Agora que se fala tanto da relação, digamos, heterodoxa, que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros manteve com a Sociedade Lusa de Negócios, proprietária do BPN, talvez seja o momento indicado para puxar pela memória – não é preciso fazer um grande esforço – e recordar outra grande figura que também manteve uma relação, digamos, pouco católica, com o banco liderado por Oliveira e Costa.
15 de agosto de 2013
Vamos Lá Puxar Pela Memória
2 de fevereiro de 2013
A Volta do Lápis Azul e o
Embuste do Desemprego
Todos conhecemos que o subsídio de desemprego não é eterno. Que o direito de cada um é calculado de acordo com a sua história de emprego. Daí que o número de desempregados seja igual ao número daqueles que recebem o subsídio adicionado ao número dos que, tendo perdido esse direito, continuam sem emprego.
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Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Corrupção, Desinformação anti-social, Destruição, Malvadez, Traição
9 de dezembro de 2012
Enriquecimento ilícito na mira da Ministra
Muito se tem escrito a apontar danos causados na vida nacional pelo «enriquecimento ilícito», pela «corrupção» e pelo «tráfico de influências» e a referir exemplos preventivos e punitivos utilizados em países mais avançados do Norte da Europa e de outros continentes.
Está provado que a luta contra estes flagelos é possível desde que haja vontade política.
Hoje surgiu a notícia de que a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, exortou a um "envolvimento cívico" pela defesa da criminalização do enriquecimento ilícito e advertiu que não desistirá desta lei, que "irá ao Tribunal Constitucional as vezes que for preciso".
Oxalá não lhe desfaleça o entusiasmo, pois terá de enfrentar todos os indivíduos que fazem parte do polvo, ainda no activo e dele já reformados. E eventualmente, terá de inserir alterações na Constituição que permitam inverter o ónus da prova e outros mecanismos do Código de Justiça.
É curioso que mesmo nas altas instâncias da Justiça tem havido opiniões de que não é possível combater estes crimes económicos. Por exemplo, são da magistrada Cândida Almeida as palavras “Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos” pronunciadas perante numerosa assistência de sociais-democratas.
Não vai ser fácil a tarefa a que a Srª ministra se propõe. Oxalá tenha o maior êxito para bem de Portugal, contribuindo para moralizar o regime e cortar ao polvo os seus inúmeros tentáculos e a sua perigosa virulência.
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A. João Soares
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Tópicos: Corrupção, Enriquecimento ilegítimo, polvo, tráfico de influência
23 de novembro de 2012
Reformar o Estado e Cortar Gorduras para Vencer a Crise
Parece que os governantes, se comportaram como «neuróticos obsessivo» (de acordo com o conceito de José Gil em «Portugal, Hoje») que estão convencidos de que os seus pensamentos valem por acções, que o desejo de agir equivale a uma acção efectuada. E, como a realidade nos mostra, no caso dos nossos políticos, nem sempre as palavras correspondem a pensamentos claramente formulados. O próprio Vítor Gaspar, acaba por se distrair e confessa que não tomou as medidas mais adequadas ao problema que tinha entre mãos.
Agora, já passados 18 meses de governo se volta a falar que sem redução do Estado "haverá aumento de impostos em 2014" mas que o Governo está aberto a propostas sobre reforma do Estado e que aceita propostas sobre reforma do Estado até Junho de 2013, data em que terão já sido perdidos dois anos de retrocesso. E para refrear as esperanças optimistas e tirar ilusões falaciosas, logo Cavaco Silva alerta, para que Reforma do Estado vai levar muitos meses.
Mas, entretanto, uns «boys» fanáticos apoiantes e defensores incondicionais do seu líder, talvez movidos pelo objectivo pessoal de não perderem oportunidades de enriquecimento rápido à custa do Estado, afirmam e fazem circular por e-mails que já não há «gorduras» a cortar. Isso é total ausência de sentido de Estado, de dedicação ao bem público, falta de sensatez e noção das realidades.
Mas as pessoas que estão atentas interrogam-se:
Quantos assessores inúteis existem nos gabinetes dos governantes e deles dependentes?
Quantos «observatórios» existem sem servirem para nada que seja indispensável e realmente útil?
Quantas fundações são financiadas pelo Estado só para benefício dos seus administradores, etc...?
Quantas empresa são subsidiadas para produzirem touros e outras futilidades?
Quantos funcionários a receber como nababos estão inscritos como «trabalhando» no gabinete do PM? 57 ?
Quantos carros possui o Estado? Para quê?
Não chegariam dois (no máximo) por cada serviço?
E esses poucos que ficariam não poderiam ser mais baratos?
E a PR paga salário a quantos «colaboradores»?
Não poderiam ser reduzidos a 10% ou menos?
Gorduras? Para se aumentar a lista basta puxar pela cabeça e topamo-las a cada passo!!! Para quê tanta ostentação de opulência sem bases para a suportar?
Na realidade, os governantes e seus amigos e coniventes vêm vivendo muito acima das nossas possibilidades.
Efectivamente, se forem reduzidas as mordomias e simplificada a estrutura do Estado e a burocracia, as despesas ficarão muito reduzidas, com maior dinamismo da acção administrativa e sem tanta oportunidade ao enriquecimento ilícito e à corrupção.
Claro que depois haverá menos energúmenos a quererem ser políticos... mas daí não vem mal à Nação, pois darão lugar a pessoas sérias que não se importarão de contribuir para o engrandecimento de PORTUGAL, sem estar subjugados à ambição obsessiva do enriquecimento por qualquer forma, como vem acontecendo.
Enfim, isto exige um debate público, aberto, sem censura, com incentivo a que os portugueses possam exprimir o seu pensamento serenamente, sem amarras nem repressões. Oxalá os responsáveis consigam encontrar o melhor rumo para bem dos portugueses de hoje e de amanhã.
