Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


17 de janeiro de 2012

O Grande Bluff

O governo cumpre tudo o que o partido apodrecido tem vindo a anunciar desde há anos: o alargamento da fossa entre ricos e pobres, que já era a mais profunda da UE. Como nos admirarmos quando o partido no governo cumpre honestamente aquilo que, abertamente ou não, sempre mostrou ser o que intencionava fazer?

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Muitas outras afirmações de banha da cobra fez durante as eleições, mas faz agora o contrário. Porém, sobre esta não fez juras nem promessas, mostrou claramente a sua vontade e intenção que agora cumpre. Por muito mau que posse ser é impossível de incriminar com objectividade e honestidade. A clara intenção é a de tirar aos que menos têm e fazê-los pagar a crise que a corrupção e a ladroagem originaram a começar no governo do Cavaco (como já por várias vezes aqui exposto). Nenhum dos que se seguiram sequer tentou reverter o caminho em que o país fora lançado. Aos que mais têm nada é tirado.

Há quantos anos ouvimos o Cagão Feliz martelar sobre esses assuntos?
Os culpados são os que neles votaram e o fosso entre ricos e pobres vai continuar a aumentar.

Polémica absurda sobre a discordância do Cavaco com o Coelho. As alusões do primeiro apenas serviam para, sub-repticiamente, apoiarem as decisões do segundo. Um logro tão bem arquitectado que foi interpretado como eles desejavam.


É professor(a)? Veja esta publicação do Ministério da Educação no Diário da República.

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Tem um mês, mas como «produz efeitos a partir de 25 de Junho», exactamente um mês e meio após a eleição do governo, significa que ao ser eleito já tinha em mente sacar os falsos subsídios do 12º e o 13º mês aos professores, mas não aos políticos e amigos no próprio ministério. Por isso agora eles mudaram-lhe o nome para «abono suplementar».

Mais um, um mês depois, mas a boche nem se incomodou a disfarçar o nome.

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Há muitos mais, evidentemente, e aquele sobre os deputados já todos devem conhecer. O mal é esquecerem-se tão rapidamente e eles saberem-no bem, que as vão repetindo com a mesma impunidade.

Como nos gozam! E como gostamos ou nem damos por isso, deixamos. Eles têm toda a razão em nos tomarem por lorpas e parolos, se não atrasados mentais. Ideia do tão gabado ministro e do seu superior hierárquico, evidentemente. A crise é para pagar por todos sem excepção? Em marketing, político ou não, quanto mais se fala num tópico ou numa intenção maior é a falsidade, pois que o único intuito é o de fazer deixar passar uma decisão contra aqueles a quem se quer convencer. O grande bluff.

Após a destruição iniciada pelo Cavaco vem agora uma segunda vaga, mas desta vez muito mais abrangente. O canalha, mostrando que se pode dizer o que se quiser aos retardados mentais ainda avançou que os políticos portugueses estão mal pagos. Compreenda-se o abuso deste quadrúpede fazendo as comparações adequadas. O salário médio nacional é cerca de as três a quatro vezes inferior à média europeia da zona euro, enquanto os desses ladrões e vigaristas são apenas ligeiramente inferiores aos dos dos outros países. Vendo bem, já existe abuso, pelo que deveriam baixar, sendo nivelados ao escalão nacional. Por demais, estão a ser quase completamente excluídos da crise, privilégio de f. da p., enquanto o Cavaco se gaba, cá e no estrangeiro, do acordo traiçoeiro de sindicatos vendidos e chama compreensão à cobardia geral dos portugueses. Poderiam gozar mais a miséria que provocaram à população?


A corrupção continua, não de vento em popa mas propulsionada a foguetões de lançamento espacial. Como se ouve no vídeo abaixo, em Portugal, em lugar de combate à corrupção há normas para a branquearem. Sublinha-se ainda o que aqui tem sido múltiplas vezes afirmado, que as leis são feitas para não ser possível apanhar os corruptos em flagrante delito.



Dado nada disto ser possível sem a aprovação da população que os elege e não os quer controlar, não se compreende que refilem por terem ganho o que escolheram. Afora alguns que expõem estes assuntos na internet – uma reduzidíssima minoria da população, até porque, ainda que pareça o contrário, Portugal é um dos países europeus com menos computadores – a quase totalidade nem dá importância a estes assuntos. Esta falta de interesse constata-se facilmente observando o número de visitas de diferentes blogs do mesmo autor sobre assuntos diferentes. Os de chachada são autêntico apanha-moscas, enquanto os que tratam de assuntos que influenciem directamente a vida das pessoas estão às moscas e não atraem quase ninguém.

Outro constato da falta de interesse geral por estas questões fundamentais é o desprezo que tem sofrido um chamado O Movimento de Gonçalo, Mais Poder ao Povo!, no site do governo, que se obtivesse o interesse que merece poderia resultar em algum benefício num futuro próximo e talvez vir a desencadear o interesse num maior controlo dos corruptos e ladrões. Porém, nem o movimento da Democracia Directa fala suficientemente nesta pedra angular e fundamental da democracia. Querem fazer uma barrela geral do Estado, mas sem sabão. Tem demasiados elementos abertamente partidaristas infiltrados que se servem do nome do dito movimento unicamente para propagarem e imporem as suas ideias partidárias mascaradas de democracia. Lendo-os é impossível não fazer esta conclusão.

A democracia baseia-se em partidos abertos que formam governos de coligação em proporção aos votos acumulados, controlados pelo povo soberano. É nas oligarquias que os partidos são dominantes e o acesso do povo é proibido ou tão dificultado que resulta num impedimento trasvestido. Em qual destes formatos se encaixa a versão portuguesa? Não parece uma pergunta para crianças de 7 ou 8 anos? No entanto, os portugueses mostram não terem ainda encontrado a resposta.

É certamente pela mesma razão que os políticos não receiam aventurar-se a tratá-los como pobres atrasadinhos, como o Coelho fez com o «piegas».