Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


26 de março de 2009

Acabe-se com a Corrupção, a Ganância, o Roubo ao Estado, a Banha da Cobra, as Oligarquias Mafiosas

Transcreve-se um post com um texto bem claro. Pena é que o sentido associativo, tão comum nos países do norte não tenha até agora feito caminho em Portugal. Ainda não se compreendeu por cá que ninguém jamais faz seja o que for pela população senão ela própria ou por ela obrigado, vigiado e à rédea curta. É precisamente a esse facto que se devem as diferenças de maior ou menor democracia, ou até a sua ausência, de país para país.


Está na hora de mudar Portugal

Fundação do Movimento para a Democracia Directa

É hora! Sem aliviar a luta, é hora da conjurar a construção do futuro! Sem medo do desafio patriótico que aqui se lança.

É hora de libertar a alma, abrir o coração e unir vontades. Ousemos!

É esta a hora, e nenhuma outra tardia, de criar um movimento para a democracia directa. Um movimento de cidadania activa, que congregue cidadãos de diversas origens, cores e áreas políticas, filosóficas, religiosas e culturais, para restabelecer as regras do jogo democrático. Um movimento - que não é um partido - para promover a reforma da democracia representativa e recuperar o poder do povo, usurpado por representantes iníquos.

A situação gravíssima do País, sofrida no descalabro da alta/baixa política, reclama a bravura da intervenção pública. Por isso, é hora de convocar os cidadãos de boa fé e rija fibra, para a renúncia do conforto, o risco da iniciativa e o esforço do serviço humilde da comunidade. Quem sinta, que se junte! Quem sofra, que se erga! Quem queira, que se una! Puxemos para a acção conjunta a alma justa e vigorosa dos cidadãos preocupados!

No próximo sábado, 28-3-2009, pelas 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, vai ser fundado o "Movimento para a Democracia Directa - DD". Se aceita a Declaração de Princípios que abaixo publico, junte-se a nós, venha á reunião de fundação em Alcobaça, divulgue a nossa proposta nos blogues, nos fora e por mail, e traga um amigo também.


"Declaração de Princípios do Movimento para a Democracia Directa - DD

Tendo em conta a degenerescência irreparável da democracia representativa para uma oligarquia de representantes, só aproximando os cidadãos da escolha e decisão políticas será possível desenvolver continuamente em Portugal os valores da Democracia, do Estado de Direito, da Liberdade e da Dignidade Humana. Assim, os membros concordam com a afirmação e a promoção de um Movimento para a Democracia Directa.
  1. O Movimento para a Democracia Directa defende eleições primárias dentro dos partidos para a escolha dos candidatos a cargos electivos do Estado e autarquias, bem como eleições directas nos partidos para os cargos dirigentes das suas estruturas nacionais, regionais e locais, sempre dentro de regras legais de estrita democraticidade interna dos partidos.

  2. O Movimento para a Democracia Directa pugna pela total clareza do financiamento partidário e eleitoral, fiscalizado por entidade judicial, com sanções penais e de perda de mandato para os casos de incumprimento;

  3. O Movimento para a Democracia Directa defende, como forma de transparência do sistema político, o escrutínio e prestação de contas, mormente através da audição parlamentar obrigatória de todos os escolhidos para cargos governamentais e para cargos dirigentes de nomeação do Governo e da Assembleia da República;

  4. O Movimento para a Democracia Directa considera fundamental a responsabilização pessoal dos eleitos, designadamente a consagração da convocação popular de eleições (recall), a suspensão do mandato de titulares de cargos políticos acusados de crimes de relevo e a supressão da imunidade por factos estranhos ao mandato político;

  5. O Movimento para a Democracia Directa considera indispensável para o bom funcionamento das instituições democráticas a obrigatoriedade de registo dos interesses dos candidatos a cargos políticos, de nomeação política, partidários, magistrados e altos cargos da administração pública (nomeadamente a sua pertença a organizações secretas), além da apresentação obrigatória da declaração de rendimentos e patrimonial, com perda automática de mandato, ou demissão, por incumprimento ou falsas declarações;

  6. Para o Movimento para a Democracia Directa afigura-se necessária à aproximação entre representantes e representados a adopção de um sistema eleitoral misto nas eleições para a Assembleia da República, com circunscrições de eleição uninominal e um círculo eleitoral nacional que garanta uma representação parlamentar de tendências minoritárias;

  7. O Movimento para a Democracia Directa defende uma real separação dos poderes legislativo, executivo e judicial, nomeadamente um verdadeiro auto-governo das magistraturas através de Conselhos Superiores sem representantes de nomeação política;

  8. O Movimento para a Democracia Directa defende a possibilidade de apresentação de candidaturas independentes a todos os órgãos políticos electivos, incluindo a Assembleia da República, facilitando o procedimento de formalização;

  9. Para o Movimento para a Democracia Directa são imprescindíveis a simplificação do direito de iniciativa popular de apresentação de propostas legislativas sobre quaisquer matérias, o direito de queixa constitucional (recurso de amparo) e o aproveitamento de actos eleitorais para consultas populares, numa plena utilização das virtualidades do referendo como meio normal de decisão política, designadamente em matéria de revisão constitucional."

Peço, a quem concordar, que divulgue a fundação do Movimento pelo grupo de contactos e a publique nos respectivos blogues. Quem esteja interessado em aderir, mas não possa vir à reunião de fundação em Alcobaça neste sábado, ou o pretenda fazer posteriormente, escreva para democraciadirecta.portugal@gmail.com.

Claro que lá estarei!

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23 de março de 2009

Enriquecimento «ilegítimo»?

Apesar das atitudes de vitimização, das alusões a «campanhas negras», das alegadas «tentativas de assassinato» e do muito malhar a torto e a direito, vão aparecendo pensadores dos vários sectores da sociedade a ajudar a ver claro no meio de tanta poeira, promessas não cumpriveis e agressivas acções de marketing. Em democracia, o povo deve estar esclarecido para poder exercer em consciência o seu direito de voto.

Medina Carreira (1) disse há dias em entrevista na TV:
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre, depois, não sei para onde ele irá... Em Portugal, quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
«…encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
«Quem tem interesse que se façam estas obras (megalómanas) é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

Além da referência ao engenheiro João Cravinho (2), podia parecer que o prof Medina Carreira estava a exagerar, mas aparece agora a notícia da entrevista de Maria José Morgado (3), directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, ao semanário Sol, que permite aprofundar a reflexão, pois acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito, como Cravinho já preconizara. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e, ao fim de uns anos, estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público. E disse também prever que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito.

Isso vem dar enquadramento às notícias da fortuna acumulada pelos ex-governantes hoje indiciados nos crimes económicos do BPN (4) (5) que tiveram um difícil início de vida. Mas não há só eles. Também Armando Vara (6), de acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, recebeu uma remuneração-base de 244 441 euros/ano (mais de 45 salários mínimos nacionais por mês). Um montante que fica muito aquém daquele que lhe foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros (quase 90 salários mínimos por mês). A propósito, há dias, veio em noticia que no BCP (7) o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco cobra 90 000 Euros (200 salários mínimos!) por cada reunião a que se digna estar presente.

Razão tem Medina Carreira quando diz que os políticos não se dedicam ao bem público, a uma função que exige patriotismo e sacrifício, mas sim a troco dos máximos benefícios pessoais à custa do erário público.

Infelizmente, os políticos actuais, salvo eventuais excepções, esqueceram que Política é a ciência e arte de bem gerir os interesses dos Estados para benefício dos cidadãos. Preferem ver a política - com p minúsculo - como a «habilidade» de se governarem a si e aos boys dos partidos e caçar o máximo de votos, mesmo que os métodos utilizados prejudiquem seriamente os cidadãos. São desejáveis opiniões de mais pensadores sobre o diagnóstico da crise e, principalmente, sobre a terapia para moralizar o sistema. Será conveniente a criação de um CÓDIGO DE BEM GOVERNAR, elaborado e aceite por todos os partidos, por iniciativa de Belém.

As vantagens que pretendem obter à custa das funções políticas explicam a 'foçanguice' na obtenção de votos com promessas que não podem cumprir, com mentiras, com poeira e fumaça para os eleitores incautos não verem claramente a realidade.

Também Mário Soares (8) (9), Manuel Alegre (10) (11) (12), Henrique Neto, Vítor Ramalho e outros elementos do PS, com raciocínio livre e sem peias, não deixam de criticar algo que está longe de correr na perfeição.

Outro sinal de que os políticos aspiram pelos lugares de poder com vista a aquisição de riqueza e não ao sacrifício numa função de serviço público patriótico, chega de Mondim de Basto (13), com a notícia de que uma ex-candidata ao município em 2001, como não conseguiu essa forma de enriquecer, passou a dedicar-se ao tráfico de droga, tendo agora sido detida na Colômbia na posse de cocaína.

Mas nem só os governantes ou autarcas, salvo eventuais excepções, colhem tais benesses. Também há outros cargos do Estado que agravam a injustiça social com reformas douradas, como é o caso de Víctor Melícias (14) que recebe 7450 euros (mais de 16 salários mínimos).

Esta tradução dos grandes salários e pensões de reforma em salários mínimos devia ser obrigatória para que os contribuintes soubessem o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos.

Alguns textos consultados:

(1) Medina Carreira faz reflectir
(2) Corrupção cresce
(3) ‘Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários’
(4) O caso do BPN e os casos da supervisão bancária
(5) PCP faz queixa-crime contra gestores do BPN
(6) Vara duplicou salário no BCP
(7) Os novos pobres
(8) Mário Soares critica mediocridade dos líderes europeus face à crise
(9) Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa
(10) Manuel Alegre defende aumento de salários
(11) Manuel Alegre propõe medidas políticas concretas para combater a crise
(12) PS: Federação distrital do Porto quer Manuel Alegre nas listas do partido nas legislativas
(13) Ex-candidata à Câmara de Mondim de Basto detida na Colômbia com cocaína
(14) Padre Melícias com pensão de 7450 euros

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22 de março de 2009

Cães, Cabras, Parasitas e Outros Animais

Que espectáculo, a substituição do Provedor de justiça! A ganância dos políticos não é nada que não se saiba, mas o modo como este caso tem transpirado tem sido dos mais úteis por demonstrativo. Com o seu cinismo habitual, a Manela Leiteira quer-nos convencer do contrário, de que um assunto público por natureza não deveria vir a público. Felizmente que isso aconteceu para mostrar aos mais ingénuos a corja que constitui os partidos nacionais.