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Autor:
A. João Soares
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Tópicos: Corrupção, Crise, gorduras, reformas, Sensatez, sentido de Estado
29 de julho de 2012
Pavilhão Atlântico –
Dado ao Genro do Cavaco por 1/2 Dúzia de Azeitonas
«Luís Montez ganhou o concurso aberto pelo Governo para a venda do Pavilhão Atlântico. Apesar dos vários processos de execução a correr em tribunal, por dívidas a várias empresas, o genro do Presidente da República, Cavaco Silva, pagou pelo espaço 21,2 milhões de euros.»
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Autor:
Mentiroso
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10 de julho de 2012
Relvas e os Médicos
A partir de agora, a todos os que tenham exercido a profissão de médico por mais de X anos sem terem frequentado os cursos vão ser dados diplomas, admitidos na Ordem dos Médicos e terão equivalência aos médicos formados, mesmo que tenham passado o tempo do curso a colar cartazes. É a adopção tácita e generalizada das Novas Oportunidades. Justifica plenamente o que em toda a Europa se crê da competência e dos cursos nacionais em que nem os médicos nem os dentistas podem exercer nos países mais avançados.
Novo diploma das universidades nacionais: Doutor em Vigarice.
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Mentiroso
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Tópicos: Burla, Corrupção, Credibilidade, Descaramento, Desonra, Escândalo, Escória da Europa, Indignidade, Vigarice
28 de maio de 2012
Em crise, há abusos imperdoáveis
É inquestionável a necessidade de moralidade e seriedade na administração do dinheiro público, em qualquer circunstância, mas com maior e mais rigorosa justificação em situação de crise em que são exigidos enormes sacrifícios a grande maioria da população. Com quase um ano de exercício do actual Governo e depois das promessas feitas na campanha eleitoral, era de esperar que tivesse sido travada a descida para o abismo. Mas, apesar de palavras de fantasioso optimismo, a informação que chega, embora cautelosamente dissimulada, mostra que a descida continua embora, talvez, com velocidade menos acelerada.
Por exemplo, não pode passar despercebida a notícia de que A classe média também já vai buscar comida às cantinas sociais.
E perante os sinais de crise aguda, continuam os vícios de corrupção, compadrio, negociatas em favor de amigos, à custa de abusos imperdoáveis de mau emprego do dinheiro dos impostos, como diz a notícia de que o Estado gasta por mês 130 milhões de euros sem concurso o que, para mais, prejudica o bom funcionamento da economia que era suposto e desejável basear-se na livre concorrência e na iniciativa individual.
Mas os abusos vão muito mais além e, por exemplo, a notícia Aulas no privado dadas pelo chefe diz que a empresa «Estradas de Portugal (EP) pagou formação a, pelo menos, sete funcionários do departamento de informática numa universidade privada. O director do curso era o superior hierárquico dos trabalhadores em questão.» Há instituições públicas em que se usa o sistema «on the job training» e, no caso versado, isso até seria fácil porque ao superior hierárquico foi reconhecida capacidade para ministrar a instrução.
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A. João Soares
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Tópicos: Corrupção, Honestidade, rigor, sentido de Estado, sentido de responsabilidade
21 de fevereiro de 2012
Juiz Assassina Família
Foi falado e comentado, mas ninguém lhe atribuiu a importância devida nem se aventurou a tirar a única conclusão possível. É um facto simples de que há pouco a comentar para além de afirmar que estamos a observar o que se passa com a corrupção, a impunidade, a incapacidade profissional e tantos acontecimentos que destroem o país e a vida nacional.
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Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Corrupção, Incompetência, Justiça podre
14 de novembro de 2011
Na Peugada da Grécia
Não restam dúvidas e a melhor prova é aquela que se tem invariavelmente constatado: quanto mais os vigaristas corruptos falam e negam um determinado assunto, maior é a garantia da sua certeza.
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Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Corrupção, De má fé, Degradação social, Destruição, Esbanjamento, Escândalo, Matança, Parasitismo, Roubo autorizado
20 de agosto de 2011
Anticorrupção.Todos com o indiano Anna Hazare
Estudantes, agricultores, funcionários públicos, gente de todos os sectores da vida nacional gritam contra o flagelo que lesa os interesses da maior parte da humanidade.
Anna Hazare já em Abril fez uma greve de fome que levou o Governo a prometer criar uma agência contra a corrupção. O projecto de lei foi apresentado no início do mês e está agora a ser analisado por uma comissão parlamentar. A pressão, agora, é para que a lei seja geral e não fiquem imunes os juízes e os elementos dos gabinetes do Governo.
E por cá? Onde estão as propostas do engenheiro João Cravinho datadas de há meia dúzia de anos??? Quando se retoma, a sério, essa medida adiada?
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A. João Soares
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Tópicos: Anna Hazare, Corrupção
5 de julho de 2011
Descubram Porque Faltam Médicos
O seu médico já tinha terminado o estágio e praticava perto do fim do segundo mandato do Cavaco? Pergunte-lhe porque faltam agora médicos, que ele sabe e explicar-lhe-á. Desconhecia? Veja porquê no cabeçalho do blog da Mentira! e para o que serve a canalha desinformadora. Está lá há seis anos e nada mudou, só se agravou.
O ano de 1986 - o primeiro de Cavaco Silva como primeiro-ministro - foi aquele em que foram abertas menos vagas de Medicina no pós-25 de Abril. Foram criados apenas 190 lugares, cerca de 11% da actual oferta. Por isso, encontrar hoje um médico com cerca de 43 anos - que terá entrado para o curso nessa altura - pode ser considerado um verdadeiro achado. … … Só em 2002 se ultrapassaram (1002) os valores de 1977.
