a cambada de todos os nossos queridos políticos. São estes sentimentos de cloaca que fazem vibrar os eméritos burros dos eleitores portugueses.
É nesta cambada que querem que votemos? Todos os votos que eles receberem só podem obtê-los por atraso e defiência mental de quem neles votar.
Não obstante e embora seja impossível dar uma sugestão honesta de voto na conjuntura actual, há factos – e não ideias ou opiniões, nem qualquer história reescrita à laia do Fernando Rosas – demonstrados pela história e consagrados na liguística mundial, que podem ser verificados por quem quer que simplesmente consulte um dicionário. São os vocábulos direita e esquerda. Basicamente, a direita é conservadora, anti-progressista e favorece os mais ricos em desfavor dos mais pobres; a esquerda é progressista e favorece a igualdade. Certamente, há muitas direitas e muitas esquerdas, pelo que a partir daqui se podem fazer várias sínteses, todas elas, porém, sobre as mesmas duas bases. Embora ambos os termos actuais tenham a sua origem nos governos que se seguiram à Revolução Francesa, a ideia-princípio sempre existiu por si mesma. Alguns exemplos da nossa história demonstram as diferenças. Os nossos reis que diminuíram o poder da nobreza de então em favor das populações foram reis de esquerda, se assim se pode dizer, pelo menos na aplicação do princípio. Foram esses poucos que fizeram progredir o país. Sempre assim foi. As lutas Miguelistas pelo poder absoluto contra a Carta Constitucional (o embrião da Constituição e da democracia que terminou em 5-10-1910) apoiada Por D. Pedro IV e por sua filha D. Maria II, idem. Exemplos não faltam.
Um povo desmiolado e corrupto, pelo que aceita o inédito assalto da corja partidária aos lugares de administração pública a cada mudança de governo sem dar um pio. A sobreposição da raiva partidaria aos verdadeiros interesses pessoais promove a corrupoção e dá aos corruptos todos os meios para assegurar a sua continuidade com êxito e impunidade. Melhor prova de estupidez crassa?
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Mentiroso
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17 de Setembro de 2009
José Niza Sobre o Caso MMG – TVI
José Niza, médico e músico, que foi director de programas e administrador da RTP, fala sobre o caso de Manuela Moura Guedes, do seu afastamento como apresentadora do Jornal Nacional de sexta-feira da TVI e de factos precedentes relacionados. Publicado no jornal O Ribatejo por Bruno Oliveira.
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TVI - A Minha Leitura (José Niza)
Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.
Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.
Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.
Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.
É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).
MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.
E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!
Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?
Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.
Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.
Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.
J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.
O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.
Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!
E eles aprenderam.
- 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir". A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.
P.S.
A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.
E se eu soubesse o que sei hoje...
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Porque nos escondem os jornaleiros estas opiniões? Esses trambolhos insultuosos, pretensos profissionais, tão rascas, falsos e incompetentes como aquela que defendem, encobrem tudo o que não lhes convém a eles ou a outros interesses obscuros e querem ser fazedores de opiniões. Que confiança nos merece esta cambada reles? É este um caso que sob o ponto informativo muito se assemelha ao da corrupção e roubo na Comissão e no Parlamento Europeus, como recentemente revelado. Felizmente que ainda restam alguns de entre eles que são excepções honestas. Quanto às informações internacionais, o melhor é mesmo procurá-las no estrangeiro.
Há muito quem diga que a Manuela Moura Guedes é uma boa jornalista. Bom, se assim é e pelo seu percurso que o Dr. José Niza nos conta fica provado que para o ser não é preciso seguir qualquer curso nem aprender seja o que for.
Não obstante a sua saida do jornal tenha sido adequada às circunstâncias e ao modo cmo ele era conduzido, de acordo com o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, note-se bem que não foi uma decisão tomada no tempo certo. Donde, mais uma vez se deduz a incapacidade generalizada de responsáveis, direcções, gestores, decisores e afins.
Sob o presente tópico, veja-se ainda este poste, também muito elucidativo por conter menções a publicações oficiais escamoteadas pelos mesmos energúmenos.
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Mentiroso
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15 de Setembro de 2009
Voto Com ou Sem Discernimento?
Em quem votam os portugueses? Pelo resultados que se registam só podem ser masoquistas ou atrasados mentais.
Alguns dos mais votados foram:
O método da Manela Leiteira para obter apoio tem sido dar lições de arrogância ao próprio Sócrates e o de fazer de papão, simultaneamente contradizendo-se em tudo o que até há pouco proclamou como suas ideias; no entanto, lendo nas entrelinhas, ela já disse que se conseguir formar governo, na segunda legislatura (se lá chegar) destruirá a Segurança Social e o Sistema de Saúde, ou seja, os ricos passam a descontar menos ou nada e a fossa entre eles e os pobres – já de si de longe a maior em toda a Europa – alargar-se-á impreterivelmente.
O Sá Carneiro deve dar voltas na tomba com o que a Manela Arenque Defumado e o seu gang fizeram do seu partido. E vêm eles ultrajá-lo pespegando o nome dele nos seus comícios!
Isto não cabe no presente tópico, mas devem mencionar-se alguns pontos importantes de grande interesse para os que não se podem dispensar dos sistemas de Segurança Social e Saúde. O regime de Saúde custa tanto como o dos países avançados em que as pessoas escolhem os seus médicos e todos eles trabalham para o serviço nacional. É evidente que o problema português está na incapacidade de organização e de planeamento. A Segurança Social está em risco de bancarrota e os mais novos vão ficar à fome. O governo do Sócrates aplicou-lhe uma mezinha que de nada adianta por evitar a sua falência; o que ele fez foi uma imbecilidade crassa. A Leiteira e o Cagão Feliz anunciaram múltiplas vezes aos sete ventos como iam destruir a Segurança Social, não menos estúpidos que os outros, de igual a igual. A incapacidade de todos estes animais arrogantes é de gritos. Com efeito, os outros países da Europa também se viram em face do mesmo problema e foram capazes de resolvê-lo sem destruírem o sistema solidário e as pensões de reforma permitem aos reformados de viver. Existem sistemas ou métodos que resolvem o problema, longos a explicar, exigem maiores contribuições, como é evidente, as quais são suportadas por empregados e empresas. O problema com a Manela e o Cagão é que eles querem assassinar o sistema e fazer pagar apenas os empregados; aqueles que podem, claro. Sistemas idênticos existem mesmo em países tradicionalmente de direita, como a Suíça. O problema em Portugal é que o povo, sem cultura democrática, não é soberano e dispensa-se da aprovação das decisões políticas.
Idem para o comboio – segunda legislatura. Parece estar difícil livrarmo-nos desta treta ridícula e desnecessária para qualquer país pequeno, que nenhum o tem.
O Portas visita feiras e romarias e fala muito com toda a gente. Parece um comportamento simpático, mas apenas esconde simpático a verdadeira intenção que só pode ser a de enganar os que menos têm para o roubar e dar aos mais ricos. Francamente, que outra intenção poderia ter um partido que se rege exclusivamente por esses princípios? Sempre assim foi e em todo o mundo. Se os portugueses o desconhecem só pode ser por uma ignorância básica e crassa da realidade, como outras vezes aludido. Nem pode haver outro motivo. Um outro ponto bem esclarecedor é ele dizer que não se deve tirar o rendimento mínimo aos que quase morrem de fome, porque muitos o recebem sem necessidade. É verdade que a última alusão é certa, mas a solução que ele sugere é irracional. Se existem efectivamente muitas pessoas a receber esse abono é um acontecimento que se deve simplesmente à incompetência, relaxe e mandria dos assistentes sociais, praga geral do país. Se há erros, aqueles que os cometem que os paguem com o seu próprio ordenado. Bate propositadamente ao lado do prego por não ter um argumento plausível.
Todos os deputados menos um votaram a impunidade para roubo e corrupção da canalha oligárquica e mafiosa partidária, aprovando a lei de financiamento dos partidos. Donde, todos menos um são ladrões e corruptos. O único motivo que os leva a conquistar o governo é o roubo e não os interesses nacionais. É nesta escória que vamos votar?
Nota-se que um povo que passa os serões a «educar» a mente com Morangos e outros lixos idênticos não pode ter idoneidade nem capacidade para saber o que lhe convém. Ou então é masoquista e procura enriquecer os corruptos e empobrecer-se a si mesmo. Difícil de se ser mais bronco, quando conhecemos o seu comportamento face à pub normal, quanto mais ao marketing seleccionado e aplicado. As televisões da Europa têm muito menos publicidade precisamente porque não vale a pena fazer mais. Diga-se de passagem que as televisões nem por isso perdem dinheiro nem disso se lamentam como por cá.
De certo que uma mentalidade não se muda em pouco tempo. Por isso que tendo levado pontapés, punhaladas e sido arruinados por todos os partidos, numa altura ou noutra, vão de novo votar em massa nos mesmos, quais pobres diabos lambendo a mão que os assassina.
As maiorias governamentais têm demonstrado a sua iniquidade em muitos países, levando geralmente à arrogância do governo. Alguns têm tido coligações constituídas por mais de uma dúzia de partidos, como a Finlândia, mas em Portugal pouco mais se vota para além de dois partidos. Erro que se tem pago. Todos eles têm ideias úteis e rejeitáveis.
O que não se pode de algum modo pensar é que se um partido de bases sociais não os defende, esperar que um da direita o faça. Isto é um erro fatal e uma demonstração de profunda ignorância, cujas consequências se sofrerão inevitavelmente mais ano menos ano. A questão dos eleitores dos países mais avançados terem virado um pouco mais à direita é assunto que não cabe aqui, mas saiba-se que os seus motivos não se aplicam nem podem aplicar a Portugal, que continua com 52 anos de atraso sobre eles. A questão de um país tão miserável como Portugal e com o maior fosso entre ricos e pobres vote à direita mostra simplesmente que os eleitores aprovam a sua miséria e querem perpetuar a situação; tendo em consideração a história universal, nem pode haver outra justificação, são os princípios básicos da política. Os partidos existem para defenderem os interesses de facções.
Têm-se ouvido todos, sabe-se tudo. Quem votar neles e obter aquilo em que votou, para si e seus descendentes, não tem o direito de mais tarde vir a reclamar. Uma votação em branco em massa deve parecer o mais apropriado até aos mais incrédulos neste método. Mas em massa é em massa, enquanto apenas uma meia dúzia de nada serve.
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8 de Setembro de 2009
Falem-nos de Política
Transcrevo o artigo de Ferreira Fernandes e acrescento uma Nota em que cito outro artigo, de Pedro Marques Lopes.
E que tal discutir política?
DN. 090908. por Ferreira Fernandes
O jornal i fez, ontem, o levantamento de algumas das exportações portuguesas durante o Governo de José Sócrates. Fez o levantamento, sim: aqueles negócios levantaram voo. Com a Venezuela (em quatro anos, quintuplicaram), Angola (triplicaram), Argélia (quadruplicaram), Rússia (triplicaram), Líbia e China (em ambas, quase duplicaram) e Jordânia (quase triplicaram)...
Esse sucesso foi acompanhado (e, em alguns casos, foi motivado) por uma diplomacia económica em que os governantes não se importaram de fazer de caixeiros-viajantes. Nesses destinos há um país muito importante (Angola, já o quarto comprador) e outros são mercados tentadores (bastava lá estar a China). Eis, pois, um balanço extraordinário - mas que merecia discussão, agora que julgamos quem nos governou nos últimos quatro anos.
Todos aqueles países são susceptíveis de crítica (mais uns que outros) sobre o seu comportamento democrático. Eu digo que sim, há que fazer esses negócios - e, daí, eu achar bons os resultados conseguidos.
Mas gostaria de saber se isso divide os partidos. Gostaria que na campanha se discutisse política. E não hipóteses de primos, hipóteses de asfixias e tricas sobre carros oficiais.
NOTA: Sobre o mesmo tema – conteúdo da campanha política - e com o titulo As eleições sem política, Pedro Marques Lopes, em estilo diferente, refere a predominância da política com p muito minúsculo e a ausência da verdadeira Política, a arte e ciência de governar que, neste momento, devia traduzir-se em projectos estratégicos, em propostas honestas, para o futuro de Portugal com incidência nas gerações mais novas e na qualidade de vida de todos os portugueses.
Perdem tempo em questiúnculas secundárias que procuram desgastar a imagem dos concorrentes ao pódio, sem mostrarem o que cada um tem de válido para os portugueses.
Sendo as eleições comparadas a uma competição atlética, constatamos a péssima qualidade dos concorrentes que preferem dopar-se para melhor rasteirarem o competidor em vez de evidenciarem a verdadeira força dos seus músculos e as suas capacidades físicas e mentais.
Na minha situação de vulgar cidadão, sem obrigação para qualquer dos partidos, concluo que, após as eleições, tudo irá continuar na mesma, sejam quais forem os vencedores.
São todos iguais: desprezam a verdadeira Política e apenas se preocupam com a politiquice interpartidária que se sobrepõe aos reais interesses nacionais; ignoram e desprezam a ética e são todos coniventes com as palavras de um seu parceiro que disse que ética e política são líquidos não miscíveis; ninguém se opôs à candidatura de pessoas suspeitas e arguidas que não inspiram confiança ao eleitor honesto e escrupuloso; todos votaram a lei de financiamento dos partidos a que nenhum cidadão medianamente informado ficou indiferente; nenhum tomou uma atitude frontal, bem visível, a favor do combate efectivo à corrupção e ao enriquecimento ilegal; todos aceitam a bagunça em que o País vai vivendo sob a ameaça da criminalidade violenta e da insegurança generalizada; a Educação, a Saúde, a Justiça, não têm evitado as ácidas críticas da generalidade dos cidadãos; a burocracia emperra todas as actividades, etc., etc.
Parece que estes pontos precisam ser resolvidos com eficácia e brevidade, mas na campanha são ignorados. Para eles não foram debatidos os respectivos projectos de solução. Os políticos que querem o nosso voto passam, olham para o lado e assobiam, para irem debater questões sem real valor em comparação com estas.
Daí o apelo: Por favor, falem-nos de Política nacional, estratégica, de preparação de um futuro melhor para os mais novos não terem de emigrar todos.
Autor:
A. João Soares
às
10:25
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5 de Setembro de 2009
Demissões na TVI
(continuação)
Observando os últimos acontecimentos e os noticiários a ales relativos, é impossível deixarmos de constatar que nenhum dos repulsivos e impostores fabricantes de notícias fez qualquer referência aos factos mencionados no post imediatamente anterior no que respeita ao Clube de Jornalistas da RTP2 nem ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. Comunicado do Conselho Deontológico Comunicado O Conselho Deontológico
Por si só, este procedimento revela-nos o ponto a que estes asnos insolentes são impostores, falsos, mentirosos e como moldam as notícias à sua própria conveniência, aos seus interesses muitas vezes ocultos, repugnantes como eles e de declarada má fé. São o espelho dos noticiários, do comportamento dos políticos e da mentalidade nacional.
É evidente que se tomarmos o julgamento do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas como sabedor e por justo e normal dentro do direito e da própria deontologia e das suas atribuições oficiais, se o considerarmos como honesto e nós próprios queiramos sê-lo também, teremos que reconhecer que a Manuela Moura Guedes deveria há muito ter sido oficialmente penalizada, afastada ou impedida de prosseguir no seu modo de apresentação de informações, as quais desse modo deixaram de o ser. Não pelo assuntos que abordava, maspelo modo como os apresentava e pelo seu comportamento ordinário. O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas assim o julgou e se para alguma coisa ele serve não se compreende que agora seja abafado com a sofisma que se observa. Note-se que a condenação se resumiu apenas ao modo como ela trabalha: «Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável».
O que jamais deveria ter acontecido era que se aproveitasse o momento mesmo das eleições para o fazer. Esta actuação veio pousar muitas perguntas em aberto e trazer muitas dúvidas, até sobre outros casos que têm alimentado os noticiários fabricados e encenados pela canalha nojenta. Em consequência, somos levados imaginar que este assunto, assim como outros do género, podem muito bem ser golpes montados pela desorientação política em que o PSD tem nadado netes últimos tempos devido à orientação de direita dum governo que se apresenta falsamente como socialista. Se o PSD não anda desorientado, disso se mascara e a maneira como os acontecimentos nos são apresentados implica-o. mO desorientamento político do PSD patenteia-se ainda na falta de apresentação de qualquer plano governamental ou orientação, encobrindo agora as suas intenções na toma de medidas que agravarão o afastamento entre ricos e pobres para que mais tarde não se lhas possa reprovar. Os seus discursos encerram apenas palavras que revelam ódio, inveja, malediscência, etc., o tudo expresso por palavras e modos que os técnicos de marketing político sabem serem queridas às populações prones aus de maus princípios e valores como a actual nacional. Ela sabe que assim será ouvida e tem-o estampado nas ventas.
Afinal, os políticos não são assim tão diferentes duma população que se mostra profundamente incivilizada, roída de maus instintos, de baixíssima educação, que se comporta como um povo selvagem, que procura a pequena vingança, se rege por slogans e ditinhos, profundamente ignorante e sem instrução a ponto de copiar, escrever e dizer tudo o que está mal como papagaios desmiolados e completamente domesticada por publicidade e marketing, em que é levada como um bando de tolos, não tem a mínima ideia do que é uma democracia nem quer saber por pensar saber bem e viver numa. O pior nem é tudo isto, mas o simples facto de que, inchada pela jornaleirada ignóbil e por políticos malvados que pensam ser esse o melhor modo de conquistar votos, se encontra cheia de orgulho injustificado por baseado em falsos valores e princípios, orgulho que disfarça a seus próprios olhos alcunhando-o de auto-estima. Nesta conjuntura, dificilmente se vê como poderá tal população vir a reconhecer a sua miséria mental, condição sine qua none para se corrigir e poder progredir saindo da estrumeira em que se encontra.
Com efeito, sobre os acontecimentos aqui em foco nada sabemos e por norma geral somos constantemente enganados e tomados como lorpas por o sermos, por todos aqueles que estudaram o modo adequado para lidar com um povo como o nosso e o domar. Afinal, todos os acontecimentos que têm dominado os noticiários podem muito bem ser montados. No caso do post anterior, notando o modo como a Manela Leiteira fala sobre estes assuntos, entre outras possibilidades, todas em aberto, podemos muito bem imaginar que se trate de golpe montado por militantes dum partido politicamente desorientado e sem rumo, que se sente perdido e relegado, querendo abrir caminho à força, de qualquer modo ou forma. Devido à desinformação e ao que realmente sabemos (não o que nos impingem), as possibilidades são infindas e todas possíveis.
Obrigado jornaleirada asquerosa.
------------------------
Aditamento:
Acrescentam-se alguns links para informações publicadas e ainda o texto completo do comunicado do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.
Diário de Notícias
Discussão sobre a ética no programa Clube de Jornalistas da RTP2/Rádio Renascença
Entrevista do Bastonário da Ordem dos Advogados, contendo o vídeo
Petição para oferta do Código Deontológico a Manuela Moura Guedes
Oferta do Código Deontológico a Manuela Moura Guedes
Decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre o conhecido caso do Carlos Cruz contra o abuso da TVI, em que esta foi condenada
Posição do CD a propósito a última edição do «Jornal Nacional – 6.ª feira»
Na sequência de queixas chegadas nos últimos dias, a propósito da recente polémica suscitada pela entrevista concedida pelo bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, à jornalista Manuela Moura Guedes, na edição do «Jornal Nacional - 6ª feira», do passado dia 22 de Maio, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera o seguinte:
Lisboa, 29 de Maio de 2009
do Sindicato dos Jornalistas
Aprovado por maioria, com o voto contra de Otília Leitão e a seguinte declaração de voto: "Voto contra, porque não se provou que tenha sido infringida qualquer norma do Código Deontológico do Sindicato dos Jornalistas."
Autor:
Mentiroso
às
14:00
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Tópicos: Abuso, Apoio à corrupção, Ataque à democracia, Clãs, Desinformação, Desonestidade, Embuste, Escândalo, Oligarquias
3 de Setembro de 2009
Demissões na TVI
A Manuela Moura Guedes já tinha sido devidamente criticada por Orlando César, Presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas e recusou o convite do programa Clube de Jornalistas da RTP2. O seu procedimento é reprovável. Porém, daí ao que se passou vai um grande passo.
Primeiro que tudo, trata-se duma intromissão ilegal por parte duma administração. Muito mais ilegal por ser uma administração estrangeira que interfere na vida nacional. Este facto por si só deve ser tomado em conta para expulsar a maldita canalha castelhana, uma autêntica sanguessuga que rouba o país e o atrasa ainda mais. Uma pata que não tem cá lugar.
Caso se verifique qualquer interferência por parte do governo, trata-se dum caso de repressão da liberdade de informação. O cartaz com os princípios da Amnistia Internacional a este propósito, entre o nome deste blog e o alto dos postes, ataesta-o. Isto não exclui o que se constata no parágrafo anterior.
Caso não se verifique qualquer sorte de interferência da parte do governo, após o comportamento do PSD pode tratar-se dum golpe montado por esse partido a fim de ganhar um avanço significativo para as eleições deste mês. Seria o partido que mais vantagens teria, e vistos os temas da chefe do clã oligárquico e como estes são apresentados, com abertas entoações de raiva na fala, uma campanha apoiada na maledicência e a contar com o atraso mental da população em aceitar um marketing político dos mais porcos, atrevidos e nojentos, enquadra-se perfeitamente.
Sobretudo, neste caso e noutros semalhantes, não esquecer que contráriamente aos países avançados, nem nas escolas se ensinam os portugueses a defenderem-se contra a publicidade. Evidentetemente, esta falta deixa-os presas da mais simples ou hedionda forma de marketing, já de si estudada para enganar até gente inteligente. É lógico, pois, que seja esta a razão porque cá nada se vende sem publicidade e tudo se vende com ela. Os políticos, assim como todos os que estudam um pouco de marketing sabem-no muito bem, não mandam ensinar nas escolas para se poderem aproveitar e abusam como malvados. Para cúmulo, veja-se agora a publicidade sobre publicidade que passa nas televisões. É monstruoso! Ainda mais por ser permitido no estado de miséria mental em que o país se encontra.
Se se vier a verificar a influência de qualquer partido, este acontecimento terá um precedente: o do Marcelo, do PSD e do CDS. Por isso que o PSD deveria agora manter-se calado e não estrebuchar, mas contrariamente ao espírito de decência, pôs-se a espernear como um epiléptico, o que pode muito bem ter o seu significado, pois que os que ladraram foram precisamente aqueles que estiveram implicados no caso Marcealo. Este seu procedimento é uma afronta e um insulto à mentalidade de quem quer que os possa ouvir, um nojo de gente bnandalha e malvada com um arrojo ultrajente. São eles que fazem da política nacional aquilo que ela é.
Com efeito, o PSD é hoje um partido desorientado, devido à oligarquia pseudo-socialista do Sócrates ter virado à direita e ocupado o seu lugar, deixando-o assim sem possibilidade de argumentação, a não ser fugindo ainda mais para a direita (já há alguns anos publicado nestes blogs). As contradições constatadas nas suas opiniões sobre as ideias que eles próprios pariram e a pouco e pouco deixaram cair é cabal e de espantar. A monstruosa impostura nos cartazes das suas reuniões com referências ao honesto Francisco Sá Carneiro são a mais estrondosa ofensa pessoal ao defunto e lesam a sua memória. Jamais ele teria apadrinhado o rumo que o partido tomou e que o transformou na maior vigarice da já podre política nacional. Este facto não pode ser ignorado por quem quer que seja que tenha conhecido o PPD. O PSD actual é uma fantochada de si mesmo.
Incapaz de promover uma campanha eleitoral virada para os verdadeiros interesses nacionais e jamais confessando que a miséria actual do país se deve às horrorosas políticas do Cavaco, a sua primeira intenção, como múltiplas vezes referido neste blog e no do Leão Pelado, assim como de acordo com o proclamado com trombetas pelos próprios elementos do partido, é a de destruir os regimes de solidariedade da Segurança Social e da Saúde. Ou seja, o de alargar a já maior brecha de todos os países da Europa entre os ricos e os pobres.
Mais uma vez chagamos às mesmas conclusões. Nenhum destes partidos convém para nos governar. Dum lado temos o embuste e a mentira dum partido que se diz socialista, mas que não o é, dum Sócrates que tem mentido a torto e a direito. Do outro temos a malignidade dum outro que pretende enriquecer os mais ricos à custa da desgraça dos restantes.