Têm-se invectivado de ambos os lados, no que a Manela tem de certo grande prática e habilidade. Com a sua falsidade costumeira tem querido sempre atirar com as culpas para os outros, nunca para os seus. Ao que parece, aqui, caso se atribua aos corruptos o direito de açambarcarem todos os lugares importantes, a culpa parece ser a dividir pelo meio.

Todos os políticos procedem de modo idêntico, é essa a desgraça do país. A maior desgraça, todavia, é a da população parecer cada vez mais anestesiada e totalmente incapaz de inverter a situação. A ignorância geral está bem demonstrada no que se ouve: quando se está desiludido pelos políticos abstém-se de votar. Com tal desinformação jamais se chegará a qualquer lado e nada poderá mudar.

Interessante, que nos venha agora a chiba da Leiteira dizer que o governo actual é o culpado da desgraça na agricultura portuguesa. É evidente que só pode fazê-lo sem o mínimo receio de se mostrar ridícula por estar certa de que o povo desmiolado não se pode recordar de como os governos do Cavaco destruíram pescas, indústria e agricultura. Já todos se esqueceram? Se o povo não fosse tão estulto no seu conjunto, a máfia corrupta não se aventuraria a tanta banha da cobra e não se admitiria uma tal corrupção. Todavia, o atraso mental é tão grande que muitos até acreditam que também eles se podem aproveitar da corrupção geral fazendo-a jogar em seu favor. Só os ricos dela se podem realmente aproveitar e sempre á custa dos pobres. Ora, num país em que a pobreza tanto se desenvolveu por isso mesmo, já se vê a conclusão.

É inconcebível que a democracia não tenha ainda chegado a esta ponta da Europa por simples culpa da corrupção das oligarquias políticas assembladas em famílias autenticamente mafiosas. É inconcebível que esses execrandos não parem de falar em democracia com a única intenção de ocultarem a sua inexistência. Por outro lado, a ignorância nacional geral é tão profunda que existe, efectivamente, uma enorme maioria da população genuinamente (estupidamente) convencida de que Portugal é uma democracia, apenas porque se vota (também se votou durante a maior parte do tempo que o Estado Novo durou). Como o poderia se, quando os seus princípios básicos apenas existem nas palavras? Nenhum país é uma democracia por ter uma constituição que o afirme nem por não se parar de nelas se falar; uma democracia vive-se. Quanto mais nela se fala menos ela existe. É assim em todo o mundo e Portugal não é nisso excepção.

A correria dos cães esfaimados ao ataque dos postos que deveriam ser postos a concurso para gente competente tem que acabar. O aberto parasitismo dos incapazes que mais nada sabem fazer na vida senão parasitar tem de terminar de vez. Sem que acabe, a administração pública será sempre aquilo em que o parasitismo e a incompetência dos dirigentes dela fizeram e que tão bem conhecemos. Trata-se dum travão para o progresso nacional. É este o primeiro passo para uma democracia. Muitos outros há, mas este é o mais significativo: não há democracia com corrupção. A corrupção é humana não poderá ser erradicada por completo, mas este caso é o seu maior exagero possível e a origem de toda a corrupção subsequente.

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10 de março de 2009

Grandes Honras ao Macaco Assassino

Não se vai aqui explicar porque ele é assassino, anti-democrático, quantos cadáveres deixou para trás para chegar ao poder e nele se manter indefinidamente, na miséria em que pôs o seu povo quando o seu país poderia ser o segundo mais rico de África a seguir à Rep. da África do Sul, nem tudo o resto por ser tão bem do conhecimento geral que nem valer a pena mencionar.

O que sabemos é que um monstro como ele é tratado em Portugal como pessoa de bem, honesta e honrada, pelo autor e responsável da actual miséria humana, intelectual e financeira dos portugueses. Aquele que usou os fundos de coesão da União Europeia, que deveriam ter preparado o País para o futuro para enriquecer políticos, familiares e amigos. Como esses fundos foram roubados e esbanjados e as empresas, atrasadas e com trabalhadores que nunca foram reciclados nem preparados são incapazes de enfrentar a concorrência internacional. Como destruiu a indústria nacional, enquanto os outros países europeus solidificavam as suas. Como pôs o restante dos fundos em circulação, causando a ilusão de enriquecimento, deixando o governo com grande inflação e um défice acima dos 5%. É obra! Obra que os carneiros ignoraram por completo e agradeceram ao seu algoz elegendo-o como recompensa.

«Quem morre porque quer não se lhe reza por alma», não é? Nenhum dos que o apoiaram tem agora direito a reclamar.

Se fosse outro o partido no governo até poderia muito bem ter acontecido idêntico. Os políticos são todos uns santos, mas no caso real foi da responsabilidade directa do Cavaco. Foi ele o autor de toda a nossa miséria actual, excepto da parte provocada pela crise mundial.

Outro caso semelhante é o do funeral do tirano da Guiné. Viveu com a espada, como Mário Soares alude, pelo que não teve mais do que o que merecia nem do que há muito se aguardava. Poderia ou não acontecer, mas as probabilidades eram muito mais que a média.

Geralmente, tratamos os nossos iguais como nosso iguais, não pode haver outra explicação nem razão para o que se passa. Assim se justifica aquilo a que assistimos nestes dias. Portugal, pela mão do cavaco, apoia um assassínio, tal e qual como os EUA apoiam todas as ditaduras e criminosos que lhes convém, tal como apoiaram a nossa própria ditadura. Também já nos esquecemos?

Como de costume, a jornaleirada repugnante não faz a mínima referência aos factos históricos. Como de costume, a história é refeita, substituída por faiança fabricada por uma bandalheira de indignos, dum modo que não difere assim tanto do do Rosas. Não fosse este o costume, também de certo que a Manela Leiteira não ousaria aproveitar as fracas memória e mentalidade duma população embrutecida por políticos corruptos para falar com tanto à-vontade como se nada se tivesse passado, como se ela, em estreita colaboração com o Cagão Feliz, não tivesse planeado uma desgraça ainda maior, destruindo por completo os sistemas de pensões e de saúde baseados na solidariedade. Já não se sabe para quem se voltar. Se uns são maus os outros também não são melhores. Não há para quem se virar, a única solução é a de controlar esses animais gananciosos e corruptos, mantendo-os bem seguros com um jugo der animais de tiro bem apertado e rédeas bem curtas. O facto de terem sido eleitos jamais lhes dá direito a fazer o contrário dos interesses e do que querem aqueles que os elegeram. Estarão os portugueses cegos para não verem aquilo por que Portugal é reconhecido pelos outros países? O país dos políticos corruptos que dominam uma população crédula ao ponto de estupidez, uma justiça incompetente por ser aplicada por incompetentes pedantes, uma miséria por não terem capacidade mental para elegerem políticos capazes e serem incapazes de dominar a corrupção por serem tão parvos que pensam que se eles também forem corruptos também poderão tirar proveito.

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9 de março de 2009

Magalhães, assessores, analfabetismo

Ao fim de muitos meses de desperdício de recursos, em tempo perdido, custos de viagens de professores e desmotivação de professores, de alunos e de pais e perda de confiança dos portugueses na competência dos seus governantes, o Grupo parlamentar do PS admite que algumas medidas de política educativa do Governo "não correram muito bem", como diz o título de notícia do Público.

Esta confissão de fracasso tem mérito, mas mais teria se tivesse sido feita logo que os professores manifestaram o seu justificado mal-estar. E mais ainda teria se tivesse sido evitado. Como foi possível cometer tais erros e teimar em não dar o braço a torcer? Qual a colaboração dada pelos inúmeros assessores que enxameiam as alcatifas dos gabinetes? Porque não preparam as decisões segundo métodos muito experimentados do género do sugerido em pensar antes de decidir?

Outro erro de decisão foi a negociata, sem concurso público, sem supervisão, sem controlo, nem do material nem do software do Magalhães que, agora, só agora, é descoberto que está escrito em «magalhanês», em vez de o ser em língua viva de Portugal ou de um País civilizado. Têm aqui cabimento as perguntas acerca do papel dos assessores que pesam no orçamento do Estado e seria suposto que apoiariam os seus chefes na obtenção de um grau de excelência elevado. Os erros referidos na notícia Empresa responsável por software com erros instalado no Magalhães reconhece "falha humana", apesar de a empresa os querer branquear, são indesculpáveis e evidenciam incompetência, desleixo e falta de dedicação na execução das tarefas que são confiadas aos mais altos funcionários do ministério.

Nenhuma pessoa consciente gostaria de estar na pele da ministra quando for ao Parlamento responder perante os deputados, como o PSD está a pedir, segundo a notícia "Magalhães": PSD chama ministra ao Parlamento.

Como foi dito por várias pessoas esclarecidas, não se pode esperar milagres do Magalhães, porque primeiro há que ensinar as crianças a ler, escrever e contar, e, só depois, o computador constitui uma ferramenta potenciadora das capacidades já adquiridas, poupando o esforço de pesquisa e de elaboração de trabalhos. Este factor multiplicador de capacidades só funciona se não estiver eivado de erros que vão destruir o que de bom se aprendeu antes, como tem acontecido com as graves gralhas do software que os assessores não detectaram nem corrigiram a tempo. Uma vergonha. E assim se desperdiçam recursos públicos e se atrasa a aprendizagem das crianças e se dificulta a criação de confiança num símbolo de modernidade.

Mas como se pode esperar que o ensino funcione com nível de «excelência» se , como diz a notícia Portas acusa directora regional de Educação do Norte de não saber escrever. Segundo a notícia, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, a «malhadora» que fez a vida dura ao professor Fernando Charrua, mostrou não saber escrever, ao redigir um e-mail que enviou à presidente do conselho executivo do agrupamento de escolas Território Educativo de Coura. Esta é mais uma ‘gafe’ a acrescentar aos erros de português do Magalhães.

