Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


29 de março de 2012

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

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4 de maio de 2011

PEC IV Aprovado Com Pequenos Ajustes

A quem quer que tenha ouvido o discurso do Catroga de ontem à noite, seria impossível de não perceber o atrapalhamento e o atabalhoamento daquele impostor, como metia as patas pelas mãos, balbuciava e dizia parvoeiras desconexas.

Durante algum tempo não passou de um mero publicista do seu partido, nem foram mais do isso as cartas que escreveu quase uma por dia, meros panfletos publicitários sem qualquer uso ou utilidade. Doutor em marketing, falsidade e banha da cobra, os principais atributos de todas as oligarquias mafiosas nacionais. Quanto melhor for nestas qualidades, maior é a garantia do seu sucesso. Os partidos assim o querem por os portugueses assim o aprovarem.

Pior ainda foi o canalha do Coelho, que sem pejo nem a mínima sombra de honestidade se ri e goza com o atraso mental geral nacional. Assim o revela pelo seu procedimento em declarar que as obrigações do país agora proclamadas pelo triunvirato eram melhores que o PEC IV; que ele tinha colaborado para uma melhoria. Volta a gozar indecentemente um pobre povo incapaz de reflectir, amnésico e inapto para compreender o que se passa, o que ouve ou o que vê. Descobre os mais baixos sentimentos entre os seus infames pares de todos os partidos, batendo-os aos pontos. Que outra vitória poderia colocar tão grande vilão numa posição de mais profunda repugnância.

Ele sabia muito bem que a UE tinha aprovado esse PEC e que essa decisão era necessária, irrevogável e os seus pontos principais não negociáveis (impostos). Portanto, o que ficou provado, a conclusão a cuja admissão não podemos fugir e que foi indubitavelmente o único motivo que impulsionou este baixo vigarista e Sacana Mor nacional a reprovar o PEC IV, foi que a base única da sua reprovação foi exclusivamente para poder derrubar um governo (bem ou mal) eleito, que a reprovação nacional das suas ideias de malandro não lhe permitia fazer de outro modo. As suas intenções, que tantos têm acusado e muitos mais desconfiado, estão finalmente provadas com nítida limpidez

Na realidade, este PEC adaptado não era nem é o que o país precisa. Não resolve os casos do atraso nem de recuperação do país há muito provocado pela destruição levada a efeito pelos governos do Cavaco, fulcrais na origem da miséria, da improdutividade e da falta de competitividade. O Sócrates mente descaradamente quando diz que o seu PEC resolve tudo isto. Por demais, nem de longe ajuda a colmatar o abismo existente entre mais ricos e mais pobres, a maior urgência nacional e uma das duas pedras angulares da falta de democracia nacionais, em que a outra é a própria constituição antidemocrática. Por isso, o Sócrates volta a mentir, mas como – infelizmente para nós – o Canalha do Coelho consegue ser ainda pior, não pode deixar de ser aprovado por um povo mentalmente castrado que não compreende que qualquer aprovação de qualquer político mafioso é a melhor contribuição para a manutenção e solidificação do sistema que arruinou o país e fez dos sus habitantes os mais miseráveis da Europa sob todos os aspectos.

Toda esta fauna, cuja única finalidade na vida é a de viver impunemente à conta dos portugueses que roubam, seria julgada e condenada se Portugal fosse um estado de direito. Não o é. A justiça e a magistratura estão podres de corrupção. Estão comprados pelas máfias com privilégios e mordomias imerecidos, injustificados e antidemocráticos, inexistentes nos países que o são. Limitam-se em aproveitar os bens imerecidos com que as máfias os comprar para a sua cooperação. Não investigam nem condenam crimes políticos ou por eles cometidos, tanto na vida profissional como na privada. Conhece-se um sem-número destes casos a todos os níveis. Quem quer que conheça uma condenação que o mencione.

Não pode haver democracia com esta justiça nem com uma constituição que afasta deliberadamente do poder aquele a quem, ridiculamente, chama soberano e entrega esse poder às máfias, a quem reconhece todos os direitos para fazer uso desse afastamento, incluindo o de revogar referendos, já nela reconhecidos como casos excepcionais. Permite que as máfias oligárquicas façam leis de privilégios e que absolvam os seus crimes.

São estes factos que têm sido cada vez mais reconhecidos internacionalmente e que classificaram Portugal como não sendo uma democracia e reconheceram os seus habitantes como atrasados e estúpidos por não serem capazes de o compreender e de domar dos seus políticos. De serem mansos e tudo admitirem e aprovarem. Uma outra reprovação internacional bastante significativa é a conclusão dos factos mencionados quanto aos média, tal como se encontra no cabeçalho deste blog desde o seu início. Ou seja, como as finanças dominam e falseiam as informações em seu proveito. Foi esta a causa do embrutecimento total da população q7ue lhe ti rou a capacidade de entendimento.

Até quando vão os carneiros permitir a continuidade deste estado? Porque sem nada se faze, eles não vão largar a galinha dos ovos de ouro.

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6 de setembro de 2010

O Mau e o Pior

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão e o engenho, o bom senso e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.              Eça de Queirós

Por aqui se constata o progresso da maturidade política nacional. Os políticos aldrabões, desonestos e corruptos são os palhaços, mas o dono do circo é o povo. Os palhaços limitam-se a dizer o que o povo goste de ouvir e do modo que lhe apraza. É sobre esta base que se fundamente o velho ditado de que «cada povo tem o governo que merece», não apenas aquele em que votou.

Ao ouvirmos os discursos dos políticos para intencional e maliciosamente ludibriarem o povo de modo desavergonhado e ignóbil, facilmente se descortinam as suas ronhas e mentiras. O Sócrates foi um verdadeiro mestre de grande mérito nessa área, mas foi nitidamente derrotado pelo Pedro Coelho. Parece agora um aprendiz a seu lado. A táctica do Sócrates tem sido a de pintar um paraíso sobre uma tela onde só existe miséria e podridão; um logro para atrair incautos. O Coelho serve-se da amnésia, do embrutecimento e da ignorância nacional provocados pelos mérdias. As suas frases só podem fazer sentido a embrutecidos e amnésicos, hipnotizados pelo fanatismo político tipo futebol, pois que consegue fazer passar ideias que contrariam tudo o que se conhece sobre o que diz, toda a lógica. Em lógica, os portugueses sempre foram piores do que actualmente o são em matemática. Como nem sabem contar os trapaceiros dos mírdias dizem que contabilizam.

