Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


10 de outubro de 2013

A Saúde Mental dos Portugueses

Na Suíça «colocam a comunidade portuguesa a par dos jugoslavos e turcos no que respeita ao atraso cultural e cívico», como se pôde ler no Correio da Manhã de 24 de Janeiro deste ano. Nos outros países civilizados a opinião não é mais lisongeira. O modo como os portugueses tratam os seus políticos e votam é sintomático.

A importância que os governos dão a este problema nacional que não afecta os interesses dos políticos está na raiz das causas. Segundo estatísticas mundiais, Portugal é o país em que se verificou o maior aumento da corrupção nos últimos 10 anos, sem que o povo exija o controlo dos políticos por um órgão democrático popular – outra causa – por estar convencido de que um sistema sem qualquer tipo de controlo por parte daquele que deveria ser o soberano possa assemelhar-se a uma democracia. Se até tomam e chamam os mandatários do soberano por órgãos da democracia! Que de mais ridículo poderia ser criticado pelos países democráticos? Que poderão realmente pensar os cidadãos democráticos desses países sobre tal erro idiota e de ignorantes ludibriados e gozados pelos seus políticos?

O ensino não prepara as pessoas para a vida nem lhes desenvolve a mentalidade, quando nos outros países tentam prepará-las inclusivamente a defenderem-se da publicidade. É por vontade expressa dos governantes para poderem continuar a enganar todo o mundo com o seu marketing de embuste.

O atraso mental e cultural nacional é, pois, bem conhecido nos outros países europeus, leva mais tempo a atingir um nível mundial, embora vá bem encaminhado, mas os especialistas da mente e do intelecto portugueses também não o desconhecem.

Vejamos o que sobre o assunto escreveu o distinto médico Prof. Dr. Pedro Afonso, professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina de Lisboa, há três anos, lembrando-nos de como esse mal nacional tem continuado a agravar-se desde então por falta de medidas e tratamento adequados.


A Saúde Mental dos Portugueses

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.[1]

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade.[2] Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.[3]

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.


Pedro Afonso
Médico psiquiatra


Notas adicionais

[1] Os políticos, para ganharem aprovação, espalham esta ideia idiota e ensina-se que a democracia é ter todos os direitos, quando a realidade é o contrário: a democracia é cumprir todas as obrigações sociais e saber que os direitos de cada um terminam no ponto em colidam com os interesses dos outros. A liberdade e os direitos individuais só podem existir quando ninguém no-los espezinha no seu interesse próprio.

[2] O que incentiva e estabelece uma sociedade democrática são os laços que unem os cidadãos nos seus interesses comuns e não os interesses sindicais para grupos que se aproveitam de outros grupos ou que exploram a restante sociedade. Esse tipo de união sadia de que depende a existência da democracia é praticamente inexistente em Portugal.

[3] Os conselheiros matrimoniais são raros em Portugal; não só são poucos como os governos não lhes dão os meios necessários. Em vez disso entregam esses casos à polícia e à justiça, o que aumenta os desentendimentos e o número de divórcios, e provoca a desgraça que tão bem conhecemos.


São estas algumas das bitolas pelas quais os povos avançados medem o nosso atraso.

Até que nós mesmos nos compreendamos, não nos será possível sair do impasse em que nos encontramos. Acreditarmos numa auto-estima que nos cega é o maior obstáculo a vencer. Será por mero azar que somos tão bons e avançados em tantos assuntos importantes — como no-los apresentam quase diariamente — e cada ano nos enterramos mais na miséria? Será por tantas descobertas nacionais na medicina que cada vez se morre em piores condições em Portugal?

Ao contrário do que cá se diz de Portugal, nos países nórdicos e na Suíça os inventores e os descobridores são raros; no entanto figuram entre os mais ricos, os mais democráticos e têm uma população mais feliz e com melhor assistência médica. Não será tempo de compararmos aquilo que nos impingem àquilo de que temos a certeza de ser verdade? Copiar o que está comprovado por dar melhores frutos sempre foi o caminho universal mais seguro para o progresso. Deixemos esses avanços em descobertas e invenções para para o campo das curiosidades e preocupemo-nos com as nossas necessidades reais comparadas àquilo que verdadeiramente temos..

