Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


10 de julho de 2012

Relvas e os Médicos

A partir de agora, a todos os que tenham exercido a profissão de médico por mais de X anos sem terem frequentado os cursos vão ser dados diplomas, admitidos na Ordem dos Médicos e terão equivalência aos médicos formados, mesmo que tenham passado o tempo do curso a colar cartazes. É a adopção tácita e generalizada das Novas Oportunidades. Justifica plenamente o que em toda a Europa se crê da competência e dos cursos nacionais em que nem os médicos nem os dentistas podem exercer nos países mais avançados.
Novo diploma das universidades nacionais: Doutor em Vigarice.

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7 de julho de 2012

A Escumalha Política
Para Lembrança dos Amnésicos

Transcrição integral de dois artigo de Fernanda Câncio no Diário de Notícias. Para memória de fanáticos partidários, desmiolados e outros amnésicos e traidores que continuam a aprovar a corrupção porque é o seu partido. São estes e os jornaleiros coniventes que enganam a população os verdadeiros culpados do estado a que o pais chegou devido ao seu suporte incondicional. Tudo se poderia resumir numa curta frase: Os bandos de cabrões que nos governam e nos desinformam.

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2 de abril de 2011

Armando Vara Sob a Lupa dum Jornal Francês

Mais ou menos em todo o lado os jornalistas têm uma certa tendência para ocultar os factos, publicando «aquilo que eles julgam que vale a pena ou que lhes interessa» na maioria dos casos defendendo as suas ideias políticas.

Clique [aqui] on no título para ler o artigo completo.

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13 de julho de 2010

Sem Alternativa

Quem quer que tenha tomado conhecimento do discurso do Miguel Macedo sobre o país e o governo e que use um pouco do seu próprio poder de discernimento e dedução em lugar de se deixar perfurar por ranho de marketing político só poderá encontrar nojo e falsidade no seu autor.

Vejamos algumas das suas frases e pesemos as suas palavras com o dito discernimento para podermos separar o trigo do joio e encontrar a falsidade.

«Estão desesperados com as sondagens, com a ideia de perderem o poder, com a iminência de passarem à oposição.» Porque haveriam de estar desesperados, sabendo toda a gente razoavelmente informada que é um facto bem conhecido nenhum governo resistir quando obrigado estabelecer a extremas medidas de austeridade? Nenhum povo perdoa a um governo que durante a sua vigência caia na miséria. Não seria normal se agora acontecesse. É uma norma mundial, contudo bem escondida pelos jornaleiros, desinformadores ignóbeis que de nada servem senão para enganar a população e que portanto, o escondem. Alguém ouviu ou leu algum sobre este assunto? Porque se havia qualquer político desorientar, quando consciente de que assim é? O que nós há muito sabemos por experiência, e muito bem, é que o PSD quase se desfaz em desespero e raiva cada vez que perde o poder – e com ele os tachos, evidentemente. Como obliterá-lo da memória? Quem está uma vez mais a confessar desespero e raiva, senão quem o diz? Quem deve ter vergonha é o Pedro Coelho que mostrou o que lhe vai pela alma, ao revelar traição ao país e à sua população, dificilmente melhor patenteada que na sua entrevista ao jornal espanhol. Pena, que os traidores tenham deixado se ser enforcados. Em lugar de se desculpar, vem agora este pobre sacanório de aldrabão miserável ladrar barbaridades. Veja-se quem diz representar quem o elegeu no parlamento Quanto mais vigarista mais alto é o cargo – infelizmente, está longe de ser o único, é a generalidade.

«É que hoje é mais claro do que nunca os portugueses querem mudar de Governo e acreditam que Pedro Passos Coelho pode liderar uma nova esperança reformista para Portugal.» O que os portugueses querem é viver melhor, como é humanamente compreensível, pelo que se se querem ver livres deste governo, pelas razões conhecidas acima citadas (é um caso da história mundial que sempre se repete), não é de crer que queiram ainda pior, só que não têm uma verdadeira alternativa. Mudarão apenas por quererem mudar.

«Por que é que o primeiro-ministro e os seus acólitos há dois meses elogiavam publicamente Pedro Passos Coelho pelo seu sentido de responsabilidade e agora passam o tempo a criticá-lo?» Há dois meses foi bem antes da traição ao país pelo Coelho. Disso, não há ainda menos que uma semana? Porque não a mencionou? Por causa do cheiro a podridão?

«Passos Coelho devia meter uma moção de censura já e livrar-nos deste primeiro-ministro.» Extrema hipocrisia, pois que sabe perfeitamente qual seria o resultado: falhanço completo. Além disso, também não pode ignorar que nas circunstâncias actuais só serviria para deixar o Coelho ainda mais mal visto. Banha da cobra em estado puro para os esquecidos, os ignorantes os incautos, os lorpas ou os carneiros.

Vejamos agora o que ele não devia ter preterido, mas que o fez por sofisma de encobrir, ou porque aprovava ou porque disso tem esperança a vir a aproveitar-se.

Fala das sondagens, finalmente mais favoráveis ao PSD, mas apenas pelas razões já apontadas, porém escamoteando a maior percentagem nelas exprimida: uma grande maioria não acredita que outro partido tivesse feito ou pudesse fazer melhor que o governo. Certo ou errado, é o que se lê em todas e se ele as referiu, porque o escondeu cinicamente aos lorpas e aos crédulos? Se as mencionou e fosse honesto teria feito uma alusão à única verdadeira maioria que elas revelam. Não convém. Duplicidade, sonsice e hipocrisia são as qualidades que melhor assentam na sua banha da cobra. Como bem constatado em política nacional, quanto mais sacana e vigarista for um político corrupto, melhores as suas possibilidades de se chegar ao topo da carreira de burlão.

O falsário não fala nos € 700 milhões que o governo autorizou a serem desperdiçados em veículos novos para os serviços do estado uns dias antes do anúncio das medidas de austeridade. Espera que também lhe venham a oferecer (roubar para ele) um à nossa conta.

Não fala nem nunca falou no montante múltiplo do anterior, do que é roubado aos cidadãos que pagam impostos para pagar ordenados – e sobretudo infindáveis alcavalas e privilégios injustificados à máfia política, cuja lei para engrandecer esses roubos ele tentou aprovar em conjunto com os outros. Não lhe convém.