Até o Cavaco, o responsável pela miséria nacional por a ter provocado, aparenta agora um maior sentido de estado e ouve-se como rejeita as artimanhas e trafulhices porcas do Coelho. Porque é que os mírdias não mostram as opiniões dos economistas nacionais e internacionais, incluindo as agências de rating sobre a miséria económica e os juros a dispararem se nesta altura houvesse a instabilidade política que o Cavaco se esforça em evitar? No entanto, tem sido essa a arma principal da batalha do Coelho para enganar a população. Das duas uma, ou a concretiza e faz a miséria aumentar assustadoramente (dos que estão a pagar casa muitos as perderão e os restantes passarão a andar com uma mão atrás e outra à frente) ou não passa dum ardil repugnante para convencer os pobres miseráveis incapazes de «contabilizar» por si mesmos.

A análise dos seus discursos para embrutecidos, amnésicos e hipnotizados é tão simples que basta recordar meia dúzia das suas últimas frases, que as mais antigas – como a dos serviços de saúde independentes para ricos e pobres – já foram completamente esquecidas pela ralé desmiolada a quem ele se dirige.

Querer fazer do PSD a muleta do Partido Socialista… Tão inconcebivelmente impossível, sem importar no que se baseie, que nem merece comentário.

Não podemos ter o estado a distribuir favores na intenção dos amigos ou da influência política… Muito justo, mas da última vez que o seu partido esteve no governo foi exactamente isso que fez, nem mais nem menos do os outros têm feito e fazem. O que queremos não são críticas no ar, mas propostas concretas, críticas que se terminem com propostas de solução, e nisso jamais ele se aventura. Porquê? Simples, está à espera de chagar ao governo sem qualquer compromisso e contornar facilmente o que disse atabalhoadamente por falta de propostas e de clareza. Chama-se a isso rosnar.

Sobre a sua revisão da constituição, afirmou: Tem havido uma falta de decoro tão grande nesta matéria que houve mesmo quem tivesse acusado o PSD não só daquilo que não está na sua proposta, nas linhas essenciais da sua proposta, como naquilo que não está, nem nunca esteve, nas suas intenções. Para quê comentar isto, se se pode ler a proposta e verificar se diz a verdade ou se mente? A proposta encontra-se aqui.

Ainda relativamente à sua constituição: Sabem qual é a nossa preocupação nessa matéria? É a de permitir de, se o povo português quiser votar no partido socialista para manter a actual situação, a constituição não o impede. Mas se o povo português não se conformar com o nível do desemprego, não se conformar com os altos impostos que nós pagamos e quiser ter uma sociedade e um estado social mais justo e mais digno, permita ao PSD de governar sem ser com as políticas do partido socialista.

A situação actual foi herdada do Cavaco – como múltiplas vezes explicado e ainda mencionado acima – assim como ele também a herdará, pois que ela está para durar e nenhum governo com ela acabará em menos de 15 anos, o futuro o provará. Idem para o desemprego, que vai continuar a aumentar por mais de um ano, no mínimo. Aproveita-se da falta de honestidade do Sócrates em escamoteá-lo. Como se pode esperar um estado social mais justo, quando ele e alguns do seu partido, como o Cagão Feliz, o Porco em Pé que foi de férias para Bruxelas e a Manela Leiteira, até há pouco não se calaram em proclamar a intenção de alargar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres? Hipocrisia!

Quanto aos impostos serem altos, não é aí que está o mal nem o problema. Ambos estão no seu mau uso e no esbanjamento da canalha de ladrões e corruptos que os administram e roubam. Impostos mais altos pagam-se nos países nórdicos e outros, mas obtêm os seus frutos: são mais desenvolvidos, mais ricos, mais democráticos têm melhor saúde e cuidados para idosos e vivem mais tempo. Não terão estes factos qualquer significado para o intrujão nem para os que o ouvem e aprovam? Se sim, as suas alegações são sacos de mentiras para tolos.

Fala correctamente quando afirma que o governo não reduz as despesas como devia e que o facto é uma perversão do sistema democrático, mas à parte a sua ridícula proposta dos 5% apenas e apenas sobre os ordenados, que só poderia ser para gozar o povo, jamais fez qualquer outra proposta. Que apresente primeiro propostas, que bem falta fazem e que rosne depois. A ele falta igualmente a aptidão e o engenho… como disse o Eça de Queirós, mas sofisma não.

De notar que se os portugueses pagarem a crise com os seus impostos não é anti-democrático, como ele diz, pois que não só são os que mais têm que mais devem comparticipar, como a população não está totalmente isenta da culpa da crise do Cavaco por não ter tido, nem ter, maturidade política para obrigar os corruptos de todos os partidos a prestar contas. Donde, serem também culpados do estado a que se chegou. Só que os cortes do Sócrates foram feitos quase indiscriminadamente, atingindo aqueles de que mais ajuda precisam.

Acusou o PS de estar a assustar o país com a revisão constitucional. Aproveita-se, mas razões não faltam para o susto. O que é mais assustador e que nenhum dos aldrabões de nenhum partido refere é que o estado lastimável em que as finanças nacionais se encontram é muito, mas muito pior do que eles dizem. Não quererá ele ser mais honesto do que os outros e revelá-lo? Até agora, não o fez.

Nem vale a pena comentar mais das suas afirmações. Estas já são suficientemente expressivas para quem quer que tenha um mínimo de capacidade dedutiva.

Mais uma vez, o que precisamos é de propostas válidas e concretas e não de discussões de soalheiro ou de taberna. O próprio Paulo Portas o disse com imensa razão. Porque é que, por exemplo, o Pedro Coelho fala tanto nas despesas esbanjadoras do estado, o que é autêntico, e jamais propôs em que cortar, quando não falta onde? Será nos medicamentos para os velhos? Isso já faz o Sócrates? Os seus 5% são o cúmulo do ridículo dum impostor. Porque é que ele não propõe, por exemplo, que em lugar de comprar automóveis caros para os chupistas das máfias, não os fazem ir para o trabalho nos transportes públicos, como fazem os ministros em Inglaterra? Acharão que são mais do que eles, esses bandos de ladrões e criminosos?