"Quando uma directora regional que tem a obrigação de se relacionar com milhares de escolas, que tem a tutela de dezenas de milhares de professores não sabe escrever português, como se pode pedir depois aos jovens que saibam escrever, ler e entender correctamente a língua de Camões", perguntou o líder do CDS/PP.

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3 de março de 2009

Mentiras, Desinformação, Impostura – São os Princípios Que Regem o Bando da Canalha Jornaleira de Hoje

As mentiras, encobrimento, conluio e outros comportamentos que revelam os mais baixos procedimentos e qualidades profissionais da actual banda de jornaleiros ignóbeis que nos desinformam continuam a provar-se.

Numa publicação deste blog na semana passada, intitulada «Roubo dos Telefones Autorizado Pela ANACOM», denunciava-se o caso escandaloso dos aumentos das tarifas de comunicações telefónicas móveis. Dizia-se que estas tinham aumentado mais de 20% nalguns casos

Os noticiários televisivos recentes do domingo último mencionaram que as tarifas aqui referidas sofriam este ano um aumento de 2,5%.

Com efeito, os aumentos de 2,5% existem, só que se referem apenas às tarifas ao minuto e não às novas, ao segundo, obrigatoriamente introduzidas pela União Europeia. Neste caso os aumentos são em geral superiores aos modestos 20% anunciados por este blog, chegando mesmo a ultrapassar os 25%! Confira-se, por exemplo, no site da Rede4, que se presume ser de entre as mais baratas e que também oferece um ficheiro PDF com as novas tarifas. Aí podem-se ver as actuais e as futuras tarifas, assim como as novas para planos equivalentes, mas ao segundo. Como os dados dessa página serão substituídos dentro de dias, ficando apenas os novos, guardou-se essa página e o ficheiro PDF, que poderão continuar a ser consultados aqui.

Desde logo se compreende que as desinformações da cambada de jornaleiros não passam de imposturas de miseráveis tinhosos, pois que contando apenas uma parte da história estão a esconder os enormes aumentos e o aberto conluio da ANACOM, tal como citados anteriormente neste blog. A apresentação parcial duma verdade completada por uma ocultação do restante é uma impostura premeditada e mal intencionada: uma burla qualificada. Afinal, que raça de animais são estes sabujos que em lugar de informar têm como profissão enganar-nos, em que jamais podemos confiar, cujo princípio básico da sua vida é o de burlar toda a gente?

Pelo que se vê é mais um caso a demonstrar o espírito de carneiro da população. Políticos altamente corruptos e ladrões, juízes incompetentes e calões (segundo o Eurostat não despacham metade dos processos que os seus colegas da EU por ano – ver neste artigo), jornaleiros indignos nem merecedores da comida que enfardam. Tudo os carneiros admitam apenas com queixinhas ingénuas. Digam que este país não é um verdadeiro paraíso para gente perniciosa e máfia maléfica.

Esta banda de malandros mal intencionados, de pobres pedantes ignorantes, mal falantes e que escrevem pior que gado, são os principais responsáveis pela ignorância geral. Os portugueses, na sua generalidade com a baixa educação, incivilizados e com pouquíssima intrusão literária, não só por o ensino escolar ser o que se sabe como ainda por os exames escolares não terem qualquer valor e qualquer ignorante os possa passar sem quase nada saber, tornam-se extremamente vulneráveis e influenciáveis por aqueles que mais ouvem. Não têm conhecimentos para avaliarem o que ouvem e por isso se limitam a tudo repetir como papagaios; papagaios analfabetos, evidentemente. Assim, esta corja da jornaleirada repugnante tem destruído a língua, tanto na fala como na escrita. Quando se ouve esses brutos grosseiros dizer biópsia, entochicar, ilcòptros, glicémia, rècor e dezenas mais de bestialidades semelhantes, que consideração se pode ter por essa imunda ralé de cloaca? Lêem-se alguns jornais e vêem-se legendas de filmes ou documentários ilegíveis por tantas vírgulas nelas semeadas que só servem para atrapalhar a leitura, algumas até separando o sujeito do predicado. Vírgulas – que são separações – apostas a conjunções copulativas; uma une e a outra separa! É preciso ser mais que tarado. Vírgulas a seguir a um mas. Iniciar séries de frases por E e por Mass. Vocabulário reduzido ao extremo, repetindo continuamente os mesmos termos e palavras. Aprenderam por gramáticas a que foram arrancadas muitas páginas, como a das contracções das preposições e dos pronomes com os artigos, por exemplo. Oh, o rol é tão longo que nem vale a pena continuar. Num grande número de blogs escreve-se bem melhor que esses labregos engravatados.

Que consideração, pequena que seja, poderão merecer tais bandalhos pedantes, arrogantes e assassinos da língua? Haverá gente mais repugnante neste sentido? Para um povo na sua generalidade iletrado, atrasado, com pouca instrução, incapaz de pensar por si mesmo, profundamente desinformado, de esperteza saloia, mas malandro de trazer por casa, de ditinhos giros, frases feitas, tão estúpido que só compra o que lhe é mandado pela publicidade em vez de a tomar por uma aviso contrário, poderá haver uma influência mais maléfica que a dessa canalha imunda?

Isto está longe de ser tudo, evidentemente, o assunto é bem mais extenso, mas ficamo-nos com a pergunta de como pode tanta estupidez e pedantismo auto-proclamar-se de «Comunicação Social»? Dificilmente poderiam ter escolhido nome que mais evidencie o ridículo dessa corja, que só faz rir a qualquer estrangeiro após dificílimas tentativas para lhe explicar do que se trata e de ele abrir a boca de admiração e incompreensão. Prova de povo carneiro e iletrado é a de quase a sua totalidade o aceitar e papaguear.

Divirta-se com um, slide show que contém algumas frases para eles absolutamente normais.

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26 de fevereiro de 2009

Mudar é preciso

Não podemos pretender que as coisas mudem, se continuamos a fazer sempre o mesmo.

Albert Einstein

NOTA: Muito certo!!! Por isso, não iremos sair da crise. Não existem ideias para fazer diferente! Todos os «sábios» continuam a resistir à mudança aplicando os raciocínios que aprenderam na escola, há mais de 20 anos . E foram essas receitas que deram origem à crise. É preciso inovar, aplicar novos remédios.

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Roubo dos Telefones Autorizado Pela ANACOM
e Muito Mais

Embora poucos pareçam sabê-lo, as comunicações de todo o género são um dos pilares do desenvolvimento. Daí os fundos da União Europeia que ajudaram a construir uma rede rodoviária decente em que, mesmo assim, se têm colocado obstáculos, como as portagens. Aqueles que defendem o lema utilizador-pagador, ou estão desinformados ou são políticos que pretendem conquistar votos de toda a maneira e como de costume em detrimento da totalidade da população. Estes últimos são decididamente traidores devido ao modo como operam, servindo a sua ganância (os votos) contra os interesses do País (o desenvolvimento). Afinal, se o produto de o lucro do desenvolvimento são a dividir por todos, porque deverão ser apenas uns a pagar (os utilizadores)? Mais uma vez nos desviamos dos métodos que desenvolveram os países mais avançados da Europa, mas continua a pretender-se que queremos avançar. Certamente não é esse o alvo de quem legisla.

No mesmo sentido resolveu a União Europeia fazer baixar os preços das telecomunicações, incluindo os dos telefones. Em cumprimento da directiva, o governo português mandou aplicar as tarifas ao segundo em lugar de ao minuto. Os operadores, relutantemente, ainda tentaram lutar contra esta disposição, estúpida e desnecessariamente, pois que não está na mão do governo nacional fugir à directiva. Como não conseguiram manter o roubo desse modo, deram a volta e aumentaram os preços das chamadas. Que cada um faça as contas de quanto passou ou vai passar a custar um minuto de comunicação pelas novas tarifas. Chegar-se-á à fácil conclusão que os aumentos das tarifas de comunicações telefónicas chegam a ultrapassar os 20% nalguns casos.

Afinal, alguns se perguntarão, para que serve a ANACOM, que permite todos os abusos contra a população, a legalização do roubo do utilizador pelo prestador de serviços? A corrupção é simplesmente a mesma do costume: favorecer os administradores das empresas – que como se sabe são os usurpadores desses cargos – a fim de que mereçam os seus prémios por estratégias de roubo a adicionar a salários já por si escandalosos.

Até quando vai a populaça tola e palhaça permitir a continuidade desta e de outras explorações? Por quanto tempo vão ainda os carneiros continuar a lamber a mão de quem os degola, como fizeram ao Cavaco, pai da actual pobreza nacional, excepto no que toca à crise internacional. Não foi ele e a sua seita e acólitos quem esbanjou os fundos de coesão, cuja finalidade era a de preparar as empresas e o país em geral para um futuro moderno e competitivo? Não foi isso que ele fez e todos nos recordamos como esse dinheiro, ao contrário do que deveria ser o seu destino, jorrou a rodos para os bolsos dos corruptos e corruptores, como espalhou o restante para dar a ilusão de riqueza, o que gerou inflação e um défice de 5% ao a sua seita de ladrões saltar do poleiro. As maioria das empresas continua a trabalhar com métodos de meados do século passado e os seus empregados nunca foram reciclados nem tomados em consideração como a matéria prima para o desenvolvimento, não podendo dar a produção necessária ao desenvolvimento, à modernização, à competição. Não foi o ainda o seu governo que praticamente acabou com a indústria nacional?

Em guisa de agradecimento, os carneiros decidiram agradecer-lhe o matadouro que ele pôs em funcionamento elegendo-o para a presidência do país. Ele, o traidor amigo dos castelhanos, que referindo-se à próxima canonização de D. Nuno Álvares Pereira diz ser um exemplo para coisa e tal (que interessa que coisa ele diz, se a realidade é bem outra?). Já agora, o melhor será ele mandar demolir as estátuas do Condestável e de D. João I, os monumentos aos Restauradores, o mosteiro da batalha, etc., etc. A recordar que a canalha jornaleira da RTP não fez qualquer alusão à data do 1º de Dezembro nesse dia. Nem o baboso do presidente abriu a comua a esse sujeito. Onde estão as paradas militares nas comemorações de há anos? Pode-se apodar tal gentalha de qualquer outro termo que não seja o de traidores? Qual?

