Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


29 de julho de 2009

Desinformação Generalizada

A desinformação jornaleira vai de vento em poupa, paralelamente com a corrupção. A incapacidade profissional manifestada a nível nacional, em mistura com o orgulho pedante, descabido e injustificado por se basear em valores que não o são, atinge qualquer profissão sem excepção. As que mais prejudicam o país são certamente as mais importantes, como governantes, magistrados, juízes e médicos. A lista é interminável e dela faz ainda parte a jornaleirada.

Há quasee duas semanas a RTP noticiou a resolução governamental de excluir os homossexuais dos dadores de sangue pelo maior risco que o seu sangue apresentava para a transmissão da SIDA. Fizeram um grande scoop sobre o assunto, incluindo uma alocução da Comissária europeia da saúde. Expuseram o caso como uma excepção e anomalia por não existir nenhuma recomendação europeia sobre o assunto. Todavia, limitaram-se a esse ponto de vista e não fizeram qualquer alusão a muitos países, europeus ou não, terem muito anteriormente adoptado a mesma norma. Na realidade, não se trata de discriminação, mas de prevenção, caso em que todas as medidas que possam evitar a propagação duma doença perigosa para a população em geral. Não se pode imaginar uma medida discriminatória quando vindo dum governo que tem anunciado que vai instituir o “casamento” entre anormais homossexuais. Não cabe aqui esta discussão, mas apenas o facto de evitar a propagação da SIDA, medida de prevenção.

Poucos dias antes, tínhamos assistido a outra patranha jornaleira. A Manuela Moura Guedes, num seu noticiário em que falou sobre as recentes medidas do governo no sentido de ampliar a já existente reciclagem de desempregados. Criticou essas medidas, não como a jornalista que deveria ser mas não é, mas como uma trapaceira, já ela mesma criticada pelo director do conselho deontológico do sindicato dos jornalistas (vista no programa Clube de Jornalistas, onde por qualquer motivo ela se recusou a aparecer), não pelas notícias que apresenta, mas pela forma como o faz. Para ela, a reciclagem dos desempregados tratava-se dum programa desnecessário que de nada servia senão para despender o dinheiro do Estado. Afinal, esta reciclagem não nos trás nada de novo, pouco mais sendo que propaganda política do Sócrates, pois que existe há muito. Com efeito, quando ela chegou a Portugal já havia décadas que fora implantada em países avançados, como de costume. É uma medida considera como a mais eficiente no combate contra o desemprego. Muito para além da utilidade profissional dos cursos, sabe-se que uma das causas do desemprego a longo termo é o desânimo sentido pelo desempregado na busca infrutífera dum novo emprego. Para este efeito, nos países europeus mais desenvolvidos e com menos desemprego existem mesmo cursos com a única finalidade de aumentar a efectividade na procura de emprego e não qualquer outra formação didáctica. Este tipo de cursos nem existe em países atrasados como em Portugal.

A Manuela, tal como a outra jornaleirada da RTP, escondem assim a realidade encobrindo factos cruciais ao conhecimento e entendimento gerais. É este o procedimento habitual dos jornaleiros portugueses. Escondem os factos, impedindo que as pessoas tomem conhecimento da realidade, moldam a ignorância nacional sobre tudo, mais facilmente, evidentemente, quando os factos em causa são específicos e muito poucos os conhecem. Oportunismo.

O romance criado à volta da gripe A ou HN1 é outro caso, o aproveitamento dum caso quase comum para fazerem scoops, cuja serventia não se encontra para além da de amedrontar a população. Com efeito, esta gripe está considerada como sendo até mais benigna que a gripe dita ”normal”. Todos os anos surgem novos vírus de gripe aos quias se adapta a vacina da época, o caminho seguido com a do HN1. Não é mais perigosa que as outras, pelo que o número de mortes dela derivado se tem verificado como menor. Não será esta uma prova? Não obstante o tempo de antena que lhe tem sido abusivamente dedicado, nunca se insistiu nesta simples mas esclarecedora informação.

É esta a gentalha ordinária que fala como labregos engravatados julgando-se donos da língua, transformando o sentido dos termos e mentindo descaradamente ou escondendo a realidade. É a isto que em Portugal chamam de jornalistas. Que aprenderam eles nos poucos anos do seu curso? A esconder, a mentir e a falar mal? Que consideração pode merecer esta pandilha de aldrabões desnaturados, de pedantes imundos? Todas as notícias devem ser dadas como constato e não fabricadas. Não é da sua profissão criticar qualquer governo ou partido, mas o de apresentar os factos. Contudo, se escolherem fazê-lo, fazenda para cortar não falta sem necessidade de maltratarem o seu ofício que não sabem ou não querem desempenhar. Quem poderá acreditar na fidelidade das notícias que fabricam, senão desmiolados incapazes de usar a mioleira ou mandriões que não a queiram esforçar?