As matilhas que se lançam sobre o roubo dos portugueses valem-se dos mais desonestos meios. Não apenas entre eles, o que pouco interesse teria para nós, mas mentindo, encanando e contando histórias de dormir de pé à população, contando com a sua imbecilidade ingénua, crédula e atrasada para a poder ludibriar e sacar-lhes votos. Sabem que o atraso e a desinformação são descomunais e por isso confiam na obtenção de resultados.
Com gentalha desta estirpe podemos estar seguros de que vamos continuar na mesma miséria ou no seu agravamento. Não há modo de sair deste beco sem saída consequente do abuso sem que um controlo dos governantes pela população. Os políticos eleitos representam-nos a nós e às nossas necessidades para o cumprimento dos nossos desejos ao os elegermos. Quando eles abandonam esta função deixam de ser nossos representantes, pelo que se impõe uma forma de controlo das suas acções.
Adenda:
A este post foi dado seguimento no seguinte.
Autor:
Mentiroso
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21:50
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Tópicos: Abuso, Apoio à corrupção, Ataque à democracia, Clãs, Desinformação, Desonestidade, Embuste, Escândalo, Falsidade, Oligarquias
30 de Agosto de 2009
ONU. Muito eficaz e rápida!!!
Tendo sido criada há quase 64 anos, em 24 de Outubro de 1945, a ONU reparou agora que na Austrália não se respeitam devidamente os aborígenes e fez o 'adequado' pedido!
Cartoon Bandeira, do Diário de Notícias de 090830
Autor:
A. João Soares
às
10:50
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20 de Agosto de 2009
O Que a Manela Leiteira Nos Prepara e Nos Esconde
Mais uma entrevista sem interesse, a de hoje. Supérflua. Nada nos disse e tudo tentou esconder. É assim que um dos maiores partidos nacionais tenta enganar-nos para ganhar as eleições – quer que votem nele, mas não apresenta um plano de governo! Nojento. O método, concebido por técnicos de marketing, foi adaptado às mentalidades da maioria dos eleitores.
Desta feita, a Judite de Sousa, que costuma desiludir-nos pela sua falta de persistência ou modo desadequado de o fazer, ainda mostrou fazer alguns esforços, poucos. Debalde. Bem cedo desistiu, nem aproveitando as deixas.
Não é que não pudesse actuar muito melhor, trazendo alguns pontos fulcrais directamente à conversa, sobretudo aqueles em que a entrevistada já se manifestou repetidamente, mas em que há muito se retrai cobardemente, escondendo as suas más intenções. Destes, os mais importantes e que a todos interessam, são certamente aqueles que se referem à sua intenção (juntamente com o Cagão Feliz) de reformar os sistemas de saúde e de segurança social. O propósito tão anunciado, como todos devem recordar-se, caso a pub política ainda não tenha apagado as suas memórias raquíticas, era o de acabar com o modo solidário e universal desses dois sistemas. Seriam reformados e substituídos por outros, cada uma a dois níveis: um para os ricos, pago por eles, como nos EUA, e outro para os pobres.
Já se está a ver o resultado. Os pobres votados ao abandono e os mais ricos a pagarem tudo a 100%.
No país da Europa onde a fossa entre os mais ricos e os mais pobres é de longe a maior, onde a diferença de rendimentos entre ricos e pobres é também a maior e mais desproporcionada da Europa, ainda existem malvados ou atrasados mentais em elevado grau que, como papagaios repetem as falsidades das máfias oligárquicas e crêem dizem e parvamente que isto é uma democracia.
Ainda há quem esteja tão estupidificado a ponto de acreditar que só nas democracias se vota. O mundo está cheio de exemplos e o último foi o das eleições no Afeganistão. Com as historietas de gente tal que o Rosas, que tem tentado reescrever a história, nem se recordam que durante quase todo o tempo do Estado Novo também se votava. Até dos casos das eleições em que os Generais Humberto Delgado e Norton de Matos se candidataram, que o provam tão simplesmente, se esqueceram completamente.
Com esta falta de memória, não entregarão facilmente as bolsas e a vida a qualquer seita de ladrões políticos? Basta cantarem-lhes uma ou duas canções de embalar e os mamões mamam logo tudo.
A Judite não conseguiu recuperar nem quando a Leiteira lhe declarou que os assuntos principais em que iria trabalhar seriam as «áreas económica e de solidariedade». Uma profissional idiota que não teve a evidente ideia de lhe perguntar se os seus planos sobre esses assuntos seriam os que ela e o seu parceiro da desgraça, o Cagão Feliz, tinham anunciado com tambores e fanfarras quando estiveram no governo! Escondê-lo agora, como faz, só pode ser um acto de cobardia e de má fá. Cobardia, porque não assume o que projectou; má fé, porque o encobre para enganar a população.
A Manela passou mais da terça parte da entrevista a dizer que não diria o que ia fazer. Quando um político quer à viva força que se vote nele, como todos, e não apresenta qualquer plano, credível ou não, porque será? De certo crê que os eleitores são suficientemente estultos para lhe darem carta branca e não será por isso que deixarão de votar nele.
Agora, todos podem reclamar das patranhas do Sócrates aldrabão; mas depois, se tivéssemos a desgraça dela ganhar – o que é mais que incerto – não se podia reclamar, qualquer que o seu crime fosse. A justificação poderia ser franca e espontânea, calando todas as bocas: não disse que iria fazer fosse o que fosse... Votar nela é votar nisto, numa carta branca.
Tudo o resto estará mal no governo do Sócrates e mesmo que não tenha feito o necessário para a sustentabilidade a longo prazo da segurança social e do péssimo sistema de saúde, nem para que pudessem ser dignos desses nomes, pelo menos não os destruiu como esta nos garantiu que o faria com trombetas e só não o fez for ter sido corrida antes. Que sorte tivemos todos!
Esses sistemas nacionais são uma das causas que fazem de Portugal a estrumeira da Europa. Os estrangeiros têm medo de adoecer por cá, mas os nacionais são obrigados a se deixarem matar impunemente por raramente poderem procurar socorro por outras paragens. A Leiteira renuncia confirmar as suas ideias anunciadas acerca deles.
Interessante nessa entrevista foi também o estilo assumido pela Leiteira: só lhe faltou ter levado umas asinhas e uma aura para parecer um anjinho ou uma santinha. Marketing do mais descarado, mas que ela e os seus conselheiros sabem bem ser apropriado à mentalidade da generalidade dos eleitores, a grande massa, que se julga super inteligente e conhecedora devido ao orgulho e auto-estima insuflados por jornaleiros e oligarquias que os chupam e gozam, que tudo mama, nem se dá conta e votará nela – ou seja, ditará a sua própria condenação.
É tempo de acabarmos com este estado. Os políticos governantes têm que ser controlados, que prestar contas dos seus actos, do que ganham e do que roubam, de assumir a responsabilidade. Não podem continuar a parasitar o estado, a ocupar todos os lugares que deveriam ser postos a concurso. Com parasitas a ocupar os lugares de gente competente, a administração não pode ser eficiente. O controlo sobre estas oligarquias mafiosas tem que ser geral e obrigatório. Ou continuemos com a cabeça na cloaca.
Adenda: Em 27-8-2009, Mário Soares, por outras plavras emitiu uma opinião que muito se assemelhou à constatação deste post. A entrevista da Leiteira não nos disse nada sobre o que nos esperaria se acaso tivéssemos o azar dela ganhar as eleições. Porque não é um partido que ganha, mas a linha de conduto da chefia da oligarquia do momento. Isto que acontece com o PSD é o que já aconteceu com o partido do Sócrates, não o Partido Socialista.
Autor:
Mentiroso
às
23:58
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Tópicos: Abuso, Credibilidade, Desonestidade, Incapacidade
15 de Agosto de 2009
14 de Agosto de 1385
A «derrota definitiva dos castelhanos» (Wikipédia e Fundação Aljubarrota). Presidente da República, Governo, partidos políticos e jornaleiros abstiveram-se de qualquer referência ao facto, um dos três mais importantes da nacionalidade e marco europeu. Férias? Não, todos repulsivos traidores e cobardes.
Para a Europa, a Batalha de Aljubarrota constituiu uma das batalhas mais importantes ocorridas em toda a época medieval.
Para Portugal, esta batalha, ocorrida no planalto de S. Jorge no dia 14 de Agosto de 1385, constituiu um dos acontecimentos mais decisivos da sua História.
Sem ela, o pequeno reino português teria, muito provavelmente, sido absorvido para sempre pelo seu poderoso vizinho castelhano.
Sem o seu contributo, o orgulho que temos numa história largamente centenária, configurando o estado português como uma das mais vetustas e homogéneas criações políticas do espaço europeu, não seria hoje possível.
A vitória portuguesa em Aljubarrota permitiu também a preparação daquela que seria a época mais brilhante da história nacional - a época dos Descobrimentos - que, de outra forma, pura e simplesmente não teria ocorrido.
A Batalha de Aljubarrota proporcionou definitivamente a consolidação da identidade nacional, que até então se encontrava apenas em formação, e permitiu ás gerações futuras portuguesas a possibilidade de se afirmarem como nação livre e independente.
Quando começarão os cobardes e traidores portugueses – encabeçados por politiqueiros e jornaleiros
– a substituir os nossos valores seculares e símbolos nacionais pelos muçulmanos e castelhanos?
Adenda: Siga os dois links no post.
Autor:
Mentiroso
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16:27
14
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Tópicos: Abdicação cívica, desleixo, Destruição, Hipocrisia, Indignidade, Jornalistas, Miséria nacional, Patriotismo, sentido de Estado, Traição
5 de Agosto de 2009
Super-gajo modelo nacional
É curiosa a generalizada facilidade com que se criticam os governantes, pobres indivíduos que não dormem nem descansam a pensar nos muitos problemas que têm que resolver em benefício do povo que se mostra descontente e ingrato. O ministro das Finanças quando passou a acumular com a pasta da Economia foi bem claro ao referir esse esforço hercúleo.
Por outro lado, à mínima falha ou «discrepância», elevam-se as vozes populares a dizerem tudo o que andavam a recalcar desde que procuravam esquecer a última situação confusa. Os políticos, saídos do povo e nem sequer tendo sido escolhidos os mais dotados de qualidades cívicas e intelectuais, acabam por ser uma amostra de um determinado escalão da sociedade de origem. Ora, o português tem desenvolvido o culto pelo «gajo», principalmente, pelo «gajão», o «super-gajo», aquele que, no relvado, consegue rasteirar o adversário sem que o árbitro veja, ou ao mínimo encosto se atira para o chão a queixar-se da suposta falta que o adversário cometeu sobre ele. Também é admirado o sortudo que diz ter ganho várias taludas ou o euromilhões ou aquele que consegue vender uns quadros por dez vezes o seu preço normal, etc.
E olhando para estas características, não custa compreender os resultados das últimas eleições autárquicas em que candidatos sob suspeitas de crimes graves, e sem apoio dos partidos a que tinham pertencido, conseguiram ganhar as eleições como independentes. São indivíduos da classe dos «super-gajos, ídolos do povo, modelos de habilidade e esperteza que todos tentam imitar. E daí que um dos partidos mais significativos no leque político do País, embora concorde que não devem candidatar-se aqueles que estão sob suspeita pública de crimes, não hesitou em escolher para as listas indivíduos arguidos de crimes relacionados com as suas funções. São modelares «super-gajos», os tais que são apontados ao povo como exemplos.
Mas se tudo isto é coerente com o modo de ser do português médio e os dirigentes políticos estiverem a agir com inteligência, já o mesmo não acontece com o caso da Joana que mostrou mentiras nítidas que nos foram atiradas aos olhos misturadas com areia para impossibilitar a visão. Não houve convite oficial? Nisso acreditamos. A sua oficialização seria apenas o encerramento de negociações que decorrem durante mais ou menos tempo. O convite existe desde o primeiro momento, a aceitação e a oficialização vem depois. O pedido de namoro é um «convite» de casamento que poderá vir a realizar-se mais tarde. E essa mentira a respeito de Joana acabou por ficar bem clara.
Um outro aspecto dos políticos «super-gajos» saltou mais uma vez da caixa. Autarcas que se consideram acima da lei, acima dos tribunais onde desrespeitam juízes (há vários casos). Também a forma descortês com que se referem ao PR, ao Tribunal de Contas, ao Provedor, ao PGR, aos políticos de outros partidos, são um mau exemplo para o cidadão. Olhando para isso, ficamos sem saber se devemos respeitar alguém. Perante este ambiente que tem muitos outros matizes, parece que da classe política, salvo eventuais excepções, ninguém merece o nosso respeito. Mas merecem, isso sim, o nosso esforço de irmos às urnas entregar o boletim virgem, imaculado, sem um pinta de tinta, em branco.
Autor:
A. João Soares
às
18:32
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Tópicos: Abdicação cívica, Civismo, Democracia
4 de Agosto de 2009
Coreia do Norte abre uma porta?
Tem sido aqui defendido que os desentendimentos internacionais deveriam ser resolvidos por diálogo, conversações, negociações, enfim, acções diplomáticas, apoiadas em acções económicas e, eventualmente, demonstrações de força militar a baixo nível de perigo de intervenção. Cito os posts: Negociação em vez de guerra, A Paz pelas conversações Para evitar conflitos armados, cada um com links para vários outros.
Por isso, se encara a ida do ex-presidente Bill Clinton a Pyongyang que, embora a pretexto de tentar conseguir a libertação das duas jornalistas norte-americanas (o que seria um motivo insuficiente para tal deslocação), pode muito ser o início (ou continuação) de medidas diplomáticas para a total integração da Coreia do Norte na comunidade internacional e evitar inconvenientes conflitos armados (muito menos nucleares) com os vizinhos.
Esta notícia é motivo de esperança e de optimismo, em conformidade com os conceitos aqui expendidos repetidamente.
Autor:
A. João Soares
às
10:05
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Tópicos: conversações, diálogo, negociações, paz
30 de Julho de 2009
Luta Pela Liberdade
Após tantas tentativas para decapitar os patriotas bascos, as bombas continuam a explodir numa demonstração daquilo que todos conhecem e que os castelhanos teimam em ignorar: tal como na Palestina e noutros casos idênticos, quanto maior for a repressão odiosa maior será a reacção. Os filhos dos sacrificados multiplicarão as acções contra os ocupantes agressores.
É evidente que o governo central Castelhano se esforça por manter a situação tal como ela se encontra. Se o governo e a população alguma vez quisessem mudar e optar pela paz, adoptariam a única medida existente nesse sentido e que eles bem conhecem: a autonomia total do país de acordo com a Carta das Nações Unidas.
Enquanto não o fizerem os Bascos têm o direito universalmente reconhecido de lutar contra a ocupação exactamente da mesma forma que os franceses o fizeram contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. A resistência francesa, comandada pelo General De Gaule, foi e tem sido alvo dos maiores elogios e honras nacionais, enquanto os seus colaboradores que mais bombas fizeram rebentar são considerados heróis. Não podemos separar os dois casos e apadrinhar medidas diferentes para um mesmo problema.
Os Bascos não têm qualquer relação étnica com os Castelhanos nem povos vizinhos, nem mesmo de longe. Que fazem lá, pois, os Castelhanos? Aprisionar e matar os Bascos só pode resultar numa palestinização do problema. Quantos mais os tentarem esmagar maior será a reacção. A experiência tem-no-lo demonstrado.
As discussões sobre a paz têm sido sempre sabotadas pelos governos Castelhanos, como se sabe. O povo espanhol, estúpido ou estupidificado pelos seus políticos, faz demonstrações contra os Bascos em lugar de exigir a paz do governo. Os espanhóis não querem a paz, mas um domínio colonial.
Os Castelhanos sempre foram os criminosos mais sanguinários da História Universal e os seus genocídios e torturas espantam por uma crueldade viciosa e única no mundo. Não obstante, confessam-se orgulhosos pelos herois, um bando de assassinos e exterminadores, dando os seus nomes a ruas em cidades. Tentam esconder os seus crimes, mas podemos lê-los em muitos livros. Estes dois links são bem expressivos:
http://en.wikipedia.org/wiki/Bartolomé_de_las_Casas
http://recherche.univ-lyon2.fr/grimh/ressources/concours/Carlos%20V/Casas%20Destruccion.pdf
Agressão colonial é o modo como respondem ao grito dos Bascos pela autonomia. Franco deu permissão à Luftwafe para bombardear e matar no país basco para se treinar. Já todos se esqueceram do quadro de Picasso, Guernica, e o que ele costumava referir a seu propósito? Não sabemos que a Espanha se opõe sempre à liberdade e autonomia de qualquer país, seja ele qual for? Porquê? Não querem a paz.
Para termos conhecimento de como estes casos são abordados pela imprensa internacional, basta-nos uma simples pesquisa na internet usando as palavras «Basque» e «bomb», por exemplo; quando sobre um caso em perticular acrescentar o nome do local. Não lemos nenhuma crítica do género das da jornaleirada imunda portuguesa. Jamais se lê a palavra «terrorismo» ou qualquer dos seus compostos ou derivados em relação aos Bascos. Só a canalha nacional imita a canalha castelhana chamando de terrorista a um povo ou a actos a que todo o mundo classifica como de separatista. É verdadeiramente ignóbil o modo como a falsa matrona da correspondente da RTP em Espanha apresenta estes casos.
A jornaleirada nacional, incapaz e sem profissionalismo, mente e encobre. Em tudo e com tudo. Do lixo fabrica scoops. Veja-se mais sobre estes assuntos no post imediatamente anterior a este e aqui.
Autor:
Mentiroso
às
17:14
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Tópicos: Desinformação, Desonestidade, Hipocrisia, Incompetência, Indignidade
29 de Julho de 2009
Desinformação Generalizada
A desinformação jornaleira vai de vento em poupa, paralelamente com a corrupção. A incapacidade profissional manifestada a nível nacional, em mistura com o orgulho pedante, descabido e injustificado por se basear em valores que não o são, atinge qualquer profissão sem excepção. As que mais prejudicam o país são certamente as mais importantes, como governantes, magistrados, juízes e médicos. A lista é interminável e dela faz ainda parte a jornaleirada.
Há quasee duas semanas a RTP noticiou a resolução governamental de excluir os homossexuais dos dadores de sangue pelo maior risco que o seu sangue apresentava para a transmissão da SIDA. Fizeram um grande scoop sobre o assunto, incluindo uma alocução da Comissária europeia da saúde. Expuseram o caso como uma excepção e anomalia por não existir nenhuma recomendação europeia sobre o assunto. Todavia, limitaram-se a esse ponto de vista e não fizeram qualquer alusão a muitos países, europeus ou não, terem muito anteriormente adoptado a mesma norma. Na realidade, não se trata de discriminação, mas de prevenção, caso em que todas as medidas que possam evitar a propagação duma doença perigosa para a população em geral. Não se pode imaginar uma medida discriminatória quando vindo dum governo que tem anunciado que vai instituir o “casamento” entre anormais homossexuais. Não cabe aqui esta discussão, mas apenas o facto de evitar a propagação da SIDA, medida de prevenção.
Poucos dias antes, tínhamos assistido a outra patranha jornaleira. A Manuela Moura Guedes, num seu noticiário em que falou sobre as recentes medidas do governo no sentido de ampliar a já existente reciclagem de desempregados. Criticou essas medidas, não como a jornalista que deveria ser mas não é, mas como uma trapaceira, já ela mesma criticada pelo director do conselho deontológico do sindicato dos jornalistas (vista no programa Clube de Jornalistas, onde por qualquer motivo ela se recusou a aparecer), não pelas notícias que apresenta, mas pela forma como o faz. Para ela, a reciclagem dos desempregados tratava-se dum programa desnecessário que de nada servia senão para despender o dinheiro do Estado. Afinal, esta reciclagem não nos trás nada de novo, pouco mais sendo que propaganda política do Sócrates, pois que existe há muito. Com efeito, quando ela chegou a Portugal já havia décadas que fora implantada em países avançados, como de costume. É uma medida considera como a mais eficiente no combate contra o desemprego. Muito para além da utilidade profissional dos cursos, sabe-se que uma das causas do desemprego a longo termo é o desânimo sentido pelo desempregado na busca infrutífera dum novo emprego. Para este efeito, nos países europeus mais desenvolvidos e com menos desemprego existem mesmo cursos com a única finalidade de aumentar a efectividade na procura de emprego e não qualquer outra formação didáctica. Este tipo de cursos nem existe em países atrasados como em Portugal.
A Manuela, tal como a outra jornaleirada da RTP, escondem assim a realidade encobrindo factos cruciais ao conhecimento e entendimento gerais. É este o procedimento habitual dos jornaleiros portugueses. Escondem os factos, impedindo que as pessoas tomem conhecimento da realidade, moldam a ignorância nacional sobre tudo, mais facilmente, evidentemente, quando os factos em causa são específicos e muito poucos os conhecem. Oportunismo.
O romance criado à volta da gripe A ou HN1 é outro caso, o aproveitamento dum caso quase comum para fazerem scoops, cuja serventia não se encontra para além da de amedrontar a população. Com efeito, esta gripe está considerada como sendo até mais benigna que a gripe dita ”normal”. Todos os anos surgem novos vírus de gripe aos quias se adapta a vacina da época, o caminho seguido com a do HN1. Não é mais perigosa que as outras, pelo que o número de mortes dela derivado se tem verificado como menor. Não será esta uma prova? Não obstante o tempo de antena que lhe tem sido abusivamente dedicado, nunca se insistiu nesta simples mas esclarecedora informação.
É esta a gentalha ordinária que fala como labregos engravatados julgando-se donos da língua, transformando o sentido dos termos e mentindo descaradamente ou escondendo a realidade. É a isto que em Portugal chamam de jornalistas. Que aprenderam eles nos poucos anos do seu curso? A esconder, a mentir e a falar mal? Que consideração pode merecer esta pandilha de aldrabões desnaturados, de pedantes imundos? Todas as notícias devem ser dadas como constato e não fabricadas. Não é da sua profissão criticar qualquer governo ou partido, mas o de apresentar os factos. Contudo, se escolherem fazê-lo, fazenda para cortar não falta sem necessidade de maltratarem o seu ofício que não sabem ou não querem desempenhar. Quem poderá acreditar na fidelidade das notícias que fabricam, senão desmiolados incapazes de usar a mioleira ou mandriões que não a queiram esforçar?
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Desinformação, desleixo, Desonestidade, Hipocrisia, Incompetência, Indignidade
19 de Julho de 2009
Discutir para decidir
Depois do post Pensar antes de decidir, encontrei hoje num artigo de opinião do Correio da Manhã, que transcrevo, a mesma ideia aplicada ao funcionamento dos partidor políticos, num momento em que se torna urgente rever as prioridades, e enfatizar o esforço de esclarecer a população por forma a permitir aos eleitores votar em consciência no dia das eleições. Esse esforço produziria também nos políticos um melhor conhecimento real da situação e aprender a separar o essencial do secundário.
O artigo não permite salientar uma ou outra frase porque todo ele é sumo. É uma lição condensada, intensa, densa em que nada se pode desperdiçar. Vale a pena ser lido principalmente pelos decisores políticos.
Discutir para decidir
CM. 19 Julho 2009, por João Vaz
Desde criança que todos nós cultivamos admiração por quem clama "O rei vai nu!" O conto infantil tradicional tem uma lição poderosa: o pensamento dominante cobre muitos embustes; e é difícil alguém levantar-se contra o estabelecido.
O contributo para o debate político lançado com assinaturas de 25 intelectuais traz um alerta necessário. Nas campanhas eleitorais aposta-se muito mais no marketing do que no esclarecimento.
Portugal, que já tem uma das menos diferenciadas alternativas partidárias, com PS e PSD a evocarem o mesmo tipo de preocupações sociais e igual cartilha económica, encontra-se carente de debate político. São muitas as experiências frustrantes de cidadãos que se vêem rejeitados quando tentam discutir os problemas do País nas instâncias partidárias. Ficam fora porque não há tempo para discutir ideias. Passa sempre à frente a urgência de tratar da atribuição de um qualquer lugar público.
Não se discute políticas antes de se decidir escolhas. E é grave que isto seja assim. Recentemente, vimos como se queimou a hipótese Jorge Miranda para provedor de justiça ao pôr o nome da pessoa à frente do acordo partidário. Resta saber se o clamor "o rei vai nu!" pega no Verão. É que, agora, o fresco é o mais desejável. Mas é urgente encontrar o hábito e a organização para discutir política. Política mesmo, não só nomeações.
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: decidir, prioridade, sentido de Estado
15 de Julho de 2009
Vamos limpar Portugal
Recebemos notícia de uma operação de limpeza do lixo disseminado pela superfície da Estónia, levada a cabo por toda a população que teve efeito em poucas horas, vejam como-limpar-um-pais-em-horas, postado há dias pelo amigo Luís.
Efectivamente, vivemos num lindo planeta, mas estamos a destruí-lo todos os dias.