Propostas, venham elas. Ou então que feche a comua.

Não há partido que não esteja dominado pela corrupção e pelo roubo impunes e é isto que tem que acabar, mas que só pode terminar se este povo de carneiros o quiser e o fizer. Cabresto e rédeas curtas nos políticos, em todos e sem excepção. Ainda há pobres babosos que chamam a isto democracia. A um reino dominado por associações de criminosos organizadas em oligarquias mafiosas.

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão e o engenho, o bom senso e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
Eça de Queirós

Adenda:

A manipulação das massas não é uma especialidade dos políticos portugueses nem é nova. Lendo a história constatamos que sempre existiu. O que, a este propósito, faz a diferença entre os povos, é que a maioria mais atrasada deixa-se ludibriar facilmente, enquanto que outros reflectem sobre o que ouvem, analisam e comparam com a sua memória e com os seus conhecimentos. A consequência comprovada é o desenvolvimento e o avanço dos povos relativamente à sua capacidade mental. Sem dúvida que outros factores existirão, mas é este o mais preponderante.

Vemos que os portugueses se enquadram definitivamente no primeiro grupo e que dele não sairão sem que dêem o passo imprescindível para acederem ao outro grupo: aprender, evoluir, reflectir, saber analisar, adoptar o civismo, não chamar democracia a nada sem que o termo possa ser enquadrado na definição.

Alguns links sobre manipulação das massas:
Busca do Google 1
Busca do Google 2
Post no «Democracia em Portugal?»
Pouco se encontra em português, mesmo na Wikipédia, obviamente pela pouca importância que erradamente se lhe atribui e cujas consequências se verificam. Se necessário, usar um tradutor do Google ou do Yahoo (Babelfish)

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15 de agosto de 2010

Pedro Coelho Chamou Estúpidos aos Portugueses.
Mais uma Vez. Terá razão?

Não há outro modo de interpretar as palavras do aborto e dos seus acólitos. Pelo menos para quem conheça um pouco a sua biografia de parasita partidário que conseguiu todos os tachos por ser militante assíduo, ainda que pouco brilhante em ideias.

Não obstante, na reunião dos tachistas parasitas e ladrões da sua oligarquia mafiosa, um tordo zurrou, aclamando esses delitos e defeitos como qualidades.

Como interpretar, também, o seu enorme abuso em gozar os portugueses, ao propor uma baixa de 5% nos ordenados dos políticos, deixando os restantes ganhos intactos? Como ousar avançar ridiculamente 5% e não 30% ou mais, dada a enorme disparidade? Eles estão em Portugal, pelo que os seus ganhos devem ser paralelos aos da restante população. Mais é um roubo, e ele defendeu o roubo gozando o povo. Como interpretar as suas palavras de protecção aos mais pobres, quando nada diz sobre o governo tirar-lhes o pouco que ainda têm e não tocar nos exploradores impunes que mais possuem? Como interpretar a sua defesa do povo, quando jamais avançou qualquer ideia ou opinião sobre acabar com as inumeráveis fundações e funções desnecessárias, em lugar de terminar com os subsídios de desemprego nesta altura fatídica? O mafioso só pode estar à espera da vez da sua oligarquia se apoderar desses postos inúteis para roubar impunemente. Ou não? Como nunca propôs que os cargos do estado fossem atribuídos por concurso, como nos outros países, em lugar de dados a ignorantes parasitas dos partidos?

Afinal, em que é que esse monte de podridão é melhor que o Sócrates? Não apoiam ambos a corrupção e o roubo de modo idêntico? Pior ainda, quer tirar mais do que o Sócrates já tira aos que menos têm para dar aos que menos precisam e criar classes naquilo a que alcunha de democracia.

Só um canalha pode falar como esse animal podre de cinismo. Porquê? Porque, pela sua estupidez, os portugueses não conhecem nem entendem por terem sido embrutecidos pela corja de jornaleiros desinformadores que lhes encobriram sistematicamente o que se passa pela Europa nas circunstâncias que lhes interessam e filtram o restante para proteger a máfia política. Só nos falam de outras estrumeiras, como a Espanha e o Brasil. O povo de carneiros tudo suporta, podem calcá-lo com o calcanhar que nem bule; desabafa à socapa e jamais se revolta. Cada povo tem o governo que merece e votando nestes ou noutros iguais é isso mesmo que se está a querer.

Como interpretar a sua receita para matar a Seg. Soc. e os Serviços de Saúde universais, se o cínico jamais se atreveu em tocar no modo democrático como países avançados solucionaram o seu financiamento, limitando-se a vociferar imposturas irreais? Tudo isto passa devido à ignorância geral, e ele bem o sabe, que dela se aproveita.

Como interpretar todas estas ideias que só podem aprofundar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres, sendo já Portugal o país europeu onde essa diferença é maior? Alguém ouviu o vigarista que finge preocupar-se tanto com os mais pobres, fazer alguma proposta para um nivelamento social comparável ao dos países europeus? Se não, que feche a comua.

Vem agora o impostor com mais discursos dirigidos a idiotas – que não faltam – roncar que a crise não passa por causa do governo. Que o governo tem feito erros monumentais não é novidade, mas assimilá-los à crise é um abuso de falsário para quem quer que tenha memória e capacidade para pensar pela sua própria cabeça. Não foi o Cavaco quem destruiu as fontes de riqueza nacionais e cujos membros do governo e do partido, familiares e amigos, roubaram e esbanjaram os fundos de coesão europeus que deveriam ter preparado o país para o futuro? Futuro que chegou com país desadaptado e improdutivo, os gestores ignorantes e incapazes. O que foi feito da frota de pesca abatida, da indústria inepta para a concorrência e que desapareceu (um operário português, mesmo ganhando tão pouco, está a ganhar mais do que o que produz)? Que é da agricultura que nos outros países se desenvolveu e cresceu com as ajudas da UE? Quem foi o autor destas desgraças?