Não acusou o governo por não ter baixado os ganhos injustificados – por desapropriados e desproporcionados em relação à média nacional – aos mesmos bandos de ladrões políticos e outros mamões parasitas. Também não lhe convém. Nem tampouco por não ter reduzido os ganhos aos mesmos como outros países assolados pela mesma crise o fizeram, em 25%. Ladrão. Nem na afronta e de gozo do Coelho à população com a sua proposta ridícula de 5% de redução à mesma cambada.

Não acusou o governo por não ter aumentado as vagas para medicina, logo ao início do seu mandato a fim de provir à falta de médicos provocada pela decisão do Cavaco, nem o último governo do seu partido por ter voluntariamente mantido a continuidade da situação em lugar de reduzi-las, contribuindo todos para um literal assassínio da população.

Não acusou o governo por nenhuma das medidas tomadas que revoltaram toda a população e denunciadas nos blogs do autor [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 , 8 e tantos mais], que foram muitas e muito reclamadas. Em suma, não acusou o governo do que fez do sistema educativo, da Segurança Social, dos serviços de saúde, nem por nenhum dos seus verdadeiros crimes anti-sociais dos primeiros anos. Porquê? Talvez por terem feito pior.

Contou sem dúvida com a amnésia nacional duma carneirada sem capacidade para se recordar e reflectir, que emprenha pelas orelhas, lambe os bicos das botas que os vendedores de banha da cobra lhe espetam no traseiro, dócil e que tudo aceita. Consequência da sistemática desinformação levada a efeito em contínuo por uma jornaleirada de meliantes em conluio com os corruptos que encobre e que só nos conta feitos sem interesse, mas empolados e que eles encenam como no cinema.

Mistura o infame o que se sabe com os seus perjuros. Ou seja, a verdade com a mentira, tapando aqui, descobrindo ali, segundo a conveniência pesaoal ou partidária, que é como a aldrabice melhor passa quando ouvida pela maioria de incautos.

Nesta conjuntura, o pior dos males para o país nem é o que o governo tem destruído e que não tem sido pouco. O maior mal, de longe, é actualmente a alternativa ser ainda pior. Os partidos, organizados em oligarquias mafiosas, não têm qualquer interesse de melhorar a vida de todos os portugueses. Todos berram que sim, mas pelo que vemos o seu único interesse é o de sacarem o mais que puderem para eles mesmos e cavar o fosso entre ricos e pobres. A carneirada tudo aceita, até elegendo aquele que a atirou para a cloaca actual, o próprio responsável por estar à frente do governo que o fez: o Cavaco.

Todavia, devido à incapacidade, à incompetência e à ganância maliciosa e desorientada assumida pelo PSD, não é impensável que se forme uma frente popular contra os neo-liberais. O governo do Sócrates tem sido a desgraça descrita nos artigos dos links acima enumerados, mas de certo, o PSD, na sua actualidade, em que virou de caminho, seria ainda pior desgraça para o país. Falta-nos um partido verdadeiramente central e que desapareceu de Portugal com essa viragem e que provocou, também, a tendência do PS para o neo-liberalismo. Pobre país que nem tem alternativa digna desse nome.

Jamais esquecer, porém, que se não a tem é porque com o povo de carneiros se cumpre exactamente o diz o velho ditado: «cada povo tem o governo que merece». Por isso, aguentem e calem.

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27 de junho de 2010

O Mito de Abril –
Descalabro e Ruína Nacional

Após 36 anos de desgraça nacional torna-se necessária uma análise profunda – ainda que aqui apenas resumida – das circunstâncias que a originaram. Isto, claro, caso se queira viver em democracia e repudiar a miséria em lugar de prosseguir no mesmo caminho.

[É um artigo longo que não interessa a quem se achar bem informado e já tudo saber.]

Os corruptos e ladrões malditos continuam a afirmar que o sistema que criaram é uma democracia e não uma genuína oligarquia dominada pelas castas que criaram de associações de criminosos que formam os partidos no mais puro e tradicional estilo da máfia siciliana de princípios do século passado apenas adaptado aos tempos modernos. Os mais que conhecidos comportamentos da canalha confirmam que isto não é palavreado vão.

Já para aqui foi transcrito um comentário do blog Do Portugal Profundo, cujo autor adoptou o pseudónimo de Lusitano, que conhece o passado por o ter vivido e de quem as constatações merecem ser ouvidas. Não se trata duma tentativa de reescrever a História no estilo das historietas do trapaceiro desavergonhado do Rosas que mente impudicamente, reinventando e prostituindo a história no seu interesse e no dos outros corruptos da sua laia, que não nos do povo.

Neste comentário vemos mais uma vez os resultados da profunda ignorância de tudo o que pudesse mudar a situação assim interesseira e criminalmente construída e imposta ao povo pela horda de bandidos de meia tigela, pedantes, espertos para a malandrice, mas estúpidos e até por vezes enormemente ordinários, de maus sentimentos e maus profissionais que são os jornaleiros, como reconhecido pelo Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas no caso Manuela Moura Guedes, que provocou inúmeras reclamações de telespectadores. O Conselho afirmou literalmente: «Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável».

Os rascas, porém, encobrem e nem não se atrevem a mencionar. Estes canalhas mantiveram o povo ignorante à mercê da corrupção da ladroagem política, contribuindo do modo mais eficaz para a destruição duma nação em nítida consequência da ignorância do seu povo.

Mais uma vez se pergunta: terá esta gentalha direito a uma consideração idêntica àquela que merecem as pessoas honestas, verdadeiras, cumpridoras dos seus deveres e de cujos esforços resulte um bem para a nação? Como tratá-los sem se ser tão hipócritas como eles, se não classificando-os do modo adequado que merecem? Afinal, se os tratássemos como pessoas dignas, como trataríamos aqueles que realmente o são? Donde, defender que estas bestas devam ser tratadas como pessoas dignas, é declarar que os seus próprios princípios assimilam ambos com igual dignidade, ou seja, é declarar-se a si próprio como indigno.

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Eu e outros palermas ainda mais sacrificados do que eu, andámos a lutar por uma verdadeira democracia em vão.

Mete-me nojo todo este bacanal em que transformaram Portugal, toda esta gente não merece, nem sequer respeita aqueles que antes de Abril de 74 tiveram o sonho de querer um Portugal melhor, que sofreram física e psicologicamente para que as novas gerações tivessem mais liberdade e uma vida melhor, toda esta gentinha não passa dum monte de estrume, o que mais se vê é gente sem personalidade, sem carácter, sem honra, o que conta, actualmente, é deitar a boca à teta da vaca, o resto que se lixe, mas atenção, a vaca já não tem mais ração para comer e vai secar dentro em pouco, e depois como vai ser???

