Os abortos políticos quiseram politizar aquilo em que jamais deveriam ter metido a pata. Não diz respeito aos políticos nem aos partidos interferirem quando se trate dum referendo não político. Não têm esse direito, pelo que fazê-lo só pode tratar-se de abuso de canalhas, tal e qual os outros a que estamos habituados a assistir, mas também a reprovar.
Que princípio é este do médico de família, desconhecido em toda a UE? Só pode ser uma maneira de nos tirar a liberdade de escolher um médico. Porque quererão estes políticos abortos obrigar-nos a ser sempre inferiores a todos os outros? Assim, deste modo eles têm a nossa saúde na mão – ou a falta dela – e proíbem-nos de ter médico. Actualmente há cerca de 180.000 pessoas sem médico. E este número, que cresceu mais desde que o Durão mentiroso disse que as esperas iam diminuir, continua a aumentar em proporções cada vez mais aterradoras. Prova de que os políticos se empenham em acabar com a pobreza matando os pobres sem médico, sem medicamentos, sem dinheiro para comer. E fecham maternidades para fazer abortos nelas!
No caso do referendo, sem que as condições necessárias tivessem sido previamente estabelecidas como nos outros países, as tomadas de posição dos políticos foram tanto mais nojentas quanto mais grave a situação que anteriormente provocaram. As parcas condições desta imitação de sistema de saúde – que também nunca chegou a ter semelhanças com os dos outros países europeus, em que cada um escolhe o seu médico – teve o início da sua destruição pela mão do governo que provocou a falta de médicos actual, chefiado por aquele a quem erradamente chamam de brilhante economista. O tal que administrou tão bem os fundos coesão da UE como se sabe, distribuindo-os pelos políticos e amigos que com eles enriquecerem vergonhosamente, como se assistiu, pondo o restante em circulação, o que resultou na ilusão de grande poder de compra e numa enorme inflação. Não contente com a desgraça e miséria futuras que arquitectou e que agora sofremos, preparou ainda o golpe de misericórdia na população. Diminuindo drasticamente as vagas dos cursos de medicina, de que é consequente a actual falta de médicos, ao atraso e à miséria juntou a doença e o sofrimento pela saúde .
Verdadeiros golpes de mestre, amplamente relatados pelos jornaleiros e reconhecidos pela população de carneiros que por isso lhe quis mostrar esse reconhecimento, elegendo-o. Não é que Portugal é um verdadeiro paraíso para corruptos, malvados e todas as outras espécies de canalhas e parasitas que vivem à custa da miséria que implantam no povo? Haverá ainda quem acredite que os políticos algum dia deixarão de ser o que são, enquanto contarem com a aprovação da maioria dos pobres papalvos que neles continua a votar? É preciso ser português ou atrasado mental para se poder acreditar em tais baboseiras.
Foi assim que se chegou ao estado actual dos serviços de saúde. Os problemas que acaparram e desgraçam a população estão longe de se limitarem a este tópico; porém, o assunto aqui abordado restringe-se à saúde e à assistência que lhe é relativa. É neste sentido que para aqui se transcreve a quase totalidade dum artigo da autoria de Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa. As implicações do que acontece e é imposto pelos políticos corruptos aos cegos de espírito, são nele bem elucidativas. A questão do círculo religioso de que o autor faz parte em nada afecta um assunto que diz respeito a princípios humanos, à saúde, à assistência psíquica e social da mulher e da família, assim como ao desprezo que políticos malvados manifestam pela população.
Durante as últimas semanas agitaram-se princípios, discutiram-se conceitos científicos, falou-se de vida e de concepção, estabeleceram-se diferenças entre procriar um ser e formar um futuro cidadão, tentou-se avaliar dissemelhanças entre a genética e as influências do meio envolvente, politizaram-se abertamente opiniões e argumentos, falou-se do papel da Igreja e do Estado, da posição e das influências das concepções religiosas de cada um, formaram-se grupos oficializados num processo mobilizador da sociedade civil - como é uso dizer-se agora -, enfim poucas vezes se viu na rádio, na TV, nos tempos de antena e nos jornais tanta opinião e tão díspares tomadas de posição.
