Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


9 de dezembro de 2009

O Civismo dos Labregos no Parlamento e
O Masoquismo Nacional

É isso mesmo. O parlamento nacional não deve nada àqueles onde os deputados se atiram cadeiras e se esmurram. Na verdade, se virmos bem, alguns desses países são até muito mais democráticos que o Portugal actual.

Na América do Sul, por exemplo, os golpes de estado são quase o prato do dia – prática comum por tradição, mas as pessoas são hoje mais civilizadas do que cá. Não nos pasmemos, porque para o estado a que chegámos não é preciso muito. Não fomos já ultrapassados por todos os países da Europa, inclusivamente da ex-Cortina de Ferro, que se nos juntaram quase duas décadas depois de nós?

Que fizemos nós durante todo esse tempo, que não aproveitámos, nem tampouco como a Espanha, um dos países europeus mais miseráveis que nos ultrapassou com a maior das facilidades enquanto jornaleiros e políticos, ambos corruptos, nos impingiram aquilo a que eles chamam de auto-estima para encobrirem um orgulho balofo, oco e apoiado sobre os valores mais rascas da humanidade. Trocámos os nossos heróis e ídolos nacionais por escoiceadores de bolas, reles ganhadores de idiotices do Guiness, telenovelas para atrasados mentais e tantas coisa do género. Aprendemos a comportar-nos como selvagens egoístas, tolamente convencidos de que nos tínhamos modernizado, Só que, durante esse tempo, o atraso em relação aos outros, de vinte e poucos anos, passou para mais de cinquenta, segundo as estatísticas mais benignas. De atrasados que éramos tornámo-nos estúpidos. (A ignorância é a mãe da estupidez, segundo Victor Hugo.)

De tão estúpidos que nos fizemos deixámo-nos enganar pelos que nos atraiçoaram: os políticos e os jornaleiros. Nós sempre fomos livres, eles é que não eram. Recuperámos-lhes a liberdade e eles pagaram-nos com a traição. Roubaram-nos e enegreceram-nos a vida empobrecendo-nos e assassinando-nos. Cavaram uma enorme diferença entre ricos e pobres inigualável em qualquer outro país europeu.

Roubaram e esbanjaram os fundos europeus de coesão, cuja única finalidade de nos fazer aproximar dos países mais avançados ficou assim irrecuperável. Mas eles enriqueceram com esses roubos, distribuíram o espólio pelos amigos e não zelaram pela aplicação desses fundos por aqueles a quem eles foram concedidos. Esses canalhas e ladrões têm andado desde então por aí a pavonear-se pelas propriedades que compraram com a nossa desgraça e a rirem-se de nós com toda a impunidade que a justiça portuguesa, que só condena pilha-galinhas, lhes concedeu.

Matam-nos com um sistema de saúde completamente desorganizado e incapaz, com pessoal clínico que pela sua selvajaria, incompetência e irresponsabilidade é frequentemente atacado pelos desgraçados cuja saúde deles depende. Porque será que isto não se passa em nenhum outro país?

Tramaram-nos destruindo o sistema de ensino a tal ponto que o nosso ensino é hoje o pior da Europa. A maioria dos nossos cursos, sobretudo os de maior responsabilidade – como os de medicina – não são reconhecidos nos países europeus nem em nenhum outro com um ensino de qualidade média.

Fizeram-nos o sistema de saúde mais miserável e e que mata e temos as piores reformas do mundo (os montantes não devem ser comparados mas na sua relatividade ao custo de vida local). São de facto razões para aumentarem a nossa auto-estima.

Quando vem algum vigarista malicioso dizer que a saúde e a reforma têm que ser participadas individualmente, senão não se conseguem pagar e os sistemas entram em falência, ninguém parece contestar. Ninguém parece reparar que o que esses sacanas desejam é apenas roubar aos mais pobres para que os mais ricos tenham mais. Que sendo eles de partidos da direita não pode ser outra a finalidade. Ninguém parece saber que todos os outros países da Europa resolveram esse problema há anos, alguns há mais de vinte sem abrirem nenhum fosso entre ricos e pobres. Raros o conhecem pela simples razão de que os nossos jõrnaleiros são um bando de aldrabões e de rascas que não cumprem o seu dever de nos informar.

Gostam de viver assim? Se sim, é fácil: basta não fazer nada e continuar a votar nos mesmos. A maioria dos portugueses é tão estúpida e atrasada que ainda está convencida que os se pode confiar nos políticos.

A cambada jornaleira jamais informou que nas verdadeiras democracias de tipo europeu, a única razão por que são realmente democracias é por saberem controlar os seus políticos. Note-se bem que na Europa, as diferenças existentes entre os países se devem quase exclusivamente a este facto.

Só os esparvantes dos portugueses, pensando que sabem tudo e que vivem num estado democrático o ignoram sem se darem conta de que vivem numa república mafiosa governada por oligarquias que com o tempo e a aprovação tácita do povo pelo seu voto se transformaram em associações criminosas de ladrões e de assassinos.

Se não gostam de viver assim, parem de se lamentar, que lamúrias nada alcançam, sobretudo quando as oligarquias confiam que enquanto forem só lamúrias tudo vai bem para elas e a sua impunidade continua garantida. Por de mais, para que servem queixas de casos isolados quando o que enfrentamos é de cariz global? Não esperem que Deus ou qualquer outro ser superior os venha ajudar, ou aguardem o milagre do arrependimento dos criminosos. Há vários meios de reivindicar os direitos democráticos. Entre eles, os mais comuns e eficientes, são os de sair à rua em demonstrações diárias e exigir referendos para aprovação de decisões políticas que afectem a vida nacional. Outra bem necessária é a de exigir a concepção duma constituição demorcática que retire o poder às oligarquias e o devolva ao soberano, já que a presente não considera nem reconhece o povo como o único soberano.

Arregacem as mangas e mãos à obra. Grelha com eles. Ninguém virá tirar os portugueses da cloaca em que eles demonstram tanto gosto em nadar, pois que nada fazem para dela sairem. Nada nem ninguém jamais mexerá uma palha por miseráveis que nem são capazes de lutar pelos seus próprios Direitos Fundamentais. Temos visto como noutros países, que ainda cá há quem considere mais atrasados, o povo tomou conta dos políticos.

Se ninguém quer tomar conta e subjugar toda essa canalha de políticos, jornaleiros, juízes e magistrados, pessoal da saúde e da justiça que mata e deita os processos para a rua, nos passeios, que se calem todos e que não reclamem aquilo que em tudo e de todas as maneiras demonstram aceitar com prazer. São masoquistas de seu direito.