Olhando para trás, há 40 anos, vejo um jovem, então com 20 anos, que poderia ter um futuro razoável, envolvido em lutas contra um regime autoritário, luta essa, modesta é certo – dentro daquilo que me era possível – até porque estava nessa altura ao serviço das F.A., e olho para esse tempo, e 36 anos após um acontecimento, que na altura me encheu de alegria e esperança, e que vejo? Que afinal foi um esforço em vão.

A raiva é tanta, que maldigo a minha fraca visão, muitos, que nem um palha mexeram antes de Abril, souberam aproveitar-se e hoje estão em situações que não merecem, o oportunismo pós-Abril é mais que muito, não tenho sequer palavras para descrever a minha enorme frustração com esta gente, com estes governantes, com os militares, que parece que vivem noutro mundo, que não vêem nada, não dizem nada, não ouvem nada, já nem falo sequer nos partidos, que, aproveitando-de da ingenuidade e das crenças políticas de cada um, se utilizaram disso para melhor enganar este pobre povo cada vez mais explorado e vilipendiado.

Portugal passou dum país de gente séria e trabalhadora a um coio de facínoras, chulos e oportunistas, quanto menos vergonha se tiver mais proveitos se tiram, pode-se vender a Pátria aos talhões que ninguém reage nem diz nada, pelo contrário, ainda tenta tirar partido disso.
Este pobre país está atravessar a sua maior crise de sempre, não só económica, mas igualmente de valores.

Os Filipes, nomearam um Miguel de Vasconcelos, hoje, há centenas ou milhares de homónimos dessa figura sinistra, o país está podre, está totalmente a saque, transformou-se numa farândola aonde uns milhares de ex-pés descalços conseguiram por artes "mágicas", apoderarem-se duma fatia importante do bolo da Nação, deixando milhões na miséria. Ainda há dias, foi divulgado que 2009 viu crescer mais 600 novos milionários, mas quantas dezenas ou centenas de milhares de pobres e miseráveis não cresceram igualmente no mesmo período???

Fala-se muito em direitos e democracia, mas isso está reservado apenas para alguns privilegiados, para uma corte que até abdica do pai e da mãe se for necessário, se daí tirar proveito.

As novas gerações, ao invés de lutar contra esse vitupério, não, tentam é safar-se como podem, desonrando completamente os seus antepassados que construíram esta Nação à força de sangue e sacrifícios, nada mais lhes parecesse interessar que não o seu futuro, pensando com isso, que vão assegurar alguma coisa, esquecendo que outros atrás virão que os colocarão fora da gamela e assim sucessivamente.

Actualmente temos o pior Presidente da República que por este país passou desde a 2ª República, juntamente com um dos piores senão mesmo o pior 1º Ministro de sempre.
Este duo, tem, cada um à sua maneira, contribuído para levar este país à sua demolição, o último, porque nem uma mercearia consegue governar, o primeiro, porque tendo sido 1º Ministro, porque tendo conhecimentos mais avançados sobre Economia, permitiu que o 1º Ministro estilhaçasse isto tudo só agora falando para dizer que a situação é insustentável.

Se é insustentável, será como Sócrates, quando se desculpou com o facto "do Mundo ter mudado nos últimos 15 dias" para ter aumentar os impostos e retirado regalias e apoios sociais, será que também se serve da mesma cantilena???
Será, que nem sequer reparou que deu um tiro no pé, ao dizer agora uma coisa dessas, não percebeu, que com esse discurso deu munições aos "democratas" do PS para atirarem nele???
Não reagiram em coro Manuel Alegre, Sócrates, Mário Soares, não disseram (e com razão) que esse discurso agora só criava mais dificuldades ao país??? Não percebeu que isso é dar a arma ao bandido, que os especuladores e outros oportunistas do costume, ao ouvirem uma coisa dessas ainda carregam mais no nosso pobre país??? Não percebeu, que até uma criança de dez anos se interrogaria, se o país está insustentável porque é que não falou antes, porque não tomou medidas para evitar isso???

Não disse Manuel Alegre, que o PR tem outras opções, numa clara referência à prerrogativa do Presidente da República poder demitir o Governo se entender que não está a conduzir o país como deve ser???

Não saiu Sócrates como "vítima" da situação, ao referir-se: "que por vezes, tem a impressão de que puxa sozinho pelo país", transformando-se, dessa forma, no "sacrificado" da situação, quando é um dos principais responsáveis pelo desastre nacional???

Não haverá na casa presidencial, um assessor de jeito, que diga ao PR aquilo que é inconveniente dizer publicamente, não só para não prejudicar e dar má imagem do país, como até para si, dando aos opositores armas de arremesso???

Será, que um homem, que com um discurso da "má moeda" deu cabo dum governo do seu partido, que tinha a fama e apregoava que "nunca se enganava e raramente tinha dúvidas", agora consegue dizer uma coisa dessas nesta altura, quando tudo apontava - há muitos anos - para um desfecho destes???

Será, que andava tão entretido a visitar velhinhos e criancinhas que não deu por nada???

Como, pergunto eu, vamos conseguir dar a volta com um dueto destes? Num já ninguém acredita, o outro nada faz para que tenhamos esperança, que tenhamos um futuro, será que se esquecem, que ambos estão debaixo do fogo de observadores internacionais, que podem duma virada aplicar-nos a "teoria da má moeda" e rebentar com este país???

Mas, afinal, foi para isto que eu me lixei???
Raios me partam, nunca acerto em nada, bardamerda para os meus valores, só servem para os outros limparem o cu.
Cumprimentos.


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Não é muito difícil de compreender que somos desgovernados, roubados e atirados para uma miséria moral e financeira por bandos de cobardes e traidores. Matem-nos, como ao Miguel de Vasconcelos. Onde está a coragem e a justiça de outros tempos? Substituída por valores rascas e heróis malditos? Então merecemos o que temos.