É evidente que quando o Coelho diz que a crise não passa por causa do governo, só pode estar a contar com a credulidade pacóvia de quem o ouve e a usar métodos de marketing para virar a opinião geral de que qualquer outro governo não teria feito melhor (neste caso). Toda a gente deveria estudar um pouco de marketing a fim de poder compreender as artimanhas dos publicitários. Em países avançados e democráticos a protecção contra a publicidade abusadora é ensinada nas escolas para as crianças aprendam a defender-se, mas em Portugal nem pensar, poderia fazer diminuir os lucros abusivos dos exploradores do povo. O povo que compre lixo que para nada serve senão para enriquecer os grandes grupos dirigidos por políticos e militantes dos partidos mais votados. É extremamente fácil enganar um povo assim tão profundamente embrutecido e que não foi ensinado a discernir estas armadilhas.

Os problemas da justiça, que ele mencionou tentando cinicamente virar o bico ao prego, são um bom sinal, pois que só reconhecendo os erros se pode emendar o que está mal, e eles estão a vir à superfície. Continuará a haver muito sofisma, mas a semente está lançada e o PGR, bom ou mau, tem prestado uma indubitável e valiosa ajuda a uma polémica útil. A podridão só pode estar dentro da própria justiça e não fora, ou a lógica é uma batata. Se acaso ela se deixa manipular é porque condescende por conveniência. Nas décadas de 1970 e 80 foi de modo idêntico que em França se começaram a responsabilizar os médicos. Aqui, também, estamos com 30 anos de atraso sobre um país que não é muito avançado; lá estão os mais de 50 anos de atraso citados pelo Eurostat. O vigarista pretende desculpar a sua seita, como se o mal da justiça pudesse ter nascido durante o tempo de um só governo; tal como o atraso planeado do país, da crise ou da falta de médicos. Os juízes e os magistrados são tão ineptos, podres e corruptos quanto os gestores, os médicos, os políticos e o povo que em geral os admite como são, mas que o pagam com a própria carne. O mal está nos pais e na geração. Não foram todos criados juntos? São também uns calões, pois que não resolvem mais que metade dos processos que a média dos seus colegas europeus (Eurostat).

Como não sofrerão os verdadeiros adeptos do PPD/PSD ao verem a direcção que este nojento e acólitos neoliberais deram ao partido? Como eles destruíram o partido. Como eles se serviram do seu nome para o remodelarem e reviraram no sentido oposto. Os malditos assassinaram o partido.

A democracia directa poderia pôr uma rédea neste e noutros animais da mesma espécia.


Artigos complementares:
Redução do Deficit Método Neoliberal
Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos
Discurso Vazio dum Sonso Vigarista
A Desgraça do PSD

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18 de junho de 2010

Feriados –
Serão Todos Estúpidos?

Estupidez geral dos deputados e outros políticos de todos os partidos é o que imediatamente nos vem à ideia ao analisarmos as razões invocadas para mudarem os dias feriados e o modo como pretendem fazê-lo.

Se juntarmos estes factos a outros bem conhecidos de decisões e comportamentos seus, ficamos esclarecidos de que a única esperteza daqueles vigaristas é para o roubo e em fazerem leis que lhes dêem impunidade e privilégios, ambos inexistentes em qualquer democracia, pois que a sua mera existência define a antítese da democracia. Afinal, os da esquerda que desaprovam esta idiotice, fazem-no, segundo os ouvimos dizer, por genuína retórica partidária e não com base realista.

Vomitando bestialidades, dizem-nos em conjunto que querem deslocar os dias feriados comemorativos por quebrarem a produtividade e por aumentarem a totalidade dos dias improdutivos (em que não se trabalha). Ora, tudo isto acontece por razões bem diferentes daquelas que os aldrabões clamam. A cambada de jornaleiros, bestas verdadeiramente inúteis e improdutivas não revela como se passa com os feriados em países avançados nem como as pontes são usadas para os aproveitar. Porque as pessoas têm direito a esses descansos. Porque está provado que, bem ao contrário do que os vigaristas incapazes nos mentem, esses pequenos descansos, intercalados em períodos longos de assiduidade ao trabalho, tornam qualquer pessoa mais produtiva durante o trabalho.

A falta de produtividade em Portugal tem outras raízes que têm sido desprezadas – o que a tem feito aumentar –, sendo a principal a falta de preparação profissional e adaptação (modernização) nos métodos de trabalho e princípios que lhe servem de base. Fruto do mau uso e do roubo dos fundos europeus que os governos do Cavaco receberam precisamente para esse fim e que ele controlou e aprovou como se verificou na altura. Agora, o malandro diz que já há anos previa o futuro. Pudera, se foi ele quem o provocou e se era bem evidente, pois que essas previsões foram logo feitas na altura e há muitos anos que estão publicadas na Internet. Agora, critica as decisões deste governo, mas aprova-as todas e lava as mãos.

Como de costume, em Portugal só se copia o que está mal nos outros países. Que admiração, pois, que sejamos o país do lixo. Nos países em que a produção atinge mais altos níveis, os feriados não foram deslocados desmioladamente e são aproveitados para os trabalhadores produtivos recuperarem das azáfamas quotidianas, distraindo-se ou repousando, aproveitando todas as pontes possíveis. Para se saber como é feito com aumento de produtividade em lugar quebra, basta usar a mioleira em lugar de se cair em todas as vigarices de políticos ladrões, incapazes e irresponsáveis, e balelas de abortos jornaleiros, autênticas bestas iletradas e inúteis.

É conhecido que essas interrupções produzem uma recuperação psicológica e um descanso físico, ambos em benefício dum aumento da produtividade e de decisões inteligentes. Em contraposição, o que por um lado produz uma enorme e longa queda de produtividade, e por outro reduz o benefício das férias para os que os gozam, são os longos períodos de ócio, que originam grandes quebras e até mesmo a conhecida e inegável perda de ritmo no trabalho. Não admira, pois, que governos, entidades patronais e trabalhadores, todos o aprovem em países de maior produção e mais avançados. Todos lucram. É precisamente por a população estar mais informada (de princípios úteis e não sobre lixo inútil, como cá) e por serem governados por gente menos incapaz e ladra que estão mais avançados. Alguém duvidará? Se se reconhece, porque não se controlam, então, essas máquinas geradoras da miséria nacional a todos os níveis? A ignorância, assim como a estupidez dela proveniente, porém, são gerais.