E, no aceso das discussões e da apresentação das opiniões, foi sobressaindo um facto concreto duma importância que consideramos fulcral: a necessidade dum planeamento familiar que atinja todas as camadas sociais, a necessidade de implementar o ensino sobre a sexualidade na juventude, o repúdio da destruição da gravidez como meio anticoncepcional, a verificação de que se impõe à sociedade tomar medidas sérias e urgentes que verdadeiramente permitam que a mulher (e o homem responsável pela gravidez) não necessite, nem sequer de pensar em abortar.
Falou-se muito da fragilidade do ser em formação, à mercê ou não de decisões da mãe, discutiu-se sobre o direito da mulher poder ou não dispor do seu corpo, do seu ventre, de ter ou não em conta os direitos desse ser frágil e incapaz de se defender das prepotências dos adultos.
Falou-se do direito à vida, do direito a ser desejado e do direito a ser um ser adulto de posse de todos os seus direitos de cidadania.
Mas, no meio de todo este "ruído", o argumento que mais me confundiu foi o de não sermos um país tão civilizado como outros que já tinham assumido a liberalização do aborto, nas condições sujeitas a referendo. Mais perplexo fiquei quando, após a divulgação dos resultados, escutei que, a partir de agora, Portugal junta-se aos países defensores dos direitos humanos. Espante-se!
Gostaria, porém, que o grau de civismo de uma sociedade, incluindo a portuguesa, e a luta pelos direitos inalienáveis de cada ser humano fossem medidos pela necessidade de protecção a qualquer ser frágil - independentemente do seu estádio de vida - e com poucas possibilidades de se defender das agressões dessa sociedade.
E nesta linha não posso deixar de pensar que, neste mundo egoísta e individualista, existem milhões de excluídos, de pessoas sem assistência de qualquer tipo, sem tecto, sem água potável, sem medicamentos, e morrendo de fome, nos quatro cantos do mundo. Só, em Portugal, são dois milhões os que vivem no limiar da pobreza e a luta contra a droga, a gravidez precoce, a crescente desertificação ou massificação do litoral, que geram isolamento e solidão, são batalhas mal sucedidas. A lentidão da justiça e a dificuldade dos que não dispõem de recursos financeiros lhe terem acesso em tempo oportuno; o acesso a cuidados de saúde, muitos deles elementares, (milhares sem médico de família e/ou a aguardar uma intervenção cirúrgica) é ainda uma miragem para muitos portugueses; o insuces-so escolar e a falta de infra-estruturas sociais (creches, por exemplo), de ensino, de desporto, de cultura e de saúde são realidades sentidas em vastas zonas do país…
Por causa de tudo isto, e para que se construa um país verdadeiramente civilizado, gostaria que, uma vez resolvido com rectidão e sã consciência este debate de opiniões sobre o aborto, ficasse bem viva no coração de cada português esta necessidade de cuidar dos outros necessitados de apoio e ajuda.
Gostaria que, no seguimento da primeira encíclica de Bento XVI, o Amor aparecesse como fulcro da vida de todos nós, cristãos e não cristãos, como guia do comportamento de todos os cidadãos levando à anulação das condições geradoras de guerras, de terrorismos ou de corrupções.
Outro ponto de vista da situação, entendido por um médico, diferente do precedente, mas não menos explicativo, pode-se ver aqui. Duma coisa não resta qualquer dúvida: todos os governos têm demonstrado que a melhor construção começa pelo telhado e todos se têm esforçado em nos fazer crer que a população para eles só serve para a parasitarem e para viverem à custa dela. De resto que vão para o diabo, que rebentem para aí.
5 de março de 2007
Portugal do Terceiro Mundo
Na Ressaca do Referendo
Autor:
Mentiroso
às
02:07
3
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Tópicos: Aborto, Corrupção, Destruição, Embuste, Malvadez, Referendo, Saúde
17 de fevereiro de 2007
Uma derrota da democracia parlamentar
Francamente, não sei se devo regozijar-me ou lamentar o referendo sobre o aborto que teve lugar no passado fim de semana. É que, para mim, as questões envolvidas em todo este fenómeno são tão complexas que me deixam o raciocínio em suspenso, talvez ao contrário de tantos comentadores e políticos, tão seguros das suas verdades.