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16 de outubro de 2009

Democracia à Portuguesa ou
A Antítese da Democracia

A confirmação de desentendimento entre os partidos para governarem o país, contrariamente ao que se passa nos países nórdicos, os mais democráticos, confirma e põe em evidência a ausência dos seus princípios democráticos, a má fé e a ganância na conquista dos tachos e direito ao roubo impune.

Estamos neste momento a assistir ao esforço do Sócrates em governar Portugal e as dificuldades encontradas de acordo com o parágrafo precedente.

O Sócrates foi talvez um dos piores primeiros-ministros no que respeita à arrogância que arvorou no seu governo anterior e consequentes decisões infundadas. Não é que outros não o tenham sido, todos têm sido arrogantes, só que uns disfarçam melhor que outros. Um dos exemplos mais funestos da sua arrogância é provavelmente a falta de diálogo com os professores, impondo regras desadequadas, enquanto requisitos mais importantes e aquilo por onde se devia ter começado foram descurados – o comportamento dos alunos e a qualidade do ensino para ser reconhecido pelos países avançados – passando a ser apenas uma ideia vaga. Outro exemplo foi a adopção dum inconcebível acordo sobre a língua portuguesa, em que tampouco houve uma única reunião com os escolásticos ou ditos mestres e sábios da língua.

Estes abusos da sua parte não significam que não esteja presentemente empenhado numa intenção de capacidade governativa dum estilo bem mais democrático que aquele que até agora prevaleceu em Portugal. A questão de estar honestamente (tanto quanto um político se possa considerar como honesto – honestidade, aqui, refere-se exclusivamente ao assunto em causa) empenhado numa governação democrática em lugar da fantochada do costume. Para sua conveniência? Provavelmente, mas que a realizar-se abre novos caminhos, regras e oportunidades muito mais democráticas para o país.

Tem sido este um ponto sempre defendido nestes blogs, sustentado por um grande número de posts e há anos “martelado” no Site da Mentira. Não se pode mudar de ideias apenas por relativa simpatia ou antipatia por quem agora as arvore. Quem quer que critique apenas por sistema ou fundamentalismo partidário (como com o futebol), sem jamais reconhecer o que estiver bem, não merece o mínimo crédito. É o que a Manela Leiteira fez e que em parte foi reconhecido pela população, pois que mesmo com o enorme descontentamento pelo governo, o seu partido perdeu em toda a linha em ambas as eleições. Disse ela e os seus acólitos que saíram vencedores, mas os números falam mais alto e contrariam-nos.

A possibilidade de que o Sócrates esteja honestamente (honestamente sempre no sentido citado) a optar por um sistema mais democrático e dos de mais alto interesse para o país – pois que diferentemente de outros só pode existir numa democracia – também não implica que de futuro não possa vir a cometer outros crimes políticos idênticos aos que já praticou.

Há, porém, que notar que os políticos portugueses são uma corja de vigaristas e ladrões (vigaristas por vigarizarem os eleitores, ladrões por roubarem o estado), oportunistas que apenas pensam em se servirem do estado para satisfazerem os seus interesses. Jamais eles governam no interesse nacional. Estejamos bem cientes da realidade. As provas são infinitas e conhecidas de todos, começando pelo assalto aos postos da administração pública, a todos os níveis, pela escória de parasitas, militantes e amigos, grandes e pequenos, a cada mudança de partido no governo.

Os políticos portugueses são demasiado animalescos, vis e ladrões, interesseiros e falsos para estarem preparados para o tipo de governação aqui em causa. Não têm formação democrática, mas de ladrões e de vigaristas. Não se interessam pela defesa dos interesses nacionais por estes não corresponderem aos seus. Pelo seu comportamento, por muito que isto se repita nunca é de mais. Os partidos assaltam literalmente os governos para roubarem o estado, único interesse e alvo dos políticos.

Nestas condições não se podem fazer muitas ilusões sobre o que se deve passar num futuro próximo se o povo não correr com eles, a bem ou a mal. De lembrar que coligações com partidos que adoptam leis anti-sociais não podem interessar, ainda menos nesta altura.