Ver [aqui] o texto completo do parágrafo acima.
Enquanto se escorraçam os médicos portugueses do sector público e se os empurram para o privado? Há qualquer coisa aqui que não joga. E é um grande jogo que não se fica no fecho de vagas em medicina efectuado por esse grande patriota de nome Cavaco Silva quando foi primeiro-ministro. E que dizer dos comentários dos investidores no tesouro da saúde, reiterando que o estado não precisa cuidar da saúde pública mas apenas pagá-la aos negociantes privados, que ainda há dias investiam em chouriços e agora investem em saúde. E, afinal, pensando bem, pelo que se vê, por vezes, será assim tão diferente?
Ver [aqui] o texto completo do parágrafo acima.
Ao falar do SNS, não posso deixar de referir que grande parte das dificuldades que tem vivido nos últimos anos são devidas à redução de profissionais que resultou da redução da entrada de alunos para as faculdades de medicina nos anos de 1990, quando era primeiro ministro o actual candidato, Cavaco Silva. … … Eu sou responsável pelo que fiz há 20 anos, há 10, há cinco, portanto os outros também devem ser responsabilizados por isso.
Ver [aqui] o texto completo do parágrafo acima.
O seu médico informá-lo-á ainda de que a redução das vagas para medicina foi imposta pelo Cavaco para satisfazer e promover os hobbies da saúde, que reclamavam que se houvesse menos médicos no SNS eles teriam mais clientes. Aguardem um pouco mais e constatem como o actual governo se vai aproveitar da situação e o que vai fazer com os ditos hobbies, que entretanto cresceram, devido à falta de médicos e à incompetência dos governos anteriores para sanear e financiar o SNS.
É apenas mais um crime do cínico de Boliqueime – que não deve nem pode ser esquecido – a acrescentar aos outros do seu longo rol. Alguém teve a honestidade de o responsabilizar?
Em consequência disto é possível avaliar a mentalidade geral nacional a fazer demonstrações e reclamações pela falta de médicos às portas dos centros de saúde, em lugar da porta do assassino que os mata a eles e às suas famílias, e ainda por cima elegem e reelegem o seu próprio assassino. Não é verdade que «cada povo tem o governo que merece» e que «quem morre porque quer não se lhe reza por alma»? Morram, pois, os estultos e os atrasados mentais, já que assim o escolheram, mas por favor, deixem de reclamar contra aquilo que querem. Não tem pés nem cabeça.
Autor:
Mentiroso
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28 de abril de 2011
Vergonhosas Campanhas Eleitorais dos Ladrões Nacionais
Todas as campanhas de todos os partidos usam os mesmíssimos meios: meia dúzia de factos juntos a mentiras que só servem para lograr os portugueses e escamotear o essencial. Ultimamente apareceram patriotas à pazada. Quem são eles, se não os que representam os partidos que assassinaram o país. Matem-nos também.
Portugal tem o pior crescimento económico do último século. Há quase três anos que o Eurostat publicou que o atraso de Portugal era de pouco mais de vinte anos antes da Abrilada, passara para mais de 52! Seria impossível de se atrasar tanto em poucos anos. Tirem-se as conclusões.
A dívida pública, desde há mais de 35 anos que acelera, sem contar com os roubos dos governantes, os seus extravios, má administração e criação duma imensidade de paraísos de nomeação para os sanguessugas em que não há concursos de admissão. Mais de 600 instituições, direcções, órgãos e organizações independentes, entidades, sue entidades, empresas ditas do estado, gabinetes, secretarias, governos civis, órgãos regionais, etc., foram criados através destes 35 anos para albergarem os f.d.p. dos parasitas dos partidos, enquanto a restante população tem que trabalhar para os sustentar e pagar os roubos.
São os componentes (militantes, famílias e amigos) das seitas de criminosos que formam as máfias políticas. Veja-se o exemplo ao fim deste artigo.
À parte isto, a dívida é mesmo pública, que através dos mesmos anos, em lugar de preparar o país para o futuro (agora), deu aos portugueses a ilusão de que eram ricos, endividando-se para que cada um pudesse viver acima dos seus meios num país que passou a importar o que deixou de produzir. O grosso da dívida é de todos.
O mal começou com o abatimento das frotas pesqueiras para que outros viessem cá pescar e importarmos o seu nosso peixe. Com a destruição da agricultura, enquanto os outros países promoveram e modernizaram e a expansão das suas e também até batatas passámos a importar. Com a destruição da indústria que passou para mãos estrangeiras (investimento, chamaram) enquanto os industriais nacionais berravam por socorro. Com tudo o que produzia desbaratado, que esperar daí a uma ou duas décadas. Seremos cegos? A construção e venda (exportação) de casas de habituação incrível e inigualável a nível mundial foi um dos maiores pesos na economia. (Ver aqui)
Analisando como as pessoas votam, o que dá votos com povos atrasados e desinformados é vigarice, mentira falsidade, banha da cobra e, sobretudo, baixa ordinarice. Para este último, basta compreender porque é que a Manela Leiteira fez da lavandaria nacional o símbolo da baixeza e ordinarice nacionais. E teve continuidade. É um povo de baixos sentimentos e ordinário. Sabe votar em consequência. Por que se queixa então?
Para tudo isto há razões. O responsável número um numa democracia é o povo, mas em Portugal não há nem pode haver democracia com uma constituição que o afasta deliberadamente do poder e permite que os políticos obrem a seu bel-prazer, roubem como, quando e quanto querem, com toda a impunidade das leis que a tal constituição fantoche lhes permite fabricar para lhes dar impunidade. Uma justiça cooperante que abafa a corrupção não a investigando e jornaleiros que encobrem ambos os criminosos.