Não se faça nada para erradicar a corrupção política generalizada e nada mudará. Haverá ainda algum pacóvio a acreditar que esses animais vão repudiar a galinha dos ovos de ouro, sobre tudo quando são perfeitamente incapazes de fazer outra coisa a governar o país para além de satisfazerem a sua ganância desmedida e aumentar o cada vez maior fosso entre ricos e pobres. Se não se correr com eles a mal, é óbvio que a bem jamais as sanguessugas nos deixarão.

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21 de fevereiro de 2009

Virtualidades da Internet

Circula um e-mail com uma lista de 14 personalidades que, após passarem pelo Governo ou por funções semelhantes do Poder político, instalaram-se em bancos ou empresas de capital público, ostentando agora fortunas colossais, à custa dos impostos pagos com apertos de cinto dos contribuintes.

Uma sucessão de comentários acompanhava o e-mail.

Infelizmente, corresponde à triste realidade portuguesa dos tempos que correm! Compartilho a opinião de que já seria tempo de alterar este estado de coisas!... Mas os maus hábitos criados viraram «ciclo vicioso» e não vislumbro quem, quando e como poderá quebrá-lo!... Duvido que se consiga isso por mais que se façam «circular» e-mails deste teor!... Tem que ser algo mais altitroante!!!

Em resposta a este comentário surgiu um outro: Hoje, parece não ser viável resolver estes problemas com golpes militares. Poderá haver outro género de golpes. Mas, quer num quer noutros métodos, é indispensável criar um espírito de adesão na Nação, pois, em democracia, é preciso contar com a participação do povo, mesmo que pouco activa, mas pelo menos de carácter psíquico. É preciso, por outras palavras, criar efeito de massa. E, para isso, é indispensável acordar a população da letargia, da «abdicação tradicional», em que tem sido mantida. Portanto, a circulação por e-mails dos erros e abusos dos responsáveis é importante, é indispensável.

Não se pode esperar que os jornais contribuam para o despertar do povo que vive em coma induzido. Não são os jornais que mostram que a juíza que foi encarregada do caso Freeport é amiga muito chegada de Almeida Santos, mas circula nos e-mails uma fotografia deles a trocarem gestos de carinho na mesa de presidência de uma reunião pública. Logo, o caso Freeport será encerrado da forma mais «soft» para evitar lesões no PS.

É vulgar dizer-se que as guerras começam com as mesmas tácticas da anterior. Com os políticos e os economistas vê-se também um apego exagerado aos procedimentos anteriores com sucessivas ampliações dos vícios que mais úteis são aos seus interesses pessoais.Foi com o abuso crescente de actos ilegítimos e imorais que se chegou a esta crise que está a abalar o mundo.

Os meios electrónicos, a Internet estão a ter uns efeitos que já há muito estão a ser utilizados na actividade política. Em 2004 nas Filipinas, o Presidente Joseph Estrada «suspeito» de corrupção e de outros crimes vulgares em políticos, salvo eventuais excepções, acabou por se demitir e dar lugar a Gloria Macapagal Arroyo, depois de muitas manifestações convocadas em poucas horas por mensagens SMS em que era referido o local, a hora e as palavras de ordem. À hora de almoço, aparecia nos telemóveis a mensagem convocatória e, à hora marcada, convergiam para o local pequenos grupos que acabavam por totalizar muitos milhares. Tudo se orienta para que SMS, e-mails, blogues e outros sistemas de comunicação via Internet vão ser as armas do futuro, para combater corruptos, mentirosos, etc.

A nossa população vive ensonada, em letargia profunda, e é preciso levá-la a acordar e a raciocinar pela sua cabeça para não se deixar «levar» por promessas falsas de indivíduos que não mostram realizações mas não param de prometer coisas belas e atraentes e zangam-se quando alguém mostra que uma promessa não foi cumprida.

Apesar de tudo o que se diga, que até poderá ser exagerado e emocional, temos que fazer justiça aos políticos, que são uma amostra, embora eventualmente não a melhor, da sociedade portuguesa. Portanto, é natural que sofram dos mesmos vícios e virtudes, não obstante neles os vícios serem mais exagerados porque as tentações do enriquecimento rápido são mais fortes. Veja os casos de políticos bem instalados na Finança cujos nomes têm merecido destaque na Comunicação Social e circulam pelos e-mails. Não se pode negar a sua «inteligência» muito prática, embora nada tenham produzido para o Pais, nos termos referidos há dias por Belmiro de Azevedo. O partido a que pertenciam ou pertencem não tem significado, porque os políticos são todos iguais, salvo eventuais excepções.

E, perante este panorama de competências, daqui a 10 anos, Portugal estará, possivelmente, muito pior, a não ser que haja um movimento nacional como o que nas Filipinas derrubou o Presidente Joseph Estrada, em 2004, e colocou em seu lugar Gloria Arroyo. Mas nós estamos mais atrasados nesse campo do que as Filipinas!!!

Enfim, não faltam pretextos para reflexões nem cabeças pensadoras que se debrucem para verem um pouco além do horizonte ou do capuz que encobre muitas irregularidades. No fundo, em cada português, não morreu a esperança de dias melhores, embora não saiba ainda a fórmula de atrair a bênção celestial para que o milagre ocorra. E, como consta atrás, os SMS, e-mails, blogues e outros sistemas de comunicação via Internet vão ser as armas do futuro. Será bom que sejam utilizadas de forma judiciosa para bem de Portugal.

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17 de fevereiro de 2009

A Justiça em péssimas fotografias

É lamentável que o álbum de fotografias da nossa Justiça, que gostaríamos ver prestigiada e respeitada, esteja recheado de imagens pouco lisonjeiras.

Hoje apareceram nos jornais várias notícias que traduzem uma ausência de eficiência que se repercute na falta de segurança que ameaça todos os cidadãos normais, isto é, aqueles que não pertencem ao grupo que, à custa do povo, vivem e deslocam-se numa redoma de seguranças armados.

Eis algumas notícias:

- Líder do tráfico cumpria pena ao fim de semana
- Preso após sair da prisão
- Gang dá pontapé na cabeça a idosa
- Vida de luxo em Braga
- Mesquita Machado
- Negócios investigados

Não quero, com estas reflexões, criticar os juízes porque a Justiça não depende apenas deles mas, principalmente, do enquadramento legal em que têm de inserir a sua actividade e as suas decisões finais. E das leis todos se queixam, desde juízes a advogados e, principalmente, aqueles que delas são vítimas, por elas serem demasiado restritivas, ou demasiado vagas e permissivas.

Quanto aos juízes, termos de os olhar com a mesma compreensão com que fitamos médicos, farmacêuticos, enfermeiros, professores, militares, polícias, etc., todos eles alvos da ira primária com que ministros encetaram a sua governação. As reformas estruturais de que o País necessitava pecaram por serem mal definidas e sem planeamento eficaz, não procuraram motivar e congregar os principais servidores do Estado. Não apelaram ao seu profundo saber e experiência, ao espírito de equipa, de bem servir, de dedicação ao País para, em conjunto, serem feitas as melhores reformas com vista a beneficiar a qualidade de vida dos portugueses. Em vez de governarem COM e PARA, acharam melhor, na sua «douta inteligência», governar CONTRA.

Daí que se interpretem as notícias atrás referidas, não como acusações a incapacidade dos juízes, mas a incompetência dos governantes e legisladores.

Não foi nos juízes que votámos e, por isso, não nos compete criticá-los e pedir-lhes contas. Votámos para a AR e para o PR. Este, com base na constituição daquela, nomeou o PM que constituiu o Governo. Todos, ao assumirem funções juraram pela sua honra desempenhar com lealdade as funções que lhes foram confiadas. Mas, decorridos anos, fica-nos a dúvida se eles realmente sabem quais são as suas funções e a que se destina o Governo. Há quem diga que eles não têm dúvidas pois vão-se governando tão bem quanto lhes é permitido pelos impostos e pelo apoio do Poder económico.

O certo é que o principal objectivo de melhorar as condições de vida da população é desprezado. Seria desejável que os detentores do Poder se consciencializassem do significado desse objectivo e, em geral, dos interesses nacionais (da Nação, detentora da soberania) e passassem a dedicar mais atenção à sua consecução.

Governar COM o Povo e PARA o Povo e não, sistematicamente, CONTRA o Povo, personalizado nos mais destacados servidores do Estado (atrás referidos), nas funções mais definidoras da defesa da soberania e da grandiosidade do País.

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8 de fevereiro de 2009

Abolição das taxas moderadoras na saúde

As taxas moderadoras de consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde estão mais caras desde o dia 1 de Fevereiro. A actualização da tabela foi feita através de uma portaria publicada no passado dia 15 em Diário da República, por se considerar que as taxas moderadoras estavam “desactualizadas, quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia doas actos”. E assim, desta forma burocrática, simplex, através de mera portaria, se vai mexer no bolso dos contribuintes!

Como anarquista, não posso deixar de exigir o fim de todas as taxas moderadoras na saúde, tanto mais que vivemos em tempos de crise. Que total insensibilidade perante a situação económica actual das famílias permite um aumento das taxas moderadoras na saúde? Passamos todos a pagar mais, por automática e insensível portaria. Chegou o momento de dizer basta. O poder continua a exigir sacrifícios dos cidadãos, sem que estes se possam pronunciar, chegando desta forma aos balcões das secretarias e desembolsando mais e mais dinheiro para o Estado. Os figurões do Estado e do governo, esses, beneficiam de mordomias que não lhes tocam minimamente no seu dinheiro, enquanto o povo, este, empobrece. Chegou o momento de acabar com todas, repito, todas, as taxas moderadoras na saúde. Para bem da saúde da sociedade democrática.