Há lixo em todos os lugares; praias, cidades, florestas e até nos oceanos.
É preciso limpar o nosso País. Para isso é indispensável a colaboração de todas as pessoas, organizações e comunidades para concretizar esta ideia e encontrar parceiros confiáveis, nas autoridades, nas empresas com meios adequados para este efeito.
Não se trata de acção política, eleitoral, mas se os partidos quiserem, desde já, entrar nessa operação, que deve ser permanente, só terão vantagem aos olhos do povo.
Será útil a colaboração voluntária das pessoas, quem empreste equipamentos, transportes e os “midia” que estimulem os voluntários.
O grande dia de encerramento da operação será 8 de Novembro e, então,quando finalmente o País estiver limpo, será uma expansão da alegria para os portugueses, ao gosto local, conforme a disponibilidade de autarquias e organizações da região.
E será bom que daí se conclua que será mais fácil não poluir, não espalhar lixo, entulhos e escombros.
Esta mensagem deve ser difundida por todos os portugueses, e em cada Freguesia e Concelho, devem ser organizadas as acções mais adequadas, tendo sempre em vista o benefício que daí resultará para o ambiente e para as pessoas.
Aceito as vossas propostas que podem ser, e certamente serão, muito diferentes.
* Trabalho feito em conjunto com os amigos João e Luís. Contamos com a participação activa de todos os colaboradores e leitores.
Fernanda Ferreira
Este post é a transcrição feita do blog Sempre Jovens e tem a intenção nele bem descrita. Pede-se a colaboração de todos os portugueses conscientes, de boa vontade, quer individualmente quer através das organizações ou instituições a que pertençam.
3 de Julho de 2009
Manuel Pinho o rufião do bairro
Não é fácil deixar de publicar a foto que vem em todos os jornais, mas não ocuparei espaço com ela, por tais porcarias «insólitas e lastimáveis não merecerem demasiada atenção. Porém não se pode deixar de reflectir sobre o que representa a atitude indecorosa de um membro do Governo (terceiro órgão de soberania) na sede do Parlamento (segundo órgão de soberania) e num momento de grande solenidae e interesse para o País e para o Governo por estar a ser analisado o «Estado da Nação». Se os governantes não respeitam quem está acima de si na hierarquia do Estado democrático, mesmo em acto oficial, protocolar, como pode querer que alguém o respeite?
Manuel Pinho comportou-se em local que lhe exigia respeito, como um vulgar carroceiro entre iguais, como o rufião que quer mostrar que é o «gajo mais valentão» do seu bairro. Ele que aconselhou um chefe de bancada da oposição a tomar muita «papa maizena» precisa de um espelho para ver que ele é que precisa de muita papa de farinha amparo, para ser amparado de cometer criancices despropositadas e inoportunas. Mas cada um usa e mostra o que tem, cada um diz o que sabe e age conforme a sua educação, cultura e saber.
Porém, segundo as notícias, isto é apenas a ponta do iceberg, pois os políticos não primam pela cortesia pela compostura nas palavras e nos gestos entre si, em actos oficiais públicos.
Mas este caso, embora de características mais visíveis, não é invulgar, pois a sessão legislativa prestes a terminar foi fértil em cenas de trocas de insultos e até de palavrões. José Sócrates disse a um chefe de bancada: "Senhor deputado, esteja caladinho e ouça", (repito: um deputado é elemento do órgão de soberania de hierarquia superior à do Governo). José Sócrates, em desrespeito pela organização e funcionamento do Parlamento, disse à deputada do PEV: «o seu partido é um embuste». O PM ainda ontem chamou «mentiroso e intelectualmente desonesto» a um líder partidário. Um dia disse ao mesmo líder : «o Sr deputado não tem experiência nem currículo e, no dia seguinte, circulou por e-mail o currículo do referido líder que é o infinito ao lado do zero de Sócrates. Em Março, o deputado José Eduardo Martins disse ao deputado Afonso Candal: "Vai para o c...".
Mas a lista , incluindo palavras mais ofensivas, pode tornar-se muito mais extensa, o que nos leva a perder todo o respeito pelos políticos, os tais que deixam muitos problemas graves do País sem solução mas que se unem todos para votarem a vergonhosa lei do financiamento dos partidos com «dinheiro vivo», felizmente vetada pelo PR. Perante isto o único voto que realmente merecem é o VOTO EM BRANCO.
Seguem-se links para artigos de jornal sobre este caso:
Manuel Pinho demitido em pleno debate
Manuel Pinho demite-se
Episódio não é "insólito" no Parlamento
Imagem do Governo sai afectada
As reacções à demissão de Manuel Pinho
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: Civismo, decoro, Educação, sentido de Estado, urbanidade
1 de Julho de 2009
O Estado do País da Mentira
O artigo que se segue foi escrito por José Ricardo Costa, um professor de Filosofia que escreve semanalmente para o jornal O Torrejano. Descreve a fonte da quase totalidade dos problemas do país.
O Atestado Médico
Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou-se durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador se avariar ou de não se poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante. Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre
Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
Quando algum dia estivermos fartos do estado lastimável em que vivemos sob todos os pontos de vista, teremos que começar por o perder orgulho em coisas que não o justificam, esse orgulho em sermos rascas e estúpidos e que desde a Abrilada começou a assassinar os verdadeiros valores éticos, históricos e morais nacionais e a substitui-los por princípios reles. A auto-estima, no presente igualmente assente em bases semelhantes, também só é justificável quando tem razão de ser. Não quando políticos e jornaleiros no-la querem inculcar; uns para nos sacarem votos, outros para venderem mais patranhas.
Será possível ler-se o artigo acima sem se pensar nos churros de mentiras da Manela Leiteira e do Socrateiro? No entanto, exímios em marketing, se assim nos falam é por sermos os lorpas que eles sabem, por sabermos que é o que queremos ouvir para votarmos neles.
A culpa é só nossa; eles apenas se aproveitam como desonestos que são, mas não mais desonestos do que aqueles que se regem pelos mesmos princípios, que os seguem e que neles continuam a votar e a lamentar-se em lugar de agir. Entretanto, parem de chamar a isto uma democracia. Tal como o autor diz – e também com os políticos – de tanto repetir uma mentira acaba-se por se crer que é uma verdade.
Autor:
Mentiroso
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16:01
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Tópicos: Abdicação cívica, Estupidez, Falsidade, Insensatez, Leis, Mentalidade, Mentira, Opinião
29 de Junho de 2009
O saque ao erário não tem limites
Há situações escandalosas que vêm a público apenas ocasionalmente, o que deixa fora de vista o horizonte limite destas poucas vergonhas. Daí as suspeitas recaírem generalizadamente sobre todos os políticos, embora possa haver eventuais excepções.
Depois de um alto responsável pela ERSE se ter demitido e ficar com um ordenado fabuloso durante dois anos, da rápida promoção de um antigo empregado de balcão da CGD, ser nomeado administrador, passar para o BCP e, depois, ser promovido pela CGD a um escalão superior, assim como dos ordenados dos administradores do BdP aliados a regalias vitalícias mesmo que desempenhem as funções apenas algumas horas, aparece agora um caso não menos espantoso.
Um ex-chefe de gabinete de José Sócrates que é presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP, 98 mil euros, salário anual, referida no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais. Este número representa que recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro.
A justificar essa remuneração, no ano passado, teve o incómodo de assistir a 10 (dez) reuniões que a «comissão especializada de sustentabilidade e governo societário» realizou. Por cada comissão em média recebeu 9800 euros, equivalente a cerca de 22 salários mínimos nacionais, mensais (por uma reunião de poucas horas!!!).
Para conhecer melhor o assunto poderá ser lida a notícia no Correio da Manhã de hoje.
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: abuso do poder, ambição, exploração, Saque
23 de Junho de 2009
A Banha da Cobra
Estava a chegar à mata de Monsanto, do lado da Ajuda, levando o cão a vacinar no hospital da Faculdade de Medicina Veterinária. Ao ouvir uma notícia na Rádio Renascença, dei uma gargalhada tão estrondosa que se devia ter ouvido do outro lado da mata, lá para a Boavista ou para Benfica.
Diziam que a Manela Leiteira não queria ganhar as eleições com maioria absoluta. Quem, com dois dedos de mioleira, mesmo balofa, poderá acreditar em tal impostura monstruosa? Monstruosa, vindo dum monstro cheio de falsidade e de acumulada malandrice. Puro marketing incontestavelmente pensado e dirigido às mentalidades subdesenvolvidas da grande maioria dos eleitores que mostram desconhecer as intenções da máfia oligárquica política. Se assim não fosse não permitiriam a iniquidade, a corrupção e o proveito impune dos crimes e dos roubos dos políticos. Cada povo tem o governo que merece, ditado bem conhecido, mas igualmente bem escondido por politiqueiros e jornaleiros.
Não estamos em qualquer país democrática, social e mentalmente avançado para que um governo formado por uma coligação de vátios partidos seja aceite por eles e ainda menos num em que os eleitores não votem só em dois deles. A Finlândia, por exemplo, sempre tem sido governada por coligações múltiplas. Há uma dúzia de anos a coligação governamental compunha-se de 14 partidos. Só pode acontecer em países civilizados; em Portugal é impensável. Essas coligações não seriam capazes de governar, impedidas pela ganância, incivilidade endémica e malvadez dos políticos, que põem impreterivelmente os seus interesses à frente dos do país. Como o partido no governo não teve, em geral, mais de 40% de votos, os restantes 60% são deitados ao lixo para satisfazer a ganância e a incivilidade dos animais que nos governam.
A Manela deu-nos, pois, a conhecer a sua táctica eleitoral: mascarar-se em avó do Capuchinho Vermelho. Pintar um falso quadro de modéstia para lograr os eleitores. Ou cozinhar-lhes uma iguaria extremamente atraente e apetitosa, mas onde não faltam os mais perversos venenos. É o lobo do Capuchinho Vermelho disfarçado na avó, velha história contada às crianças precisamente para as fazer pensar e não caírem exactamente neste género de logro. Os portugueses, porém, não aprenderam esta fábula e nunca a conseguiram assimilar. É tão simples e os papalvos caem como moscas em sopas de mel envenenadas.
Como qualquer outro político digno desse nome (falso), também ela, naturalmente, tem conselheiros de marketing político. São profissionais altamente classificados e capazes. Estudaram bem a mentalidade dos eleitores para os poderem enganar facilmente. É a sua profissão, são mestres na falsidade que ensinam aos políticos menos experientes e mesmo aos outros.
A Leiteira reclama de muitos assuntos do governo do país, muitos deles com bastante razão. No entanto, só o faz por ronha e ganância e não por interesse no país. Se assim não fosse, em lugar de dizer disparates apontava o erro e apresentava uma solução melhor, mas isso não faz ela.
Não o faz, sobretudo porque em sua mente as soluções são aquelas do governo de que ela própria fez parte. É o comboio para o inferno, ideia que o seu partido pariu e que agora, apenas para se opor, contraria. Ou estariam doidos quando anunciaram a triste ideia? É um bando de vira-casacas e idiotas que contraria as suas ideias por não saber o que quer que nos quer governar? Melhor levar-nos o diabo! E o aeroporto, de quem foi a ideia que agora repudia? Então, há apenas quatro anos essas obras megalómanas não iam endividar o futuro da população!? Afinal, é um bando de idiotas sem noção do que quer. Para o manicómio com eles antes que nos tirem até a tanga com que ainda nos deixaram.
Não se compreende que tamanho animal reclame do raro de bem feito da autoria do presente governo e nos esconda maliciosamente tudo o que anunciou oficialmente quando lá esteve. Imagine-se só o que nos teria acontecido: o comboio já estaria quase a andar, o aeroporto iria pelo mesmo caminho, a Segurança Social deixaria de ser solidariedade mutual, as escandalosas pensões maiores não seriam tocadas, enquanto que só quem pudesse descontar privadamente teria direito a pensão, a fossa entre ricos e pobres aumentaria muito mais que com o Sócrates. Tudo isto foi oficialmente anunciado. Só estúpidos crassos o esqueceram ou se atrevem a negá-lo.
O Sócrates é realmente do piorio; cabeçudo, arrogante, impetuoso, não dá ouvidos a ninguém e não se interessa dos interesses do povo, traindo os que o elegeram. Toma decisões contra os Direitos Humanos que lhe valem críticas da Human Rights Watch. Todavia, a Manela Leiteira consegue superá-lo de longe, mesmo tendo adoptado a máscara do lobo do Capuchinho Vermelho. O seu governo assassinou imensos pobres por lhes ter retirado os medicamentos e todos os auxílios monetários, deixando-os unicamente entregues ao banco alimentar. A Santa Casa, sob a administração da Mizé das Nozes Pintainho, do CDS, cumpriu à letra esse plano de matança.
Porque não nos fala ela de tão abundantes casos? Num país com mais de 20% de gente a viver na miséria são certamente assuntos de grande interesse nacional.
Como já se tornou hábito, ficamos mais uma vez sem ter em quem confiar para dar o nosso voto. Os portugueses sofrem de amnésia suicida. Rapidamente se esquecem de quem que os rouba, lhes tira os empregos e as casas e acabam sempre por votar neles. Uma vez numa quadrilha outra vez na outra. Outros, nem chegam a compreender nada disto.
Para quando as coligações de vários partidos em que se vigiem uns aos outros no interesse do país e para que haja um equilíbrio na política? Com a recente votação em coro sobre o financiamento dos partidos, ficou provado que em todo o parlamento só havia um político honesto. Todos os restantes ou são ladrões ou apoiam os ladrões. Os partidos (e portanto os governos) são formados por autênticas associações de criminosos.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Civismo, Corrupção, Democracia, Desonestidade, Falsidade, Malvadez, Mentira
19 de Junho de 2009
A água alimenta imensos parasitas
Por interessar à generalidade dos consumidores de «água da cidade» refere-se o artigo do Público de ontem com o título «Deco contra as fortes variações praticadas no preço da água entre os vários concelhos do país».
Nele são denunciadas as enormes discrepâncias de preços de cinco metros cúbicos de água fornecida pela rede pública que tanto pode custar 0,75 euros (na Chamusca) como 8,34 euros (na Figueira da Foz) (11 vezes mais, um escândalo). Estes valores foram apurados pela Deco num observatório que engloba 41 municípios. A associação de defesa do consumidor exige transparência no sector e regulamentação que conduza à harmonização dos tarifários que estão a ser praticados.
É sintomático o facto de nos concelhos onde é a câmara local a gerir o serviço, os preços de fornecimento de água serem mais baixos. É o caso do município onde se apura o valor de fundo da tabela – Chamusca - e de forma idêntica dos concelhos de Ponte de Lima, Caminha, Évora e Vila Viçosa.
Pelo contrário, nos concelhos onde o serviço foi concessionado a empresas do sector privado, os valores são geralmente mais elevados. É o caso da Figueira da Foz, onde cinco metros cúbicos de água custam 8,34 euros (este valor inclui a componente volumétrica e a tarifa fixa mensal), e também em Mafra (7,87 euros), Tavira (6,50), Matosinhos (5,68), etc. Um escândalo, em comparação com a Chamusca.
Na maior parte dos concelhos, as Câmaras criaram empresas municipais, ou melhor, privadas geridas por funcionários das autarquias, familiares ou amigos da mesma cor política para gerir a água, ou melhor, para garantir rendimentos adicionais aos funcionários da autarquia que se distinguem pela cor partidária, amizade ao presidente, família ou outros tipos de compromisso ou cumplicidade.
E, assim, o dinheiro é «suavemente» transferido do bolso dos cidadãos para os de incompetentes que, para sobreviverem, têm de sugar os dinheiros públicos, com a cumplicidade de autarcas eleitos. E isto sem o mínimo benefício para o cliente, antes pelo contrário, como a Deco demonstra com os números atrás citados.
É para obter esse efeito que os políticos se esforçam tanto nas campanhas eleitorais a fim de obterem os votos suficientes para subirem ao poleiro de onde dominam os negócios. Isto é facilmente concluído de uma observação mesmo que pouco atenta. Mas se olharmos para aquilo que vai sendo publicado nos órgãos da Comunicação Social sobre enriquecimento ilícito e sigilo bancário, ficamos sem dúvidas.
A moralidade, a honestidade e a transparência democrática aconselham a que as empresas que gerem os serviços públicos estabeleçam uma estrutura de tarifas simples e transparente, de forma a que o consumidor fique claramente informado sobre o valor que tem de pagar, e devem publicitar a justificação dos valores cobrados.
E o Estado deve exercer uma supervisão apertada de todos os serviços em que o cliente não disponha de possibilidade de escolha entre fornecedores. E, mesmo quando haja fornecedores em concorrência, é preciso garantir que sejam evitadas as cartelizações.
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: Abuso, gestão, interesse público, água
10 de Junho de 2009
Resultados Eleitorais
Contrariamente ao que possa aparentar, o povo não está a começar a acordar. Senão, vejamos. A inversão do resultado eleitoral era esperada; o que não era lógico era que fosse na medida verificada. Claro que a arrogância do actual governo ligada à sua política neoliberalista que afastou os verdadeiros socialistas de si e se afastaram tanto para a esquerda e para a direita, assim como as medidas e mezinhas tomadas que têm prejudicado altamente a população em geral, deveria ser castigada nas urnas por ser tão recente. Não nos preocupemos, porém, que em relativamente pouco tempo o povo paspalho tudo esquecerá tal como se esqueceu das misérias do Cavaco.
Além do mais, estes resultados, devido à ganância partidária corrupta de corrida ao tacho, mais do que conhecida e assumida desavergonhadamente como o maior roubo e afrontamento ao país, pode mesmo tornar o país ingovernável durante algum tempo. O que talvez não seja assim tão mau como parece caso o povo se revolte, mas alguns oportunistas aparecerão a aproveitar a situação à custa dos parvalhões que compõem a larga maioria da populaça lorpa e desorientada pelo marketing político contra o qual demonstram bem não estarem ainda vacinados.
Em condições «normais» o resultado desta eleição seria um bom augúrio, mas infelizmente não o é. Com efeito, triste reconhecê-lo para quem tenha dois dedos de memória que lhe chegue até ao governo precedente, com o PSD teria sido bem pior. O descalabro estava preparado e até já fora oficialmente anunciado (inacreditável que as pessoas sejam tão profundamente estúpidas e atrasadas a ponto de o terem arrumado para trás da memória): tudo o que até então tinha funcionado como solidariedade social passava a funcionar com dois pesos e duas medidas (como a justiça), serviços para tratar bem os ricos e serviços para espalhar a miséria e a desgraça entre os pobres e matá-los. Ninguém parece já recordar-se que esse governo tirou as ajudas urgentes aos mais pobres, os medicamentos a quem não os podia mesmo comprar, atirou miseráveis e velhos para um gueto de morte, liquidou o direito a advogado quase por completo, etc.
Algumas destas panaceias sociais foram restabelecidas pelo actual governo, mas sempre ao um nível inferior ao do estado anterior. Ultimamente, o governo tem ainda tomado medidas para evitar uma desgraça ainda maior devido à associação da crise mundial com a nacional herdada do Cavaco. É evidente que essas medidas vão aumentar a dívida externa do país, mas vão evitar uma desgraça maior, insuportável para os menos favorecidos, a maioria dos portugueses. Pelo caminho que o governo anterior estava a tomar, ou se começava a morrer aos montes ou seria necessária uma revolução. Talvez que a última tivesse sido melhor em qualquer um dos dois casos.
Não sejamos néscios, que é precisamente com o que a malvadez requintada dos corruptos conta para satisfazer os seus crimes impunemente, que tão bons são uns como os outros. Há muitos outros factores a considerar. O PSD de hoje não tem nada a ver com o de antanho. Passou a ser um partido que tira aos mais pobres para dar aos mais ricos. Tão corruptos são os dum partido como os de outro. O povo é completamente parvo, acreditando nas balelas que os corruptos de todos os partidos lhes contam e esquecendo-se rapidamente das pulhices que lhe fizeram. Inacreditável, estúpido a mais não poder: quanto mais banha da cobra ladram os malvados, mais o povo acredita, como todos os parvalhões e logo emprenham pelos ouvidos.
Aliás, foi precisamente por isso e por o saber que a Manela Leiteira escolheu o Porco em Pé que grunhe, guincha, ruge, ladra e gesticula na Lavandaria Nacional como um autêntico mentecapto e mentindo como o aborto perverso que é. Bem podia ir buscar factos com razão para atacar, que não faltam, mas é o seu procedimento de ordinário e de rasca que move uma populaça não menos ordinária nem menos rasca. Está em família para poder caçar os votos dos tolos suicidários. É o que o povo desmiolado e incapaz de reflectir quer ouvir; não pensa, adopta tudo o que ouve dos corruptos simplesmente porque estes ocupam cargos oficiais de importância que nunca deveriam ocupar. Viu-se bem pelos discursos do Porco em Pé.
O seu lema era que o seu partido iria fazer melhor pelo país, como de costume. Isto passou muito bem porque os desmiolados já se esqueceram do que o seu partido estava a preparar contra a nação e até de que na origem da crise interna estão os roubos, a má administração, a falta de preparação profissional, a falta de médicos, etc., etc. dos governos do Cavaco. Ao que parece, este deve ter reflectido sobre a sua responsabilidade e tem presentemente um discurso muito diferente daquele de quando era primeiro-ministro. Concedamos que se o Cavaco é o primeiro responsável da miséria actual interna, não fala nem procede hoje como no tempo em que tramou o país. Isto, porém, não o iliba da responsabilidade da consequência dos seus actos.
O único caminho, se se quiser verdadeiramente melhorar é o de acabar com este regime fundado sobre uma constituição concebida para que o povo, que deveria ser soberano, seja uma mera máquina acéfala com o único uso de gerar os votos necessários para darem poder aos bandos oligárquico-mafiosos que se revezam no assalto ao estado. O Cavaco, na sua referência à abstenção, chamou a esta chacota uma democracia. Ora numa democracia o povo tem mão nos políticos e isso nem a miserável da constituição o permite. A constituição portuguesa foi redigida com a intenção de permitir o que agora existe, nem há outra hipótese.
Se olharmos um pouco mais longe, para fora das fronteiras, para a verdadeira Europa e não para a estrumeira dos desprezíveis selvagens sanguinários aqui ao lado, poderemos saber o que é uma democracia. Por aqui nada se conhece, tudo é escondido para evitar que algo mude para melhor, que se trate da saúde aos corruptos e se coloquem os políticos no seu lugar de obediência ao povo soberano. No entanto, há muitos séculos que isso existe: uma democracia em que o povo é verdadeiramente soberano.
Foi por isso que os povos suíços tomaram as rédeas nas mãos e a liberdade dos políticos é limitada a um mínimo apenas funcional, como deve ser, praticamente concebendo projectos de lei em oposição a contrapropostas que o povo escolhe, aprova ou recusa. A nossa constituição é absolutamente anti-democrática. Ter uma não significa ser uma democracia, não significa absolutamente nada. Não houve sempre uma constituição durante o Estado Novo?
Não se conhece nada porque a corja jornaleira, em aberto conluio, encobre praticamente tudo o que possa interessar ao povo e que possa conduzir a um melhor sistema. A escuridão por eles gerada tem sido tão profunda que nos podemos perguntar se, por mera falta de conhecimentos, o povo teria capacidade para tomar as decisões que lhe conviessem num regime como o suíço. A não esquecer que os suíços têm mais de sete séculos de experiência. Quando vemos o comportamento dos pais portugueses em relação às escolas e aos professores temos que ficar com sérias dúvidas sobre a capacidade que essa gente teria para tomar decisões. Todavia, pior que o que se passa actualmente seria bem difícil.
Que risota, o tipo que lançava olhares de cobarde durante mais que o primeiro ano da sua presidência, o Sampaio, chegar a falar num acordo entre partidos. Seria a maior das desgraças para o país. Uma corja ainda menos movível. A melhor prova de que todos são iguais verificou-se aquando da votação da lei de financiamento dos partidos onde só houve um político honesto, a excepção que prova a regra. Isto havia de ser na Suíça!... Não se atreveriam nem se poderiam atrever, com o princípio por que se regem e o ditado que têm: estado (políticos) rico e povo pobre ou estado pobre e povo rico.
Açaimá-los e pôr-lhes um cabresto é a única solução, Portugal não é excepção e tanto os exemplos como os resultados demonstram esta necessidade imperiosa.