Para tudo isto há razões: os carneiros tudo permitem, por isso têm sempre tido os governos que merecem. Outra prova da inexistência da democracia é precisamente que não paramos de ouvir essa palavra e outras que lhe estão associadas, como direitos, mas ninguém fala em obrigações. Onde há democracia ninguém fala nela – vive-se. Estes constatos tão simples são deveras gritantes.
Para tudo isto há razões. Há mais de vinte e cinco anos que foram preconizadas e isso serviu para chacota. Foram publicadas há mais de dez e nem podia vir a ser de outro modo. Não é preciso ser bruxo, são auto-evidentes. Quem só agora admite vê-lo tem sido tão culpado como aqueles que incrimina e merece bem o que lhe acontece. São estes os segundos culpados, logo a seguir aos jornaleiros que tudo encobriram, mas que para protegerem as máfias nada contaram sobre como se vive nas democracias.
Não há outro método para uma democracia. Para que os políticos sejam representantes do povo têm que tomar as decisões no interesse daqueles que representam e não nos próprios. Não podem ter liberdade para o contrário. Tem que haver um sistema de controlo dos mandatários pelos seus mandantes. É lógico. Não podem substituir os eleitos pelos que eles designam, ou também não terão legitimidade. Todos os lugares da administração devem ser postos a concurso e não ocupados por parasitas. Mesmo os juízes devem estar sujeitos ao mesmo controlo, ou a justiça não poderá mudar.
Acabe-se com o gozo dos vígaros, dos ladrões e dos parasitas. Acabe-se com o regabofe. Quem quer que permaneça impávido a este abuso monstruoso está a colaborar para o mal geral.
Não votar é uma demonstração de desinteresse e tudo aceitar e admitir. Votar em branco é mostrar desacordo, reprovar.
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Exemplo de família mafiosa na Ilha da Ma(ma)deira
(Recebido por e-mail)
Alberto João Jardim - Presidente do Governo Regional
Andreia Jardim - (filha) - Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva - vice-presidente do governo Regional
Filipa Cunha e Silva - (mulher) - é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro - Secretário regional dos Recursos Humanos
Patrícia - (filha 1) - Serviços de Segurança Social
Raquel - (filha 2) - Serviços de Turismo
Conceição Estudante - Secretária regional do Turismo e Transportes
Carlos Estudante - (marido) - Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Sara Relvas - (filha) - Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes - Secretário regional da Educação
Sidónio Fernandes - (irmão) - Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher - Directora do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos - Líder parlamentar do PSD/Madeira
Jaime Filipe Ramos - (filho) - vice-presidente do pai
Vergílio Pereira - Ex. Presidente da C.M.Funchal
Bruno Pereira - (filho) - vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral do Governo Regional.
Cláudia Pereira - (nora) - Trabalha na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José - Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Leonardo Catanho - (irmão) - Director Regional de Informática (não sabia que havia este cargo)
João Dantas - Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Patrícia Dantas de Caires - (filha) - presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira.
Raul Caires - (genro e marido da Patrícia) - presidente da Madeira Tecnopólo
Luís Dantas - (irmão) - chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Cristina Dantas - (filha de Luís Dantas) - Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, (marido de Cristina Dantas) - director da Loja do Cidadão
[Lista incompleta]
Direitalha VIP, o verdadeiro motor do enriquecimento da Madeira. Digam lá que não é organizado como uma família da máfia. Não, é máfia mesmo!
Mesmo assim, ainda há que ache piada
Dois pombos, depois de comerem na mão duma pessoa, levantam vôo e diz um para o outro:
- Já viste que nós até parecemos políticos?
- Porque dizes isso?
- Repara bem, mendigamos migalhas às pessoas e uma vez cá no alto, cagamos-lhes em cima!
[Moral da história: o povo tem o que merece.]
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Cobardia, Corrupção, Impunidade, Oligarquias, Roubo autorizado
27 de junho de 2010
O Mito de Abril –
Descalabro e Ruína Nacional
Após 36 anos de desgraça nacional torna-se necessária uma análise profunda – ainda que aqui apenas resumida – das circunstâncias que a originaram. Isto, claro, caso se queira viver em democracia e repudiar a miséria em lugar de prosseguir no mesmo caminho.
[É um artigo longo que não interessa a quem se achar bem informado e já tudo saber.]
Os corruptos e ladrões malditos continuam a afirmar que o sistema que criaram é uma democracia e não uma genuína oligarquia dominada pelas castas que criaram de associações de criminosos que formam os partidos no mais puro e tradicional estilo da máfia siciliana de princípios do século passado apenas adaptado aos tempos modernos. Os mais que conhecidos comportamentos da canalha confirmam que isto não é palavreado vão.
Já para aqui foi transcrito um comentário do blog Do Portugal Profundo, cujo autor adoptou o pseudónimo de Lusitano, que conhece o passado por o ter vivido e de quem as constatações merecem ser ouvidas. Não se trata duma tentativa de reescrever a História no estilo das historietas do trapaceiro desavergonhado do Rosas que mente impudicamente, reinventando e prostituindo a história no seu interesse e no dos outros corruptos da sua laia, que não nos do povo.
Neste comentário vemos mais uma vez os resultados da profunda ignorância de tudo o que pudesse mudar a situação assim interesseira e criminalmente construída e imposta ao povo pela horda de bandidos de meia tigela, pedantes, espertos para a malandrice, mas estúpidos e até por vezes enormemente ordinários, de maus sentimentos e maus profissionais que são os jornaleiros, como reconhecido pelo Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas no caso Manuela Moura Guedes, que provocou inúmeras reclamações de telespectadores. O Conselho afirmou literalmente: «Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável».