Para quem não tenha vivido nos tempos da ditadura, aprenda que o que políticos e jornalistas afirmam sobre liberdades é falso por ser apresentado de modo a estropiar a realidade. É verdade que durante o regime não havia liberdade política nem jornalística e que estes eram perseguidos e presos injustamente e os primeiros por vezes assassinados. Porém, na primeira parte o regime foi verdadeiramente abençoado pelo povo (ditadura ou não, era querida pela nação inteira, mais ainda que o actual regime na Venezuela). Além disso, escondem os falsários e impostores mal intencionados que a falta de liberdade era apenas para políticos e jornalistas. Que a justiça não era corrupta em casos apolíticos, nem incapaz como hoje, nem administrada por ignorantes e incompetentes, como hoje, que mais não têm no papo que a arrogância com que pretendem encobrir os seus defeitos monstruosos. Escondem também que por tudo isso a liberdade da população em geral era muito superior à actual, bastando para isso a sua mentalidade seguir o princípio mais simples e básico da democracia e que hoje sabemos não seguir: a liberdade de cada um acaba onde começa a do seu semelhante.

Se esse regime era decididamente mau, o de hoje é bem pior porque assim o fizeram.

Muitos blogs tratam qualquer acto político condenável apropriadamente, mas concluindo sempre com o elogio camuflado do seu partido e uma incriminação do outro. Jamais acusam actos idênticos praticados pela máfia do seu partido.

A única utilidade de tais blogs é uma contribuição para a cega ignorância nacional, mentindo, enganando quem os ler, aprofundar o mal e evitando qualquer melhoria. Porque, afinal, todos os partidos são clãs diferentes do mesmo tipo de máfias, assim como os mesmos criminosos. Enganando, promovendo a simpatia por uma qualquer dessas associações de criminosos é apoiar a continuidade do estado actual pela dita renovação governamental em que o poder apenas passa de mãos criminosas para outras idênticas.

Um exemplo mais que gritante de tais princípios de autêntica malvadez contra a nação inteira é o blog do José Maria Martins. Descrevendo muito bem casos de actos de políticos pelo menos altamente reprováveis, a sua conclusão é invariável e impreterivelmente sempre a mesma. Para ele só existe um único culpado em Portugal: o Partido Socialista. Para ele só existe um partido digno: o Partido Social Democrata. É preciso ser-se completamente tapado e desinformado para se lhe dar crédito, mas ele sabe que o povo o está e a quase todos os níveis; por isso que fala sem receio que o desdigam.

Então – segundo ele – o primeiro é um antro da desgraça social que só conseguiu reunir vigaristas e ladrões? É capaz de ser verdade. Entretanto, o segundo – ainda de acordo com o que ele expressa – é o único formado por gente honesta? Só os tais tapados o poderão crer, não vendo a igualdade entre ambos.

Não será cada um desses partidos a cópia do outro, lutando cada um apenas pela oportunidade de se apoderarem de governo para roubarem o máximo (como todos sabemos bem terem feito no tempo do Cavaco)? A estupidez geral nacional é bem capaz de acreditar nestas falsidades, defendendo o seu partido em lugar dos interesses nacionais em nome de todos. O JMM transformou assim o seu blog sobre assuntos de interesse numa estrumeira de logro e de falsidade para atrasados mentais.

O sectarismo é sempre mau e os seus resultados indesejáveis só podem ser piores. É em parte por sua causa e de outros impostores congéneres que Portugal continuará na mesma desgraça que o seu partido o lançou de início. A união nacional contra o que aflige a nação é imprescindível, e não a desunião e as guerras entre a população, como as promovem os que assim escrevem.

Não se pode deixar frisar que não obstante a existência de tais trafulhas astutos, a maior desgraça do país depende muito mais da jornaleirada pedante e rasca do que de qualquer blog devido à sua óbvia maior audiência. A questão de serem pretensiosos profissionais atribui-lhes automaticamente uma responsabilidade proporcional. Responsabilidade que os canalhas recusam clamando liberdade de expressão. Bando de hipócritas!

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6 de janeiro de 2010

O Baile dos Malditos

Não, não é exactamente como no filme com o nome do título, no fim da Segunda Guerra Mundial, em que após uma última reunião dos alemães o Marlon Brando (oficial alemão da Wermacht) e os outros seus colegas foram assassinados. Aqui, os malditos não são assassinados, são reconhecidos por uma população que os aplaude. Se não os aplaudisse não continuaria a elegê-los, corria com eles, subjugava-os e mantinha-os à rédea curta e esticada.

Os espectáculos a que assistimos a praticamente todas as sessões do parlamento não ficam nada a dever ao que se passa em países que erradamente consideramos menos democráticos que Portugal. Não nos dizem se embora assim procedam se preocupam pelos interesses nacionais e se deles se ocupam. Aqui, sabemos que os nossos deputados definitivamente não fazem uma coisa nem outra.

O modo como falam é próprio de gente ordinária com capa de verniz. As expressões empregues dificilmente poderiam ser mais claras sobre os seus interesses e intenções. Mostram-nos bem que a única coisa por que demonstram interesse é o tacho. Não apresentam qualquer proposta de interesse. Não são capazes de falar do país sem irem buscar os outros partidos para os atacar, em evidente defesa do tacho. São animais imundos, de baixos sentimentos, indignos, inferiores, medíocres e rascas, com visíveis instintos de ladrões, aliás constantemente comprovados. Não há distinção entre os partidos, são todos feitos da mesma massa e moldados na mesma forma. São oligarquias formadas em associações criminosas e mafiosas. Não é como seitas da máfia que se confrontam? Se isto persiste só pode ser pelo enorme número de ingénuos incrédulos que os apoia e aprova votando neles.

O facto dos políticos corruptos ludibriarem a população e o estado da instrução adicionado à desenfreada e incrível desinformação dos jornaleiros, criou gerações de incultos e ignorantes sem a mínima noção do que se passa à sua volta, sem a mais remota ideia de como funciona uma democracia. O simples facto dos políticos falarem em democracia a torto e a direito, por tudo e por nada, é a prova número um de que a democracia em Portugal só existe nas suas bocas. Em países autenticamente democráticos ninguém fala em democracia, vive-se. Os factos mais simples são os mais significativos e demonstrativos da realidade.

Daí, o a causa dos problemas e a falta de remédio está unicamente nas próprias pessoas, na sua mentalidade, na falta de civismo, de conhecimentos e na falta de vontade das pessoas em se imporem aos políticos.

Ao ouvir o Portas e a Manela a falar vê-se mais do que bem como eles contam com o atraso mental geral para que não só todas as bestialidades de ganância política passem, como até de esperar aprovação e ganhar mais votos do que com honestidade. E têm razão, porque os desmiolados ouvem-nos e aprovam-nos, apenas emitindo queixinhas inócuas como crianças inconscientes. Acção, zero. Haverá melhor testemunho do estado mental geral?