Autor:
Mentiroso
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00:35
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Tópicos: Abdicação cívica, Abuso, Arrogância, Ataque à democracia, Crime compensa, Democracia directa, Desonestidade, Hipocrisia, Mentira, Propaganda
29 de Maio de 2009
Persistência na Desinformação
A SIC apresentou esta noite, a seguir ao jornal, uma montagem amalgamada sobre a possível falência da Segurança Social em Portugal. Não fez qualquer referência ao modo como esse problema de sociedade, não apenas português, foi bem resolvido em países avançados. Em seu lugar impingiu-nos lixo como de costume, o exemplo a não seguir da estrumeira nossa vizinha, entre os países mais atrasados da Europa e que não foi ainda capaz de resolver este caso.
No fim ficámos a saber sobre o sistema espanhol, mas nada que nos interessasse a nós, como poderíamos resolver esse problema seguindo métodos adequados e de eficiência comprovada, nalguns casos há décadas. Porque existem e não nos disseram senão balelas, lixo desinformativo, como de costume.
Este assunto já foi objecto de dois posts apresentando essas soluções em vigor noutros países, pelo que em lugar de aqui o repetir se fornecem os links ao fim.
Não se compreende a literal bestialidade destes hipócritas que nos desinformam deliberadamente, tentando manter a população na escuridão do conhecimento. Estes miseráveis tinhosos pedantes não só não cumprem o seu dever profissional de informar, como têm a afronta de enganar todos aqueles que os ouvem e não procurem fontes fidedignas.
Falam e escrevem como iletrados, muito pior que camponeses sem pretensões. Inventam palavras e expressões que tiram o significado ao que dizem, ou enganam ou que não definem nada. Adoptam termos de origem não latina, tal como procedem os peneirosos iletrados noutros países, como alguns norte-americanos fazem com palavras francesas (não anglo-saxónicas). Entre os iletrados é chique ser-se estúpido e dizer asneiras com ar natural ou de pedante arrogante. É uma característica conhecida e que eles seguem ao pé da letra. Sempre assim foi. É como eles são: iletrados e estúpidos. Mas estes são ainda piores, pois que ainda assassinam a gramática. Que admiração, pois, que as gerações rascas jovens os imitem e nem escrever saibam? De quem será a culpa? Ninguém nasce rasca, fazem-nos, e os jornaleiros dão a terceira maior contribuição.
Como quer essa malandragem de parasitas e vigaristas que se tenha um mínimo de consideração por eles? Só servem para impingir mentiras misturadas com romances de meia tigela para diminuírem os conhecimentos dos portugueses, desinformando-os roubando-lhes a capacidade de discernimento e decisão. Neste sentido, a desinformação é de tal ordem que chega a pôr em questão a aptidão nacional para se poder aspirar a uma Democracia Directa. Afinal, para se tomarem as decisões certas nesse sentido o conhecimento sobre qualquer assunto torna-se imprescindível. Todavia, este conhecimento é deliberadamente retirado à população por uma jornaleirada que mente e desinforma em lugar de informar. Quem será pior? Eles ou os políticos? O diabo que escolha.
Já alguém ouviu estes basbaques dizerem que os serviços sociais como o direito ao da saúde e ao das pensões são parte integrante dos Direitos Humanos? Logo após a Abrilada falava-se nisso, mas foi abafado. Porquê?
Portugal não pode ser considerado como um estado de direito por uma infinidade de motivos, mas um que salta aos olhos é o de direito à defesa e de escolha de advogado não ser igual para todos e estar enormemente restringido por uma legislação fascista e anti-pobres. O que nos atiram à cara não tem nenhum valor como significado, a começar pela existência duma constituição. Não havia já uma no tempo do Estado Novo?
Artigos anteriores sobre o assunto e explicativos da forma de angariamento de fundos destinados à Segurança Social adoptados nalguns países europeus:
A mentira sobre o Serviço de Saúde
A mentira sobre os Serviços Sociais
Autor:
Mentiroso
às
23:54
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Tópicos: Desinformação, Desonestidade, Direitos Humanos, Estupidez, Hipocrisia
28 de Maio de 2009
Bando Nojento
Mais uma desgraça provocada pela incompetência tradicional de pseudo assistentes sociais e transformada em folhetim patético por um bando de jornaleiros nojentos.
Atiram-nos estes trastes com canudos à cara, sabendo bem, pelo menos os segundos, que os canudos de estudos portugueses não são reconhecidos em nenhum país digno da classificação de avançado. O estado miserável do ensino em Portugal é amplamente conhecido por toda a União Europeia.
A origem deste caso deve-se à incompetência de assistentes sociais sem preparação, sem capacidade de avaliação. Ao exigirem a entrega da criança russa a pais de adopção sem razão válida segundo o último juiz que se ocupou do caso, mostra a incompetência geral nacional, incluindo a de magistrados e juízes, já que uma decisão em contrário fora previamente tomada. Não é razão para tirar os filhos aos pais por estes serem pobres e segundo o último julgamento não se provou qualquer motivo básico para que essa medida tivesse sido tomada desmioladamente.
Qualquer decisão sobre qualquer caso do género deve ser tomada com verdadeiro conhecimento de causa e não baseado em intuições por incompetentes e incapazes. Como A Segurança Social vê-se obrigada a encarregar ignorantes e inaptos de casos similares por não existir gente competente para eles devido ao sistema instrutivo nacional, que não forma, mas distribui canudos a ignorantes.
A escória jornaleira não desperdiçou o lance para demonstrar a sua incapacidade e falta de profissionalismo, montando programas que foram autênticos circos de discussões estéreis, palhaçadas despropositadas passando completamente em vão as causas dos acontecimentos, como acima notado. Com animais desta estirpe que impedem que se reconheça o verdadeiro mal nunca será possível corrigi-lo para melhorar o país. Acabam por ser eles e outros, que em casos do género assim procedem, quem perpetua Portugal na ponta da cauda da Europa.
Há décadas que assistimos à formação de gerações rascas e incapazes crescerem e substituírem os seus predecessores. Já no tempo do Mário Soares se chamava geração rasca à dos adolescentes da altura. Que prova então que os pais adoptivos sejam melhores que os naturais? Não foram todos criados na mesma rasquice que se apoderou do país e daí também de todas as profissões? Não se reflecte, até na justiça, em que ninguém já confia, povoada de juízes incapazes, incompetentes, ignorantes, mandriões, corruptos, arrogantes e sem a formação necessária?
A primeira medida a tomar, sem a mínima sombra de dúvida, é educar os pais e ensinar-lhes os princípios básicos de civismo já em crianças. O sistema educativo português actual não o faz, aguentem-se as consequências. A modificação das mentalidades tornou-se um imperativo indispensável ao progresso. A população portuguesa colocou-se ao lado do progresso por incapacidade de auto-análise em virtude de jornaleiros e politiqueiros a inchem com orgulho de ser atrasada. Neste momento vivemos numa autêntica estrumeira. Alguns indicativos bem reveladores são o desnorteamento da polícia, que por falta de preparação anda aos tiros por todo o lado e mata em lugar de prender; a corrupção geral, incluindo a política, a que mais destrói o país, o ensino que não prepara ninguém, a pobreza mental geral, bem revelada na impossibilidade de vender seja o que for sem publicidade e de tudo todos comprarem por verem anunciado, o comportamento cívico em que tomam cinismo por civismo. Há muito mais indicativos, mas a apresentação dum rol completo não condiz com o propósito deste post.
Autor:
Mentiroso
às
22:00
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Tópicos: Arrogância, Estado, Incapacidade, Justiça podre
25 de Maio de 2009
Escumalha Unida Contra a Corrupção
O caso do Cravinho despachado para longe para não incomodar as nojentas elites corruptas é hoje bem conhecido. Não é um caso isolado, mas é de certo aquele que mais alusões provocou.
Todos aqueles que de qualquer modo ameaçam os corruptos transformam-se automaticamente em alvos a abater pelas diferentes corjas oligárquicas que governam ou de qualquer outro modo administram o país. É a regra de ouro da escumalha para a sua defesa e continuação da impunidade. Os parasitas tudo farão para continuarem a viver à grande, à custa da pobreza nacional e no meio dela.
O ataque mais recente levantou-se contra o bastonário da Ordem dos Advogados. Homem do centro do país, onde a corrupção de certo se faz sentir como em qualquer outro lado, mas em que mesmo assim lavra com menor intensidade. Menciona repetidamente casos de corrupção ou anti-democráticos, o que só pode criar inimigos entre as turbas que se aproveitam da bandalheira nacional. Quem não for honesto, ofende-se. O teatro do ofendido ofensor. Para mudar alguma coisa seriam precisos uns dez como ele, denunciando sem parar, todos os dias. De certo não seria isso a cura, mas a palavra propagar-se-ia muito mais facilmente, as mentalidades seriam despertadas mais eficientemente e a água mole sempre acabaria de fazer efeito sobre a pedra dura. Sem eles continuaremos nadando na mesma cloaca para onde os políticos corruptos nos atiraram.
A sua última menção refere um caso dos mais amplamente conhecidos e reconhecidos por todo o país: a existência de advogados que ensinam os seus clientes como praticar actos corruptos, vigarices, roubos, etc., escapando por entre as malhas da paródia da justiça nacional, ela também corrupta e administrada por juízes e magistrados que procedem como funcionários públicos, mas que, arrogantemente, querem ser tomados pelo que deveriam ser mas que não são.
Haverá alguém em todo o país que não esteja ao corrente dum ou doutro caso que se enquadre na menção do bastonário? Por todo o lado os ouvimos, é conversa comum de café, tal é o seu conhecimento devido à abundância destes casos. Se querem fazer calar o homem só pode ser para continuarem com a corrupção na prática de crimes que vão ficando impunes. Ou não?
Contra a corrupção, comece-se pelo princípio, pela sua origem, os políticos dos vários partidos que compõem e têm composto os governos. Nada se pode fazer sem que se comece pelo princípio. Quando se lhes puser o cabresto e forem mantidos à rédea bem curta os males começarão a diminuir. Controlá-los, responsabilizá-los e obrigá-los a prestar contas de todas as suas acções, não permitir promulgações de leis que absolvam a corrupção e a tornem impune.
Infelizmente, absurdamente dominado pelo palavreado podre do marketing das corjas políticas e da jornaleirada desinformadora, há ainda muita gente embasbacada que pensa que vive num jardim à beira-mar plantado e não numa verdadeira antecâmara do inferno. Nas suas ideias deslocadas confundem clima com bem-estar social, praias com honestidade, belos rios com bom sistema de saúde, localização geográfica com país democrático.
A maioria vive completamente enganada cuidando que vive em democracia, pois que lhe dizem que os sistemas democráticos existentes noutros países (ex.: os nórdicos) não podem ser adaptados a Portugal (literalmente afirmado pelos corruptos, como o Cagão Feliz afirmou numa entrevista há 4 anos, à parva da Judite de Sousa, que não teve capacidade profissional para retorquir).
Em países onde exista alguma honestidade, muitos políticos se têm suicidado para escaparem á vergonha de terem praticado actos corruptos. Em Portugal ainda se gabam e apresentam a corrupção como uma obra de interesse nacional. Porquê? Porque a população o admite por também ser corrupta, pensando que também dela pode tirar proveito como os políticos. Esta forma de pensar, associada às outras causas aqui mencionadas, conduziu-a à miséria em que actualmente se encontra. Não tem nada de que se queixar, deita-se na cama que fez.
Acreditam estes pobres diabos que por serem portugueses devem defender o que é português, bom ou mau, mesmo até quando os genuinamente portugueses os fornicam por trás. Não compreendem que antes de portugueses e mais do que portugueses são humanos. Não há discernimento entre o que está bem ou mal nem como actuar para melhorar. Não podem compreender estes atrasados mentais que se querem realmente ter orgulho do seu país, a primeira coisa a fazer é torná-lo merecedor de orgulho e que a única forma de lá chegar é precisamente erradicar a escória que faz com que em vez de se poder ter orgulho justificado se tenha vergonha justificada de se ser português.
São estes indivíduos, justamente, aqueles que impedem o progresso por perpetuarem o que está mal com o seu apoio às oligarquias mafiosas. Julgam estes atrasados que a máfia deixará de ser máfia apenas por ser nacional? Que basbaques! Continuam a votar neles por pensarem que TÊM que votar em alguém; por julgarem que uma família mafiosa de corruptos será melhor que outra; para que a corja se vá revezando e tudo continue como sempre. Acreditarão estes paspalhos que alguma vez o cão largará o osso enquanto ele tiver uma única molécula de carne ou sem que lho tirem à força? Por que haviam os corruptos deixar de o ser se isso só lhes dá lucro e bem-estar e continua alegremente impunes? Porque haviam de matar a sua própria galinha dos ovos de oro? Por que haviam de relegar o roubo impune e os lucros dele proveniente? Tudo isto sem que a isso os obriguem!? Como se podem imaginar tais coisas? Que mentalidade tacanha prolifera pela população nacional!
Porque não votam em branco?
Sendo a realidade como é, facilmente se conclui que os primeiros culpados da situação actual são estes, os que lhe facultam e facilitam a continuidade.
Autor:
Mentiroso
às
18:00
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Tópicos: Apoio à corrupção, Corrupção, Democracia, Desonestidade, enriquecimento ilegítimo, Estupidez, Indignidade, Justiça podre, Máfia
24 de Maio de 2009
Sentido da Honra e da Responsabilidade
Há dias circulou por e-mail um vídeo de um politico perante jornalistas convocados para um comunicado à imprensa em que confessou faltas cometidas no seu cargo, entregou um comunicado escrito e, a seguir, retirou de um envelope uma pistola que disparou contra o céu da boca tendo morte imediata.
Hoje no Público Online, vem a notícia do suicídio de um ex Presidente da Coreia do Sul que era acusado de corrupção A notícia pode ser lida fazendo clique neste link Antigo Presidente da Coreia do Sul Roh Moo-Hyun suicida-se.
Na Coreia do Sul, como em alguns outros Países existe o respeito pela Honra, sentido das responsabilidades e defesa da face. Este não quis sujeitar-se à sorte de dois seus antecessores que, em Agosto de 1996, foram severamente condenados em Tribunal. Nessa data, dois antigos Presidentes, apesar de terem sido pilares muito válidos na construção económica do País que tinha sido destruído pela guerra com o vizinho do Nortr, ouviram sentenças por terem cedido à tentação da corrupção, tendo o General Park Chung Hee sido condenado à morte e Roh Tae-Wu a 22 anos de prisão.
Agora Roh Moo-Hyun, que foi Presidente entre 2003 e 2008, suicidou-se ontem saltando de uma rocha e precipitando-se de uma falésia, de acordo com familiares e uma carta de adeus que deixou, em que dizia “não fiquem tristes; a morte e a vida não são a mesma coisa?”
Não se deve fazer a apologia deste género de morte, mas não podemos deixar de desejar que, de uma forma serena e civilizada, muitos responsáveis por irregularidades e atitudes desonestas, contrárias à ética, se confessem publicamente e se auto penalizem pelas indignidades que só não os envergonham porque não sabem o que é honra, dignidade, vergonha e sentido das responsabilidades. Estão neste caso situações de corrupção, tráficos diversos e transacções com dinheiro vivo, visíveis pelo enriquecimento ilícito e rápido, o que é especialmente grave e danoso quando podem estar em jogo dinheiros públicos.
Autor:
A. João Soares
às
10:42
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Tópicos: Corrupção, Dignidade, Honestidade, honradez
10 de Maio de 2009
Propostas concretas são indispensáveis
São necessárias soluções, medidas prática, honestas, aplicáveis, para resolver os problemas do País. É importante fazer o diagnóstico, mas isso de nada vale sem, depois, se aplicar a terapia adequada, a medicação eficaz, mas com verdade, sem promessas falsas, como tem acontecido. Interessante este artigo do Correio da Manhã.
Democracia doente
CM. 10 Maio 2009 - 00h30, por Eduardo Dâmaso, director-adjunto
Manuela Ferreira Leite disse ontem que a democracia portuguesa está doente por causa do "clima de medo" que alastra pelo País. Há medo de tudo: de falar, de ser escutado ao telefone, de recusar isto, de pedir aquilo. A líder do PSD recua no tempo, numa viagem espectral aos tempos da ditadura.
Percebe-se a intenção, mas o exagero é manifesto. É preferível que o PSD comece a falar de propostas concretas em vez de agitar fantasmas. Hoje em dia, a insegurança é grande, a crise ameaça o emprego, a juventude afunda-se nos recibos verdes, as universidades formam legiões de gente sem esperança, os pequenos déspotas de nomeação política que mandam em algumas áreas da Função Pública mostram todos os dias a soberba típica da mediocridade exibicionista. Mas, medo!? Medo daquele que encolheu um país inteiro por 48 anos!? Não, não é esse o caminho da seriedade.
O caminho da seriedade e da credibilidade que pode convencer alguém a mudar de voto está nas respostas concretas aos problemas, não na agitação de fantasmas. Se o PSD não disser o que muda na Justiça, o que faz nas periferias explosivas, como vai gerir a segurança, reformar a Educação e a Saúde, ou se é capaz de criar um modelo de protecção social que não seja tributário da velha e salazarista misericordiazinha, então, não haverá fantasma que lhe acuda.
Autor:
A. João Soares
às
07:36
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Tópicos: acção, propostas concretas, soluções
30 de Abril de 2009
Mafia Oligárquica Legisla Para Apoio da Corrupção Política
Em consenso unânime, os partidos aprovaram hoje uma lei cuja única finalidade possível é a da fomentação e da protecção à corrupção política.
Numa conjuntura em que se impõem medidas económicas, as oligarquias partidárias – mais uma vez demonstrando que apenas governam para roubar a nação – aprovaram uma lei sobre o financiamento dos partidos, por unanimidade, que lhes permite encobrir os roubos por corrupção, aumentando 55 vezes o limite desse financiamento em dinheiro líquido. Tudo isto apenas sob o pretexto da necessidade de financiamento do PC na festa do Avante. Em princípio, a lei seria apenas no sentido de permitir a recolha de fundos em dinheiro na festa do Avante, embora com a definição de um limite, e deveria também diferenciar o montante das multas em função da dimensão do partido a que se refere. Os vigaristas mafiosos não perderam a ocasião para a transformar numa defesa da sua própria corrupção. Não restam dúvidas de que os partidos portugueses são associações de malfeitores que se apoiam mutuamente na defesa dos interesses ilícitos comuns.
Sobre o PS já conheciamos as peripécias sobre o assunto e as suas recusas em fazer algo significativo para diminuir a corrupção política. Agora, vê-se também e transparentemente a que ponto a Manela Leiteira nos mente e é vigarista. Nenhuma das pequenas medidas ou mezinhas que o governo tem aposto para fingir contrariar a corrupção tem escapado às críticas da miserável impostora que é a chiba, por insuficientes. De certo que têm sido até mais que insuficientes, mas ela revele-nos agora claramente o seu pensamento ao juntar-se aos outros corruptos para aprovar a lei que lhes permite roubar sem prestar contas, a lei que lava as mãos aos criminosos.
Todos os partidos têm feito um grande alarido contra a corrupção e agora prova-se que, tal como de costume, tem sido tudo banha da cobra barata para papalvos e o que pretendem é unicamente aumentar a corrupção que fingem reprovar paralelamente com a sua impunidade. É a maior afronta e o maior escândalo de todos os tempos, bem superior à arrogância e marketing do Sócrates ou da Leiteira sozinhos; Nem tem equivalente ou semelhança, pois que vem alargar o caminho da corrupção e da sua impunidade.
Num tempo recorde, a lei foi discutida combinada e aprovada por unanimidade pela cambada de deputados corruptos de todos os partidos, facto que atesta o grau e a expansão da corrupção política nacional.
Constata-se claramente como todas as alegações neste sentido expostas neste blog, assim como no do Leão Pelado ou no Site da Mentira! Apenas pecam por insuficientes.
Somos governados por criminosos de direito comum e de alto calibre.
Vamos continuar a votar nas associações de malfeitores constituídas em partidos políticos, nas oligarquias da máfia? Corramos com eles! Ponham-se-lhes rédeas bem curtas, obriguem-se a prestar contas aos que os elegem. Vote-se em branco, que nenhum dos partidos merece a mínima confiança. Votar num ou noutro é o que eles querem para se irem revezando na exploração: ora rouba uma oligarquia, ora rouba outra. Votar neles é aprová-los, a eles e ao sistema. O sistema tem que passar a impossibilitar a promulgação de leis que não obtenham a aprovação directa da população, num sistema de democracia directa.
Aguardemos agora para ver como o Cavaco se pronunciará, o principal autor da actual miséria nacional à excepção da parte causada pela crise mundial e que pretende chorara lágrimas de crocodilo.
Vejam-se os detalhes:
Público
Diário de Notícias
Sol
Notícias
Autor:
Mentiroso
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15:12
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Tópicos: Apoio à corrupção, Ataque à democracia, Cidadania, Crime compensa, Democracia, Democracia directa, Desonestidade, Escândalo, Hipocrisia, Oligarquias, Parasitismo, Roubo autorizado
24 de Abril de 2009
Políticos Anularam a Utilidade do 25 de Abril
É o falhanço do golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974 que está na origem daquilo a que se convencionou chamar de Revolução dos Cravos ou Revolução de ABRIL. Esta opinião que perfilho desde aquele dia, hoje data histórica, tornou-se já uma asserção pacificamente aceite pelos mais destacados protagonistas militares do evento (Melo Antunes, por exemplo) e também por alguns historiadores isentos, no sentido de não enfeudados a certos interesses político-partidários.
25 de Abril de 1995
Aventino Teixeira (16.07.1932 – 10.04.2009)
Clique para ler tudo.
35 anos após, o único feito notável é que o país – em relação aos outros países europeus – acumulou um atraso de mais de cerca de 25 anos sobre os 20 e tal que já tinha no dia do golpe. Foi o que a corrupção e a máfia política nos ofereceram. Até hoje, os únicos que lucraram com a Abrilada foram os que compõe essa máfia oligárquica que se apoderou do país e os jornaleiros que tudo de interesse nos encobrem e nos projectaram numa ignorância profunda. Com efeito, tanto políticos como jornalistas gozam hoje duma liberdade que não tiveram durante o Estado Novo, a qual têm usado no seu exclusivo interesse pessoal, enriquecendo roubando o país e desprezando os interesses nacionais. Devido à deformação da sociedade operada pela corrupção e interesses ilícitos da máfia oligárquica, o cidadão comum goza hoje de muito menos liberdade do que no tempo do Estado Novo. Afinal a liberdade não se limita nem se restringe à liberdade de expressão, mas a tudo aquilo que faz parte da vida normal, e essa foi posta em causa, espezinhada por essa máfia na defesa dos seus interesses particulares.
Até hoje, nenhum partido nem governo instaurou qualquer plano de base para o progresso do país, nem mesmo utilizando os fundos de coesão europeus especialmente criados e recebidos para essa finalidade. Nunca houve uma verdadeira preparação dos empresários nem uma formação contínua dos seus empregados. Os fundos foram roubados, mal administrados e desbaratados de diversas formas, principalmente pelos governos do Cavaco, que ainda deixou o governo com um défice superior a 5%! É obra! Já todos se terão esquecido do enorme número de novos-ricos que apareceram nessa altura? Eram políticos, familiares, amigos e alguns oportunista com sorte. Para nosso mal o Cavaco não é o único a recriminar, mas apenas o autor da nossa miséria actual, a crise não se gerou nos últimos anos.
Continuamos a ter um sistema de saúde que por mal administrado sai tanto ou mais caro que o dos países onde ele é bom e com uma cobertura muito mais abrangente. É um sistema arcaico e do velho estilo comunista em que nem tampouco se pode escolher o médico que se deseje. Inacreditável e aceite por todos devido à desinformação jornaleira.
Os jornalistas deixaram se ser profissionais para passarem a defender os interesses dos seus patrões. São uma miséria didáctica não funcional; não informam a população daquilo que ela pode usar em seu interesse nem sobre como defender-se dos golpes dos políticos e dominá-los, escamoteiam os bons resultados políticos levados a cabo em países avançados controlados pelos seus povos, impedindo assim o seu conhecimento neste país e que se possam seguir ideias comprovadas como úteis. Isto gerou a ignorância política da população, que não compreende que o seu interesse pode ser o contrário do do seu partido, sendo assim usada pelos partidos como mero material de voto (carne para canhão). Depois, como Victor Hugo escreveu na década de 1860, a ignorância é a mãe da estupidez.
Afinal, 25 de Abril para quê? Que se comemora hoje para além dum sonho jamais realizado, deste período de aproveitamento da máfia oligárquica política, dos roubos descarados, da passividade dum povo entorpecido e anestesiado e sem qualquer reacção, que não aprendeu nem foi ensinado como usar a sua liberdade para domesticar as bestas políticas corruptas, mas que foi amestrado para tudo lhes admitir e aceitar, apenas respingando mansamente. Em italiano, manzo (manso) é um boi. Recordou-nos recentemente o General Eanes que devemos pedir contas aos políticos. Porque não o faz este povo embrutecido que permite ser flagelado impunemente de tal forma?