Os rascas, porém, encobrem e nem não se atrevem a mencionar. Estes canalhas mantiveram o povo ignorante à mercê da corrupção da ladroagem política, contribuindo do modo mais eficaz para a destruição duma nação em nítida consequência da ignorância do seu povo.
Mais uma vez se pergunta: terá esta gentalha direito a uma consideração idêntica àquela que merecem as pessoas honestas, verdadeiras, cumpridoras dos seus deveres e de cujos esforços resulte um bem para a nação? Como tratá-los sem se ser tão hipócritas como eles, se não classificando-os do modo adequado que merecem? Afinal, se os tratássemos como pessoas dignas, como trataríamos aqueles que realmente o são? Donde, defender que estas bestas devam ser tratadas como pessoas dignas, é declarar que os seus próprios princípios assimilam ambos com igual dignidade, ou seja, é declarar-se a si próprio como indigno.
Eu e outros palermas ainda mais sacrificados do que eu, andámos a lutar por uma verdadeira democracia em vão.
Mete-me nojo todo este bacanal em que transformaram Portugal, toda esta gente não merece, nem sequer respeita aqueles que antes de Abril de 74 tiveram o sonho de querer um Portugal melhor, que sofreram física e psicologicamente para que as novas gerações tivessem mais liberdade e uma vida melhor, toda esta gentinha não passa dum monte de estrume, o que mais se vê é gente sem personalidade, sem carácter, sem honra, o que conta, actualmente, é deitar a boca à teta da vaca, o resto que se lixe, mas atenção, a vaca já não tem mais ração para comer e vai secar dentro em pouco, e depois como vai ser???
Olhando para trás, há 40 anos, vejo um jovem, então com 20 anos, que poderia ter um futuro razoável, envolvido em lutas contra um regime autoritário, luta essa, modesta é certo – dentro daquilo que me era possível – até porque estava nessa altura ao serviço das F.A., e olho para esse tempo, e 36 anos após um acontecimento, que na altura me encheu de alegria e esperança, e que vejo? Que afinal foi um esforço em vão.
A raiva é tanta, que maldigo a minha fraca visão, muitos, que nem um palha mexeram antes de Abril, souberam aproveitar-se e hoje estão em situações que não merecem, o oportunismo pós-Abril é mais que muito, não tenho sequer palavras para descrever a minha enorme frustração com esta gente, com estes governantes, com os militares, que parece que vivem noutro mundo, que não vêem nada, não dizem nada, não ouvem nada, já nem falo sequer nos partidos, que, aproveitando-de da ingenuidade e das crenças políticas de cada um, se utilizaram disso para melhor enganar este pobre povo cada vez mais explorado e vilipendiado.
Portugal passou dum país de gente séria e trabalhadora a um coio de facínoras, chulos e oportunistas, quanto menos vergonha se tiver mais proveitos se tiram, pode-se vender a Pátria aos talhões que ninguém reage nem diz nada, pelo contrário, ainda tenta tirar partido disso.
Este pobre país está atravessar a sua maior crise de sempre, não só económica, mas igualmente de valores.
Os Filipes, nomearam um Miguel de Vasconcelos, hoje, há centenas ou milhares de homónimos dessa figura sinistra, o país está podre, está totalmente a saque, transformou-se numa farândola aonde uns milhares de ex-pés descalços conseguiram por artes "mágicas", apoderarem-se duma fatia importante do bolo da Nação, deixando milhões na miséria. Ainda há dias, foi divulgado que 2009 viu crescer mais 600 novos milionários, mas quantas dezenas ou centenas de milhares de pobres e miseráveis não cresceram igualmente no mesmo período???
Fala-se muito em direitos e democracia, mas isso está reservado apenas para alguns privilegiados, para uma corte que até abdica do pai e da mãe se for necessário, se daí tirar proveito.
As novas gerações, ao invés de lutar contra esse vitupério, não, tentam é safar-se como podem, desonrando completamente os seus antepassados que construíram esta Nação à força de sangue e sacrifícios, nada mais lhes parecesse interessar que não o seu futuro, pensando com isso, que vão assegurar alguma coisa, esquecendo que outros atrás virão que os colocarão fora da gamela e assim sucessivamente.
Actualmente temos o pior Presidente da República que por este país passou desde a 2ª República, juntamente com um dos piores senão mesmo o pior 1º Ministro de sempre.
Este duo, tem, cada um à sua maneira, contribuído para levar este país à sua demolição, o último, porque nem uma mercearia consegue governar, o primeiro, porque tendo sido 1º Ministro, porque tendo conhecimentos mais avançados sobre Economia, permitiu que o 1º Ministro estilhaçasse isto tudo só agora falando para dizer que a situação é insustentável.
Se é insustentável, será como Sócrates, quando se desculpou com o facto "do Mundo ter mudado nos últimos 15 dias" para ter aumentar os impostos e retirado regalias e apoios sociais, será que também se serve da mesma cantilena???
Será, que nem sequer reparou que deu um tiro no pé, ao dizer agora uma coisa dessas, não percebeu, que com esse discurso deu munições aos "democratas" do PS para atirarem nele???
Não reagiram em coro Manuel Alegre, Sócrates, Mário Soares, não disseram (e com razão) que esse discurso agora só criava mais dificuldades ao país??? Não percebeu que isso é dar a arma ao bandido, que os especuladores e outros oportunistas do costume, ao ouvirem uma coisa dessas ainda carregam mais no nosso pobre país??? Não percebeu, que até uma criança de dez anos se interrogaria, se o país está insustentável porque é que não falou antes, porque não tomou medidas para evitar isso???
Não disse Manuel Alegre, que o PR tem outras opções, numa clara referência à prerrogativa do Presidente da República poder demitir o Governo se entender que não está a conduzir o país como deve ser???
