O assalto de ontem a um banco com tomada de reféns, praticado por uma par de parvalhões, veio demonstrar a incapacidade da polícia, consequência única das condições em que políticos corruptos e falsos do género do actual ministro do interior a colocaram.
Sem treino adequado, sem formação psicológica, sem princípios de procedimento cívico, sem logística adequada, os agentes andam por aí desorientados e perdidos. Aos tiros como num western e crêem-se competentes e eficazes. Por demais, têm ordenados que os obrigam a viver quase na miséria e não têm apoio psicológico adequado. O ministro, por seu lado, em lugar de pedir desculpa por este estado, pois que é ele o principal responsável, tenta arrogantemente uma lavagem da cabeça aos cidadãos.
Neste caso a polícia provou:
- Não ser capaz de lidar com casos do género, pois cometeu vários erros, começando por enviar o jantar aos assaltantes.
- Não foi capaz de ter uma conversa produtiva com os assaltantes, pois que nos dizem que os queriam convencer a render-se. Que loucura de desmiolados. Que falta de tacto.
- • Não foi capaz de qualquer outra acção se não a de disparar, como de costume. A polícia, completamente desorientada e fora das suas atribuições, arma-se em juiz, condena e assassina. Tanto mais grave quanto num país onde não há pena de morte.
- Como de costume também, cometeu abusos selvagens contra os cidadãos, obrigando os residentes a passarem inúmeras horas fora de casa e sem jantar. Injustificadamente.
Tirando todas as dúvidas a quem de compreensão curta, fica aqui bem expresso que a culpa do estado de incompetência, de abuso e brutalidade da polícia não deve nem pode ser imputado à própria polícia nem aos homens e mulheres que a compõem. Para quem ainda não o tenha descoberto, saiba-se que as culpas de todas estas consequências são sempre e incondicionalmente dos maus dirigentes cuja administração incapaz produz tais resultados. Por demais, com ministros aldrabões e corruptos como o do interior, não se pode esperar qualquer melhoria nos tempos próximos. Se o homem se apraz em travestir os erros e tudo que está mal em actos de louvor, que se pode esperar?
Vote-se nessa cambada de parasitas que apenas querem viver e enriquecer roubando o tesouro público, o nosso dinheiro. Dúvidas? Notem-se as últimas estatísticas da União Europeia, demonstrando que Portugal é o país onde os bancos mais roubam a população. Onde a diferença entre os juros por eles recebidos e os pagos é de longe a maior. Não se pode pedir um empréstimo porque os bancos nos arruínam com juros; não interessa economizar porque os bancos quase não pagam juros. Ficam com o dinheiro todo para eles e pagam menos impostos. É isto a justiça social num país democrático? Quem o permite, senão os mesmos corruptos dos clãs oligárquicos? Ainda existem néscios a dizerem que Portugal é uma democracia.
2 mentiras:
Caro amigo,gosto de ler os seus posts e aprecio a sua coragem e inteligência.
Mas neste caso parece que não se trata de um par de parvalhões.
As últimas notícias referem que o criminoso sobrevivente atirou no refém,embora tendo falhado.
O perigo parece pois que era bem real e creio acertado a polícia proteger a integridade física e as vidas dos reféns. Chega de vitimizar os criminosos,sobretudo os violentos.
Cumprimentos de um leitor.
Caro TGV, agradecendo o amável comentário, acrescento ainda que se todo o acto maldoso deve ser reprimido e evitado, nem todos os meios justificam os fins. Lembremo-nos de que a função da polícia nunca é a de executar ou assassinar. Se lhe atribuirmos essa função podemos dispensar os tribunais por se tornarem obsoletos. Segundo também foi afirmado, a polícia tomou a iniciativa de assassinar os assaltantes quando se soube que um deles dissera a um familiar que preferia morrer a render-se. Este facto não pode ser obliterado. Quanto a um deles ter disparado, é uma presunção espantosa dizer que falhou um tiro à queima-roupa. Seria mais de crer que se tratava de um aviso à polícia. Tudo é de supor, mas dada a proximidade da vítima algumas suposições são claramente difíceis de admitir. Quanto à defesa da integridade dos reféns, o único modo mundialmente reconhecido de a garantir é a negociação, salvo nalguns países como na China onde se mata no local, como se está a fazer em Portugal. Devemos acabar com os tribunais para casos destes e resolvê-los logo no local por escolha duma polícia incapaz, ou não?
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