Temos que compreender que votar num partido ou noutro é fazermos o jogo dos corruptos, é irmos substituindo uma oligarquia por outra, assim se revezando e todas continuarem a aproveitar-se para nos roubarem e manterem na maior das misérias da Europa. Não devemos aceitar o que a corrupção nos impinge no seu próprio interesse e contra o nosso, devemos analisar os factos passados e deles tirar conclusões sem nos deixarmos influenciar. Em seguida devemos agir em consequência. Chega de palavreado.
Um longo relato, resumo da história moderna e da sociedade, não contado pelos conhecidos historiadores interesseiros: veja aqui.
Outros posts sobre a mesma matéria foram recentemente publicados neste blog. Queira vê-los abaixo, p.f.
Outro post sobre o assunto se seguirá muito em breve.
Veja-se ainda aqui e ainda aqui e aqui
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Mentiroso
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Tópicos: Abdicação cívica, Abrilada, Ataque à democracia, Corrupção, Roubo autorizado
23 de Abril de 2009
Políticos e Jornaleiros
Quem quer que tenha assistido à entrevista do Primeiro-Ministro na passada terça-feira 21, na RTP, só sendo cego, surdo e mudo poderia deixar de compreender o estado lamentável, a falta de capacidade mental ou conluio da jornaleirada incompetente, mas a quem não faltam prosápias nem arrogância. Por outro lado, assistimos a mais uma demonstração do treino, capacidade e competência dum político dos mais exímios em marketing. Poderá não ser um bom engenhocas, mas como publicista é invencível.
A incompetência dos entrevistadores foi incomensurável, como de costume. São incapazes de fazer perguntas sobre assuntos verdadeiramente judiciosos, e quando as fazem interrompem mal educadamente quem quer que seja o entrevistado, não dando aos telespectadores a possibilidade de ouvir a resposta. Não é isto uma característica própria dos jornaleiros portugueses, mas também dos de outros países meio incivilizados que neste aspecto nos são comparáveis.
Deixaram-nos completamente a zero sobre a questão do comboio a alta velocidade, certamente uma das mais importantes, dado o seu reflexo no futuro e o descabido exagero do projecto. Inacreditável, este assunto quase não foi tocado. Foram incapazes de pousar qualquer pergunta interessante ao interlocutor, o qual, com uma formação mediática de banha da cobra bem superior à sua os ludibriou de olhos fechados. Podiam-se notar as suas caras de estupefacção ao ouvirem as respostas. O que indica a falta de competência e de preparação daquele par de paspalhos.
Quanto ao Sócrates, evidentemente que com a sua escola não desperdiçou a ocasião que os parvalhões pedantes lhe apresentaram sobre um tabuleiro. Serviu-se dela para a sua publicidade costumeira e ao contrário dos outros com uma excelente preparação.
Sobre o caso Freeport, também não ficámos muito mais informados. Ainda que o segredo de justiça exista, as perguntas poderiam ser melhor adaptadas e não apenas no sentido que pareceu ser o de dar uma deixa ao interlocutor para se limpar. Na verdade, como já referido neste blog, tudo é de acreditar e não só os dois extremos geralmente citados, pois que existem muitas coincidências, talvez reveladoras, em ambos os sentidos. As condenações acérrimas em praça pública, contrariando o direito constitucional à presunção de inocência só têm tido a utilidade, não negligenciável, de espevitar a investigação. Terá ele convidado o Ministério Público a averiguar as suas contas bancárias? Continua a não se saber. O silêncio do Sócrates e dos seus colaboradores também não pode jogar em seu favor. No entanto se está verdadeiramente inocente, este procedimento é menos recriminador. Por outro lado, se culpa existe nalguma parte o(s) responsável(áveis) deve(m) ser dura e exemplarmente julgado(s) para que sirva de exemplo e de precedente jurídico no país, pois que infelizmente nem um nem outro existem ainda. SEja o que for que se venha a provar incontestavelmente, como deveria ser, haverá sempre uma facção a quem vai doer muito.
Nenhum dos presumíveis factos até agora apontados em qualquer dos dois sentidos (culpa ou inocência) de conhecimento público é convincente; nem têm resistido ao aprofundamento das investigações. Diz-se muita coisa, mas tudo sem verdadeiras bases. Os mais acérrimos, evidentemente, só podem ser os extremistas de ambos os lados. Tudo isto causado pela desconfiança geral na justiça com imensos exemplos de conluio e de corrupção. Como confiar agora na sua competência e isenção de influências, mesmo das opiniões pessoais dos próprios investigadores? Todavia, este caso, de tanto interesse geral manifestado coloca a justiça sob observação nacional o que a pode compelir a seguir o comportamento que sempre deveria ser o seu.
Por uma vez, o Sócrates conseguiu dizer algumas verdades sobre a sua má política e os seus maus projectos: na sua grande maioria não são de concepção sua, mas ideias que comprou ao PSD/PP aquando no governo. Este blog tem insistido sobre esta verdade devido a ela se encontrar na origem da desorientação do PSD e que tantos não querem ver e escamoteiam interessadamente. Se um governo segue as linhas que um partido – agora na oposição – traçou quando ele mesmo foi governo, como pode ele em seguida fazer uma oposição realista ou com senso, ou mesmo qualquer tipo de oposição? Terão que se limitar a dar meras opiniões, apresentando apenas o que não passa de pequenos melhoramentos aos actos do governo.
O grande trunfo dos partidos, como nesta altura se vê no PSD (costume geral que não se limita a este partido) é usarem do seu conhecimento do fraco discernimento e instrução política da população, jogando à vontade com a sua imaturidade política e credulidade saloia. Neste sentido ressai a recente escolha da Manela Leiteira (esta característica não é só do PSD) no Porco em Pé que na Lavandaria Nacional guincha e esperneia como um porco ao lhe espetarem a faca. Um verdadeiro palhaço de porco, cujos guinchos não são mais do que espectáculo armado para os crédulos. Diz coisas sem nexos, faz da mentira, da vigarice e do sofisma o seu dogma. Um verdadeiro pobre diabo incapaz, o Porco em Pé. A escolha da Manela, porém, justifica-se perfeitamente por adequada àquilo que a população aceita devido ao estado atrasado em que se encontra. Não é que os melhores políticos portugueses são na verdade aqueles que em lugar de fazer avançar o país se servem dos fracos da população para a lograrem a torto e a direito? Quando a população sempre aplaude tolamente o seu partido (os seus vigaristas de estimação)¸ que esperar dela? O melhor para a falsidade política é aproveitarem-se desta miséria em lugar de tentar erradicá-la, que enquanto ela durar os corruptos poderão enriquecer à nossa custa.
Em conclusão, podemos bem limpar as mãos à parede tanto pelos políticos corruptos que temos como pela grande maioria dos jornaleiros incompetentes que têm feito da profissão um acto de fé para nos desinformar. Jamais se ocuparam em nos mostrar como se passa em países avançados, partindo do princípio de que esses exemplos para Portugal não servem. Contudo, esses países avançados não começaram de cima para baixo e poderíamos bem seguir o caminho que os levou a uma maior democracia, justiça, igualdade dos cidadãos, melhores sistemas de saúde e de segurança social, melhor vida nacional, etc. Em lugar disso, vêm-nos sempre os desinformadores com exemplos da estrumeira nossa vizinha. Não há um dia em que os execrandos espanhóis não sejam citados, nem que não nos contem coisas que nos encobrem o que poderíamos copiar daqueles que triunfaram. Que nos interessa a estrumeira espanhola? O que queremos conhecer é o que se passa em países avançados. Se quisermos avançar. Quem quer que tenha assistido aos noticiários noutros países recordará que muito raramente neles se fala em Espanha. Não lhes interessa como exemplo.
Este governo tem mesmo alinhado com eles na sua opressão, humilhação e sacrifício do povo Basco por este querer apenas aquilo a que tem direito, que está escrito bem claramente na Carta da Nações Unidas e que nela é a menção principal: todo o povo tem direito à auto-determinação. Se é verdade que os castelhanos querem paz e não as bombas e os atentados dos Bascos, é simples, basta fazerem a única coisa que acabará com isso e que trará a paz a todos: darem-lhes aquilo que pretendem, a independência a que têm direito incontestável. Se não o fazem é porque não querem paz, o resto são tretas e mentiras para ignorantes engolirem. O povo Basco é um povo escravizado há séculos, que nem tem a mínima relação étnica com os povos da península nem com os de França, é uma colónia à força. Os abortos jornaleiros, que tanto nos ladram sobre o lixo castelhano, não nos contam isto, assim como nos escamoteiam tantas outras coisas, como o que na realidade se passa na Palestina, etc., etc.
Do modo como os partidos políticos continuam a comportar-se – e que decerto não vão mudar sem que a isso os obriguemos – a única solução é precisamente a de os obrigarmos a mudar. De outro modo tudo continuará com pequenas camuflagens. Não se pense que vão deixar de roubar o país e dele se servirem em lugar de o servirem, apenas por ser esse o seu dever.
Autor:
Mentiroso
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18:50
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Tópicos: Desinformação
15 de Abril de 2009
Investimento e Consumo
ou o Fim do Planeta?
O investimento é sempre produtivo e gerador de riqueza no sistema neo-liberal e capitalista selvagem em que vivemos, iniciado nos EUA na década de 1950 e que se estendeu a quase todo o mundo. Baseado no consumo e numa produção de artigos de curta duração, a sua eficiência é garantida e provada por décadas em que o desperdício planificado sempre produziu os resultados aguardados.
Numa tal conjuntura não restam dúvidas que os planos do governo de investimentos em grandes obras garantem produção de riqueza, mesmo o mais descabido e inútil de todos, o das linhas de comboio a alta velocidade, completamente desnecessário no país. É assunto confirmado por várias décadas de experiência. Os ataques contra a ideia com base na sua ineficiência só podem pois ser ouvidos por desactualizados que o ignorem, os quais não faltam e de que os políticos, génios do marketing, sabem bem aproveitar-se. Resta que jamais se deveriam conceber investimentos com uma tal inutilidade. Os dois factos demonstram por um lado a idiotice da concepção, por outro a má fé nas objecções.
Esta má fé tem sido amplamente usada e inflada pela oposição do PSD, um partido que tem mal em se encontrar na oposição e que demonstra bem a má índole dos políticos (desse partido ou não, neste ponto todos são iguais) na sua luta desenfreada para conquistar um poder que por falta de controlo e sua desonestidade endémica lhes tem permitido tudo açambarcar e roubar e ficarem indemnes devido à falta de poder associativo da população e sua ignorância, assim como a uma justiça mandriona, podre e corrupta até à medula, que esconde os seus defeitos e incapacidade sob uma capa de arrogância.
Temos visto, ultimamente, a Manela Leiteira falar com uma segurança que só lhe é possível mediante essa grande ignorância da população, assim como à sua mentalidade tão enormemente retardada que se esquece completamente do passado e crê no que os bastardos vigaristas lhe contam a ponto de serem eles mesmos os primeiros culpados da corrupção política. Com efeito e como se tem verificado, o povo, em geral, sempre ataca qualquer governo, sobretudo quando ele não lhes encha o prato e a bolsa, defendendo a oposição. Ora é este o modelo ideal para perpetuar o sistema das oligarquias mafiosas. Voltando-se ora contra uns, ora contra outros, vão-se elegendo corruptos para substituírem outros corruptos, mantendo simultaneamente o ciclo e o sistema. Votar neles é apoiá-los, dizer-lhes que se está de acordo com as suas canalhices, pulhices, baixeza, imoralidade, injustiças, roubos – é mais do que absolvê-los, é aprová-los. Não se compreende como se pode ser tão estúpido a ponto de aprovar aquilo de que se reclama sem cessar. Os políticos, exímios em marketing, a sua primeira e por vezes única formação com alto aproveitamento, não vão deixar de aceitar o que os pobres bobos lhe oferecem num tabuleiro.
A camelice está tão entranhada que resultou na eleição daquele que até hoje mais contribuiu para a desgraça nacional; quem lhes roubou a comida do prato, diminuiu os ordenados, não restaurou o sistema de saúde, diminuiu drasticamente o número de médicos ao ponto que se conhece, etc. Sobretudo, empurrou-os para uma longa penúria por não ter preparado o país para a sua junção ao sistema económico europeu (a junção à moeda única) com os fundos de coesão para esse fim. O pai da miséria nacional. Este processo que demorou uns 15 anos a instaurar-se não poderá ser ultrapassado em menos do dobro desse tempo. Não tenhamos ilusões.
Há quem o queira desculpar dizendo que até hoje esses fundos continuam a jorrar. Pois continuam, mas o tempo passou, a altura para o fazer também e agora nem as empresas nem os trabalhadores – ambos sem formação contínua – estão aptos a competir com os outros países, europeus ou não. Nesta altura, Portugal atravessa duas crises: a mundial, do consumismo e do capitalismo selvagens, devida a um sistema contra a própria Terra e tudo o que ela engloba, incluindo a própria existência humana e a crise nacional da inaptidão instaurada no país pelos governos do Cavaco. O seu crime é tanto maior por ser economista de formação.
Vem a chiba Leiteira contar-nos historietas para adormecer intoxicados, retardados mentais, desinformados, anestesiados e outros mamões porque sabe que eles o são a ponto de virem a votar na sua enorme bestialidade. Bestialidade e malvadez que ela e o seu comparsa Cagão Feliz comprovaram aquando no governo: planearam a exterminação dos sistemas de pensões e de saúde baseados na solidariedade. Inacreditável. É um facto que ela esconde e que os papalvos esqueceram. A ignorância dos portugueses devido à desinformação é de tal ordem que existem muitos que nem acreditam que Portugal é actualmente o único país europeu em que é vedado ao cidadão escolher o médico, que nos outros países, para além dos hospitais, todos os médicos trabalham nos seus consultórios para o sistema nacional de saúde, que existem tarifários acordados entre o equivalente da Ordem dos Médicos e os governos que compreendem todos os actos médicos e que eles são assim retribuídos. Pudera, com o sistema que se tem bem podem construir hospitais, que nunca chegarão. Temos um sistema arcaico do tipo comunista da ex-URSS e satélites.
Voltando aos investimentos, em nenhum caso o seu sucesso económico garantido deve ser tomado como um trunfo, pois que esse sucesso existe apenas mediante o sacrifício do Planeta. O sistema de consumo selvagem actual não pode perdurar paralelamente à vida na Terra. Nos últimos 30 anos destruíram-se 33% dos recursos do planeta. Mais 60 e será a razia completa. Daí, esses investimentos são condenáveis por este motivo apenas e não pelos que a chiba inventa e nos quer impingir mentindo descarada e desavergonhadamente. Só a consciência da ignorância nacional lhe permite todas estas imposturas de maligna. Tem o direito de desacordar e a obrigação de não mentir.
Outro facto contrário a nossa existência na terra e aos nossos descendentes é os governos estimularem a reprodução humana e a imigração para aumento das populações já demasiado grande, unicamente para aumentar o consumo. O seu aumento apenas servirá para abreviar a subsistência da Terra. Outros métodos em que o consumo decresça, a fabricação de bens mais duráveis, assim como a diminuição da população mundial são imprescindíveis se quisermos que os nossos netos tenham netos. Não subsiste hoje qualquer dúvida a este propósito.
Tanto os planos do governo, anti-vida terrestre, ruinosos e supérfluos, quando outros investimentos se justificam como muito mais necessários, como as bestiais barbaridades da Manela Leiteira são contra a natureza, para o empobrecimento e, sobretudo, perpetuam a continuidade do mau sistema.
Se queremos realmente extirpar este cancro das oligarquias mafiosas, gananciosas e corruptas, teremos de pôr um cabresto nos corruptos que as formam para dominá-los por completo. Enquanto não se operar nesse sentido não se tem o direito de reclamar.
Conheça mais sobre a história do consumismo e de como começou, do bem-estar fictício, do progressivo e inexorável extermínio da vida na terra, num filme instrutivo. Nota: Este filme pode vir a ser retirado do servidor.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Atraso, Cavaco, Coerência, Corrupção, Crime compensa, Desinformação, Hipocrisia, Insolência, Miséria nacional, Propaganda
11 de Abril de 2009
Férias e o estado da Nação
Transcrição de texto recebido por e-mail :
Férias de Páscoa para alguns…
Por Susana Barbosa
Quando já todos estávamos cientes de que o Presidente da República, Cavaco Silva, estaria de férias antecipadas de Páscoa, eis que esta semana ele faz uma aparição súbita ao país, quebrando o seu aterrorizante silêncio, que perdura há já algumas semanas, precisamente para que os portugueses possam ouvir a sua boa-nova: Sua Excelência, o Sr. Presidente da República, quebra o seu silêncio, para dizer aos portugueses que se silencia!
Ora aí está uma atitude digna de registo! De resto, ter-se-á recolhido de novo às suas recatadas férias, pois as visitas de cortesia, e as inaugurações aliadas aos cortes de tantas fitas, são de uma canseira incalculável, que só mesmo nós, pobres e comuns cidadãos, não conseguimos valorizar devido a outros tipos de cansaços…
É realmente extraordinário este “Jardinzinho” em que vivemos, à beira-mar plantado! Cada vez mais infestado de ervas daninhas… onde tudo, mesmo “TUDO” pode acontecer, que já ninguém se surpreende…, e até onde mesmo assim, nos continuamos a dar ao luxo de continuar a sustentar e a fazer a manutenção dos Reais Jardins de quem se está “nas tintas” para a nossa triste Pátria, e sobretudo, para quem nos desgoverna todos os dias.
Tudo isto, claro está, a bem da famosa estabilidade! Quem o diz, é sua reverência, o Sr. Presidente da República.
Mas, questionamos nós, mas que estabilidade? “Eles” querem-nos fazer crer na estabilidade de quê, e de quem? Só se for a bem das suas próprias estabilidades… porque neste pobre país, o desequilíbrio é de tal ordem, que não tardará muito, que também quem nos (des)governa, passe a viver na “corda bamba”.
Enquanto isso, o “intocável” e “implacável” José Sócrates, continua com espaço de manobra para ludibriar quem deseja, pois lá diz o velho ditado “com papas e bolos, se enganam os tolos”!
Revoltas para quê? Mais manifestações a quem interessam? Então, se até as taxas de juro estão mais baixas do que nunca, e se até os combustíveis baixaram, e se até os salários dos funcionários públicos subiram 2,9%, vá-se lá entender quem continua a dizer que o país vai mal… Já alguém ouviu dizer que as empresas municipais despediram pessoal? Já alguém ouviu dizer que o governo diminuiu pessoal ou demitiu assessores? Já alguém ouviu dizer que o Estado anda preocupado em diminuir custos?
Pois não, efectivamente, só ouvimos falar em cobranças e em fiscalização de impostos. A alta tecnologia só chega em condições perfeitas, ao Parlamento e às Repartições de Finanças. Os cruzamentos de dados e as investigações neste país, também só servem para quem trabalha e não para quem rouba!
Há dias, num encontro após uma conferência, ouvíamos dizer que de férias de Páscoa, um dos conferencistas iria de férias para o sul de Itália, outro para o Algarve, e ainda um outro para o Brasil. Por incrível que pareça, eram todos funcionários públicos bem instalados, porque será?
José Sócrates, esse, poderá ir até para o Inferno a preço de ouro, que ninguém se preocupará. Tudo isto, enquanto for ano de eleições. Tudo isto enquanto o Estado não retirar regalias ao próprio Estado... Tudo isto, enquanto uns sangram e outros engordam. Tudo isto, enquanto quem está dentro do sistema está alimentado, e quem se encontra fora dele desespera à míngua.
Tudo isto, repetimos, enquanto é ano de eleições! Temos por certo que o pior está para vir. O pior, virá depois. E o pior é que nessa altura será para todos os portugueses sem excepção.
Susana Barbosa
NOTA: Não conheço a autora e a consulta Internet deu-me várias pessoas com igual nome. Porém, o texto merece ser lido, com os cuidados habituais, e meditado porque há pontos de grande interesse. Não me parece que, em momentos difíceis, se deva falar em ESTABILIDADE, pois isso representa resignação à crise o que contraria as palavras do PR quando aconselha a não nos resignarmos. Em vez de estagnação precisamos de acção, de reestruturação, de reorganização, de procura de soluções para reduzir desperdícios e controlar as despesas não produtivas ao mínimo indispensável, de avaliar o desempenho de cada quadro superiore (assessores p.e.). Há que analisar o que tem estado mal, opado, inflacionado e emagrecer, eliminando a obesidade do aparelho do Estado, criadora de burocracia bloqueadora que propicia a corrupção e o tão falado enriquecimento ilícito. Os portugueses que vivem com dificuldades extremas não podem sentir-se confortáveis ao ponto de desejarem a estabilidade da sua miséria, vendo outros, que vivem dos seus impostos, continuarem cada vez melhor.
Em vez de estabilidade, precisamos de recuos corajosos naquilo que está errado.
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: férias para alguns, injustiça social
4 de Abril de 2009
Hipocrisia e Cinismo, Valores Basilares dos Políticos
Hipocrisia, malandrice, vigarice, cinismo, instinto baixos e de roubo, falsidade e má fé são as qualidades que caracterizam a ampla maioria dos políticos. Os políticos portugueses não só as têm todas como as têm aperfeiçoado com o maior esmero.
O primeiro-ministro faz jus à sua fama de mentiroso, de prometer o que nem lhe passa pela cabeça cumprir, de afrontoso arrogante. Acusado de traidor pela Human Rights Watch, tem tido um percurso vergonhoso marcado por acções anti-sociais/anti-socialistas, tais como as descritas em alguns dos posts da mesma autoria do presente: Déspota Iluminado Mete a Pata na Poça, O Nazismo Ressuscitado em Portugal, O Déspota Iluminado, assim como pelo menos noutra meia dúzia de posts que realçam as suas façanhas. É um carácter bem enquadrado nas linhas dos políticos nacionais, um exemplo do que jamais deveria ser e de que os carneiros dos eleitores tudo permitem.
Não obstante o que Sócrates tem demonstrado ser, não está só na sua cátedra ranhosa e há mesmo quem lhe bata a palma. Com efeito, a Manela Leiteira tem demonstrado a sua exímia superioridade na falsidade, na banha da cobra, na blasfema mentira que equivale a chamar de estúpidos, aos gritos a quem a houve, por julgar que a vão acreditar. E muitos acreditam para seu próprio mal. Por uma vez que o Sócrates disse uma única verdade, possivelmente a única em anos, desmente-o ao ele referir que o partido dela queria destruir a Segurança Social o Serviço Nacional de tornando-os privados e pagos.
Ora isto é verdade, não passando duma simples constatação, um assunto que foi abordado em devida altura em pelo menos cinco posts do Blog do Leão Pelado [1, 2, 3, 4, 5]. De acordo com as explicações do Cagão Feliz, por ele testemunhadas em diversas entrevistas e alocuções, a Seg. Soc. e a Saúde em Portugal deveriam seguir caminho idêntico ao que seguiram noutros países da Europa, ou seja, segundo ele, serem pagas por contribuições privadas e asseguradas também privadamente. Por outras palavras, ter dois serviços, um para os que podiam pagar e outro para os pobres, cavando ainda mais o fosso entre uns e outros, instituindo oficialmente uma separação de classes de cidadania.
O que o miserável canalha escondeu foi que não contava senão uma parte da verdade, construindo uma mentira monstruosa sobre uma verdade parcial. Com efeito o sistema existe, mas não desse modo e sem ter como consequência uma separação de classes. Tomemos, por exemplo a Suíça, precisamente por ser tão bem conhecida como país super capitalista, ainda que também de democracia directa. O serviço de saúde do Estado é efectivamente financiado por instituições seguradoras privadas. Começou por ter contribuições de diferentes níveis, criando uma separação entre mais ricos e mais pobres, notando-se, todavia, que todos tinham direito aos mesmos médicos e serviços de saúde, sendo a diferença apenas ao nível da hotelaria. Contrariamente ao sistema de inspiração comunista português que provoca os «engarrafamentos» conhecidos e restringe os nossos direitos, qualquer pessoa sempre pôde e pode consultar o médico que quiser e tratar-se onde deseje.