Não saiu Sócrates como "vítima" da situação, ao referir-se: "que por vezes, tem a impressão de que puxa sozinho pelo país", transformando-se, dessa forma, no "sacrificado" da situação, quando é um dos principais responsáveis pelo desastre nacional???
Não haverá na casa presidencial, um assessor de jeito, que diga ao PR aquilo que é inconveniente dizer publicamente, não só para não prejudicar e dar má imagem do país, como até para si, dando aos opositores armas de arremesso???
Será, que um homem, que com um discurso da "má moeda" deu cabo dum governo do seu partido, que tinha a fama e apregoava que "nunca se enganava e raramente tinha dúvidas", agora consegue dizer uma coisa dessas nesta altura, quando tudo apontava - há muitos anos - para um desfecho destes???
Será, que andava tão entretido a visitar velhinhos e criancinhas que não deu por nada???
Como, pergunto eu, vamos conseguir dar a volta com um dueto destes? Num já ninguém acredita, o outro nada faz para que tenhamos esperança, que tenhamos um futuro, será que se esquecem, que ambos estão debaixo do fogo de observadores internacionais, que podem duma virada aplicar-nos a "teoria da má moeda" e rebentar com este país???
Mas, afinal, foi para isto que eu me lixei???
Raios me partam, nunca acerto em nada, bardamerda para os meus valores, só servem para os outros limparem o cu.
Cumprimentos.
Não é muito difícil de compreender que somos desgovernados, roubados e atirados para uma miséria moral e financeira por bandos de cobardes e traidores. Matem-nos, como ao Miguel de Vasconcelos. Onde está a coragem e a justiça de outros tempos? Substituída por valores rascas e heróis malditos? Então merecemos o que temos.
Para quem não tenha vivido nos tempos da ditadura, aprenda que o que políticos e jornalistas afirmam sobre liberdades é falso por ser apresentado de modo a estropiar a realidade. É verdade que durante o regime não havia liberdade política nem jornalística e que estes eram perseguidos e presos injustamente e os primeiros por vezes assassinados. Porém, na primeira parte o regime foi verdadeiramente abençoado pelo povo (ditadura ou não, era querida pela nação inteira, mais ainda que o actual regime na Venezuela). Além disso, escondem os falsários e impostores mal intencionados que a falta de liberdade era apenas para políticos e jornalistas. Que a justiça não era corrupta em casos apolíticos, nem incapaz como hoje, nem administrada por ignorantes e incompetentes, como hoje, que mais não têm no papo que a arrogância com que pretendem encobrir os seus defeitos monstruosos. Escondem também que por tudo isso a liberdade da população em geral era muito superior à actual, bastando para isso a sua mentalidade seguir o princípio mais simples e básico da democracia e que hoje sabemos não seguir: a liberdade de cada um acaba onde começa a do seu semelhante.
Se esse regime era decididamente mau, o de hoje é bem pior porque assim o fizeram.
Muitos blogs tratam qualquer acto político condenável apropriadamente, mas concluindo sempre com o elogio camuflado do seu partido e uma incriminação do outro. Jamais acusam actos idênticos praticados pela máfia do seu partido.
A única utilidade de tais blogs é uma contribuição para a cega ignorância nacional, mentindo, enganando quem os ler, aprofundar o mal e evitando qualquer melhoria. Porque, afinal, todos os partidos são clãs diferentes do mesmo tipo de máfias, assim como os mesmos criminosos. Enganando, promovendo a simpatia por uma qualquer dessas associações de criminosos é apoiar a continuidade do estado actual pela dita renovação governamental em que o poder apenas passa de mãos criminosas para outras idênticas.
Um exemplo mais que gritante de tais princípios de autêntica malvadez contra a nação inteira é o blog do José Maria Martins. Descrevendo muito bem casos de actos de políticos pelo menos altamente reprováveis, a sua conclusão é invariável e impreterivelmente sempre a mesma. Para ele só existe um único culpado em Portugal: o Partido Socialista. Para ele só existe um partido digno: o Partido Social Democrata. É preciso ser-se completamente tapado e desinformado para se lhe dar crédito, mas ele sabe que o povo o está e a quase todos os níveis; por isso que fala sem receio que o desdigam.
Então – segundo ele – o primeiro é um antro da desgraça social que só conseguiu reunir vigaristas e ladrões? É capaz de ser verdade. Entretanto, o segundo – ainda de acordo com o que ele expressa – é o único formado por gente honesta? Só os tais tapados o poderão crer, não vendo a igualdade entre ambos.
Não será cada um desses partidos a cópia do outro, lutando cada um apenas pela oportunidade de se apoderarem de governo para roubarem o máximo (como todos sabemos bem terem feito no tempo do Cavaco)? A estupidez geral nacional é bem capaz de acreditar nestas falsidades, defendendo o seu partido em lugar dos interesses nacionais em nome de todos. O JMM transformou assim o seu blog sobre assuntos de interesse numa estrumeira de logro e de falsidade para atrasados mentais.
O sectarismo é sempre mau e os seus resultados indesejáveis só podem ser piores. É em parte por sua causa e de outros impostores congéneres que Portugal continuará na mesma desgraça que o seu partido o lançou de início. A união nacional contra o que aflige a nação é imprescindível, e não a desunião e as guerras entre a população, como as promovem os que assim escrevem.
Não se pode deixar frisar que não obstante a existência de tais trafulhas astutos, a maior desgraça do país depende muito mais da jornaleirada pedante e rasca do que de qualquer blog devido à sua óbvia maior audiência. A questão de serem pretensiosos profissionais atribui-lhes automaticamente uma responsabilidade proporcional. Responsabilidade que os canalhas recusam clamando liberdade de expressão. Bando de hipócritas!