Desde as últimas eleições que assistimos a uma espécie de jogo do garo e do rato. O PS ganhou as eleições sem maioria absoluta. Felizmente e para o bem do país, que nenhum partido volte a ter maioria absoluta. Se não são suficientemente civilizados para assim governarem, que se civilizem.

O PSD degenerou completamente e está actualmente no mais baixo, uma autêntica desgraça para o país, a prova de que sem dominar os políticos nada será possível. Cada vez que falam sobressai o seu desinteresse pelo país; não perdem uma única oportunidade para falarem mal uns dos outros e não demonstram outro interesse para além do de se apoderarem do poder. As palavras pouco valor têm; o que vale é o seu sentido, o que se lê «entre as linhas». Isto não aconteceria em qualquer país onde os eleitores tivessem um pouco de mioleira, pois que tal procedimento seria o suicídio político do partido: não votariam nele. Porém, as inteligências nacionais têm menos raciocínio que um macaco.

Só o poder interessa os partidos porque em Portugal os torna imunes ao roubo, irresponsáveis por todos os crimes que cometam, etc. O PSD aplica-se agora em conquistar o poder desesperadamente, não por competência ou desejo de fazer algo de bem para o país, tendo em atenção a sua argumentação.

Até há bem pouco tempo por queria convencer toda a gente de que o Sócrates era culpado. A Manela Leiteira, depois de querer interromper a democracia passou a querer substituir a justiça. O Sócrates poderá bem ser culpado, mas isso não lhes diz respeito, não é à Manela de o julgar, que se dedique a estudar planos de recuperação sem aumentar a fossa entre ricos e pobres, como tem proposto. Todos os métodos e estratagemas tentam para conquistar os tachos e a impunidade no roubo e no crime. Quem poderá tomar esta escumalha por gente digna sem que seja louco? Que respeito ou consideração pode merecer tal cambada de vigaristas e ladrões?

Por outro lado, o PS está a esforçar-se por se mostrar ingénuo e melhor intencionado do que os outros para ganhar as próximas eleições com uma maioria que lhes deixe as mão livres para fazerem como antes. Ou melhor ainda, segundo os acontecimentos e se possível, tentar a queda do governo para as ganhar antes. Aparentemente, a oposição está jogar o jogo deles. A suspensão da lei sobre as contribuições demonstra o desinteresse dos partidos pelos interesses do país, colocando estes muito atrás dos seus. É mais uma de que o PS não vai deixar de aproveitar em seu favor. O procedimento da oposição, incapaz de refrear as suas intenções gananciosas, tem jogado a seu favor e se assim continuarem é bem possível que ganhe mesmo. O caso próximo do orçamento vai-nos esclarecer ainda mais sobre este ponto.

Tão bons são uns como os outros e a desinformação anti-social, baseada em scoops e historietas da treta só serve para adormecer e enganar a população. Esta canalha reles e indigna transformou o parlameto nacional num autêntico Baile dos Malditos.

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2 de janeiro de 2010

O PR Não Pediu Desculpa

Na sua Mensagem de Ano Novo o Presidente da República não pediu desculpa aos Portugueses pelo estado miserável actual em que os seus governos lançaram o País.

Devido ao contexto actual a população encontra-se mentalizada na crença de que os políticos poderão fazer algo pelo país, esquecendo a impossibilidade disso poder acontecer devido à ganância geral em que tudo o que lhes importa é e continua a ser os seus tachos, enriquecer roubando o estado, ocupar os lugares da administração pública pelos parasitas dos partidos e amigos, lutar entre eles para poderem açambarcar tudo isto. Assim, a acontecer a alusão do Cavaco a uma «situação explosiva», esta viria numa muito má altura, pois que os partidos se serviriam da ocasião para ludibriarem a população incauta, discursando sobre novas medidas e atitudes, enquanto apenas assegurariam os seus privilégios abusivos e aos quais, definitivamente, não têm direito. A única possibilidade duma tal explosão ter consequências benéficas seria que dela resultasse a devolução do poder ao povo soberano e a este fosse entregue a função – indispensável em qualquer democracia – de controlar os políticos, as suas acções, as suas decisões, a legislação. De outro modo voltaremos a cair sempre no mesmo. Pelo seu procedimento, os políticos e os partidos que formam os governos (qualquer um) não representam os eleitores. Sem controlo dos animais a carroça precipitar-se-á.

A malandragem, banditismo, perversidade e malvadez dos políticos em geral é tão baixa que nada a bem os fará comportar-se condignamente. Infelizmente, e isto se verá, só à força e a mal entrarão na linha. É uma corja do mais baixo nível e com as piores más intenções.

A sua frase «O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.» irá ser imediatamente aproveitada pelos canalhas de todos os partidos como apoio às suas próprias ideias e afirmarem que eles fazem realmente isso, que sempre foi essa a ideia que os governou. A maioria da população, absolutamente papalva, vai acreditar que o «seu» partido é que tem razão. No fim, em lugar de se gerar um clima propício ao país, aumentará a luta partidária pelos tachos dirigida por canalha selvagem do género da Manela Leiteira e do seu Porco Guinchão, e igualmente pelos outros partidos. É isso que os portugueses atrasados pretendem e procuram. Os resultados comprovam-no mais do que claramente.

Os governos do Cavaco foram a maior desgraça que jamais aconteceu ao país devido à altura e à conjuntura em que ocorreram. A instrução criou os ignorantes de hoje, com habilitações que não são equiparadas às dos países desenvolvidos europeus. Médicos, dentistas e tantos outros formados nas universidades portuguesas estão proibidos de exercer sob responsabilidade própria nesses países. A escassez dos médicos no país é a consequência directa da sua decisão em reduzir as vagas universitárias, o que veio juntar-se à incapacidade dos profissionais para assassinar a população. Foi um dos últimos presentes que o seu governo nos deixou.

O endividamento dos particulares em geral, por incapacidade de controlar os seus orçamentos, é outra dádiva por ter sido omitida nos programas de ensino escolar. Foram habituados ao consumismo, a gastar sem medida e agora estão enterrados em dívidas. Nos outros países a crise não provocou problemas com dimensão semelhante ao nacional neste aspecto. O programa escolar do Cavaco não inculcou a mínima noção sobre tal procedimento nem ensinou as pessoas a defenderem-se da publicidade e marketing agressivos. Como resultado desta última preterição, vemos como nada se vende sem publicidade e como tudo o que é anunciado desaparece. Quase ninguém compra aquilo de que precisa e escolhe a qualidade; limitam-se a comprar o que lhes mandam, como desmiolados que são. Desmiolados, porque frases do tipo «Eu confio no Continente» produzem os resultados atendidos com que os publicistas as concebem.