Já ouvimos dizer que em lugar de colaborar no governo preferem fazer uma «oposição responsável». Para quem não emprenhe pelos ouvidos isto é uma confissão de declaração de guerra. «Os portugueses que se lixem, o que queremos é reconquistar os tachos.» Dificilmente estas declarações poderiam ser mais claras.

Outro disse que «se um governo propõe coligações com todos os partidos com ideias opostas está mais interessado em continuar no governo que no país…» Outra confissão, além de que se trata duma frase 200% anti-democrática face à realidade política constatada nos países que são exemplos de democracia. Vindo de quem vem, o Portas Judas, não é inesperado. Nada do género nos pode admirar vindo dum indivíduo da pior espécie de burlões, cuja táctica tradicional tem sido só e apenas vinculada pelo baixo instinto de enganar os mais pobres a fim de que com os seus votos ele os possa roubar para dar aos que mais têm.

A imaturidade e ingenuidade política dum povo atrasado e ignorante, mas que se crê sabedor e espertalhão, permitem que tais procedimentos possam frutificar. São cidadãos sérios, honestos e honrados, que protestam quererem políticos de confiança. Por isso que elegem criminosos condenados e democráticos que afirmam que »ética e política nada têm a ver uma com a outra».

Conhecemos também as idiotices dos outros dois partidos de esquerda, ditadas por interesses semelhantes: os interesses do país não correspondem aos seus. Juram o contrário. Ou melhor, perjuram, porque na ocasião de o provarem tomam outra direcção.

Os partidos que não são governo têm responsabilidades políticas: recebem dinheiro do estado. Não são apenas oposição, e têm o dever de colaborar na governação por intermédio do parlamento. Se não o querem fazer, mas apenas receber os Euros, estão a roubar o estado. Que se vão embora.

As eleições devem ser aceites, quer se concorde, quer não, inclusivamente e sobretudo pelos partidos. Os partidos devem colaborar em qualquer governo no interesse nacional. Sempre. A vontade do povo tem que ser respeitada, esteja ela certa ou errada, bem ou mal. Caso edificativo se passa actualmente na Venezuela: o procedimento do Hugo Chavez pode ser extremamente criticável, mas é aquele que os venezuelanos escolhem e aprovam. Para se fazerem escolhas acertadas e defenderem os seus próprios interesses, a cultura é necessária e imprescindível. Foi como se passou e continua a passar-se nos países nórdicos.

O que se passa actualmente com o partido socialista no governo passar-se-ia igualmente se fosse outro, nem se tenham ilusões. O problema não está nem nunca esteve nos partidos, todos eles necessários numa democracia, mas unicamente na corja mafiosa que os compõe, o que impede infalivelmente a existência de uma democracia. Portugal não é nem pode ser uma democracia. Só um ignorante, um atrasado mental ou papagaio o podem afirmar. A demonstração do atraso, ignorância e estupidez geral nacionais, que entregam a populaça nas mãos dos políticos sem escrúpulos ficou amplamente demonstrada no post anterior intitulado Judas.

Por demais, a constituição é uma esterqueira que permite tudo o que se passa e muito mais; dir-se-ia um manual para trapaceiros e burlões. A justiça, composta por gente que cresceu com eles e frequentou as mesmas escolas, só pode ter o mesmo crédito. Juízes que fazem greves como funcionários e que como eles exigem direitos semelhantes! Onde se viu? Outro bando de rascas arrogantes.

Que podemos esperar destes destruidores do país em nome dos seus interesses próprios? Nada de bom para Portugal, disso não restam dúvidas. Os tachos e a inveja dominam toda essa canalha abjecta. Em lugar de defenderem os interesses nacionais e aproveitarem a ocasião do momento para mostrarem algum civismo e procederem um pouco mais honestamente, à semelhança dos países democráticos que deveriam copiar, demonstram rancor por não poderem também roubar, defendendo unicamente as suas oligarquias de formação puramente mafiosa.