7 mentiras:

Anónimo disse...

É verdade,o país está em ruínas por causa da Moura Guedes.
Felizmente que temos um Sócrates,pessoa de caracter impoluto.
Um dirigente com visão e competência,que nunca mente aos portugueses nem falsifica.
Mas que fazer? A Moura Guedes não o deixa governar...

Agradeço resposta,pois o país não pode esperar mais.

Paulo Sempre disse...

"gripe A ou HN1". Talvez esteja aqui o "remédio" que leva o PS a mais 4 anos de Governo.
Tudo muda em nossa volta...

Abraço

Mentiroso disse...

Caro Anónimo,
Aresposta é bem simples e elementar. Para fazer qualquer comentério é preciso conhecer aquilo que se comente. Comentar apenas uma parte, desprezando o restante, é absolutamente comparável ao procedimento nacional que levou o país ao estado em que se encontra. A mentalidade nacional não tem capacidade para discernir entre o marketing político, as fabricações e encobeimentos da jornaleirada repugnante e a verdade.

Fazer um comentário anónimo com todas as possibilidades de ter uma identidade qualquer, pode hoje considerar-se como uma cobardia.

Mentiroso disse...

Caro Paulo,
Oxalá esta gripe limpasse todos os parasitas, mas seria sorte demasiada. Até porque a mortalidade da gripa é menor que a das outras gripes comuns. Pelo menos o número de mortos dela consequentes é mais reduzido. O empolamento da sua maleficência é apenas mais um resultado da desinformação jornaleira.
Benvindo e um abraço

A. João Soares disse...

Caro Mentiroso,

O comentário do anónimo tocou uma campainha no meu cérebro. Usa o mesmo estilo, que um tal que se fez passar por LEANDRO e BERNARDO em comentários neste endereço Bernardo
Sei que o amigo já conhece, mas este URL serve para o anónimo saber que já é topado. Nada esclarece, nada prova, mas confessa o seu fanatismo por Sócrates que, é justo dizer-se, merece apóstolos com mais capacidade de convencimento.

Um abraço
João

Anónimo disse...

Caro mentiroso,não creio ter sido mal educado,apenas irónico.
Bem vistas as coisas creio ter motivo para tal,pois bem observo a sua "benevolência" para com as vacas sagradas do socialismo.
Um pequeno comentário que não diminui a sua perspectiva,pois respeito todas.
Não me parece lícito que me chame de cobarde,pois usar um pseudónimo ou outro é indiferente.
Todos nos habituamos na net a valorizar as mensagens,independentemente dos autores,tal não é relevante,não nos conhecemos.
Também não reconheço que seja necessária especial coragem para alinhavar meia dúzia de linhas sem qualquer ofensa,como as que produzi.
Mas se isso se constitui como única justificação para tal parcialidade,apouca-lhe a dimensão intelectual que julgava reconhecer-lhe.

Cumprimentos

Anónimo,José,Francisco,Whatever...

Mentiroso disse...

Caro Anónimo, José, Francisco, Whatever,

Parece que se gerou aqui uma grande confusão. Isto é uma tentativa para a deslindar com brevidade.

O post foca-se sobre a desinformação. Ao que se constata, a não ser que se seja cego, surdo e mudo, não foram «as vacas sagradas do socialismo» que puseram o país no estado em que se encontra. Era bem previsível (1, 2), salvo para os mesmos cegos, surdos e mudos ou deficientes mentais. O governo faz-se passar por socialista mas não o é e apenas os fanáticos partidários de direita lhe chamam tal coisa. Ou porque será que os socialistas tradicionais (1, 2) assim o afirmam ou dão a perceber? Apoiar um partido ou outro não é criticável numa democracia. Portugal não é, por isso as críticas contra todos os partidos quando sem bases, independentemente da tolerância absurda. Democrático também não pode ser apoiar qualquer partido que aumente ou mesmo permita a continuação da fossa – única na EU – entre ricos e pobres. Um partido que assim proceda também não pode ser democrático. O presente governo tem aumentado essa fossa (1, 2).

Ironizar sobre a miséria criada pela desinformação nacional, não é certamente correcto para qualquer um. Por demais, que interessam os partidos quando mais não são citados que como exemplos disso? Existem anónimos que deixam rasto que se pode seguir e que por tanto se enquadram na sua asserção às mensagens anónimas na internet, não é cobardia; mas outros há que tudo pretendem esconder, eis a diferença. Outros são tomados por anónimos quando não o são, devido aos registos obrigatórios de ID daqueles que tiverem sites.

Comente quando desejar, que aqui apenas se apagam ordinarices ou a pub que não é comentário.