O que o Cavaco escamoteou na sua mensagem foi que foi o seu próprio governo o autor e fomentador da miséria actual. Uma tão profunda miséria não pode ser tão jovem e todos aqueles a quem reste algumas células independentes na caixa dos pirolitos se recordarão de como os fundos europeus de coesão foram desbaratados, roubados e mal utilizados pela quadrilha de ladrões dos seus governos. Em Portugal, os políticos não são responsabilizados, só os pilha-galinhas, porque se fossem de certo que o responsável máximo pelas acções do seu pessoal, ele mesmo, há muito que estaria com os costados na grelha. O atraso de cerca de 22 anos sobre a média europeia passou para 52 há 2 anos, segundo o Eurostat. O povo tem o que merece, pois que tudo admite e os elege, dando-lhes assim carta branca, aprovação. Por isso que não têm de que se queixar. É tal e qual como diz o velho ditado: «cada povo tem o governo que merece». Se meia dúzia discorda e grita neste e noutros blogs, isso está bem longe da generalidade, porque a maioria das reclamações não passam de partidarismo aparvalhante.

Afinal, o Cavaco tem o arrojo de falar na situação que os seus próprios governos criaram sem ter a honestidade de confessar a sua culpa como responsável máximo e não pedir perdão à nação pelo que ele lhe tem feito sofrer? Só em Portugal! Ouvindo-o, não se concebe que ele possa passar o assunto em branco; ainda menos que ele não tenha consciência das consequências atrozes dos seus governos, sobretudo tendo em mente a sua formação e profissão.

Para quem lhe falhe a memória:
http://www.leaopelado.org/presidenciais.htm
http://www.leaopelado.org/eu/
Não se compreende que estes assuntos já tivessem sido tão evidentes à época do seu acontecimento e ainda haja obtusos que não os compreenderam e impostores que persistem sistematicamente em negá-lo. Agora pertence ao passado – inegável.

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11 de outubro de 2009

Judas

A maior prova da imaturidade política e deficiência na mentalidade da população portuguesa em geral, foi talvez a patenteada nestas últimas eleições parlamentares.

A sua ignorância política é tal que cai com a maior das facilidades nas armadilhas de políticos sem escrúpulos. Conhecendo-o, estes não deixam de aproveitar as ocasiões, tirando delas o maior proveito, impossível em qualquer país de não iletrados políticos em massa.

Populações menos ignorantes noutros países sabem a diferença entre as ideologias de base dos partidos, mas em Portugal, nem isso se enxerga. Não pode, todavia, deixar de se lembrar a movimentação verificada nas linhas de orientação dos partidos ao longo das últimas décadas. No entanto, não têm sido tão grandes a ponto de mudarem de pólo. Este assunto é abordado noutro post.

Um facto é, porém, bem claro e tem ficado inalterável através dos séculos. Embora os nomes direita, centro e esquerda sejam relativamente modernos, pois que datam da Revolução Francesa, o conceito sempre existiu (veja-se aqui o que também complementa este post).

Em princípio, a direita defende os direitos feudais e a supremacia dos mis ricos (no passado, os donos das terras), enquanto a esquerda defende os direitos humanos dos mais pobres e desprotegidos (no passado, os servos dos donos da terra).

Em países onde a pobreza é menor do que a da actual população nacional, compreende-se que essas gentes não se sintam tão agredidas pela miséria que conseguiram mais ou menos extirpa das suas casas, das suas vidas e dos seus países. Também é natural que já não sintam a tão grande necessidade de outrora em se defenderem contra os que não os exploram tanto como em Portugal. Cá, por contra, onde a miséria é muito mais abrangente e profunda, abarcando uma muito mais extensa parte da população, esta necessita de muito mais e eficientes medidas contra os que a exploram do que nesses países de costumes mais humanitários já estabelecidos e enraizados.

Como compreender, pois, que o CDS – o partido da direita que mais defende os mais ricos nas suas intenções de extorquir o dinheiro dos mais pobres para com ele se engordar mediante o aumento da miséria dos últimos – consiga um aumento de votos numa altura de maior miséria? É e nem pode ser outra coisa senão um voto suicidário, resultante da sua ignorância e consequente estupidez. (Como disse e explicou Victor Hugo: A ignorância é a mãe da estupidez.)

O procedimento do Paulo Portas só pode ser comparado ao do Judas bíblico. Nem as suas investidas às feiras e mercados têm outra intenção que não seja a de literalmente enganar, vigarizar e burlar os pobres ignorantes para lhes roubar os votos e em seguida o dinheiro e as poucas ajudas sociais proporcionadas aos mais pobres. Aos que espolia dá beijos de Judas.

As suas ideias são do conservadorismo mais arreigado. As suas propostas contrariam radicalmente as normas que fizeram avançar os países europeus mais desenvolvidos financeira e socialmente. Quando neles busca exemplos, esses exemplos existem em condições opostas àquelas que Portugal vive. Delas fazem parte o combate contra a criminalidade e o Rendimento Social de Inserção. Neste último há efectivamente problemas na sua atribuição em Portugal, mas ele encobre-os para empurrar as suas ideias contra os mais pobres.

É certamente verdade que entre os que desfrutam desta pequena ajuda há uma percentagem que a ela não deviam ter direito, mas se isso acontece é por mera culpa dos assistentes sociais e outros funcionários que fizeram mal o trabalho por pertencerem ao enorme grupo de calões que vivem, eles, à conta do Estado. Não merecem metade dos ordenados que auferem e fazem greves de alarves. Neste caso, o que o Paulo deveria dizer era que expulsassem esses parasitas e os substituíssem por desempregados mais zelosos no seu trabalho.

Porém, não é esta a sua ideia para corrigir o que está mal, mas a de se aproveitar do problema – escondendo-lhe a causa – para tentar impor uma maior miséria aos que já a têm de sobejo. Pode assim pedir a diminuição dos impostos, por exemplo, o que deveria agradar aos que mais têm, pois que são eles quem mais contribui. Todos sabemos que em todo o mundo é nos países europeus nórdicos, mais democratas e solidariamente sociais, onde os impostos são de longe os mais pesados. De algum lado tem que vir o dinheiro: pagam-no os mais ricos.