Mais tarde, mesmo sendo estas diferenças apenas ao nível das contribuições e dos serviços anexos de hotelaria, os governos eliminaram ainda todas as diferenças, obrigando as seguradoras a praticarem contribuições idênticas em todo o país e em todas as condições, democraticamente. Continuou, contudo a possibilidade de se ser internado em quarto privado, sendo esta diferença paga à parte. Aliás, todos os actos médicos são tabelados não é possível a qualquer hospital, do estado ou privado, aplicar uma tarifa diferente do previsto na tabela. Era isto o que o pulha do Cagão queria fazer? Não, como muito bem explicou tratava-se dum sistema livre em que quem não pagasse não tinha direitos. O monstro encobriu a verdade porque queria tramar os portugueses.
Ainda no país deste exemplo, quanto à Seg. Soc., como as reformas e pensões estavam a ser ameaçadas por os fundos não serem suficientes para as providenciarem num futuro relativamente próximo, na década de 1970 foi criado um sistema de contribuição adicional, semi-privado. Neste sistema, cada empregado e entidade patronal passaram a descontar ou contribuir para um fundo junto duma seguradora, o qual foi regido por um regulamento restrito. Este fundo destinou-se a vir ser acrescentado à pensão de reforma, de invalidez ou outra equiparada. No caso em que o empregado mude de emprego tem direito a uma parte do que o empregador descontou a seu favor, proporcional aos anos que o seu emprego durou, chegando a ser à totalidade. Em certos casos previstos pela legislação, apenas em certas condições especiais, o titular do fundo pode usar o seu dinheiro noutra aplicação que não seja a sua pensão de reforma. Era isto o que o pulha do Cagão queria fazer? Não, como muito bem explicou tratava-se dum sistema livre em que quem não o pagasse não tinha direitos. O monstro encobriu a verdade porque queria tramar os portugueses.
Aqui está como os monstros políticos nos tratam, verdadeiramente ao coice, logro, mentira, falsidade, genuína malvadez, oportunismo nojento. Tudo lhes serve para conquistarem o poder para dele se aproveitarem e enriquecerem roubando-nos de diversos modos. A forma como se debatem, tão evidente na Leiteira e que mais clara é impossível, não esconde nem ensombra que o único alvo não é o de servir a nação (a nós) mas o de correrem com o partido que estiver no governo, seja ele qual for, para eles se apoderarem dele.
Quando ela fazia parte do governo, esse governo só não destruiu completamente a Segurança Social e o sistema de pensões por falta de tempo. A Mizé das Nozes Pintainho, por exemplo, provedora da Stª Casa da Misericórdia, planeou tratar da saúde aos idosos sem meios de subsistência, suprimindo todas as ajudas de urgência ou não, participações nos medicamentos, etc., pura malvadez. Algum destes canalhas ressuscitará aqueles que assassinaram?
A ter em mente que em todos os países genuinamente democráticos, a Saúde, as Pensões para idosos e a Segurança Social em geral são considerados como bases dos Direitos Humanos.
Quando será que vamos ouvir a Manela confessar que a falta actual de médicos com todos os males que dela resultam são obra 100% de quem decretou a diminuição das vagas para medicina: o Cavaco? Claro que como os médicos levam muitos anos em formação e estágio, só muito mais tarde essa decisão veio a mostrar os seus resultados funestos para toda a população.
Quando será que vamos ouvir a Manela confessar que a actual situação da miséria e incapacidade profissional das empresas e seus empregados, agravada pela crise mundial, se deve ao modo corrupto e mal intencionado como os governos do Cavaco usaram os fundos de coesão europeus, roubados, esbanjados e mal utilizados. As empresas ficaram sem ser modernizadas e os empregados nunca tiveram a formação, muito menos contínua como nos países que avançaram. Assim, todos nos têm passado facilmente à frente.
A Manela é actualmente a política mais repulsiva, incrivelmente vencendo até o próprio Sócrates de longe.
Não se pode continuar a permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.
É esta a bases de todos os males em Portugal e nada mudará sem que antes se resolva este caso basilar. A atacar por todos os meios. A democracia directa apresenta-se como a panaceia indicada: rédeas neles!
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Clãs, Hipocrisia, Incoerências, Indignidade, reformar o regime
Freeport. Quem pressiona?
Na sequência do post «Freeport. Há pressões ou não?», referem-se três textos integrados no semanário Sol que vêm trazer algumas achegas às cogitações que o post poderia ter sugerido. Trata-se de Alberto Costa fez pressões em nome de Sócrates, Conselho Superior do Ministério Público vai abrir inquérito e Ministro da Justiça nega pressões sobre magistrados.
Como os crimes de corrupção não estão devidamente cobertos pela legislação vigente, apesar dos esforços feitos pelo então deputado engenheiro João Cravinho, e devido aos interesses dos políticos no poder, não é fácil confirmar os conteúdos daqueles três artigos, embora sejam inteiramente coerentes com a lógica dos comportamentos a que nos habituaram, dos atropelos à verdade, já no post bem visíveis, e aos interesses em jogo.
Ao contrário dos dois magistrados corajosos, há muitos servidores obedientes e reconhecidos que preferem ocultar a sua personalidade e dignidade a correr o risco de sofrer represálias. Para a maior parte dos actuais políticos, o pior risco é deixarem de merecer o apoio do seu dono (his master’s voice), porque isso os deixaria entregues à sua competência que vale zero (ou pouco mais), como diria por outros termos Guerra Junqueiro.
E um líder partidário no poder é tentado a usar e abusar desse pragmatismo dos seus servos, mais subservientes e interesseiros.
Este estado de coisas aumenta o valor intrínseco dos militantes que, apesar de tudo, ousam manter a dignidade, como temos ouvido a Mário Soares, Manuel Alegre, Manuel Maria Carrilho, Henrique Neto e Víctor Ramalho, os quais não abdicam da sua maneira de ser e da sua opinião pessoal sobre as realidades da política nacional e partidária. Não receiam manifestar as suas opiniões quando divergentes e politicamente menos correctas.
Um amigo enviou-me por e-mail a entrevista dada pelo advogado Dr. José António Barreiros que se transcrevo:
Entrevista de Dr. José António Barreiros a "O Independente", de 28/10/2005
Publicação verbojuridico, 29.Outubro.2005
José António Barreiros. O Advogado José António Barreiros quebra um silêncio de 16 anos e aceita falar sobre como demitiu, em Macau, o actual ministro da Justiça, na sequência de tentativas de pressão sobre um juiz feitas por Alberto Costa.
«QUISERAM PARA MINISTRO QUEM EU NÃO QUIS PARA DIRECTOR DE SERVIÇOS»
Qual a razão verdadeira por que demitiu Alberto Costa em 1988 do cargo que ele
desempenhava em Macau, director dos Assuntos de Justiça?
A razão verdadeira é a que está escrita. Achei que estava quebrada a confiança pessoal,profissional e política na pessoa dele e que a Administração Pública de Macau não podia conviver com um tal dirigente, que tinha tido uma "conduta imprópria" como a dele. Isto mesmo face aos critérios de Macau.
Mas o governador Carlos Melancia revogou o seu despacho.
É verdade, mas não na parte em que o demitia, só na parte em que eu dizia por que o tinha demitido. Foi uma situação única, caricata, mas sintomática. O governador parecia incomodado com o que eu dizia no despacho de demissão. Mas o que eu escrevi na fundamentação do meu despacho foi a mera cópia do que concluiu o inquérito disciplinar que ele próprio mandou instaurar: que Alberto Costa tinha contactado o juiz, à revelia da tutela, alegadamente para o elucidar sobre os aspectos técnico-jurídicos e económicos do caso; e esclarecimentos que, em seu entender, justificariam uma revisão da sua decisão ou decisões sobre a situação prisional dos arguidos e, eventualmente, a sua cessação e subsequente soltura.
E porque haveria o governador de estar incomodado, a ponto de se dar ao trabalho de
revogar a fundamentação do seu despacho, mesmo não revogando o despacho?
É uma longa história. Mas uma coisa boa resultou para Alberto Costa desta actuação bizarra do governador: que ele, recorrendo para os tribunais administrativos do despacho do governador, que o demitia sem fundamentação, ganhasse a causa, com razão, e fosse contemplado com uma lauta indemnização. Bem lhe pode agradecer.
Mas de que história se tratava?
A história que toda a gente veio a conhecer e com a qual ninguém se incomodou: o processo em causa desembocava, então, nos meandros da aquisição pela empresa Emaudio de uma participação no milionário negócio da televisão de Macau. Ora, se pensarmos em quem eram os sócios da Emaudio, os interessados e os beneficiários no negócio...
E quem são?
Não me peça pormenores. Tudo isso faz parte de uma história a que ninguém quis ligar, em que todos, hipocritamente, viraram a cara para o lado. Digamos, o senhor Robert Maxwell, que está sepultado no Monte das Oliveiras, em Israel, e os seus amigos portugueses. Grandes amigos e amigos grandes.
Envolvendo...
Envolvendo quem estava no negócio e todos aqueles que tinham a obrigação de se terem
preocupado com essas e outras questões que vieram a seguir e que as deixaram passar em claro, mesmo quando foram escândalo público. Eles estão aí.
Acha que Alberto Costa estava ao serviço desses interesses?
Não tenho que achar o que ninguém achou. Ele disse que tinha ido falar com o juiz para esclarecimento técnico-jurídico recíproco, a nível académico, e sobretudo face a
"perplexidades" de amigos dele, um dos quais, segundo ele denunciou, assessor da
Presidência da República. Pelo que, no seu entender, tudo se passou numa base de
amizade, confiança pessoal, etc.
Mas o juiz não considerou isso...
Pelo menos na manhã seguinte queixou-se por escrito, por envolver um funcionário sob
minha tutela. E tinha Costa ido, por duas vezes, como cidadão ou como director, falar com o juiz - não foi falar com um amigo mas sim com um juiz em funções - por causa de um processo-crime a seu cargo em que havia duas pessoas presas preventivamente. Aliás, o juiz não era amigo dele. Ele é que vinha por causa das "perplexidades" dos seus próprios "amigos". Enfim, eis uma curiosa maneira de considerar a magistratura: considerar normal que um dirigente da administração pública fale com juízes com processos com presos a cargo, para os fazer rever decisões nesses processos e depois dizer que isso foi feito a nível académico e a título particular. E foi isto o que sucedeu.
Abandonou o PS por causa do caso Alberto Costa?
Sim. Escrevi uma carta a Vítor Constâncio, então secretário-geral, a relatar o que vi em Macau e, ao regressar, onde andavam muitos socialistas e ao que andavam. Nem tive resposta. Ou melhor: o chefe de gabinete dele respondeu-me a dizer que o PS "nada tinha a ver com Macau"! Hilariante.
E o PS tinha a ver com isso?
Não sei se deva confundir o PS com os negócios, os interesses e as ambições de certas
pessoas, por mais bem colocadas que estivessem dentro do partido. O PS foi, aliás, o único partido em que estive, inscrito em 1974 por proposta de Francisco Salgado Zenha. Desde que saí não voltei nem voltarei a qualquer partido. Concorri a Sintra pelo PSD, mas como independente. E hoje estou a anos-luz da política e destes políticos.
Mas ficou agastado com a história...
Não tinha que ficar. A consequência directa de ter demitido Alberto Costa foi ser demitido Pelo Presidente da República, Mário Soares, alegadamente a meu pedido. É verdade que foi a pedido: não queria continuar. Mas é também verdade que já ninguém me queria ali. Cada um de nós foi - desculpe o óbvio igual a si próprio. E não pense que tive orgulho no que fiz. Tive vergonha de ter de conviver com isto e de assistir ao que se seguiu.
Mas o que se passou na realidade?
O inquérito disciplinar mandado instaurar pelo governador considerou que a conduta de
Alberto Costa não integrava uma "pressão sobre magistrado", de onde não era fonte de
responsabilidade disciplinar ou criminal mas uma simples "conduta imprópria" da parte dele. Claro que o hoje ministro tenta desvalorizar a conclusão do inquérito dizendo que é uma simples" opinião". Isto na parte em que diz ter sido uma conduta imprópria da sua parte, porque quanto ao resto - o não ser infracção disciplinar - já acha que é o seu certificado de boa conduta. Do que ninguém se livra é dos factos.
Surpreende-o vê-lo agora ministro da Justiça?
Já poucas coisas me surpreendem. Mas, ao ter visto na altura que no rol de testemunhas de Alberto Costa no processo disciplinar estavam Jorge Sampaio, Jorge Coelho, Jaime Gama e António Vitorino, percebi logo o que ainda hoje entendo muito bem: aquele rapaz tinha futuro na política. Um grande futuro.
Mas eram testemunhas abonatórias...
Claro, e numa fase em que o processo nem sequer acusação tinha. Eram pessoas que,
segundo ele, podiam testemunhar o seu "perfil moral, profissional e cívico". Por isso indicou também dois juízes e um procurador-geral-adjunto.
Quem?
Acha que isso interessa?.. Note, eu não quero confundir. Uma coisa são os amigos
"perplexos" do dr. Costa, por causa dos quais ele foi falar com o juiz, outra as pessoas que se prestaram a ser citadas como testemunhas de carácter. Houve quem me escrevesse depois a explicar-se, alegando que não sabia ao que ia. Felizmente guardo tudo em lugar seguro, o pior dos quais ainda é a minha memória.
Seja franco, pensa que ele tem perfil para ser ministro da Justiça?
Quiseram para ministro quem eu não quis para director de serviços. São critérios. Mas o problema não é ele ser ministro agora. O problema é ele ter sido deputado, ministro da Administração Interna e sei lá mais o quê. Acho que quem permite isso e com isso coexiste que responda. Eu respeitei-me, demitindo-o. Ponto final.
Não pensa que isto está agora a ser agitado por causa da greve dos magistrados?
Não imagino o seu jornal ao serviço dos grevistas... Acho que isto preocupa muitos
magistrados, o saberem o currículo do ministro que lhes coube desta, embora alguns
"quadros" tenham uma postura mais complacente...
Está a referir-se a quem?
Aos que gostam, a nível sindical, de negociar com dirigentes fracos ou enfraquecidos. Esses,quando dialogam com o poder, fingem ignorar os defeitos e exaltam mesmo discretamente alguma virtude, na mira do melhor para as suas reivindicações...
Isto aconteceu há muito tempo...
Isso de Macau, pois a complacência com a criatura é de hoje. Pois foi. Aliás, curiosamente, no "site" do Ministério da Justiça, S. Exa. omite esta sua função de director do Gabinete dos Assuntos de Justiça em Macau, de que o demiti. No "site" do PS é que vem esta parte do seu currículo. Muito interessante, não acha?
Posso perguntar-lhe por que motivo aceitou falar agora?
Porque, finalmente, a nível dos factos, se sabe agora tudo - e está tudo documentado -, para que quem quiser julgar julgue por si. A revelação pelo blogue Verbo Jurídico do acórdão do Tribunal Administrativo é o ponto final. Nada fica à mercê de especulações. Percebe-se enfim quem é quem. Alberto Costa escreveu um dia um livro a que chamou "Esta não é a Minha Polícia". Eu, que ando pelos corredores da Justiça, posso dizer: este não é o meu ministro. Só que sei porquê - e explico. Neste momento talvez seja uma boa altura para se explicar. Talvez haja quem, finalmente, queira ouvir, pelo menos parte da história. Não é que algo mude. É só para não fazerem de conta.
Um outro amigo enviou este texto:
O ministro Alberto Costa é um indivíduo cujas declarações não merecem credibilidade. E explico porquê.
Há uns anos a esta parte, quando foi ministro da Administração Interna, houve um problema grave em Évora com a PSP, ligado ao envio para prisão preventiva, para junto dos restantes detidos, de um guarda que, em perseguição de gatuno, através de disparo que fez ricochete no chão, acabou por lhe causar a morte.
Os polícias fizeram uma manifestação junto ao tribunal, o que originou que a juíza se enchesse de medo e recusasse sair das instalações, dando como resultado a recusa por parte dos polícias de andarem armados.
O dito ministro, convocou o Comandante Geral da PSP - Ten.Gen. Gorge Gabriel Teixeira (nessa altura ainda não era Direcção) e deu-lhe instruções para ir a Évora resolver o assunto (o que não era preciso, pois que ele já tinha decidido lá ir) e bem assim, que lhe apresentasse uma PROPOSTA sobre a actuação da PSP, dentro de 3 dias.
O assunto foi resolvido em Évora e dentro dos 3 ditos dias, o Comandante Geral dirigiu-se ao MAI para apresentar a Proposta pedida.
Só que foi recebido por representante do ministro, que o informou não valer a pena pretender falar com o ministro para apresentar a Proposta pois que o ministro já despachara... a sua exoneração do Comando da PSP.
Como acreditar num sujeito destes ?
M.G.
Autor:
A. João Soares
às
18:58
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mentiras
3 de Abril de 2009
Freeport. Há pressões ou não?
O caso Freeport está a monopolizar, indevidamente, a Comunicação Social, pois há problemas nacionais verdadeiramente preocupantes que, com tais artimanhas, estão na sombra com o perigo da solução demorada, como, por exemplo o do atraso de quase um ano da eleição do Provedor de Justiça.
E quanto ao Freeport, que não passa de uma simples questão de justiça, possivelmente, a verdade nunca virá a ser conhecida oficialmente, tais são as confusões criadas a todo o momento, o que gera suspeitas que permanecerão por muitos anos. E, para mais tarde se poder reflectir sobre este caso, faço aqui uma referência a alguns títulos da imprensa, com os respectivos links, para facilitar, então, a pesquisa de dados.
Merecem ser meditadas as perguntas (1) constantes da lista publicada por Mário Crespo recentemente no JN. Além de muitas e variadas intervenções públicas, o caso parece estar nas mãos da Justiça, apesar das interferências constantes de alguns políticos.
Agora consta que há pressões sobre os magistrados encarregados do processo (2), (3), (4) e (5) mas, segundo a voz autorizada de Maria José Morgado, “Nenhum magistrado corajoso é pressionável” (6)
Entretanto surgem próceres do líder socialista, como Vitalino Canas (7), Alberto Martins (8) e Augusto Santos Silva (9) a declararem que não houve pressões sobre os magistrados. Fica-se espantado com o desplante destas afirmações, porque só quem esteja em condições de ser pressionado pode dizer se o foi ou não. Aqueles ilustres políticos não têm a mínima forma de garantir que estão a falar verdade e, não a tendo, perdem credibilidade e retiram aos cidadãos a confiança que ainda possam ter nos políticos em geral.
O próprio PGR (10) e (11) peca do mesmo erro ao fazer idêntica afirmação, não se sabendo as razões que o levam a tal atitude, mas acaba por ter de recuar. E um recuo, em tal caso, não é nada favorável à posição dos que negam tais pressões. Curiosamente, directora do DCIAP, Cândida Almeida, também nega pressões (12) mas pela inconsistência na afirmação como atrás ficou referido quanto aos militantes do PS, é acusada de estar “confundida” com o que se está a passar (13). Entretanto, PCP e Bloco declaram-se insatisfeitos com explicações do procurador sobre alegadas pressões a magistrados (14).
Surgem referências à autoria das pressões pertencer a Lopes da Mota, presidente do Eurojust, que foi secretário de Estado quando Sócrates era ministro do Ambiente no Governo do Engenheiro Guterres, mas ele desmente ter pressionado (15) e (16). O presidente do Eurojust reuniu-se com o PGR, Pinto Monteiro (17), mas a reunião terminou sem declarações (18).
O PGR, além de declarar abrir um inquérito para apurar pressões sobre magistrados do Freeport (19), reuniu-se com estes magistrados, o presidente do Eurojust e duas entidades da PGR, tentando obtar uma declaração conjunta dos magistrados sobre o caso das pressões (20). Mas esta reunião terminou sem declarações públicas (21). Os magistrados, mostrando a coragem a que se referiu Maria José Morgado (6), reafirmaram que sofreram pressões (22).
Abundam as palavras contraditórias de difícil comprovação e pouco ou nada convincentes, parecendo que alguém não fala verdade. Será difícil encontrar respostas para as perguntas de Mário Crespo (1) mas, certamente cada leitor, no seu íntimo, não deixará de esboçar as suas. Porém, haja pressões ou não, não deixa de ser muito sintomático de que tenha sido assaltado escritório da advogada de Zeferino Boal (23), alegado autor da carta anónima que desencadeou o caso Freeport, tendo sido levado o computador portátil com documentos do processo.
Provavelmente a «telenovela» continuará, com prejuízo para os mais graves problemas do país, a disponibilidade de tempo e a paz de espírito têm limitações que são imperiosas.
Links referidos no texto:
(1) Perguntas, por Mário Crespo
(2) Pressões sobre magistrados levam sindicato a pedir audiência urgente ao Presidente da República
(3) Freeport: pressões a magistrados chegam a Cavaco
(4) Nova ida a Belém é por motivo grave
(5) Juiz é testemunha de pressões no Freeport
(6) Maria José Morgado: “Nenhum magistrado corajoso é pressionável”
(7) Porta-voz socialista reafirma inexistência de pressões no caso Freeport
(8) Freeport: Sócrates está a ser vítima da calúnia, da intriga e inveja
(9) PS desafia Sindicato do Ministério Público a esclarecer quem exerce pressões
(10) PGR desmente pressões mas é contrariado
(11) Procurador nega pressões no caso Freeport e avisa que manobras para criar "suspeições" vão fracassar
(12) Freeport: directora do DCIAP, Cândida Almeida, nega pressões
(13) Caso Freeport: Cândida Almeida acusada de estar “confundida” com o que se está a passar
(14) PCP e Bloco insatisfeitos com explicações do procurador sobre alegadas pressões a magistrados
(15) Um amigo no Eurojust
(16) Freeport: Lopes da Mota nega pressões
(17) Freeport: presidente do Eurojust reúne-se com Pinto Monteiro às 15h30
(18) Freeport: reunião entre PGR e presidente da Eurojust terminou sem declarações
(19) Procuradoria abre inquérito para apurar pressões sobre magistrados do Freeport
(20) PGR tenta declaração conjunta dos magistrados sobre o caso das pressões
(21) Reunião com PGR terminou sem declarações públicas
(22) Freeport: Magistrados reafirmam que sofreram pressões
(23) Freeport: Assaltado escritório da advogada de Zeferino Boal
Autor:
A. João Soares
às
18:22
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mentiras
Tópicos: Freeport, pressões sobre a Justiça
27 de Março de 2009
Corrupção e Bandalheira Gerais
A corrupção continua de vento em popa. Cada vez que alguém surge a fsalar contra ela é logo condenado, afastado, calado, apontado como dizendo falsidades e desacreditado. Já vimos isso acontecer a vários (infelizmente poucos) dos quais o caso do Cravinho é de certo o mais conhecido e lembrado.
Veio agora o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, meter de novo a colher em campo de corrupção e responsabolização. esta última é também a maior chaga que apoquenta o bando de incapazes que prospera pelo país fora. Ninguém quer aceitar qualquer responsabilidade, seja do que for. Para onde o mandarão quando ele terminar o seu actual mandato? Caso a seguir...
É evidente que ao ele falar logo se levantaram vozes reaccionárias. Que mais se esperaria? Como não têm resposta às questões levantadas, insultam, mentem, desculpam-se atacando. Novidade? Na bandalheira geral nacional e na defesa da corrupção é de certo o mais comum. Concebeu-se a ideia errada, impingida por políticos corruptos no seu interesse próprio, que a desresponsabilização é aceitável e até normal. Assim, eles, os maiores canalhas, podem lavar as mão e continuar a roubar o Estado impunemente.
No que o Marinho e Pinto mente, descaradamente ou para aliviar a carga, é em dizer que a polícia judiciária é das melhores da Europa e que por isso é conhecida. Afinal, não fazem eles parte da mesma geração rasca que se tem expandido por todo o país, tal como os próprios juízes, cuja confiança geral neles tem baixado a pique a cada ano que passa, a pondo de hoje ninguém neles confiar? A PJ também, nenhuma polícia doutro país nela confia e tem feito um nome que pior seria impossível. Estão ao mesmo nível da bandalheira geral.
Não se pode aventurar muito neste caso do Freeport, mas é evidente que se coincidência existir nas alturas em que veio ao de cima, será de admirar. As coincidências existem, naturalmente, mas são sempre de desconfiar, muito mais quando se repetem, como no presente caso. Mais não se pode dizer, apenas que da parte dos políticos tudo é verdadeiramente de esperar sem surpresa, pois que são a maior ralé que existe ao cimo da terra, compondo-se de bandos de parasitas cujo propósito não é o de governar o país, mas o de em nome disso roubarem quanto podem, raramente se interessando pelo que deveria ser o seu trabalho.