Veja-se que num noticiário, à pergunta de que se tinha importância deslocar os dias dos feriados se ouviu uma resposta de que na maioria não, que apenas o Natal e o Ano Novo deveriam permanecer fixos. Ignorou completamente que o Natal é num dia sabido não corresponder ao do nascimento de Jesus, mais provável ter sido em Janeiro, donde os ortodoxos se aproximam mais na celebração. É pois, como incerto e como não fazendo a unanimidade na cristandade, aquele que logicamente mas se adequaria a um deslocamento. Com gente assim, que esperar senão mais do mesmo, sobretudo quando usam os seus conhecimentos didácticos e da vida para votar?

Sendo assim, benéfico para todos, também não se compreende que aqueles que gozem as pontes o façam faltando ao trabalho. A solução evidente e seguida nos países mais desenvolvidos é a do números de dias adicionados aos feriados para formar as pontes serem lógica e justamente deduzidos do número de dias de férias anuais. Aumenta-se assim a produtividade, um facto inegável por estar comprovado há muitas décadas. Os descansos curtos intercalados evitam os frequentes esgotamentos que se manifestam de formas múltiplas, provocados por longos períodos de trabalho sem interrupção. Ficam assim todos satisfeitos e todos tiram proveito. O país inteiro tira proveito.

Como pode isto passar despercebido aos ladrões estúpidos que nos governam? Como podem esses abortos pedantes, ranhosos iletrados e ignorantes que formam os bandos de jornaleiros ocultar factos tão conhecidos, fazendo da desinformando da população a finalidade da sua profissão?

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21 de janeiro de 2010

Comparações – Ou o Atraso Mental dos Portugueses

A catástrofe sismológica no Haiti provocou a desgraça, o sofrimento da fome, dos ferimentos e do aumento da miséria. No seio dum povo manso e dócil, ainda que já muito pobre, geraram-se quadrilhas de assalto, roubo e extorsão. Observa-se também como a polícia do país se comporta.

Nos países mais democráticos e ricos europeus, o crime, a todos os níveis, é dos mais baixos do mundo. Raramente se vê um polícia na rua, a polícia não tem comportamentos loucos e desorientados pondo-se aos tiros como no farwest do século XIX e sabe como lidar com a população.

Em Portugal, as polícias são incompetentes a todos os níveis, tanto no que se refere às suas relações com a população como à sua competência na investigação e em encontrar os procurados pela justiça. Julga e mata cobardemente em lugar de prender, ou seja, sem ser em defesa própria de risco de vida. A justiça, ainda, desempenhada (hoje) por uma maioria de juízes incapazes e incompetentes.

Nesta conjuntura, há políticos — incluindo o Portas e o judeu aldrabão e vigarista do ministério do interior — que apregoam uma necessidade de manter mais polícias na rua e de tomar medidas mais pesadas contra os criminosos filhos da desgraça em que as consequências da corrupção política os colocaram. Este palavreado tem-lhes angariado votos. E continua a angariar. Os políticos sabem tirar proveito deste atraso mental

Haverá melhor prova do monstruoso atraso mental da população em geral, que a cega matando-lhe as células do raciocínio e do julgamento, completamente desmiolados, estupidificados pela educação e exemplos que os pais rascas lhes deram e pela instrução inadequada e ineficientemente que lhes injectaram num sistema de ensino que cria ignorantes dando-lhes canudos sem equivalência nem valor em países adiantado? Os médicos portugueses até no Haiti foram considerados como apenas capacitados para fazer amputações.

A corrupção política dos parasitas, mostrando o seu desmedido desinteresse pela nação, sabe como aproveitar-se da profunda ignorância e atraso mental nacionais para lhes sacar votos. Provou-sp mais uma vez pela melhoria dos resultados do Portas e a eleição do Rui Rio nas ultimes eleições, os inimigos número 1 do povo, segundo o que dizem e propõem. São os princípios básicos que têm gerado e aumentado o fosso entre ricos e pobres. Num dos países em que esse fosso é maior, só a mais crassa estupidez e masoquismo podem explicar a escolha e aprovação dos eleitores pela sua própria degradação, pobreza e miséria. Ponham-se é os políticos na rua, dispam-nos, espoliem-nos tirando-lhes tudo o que adquiriram por roubo e aguardem a ver se terão a mesma capacidade para o roubo como demonstram nas posições que ocupam.

Rédea curta nessas hordas de associações de criminosos e obediência ao povo soberano. Qualquer outro meio só servirá para manter a situação. Não se viu já como é, há décadas do mesmo a sustentar ladrões que enriquecem com a nossa miséria?

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1 de julho de 2009

O Estado do País da Mentira

O artigo que se segue foi escrito por José Ricardo Costa, um professor de Filosofia que escreve semanalmente para o jornal O Torrejano. Descreve a fonte da quase totalidade dos problemas do país.

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O Atestado Médico

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou-se durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.

Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador se avariar ou de não se poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.

Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante. Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre
Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.

O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.

Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.

Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.

A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.

Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.

Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

José Ricardo Costa

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Quando algum dia estivermos fartos do estado lastimável em que vivemos sob todos os pontos de vista, teremos que começar por o perder orgulho em coisas que não o justificam, esse orgulho em sermos rascas e estúpidos e que desde a Abrilada começou a assassinar os verdadeiros valores éticos, históricos e morais nacionais e a substitui-los por princípios reles. A auto-estima, no presente igualmente assente em bases semelhantes, também só é justificável quando tem razão de ser. Não quando políticos e jornaleiros no-la querem inculcar; uns para nos sacarem votos, outros para venderem mais patranhas.

Será possível ler-se o artigo acima sem se pensar nos churros de mentiras da Manela Leiteira e do Socrateiro? No entanto, exímios em marketing, se assim nos falam é por sermos os lorpas que eles sabem, por sabermos que é o que queremos ouvir para votarmos neles.

A culpa é só nossa; eles apenas se aproveitam como desonestos que são, mas não mais desonestos do que aqueles que se regem pelos mesmos princípios, que os seguem e que neles continuam a votar e a lamentar-se em lugar de agir. Entretanto, parem de chamar a isto uma democracia. Tal como o autor diz – e também com os políticos – de tanto repetir uma mentira acaba-se por se crer que é uma verdade.