O raciocínio do Paulo Portas é mais do que simples: é o duma direita não honesta mas abusadora e anti-democrática. Só que, a imaturidade política e a ignorância infligida por uma desinformação geral, impede os eleitores de o reconhecerem. Ele não deixa de se aproveitar para os poder roubar e dar aos mais ricos. Consegue assim os votos dos dois lados: os dos genuinamente interessados e os dos logrados suicidários.

Outro caso expressivo é o do Rui Rio, que com mais de 55.000 pessoas a viverem graças ao mesmo subsídio, ou seja, de longe a maior percentagem nacional (muito mais de 10% da nacional, assim como da população da cidade), consegue enganar os eleitores lorpas e ir à frente das intenções de voto. De veras expressivo.

Devido à estupidez geral dos mais pobres, por falta de instrução, de conhecimentos e à desinformação permanente de que a banda dos pulhas jornaleiros é responsável, são presa fácil e lorpas crentes, carneiros que lambem a mão do carrasco que os sangra.

Próprio de qualquer país do terceiro mundo e de falsa democracia é também o tempo consagrado pela televisão aos relatos de imposturas dos políticos. Afinal, o que se pretende para se votar em consciência, não é a guerra partidária pela conquista do tacho, coisa que só a eles interessa e que deveria ser eliminada. O que interessa é conhecer os seus planos de governação e projectos, aquilo que farão por ou contra nós. O resto é lixo mal cheiroso que não nos deviam atirar para cima.

Acabe-se com um dos maiores impulsionadores da corrida ao tacho. A corrupção autorizada e impune, começando pelo impedimento de que os partidos do governo roubem uma enorme parte dos empregos administrativos aos cidadãos competentes. Atrasam assim cada vez mais a reestruturação dos serviços do estado, mantendo uma burocracia que é uma fonte de corrupção e de estagnação.

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8 de agosto de 2008

Inaptidão da Polícia e Banha da Cobra dum Ministro Impostor

O assalto de ontem a um banco com tomada de reféns, praticado por uma par de parvalhões, veio demonstrar a incapacidade da polícia, consequência única das condições em que políticos corruptos e falsos do género do actual ministro do interior a colocaram.

Sem treino adequado, sem formação psicológica, sem princípios de procedimento cívico, sem logística adequada, os agentes andam por aí desorientados e perdidos. Aos tiros como num western e crêem-se competentes e eficazes. Por demais, têm ordenados que os obrigam a viver quase na miséria e não têm apoio psicológico adequado. O ministro, por seu lado, em lugar de pedir desculpa por este estado, pois que é ele o principal responsável, tenta arrogantemente uma lavagem da cabeça aos cidadãos.

Neste caso a polícia provou:

  • Não ser capaz de lidar com casos do género, pois cometeu vários erros, começando por enviar o jantar aos assaltantes.

  • Não foi capaz de ter uma conversa produtiva com os assaltantes, pois que nos dizem que os queriam convencer a render-se. Que loucura de desmiolados. Que falta de tacto.

  • • Não foi capaz de qualquer outra acção se não a de disparar, como de costume. A polícia, completamente desorientada e fora das suas atribuições, arma-se em juiz, condena e assassina. Tanto mais grave quanto num país onde não há pena de morte.

  • Como de costume também, cometeu abusos selvagens contra os cidadãos, obrigando os residentes a passarem inúmeras horas fora de casa e sem jantar. Injustificadamente.


Tirando todas as dúvidas a quem de compreensão curta, fica aqui bem expresso que a culpa do estado de incompetência, de abuso e brutalidade da polícia não deve nem pode ser imputado à própria polícia nem aos homens e mulheres que a compõem. Para quem ainda não o tenha descoberto, saiba-se que as culpas de todas estas consequências são sempre e incondicionalmente dos maus dirigentes cuja administração incapaz produz tais resultados. Por demais, com ministros aldrabões e corruptos como o do interior, não se pode esperar qualquer melhoria nos tempos próximos. Se o homem se apraz em travestir os erros e tudo que está mal em actos de louvor, que se pode esperar?

Vote-se nessa cambada de parasitas que apenas querem viver e enriquecer roubando o tesouro público, o nosso dinheiro. Dúvidas? Notem-se as últimas estatísticas da União Europeia, demonstrando que Portugal é o país onde os bancos mais roubam a população. Onde a diferença entre os juros por eles recebidos e os pagos é de longe a maior. Não se pode pedir um empréstimo porque os bancos nos arruínam com juros; não interessa economizar porque os bancos quase não pagam juros. Ficam com o dinheiro todo para eles e pagam menos impostos. É isto a justiça social num país democrático? Quem o permite, senão os mesmos corruptos dos clãs oligárquicos? Ainda existem néscios a dizerem que Portugal é uma democracia.

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13 de julho de 2008

Corrupção Encoberta na Águas de Portugal

Grandes jornalistas temos! A Águas de Portugal está à beira de dar o estoiro e os aldrabões não nos dizem porquê. Os débeis mentais dizem que a empresa está «débil». Provavelmente precisa de reconstituintes. (Noticiado em 4-7-08.)

Em todos os países os serviços de distribuição de água funcionam normalmente e sem percalços económicos. Um problema, todavia, caracteriza-os nos países do terceiro mundo: as perdas de água na distribuição são directamente proporcionais ao atraso do país, ou seja, quanto mais atrasado este se encontrar maiores são as perdas na rede de distribuição. Em Portugal são enormes. Em Lisboa são da ordem dos 35%. Só.

Existem indícios claros de má administração e de esbanjamento do capital da empresa. Aliás, é como tudo que esteja dependente dos governos ou que seja financiado com o dinheiro da população. Fazem-se pagar os serviços muito mais pesadamente que nos outros países e esbanja-se e rouba-se o capital. Porque é um roubo que administradores e pessoal altamente colocado se apodere de ordenados escandalosos, mais altos que nos países ricos; daí o roubo.

Com efeito, de acordo com o noticiado, num país onde a miséria se alastra, os administradores roubaram a empresa para com o produto do roubo comprarem popós num valor que atingiu os €2,5 milhões (a crise não é para todos; para os parasitas corruptos de certo que não). Inacreditável, mas real. Para quê e com que direito, a não ser aquele que eles próprios se outorgam? Por demais, recebem salários de montantes de mais de 20 vezes os dos empregados comuns. A cambada dos políticos rouba descaradamente os seus salários ao povo e permite que esta gentalha os imite. Com que direito? A ganância agrava enormemente a crise dos roubados.