Afinal, nada mais sabem fazer, nada mais lhes interessa. Pelos resultados do seu procedimento podem considerar-se como traidores. Em Portugal, esses resultados dificelmente poderiam ser mais evidentes. Até os países da antiga Cortina de Ferro vão passando todos à frente, um após outro. Com corrupção e políticos assim não pode haver progresso. Ates da Abrilada tínhamos um atraso de pouco mais de 20 anos sobre a média europeia; há cerca de dois anos o Eurostat afirmou que esse atraso era superior a 52 anos.
Agradeçamos ao sua autor principal, que esbanjou os fundos de coesão europeus, ainda roubados pelos políticos e seus compadres. Não houve formação de empresários nem de trabalhadores. As frotas de pesca foram abatidas, a agricultura foi dada a outros países que por ela se interessaram, a indústria foi devastada. Como não esperar a situação de miséria actual? Com esse caminho e esses métodos, só um perfeito desmiolado esperaria progresso. Os portugueses provaram ser ainda piores que isso, pois que elegeram o seu próprio carrasco a presidente!
Não obstante tudo isto, seria bom que se viesse a conhecer que o caso do Freeport fosse uma conspiração política ajudada por jornaleiros já de si imundos mesmo sem o presente caso. Não é que nos interesse defender o Sócrates ou qualquer outro da mesma massa de que todos eles são feitos com as raríssimas excepções que provam a regra. O interesse nesse sentido seria que finalmente se apanharia uma realidade incontestável, a qual demonstraria o que aquela gentalha realmente é; que serviria de exemplo e de toda a razão para muito maior pressão sobre eles: para os controlar.
Que importam os partidos na conjuntura nacional actual? Os partidos, tal como se apresentam em países oligárquicos como Portugal, não são mais do que formações mafiosas alta e extrememente maléficas para o país, sejam quais eles forem, apenas camufladas sob um nome de partido. Note-se como esta cambada deturpa os verdadeiros ideais dos seus partidos. O Partido Socialista, por exemplo, toma decisões neo-liberais definitivamente contra os seus ideais de base. O PSD, contrariamente ao que o seu nome indica e aos ideais da sua fundação, coloca-se totalmente à direita. Não foram os PSDs dos países do Norte da Europa que financiaram e ajudaram a fundar o PS portugês? Existem documentos da época a provarem-no. Este facto tem sido camuflado por ambos e escondido a ponto que quase todos se esqueceram. Cada um deles quer ceifar em seara alheia.
Se, para além de todas as outras calamidades, os partidos não justificam os seus ideais não podem merecer a mínima confiança da parte da população. Não servem o que deveriam ser as suas funções, são uma escória pretenciosamente política.
Mais uma vez se recorda que enquanto a população nada fizer no sentido de controlar esses animais sanguinários (matam sem arma, mas efectivamente de diversos modos) raivosos de ganância e de roubo, nada poderá mudar. Foi assim – domando os animais políticos – que se chegou à democracia nos países mais democráticos, por isso os mais desenvolvidos socialmente: dominando os políticos e jamais permitindo que sejam eles a dominar-nos. Poderia ser diferente em Portugal? De outro modo, sem isto, não há nem pode haver democracia; o resto mais não é do que simples acessórios que sem a base apenas mascaram. A este propósito veja-se também o post imediatamente anterior a este.
Autor:
Mentiroso
às
21:39
2
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Tópicos: Ataque à democracia, Clãs, Corrupção, Democracia, Miséria nacional, Roubo autorizado
26 de Março de 2009
Acabe-se com a Corrupção, a Ganância, o Roubo ao Estado, a Banha da Cobra, as Oligarquias Mafiosas
Transcreve-se um post com um texto bem claro. Pena é que o sentido associativo, tão comum nos países do norte não tenha até agora feito caminho em Portugal. Ainda não se compreendeu por cá que ninguém jamais faz seja o que for pela população senão ela própria ou por ela obrigado, vigiado e à rédea curta. É precisamente a esse facto que se devem as diferenças de maior ou menor democracia, ou até a sua ausência, de país para país.
Está na hora de mudar Portugal
Fundação do Movimento para a Democracia Directa
É hora! Sem aliviar a luta, é hora da conjurar a construção do futuro! Sem medo do desafio patriótico que aqui se lança.
É hora de libertar a alma, abrir o coração e unir vontades. Ousemos!
É esta a hora, e nenhuma outra tardia, de criar um movimento para a democracia directa. Um movimento de cidadania activa, que congregue cidadãos de diversas origens, cores e áreas políticas, filosóficas, religiosas e culturais, para restabelecer as regras do jogo democrático. Um movimento - que não é um partido - para promover a reforma da democracia representativa e recuperar o poder do povo, usurpado por representantes iníquos.
A situação gravíssima do País, sofrida no descalabro da alta/baixa política, reclama a bravura da intervenção pública. Por isso, é hora de convocar os cidadãos de boa fé e rija fibra, para a renúncia do conforto, o risco da iniciativa e o esforço do serviço humilde da comunidade. Quem sinta, que se junte! Quem sofra, que se erga! Quem queira, que se una! Puxemos para a acção conjunta a alma justa e vigorosa dos cidadãos preocupados!
No próximo sábado, 28-3-2009, pelas 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, vai ser fundado o "Movimento para a Democracia Directa - DD". Se aceita a Declaração de Princípios que abaixo publico, junte-se a nós, venha á reunião de fundação em Alcobaça, divulgue a nossa proposta nos blogues, nos fora e por mail, e traga um amigo também.
Tendo em conta a degenerescência irreparável da democracia representativa para uma oligarquia de representantes, só aproximando os cidadãos da escolha e decisão políticas será possível desenvolver continuamente em Portugal os valores da Democracia, do Estado de Direito, da Liberdade e da Dignidade Humana. Assim, os membros concordam com a afirmação e a promoção de um Movimento para a Democracia Directa.
Peço, a quem concordar, que divulgue a fundação do Movimento pelo grupo de contactos e a publique nos respectivos blogues. Quem esteja interessado em aderir, mas não possa vir à reunião de fundação em Alcobaça neste sábado, ou o pretenda fazer posteriormente, escreva para democraciadirecta.portugal@gmail.com.
Claro que lá estarei!
Autor:
Mentiroso
às
18:00
2
mentiras
Tópicos: Ataque à democracia, Cidadania, Clãs, Hipocrisia, Ladroagem, Máfia, reformar o regime
23 de Março de 2009
Enriquecimento «ilegítimo»?
Apesar das atitudes de vitimização, das alusões a «campanhas negras», das alegadas «tentativas de assassinato» e do muito malhar a torto e a direito, vão aparecendo pensadores dos vários sectores da sociedade a ajudar a ver claro no meio de tanta poeira, promessas não cumpriveis e agressivas acções de marketing. Em democracia, o povo deve estar esclarecido para poder exercer em consciência o seu direito de voto.
Medina Carreira (1) disse há dias em entrevista na TV:
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre, depois, não sei para onde ele irá... Em Portugal, quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
«…encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
«Quem tem interesse que se façam estas obras (megalómanas) é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."
Além da referência ao engenheiro João Cravinho (2), podia parecer que o prof Medina Carreira estava a exagerar, mas aparece agora a notícia da entrevista de Maria José Morgado (3), directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, ao semanário Sol, que permite aprofundar a reflexão, pois acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito, como Cravinho já preconizara. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e, ao fim de uns anos, estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público. E disse também prever que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito.
Isso vem dar enquadramento às notícias da fortuna acumulada pelos ex-governantes hoje indiciados nos crimes económicos do BPN (4) (5) que tiveram um difícil início de vida. Mas não há só eles. Também Armando Vara (6), de acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, recebeu uma remuneração-base de 244 441 euros/ano (mais de 45 salários mínimos nacionais por mês). Um montante que fica muito aquém daquele que lhe foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros (quase 90 salários mínimos por mês). A propósito, há dias, veio em noticia que no BCP (7) o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco cobra 90 000 Euros (200 salários mínimos!) por cada reunião a que se digna estar presente.
Razão tem Medina Carreira quando diz que os políticos não se dedicam ao bem público, a uma função que exige patriotismo e sacrifício, mas sim a troco dos máximos benefícios pessoais à custa do erário público.
Infelizmente, os políticos actuais, salvo eventuais excepções, esqueceram que Política é a ciência e arte de bem gerir os interesses dos Estados para benefício dos cidadãos. Preferem ver a política - com p minúsculo - como a «habilidade» de se governarem a si e aos boys dos partidos e caçar o máximo de votos, mesmo que os métodos utilizados prejudiquem seriamente os cidadãos. São desejáveis opiniões de mais pensadores sobre o diagnóstico da crise e, principalmente, sobre a terapia para moralizar o sistema. Será conveniente a criação de um CÓDIGO DE BEM GOVERNAR, elaborado e aceite por todos os partidos, por iniciativa de Belém.
As vantagens que pretendem obter à custa das funções políticas explicam a 'foçanguice' na obtenção de votos com promessas que não podem cumprir, com mentiras, com poeira e fumaça para os eleitores incautos não verem claramente a realidade.
Também Mário Soares (8) (9), Manuel Alegre (10) (11) (12), Henrique Neto, Vítor Ramalho e outros elementos do PS, com raciocínio livre e sem peias, não deixam de criticar algo que está longe de correr na perfeição.
Outro sinal de que os políticos aspiram pelos lugares de poder com vista a aquisição de riqueza e não ao sacrifício numa função de serviço público patriótico, chega de Mondim de Basto (13), com a notícia de que uma ex-candidata ao município em 2001, como não conseguiu essa forma de enriquecer, passou a dedicar-se ao tráfico de droga, tendo agora sido detida na Colômbia na posse de cocaína.
Mas nem só os governantes ou autarcas, salvo eventuais excepções, colhem tais benesses. Também há outros cargos do Estado que agravam a injustiça social com reformas douradas, como é o caso de Víctor Melícias (14) que recebe 7450 euros (mais de 16 salários mínimos).
Esta tradução dos grandes salários e pensões de reforma em salários mínimos devia ser obrigatória para que os contribuintes soubessem o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos.
Alguns textos consultados:
(1) Medina Carreira faz reflectir
(2) Corrupção cresce
(3) ‘Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários’
(4) O caso do BPN e os casos da supervisão bancária
(5) PCP faz queixa-crime contra gestores do BPN
(6) Vara duplicou salário no BCP
(7) Os novos pobres
(8) Mário Soares critica mediocridade dos líderes europeus face à crise
(9) Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa
(10) Manuel Alegre defende aumento de salários
(11) Manuel Alegre propõe medidas políticas concretas para combater a crise
(12) PS: Federação distrital do Porto quer Manuel Alegre nas listas do partido nas legislativas
(13) Ex-candidata à Câmara de Mondim de Basto detida na Colômbia com cocaína
(14) Padre Melícias com pensão de 7450 euros
Autor:
A. João Soares
às
06:32
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Tópicos: enriquecimento ilegítimo, injustiça social, lei desadequada, reformas douradas
22 de Março de 2009
Cães, Cabras, Parasitas e Outros Animais
Que espectáculo, a substituição do Provedor de justiça! A ganância dos políticos não é nada que não se saiba, mas o modo como este caso tem transpirado tem sido dos mais úteis por demonstrativo. Com o seu cinismo habitual, a Manela Leiteira quer-nos convencer do contrário, de que um assunto público por natureza não deveria vir a público. Felizmente que isso aconteceu para mostrar aos mais ingénuos a corja que constitui os partidos nacionais.
Têm-se invectivado de ambos os lados, no que a Manela tem de certo grande prática e habilidade. Com a sua falsidade costumeira tem querido sempre atirar com as culpas para os outros, nunca para os seus. Ao que parece, aqui, caso se atribua aos corruptos o direito de açambarcarem todos os lugares importantes, a culpa parece ser a dividir pelo meio.
Todos os políticos procedem de modo idêntico, é essa a desgraça do país. A maior desgraça, todavia, é a da população parecer cada vez mais anestesiada e totalmente incapaz de inverter a situação. A ignorância geral está bem demonstrada no que se ouve: quando se está desiludido pelos políticos abstém-se de votar. Com tal desinformação jamais se chegará a qualquer lado e nada poderá mudar.
Interessante, que nos venha agora a chiba da Leiteira dizer que o governo actual é o culpado da desgraça na agricultura portuguesa. É evidente que só pode fazê-lo sem o mínimo receio de se mostrar ridícula por estar certa de que o povo desmiolado não se pode recordar de como os governos do Cavaco destruíram pescas, indústria e agricultura. Já todos se esqueceram? Se o povo não fosse tão estulto no seu conjunto, a máfia corrupta não se aventuraria a tanta banha da cobra e não se admitiria uma tal corrupção. Todavia, o atraso mental é tão grande que muitos até acreditam que também eles se podem aproveitar da corrupção geral fazendo-a jogar em seu favor. Só os ricos dela se podem realmente aproveitar e sempre á custa dos pobres. Ora, num país em que a pobreza tanto se desenvolveu por isso mesmo, já se vê a conclusão.
É inconcebível que a democracia não tenha ainda chegado a esta ponta da Europa por simples culpa da corrupção das oligarquias políticas assembladas em famílias autenticamente mafiosas. É inconcebível que esses execrandos não parem de falar em democracia com a única intenção de ocultarem a sua inexistência. Por outro lado, a ignorância nacional geral é tão profunda que existe, efectivamente, uma enorme maioria da população genuinamente (estupidamente) convencida de que Portugal é uma democracia, apenas porque se vota (também se votou durante a maior parte do tempo que o Estado Novo durou). Como o poderia se, quando os seus princípios básicos apenas existem nas palavras? Nenhum país é uma democracia por ter uma constituição que o afirme nem por não se parar de nelas se falar; uma democracia vive-se. Quanto mais nela se fala menos ela existe. É assim em todo o mundo e Portugal não é nisso excepção.
A correria dos cães esfaimados ao ataque dos postos que deveriam ser postos a concurso para gente competente tem que acabar. O aberto parasitismo dos incapazes que mais nada sabem fazer na vida senão parasitar tem de terminar de vez. Sem que acabe, a administração pública será sempre aquilo em que o parasitismo e a incompetência dos dirigentes dela fizeram e que tão bem conhecemos. Trata-se dum travão para o progresso nacional. É este o primeiro passo para uma democracia. Muitos outros há, mas este é o mais significativo: não há democracia com corrupção. A corrupção é humana não poderá ser erradicada por completo, mas este caso é o seu maior exagero possível e a origem de toda a corrupção subsequente.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Ataque à democracia, Máfia, Oligarquias, Parasitismo
10 de Março de 2009
Grandes Honras ao Macaco Assassino
Não se vai aqui explicar porque ele é assassino, anti-democrático, quantos cadáveres deixou para trás para chegar ao poder e nele se manter indefinidamente, na miséria em que pôs o seu povo quando o seu país poderia ser o segundo mais rico de África a seguir à Rep. da África do Sul, nem tudo o resto por ser tão bem do conhecimento geral que nem valer a pena mencionar.
O que sabemos é que um monstro como ele é tratado em Portugal como pessoa de bem, honesta e honrada, pelo autor e responsável da actual miséria humana, intelectual e financeira dos portugueses. Aquele que usou os fundos de coesão da União Europeia, que deveriam ter preparado o País para o futuro para enriquecer políticos, familiares e amigos. Como esses fundos foram roubados e esbanjados e as empresas, atrasadas e com trabalhadores que nunca foram reciclados nem preparados são incapazes de enfrentar a concorrência internacional. Como destruiu a indústria nacional, enquanto os outros países europeus solidificavam as suas. Como pôs o restante dos fundos em circulação, causando a ilusão de enriquecimento, deixando o governo com grande inflação e um défice acima dos 5%. É obra! Obra que os carneiros ignoraram por completo e agradeceram ao seu algoz elegendo-o como recompensa.
«Quem morre porque quer não se lhe reza por alma», não é? Nenhum dos que o apoiaram tem agora direito a reclamar.
Se fosse outro o partido no governo até poderia muito bem ter acontecido idêntico. Os políticos são todos uns santos, mas no caso real foi da responsabilidade directa do Cavaco. Foi ele o autor de toda a nossa miséria actual, excepto da parte provocada pela crise mundial.
Outro caso semelhante é o do funeral do tirano da Guiné. Viveu com a espada, como Mário Soares alude, pelo que não teve mais do que o que merecia nem do que há muito se aguardava. Poderia ou não acontecer, mas as probabilidades eram muito mais que a média.
Geralmente, tratamos os nossos iguais como nosso iguais, não pode haver outra explicação nem razão para o que se passa. Assim se justifica aquilo a que assistimos nestes dias. Portugal, pela mão do cavaco, apoia um assassínio, tal e qual como os EUA apoiam todas as ditaduras e criminosos que lhes convém, tal como apoiaram a nossa própria ditadura. Também já nos esquecemos?
Como de costume, a jornaleirada repugnante não faz a mínima referência aos factos históricos. Como de costume, a história é refeita, substituída por faiança fabricada por uma bandalheira de indignos, dum modo que não difere assim tanto do do Rosas. Não fosse este o costume, também de certo que a Manela Leiteira não ousaria aproveitar as fracas memória e mentalidade duma população embrutecida por políticos corruptos para falar com tanto à-vontade como se nada se tivesse passado, como se ela, em estreita colaboração com o Cagão Feliz, não tivesse planeado uma desgraça ainda maior, destruindo por completo os sistemas de pensões e de saúde baseados na solidariedade. Já não se sabe para quem se voltar. Se uns são maus os outros também não são melhores. Não há para quem se virar, a única solução é a de controlar esses animais gananciosos e corruptos, mantendo-os bem seguros com um jugo der animais de tiro bem apertado e rédeas bem curtas. O facto de terem sido eleitos jamais lhes dá direito a fazer o contrário dos interesses e do que querem aqueles que os elegeram. Estarão os portugueses cegos para não verem aquilo por que Portugal é reconhecido pelos outros países? O país dos políticos corruptos que dominam uma população crédula ao ponto de estupidez, uma justiça incompetente por ser aplicada por incompetentes pedantes, uma miséria por não terem capacidade mental para elegerem políticos capazes e serem incapazes de dominar a corrupção por serem tão parvos que pensam que se eles também forem corruptos também poderão tirar proveito.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Coerência, Democracia, Destruição, Hipocrisia, Indignidade, Insolência, Malvadez, Opinião Pública
9 de Março de 2009
Magalhães, assessores, analfabetismo
Ao fim de muitos meses de desperdício de recursos, em tempo perdido, custos de viagens de professores e desmotivação de professores, de alunos e de pais e perda de confiança dos portugueses na competência dos seus governantes, o Grupo parlamentar do PS admite que algumas medidas de política educativa do Governo "não correram muito bem", como diz o título de notícia do Público.
Esta confissão de fracasso tem mérito, mas mais teria se tivesse sido feita logo que os professores manifestaram o seu justificado mal-estar. E mais ainda teria se tivesse sido evitado. Como foi possível cometer tais erros e teimar em não dar o braço a torcer? Qual a colaboração dada pelos inúmeros assessores que enxameiam as alcatifas dos gabinetes? Porque não preparam as decisões segundo métodos muito experimentados do género do sugerido em pensar antes de decidir?
Outro erro de decisão foi a negociata, sem concurso público, sem supervisão, sem controlo, nem do material nem do software do Magalhães que, agora, só agora, é descoberto que está escrito em «magalhanês», em vez de o ser em língua viva de Portugal ou de um País civilizado. Têm aqui cabimento as perguntas acerca do papel dos assessores que pesam no orçamento do Estado e seria suposto que apoiariam os seus chefes na obtenção de um grau de excelência elevado. Os erros referidos na notícia Empresa responsável por software com erros instalado no Magalhães reconhece "falha humana", apesar de a empresa os querer branquear, são indesculpáveis e evidenciam incompetência, desleixo e falta de dedicação na execução das tarefas que são confiadas aos mais altos funcionários do ministério.
Nenhuma pessoa consciente gostaria de estar na pele da ministra quando for ao Parlamento responder perante os deputados, como o PSD está a pedir, segundo a notícia "Magalhães": PSD chama ministra ao Parlamento.
Como foi dito por várias pessoas esclarecidas, não se pode esperar milagres do Magalhães, porque primeiro há que ensinar as crianças a ler, escrever e contar, e, só depois, o computador constitui uma ferramenta potenciadora das capacidades já adquiridas, poupando o esforço de pesquisa e de elaboração de trabalhos. Este factor multiplicador de capacidades só funciona se não estiver eivado de erros que vão destruir o que de bom se aprendeu antes, como tem acontecido com as graves gralhas do software que os assessores não detectaram nem corrigiram a tempo. Uma vergonha. E assim se desperdiçam recursos públicos e se atrasa a aprendizagem das crianças e se dificulta a criação de confiança num símbolo de modernidade.
Mas como se pode esperar que o ensino funcione com nível de «excelência» se , como diz a notícia Portas acusa directora regional de Educação do Norte de não saber escrever. Segundo a notícia, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, a «malhadora» que fez a vida dura ao professor Fernando Charrua, mostrou não saber escrever, ao redigir um e-mail que enviou à presidente do conselho executivo do agrupamento de escolas Território Educativo de Coura. Esta é mais uma ‘gafe’ a acrescentar aos erros de português do Magalhães.
"Quando uma directora regional que tem a obrigação de se relacionar com milhares de escolas, que tem a tutela de dezenas de milhares de professores não sabe escrever português, como se pode pedir depois aos jovens que saibam escrever, ler e entender correctamente a língua de Camões", perguntou o líder do CDS/PP.
Autor:
A. João Soares
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3 de Março de 2009
Mentiras, Desinformação, Impostura – São os Princípios Que Regem o Bando da Canalha Jornaleira de Hoje
As mentiras, encobrimento, conluio e outros comportamentos que revelam os mais baixos procedimentos e qualidades profissionais da actual banda de jornaleiros ignóbeis que nos desinformam continuam a provar-se.
Numa publicação deste blog na semana passada, intitulada «Roubo dos Telefones Autorizado Pela ANACOM», denunciava-se o caso escandaloso dos aumentos das tarifas de comunicações telefónicas móveis. Dizia-se que estas tinham aumentado mais de 20% nalguns casos
Os noticiários televisivos recentes do domingo último mencionaram que as tarifas aqui referidas sofriam este ano um aumento de 2,5%.
Com efeito, os aumentos de 2,5% existem, só que se referem apenas às tarifas ao minuto e não às novas, ao segundo, obrigatoriamente introduzidas pela União Europeia. Neste caso os aumentos são em geral superiores aos modestos 20% anunciados por este blog, chegando mesmo a ultrapassar os 25%! Confira-se, por exemplo, no site da Rede4, que se presume ser de entre as mais baratas e que também oferece um ficheiro PDF com as novas tarifas. Aí podem-se ver as actuais e as futuras tarifas, assim como as novas para planos equivalentes, mas ao segundo. Como os dados dessa página serão substituídos dentro de dias, ficando apenas os novos, guardou-se essa página e o ficheiro PDF, que poderão continuar a ser consultados aqui.
Desde logo se compreende que as desinformações da cambada de jornaleiros não passam de imposturas de miseráveis tinhosos, pois que contando apenas uma parte da história estão a esconder os enormes aumentos e o aberto conluio da ANACOM, tal como citados anteriormente neste blog. A apresentação parcial duma verdade completada por uma ocultação do restante é uma impostura premeditada e mal intencionada: uma burla qualificada. Afinal, que raça de animais são estes sabujos que em lugar de informar têm como profissão enganar-nos, em que jamais podemos confiar, cujo princípio básico da sua vida é o de burlar toda a gente?
Pelo que se vê é mais um caso a demonstrar o espírito de carneiro da população. Políticos altamente corruptos e ladrões, juízes incompetentes e calões (segundo o Eurostat não despacham metade dos processos que os seus colegas da EU por ano – ver neste artigo), jornaleiros indignos nem merecedores da comida que enfardam. Tudo os carneiros admitam apenas com queixinhas ingénuas. Digam que este país não é um verdadeiro paraíso para gente perniciosa e máfia maléfica.