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23 de junho de 2009

A Banha da Cobra

Estava a chegar à mata de Monsanto, do lado da Ajuda, levando o cão a vacinar no hospital da Faculdade de Medicina Veterinária. Ao ouvir uma notícia na Rádio Renascença, dei uma gargalhada tão estrondosa que se devia ter ouvido do outro lado da mata, lá para a Boavista ou para Benfica.

Diziam que a Manela Leiteira não queria ganhar as eleições com maioria absoluta. Quem, com dois dedos de mioleira, mesmo balofa, poderá acreditar em tal impostura monstruosa? Monstruosa, vindo dum monstro cheio de falsidade e de acumulada malandrice. Puro marketing incontestavelmente pensado e dirigido às mentalidades subdesenvolvidas da grande maioria dos eleitores que mostram desconhecer as intenções da máfia oligárquica política. Se assim não fosse não permitiriam a iniquidade, a corrupção e o proveito impune dos crimes e dos roubos dos políticos. Cada povo tem o governo que merece, ditado bem conhecido, mas igualmente bem escondido por politiqueiros e jornaleiros.

Não estamos em qualquer país democrática, social e mentalmente avançado para que um governo formado por uma coligação de vátios partidos seja aceite por eles e ainda menos num em que os eleitores não votem só em dois deles. A Finlândia, por exemplo, sempre tem sido governada por coligações múltiplas. Há uma dúzia de anos a coligação governamental compunha-se de 14 partidos. Só pode acontecer em países civilizados; em Portugal é impensável. Essas coligações não seriam capazes de governar, impedidas pela ganância, incivilidade endémica e malvadez dos políticos, que põem impreterivelmente os seus interesses à frente dos do país. Como o partido no governo não teve, em geral, mais de 40% de votos, os restantes 60% são deitados ao lixo para satisfazer a ganância e a incivilidade dos animais que nos governam.

A Manela deu-nos, pois, a conhecer a sua táctica eleitoral: mascarar-se em avó do Capuchinho Vermelho. Pintar um falso quadro de modéstia para lograr os eleitores. Ou cozinhar-lhes uma iguaria extremamente atraente e apetitosa, mas onde não faltam os mais perversos venenos. É o lobo do Capuchinho Vermelho disfarçado na avó, velha história contada às crianças precisamente para as fazer pensar e não caírem exactamente neste género de logro. Os portugueses, porém, não aprenderam esta fábula e nunca a conseguiram assimilar. É tão simples e os papalvos caem como moscas em sopas de mel envenenadas.

Como qualquer outro político digno desse nome (falso), também ela, naturalmente, tem conselheiros de marketing político. São profissionais altamente classificados e capazes. Estudaram bem a mentalidade dos eleitores para os poderem enganar facilmente. É a sua profissão, são mestres na falsidade que ensinam aos políticos menos experientes e mesmo aos outros.

A Leiteira reclama de muitos assuntos do governo do país, muitos deles com bastante razão. No entanto, só o faz por ronha e ganância e não por interesse no país. Se assim não fosse, em lugar de dizer disparates apontava o erro e apresentava uma solução melhor, mas isso não faz ela.

Não o faz, sobretudo porque em sua mente as soluções são aquelas do governo de que ela própria fez parte. É o comboio para o inferno, ideia que o seu partido pariu e que agora, apenas para se opor, contraria. Ou estariam doidos quando anunciaram a triste ideia? É um bando de vira-casacas e idiotas que contraria as suas ideias por não saber o que quer que nos quer governar? Melhor levar-nos o diabo! E o aeroporto, de quem foi a ideia que agora repudia? Então, há apenas quatro anos essas obras megalómanas não iam endividar o futuro da população!? Afinal, é um bando de idiotas sem noção do que quer. Para o manicómio com eles antes que nos tirem até a tanga com que ainda nos deixaram.

Não se compreende que tamanho animal reclame do raro de bem feito da autoria do presente governo e nos esconda maliciosamente tudo o que anunciou oficialmente quando lá esteve. Imagine-se só o que nos teria acontecido: o comboio já estaria quase a andar, o aeroporto iria pelo mesmo caminho, a Segurança Social deixaria de ser solidariedade mutual, as escandalosas pensões maiores não seriam tocadas, enquanto que só quem pudesse descontar privadamente teria direito a pensão, a fossa entre ricos e pobres aumentaria muito mais que com o Sócrates. Tudo isto foi oficialmente anunciado. Só estúpidos crassos o esqueceram ou se atrevem a negá-lo.

O Sócrates é realmente do piorio; cabeçudo, arrogante, impetuoso, não dá ouvidos a ninguém e não se interessa dos interesses do povo, traindo os que o elegeram. Toma decisões contra os Direitos Humanos que lhe valem críticas da Human Rights Watch. Todavia, a Manela Leiteira consegue superá-lo de longe, mesmo tendo adoptado a máscara do lobo do Capuchinho Vermelho. O seu governo assassinou imensos pobres por lhes ter retirado os medicamentos e todos os auxílios monetários, deixando-os unicamente entregues ao banco alimentar. A Santa Casa, sob a administração da Mizé das Nozes Pintainho, do CDS, cumpriu à letra esse plano de matança.

Porque não nos fala ela de tão abundantes casos? Num país com mais de 20% de gente a viver na miséria são certamente assuntos de grande interesse nacional.

Como já se tornou hábito, ficamos mais uma vez sem ter em quem confiar para dar o nosso voto. Os portugueses sofrem de amnésia suicida. Rapidamente se esquecem de quem que os rouba, lhes tira os empregos e as casas e acabam sempre por votar neles. Uma vez numa quadrilha outra vez na outra. Outros, nem chegam a compreender nada disto.

Para quando as coligações de vários partidos em que se vigiem uns aos outros no interesse do país e para que haja um equilíbrio na política? Com a recente votação em coro sobre o financiamento dos partidos, ficou provado que em todo o parlamento só havia um político honesto. Todos os restantes ou são ladrões ou apoiam os ladrões. Os partidos (e portanto os governos) são formados por autênticas associações de criminosos.