No entanto, para mim, uma ideia surje clara: este referendo significa uma clara derrota da democracia parlamentar. De acordo com o sistema democrático, tal como foi prefigurado pelos seus ancestrais fundadores, o povo delegaria em representantes eleitos pelo povo o poder único de legislar. Ora, no caso da legislação sobre o aborto esta seria a prática que deveríamos esperar: que a Assembleia da República legislasse sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, seguindo os parâmetros aplicáveis a toda e qualquer lei que promulga.
Não foi o que aconteceu: a figura do referendo transfigura o cenário sobre quem está na base da escolha democrática. O povo ou o Parlamento? Pode objectar-se que o actual referendo não é vinculativo, mas acaba por vincular deputados e políticos a uma decisão extra-parlamentar. Sempre fui contra o princípio do referendo por, fundamentalmente, contrariar o nobre ideal de uma democracia representativa. Agora, vejo que décadas de mau funcionamento puseram em causa o valor, que considerava indiscutível, dessa mesma democracia parlamentar.
Autor:
Savonarola
às
09:03
1 mentiras
Tópicos: Aborto, Democ. parlamentar, Referendo
12 de fevereiro de 2007
O Que Ouvimos Sobre o Referendo
PR Quer Abolir os Referendos
Este blog tem-se mostrado neutro quanto à questão do aborto. Há uma razão: não se pode escolher um caminho antes de se chegar à encruzilhada. Em Portugal as condições requeridas para que uma mulher decida sobre o facto não foram satisfeitas, pelo que é pôr a carroça à frente dos bois.
O PM afirmou que os partidos se intrometeram com legitimidade.
Os partidos e os seus acólitos podem exprimir as suas opiniões como qualquer pessoa. Tentar impô-las, como o fizeram, é ilegítimo, um abuso ilegal numa democracia e contrário ao princípio do referendo. Um referendo é para a população exprimir a sua livre vontade, da qual os partidos se devem abster para além de expressarem as suas opiniões individuais, quando muito fazerem recomendações. Para este referendo chegou-se ao cúmulo de ser atribuído tempo de antena aos partidos. É uma corrupção arrojada e uma tentativa de dominar a vontade pública. É a isto que esta sujeira de corruptos abusadores chama democracia.
Repetiu imensas vezes que agora a legislação seria mudada, como se se tratasse dum favor ou duma bondosa concessão e não duma obrigatoriedade, gabando-se de cumprir o seu dever dum modo semelhante ao moço de estrebaria que se gaba pela mesma razão.
No entanto, o referendo, com uma abstenção superior a 56,5% está longe de ser vinculativo.
O Ministro da Saúde tem dedicado o seu tempo de ofício seguindo as normas da sua máfia, que são de assassinar a população, cujos êxitos têm sido demonstrados. Quando ele os menospreza, só está a patenteá-los. Não se vê como quer ele agora proporcionar a ajuda rápida às grávidas sem estrutura adequada, sobretudo quanto tanto se tem empenhado a destruir a miséria que já havia e que nem chegava para prover cuidados básicos e primários. No entanto ele garantiu que o novo serviço estava garantido, que não haveria qualquer problema para o pôr imediatamente em andamento.
Questionado sobre a existências de estruturas, sobre outros factos indispensáveis às prestações do novo serviço, ao acompanhamento e ao aconselhamento das grávidas, que respondeu? Com evasivas, com alegações que se ia ver, etc. Ou seja, traduzindo, confessou que as suas afirmações sobre a garantia da prestação do serviço. Mentiu descaradamente como o nojento que só pode ser.
A quem irá agora ser aumentado o já insuportável sofrimento? Às grávidas ou aos que já esperam há anos? Quem é que vai pagar a benesse com a vida?
Como é possível que não minta que nem um aborto?
A prova do ludíbrio dos políticos ficou largamente demonstrada em frases do género: «Estão criadas as condições para a assistência à mulher.» Como se doutra forma ela não tivesse esse direito, o que prova que até agora não o teve e o que isso não passa duma esperança, pois que a pergunta do referendo não permite supô-lo, mesmo que a obrigatoriedade exista. Deduz-se que muitos votos foram concedidos com esta intenção, ignorando-se que ela está assegurada na constituição que os políticos atropelam constantemente e desrespeitam quotidianamente, a torto e a direito.