Esta banda de malandros mal intencionados, de pobres pedantes ignorantes, mal falantes e que escrevem pior que gado, são os principais responsáveis pela ignorância geral. Os portugueses, na sua generalidade com a baixa educação, incivilizados e com pouquíssima intrusão literária, não só por o ensino escolar ser o que se sabe como ainda por os exames escolares não terem qualquer valor e qualquer ignorante os possa passar sem quase nada saber, tornam-se extremamente vulneráveis e influenciáveis por aqueles que mais ouvem. Não têm conhecimentos para avaliarem o que ouvem e por isso se limitam a tudo repetir como papagaios; papagaios analfabetos, evidentemente. Assim, esta corja da jornaleirada repugnante tem destruído a língua, tanto na fala como na escrita. Quando se ouve esses brutos grosseiros dizer biópsia, entochicar, ilcòptros, glicémia, rècor e dezenas mais de bestialidades semelhantes, que consideração se pode ter por essa imunda ralé de cloaca? Lêem-se alguns jornais e vêem-se legendas de filmes ou documentários ilegíveis por tantas vírgulas nelas semeadas que só servem para atrapalhar a leitura, algumas até separando o sujeito do predicado. Vírgulas – que são separações – apostas a conjunções copulativas; uma une e a outra separa! É preciso ser mais que tarado. Vírgulas a seguir a um mas. Iniciar séries de frases por E e por Mass. Vocabulário reduzido ao extremo, repetindo continuamente os mesmos termos e palavras. Aprenderam por gramáticas a que foram arrancadas muitas páginas, como a das contracções das preposições e dos pronomes com os artigos, por exemplo. Oh, o rol é tão longo que nem vale a pena continuar. Num grande número de blogs escreve-se bem melhor que esses labregos engravatados.
Que consideração, pequena que seja, poderão merecer tais bandalhos pedantes, arrogantes e assassinos da língua? Haverá gente mais repugnante neste sentido? Para um povo na sua generalidade iletrado, atrasado, com pouca instrução, incapaz de pensar por si mesmo, profundamente desinformado, de esperteza saloia, mas malandro de trazer por casa, de ditinhos giros, frases feitas, tão estúpido que só compra o que lhe é mandado pela publicidade em vez de a tomar por uma aviso contrário, poderá haver uma influência mais maléfica que a dessa canalha imunda?
Isto está longe de ser tudo, evidentemente, o assunto é bem mais extenso, mas ficamo-nos com a pergunta de como pode tanta estupidez e pedantismo auto-proclamar-se de «Comunicação Social»? Dificilmente poderiam ter escolhido nome que mais evidencie o ridículo dessa corja, que só faz rir a qualquer estrangeiro após dificílimas tentativas para lhe explicar do que se trata e de ele abrir a boca de admiração e incompreensão. Prova de povo carneiro e iletrado é a de quase a sua totalidade o aceitar e papaguear.
Divirta-se com um, slide show que contém algumas frases para eles absolutamente normais.
Autor:
Mentiroso
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20:16
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Tópicos: Desinformação, Embuste, Indignidade, Jornalistas, Ladroagem, Trafulhice
26 de Fevereiro de 2009
Mudar é preciso
Não podemos pretender que as coisas mudem, se continuamos a fazer sempre o mesmo.
Albert Einstein
NOTA: Muito certo!!! Por isso, não iremos sair da crise. Não existem ideias para fazer diferente! Todos os «sábios» continuam a resistir à mudança aplicando os raciocínios que aprenderam na escola, há mais de 20 anos . E foram essas receitas que deram origem à crise. É preciso inovar, aplicar novos remédios.
Autor:
A. João Soares
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14:21
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Tópicos: fazer diferente, mudar
Roubo dos Telefones Autorizado Pela ANACOM
e Muito Mais
Embora poucos pareçam sabê-lo, as comunicações de todo o género são um dos pilares do desenvolvimento. Daí os fundos da União Europeia que ajudaram a construir uma rede rodoviária decente em que, mesmo assim, se têm colocado obstáculos, como as portagens. Aqueles que defendem o lema utilizador-pagador, ou estão desinformados ou são políticos que pretendem conquistar votos de toda a maneira e como de costume em detrimento da totalidade da população. Estes últimos são decididamente traidores devido ao modo como operam, servindo a sua ganância (os votos) contra os interesses do País (o desenvolvimento). Afinal, se o produto de o lucro do desenvolvimento são a dividir por todos, porque deverão ser apenas uns a pagar (os utilizadores)? Mais uma vez nos desviamos dos métodos que desenvolveram os países mais avançados da Europa, mas continua a pretender-se que queremos avançar. Certamente não é esse o alvo de quem legisla.
No mesmo sentido resolveu a União Europeia fazer baixar os preços das telecomunicações, incluindo os dos telefones. Em cumprimento da directiva, o governo português mandou aplicar as tarifas ao segundo em lugar de ao minuto. Os operadores, relutantemente, ainda tentaram lutar contra esta disposição, estúpida e desnecessariamente, pois que não está na mão do governo nacional fugir à directiva. Como não conseguiram manter o roubo desse modo, deram a volta e aumentaram os preços das chamadas. Que cada um faça as contas de quanto passou ou vai passar a custar um minuto de comunicação pelas novas tarifas. Chegar-se-á à fácil conclusão que os aumentos das tarifas de comunicações telefónicas chegam a ultrapassar os 20% nalguns casos.
Afinal, alguns se perguntarão, para que serve a ANACOM, que permite todos os abusos contra a população, a legalização do roubo do utilizador pelo prestador de serviços? A corrupção é simplesmente a mesma do costume: favorecer os administradores das empresas – que como se sabe são os usurpadores desses cargos – a fim de que mereçam os seus prémios por estratégias de roubo a adicionar a salários já por si escandalosos.
Até quando vai a populaça tola e palhaça permitir a continuidade desta e de outras explorações? Por quanto tempo vão ainda os carneiros continuar a lamber a mão de quem os degola, como fizeram ao Cavaco, pai da actual pobreza nacional, excepto no que toca à crise internacional. Não foi ele e a sua seita e acólitos quem esbanjou os fundos de coesão, cuja finalidade era a de preparar as empresas e o país em geral para um futuro moderno e competitivo? Não foi isso que ele fez e todos nos recordamos como esse dinheiro, ao contrário do que deveria ser o seu destino, jorrou a rodos para os bolsos dos corruptos e corruptores, como espalhou o restante para dar a ilusão de riqueza, o que gerou inflação e um défice de 5% ao a sua seita de ladrões saltar do poleiro. As maioria das empresas continua a trabalhar com métodos de meados do século passado e os seus empregados nunca foram reciclados nem tomados em consideração como a matéria prima para o desenvolvimento, não podendo dar a produção necessária ao desenvolvimento, à modernização, à competição. Não foi o ainda o seu governo que praticamente acabou com a indústria nacional?
Em guisa de agradecimento, os carneiros decidiram agradecer-lhe o matadouro que ele pôs em funcionamento elegendo-o para a presidência do país. Ele, o traidor amigo dos castelhanos, que referindo-se à próxima canonização de D. Nuno Álvares Pereira diz ser um exemplo para coisa e tal (que interessa que coisa ele diz, se a realidade é bem outra?). Já agora, o melhor será ele mandar demolir as estátuas do Condestável e de D. João I, os monumentos aos Restauradores, o mosteiro da batalha, etc., etc. A recordar que a canalha jornaleira da RTP não fez qualquer alusão à data do 1º de Dezembro nesse dia. Nem o baboso do presidente abriu a comua a esse sujeito. Onde estão as paradas militares nas comemorações de há anos? Pode-se apodar tal gentalha de qualquer outro termo que não seja o de traidores? Qual?
Não se faça nada para erradicar a corrupção política generalizada e nada mudará. Haverá ainda algum pacóvio a acreditar que esses animais vão repudiar a galinha dos ovos de ouro, sobre tudo quando são perfeitamente incapazes de fazer outra coisa a governar o país para além de satisfazerem a sua ganância desmedida e aumentar o cada vez maior fosso entre ricos e pobres. Se não se correr com eles a mal, é óbvio que a bem jamais as sanguessugas nos deixarão.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Corrupção, Hipocrisia, Roubo autorizado
21 de Fevereiro de 2009
Virtualidades da Internet
Circula um e-mail com uma lista de 14 personalidades que, após passarem pelo Governo ou por funções semelhantes do Poder político, instalaram-se em bancos ou empresas de capital público, ostentando agora fortunas colossais, à custa dos impostos pagos com apertos de cinto dos contribuintes.
Uma sucessão de comentários acompanhava o e-mail.
Infelizmente, corresponde à triste realidade portuguesa dos tempos que correm! Compartilho a opinião de que já seria tempo de alterar este estado de coisas!... Mas os maus hábitos criados viraram «ciclo vicioso» e não vislumbro quem, quando e como poderá quebrá-lo!... Duvido que se consiga isso por mais que se façam «circular» e-mails deste teor!... Tem que ser algo mais altitroante!!!
Em resposta a este comentário surgiu um outro: Hoje, parece não ser viável resolver estes problemas com golpes militares. Poderá haver outro género de golpes. Mas, quer num quer noutros métodos, é indispensável criar um espírito de adesão na Nação, pois, em democracia, é preciso contar com a participação do povo, mesmo que pouco activa, mas pelo menos de carácter psíquico. É preciso, por outras palavras, criar efeito de massa. E, para isso, é indispensável acordar a população da letargia, da «abdicação tradicional», em que tem sido mantida. Portanto, a circulação por e-mails dos erros e abusos dos responsáveis é importante, é indispensável.
Não se pode esperar que os jornais contribuam para o despertar do povo que vive em coma induzido. Não são os jornais que mostram que a juíza que foi encarregada do caso Freeport é amiga muito chegada de Almeida Santos, mas circula nos e-mails uma fotografia deles a trocarem gestos de carinho na mesa de presidência de uma reunião pública. Logo, o caso Freeport será encerrado da forma mais «soft» para evitar lesões no PS.
É vulgar dizer-se que as guerras começam com as mesmas tácticas da anterior. Com os políticos e os economistas vê-se também um apego exagerado aos procedimentos anteriores com sucessivas ampliações dos vícios que mais úteis são aos seus interesses pessoais.Foi com o abuso crescente de actos ilegítimos e imorais que se chegou a esta crise que está a abalar o mundo.
Os meios electrónicos, a Internet estão a ter uns efeitos que já há muito estão a ser utilizados na actividade política. Em 2004 nas Filipinas, o Presidente Joseph Estrada «suspeito» de corrupção e de outros crimes vulgares em políticos, salvo eventuais excepções, acabou por se demitir e dar lugar a Gloria Macapagal Arroyo, depois de muitas manifestações convocadas em poucas horas por mensagens SMS em que era referido o local, a hora e as palavras de ordem. À hora de almoço, aparecia nos telemóveis a mensagem convocatória e, à hora marcada, convergiam para o local pequenos grupos que acabavam por totalizar muitos milhares. Tudo se orienta para que SMS, e-mails, blogues e outros sistemas de comunicação via Internet vão ser as armas do futuro, para combater corruptos, mentirosos, etc.
A nossa população vive ensonada, em letargia profunda, e é preciso levá-la a acordar e a raciocinar pela sua cabeça para não se deixar «levar» por promessas falsas de indivíduos que não mostram realizações mas não param de prometer coisas belas e atraentes e zangam-se quando alguém mostra que uma promessa não foi cumprida.
Apesar de tudo o que se diga, que até poderá ser exagerado e emocional, temos que fazer justiça aos políticos, que são uma amostra, embora eventualmente não a melhor, da sociedade portuguesa. Portanto, é natural que sofram dos mesmos vícios e virtudes, não obstante neles os vícios serem mais exagerados porque as tentações do enriquecimento rápido são mais fortes. Veja os casos de políticos bem instalados na Finança cujos nomes têm merecido destaque na Comunicação Social e circulam pelos e-mails. Não se pode negar a sua «inteligência» muito prática, embora nada tenham produzido para o Pais, nos termos referidos há dias por Belmiro de Azevedo. O partido a que pertenciam ou pertencem não tem significado, porque os políticos são todos iguais, salvo eventuais excepções.
E, perante este panorama de competências, daqui a 10 anos, Portugal estará, possivelmente, muito pior, a não ser que haja um movimento nacional como o que nas Filipinas derrubou o Presidente Joseph Estrada, em 2004, e colocou em seu lugar Gloria Arroyo. Mas nós estamos mais atrasados nesse campo do que as Filipinas!!!
Enfim, não faltam pretextos para reflexões nem cabeças pensadoras que se debrucem para verem um pouco além do horizonte ou do capuz que encobre muitas irregularidades. No fundo, em cada português, não morreu a esperança de dias melhores, embora não saiba ainda a fórmula de atrair a bênção celestial para que o milagre ocorra. E, como consta atrás, os SMS, e-mails, blogues e outros sistemas de comunicação via Internet vão ser as armas do futuro. Será bom que sejam utilizadas de forma judiciosa para bem de Portugal.
Autor:
A. João Soares
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Tópicos: Filipinas, Internet uma arma do futuro
17 de Fevereiro de 2009
A Justiça em péssimas fotografias
É lamentável que o álbum de fotografias da nossa Justiça, que gostaríamos ver prestigiada e respeitada, esteja recheado de imagens pouco lisonjeiras.
Hoje apareceram nos jornais várias notícias que traduzem uma ausência de eficiência que se repercute na falta de segurança que ameaça todos os cidadãos normais, isto é, aqueles que não pertencem ao grupo que, à custa do povo, vivem e deslocam-se numa redoma de seguranças armados.
Eis algumas notícias:
- Líder do tráfico cumpria pena ao fim de semana
- Preso após sair da prisão
- Gang dá pontapé na cabeça a idosa
- Vida de luxo em Braga
- Mesquita Machado
- Negócios investigados
Não quero, com estas reflexões, criticar os juízes porque a Justiça não depende apenas deles mas, principalmente, do enquadramento legal em que têm de inserir a sua actividade e as suas decisões finais. E das leis todos se queixam, desde juízes a advogados e, principalmente, aqueles que delas são vítimas, por elas serem demasiado restritivas, ou demasiado vagas e permissivas.
Quanto aos juízes, termos de os olhar com a mesma compreensão com que fitamos médicos, farmacêuticos, enfermeiros, professores, militares, polícias, etc., todos eles alvos da ira primária com que ministros encetaram a sua governação. As reformas estruturais de que o País necessitava pecaram por serem mal definidas e sem planeamento eficaz, não procuraram motivar e congregar os principais servidores do Estado. Não apelaram ao seu profundo saber e experiência, ao espírito de equipa, de bem servir, de dedicação ao País para, em conjunto, serem feitas as melhores reformas com vista a beneficiar a qualidade de vida dos portugueses. Em vez de governarem COM e PARA, acharam melhor, na sua «douta inteligência», governar CONTRA.
Daí que se interpretem as notícias atrás referidas, não como acusações a incapacidade dos juízes, mas a incompetência dos governantes e legisladores.
Não foi nos juízes que votámos e, por isso, não nos compete criticá-los e pedir-lhes contas. Votámos para a AR e para o PR. Este, com base na constituição daquela, nomeou o PM que constituiu o Governo. Todos, ao assumirem funções juraram pela sua honra desempenhar com lealdade as funções que lhes foram confiadas. Mas, decorridos anos, fica-nos a dúvida se eles realmente sabem quais são as suas funções e a que se destina o Governo. Há quem diga que eles não têm dúvidas pois vão-se governando tão bem quanto lhes é permitido pelos impostos e pelo apoio do Poder económico.
O certo é que o principal objectivo de melhorar as condições de vida da população é desprezado. Seria desejável que os detentores do Poder se consciencializassem do significado desse objectivo e, em geral, dos interesses nacionais (da Nação, detentora da soberania) e passassem a dedicar mais atenção à sua consecução.
Governar COM o Povo e PARA o Povo e não, sistematicamente, CONTRA o Povo, personalizado nos mais destacados servidores do Estado (atrás referidos), nas funções mais definidoras da defesa da soberania e da grandiosidade do País.
Autor:
A. João Soares
às
18:30
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Tópicos: Justiça, legislação, Segurança
8 de Fevereiro de 2009
Abolição das taxas moderadoras na saúde
As taxas moderadoras de consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde estão mais caras desde o dia 1 de Fevereiro. A actualização da tabela foi feita através de uma portaria publicada no passado dia 15 em Diário da República, por se considerar que as taxas moderadoras estavam “desactualizadas, quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia doas actos”. E assim, desta forma burocrática, simplex, através de mera portaria, se vai mexer no bolso dos contribuintes!
Como anarquista, não posso deixar de exigir o fim de todas as taxas moderadoras na saúde, tanto mais que vivemos em tempos de crise. Que total insensibilidade perante a situação económica actual das famílias permite um aumento das taxas moderadoras na saúde? Passamos todos a pagar mais, por automática e insensível portaria. Chegou o momento de dizer basta. O poder continua a exigir sacrifícios dos cidadãos, sem que estes se possam pronunciar, chegando desta forma aos balcões das secretarias e desembolsando mais e mais dinheiro para o Estado. Os figurões do Estado e do governo, esses, beneficiam de mordomias que não lhes tocam minimamente no seu dinheiro, enquanto o povo, este, empobrece. Chegou o momento de acabar com todas, repito, todas, as taxas moderadoras na saúde. Para bem da saúde da sociedade democrática.
Autor:
Savonarola
às
12:49
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Tópicos: Taxas moderadoras na saúde
Falta autocritica
Mesmo que não queiramos aderir a uma ou outra das grandes ideologias, encontramos em qualquer delas umas pílulas de sabedoria concentrada que nos são úteis. É o caso do «exame de consciência» católico, da «autocrítica» marxista ou da «análise da situação» nas doutrinas de gestão, preparação da decisão, organização, planeamento, programação e controlo.
Sem este cuidado de abrir os olhos para as circunstâncias envolventes, o passado recente e os objectivos desejados, pode cair-se no erro de seguir, teimosamente, às cegas, sem espírito crítico, uma pista errada que conduzirá a um ponto sem retorno, ao abismo irremediável. Estas reflexões surgem depois de ter passado os olhos por dois casos focados em jornais diários.
Na rubrica semanal do Diário de Notícias, «Dias contados», do sociólogo Alberto Gonçalves, ressalta a referência à irritação, exacerbada e sem justificação suficiente, do ministro dr. Santos Silva, cujas palavras revelam um zelo e uma adoração pelo PM que já o levara a «confessar o "especial prazer" que lhe dá "malhar na direita" e "nesses sujeitos e sujeitas" que "se dizem de esquerda plebeia ou chique". Como, de caminho, o dr. Santos Silva malha igualmente nos socialistas descontentes, é legítimo deduzir que o homem espanca qualquer criatura que não beije o chão pisado pelo eng. Sócrates. E que o faz por gosto.»
Parece tratar-se de uma obsessão cega e incontrolável em que é notória ausência de espírito critico, autocrítica, exame de consciência e análise da situação e, sem estes predicados, não lhe é fácil dar uma colaboração válida ao PM, e pode desperdiçar o crédito que o Bilderberg lhe tem dado. Ser bom colaborador não é dizer apenas e sempre «sim senhor», mas alertar para atitudes menos correctas e ajudar a corrigi-las.
No Correio da Manhã, Luís Oliveira, no artigo “Há tradição de abdicação cívica”, escreve sobre Manuel Alegre que disse que a resposta à crise actual exige "homens de nervos de aço e grande estatura ideológica", reconhece que no País "há uma tradição de abdicação cívica, para não falar de cobardia". Parece que estas palavras de um pensador que, normalmente, mede o que diz significam que é indispensável evitar a «abdicação cívica» e ter «estatura ideológica». Despreza o servilismo, o endeusamento incondicional, o «malhar» em todos os que pensem de forma ligeiramente diferente e, portanto, adopta o seguimento do conceito que no início citei com várias designações conforme a origem ideológica.
No mesmo tom deste, encontrei no Público um artigo também interessante com o título. «Manuel Alegre: são precisos "homens de grande estatura" e "soluções de esquerda" para combater a crise»
Autor:
A. João Soares
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11:36
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Tópicos: Abdicação cívica, análise, autocrítica, estudo da situação
29 de Janeiro de 2009
A Cobardia e a Ignorância
O Dr. Fernando Nobre, director da AMI, 
é suficientemente conhecido para dispensar apresentações ou introduções. Transcreve-se uma declaração sua, acrescentando apenas uma conclusão referente ao futuro do caso que ele cita. Este texto já teve várias publicações, entre eles o http://ferrao.org/, mas parece não ter sido notado.
Grito e choro por Gaza e por Israel
Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.
O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes ("terroristas") do movimento Hamas.
Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:
- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento "terrorista" Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..
- Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamizaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas "terrorista" que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?
- Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.
- Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).
- Estranha guerra esta em que o "agressor", os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os "agredidos". Nunca antes visto nos anais militares!
- Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos "heróis" que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!
- Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!
- Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!
- Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!
- Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!
Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos!
É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.
É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.
Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre, 4 de Janeiro de 2009.
Pelo que se pode deduzir, jamais haverá paz na região enquanto a razão e a justiça não forem restabelecidas. As contínuas agressões do estado sionista geram o ódio não só nos adultos, mas sobretudo nas crianças que nele nasceram e cresceram e viram os seus pais assassinados pela sua Resistência ao terrorismo sionista, lutando pela liberdade e pelos Direitos Humanos. Assim, cada vez cresce mais o ódio de geração em geração. O caso é tão claro que pode dizer-se sem receio de errar que quem não o compreender melhor deverá ir tratar-se num psiquiatra. Para detalhes mais alongados sobre este assunto veja-se neste link.
O ensurdecedor silêncio da maioria dos blogs portugueses sobre este assunto não pode deixar de revelar o estado da mentalidade geral nacional.
Autor:
Mentiroso
às
00:26
4
mentiras
Tópicos: Terrorismo neonazi
7 de Janeiro de 2009
A nossa estrada mata tanto como uma guerra
Depois do post de 30Dez08 «A estrada continua um meio de morte», deparamos hoje com a notícia em que são citados os números da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária que referem ter havido em 2008 nas estradas portuguesas 772 mortos e 2.587 feridos graves – uma autêntica guerra! Porém quem se limitar a ler o título fica com uma noção errada e sem estímulo a melhorar as precauções na condução.
Autor:
A. João Soares
às
16:12
0
mentiras
Tópicos: tragédia rodoviária
6 de Janeiro de 2009
A Loucura do Espírito do Mal
Israel, a incarnação do mal, dizendo que quer destruir o Hamas destrói tudo por onde passa. Os EUA demonstram mais uma vez como encaram os Direitos Humanos não só na sua própria nação, mas em todo o mundo. Não esqueçamos que sempre apoiaram e apoiam as ditaduras, como aconteceu com a nossa.
A ignorância geral – provocada por uma propaganda sionista e pelos EUA – permite acreditar aos mais pobres de espírito que qualquer acção do género da parte de Israel poderá alguma vez acabar com a violência na região. A Besta a que nos EUA chamam de presidente diz que compreende o direito de Israel, o agressor contínuo de há sessenta anos, tem em se defender.
Israel não se contentou com o território que lhe foi graciosamente concedido, já sem ter perguntado ao povo que lá estava se o aceitava ou não. A violência começou com as agressões contínuas e aprovadas pelos EUA para roubarem territórios, estabelecerem colónias (na segunda metade do séc. XX!), o que fez nascer o ódio entre os povos da região.
Não se pode falar em paz sem abordar as suas causas e restabelecer a ordem quebrada pelos sionistas. Os assassinos podem assassinar metade da população ou mais, porém quantos mais matarem mais ódio justo geram contra eles. As crianças não nascem com ódio, mas assim que começam a ter compreensão do que se passa à sua volta, o ódio contra o país malvado que os desgraça e o que acontece com os seus familiares só pode crescer dentro deles e ganhar as mais profundas raízes. Assim, a realidade é que o procedimento de Israel só pode aumentar a pilha de lenha para se queimar, perpetuar o mal e até a morte do seu próprio povo e eventualmente um novo extermínio do seu próprio país.
Pelos noticiários que ouvimos e pelo modo como este caso está a ser abordado, os jornaleiros estão a dar a imagem falsa de que história dos distúrbios provocados por Israel começou pelo caso do Hamas. Miseráveis desinformadores que enganam os já de si ignorantes.
Nenhum processo de paz poderá estabelecer a ordem sem que os factos que provocam a violência sejam tomados seriamente em lugar de querer estabelecer novas regras sobre novas falsidades. Dêem o seu a seu dono, expulsem o agressor em casa alheia e julguem os criminosos de guerra de acordo com o direito internacional que os EUA abertamente repudiam. Só assim se poderá chegar à paz, o resto são patranhas inventadas para roubar o agredido e aplaudir o agressor. Se Israel quer tanto a paz, há tantos anos, como falsamente apregoa, como continuam a roubar os territórios e a construir colónias neles? Não é um paradoxo, é a realidade nua e crua, a demonstração da má fé dos agressores e das suas más intenções em que os logrados de todo o mundo acreditam. Há um rol de razões contra a paz por parte dos agressores, mas este é talvez o mais claro.
Os noticiários nunca falam neste assunto básico, preocupando-se com as notícias da hora e encobrindo as causas e a realidade histórica. Repete-se um simples ponto já evocado: Se os castelhanos (outro povo que a história define como escravizador) ocupassem terras portuguesas, expulsassem os seus dono