Que consideração merece esta cambada com tão baixos instintos, malvados mal-intencionados, ladrões e vigaristas, que lançou Portugal numa profunda crise sem fim da qual só com muita sorte e bons governos poderá sair num meio século? Fabricaram a miséria nacional, inventaram escolas cujos cursos importantes não são reconhecidos em países avançados. Nenhum partido jamais fomentou e manteve qualquer programa para o desenvolvimento cultural da população, mantendo-a num atraso incomensurável. Acabe-se com esta canalha. Corra-se com os ladrões, burlões e vigaristas que nos espoliam e nos gozam. Exija-se prestação de contas, domem-se as bestas. Se a bem não for viável, então que seja a mal. Deste modo é que não se pode continuar.

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19 de junho de 2007

O Cancro Político na Blogosfera Portuguesa

Pequena análise sobre o bando de oportunistas sem escrúpulos, parasitas, facciosos políticos, impostores e outros mal intencionados que infestam a blogosfera portuguesa. Aviso aos incautos, presas fáceis de procedimentos desonestos.

Os falsos profetas
Com o crescimento da blogosfera, paralelamente cresceram também os oportunistas em todos os campos, assim como os parasitas. Refere-se aqui unicamente o oportunismo político, os vendedores da banha da cobra que se aproveitam da miséria do estado da nação para propagandearem a corrupção como salvação aceite por uma população formada por uma grande maioria de ignorantes.

Estes blogs apresentam os casos e discutem-nos dum modo revestido duma falsa imparcialidade. No entanto, ao os lermos, é impossível deixar de notar as alusões feitas em favor de um ou de outro partido, consoante a cor política do seu autor. Logo, o êxito dos seus autores só pode ser atribuído à enorme proporção de carneiros desinformados por eles e pela jornaleirada incompetente iletrada e indigna que os desinformou. Este êxito é também, obviamente, directamente proporcional à percentagem de ignorantes e papalvos que formam a população crédula e tão facilmente manipulável por qualquer vigarista.

O blog intitulado José Maria Martins é por si só uma evidência palpável deste tipo de atitude. Em resumo (para mais, veja-se no link precedente), ataca casos com fundamento e objectividade, mas aproveitando essa mesma justa causa, impinge ideias políticas, demolindo seja o que for para exaltar a sua escolha política. As críticas são justas e apropriadas, mas o caminho imutável apontado a dedo como solução, repleto de sectarismo, é nojento. E porque será que passa casos que dão brado completamente em branco, como o caso do Prof. Fernando Charrua? Autêntica banha da cobra que tem enganado muitos que se deixem levar pelo assobio da serpente. Não se pode fazer como esse blog faz: mencionar os podres e tentar impingir uma solução que só poderá servir para piorar os casos que se refere. Ter-se nascido atrás dum chaparro não dá direito a enganar todo o mundo.

Outro blog que segue a mesma linha de pensamento, arvorando iguais intenções, é o Margem Esquerda (existe outro blog com o mesmo nome, motivo porque aqui se indica o URL deste blog, a fim evitar enganos, mas que se pode aproveitar para notar o interessante conjunto de um post com os seus comentários).

Os anónimos
Os comentários de anónimos têm crescido à olhos vistos, mas não de um modo geral. Este crescimento verifica-se sobretudo nos comentários deixados em blogs políticos polémicos, quer polémicos honestos, quer polémicos desonestos. É unicamente destes anónimos que aqui se trata.

Deve fazer-se ainda uma diferença entre um comentador que use um pseudónimo agregado a um qualquer registo da Internet, seja site, blog ou ISP e um anónimo. Os pseudónimos são apenas isso, pois que são facilmente localizáveis e identificáveis. Muitos escritores, alguns entre os mais conhecidos e notáveis, de todas as nacionalidades, publicaram as suas obras sob pseudónimos. Não foram nem são anónimos. Um anónimo não quer ser reconhecível e, propositadamente, tenta esconder-se ou evita deixar qualquer rasto. Há anónimos que são conhecidos dos autores de alguns blogs onde deixam os seus comentários e apoiam-se neste facto para dizerem que não são anónimos. São, ou não são? Partindo do princípio que um blog é afinal público, e que uma única pessoa o conhece e não tem qualquer obrigação de dar a conhecer de quem se trata nem o faz, a desculpa não tem esteio.