Entretanto, pela manhã do dia do referendo ouvimos o PR dizer que se a abstenção a este referendo fosse alta deveria rever-se a lei sobre os referendos, se a sua existência se justificava. Esta é das melhores putadas que se podem ouvir, como diriam os castelhanos. Vigarizaram a população ao ponto de a deixar indecisa sobre quem votar e querem-lhe imputar a culpa.
Se pensam assim, porque não referendam a opinião da população sobre a corrupção política, ou sobre as leis que fazem contra a legitima vontade do povo soberano, como se faz em países democráticos? Só se copia o que está mal, como o que diz respeito ao capitalismo selvagem dos EUA, que tem arruinado o planeta; ou com procedimentos políticos na Inglaterra, que foi um exemplo de democracia, mas que já não o é.
Os seus governos estoiraram com os fundos europeus de coesão e reestruturação, distribuindo-os pelos seus Acólitos, Famílias & Amigos, Lda., que enriqueceram à custa da miséria actual da população, como todos se lembram; pôs o restante em circulação para dar a ilusão que todos tinham enriquecido, enquanto a inflação cobriu. Estamos hoje a pagar o atraso estrutural e improdutivo que estes roubos ao povo e a má administração originaram. Quase no fim do seu mandato, reduziu as vagas para medicina, ocasionando a corrente falta de médicos. Que pior poderia ter feito? Só se fosse a instituição da pena de morte para os pobres pelo crime de serem pobres. Não contente, já faz agora planos para eliminar os referendos. que mais poderemos esperar duma tal corja?
Fóra com eles!!!
Autor:
Mentiroso
às
01:28
4
mentiras
Tópicos: Aborto, Corrupção, Propaganda, Saúde
7 de fevereiro de 2007
Aborto Abastardado por Política Repugnante
O grande tema do referendo sobre o aborto está a sofrer enormes distorções por parte dos políticos. Estes estão a aproveitar-se para fins que denunciam as suas intenções pouco escrupulosos a que nos habituaram. Entretanto, os debates esquecem os verdadeiros problemas e tomam um caminho que vai dar pretexto aos corruptos para não resolverem os problemas reais.
A questão do referendo é ser um referendo, ou seja, uma consulta popular fora do domínio político, donde, os políticos devem abster-se por completo, por consideração e respeito pela população. Tal como Guterres fez, com honestidade, relativamente ao referendo anterior. Manifestou a sua opinião, a que todos têm direito, absteve-se de recomendações, muito menos tentou fazer algo semelhante com as autênticas lavagens cerebrais tentadas pela canalha oligárquica de hoje. Se fosse um corrupto nem tampouco teria feito o referendo. Agora, os corruptos têm que se aguentar e esperneiam para se lavarem as mãos do que têm feito.
Os bandos oligárquicos, inclusivamente aquele a que Guterres pertencia, tornaram-lhe impossível governar democraticamente, o que o fez preferir afastar-se e abandonar a glória de ser um chefe de canalhas. Facto que não tem sido compreendido por ser sistematicamente abafado por todos os partidos, que mentem e que ao invés de declararem a verdade que demonstra a sua bestialidade, preferem enxovalhá-lo como fazem a todos os poucos políticos honestos.
Assim se chegou ao ponto em que um político honesto não tem possibilidade de avançar, todos os caminhos lhe sendo barrados pela ralé que domina os partidos e não lhes permite qualquer iniciativa, como se tem invariável e incessantemente observado. O avanço ultrajante dos políticos desonestos tem continuado arrasadoramente ao ponto de se tornar insuportável nos últimos governos do Partido Social Democrata e do actual do Partido Socialista, ambos vergonhosamente contra as ideologias dos seus próprios partidos, autênticos nojos de corrupção.
Deste modo, não é de estranhar, mas apenas de condenar a maneira como esta corrupção asquerosa se imiscui num referendo. Como se os corruptos ignorassem que um referendo é para que o povo expresse a sua vontade sem pressão política ou contra decisões políticas. Bela democracia de fazer vomitar qualquer um que seja democrático. Vomitados deviam ser todos aqueles que metem a pata suja onde não devem nem para isso possam ser chamados.