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Falta autocritica

Mesmo que não queiramos aderir a uma ou outra das grandes ideologias, encontramos em qualquer delas umas pílulas de sabedoria concentrada que nos são úteis. É o caso do «exame de consciência» católico, da «autocrítica» marxista ou da «análise da situação» nas doutrinas de gestão, preparação da decisão, organização, planeamento, programação e controlo.

Sem este cuidado de abrir os olhos para as circunstâncias envolventes, o passado recente e os objectivos desejados, pode cair-se no erro de seguir, teimosamente, às cegas, sem espírito crítico, uma pista errada que conduzirá a um ponto sem retorno, ao abismo irremediável. Estas reflexões surgem depois de ter passado os olhos por dois casos focados em jornais diários.

Na rubrica semanal do Diário de Notícias, «Dias contados», do sociólogo Alberto Gonçalves, ressalta a referência à irritação, exacerbada e sem justificação suficiente, do ministro dr. Santos Silva, cujas palavras revelam um zelo e uma adoração pelo PM que já o levara a «confessar o "especial prazer" que lhe dá "malhar na direita" e "nesses sujeitos e sujeitas" que "se dizem de esquerda plebeia ou chique". Como, de caminho, o dr. Santos Silva malha igualmente nos socialistas descontentes, é legítimo deduzir que o homem espanca qualquer criatura que não beije o chão pisado pelo eng. Sócrates. E que o faz por gosto.»

Parece tratar-se de uma obsessão cega e incontrolável em que é notória ausência de espírito critico, autocrítica, exame de consciência e análise da situação e, sem estes predicados, não lhe é fácil dar uma colaboração válida ao PM, e pode desperdiçar o crédito que o Bilderberg lhe tem dado. Ser bom colaborador não é dizer apenas e sempre «sim senhor», mas alertar para atitudes menos correctas e ajudar a corrigi-las.

No Correio da Manhã, Luís Oliveira, no artigo “Há tradição de abdicação cívica”, escreve sobre Manuel Alegre que disse que a resposta à crise actual exige "homens de nervos de aço e grande estatura ideológica", reconhece que no País "há uma tradição de abdicação cívica, para não falar de cobardia". Parece que estas palavras de um pensador que, normalmente, mede o que diz significam que é indispensável evitar a «abdicação cívica» e ter «estatura ideológica». Despreza o servilismo, o endeusamento incondicional, o «malhar» em todos os que pensem de forma ligeiramente diferente e, portanto, adopta o seguimento do conceito que no início citei com várias designações conforme a origem ideológica.

No mesmo tom deste, encontrei no Público um artigo também interessante com o título. «Manuel Alegre: são precisos "homens de grande estatura" e "soluções de esquerda" para combater a crise»

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29 de janeiro de 2009

A Cobardia e a Ignorância

O Dr. Fernando Nobre, director da AMI,
é suficientemente conhecido para dispensar apresentações ou introduções. Transcreve-se uma declaração sua, acrescentando apenas uma conclusão referente ao futuro do caso que ele cita. Este texto já teve várias publicações, entre eles o http://ferrao.org/, mas parece não ter sido notado.



Grito e choro por Gaza e por Israel

Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.

O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes ("terroristas") do movimento Hamas.

Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:

- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento "terrorista" Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..

- Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamizaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas "terrorista" que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?

- Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.

- Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).

- Estranha guerra esta em que o "agressor", os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os "agredidos". Nunca antes visto nos anais militares!

- Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos "heróis" que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!

- Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!

- Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!

- Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!

- Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!

Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos!

É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.

É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.

Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre, 4 de Janeiro de 2009.


Pelo que se pode deduzir, jamais haverá paz na região enquanto a razão e a justiça não forem restabelecidas. As contínuas agressões do estado sionista geram o ódio não só nos adultos, mas sobretudo nas crianças que nele nasceram e cresceram e viram os seus pais assassinados pela sua Resistência ao terrorismo sionista, lutando pela liberdade e pelos Direitos Humanos. Assim, cada vez cresce mais o ódio de geração em geração. O caso é tão claro que pode dizer-se sem receio de errar que quem não o compreender melhor deverá ir tratar-se num psiquiatra. Para detalhes mais alongados sobre este assunto veja-se neste link.

O ensurdecedor silêncio da maioria dos blogs portugueses sobre este assunto não pode deixar de revelar o estado da mentalidade geral nacional.

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7 de janeiro de 2009

A nossa estrada mata tanto como uma guerra

Depois do post de 30Dez08 «A estrada continua um meio de morte», deparamos hoje com a notícia em que são citados os números da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária que referem ter havido em 2008 nas estradas portuguesas 772 mortos e 2.587 feridos graves – uma autêntica guerra! Porém quem se limitar a ler o título fica com uma noção errada e sem estímulo a melhorar as precauções na condução.

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6 de janeiro de 2009

A Loucura do Espírito do Mal

Israel, a incarnação do mal, dizendo que quer destruir o Hamas destrói tudo por onde passa. Os EUA demonstram mais uma vez como encaram os Direitos Humanos não só na sua própria nação, mas em todo o mundo. Não esqueçamos que sempre apoiaram e apoiam as ditaduras, como aconteceu com a nossa.

A ignorância geral – provocada por uma propaganda sionista e pelos EUA – permite acreditar aos mais pobres de espírito que qualquer acção do género da parte de Israel poderá alguma vez acabar com a violência na região. A Besta a que nos EUA chamam de presidente diz que compreende o direito de Israel, o agressor contínuo de há sessenta anos, tem em se defender.

Israel não se contentou com o território que lhe foi graciosamente concedido, já sem ter perguntado ao povo que lá estava se o aceitava ou não. A violência começou com as agressões contínuas e aprovadas pelos EUA para roubarem territórios, estabelecerem colónias (na segunda metade do séc. XX!), o que fez nascer o ódio entre os povos da região.

Não se pode falar em paz sem abordar as suas causas e restabelecer a ordem quebrada pelos sionistas. Os assassinos podem assassinar metade da população ou mais, porém quantos mais matarem mais ódio justo geram contra eles. As crianças não nascem com ódio, mas assim que começam a ter compreensão do que se passa à sua volta, o ódio contra o país malvado que os desgraça e o que acontece com os seus familiares só pode crescer dentro deles e ganhar as mais profundas raízes. Assim, a realidade é que o procedimento de Israel só pode aumentar a pilha de lenha para se queimar, perpetuar o mal e até a morte do seu próprio povo e eventualmente um novo extermínio do seu próprio país.

Pelos noticiários que ouvimos e pelo modo como este caso está a ser abordado, os jornaleiros estão a dar a imagem falsa de que história dos distúrbios provocados por Israel começou pelo caso do Hamas. Miseráveis desinformadores que enganam os já de si ignorantes.

Nenhum processo de paz poderá estabelecer a ordem sem que os factos que provocam a violência sejam tomados seriamente em lugar de querer estabelecer novas regras sobre novas falsidades. Dêem o seu a seu dono, expulsem o agressor em casa alheia e julguem os criminosos de guerra de acordo com o direito internacional que os EUA abertamente repudiam. Só assim se poderá chegar à paz, o resto são patranhas inventadas para roubar o agredido e aplaudir o agressor. Se Israel quer tanto a paz, há tantos anos, como falsamente apregoa, como continuam a roubar os territórios e a construir colónias neles? Não é um paradoxo, é a realidade nua e crua, a demonstração da má fé dos agressores e das suas más intenções em que os logrados de todo o mundo acreditam. Há um rol de razões contra a paz por parte dos agressores, mas este é talvez o mais claro.

Os noticiários nunca falam neste assunto básico, preocupando-se com as notícias da hora e encobrindo as causas e a realidade histórica. Repete-se um simples ponto já evocado: Se os castelhanos (outro povo que a história define como escravizador) ocupassem terras portuguesas, expulsassem os seus donos, confiscassem as terras e nelas construíssem bairros e implantassem imigrantes castelhanos e metessem a população portuguesa expulsa em campos de concentração, não se sentiriam os nacionais com direito ao uso da violência como uma forma de resistência enquanto restringidos a uma faixa ou única província, como o Algarve ou o Minho, por exemplo, se outro método para os expulsar não existisse? Ou talvez que os carneiros tudo aceitassem… Mas nem todos os povos são carneiros.

Por muito, muito menos, os heróis franceses da Résistance fizeram explodir tudo o que prejudicasse os alemães e mataram tantos quanto puderam. A não esquecer que a maior cerimónia nacional francesa das últimas décadas foi a homenagem prestada a esses «terroristas» pela altura da primeira eleição presidencial de François Mitterrand. Quem são os heróis?

Quem desejar recordar alguns dos acontecimentos desta triste história desumana, assim como tem sido o comportamento de Israel desde um pouco antes da sua existência, pode fazer uma pequena revisão em http://www.leaopelado.org/exodus.htm.

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30 de dezembro de 2008

Os Novos Nazis

O facto mais significante do movimento nazi na Alemanha da Segunda Guerra Mundial era os seus seguidores crerem ser duma raça superior. Desde 1947 temos um novo povo nazi: Israel sionista.

Aqueles que mais sofreram com os idealismos nazis alemães são os que melhor adoptaram as suas doutrinas, modernizando-as. Israel é um país pária e com a falsidade característica do velho ditado «falso como um judeu», que sempre diz aceitar as resoluções da Organização das Nações Unidas, mas nunca as cumpre = falsidade.

O povo de Israel já era considerado terrorista antes da sua independência, sobretudo devido aos atentados bombistas efectuados contra a administração territorial inglesa. Esta nação tem sido um autêntico espinho maléfico na região já anteriormente à sua fundação, um impedimento da paz. Com efeito, Israel com o apoio incondicional do monstro anti-democrático representado pelos EUA, tem roubado terras e territórios aos árabes, colonizado construindo em terreno alheio e promovido o povoamento das colónias em terras que jamais lhe pertenceram. Israel tem o direito de o fazer e os massacrados não têm o de os expulsar! Israel atacou os vizinhos e a declaração oficial dos EUA foi que o Hamas mostrou mais uma vez o seu comportamento!