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Mentiroso
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10 de março de 2010
Partidos Políticos =
Associações de Criminosos
Os partidos políticos actuais não são associações de criminosos?
Então porque é que os magistrados pedem tribunais especializados em crime organizado para poderem lidar mais eficientemente com a corrupção política? Literalmente.
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Corrupção, Crime, Impunidade, Máfia
20 de fevereiro de 2010
Os Maiores Inimigos do Povo e do País
Há já muitas semanas que o sistema político dá mostras do coma a que chegou. Os partidos revelam-se os maiores inimigos dos interesses do país, o que não é novidade, mas os continuam em frente com a sua maleficência, confiando na incapacidade mental do povo para se aperceber e continuarem a sacar-lhe votos contra ele.
Cada um berra bestialidades para seu lado, impingindo as suas «razões», verdadeiras ou fabricadas. Com a podridão que há tanto reina na justiça já não se sabe ao certo quem terá razão nem há em quem se possa confiar. Apenas os protagonistas podem ter certezas. Se as transcrições das escutas telefónicas do Ministério Publico da Comarca do Alto Vouga – no post anterior -- forem reais, o Sócrates disse a verdade acerca da Manuela Moura Guedes, embora continuem a acusá-lo na mesma, mas vá-se lá ter a certeza.
Se o Sócrates acaso é culpado do que o acusam, porque não aceitam o julgamento das duas autoridades da justiça que se pronunciaram a esse propósito. Se têm razão devem fazer tábua rasa da justiça e substituir magistrados e juízes. Não, a isso não se atrevem porque essa podridão também lhes convém por duas razões. A primeira é que os criminosos pariram leis que lhes permitem a impunidade e quase obriga os juízes a absolvê-los. Será o que se passa com o Sócrates? Em segundo lugar, pelos 0 criminosos políticos até hoje condenados, a justiça sempre vai fazendo o que eles querem. Por isso que se o Sócrates é culpado do que o acusam, devem começar por culpar os rascas da lavandaria nacional que pariram as leis que permitem que assim seja.
Como não optam por uma das soluções acima, uma única coisa é certa. Do modo que todos os partidos se comportam são seitas de bandidos cujo único interesse é o de nos espoliarem a seu favor. Claro que isto não é novidade, só que a população tudo vai admitindo sem a menor reacção. Porque, afinal, de todos os lados todos se comportam da mesma forma. Nenhum partido é honesto quando está no governo, não há excepções, basta terem a ocasião de deitarem a mão aos tachos e logo roubam de todas as formas.
Outra certeza é a conclusão que se pode tirar das críticas dirigidas ao Sócrates acerca da sua alocução nacional de 18 do corrente. Como se sabe, por ter sido previamente anunciado por todo o lado, ele iria falar sobre os ataques de que (com razão ou sem ela, aqui pouco importa) tem sido alvo. Alguém achará normal que ele não tenha falado em mais nada. Ora, como não havia nada a dizer sobre a sua curta alocução, fazendo de todos nós tolos toda a sacanagem partidária criticou que ele não falou em mais nada. Nem interessa saber em que eles queriam que ele tivesse falado, pois que não é essa a questão. Falou naquilo que tinha sido anunciado, ponto final. Claro que não faltam outros assuntos de interesse, mas nada mais tinha sido programado.
Como poderemos confiar em qualquer partido quando certos exemplos seus nos ensinaram o contrário? No PS nem se fala. Quanto aos outros, por exemplo, já é tradicional que o PSD não queira aceitar os resultados das eleições quando perde. O que afirmam não é significativo face ao seu costumeiro comportamento e ao que se passa no interior do partido. Se assim não fosse talvez pudéssemos agora acreditar nele, mas «gato escaldado de água fria tem medo».
Alguns blogs com muito juízo e prudência, nem abordam a questão da possível culpabilidade do Sócrates, dada a incerteza que ele reveste. Outros, porém, tomam partido e demonstrando a sua instabilidade mental, defendem os «seus» partidos, sem tripas para enfrentarem a realidade de que são vítimas contínuas daquele em quem votaram. Verdadeira miséria humana. Em política não há santos e como dizem alguns, «feio, feio é perder as eleições» (Bolachas) ou «em política não há ética» (Porco em Pé do PSD), aquele que foi vomitar a sua impostura para o PE e por isso lá ficou mal visto, e que disse que não abandonaria o PE por um cargo no partido; nem chegou a assentar ferro no PE.
A podridão não se limita, porém, aos governos nem àqueles que os compõem. É geral, está espalhada por todos os departamentos e recantos do estado e partidos. Sempre e em todo o lado há negociatas. Existem redes de interesses que lutam na sombra para colocar os seus militantes em lugares onde fortunas roubadas ao povo lhes são entregues. A maioria desses lugares, instituições e outras organizações desnecessárias e por isso inexistentes noutros países, foram inventadas e criadas com o único fim de lá colocarem os parasitas ladrões militantes. Repare-se bem que todos os partidos apoiam a sua existência e nenhum as desmonta. Porquê, se este povo de carneiros aceita ser assim roubado e viver na miséria para lhes dar tudo o que querem? A podridão é completa e geral. Os partidos e os seus políticos são, sem qualquer dúvida, os maiores inimigos do país, aqueles que, duma maneira ou doutra, o têm sempre destruído implacavelmente.
Os partidos andam todos desnorteados com o que se passa, a tal ponto que nenhum quer eleições antecipadas com receio de perder votos.
O PSD encontra-se numa desorganização impar, sem chefão, com eleições e lutas internas, incapaz de assumir qualquer governo. É esta a realidade e pouco importa a sua publicidade podre para atrasados mentais.
O CDS, que tem vindo a tentar armar-se em partido sério, não se quer aventurar com receio de passar a ser um partido microscópico.