Nos outros países criou-se uma autêntica rede de apoio às famílias, à maternidade, aos nascimentos, à formação das crianças, creches gratuitas e instrução adequada e especializada. Promoveu-se o aconselhamento e a planificação familiar, a educação sexual, a ajuda às mães menores e jóvens. Este conjunto de medidas formou uma juventude com qualidades superiores e melhor preparada. Abriu outros caminhos para além do aborto.
Os políticos portugueses, desprezando todas estas medidas, optaram por se responsabilizarem pela formação duma juventude rasca. Instituíram medidas rudimentares, primitivas e embrionárias, cuja finalidade inapropriada só poderia servir para se pavonearem do muito que fizeram e extorquirem votos aos lorpas assim ludibriados.
Os resultados estão à vista e são de todos conhecidos, embora a maioria não os possa compreender por falta de informação sobre o assunto, donde falta de elementos para o compreender. Como se passa com tudo que diga respeito a política, democracia, direitos de cidadania, etc., sequência duma sistemática desinformação por parte de políticos gananciosos a quem o conhecimento prejudicaria os interesses e jornaleiros coniventes.
Esses resultados são as famílias não terem qualquer apoio, não terem possibilidades financeiras de sustentar mais uma boca e de prover à sua educação. Desorientadas e desconhecendo muitas delas até os métodos contraceptivos, sem nenhuma preparação, experiência, conselho ou ajuda, encontram no aborto a melhor solução. A desolação das grávidas mais jovens, completamente abandonadas, sem qualquer apoio, leva-as direitas à mesma solução.
Porque será que os partidos pretendem intrometer-se neste assunto, em especial? Basta saber que estes repugnantes mentem sempre, ouvi-los e lembramo-nos do modo como têm abordado este assunto para se conhecer a verdade da qual pretendem desviar a atenção da população e lavar as mãos dos seus actos imundos e anti-democráticos.
Em dedução mais do que óbvia, os políticos querem agora misturar-se indevidamente numa consulta popular, que por o ser deveriam nem tampouco tentar influenciar a vontade do povo, com a única intenção maliciosa de se lavarem as mãos de culpados das causas que conduziram o país ao seu estado actual. Não foram eles quem fomentou e desenvolveu este estado?
A prova está nos argumentos usados pelos políticos. O primeiro-ministro diz descaradamente que no referendo anterior o Não venceu e que depois disso nada mudou. Pudera! O aldrabão está a confessar que tanto o seu partido como os dos outros governos, tudo o que fizeram para que a situação mudasse foi destruírem ainda mais o pouco apoio que existia. O que deveria mudar estava e está nas mãos do governo. Está ele a ameaçar de que se agora o Não voltar a ganhar os políticos continuarão a nada fazer? Tratar-se-á duma chantagem? Ou será simultaneamente dum barrete nojento, uma desculpa pelo que os malditos não fizeram e deviam ter feito, a lavarem as mãos do que agora deveriam finalmente fazer mas não farão? Os corruptos contam claramente com que o aborto à carta contribua para adormecer a população ainda mais e auto-dispensarem-se das suas obrigações para com a Nação.
Que fique aqui registado para o futuro. Quer ganhe o Sim ou o Não, nada mudará. O problema primordial não se resolve com as mulheres poderem abortar à carta. O problema está nos apoios acima mencionados serem ou não postos à disposição. Desde que se continue a nada fazer nesses sentido, todos os problemas permanecerão tal como hoje, com a única diferença de que o aborto passa a ser à carta.
Qual é o aborto do atrasado mental que acredita nesta solução de nada fazer? Os políticos não são, porque eles sabem que estão a mentir e a vigarizar a população. Sabem muito bem que pondo a carroça à frente dos bois não resolve aquilo que impingem que se vai resolver. A carroça à frente dos bois é a norma dos políticos corruptos portugueses verificada em quase tudo onde ponham as suas patas porcas. Deste modo, ganhando o Sim nestas circunstâncias, está-se a dar razão aos políticos corruptos e a fornecer a desculpa para que no futuro continuem a não prover a rede de ajuda necessária. Que bom para eles, que os carneiros se deixem matar e aprovem.
Autor:
Mentiroso
às
01:12
4
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Tópicos: Aborto, Ensino, Planear, Propaganda, Saúde, Sócrates
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