Israel é hoje a personificação do mal ma região, mantido nesse lugar pelos EUA como um cão polícia na defesa dos seus interesses. Tal estado tem que acabar. O desequilíbrio actual que abençoa a malvadez dum povo maldito pelas suas obras e acções tem que ter um fim. Esperemos que seja o Irão a pôr-lhe um fim e quanto mais cedo melhor. Que se extermine esse povo amaldiçoado que escraviza os seus vizinhos. Basta de lamentar o que sofreram durante a guerra. A sua maldade é agora tão profunda que sem temer de se ser injusto se pode antes lamentar por os alemães não terem tido tempo para os exterminar por completo. Má semente, semente de Satanás. Os judeus, em actos de pérfida malvadez atroz e segundo um método regular que nada tem a ver com guerra, cortam os bens necessários à vida , como água e electricidade e fecham a passagem para víveres aos miseráveis forçados a viver entre barreiras de arame farpado. Cometem os mais hediondos crimes sem razão aparente. Sabe-se, mas é abafado, tal como tantas outras barbaridades.

Não se compreende que por um lado se diga que existe uma guerra e por outro se forneçam armas ao mais forte e ocupante e se bloqueie o fornecimento e as ajudas ao mais fraco, aquele que é escravizado. É esta a ideia democrática dos EUA. Que o Irão destrua a nação pária, que não deixe pedra sobre pedra, que arranque o espinho do mal da região, que semeia o ódio e as desavenças, a guerra e todas as suas consequências. Que se faça a limpeza necessária para a obtenção duma paz duradoura em nome da justiça e dos direitos humanos.

Em complemento do tamanho reduzido deste post veja-se um texto mais abrangente, que dele faz parte completar e integrante sobre esta conjuntura que se eterniza, nesta página em lugar de o transcrever.

O costume de chamar terroristas aos lutadores pela liberdade inconvenientes, implantado pela política imperialista dos EUA apoiada por escravisadores tradicionais, como os castelhanos (ver sobretudo aqui) e outras nações incivilizadas mantêm outros povos sob a sua pata, em plena contradição com o terrorismo francês durante a Segunda Guerra Mundial, este apoiado pelos EUA e pelos restantes Aliados, também acrescenta e elucida algo de muito útil a este post.

O número exíguo de blogs portugueses que se referem aos correntes acontecimentos não dignifica aqueles que se abstêm.

Adenda: Israel é sobejamente conhecido em todo o mundo como cometendo crimes de guerra do tipo nazi e iugoslavo. Que se esperará para os julgar e os pendurar como aos outros? A não esquecer que «punição colectiva» é um crime de guerra, qualquer que seja a provocação ou o motivo.
Se os castelhanos (outro povo escravizador) ocupassem terras portuguesas, expulsassem os seus donos, confiscassem as terras e nelas implantassem imigrantes castelhanos, não se sentiriam os nacionais com direito ao uso da violência como uma forma de resistência enquanto restringidos a uma faixa ou única província, como o Algarve?
Vejam-se, sobretudo, os links na página acima mencionada como complemento a este post.

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26 de dezembro de 2008

Como se Inventa uma Tradição
ou A Impostura Jornaleira

Os brutos da jornaleiragem imunda continuam a crer que a sua profissão é a de desinformar toda a gente, de mentir e de embrutecer a população. É o que fazem com a maioria do que falam. Filtram as notícias, contam meias verdades e meias mentiras. A rasquice ignóbil apoderou-se duma profissão que foi digna, mas que foi deixando de o ser até chegar ao ponto actual de ser a vergonha do país.

Esta corja meteu-se-lhes na mioleira atrasada de basbaques arrogantes que havia de convencer todos aqueles que desconhecem de que o bacalhau é o prato tradicional do Natal. Não é difícil de enganar os que nasceram na era dos atrasados mentais e fazê-los acreditar naquilo que não podem ter conhecido. Sobretudo se considerarmos a acção paternal pelos seus resultados: a pobre escória que têm criado. Além disso, o português é hoje, por herança paterna, um animal selvagem, egoísta, invejoso, vindicativo, cobarde e incapaz de pedir contas aos políticos para que ninguém também lhas peça. Vive na cloaca que construiu, nela bebe e come, e a sua cobardia fá-lo considerar-se satisfeito. Melhor é impossível de deduzir pelo seu comportamento.

Como já referido, a realidade é que cada região tem os seus costumes, tradições e expressões que agora a jornaleiragem, por ignorância e arrogância, quer transformar à viva força. Embora o bacalhau não seja hoje um alimento barato, foi, durante séculos, o alimento principal dos pobres do interior. Devido à falta de meios de transporte rápidos e de refrigeração adequada, era o único peixe cuja qualidade se mantinha por muito tempo, razão por que no litoral sempre se comeu mais peixe (fresco) do que no interior. Por isso, o bacalhau foi para o interior o que as tripas foram para os tripeiros: o alimento de base dos pobres que com pouca frequência subia à mesa dos mais afortunados.

Tendo em consideração que durante épocas festivas toda a gente, ricos e pobres, se esforçam por comer melhor do que no resto do ano, de comer aquilo que não comiam no seu quotidiano, é compreensível que o bacalhau fosse rejeitado nessas alturas. Razão mais do que aparentemente lógica, que em tudo é o normal na vida de todos. Desde logo, não poderia haver qualquer tradição de enfardar bacalhau em dias que iguarias seriam altamente preferíveis. O bacalhau era posto de parte nestas épocas e só começou a tornar-se mais «aceitável» quando o seu preço principiou a escalar.

As regiões tinham os seus pratos preferidos (caso também já abordado no link acima). Entre estes, e consoante a região, sempre se distinguiram o peru, o pato, a galinha, o porco, o cabrito, o carneiro, a caça, os mariscos, os enchidos, o polvo e a canja entre outros. O peixe, embora com todas as suas apreciadas qualidades e vantagens, embora fazendo uma aparição por aqui e por ali, nunca fez realmente parte dos menus festivos, sobretudo no interior, onde até era considerado um fraco alimento a ponto de haver o costume de se dizer «nunca vi um peixe a puxar uma carroça».

Em muitas povoações e cidades, mesmo na capital, haverá quem se recorde de pouco antes das épocas festivas do Natal e da Páscoa circularem pelas ruas uns interessantes rebanhos de gru-grus e de grasnos de perus e patos que os seus condutores apregoavam e vendiam sem grande dificuldade. Tratava-se de gente do campo que criava essas aves para as vender nessas alturas, visto, evidentemente, ser costumes terem-se à mesa, não o bacalhau, sempre considerado como alimento plebeu do corrente do ano.

Um caso com algumas semelhanças se passa com o bolo-rei. Nos noticiários, tal como fazem com o bacalhau, vemos a mesma banda impingir-nos a ideia de que o bolo-rei é a tradição do Natal português. Aí mentem a dobrar. Não só o bolo não se restringe ao país, como ainda, tal como o seu nome indica, não é propriamente do Natal. Do Natal são os troncos e outras guloseimas do género, agora quase desaparecidos no país, mas cuja tradição se mantém nos outros países, sobretudo nos germânicos, com as suas seculares tradições gastro-religiosas. Também vemos bolos a que chamam de rei sem a menor afinidade, nem na massa nem na forma, mas o pobre Zé Povinho esparvante aceita tudo o que lhe impingem com um imperturbável orgulho tanto mais ridículo quanto inadequado e infundado.

Porque é que hoje esses biltres e pulhas de jornaleiros não nos falam da verdadeira tradição e nos querem impingir as manias que as suas desmioladas e mais que ignorantes cabeças inventaram. Como pode essa canalha chamar tradição àquilo que nunca o foi? Há ainda pessoas que nunca na vida comeram bacalhau pelo Natal.

Claro que com o tempo tudo muda. Não é apenas que possa mudar, muda mesmo. Um facto conhecido é, por exemplo, que nenhuma raça humana ultrapassa o milhão de anos. Quanto às opiniões sobre o bacalhau até pode admitir-se que pode ter começado a mudar com o fim das frotas bacalhoeiras nacionais e com o aumento do seu preço após um período de raridade, dois factores que o elevaram à mesa dos que melhor o podiam pagar. Daí a se mentir descaradamente como verdadeiros sacanas descarados e ordinários vigaristas vai um grande passo.

Como se conclui, o nojo das mentiras dos jornaleiros, que da sua profissão de iletrados fizeram fé de desinformação, constata-se em todos os campos e a todos os níveis, não apenas no que concerne o da política. Esta classe, hoje tão miserável como as estirpes mafiosas e oligárquicas políticas está no cerne da ignorância geral da população na maioria dos assuntos que lhe interessam. Donde, por exemplo, não quererem lidar com a corrupção política e domá-la. Porém, mexericos e noticiários para porteiras não nos faltam.

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23 de dezembro de 2008

Estradas Assassinas

Este mesmo título foi usado num artigo escrito há cerca de dez anos sobre o mesmo tópico e em seguida adaptado e publicado no Site da Mentira há já anos. O tempo passou, as circunstâncias permaneceram imutáveis. O artigo continua tão actual como no dia em que foi escrito.

É o progresso português a passos de gigante, só que vai no sentido contrário.

Esta semana publicou-se mais um relatório do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC) – pouco visto nos jornais –, de novo condenando a má construção das estradas. Não é de longe o primeiro, é apenas mais um numa longa lista, esta todavia bem curta se a justapusermos à realidade.

As estradas sofrem dum defeito congénito pela sua inerente má construção geral, corrupção durante o seu planeamento e vícios de construção bem claros para quem por elas tem passado e ainda mais claros para todos aqueles que nelas ficaram inválidos, já que para os que nelas morreram só no momento dos seus acidentes viram ainda mais claramente o que lhes ia roubar a vida nos segundos que seguiam.

Não obstantes as sucessivas condenações do OSEC e o conhecimento comprovado da corrupção e irresponsabilidade dos responsáveis, – sobretudo quando a construção de auto estradas na Europa era já velha, visto Portugal ter sido na época o último país da União Europeia a construir uma rede de auto estradas – ainda não se imaginou tampouco em acusar os assassinos, sobretudo o número um, os quais continuam tranquilamente à solta, pois sabem que neste país só os pilha galinhas são presos. Mais uma bênção dos governos do Cavaco e dos seus acólitos.