O anónimo, nestas circunstâncias como em muitas outras, é um cobarde. Sobretudo nos comentários em que se reconhece a intenção dele querer fazer passar uma mensagem de contrariedade sem fundamento nem lógica, a defesa dum partido ou acto político condenável por razões humanitárias ou pelos resultados constatados. Sobretudo, ainda, em todos os casos em que se denote propaganda política partidária sectária. Estes casos são prova real da cobardia e da má fé dos comentadores.

Vários facciosos oportunistas não querem perder ocasiões e publicam textos nas áreas de comentários de certos posts, mas que não são comentários, pois que o que lá escrevem em nada se relaciona com o post em si. Um exemplo flagrante dum caso assim pode ler-se nos comentários a um post do blog Do Portugal Profundo. Repare-se que este tipo de propaganda de má fé, embora utilizando o mesmo meio que as tentativas de publicidade que alguns bloguistas efectuam para promover os seus blogs, não é a isso comparável. É um método utilizado para espalhar ideias partidárias que defendem a implementação dum estado que açaima e subjuga a nação, visivelmente fruto de baixos sentimentos e com más intenções.

Endereços de correio electrónico
Outra anomalia nos blogs mantidos por portugueses, por comparação aos blogs particulares noutros países, é a enorme ausência de meio de comunicação, ou seja a ausência da publicação de qualquer endereço de e-mail. A questão do blog ter um acesso por comentário não pode servir de pretexto, não é equivalente.

Que se passará na mentalidade arcaica e cobarde nacional, que justifique este acontecimento? Medo de spam? Não, porque existem vário modos de o evitar para um e-mail exposto. À falta doutra razão não se conhece outra que não esteja ligada às características dum povo atrasado, medroso e desprezando o seu demelhante.

Mais uma fobia como aquela que os impede de se unirem contra aquilo que mais os apoquenta, mas que preferem sofrer em silêncio como uma pobreza envergonhada. Lamentam-se, choram-se, mas nada fazem num sentido que lhes resolva os problemas, que lhes simplifique a vida, que os livre do jugo das oligarquias e das plutocracias.

Adoram nadar na cloaca da corrupção, como muito bem diz o procurador-geral. Daí a validade sempre actual do velho ditado de que “cada povo tem o governo que merece”. Ou se se preferir outra versão pelas palavras de José Saramago: "é altura de protestar, porque se nos deixamos levar pelos poderes que nos governam e não fazemos nada por contestá-los, pode dizer-se que merecemos o que temos".

Só admira é porquê tanta choradeira se nada fazem para mudar e preferem continuar na cepa torta? São realmente o pasto ideal para o desenvolvimento das oligarquias parasitas que os dominam por não terem coragem nem vontade para as sacudir. Os que os exploram sabem-no perfeitamente, pelo que não receiam exercer a repressão, roubar tudo a que possam deitar a mão e escravizar os atrasados.

Tudo isto, claro, com o apoio dos jornaleiros que lhes dá toda a ajuda indispensável para os manter na mais profunda ignorância. Ignorância daquilo que é uma democracia e de como funciona, de como os povos avançados dominaram e subjugaram os seus políticos e os mantêm sob estreita vigilância, a ponto de nalguns países nem terem direito a modificar uma lei ou um imposto sem a autorização expressa do povo soberano.

Evidentemente, o atraso mental é tão grande que tudo isto só pode ser tomado como uma utopia incrédula para a quase totalidade dos portugueses tal a ignorância em que têm sido mantido à força é intensa.

Lembrança para uma possível mudança
Recordemos que estamos fartos de tretas de políticos, falsidades, imposturas, promessas e mezinhas. Sobretudos esta últimas, pois que são usadas para enganar, fazendo como que um blow-up fotográfico dos efeitos imperceptíveis e praticamente inúteis das mezinhas, no único fito de caçar votos.

O povo ainda não compreendeu o que fez as outras nações atingirem a democracia, porque corruptos não são só os políticos portugueses; o problema está em mantê-los à rédea curta. O problema não está nos partidos, mas na corrupção dos políticos que os formam deixados em plena liberdade. Ver aqui, neste blog, uma análise de por onde se deve começar para exterminar a corrupção, relacionado com o assunto deste este post e hoje o mais importante para o país, porque não se está a fazer nada pode mudar. Pelo contrário, tudo o que se faz vai no claro sentido de perpetuar a corupção.

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