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10 de junho de 2009

Resultados Eleitorais

Contrariamente ao que possa aparentar, o povo não está a começar a acordar. Senão, vejamos. A inversão do resultado eleitoral era esperada; o que não era lógico era que fosse na medida verificada. Claro que a arrogância do actual governo ligada à sua política neoliberalista que afastou os verdadeiros socialistas de si e se afastaram tanto para a esquerda e para a direita, assim como as medidas e mezinhas tomadas que têm prejudicado altamente a população em geral, deveria ser castigada nas urnas por ser tão recente. Não nos preocupemos, porém, que em relativamente pouco tempo o povo paspalho tudo esquecerá tal como se esqueceu das misérias do Cavaco.

Além do mais, estes resultados, devido à ganância partidária corrupta de corrida ao tacho, mais do que conhecida e assumida desavergonhadamente como o maior roubo e afrontamento ao país, pode mesmo tornar o país ingovernável durante algum tempo. O que talvez não seja assim tão mau como parece caso o povo se revolte, mas alguns oportunistas aparecerão a aproveitar a situação à custa dos parvalhões que compõem a larga maioria da populaça lorpa e desorientada pelo marketing político contra o qual demonstram bem não estarem ainda vacinados.

Em condições «normais» o resultado desta eleição seria um bom augúrio, mas infelizmente não o é. Com efeito, triste reconhecê-lo para quem tenha dois dedos de memória que lhe chegue até ao governo precedente, com o PSD teria sido bem pior. O descalabro estava preparado e até já fora oficialmente anunciado (inacreditável que as pessoas sejam tão profundamente estúpidas e atrasadas a ponto de o terem arrumado para trás da memória): tudo o que até então tinha funcionado como solidariedade social passava a funcionar com dois pesos e duas medidas (como a justiça), serviços para tratar bem os ricos e serviços para espalhar a miséria e a desgraça entre os pobres e matá-los. Ninguém parece já recordar-se que esse governo tirou as ajudas urgentes aos mais pobres, os medicamentos a quem não os podia mesmo comprar, atirou miseráveis e velhos para um gueto de morte, liquidou o direito a advogado quase por completo, etc.

Algumas destas panaceias sociais foram restabelecidas pelo actual governo, mas sempre ao um nível inferior ao do estado anterior. Ultimamente, o governo tem ainda tomado medidas para evitar uma desgraça ainda maior devido à associação da crise mundial com a nacional herdada do Cavaco. É evidente que essas medidas vão aumentar a dívida externa do país, mas vão evitar uma desgraça maior, insuportável para os menos favorecidos, a maioria dos portugueses. Pelo caminho que o governo anterior estava a tomar, ou se começava a morrer aos montes ou seria necessária uma revolução. Talvez que a última tivesse sido melhor em qualquer um dos dois casos.

Não sejamos néscios, que é precisamente com o que a malvadez requintada dos corruptos conta para satisfazer os seus crimes impunemente, que tão bons são uns como os outros. Há muitos outros factores a considerar. O PSD de hoje não tem nada a ver com o de antanho. Passou a ser um partido que tira aos mais pobres para dar aos mais ricos. Tão corruptos são os dum partido como os de outro. O povo é completamente parvo, acreditando nas balelas que os corruptos de todos os partidos lhes contam e esquecendo-se rapidamente das pulhices que lhe fizeram. Inacreditável, estúpido a mais não poder: quanto mais banha da cobra ladram os malvados, mais o povo acredita, como todos os parvalhões e logo emprenham pelos ouvidos.

Aliás, foi precisamente por isso e por o saber que a Manela Leiteira escolheu o Porco em Pé que grunhe, guincha, ruge, ladra e gesticula na Lavandaria Nacional como um autêntico mentecapto e mentindo como o aborto perverso que é. Bem podia ir buscar factos com razão para atacar, que não faltam, mas é o seu procedimento de ordinário e de rasca que move uma populaça não menos ordinária nem menos rasca. Está em família para poder caçar os votos dos tolos suicidários. É o que o povo desmiolado e incapaz de reflectir quer ouvir; não pensa, adopta tudo o que ouve dos corruptos simplesmente porque estes ocupam cargos oficiais de importância que nunca deveriam ocupar. Viu-se bem pelos discursos do Porco em Pé.

O seu lema era que o seu partido iria fazer melhor pelo país, como de costume. Isto passou muito bem porque os desmiolados já se esqueceram do que o seu partido estava a preparar contra a nação e até de que na origem da crise interna estão os roubos, a má administração, a falta de preparação profissional, a falta de médicos, etc., etc. dos governos do Cavaco. Ao que parece, este deve ter reflectido sobre a sua responsabilidade e tem presentemente um discurso muito diferente daquele de quando era primeiro-ministro. Concedamos que se o Cavaco é o primeiro responsável da miséria actual interna, não fala nem procede hoje como no tempo em que tramou o país. Isto, porém, não o iliba da responsabilidade da consequência dos seus actos.

O único caminho, se se quiser verdadeiramente melhorar é o de acabar com este regime fundado sobre uma constituição concebida para que o povo, que deveria ser soberano, seja uma mera máquina acéfala com o único uso de gerar os votos necessários para darem poder aos bandos oligárquico-mafiosos que se revezam no assalto ao estado. O Cavaco, na sua referência à abstenção, chamou a esta chacota uma democracia. Ora numa democracia o povo tem mão nos políticos e isso nem a miserável da constituição o permite. A constituição portuguesa foi redigida com a intenção de permitir o que agora existe, nem há outra hipótese.

Se olharmos um pouco mais longe, para fora das fronteiras, para a verdadeira Europa e não para a estrumeira dos desprezíveis selvagens sanguinários aqui ao lado, poderemos saber o que é uma democracia. Por aqui nada se conhece, tudo é escondido para evitar que algo mude para melhor, que se trate da saúde aos corruptos e se coloquem os políticos no seu lugar de obediência ao povo soberano. No entanto, há muitos séculos que isso existe: uma democracia em que o povo é verdadeiramente soberano.

Foi por isso que os povos suíços tomaram as rédeas nas mãos e a liberdade dos políticos é limitada a um mínimo apenas funcional, como deve ser, praticamente concebendo projectos de lei em oposição a contrapropostas que o povo escolhe, aprova ou recusa. A nossa constituição é absolutamente anti-democrática. Ter uma não significa ser uma democracia, não significa absolutamente nada. Não houve sempre uma constituição durante o Estado Novo?