Em Portugal, o crime de alto nível compensa. Para que não subsistam dúvidas, veja-se o que se passa na actualidade com os criminosos do caso Casa Pia. Porque haveria pois o ministro responsável pela sua construção temer uma justiça corrupta e administrada por pobres poltrões arrogantes, muitos deles já da geração rasca? O pior que esse ministro pode arriscar é que o Cavaco lhe dê uma medalha como deu à assassina dos hemofílicos anos após a consumação dos seus crimes. Nestas circunstâncias só um impostor e cobarde poderá hoje aceitar a mesma medalha dada a criminosos. É uma desonra receber tal medalha. Bom, isto seria se estivéssemos num país de cidadãos honrados.

Por agora, tudo o que temos a esperar será a impunidade costumeira dos criminosos políticos e alocuções em seu louvor para realçarem os seus méritos, ou seja, os seus métodos criminosos e mafiosos, por parte da máfia que na altura se encontre no poleiro.

A carnificina nas estradas tem mais de uma causa, como descrito no artigo acima mencionado. A segunda causa também depende da acção dos políticos, pois que para não abordarem nenhuma delas têm substituído a prevenção pela caça à multa, muito mais lucrativa e convincente para os pobres desmiolados eleitores, a ponto de em noticiários se ouvirem dirigentes da polícia dizerem com o maior à-vontade que os ataques de caça à multa são para a população ver que a polícia quer prevenir os acidentes. Tão estúpido que até custa a compreender.

E porquê, afirmar tão bestialmente que a causa principal é a da velocidade, quando nos países sem limite de velocidade nas auto estradas são precisam,ente aqueles em que menos acidentes de viação se verificam? As auto estradas são para andar depressa; de vagar é dentro das povoações, onde se dão a maioria dos acidentes por culpa dos condutores.

Que a carnificina continue, pois, e que os responsáveis recebam medalhas. Talvez que o título de «Estradas Assassinas» não esteja tão certo. As estradas talvez não sejam as assassinas, mas simplesmente a cena do crime e os assassinos são aqueles que as construiram e recusam a responsabilidade depois de terem embolsado o dinheiro, tanto na efectuação da obra como responsável como ministro da pasta e como chefe da máfia oligárquica governamental.

Assim vai Portugal e assim irá impreterivelmente enquanto os carneiros não exigirem o fim da corrupção, o qual só poderá começar peço fim das nomeações de cargos que deveriam ser entregues por concursos públicos. É esta a pedra angular e o barómetro da corrupção. Enquanto isto não acontecer não há absolutamente nada a esperar a nenhum nível nem sobre qualquer que seja o assunto. Sem isto, todas as declarações de políticos sobre a diminuição da corrupção não passam de meros discursos de criminosos mafiosos. Somos governados por criminosos. Que de admiração, também, que a população siga o exemplo que lhe vem de cima?

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14 de dezembro de 2008

Agarra Que É Ladrão!

Temos assistido ultimamente a uma espécie de jogo do gato e do rato. Ou quase, pois que a diferença é que o gato parece ter medo do rato e até à data ainda não teve a coragem de se manifestar.

Por estranho que possa parecer é um jogo comum em Portugal quando se trata de corrupção a alto nível em que o gato cobarde seria representado pelo ministério público e sempre se retrai com receio de poder vir a prejudicar o rato, o corrupto, o vigarista ou de qualquer outro modo criminoso quando este pertença a alguma seita oligárquica da máfia política, da família faça parte ou da máfia tenha sido instrumento. A esses dá-se uma indemnização e outro tacho ainda melhor que aquele em que ele praticou o seu crime. Não é a isto que nos habituaram a contemplar? Não obstante ainda há pacóvios e lorpas que acreditam nos discursos da máfia e julgam que Portugal é uma democracia. Portugal é uma oligarquia no sentido pleno do termo. e uma oligarquia que, pela maneira que distribui a riqueza e esmaga os pobres, viola abertamente os direitos humanos na sua redacção estrira.

Desta última vez o rato é eximiamente representado pelo governador do Banco de Portugal, o qual, após constatação do seu comportamento frente a crimes financeiros que lhe seriam impossíveis de desconhecer por pelo menos dois anos, não actuou. Talvez ache que não ganhe o suficiente para se interessar pelo seu trabalho e seja assim dispensado de cumprir as suas obrigações. Tinha o dever de ter participado os seus conhecimentos ou dúvidas ao ministério público. Afinal veio a saber-se que teve provas nas mãos, escritas pelo BPN e pelo fundo das questões que ele pousou a esse banco, por cuja resposta esperou mais de quatro meses sem tugir nem mugir, impávido, sereno e tranquilo, como costumam dizer os corruptos e os culpados.

Veio depois o cara de sola contar balelas numa entrevista que concedeu à RTP. Não era necessário ouvir as suas palavras de desculpa para se ler claramente a impostura na sua cara. Não obstante as suas desculpas, ainda veio contar aos lorpas (segundo o que de certo pensava) que nos outros países acontece semelhante ou pior sem que os seus homónimos fossem inculpados. Não compreende ele que se em Portugal a corrupção é maior, mais fortes deverão ser os meios para a combater? Não compreende ele que tem obrigação de justificar o seu salário vergonhoso, superior ao de qualquer dos seus homónimos. Por sua causa e consequente decisão do governo, somos nós quem paga pelo gatuno.

Queixa-se ainda o pobre parasita que nos rouba o seu ordenado escandaloso de que o Banco de Portugal é uma organização prestigiosa e que não deveria ser atacado. Que se põe em causa o bom nome do BP? Ah sim? Então não é o dele? Não compreenderá esse aborto que se o bom nome do Banco de alguma forma ficar manchado serão apenas ele e os seus acólitos a emporcalhá-lo? De certo que sabe, só que espera escudar-se atrás desse bom nome como se fosse o seu. Quer que o seu nome seja confundido com o do Banco e protegido pela sua sombra. Que monstro! O banco é uma instituição e o bom ou mau nome que ele possa ter ou criar só pode depender estritamente do comportamento de quem o dirigir.

Já para a grelha com o rato. Que esperará o gato para o apanhar e com ele brincar até que as tripas lhe saiam?

Contudo, todos conhecemos como os políticos transformaram o BP num antro de parasitas mamões que nos roubam os seus ordenados escandalosos e tudo de que usufruem.

Enquanto os corruptos forem irresponsabilizados por uma justiça ineficaz que só manda os pilha galinhas para a prisão, num país em que roubar um pão é crime e roubar um milhão é inteligência, que melhoria esperar? Porque será que o descrédito popular na justiça não tem parado de aumentar? Os sentimentos colectivos têm sempre uma razão de ser. Para vergonha e opróbrio dos juízes cada vez há mais quem pense que quem realmente quiser justiça terá que a fazer por suas próprias mãos

As previsões sobre o futuro do país, feitas na altura dos governos do Cavaco e Silva, que criou a crise portuguesa, agora a juntar-se à internacional, há anos publicadas continuam a cumprir-se. Na verdade não é preciso ser-se bruxo nem grande intelectual para se ver aquilo que brilha no escuro; para o não ver é que é necessário estar-se embutido em excremento de burro. Para não o ver é preciso, sim, estar-se anestesiado pelas palavras de encantar de políticos traidores cujo único alvo na vida é roubarem os cofres do Estado e distribuírem o que reste pela família, por amigos, compinchas, etc., e ainda apoderarem-se dos lugares melhor remunerados que deviam ser postos a concurso público. É um escândalo que uma população meio aparvalhada tem admitido e continua a admitir. Até os empregos roubam ao povo. Enquanto a corrupção não terminar em Portugal ou baixe para um nível menos aterrorizador, nada melhorará. E ainda não tocámos no fundo…

Este caso do BPN, do BP e do rato, já dura há algum tempo. De certo que o incapaz enriquecido à força por um sistema que contraria os Direitos Humanos – orquestrado por um primeiro-ministro que essa mesma organização classificou de traidor dos Direitos Humanos, como se pode ler no site da Amnistia Internacioinal – acabará por ser ilibado, para não destoar do costume em vigor neste miserável bananal.

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12 de dezembro de 2008

Um movimento de massas anarquista


Como anarquista convicto, tenho-me dedicado neste blogue - O Anarquista - à luta permanente contra o poder e o Estado, especialmente no que toca à realidade portuguesa. Contudo, o anarquismo pretende igualmente ser internacionalista e ignora os limites impostos artificialmente pelas fronteiras entre os Estados. Por esse motivo, venho agora dar destaque a um acontecimento internacional da maior importância para a luta anarquista. Num movimento único pela sua dimensão e significado, pelo sexto dia consecutivo, a Grécia foi ontem palco de novos confrontos, no rescaldo da morte de um adolescente de 15 anos pela polícia, no sábado passado. Em Atenas ocorreram confrontos entre jovens e agentes da autoridade, frente à Faculdade de Economia, ocupada pelos estudantes. Para além dos confrontos ocorridos frente à Faculdade, registaram-se igualmente alguns incidentes diante da prisão de Korydallos, em Atenas, a principal do país, e em outros dois bairros da capital grega. Para mais pormenores, sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu site Contracorrente.

Como se não bastasse, a agitação grega espalhou-se entretanto até Espanha – a Madrid e a Barcelona – e um um atacante lançou um engenho incendiário, na noite do dia anterior, contra o consulado grego em Moscovo. Em Bordéus, no sudoeste de França, dois carros foram incendiados diante do consulado da Grécia. De acordo com uma fonte policial, 15 estabelecimentos universitários e uma centena de liceus em Atenas e Salónica, a segunda maior cidade grega, estão ocupados desde o início da semana por estudantes e jovens, em sinal de protesto contra a morte do adolescente. A Grécia está, desta forma, mergulhada numa onda de violência urbana sem precedentes desde a restauração da democracia, em 1974.