É evidente que quem assim administra uma empresa deixará também correr o restante ao sabor da corrupção. Os dois factos, salários indecorosos e esbanjamento, são muito mais do que simples indícios do que se passa com a empresa, são provas explicativas.

Não obstante a evidência, os abortos jornaleiros da RTP apresentaram-nos uma reportagem em que nem sequer tocam nestes dois pontos fulcrais. Será por aprovação da corrupção e para esconder? Não se vê nem se compreende outra razão para tal procedimento anti-profissional. É uma das facetas da farsa da desinformação nacional.

Não temos quem nos informe com rectidão, honestidade e profissionalismo; trabalham ao biscate e escondem cobarde e corruptamente. Porém, o seu orgulho mal colocado brada aos infernos, onde eles pertencem pelo seu procedimento. Vários procedimentos de vários modos bem clássicos. É realmente um caso clássico que quando se é rasca e inferior e disso se tem uma certa consciência, se gera automaticamente um complexo de superioridade para contrabalançar a baixeza de procedimento e de mentalidade. No mesmo sentido também é conhecido que quanto mais fraca e insegura a personalidade, mais vincada é a caligrafia da assinatura da personagem. Assim, na RTP, por exemplo, em lugar de apresentarem os nomes dos seus autores ao fim do tópico e em letra de tamanho mais reduzido que os restantes subtítulos, como observamos nas outras televisões europeias, vemos que eles são apresentados ao princípio e em caracteres do tamanho dos títulos. Só estas duas características patenteiam e definem a arrogância dos miseráveis incompetentes.

Nos mesmos noticiários em que nos falaram das Águas de Portugal, ouvimos ainda uma alocução da Márcia Rodrigues – realçada por muitos efeitos especiais de estilo palhaçada visual e sonora – sobre o porquê da continuada subida do preço do petróleo. Há cerca de duas semanas, a CNN que também não se priva de algumas palhaçadas, apresentou uma verdadeira reportagem sobre a análise das causas da subida desenfreada do preço, salvo erro operada por uma comissão do congresso dos EUA. A conclusão foi que a especulação era de longe a maior culpada e que se podiam adoptar medidas contra ela, embora tais medidas não tenham sido tomadas.

A Márcia levou todo este tempo até agora a digerir o acontecimento, se é que está mesmo ao corrente da análise operada pelo congresso e colocou o motivo especulação a um nível equiparável aos restantes. Ou seja, simplesmente desinformou. De notar que a Márcia já não é o pobre diabo que era há uns anos. Aprendeu no terreno com os seus colegas internacionais, não na escola de jornaleiros nacional. É até de admirar que esta sua intervenção tenha sido um lamentável falhanço como informação correcta.

Para além do atrás mencionado, o clã jornaleiro tem ainda uma grande parte da responsabilidade da incapacidade actual das pessoas em se exprimirem e dos erros que escrevem, devido à inaptidão do ensino que não lhes proporciona as bases necessárias para resistirem à má influência jornaleira. Se ouvirmos os noticiários, por exemplo, ficamos com a ilusão de que em Portugal há constantes raptos com tomada de reféns, pois que a tudo que se refira ou compare a uma libertação de qualquer género, os monstros chamam «resgate». Outro exemplo: quem tenha lido as legendas do documentário sobre chocos na RTP-2, no mesmo dia das notícias que fazem objecto da presente apreciação, deveria ter notado o enorme número de frases com o sujeito separado do predicado por uma vírgula. Como se poderão classificar tais bestialidades?

Ainda nesse mesmo dia, a RTP apresentou um extracto da entrevista de Sarko pela Televisão France 2 na semana anterior! Informações enlatadas?

Não só desinformam como enganam e mergulham quem os ouve e vê na mais perfeita ignorância.

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16 de outubro de 2007

E as promessas de emprego? Uma solução!!!

Autorizados 6752 contratos a prazo

O Governo calculou em 6752 os contratos a prazo por um ano a realizar para cobrir as necessidade do Serviço Nacional de Saúde para este ano. A contabilidade surge na sequência do levantamento das necessidades feito por cada administração regional de saúde, depois de uma nova lei aprovada em Agosto ter acabado com os contratos a prazo por três meses renováveis......


NOTA: Estes contratos, podem não traduzir mais empregos, mas sim o mascaramento de uma lei que ainda não passou do papel. As tais promessas piedosas que não são concretizadas! Não costumo ver televisão, pelo que perco pérolas da inteligência dos governantes que temos. Segundo os jornais, o Sr. ministro Vieira da Silva, brilhante na sua argumentação, referindo-se ao aumento do desemprego afirmou que “os balanços são feitos no final do ano”. Esta «lata» com que nos é atirada poeira para os olhos é uma falta de respeito imperdoável pela nossa inteligência, a qual não diminui apesar dos sucessivos apertos de cinto a que nos obrigam.
Se o resultado da comparação entre períodos homólogos deste ano e do anterior mostram aumento do desemprego, só por grande milagre, este aparecerá diminuído no fim do ano!
Mas, como as críticas devem apontar pistas para soluções, sugiro uma para que esse milagre aconteça, para que se cumpra a promessa dos 150.000 empregos, e que não está fora do alcance destes descarados políticos. Consiste simplesmente em dar a cada assessor dois ou três assessores, à semelhança dos assistentes que deram aos deputados!!!
Se fizerem isso, darão emprego a todos os filiados no partido e granjearão muitos mais filiados, principalmente se tornarem esta solução extensiva às empresas públicas, institutos, autarquias, forças de segurança, forças armadas, etc.
Não faltará dinheiro para isso, bastando aumentar os impostos, fazer empréstimos, aumentar a venda de certificados de aforro, obrigações do tesouro, ou contas poupança, vender património e privatizar serviços públicos. A propósito, repare-se no afã de captar mais dinheiro dos incautos, para contas tipo PPR geridas pelo Estado? O povo em geral, anda de olhos fechados, resignado, amedrontado, sem coragem para usar o direito a manifestar a indignação e deixar-se-á induzir nessas manobras.
A propósito desse PPR do Estado, pergunta-se aos Governantes em que condições está o fundo de pensões dos militares. Se estes, em vez de terem descontado para ele, tivessem colocado o dinheiro a prazo ou em fundos de investimento num banco, teriam hoje mais proventos.
Estas habilidades não têm limites, o mal é começar!!!

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