Não se conhece nada porque a corja jornaleira, em aberto conluio, encobre praticamente tudo o que possa interessar ao povo e que possa conduzir a um melhor sistema. A escuridão por eles gerada tem sido tão profunda que nos podemos perguntar se, por mera falta de conhecimentos, o povo teria capacidade para tomar as decisões que lhe conviessem num regime como o suíço. A não esquecer que os suíços têm mais de sete séculos de experiência. Quando vemos o comportamento dos pais portugueses em relação às escolas e aos professores temos que ficar com sérias dúvidas sobre a capacidade que essa gente teria para tomar decisões. Todavia, pior que o que se passa actualmente seria bem difícil.

Que risota, o tipo que lançava olhares de cobarde durante mais que o primeiro ano da sua presidência, o Sampaio, chegar a falar num acordo entre partidos. Seria a maior das desgraças para o país. Uma corja ainda menos movível. A melhor prova de que todos são iguais verificou-se aquando da votação da lei de financiamento dos partidos onde só houve um político honesto, a excepção que prova a regra. Isto havia de ser na Suíça!... Não se atreveriam nem se poderiam atrever, com o princípio por que se regem e o ditado que têm: estado (políticos) rico e povo pobre ou estado pobre e povo rico.

Açaimá-los e pôr-lhes um cabresto é a única solução, Portugal não é excepção e tanto os exemplos como os resultados demonstram esta necessidade imperiosa.

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8 de agosto de 2008

Inaptidão da Polícia e Banha da Cobra dum Ministro Impostor

O assalto de ontem a um banco com tomada de reféns, praticado por uma par de parvalhões, veio demonstrar a incapacidade da polícia, consequência única das condições em que políticos corruptos e falsos do género do actual ministro do interior a colocaram.

Sem treino adequado, sem formação psicológica, sem princípios de procedimento cívico, sem logística adequada, os agentes andam por aí desorientados e perdidos. Aos tiros como num western e crêem-se competentes e eficazes. Por demais, têm ordenados que os obrigam a viver quase na miséria e não têm apoio psicológico adequado. O ministro, por seu lado, em lugar de pedir desculpa por este estado, pois que é ele o principal responsável, tenta arrogantemente uma lavagem da cabeça aos cidadãos.

Neste caso a polícia provou:

  • Não ser capaz de lidar com casos do género, pois cometeu vários erros, começando por enviar o jantar aos assaltantes.

  • Não foi capaz de ter uma conversa produtiva com os assaltantes, pois que nos dizem que os queriam convencer a render-se. Que loucura de desmiolados. Que falta de tacto.

  • • Não foi capaz de qualquer outra acção se não a de disparar, como de costume. A polícia, completamente desorientada e fora das suas atribuições, arma-se em juiz, condena e assassina. Tanto mais grave quanto num país onde não há pena de morte.

  • Como de costume também, cometeu abusos selvagens contra os cidadãos, obrigando os residentes a passarem inúmeras horas fora de casa e sem jantar. Injustificadamente.


Tirando todas as dúvidas a quem de compreensão curta, fica aqui bem expresso que a culpa do estado de incompetência, de abuso e brutalidade da polícia não deve nem pode ser imputado à própria polícia nem aos homens e mulheres que a compõem. Para quem ainda não o tenha descoberto, saiba-se que as culpas de todas estas consequências são sempre e incondicionalmente dos maus dirigentes cuja administração incapaz produz tais resultados. Por demais, com ministros aldrabões e corruptos como o do interior, não se pode esperar qualquer melhoria nos tempos próximos. Se o homem se apraz em travestir os erros e tudo que está mal em actos de louvor, que se pode esperar?

Vote-se nessa cambada de parasitas que apenas querem viver e enriquecer roubando o tesouro público, o nosso dinheiro. Dúvidas? Notem-se as últimas estatísticas da União Europeia, demonstrando que Portugal é o país onde os bancos mais roubam a população. Onde a diferença entre os juros por eles recebidos e os pagos é de longe a maior. Não se pode pedir um empréstimo porque os bancos nos arruínam com juros; não interessa economizar porque os bancos quase não pagam juros. Ficam com o dinheiro todo para eles e pagam menos impostos. É isto a justiça social num país democrático? Quem o permite, senão os mesmos corruptos dos clãs oligárquicos? Ainda existem néscios a dizerem que Portugal é uma democracia.

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6 de dezembro de 2007

Ministro perdeu a compostura

Ontem, numa mirada fugaz à televisão que temos e de que sou fraco consumidor, vi um deputado da oposição, na AR, afirmar ser todos os dias bombardeado com notícias de criminalidade violenta, cada vez mais frequentes e mais graves e, de seguida, ser violentamente agredido verbalmente pelo ministro da Administração Interna que, esquecendo que estava perante um elemento do segundo órgão de soberania (o ministro é do terceiro!), o chamou mentiroso de forma bem soletrada e lhe disse que o deputado não estava a ofender o ministro, mas sim a GNR, a PSP e a PJ que o têm informado da redução do crime violento. Disse isto depois de lhe estalar o verniz, de arriar a giga e de colorir a face que ficou com aspecto apopléctico usando um tom irado impróprio daquilo que é desejável de um governante.

Não era de esperar uma tão ardente defesa dos polícias (não dele). Mas, pelo que tem chegado a público das queixas dos polícias, pode dizer-se que quando se tem um tal amigo não se precisa de inimigos.

Porém, o que muito me espantou foi encontrar hoje no jornal diário «Destak» o seguinte pequeno texto:
CRIME. O DIRECTOR NACIONAL DA PJ AFIRMOU QUE SE ASSISTE A «UMA CRIMINALIDADE VIOLENTA A QUE NÃO SE ESTAVA HABITUADO ASSOCIADA AOS NEGÓCIOS DA NOITE» E ADMITIU EXISTIR «UM CONTEXTO FAVORÁVEL A ESSE TIPO DE CRIMES».

Estou perplexo. Então quem é o MENTIROSO? O deputado da oposição? Ou o director nacional da PJ? Ou o Sr. MINISTRO?


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