Não há autoridade ou forma de poder que consiga travar uma onda tão violenta e vasta como esta, utilizando os seus meios tradicionais. Um movimento tão espontâneo como este mergulha definitivamente as suas raízes num descontentamento generalizado das massas populares face ao sistema estabelecido. O porquê e o quando este movimento teve o seu início não é tão importante quanto o seu significado perante a forma de funcionamento das democracias ocidentais. Encurralados em sistemas partidários rígidos, os regimes parlamentares encontram-se de costas voltadas às verdadeiras necessidades do povo que deveriam representar. Um movimento de massas anarquista e libertário de tal amplitude mina, em última análise, a forma como os actuais regimes democráticos neoliberais estão organizados. Elitistas e corruptos.

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11 de dezembro de 2008

Portugueses mais pobres

Alerta-se para que os dados referidos no artigo do Público que se transcreve referem-se à média estatística, o que quer dizer que à maior pobreza da maioria corresponde o enriquecimento dos privilegiados com «tachos dourados» e «reformas milionárias acumuladas» como circula em abundância pelos e-mails e vem ocasionalmente nos jornais, como as notícias referidas aos patrões do BPN do BPP e do BdP, além de muitos outros.

Portugueses perderam poder de compra entre 2005 e 2007 e estão na cauda da Zona Euro
Por Lusa, PÚBLICO. 11.12.2008 - 13h50

Estes dados não incluem este ano de forte abrandamento económico, em particular do consumo
Dados do INE elaborados com base no Eurostat

Os portugueses perderam poder de compra entre 2005 e 2007 relativamente à média da União Europeia e Portugal surge na cauda da lista dos 15 países da Zona Euro, com o pior poder de compra de todos, nos 76,2 por cento, segundo dados hoje apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Produto Interno Bruto (PIB) por habitante expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC) elevou-se no ano passado a 76,2 por cento, face à média europeia, de acordo com as estimativas do INE que têm por base informação do Eurostat.

Esta avaliação não inclui os dados deste ano, onde se verifica uma deterioração acentuada das condições económicas das empresas e das famílias, dificuldades acrescidas de acesso ao crédito e o agravamento do preço dos produtos alimentares e dos combustíveis até, pelo menos, Outubro deste ano.

Em 2005, o poder de compra português correspondia a 76,9 por cento da média da UE (valor final apurado) e em 2006 era de 76,4 por cento, de acordo com as estimativas elaboradas pelo gabinete de estatísticas da União Europeia.

Trata-se da segunda queda consecutiva de Portugal no indicador anualmente calculado pelo Eurostat para avaliar o poder de compra dos países da União Europeia, com o objectivo de estabelecer comparações sobre a riqueza "real" (sem efeito da inflação) dos 37 países analisados.

O INE adverte, contudo, que "os resultados publicados devem ser analisados com alguma prudência, quer devido a limitações de ordem metodológica, quer a deficiências de homogeneidade que ocorram eventualmente na informação de base".

Os cálculos para a elaboração desta tabela do Eurostat são feitos com base nas estimativas da paridade de poder de compra (PPC), uma moeda artificial que tem em consideração os níveis de preços domésticos e as taxas de câmbio, permitindo tornar comparáveis alguns indicadores económicos e ajustar os valores absolutos do PIB de acordo com o custo de vida em cada país.

Portugal surge no 22º lugar de uma lista liderada pelo Luxemburgo, país onde o poder de compra é mais de duas vezes (266,6 por cento) superior à média da UE, que assume o valor de 100 por cento.

Entre os 15 países da Zona Euro, Portugal é o país onde o poder de compra é mais baixo em relação à média da UE, seguido de Malta (77,4 por cento), Eslovénia (89,3 por cento), Chipre (90,8) e Grécia(94,9 por cento).

O PIB "per capita" expresso em PPC dos restantes dez países encontra-se acima da média da UE.

Este indicador da riqueza de cada Estado-membro varia entre 37 por cento na Bulgária e 267 no Luxemburgo.

O Estado-membro vizinho de Portugal, a Espanha, tem um nível de riqueza seis por cento superior à média comunitária.

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8 de dezembro de 2008

Pensar antes de decidir

O pensamento estruturado, metódico, deve preceder a decisão e a acção. Já por várias vezes foi aqui referida a necessidade de estudo dos problemas antes de ser tomada uma decisão. Por exemplo, o post de 6 de Janeiro do corrente ano, Não existe mentalidade de planeamento nos serviços públicos abordava este problema e, posteriormente, num comentário, ficou exposta uma metodologia que, adaptada a cada situação, pode dar uma forte ajuda e que é a seguinte:

Em termos resumidos, as normas de preparação da decisão e deplaneamento devem passar por

1) definir com clareza e de forma que ninguém tenha dúvidas, o objectivo ou resultado pretendido.

2) Em seguida, descrever com rigor o ponto de partida, isto é, a situação vigente, com análise de todos os factores que possam influenciar o problema que se pretende resolver.

3) Depois, esboçar todas as possíveis formas ou soluções de resolver o problema para atingir o resultado, a finalidade, o objectivo ou alvo; nestas modalidades não deve se preterida nenhuma, por menos adequada que pareça.

4) A seguir, pega-se nas modalidades, uma por uma e fazem-se reagir com os factores referidos em 2) e verificam-se as vantagens e inconvenientes; é um trabalho de previsão de como as coisas iriam passar-se se essa fosse a modalidade escolhida.

5) Depois desta análise das modalidades, uma por uma, faz-se a comparação entre elas, das suas vantagens e inconvenientes, com vista a tornar possível a escolha.

6) O responsável pela equipa, o chefe do serviço, da instituição, o ministro, o primeiro-ministro, conforme o nível em que tudo isto se passa, toma a sua decisão, isto é, escolhe a modalidade a pôr em execução, tendo em conta aquilo que ficou exposto na alínea anterior.

7)Depois de tomada a decisão, há que organizar os recursos necessários à acção, elaborar o planeamento e programar as tarefas.

8)Após iniciada a acção é indispensável o controlo eficaz do qual pode resultar a necessidade de ajustamentos, para cuja decisão deve ser utilizada a metodologia aqui definida, por forma a não se perder a directriz que conduz à finalidade inicialmente pretendida.

As várias insistências neste tema, são agora «premiadas» pela notícia do Jornal de Notícias Daniel Bessa: Governo deve "parar para pensar" de que se extraem algumas ideias:

O Governo deve dirigir o grosso dos investimentos para as exportações, em prejuízo das grandes obras públicas que vêm sendo anunciadas.

O país importa muito mais do que exporta e a diferença equivale a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), o que o obriga a sobre-endividar-se no estrangeiro, para pagar aquela factura. Há 17 mil milhões de euros, por ano, que "saem mesmo da Banca portuguesa" e vão direitos aos bancos estrangeiros.

No actual contexto de recessão internacional, que parece resolvido o défice de confiança dos cidadãos nos bancos, mas não o da confiança entre bancos, sobretudo, de países diferentes. "Os [movimentos] interbancários continuam em muito mau estado".

A garantia de 20 mil milhões que o Governo deu à banca nacional foi uma boa medida, para esta conseguir dinheiro emprestado no estrangeiro, mas frisou que ela não dura para sempre e, em breve, "teremos de ouvir mais notícias do Estado português"...

Considerou ser "tempo de olhar para as debilidades estruturais", e defendeu que a economia portuguesa só ultrapassará a crise, se conseguir diminuir o défice das transacções correntes. "Precisamos, como de pão para a boca, de pôr dinheiro em coisas que exportem".

"O nó górdio desta crise continua no sistema financeiro". O antigo ministro começara justamente por observar que a actual crise "é diferente das outras", porque "deixou a própria banca em condições de não se poder financiar", para concluir que, "se o dinheiro não circular no sistema financeiro, a crise não se resolve".

NOTA: Estamos numa situação difícil que não se compadece com pequenos remendos, nem paliativos. É preciso um estudo imparcial, isento, competente, sem preconceitos partidários, com dedicação aos verdadeiros interesses nacionais, com vista a encontrar a solução estrutural que vá ao encontro de um Portugal que seja melhor amanhã e que possa continuar a desenvolver-se no futuro.

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4 de dezembro de 2008

Uma greve histórica


Como seria de esperar neste tipo de conflito de interesses, a greve dos professores de ontem foi alvo de posições diferentes quanto aos números de adesão. O Ministério da Educação admitiu que a greve teve o que designou por "adesão significativa", de 61 por cento, e que a paralisação obrigou ao encerramento de 30 por cento das escolas do país. No entanto, o balanço do Ministério ficou longe dos números da Plataforma Sindical de Professores, segundo a qual a paralisação foi a maior de sempre no sector, com uma adesão de 94 por cento. Para mais pormenores sugiro a leitura desta notícia, que publiquei no meu site Contracorrente.

A Plataforma Sindical dos Professores anunciou, em conferência de imprensa, que esta greve teve o que designou como uma participação "histórica". "É a maior greve de sempre dos professores em Portugal, salientou Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma e secretário-geral da Fenprof, que recordou a paralisação de 1989 como a segunda maior depois desta e onde os números se ficaram pelos 90 por cento. Mário Nogueira escusou-se a comentar os números avançados pelo governo. "Nem sequer os discutimos, o que nós registamos daquilo que foi dito pelo governo foi que pela primeira vez teve a capacidade de dizer que estávamos perante uma greve significativa".

Pondo de lado esta típica guerra de números, na qual o governo aposta em minimizar a magnitude deste movimento laboral, a conclusão que podemos tirar desta greve dos professores é que se criou um fosso entre a atitude arrogante do poder e a luta de todo um vasto conjunto de profissionais que exigem peremptoriamente o respeito pelos seus direitos. A alternativa a este, como a todos os modelos autoritários de poder, encontra-se nos movimentos contestatários que percorrem horizontalmente a sociedade. Esta teria sido a ocasião para um governo democrático reconhecer que errou e agir em conformidade com esse facto. No entanto, o governo PS continua agarrado à sua confortável maioria absoluta, permitindo-se ignorar, desta forma, as vozes do povo que o elegeu.

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1 de dezembro de 2008

Como Nascem os Políticos

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