O Bloco mete os pés pelas mãos. O Louçã, sem dúvida recordando-se dos maus resultados das últimas eleições, abandonou as grandes críticas e até disse, não há muito, que «as escutas consideradas sem relevância por decisões do sistema judiciário regressam imediatamente ao foro privado e não devem ser utilizadas».
Os comunistas parecem ser os únicos que neste momento podem tirar algum partido de eleições antecipadas.
O Cavaco está mudo que nem uma pedra. Como lhe é impossível renegar o seu partido e este não está em condições de governar, nem sabe o que dizer nem fazer. É assim que se escolhem bem os presidentes, um incapaz que não toma qualquer decisão, ou talvez com fortes dúvidas da culpabilidade do Sócrates depois de um após outro, o Tribunal Superior de Justiça e o Procurador-Geral o terem ilibado por completo, o que de certo lhe dá razão para pensar que já são dois dos pesados. Não quer ser alarve como os que continuam a vociferar, pois que outros caminhos se impõem em lugar de vomitar bestialidades.
No meio de tudo isto é o mexilhão que apanha com as marés, assim como com o que elas trazem por falta de combate à poluição. Este povo ainda não compreendeu que sem que meta toda estes animais no jardim zoológico, em jaulas e acorrentados e que os faça saltar ao chicote, nada jamais mudará. As máfias das associações de criminosos, organizadas em partidos oligárquicos estabeleceram redes que tudo controlam e roubam impunemente até que o povo os deite ao mar. São criminosos de direito comum que deviam ser mortos, mas que fizeram leis que, contrariamente aos países democráticos, lhes dão impunidade completa pelos seus crimes.
São os maiores inimigos do povo e do país.
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Mentiroso
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9 de dezembro de 2009
O Civismo dos Labregos no Parlamento e
O Masoquismo Nacional
É isso mesmo. O parlamento nacional não deve nada àqueles onde os deputados se atiram cadeiras e se esmurram. Na verdade, se virmos bem, alguns desses países são até muito mais democráticos que o Portugal actual.
Na América do Sul, por exemplo, os golpes de estado são quase o prato do dia – prática comum por tradição, mas as pessoas são hoje mais civilizadas do que cá. Não nos pasmemos, porque para o estado a que chegámos não é preciso muito. Não fomos já ultrapassados por todos os países da Europa, inclusivamente da ex-Cortina de Ferro, que se nos juntaram quase duas décadas depois de nós?
Que fizemos nós durante todo esse tempo, que não aproveitámos, nem tampouco como a Espanha, um dos países europeus mais miseráveis que nos ultrapassou com a maior das facilidades enquanto jornaleiros e políticos, ambos corruptos, nos impingiram aquilo a que eles chamam de auto-estima para encobrirem um orgulho balofo, oco e apoiado sobre os valores mais rascas da humanidade. Trocámos os nossos heróis e ídolos nacionais por escoiceadores de bolas, reles ganhadores de idiotices do Guiness, telenovelas para atrasados mentais e tantas coisa do género. Aprendemos a comportar-nos como selvagens egoístas, tolamente convencidos de que nos tínhamos modernizado, Só que, durante esse tempo, o atraso em relação aos outros, de vinte e poucos anos, passou para mais de cinquenta, segundo as estatísticas mais benignas. De atrasados que éramos tornámo-nos estúpidos. (A ignorância é a mãe da estupidez, segundo Victor Hugo.)
De tão estúpidos que nos fizemos deixámo-nos enganar pelos que nos atraiçoaram: os políticos e os jornaleiros. Nós sempre fomos livres, eles é que não eram. Recuperámos-lhes a liberdade e eles pagaram-nos com a traição. Roubaram-nos e enegreceram-nos a vida empobrecendo-nos e assassinando-nos. Cavaram uma enorme diferença entre ricos e pobres inigualável em qualquer outro país europeu.
Roubaram e esbanjaram os fundos europeus de coesão, cuja única finalidade de nos fazer aproximar dos países mais avançados ficou assim irrecuperável. Mas eles enriqueceram com esses roubos, distribuíram o espólio pelos amigos e não zelaram pela aplicação desses fundos por aqueles a quem eles foram concedidos. Esses canalhas e ladrões têm andado desde então por aí a pavonear-se pelas propriedades que compraram com a nossa desgraça e a rirem-se de nós com toda a impunidade que a justiça portuguesa, que só condena pilha-galinhas, lhes concedeu.
Matam-nos com um sistema de saúde completamente desorganizado e incapaz, com pessoal clínico que pela sua selvajaria, incompetência e irresponsabilidade é frequentemente atacado pelos desgraçados cuja saúde deles depende. Porque será que isto não se passa em nenhum outro país?
Tramaram-nos destruindo o sistema de ensino a tal ponto que o nosso ensino é hoje o pior da Europa. A maioria dos nossos cursos, sobretudo os de maior responsabilidade – como os de medicina – não são reconhecidos nos países europeus nem em nenhum outro com um ensino de qualidade média.
Fizeram-nos o sistema de saúde mais miserável e e que mata e temos as piores reformas do mundo (os montantes não devem ser comparados mas na sua relatividade ao custo de vida local). São de facto razões para aumentarem a nossa auto-estima.
Quando vem algum vigarista malicioso dizer que a saúde e a reforma têm que ser participadas individualmente, senão não se conseguem pagar e os sistemas entram em falência, ninguém parece contestar. Ninguém parece reparar que o que esses sacanas desejam é apenas roubar aos mais pobres para que os mais ricos tenham mais. Que sendo eles de partidos da direita não pode ser outra a finalidade. Ninguém parece saber que todos os outros países da Europa resolveram esse problema há anos, alguns há mais de vinte sem abrirem nenhum fosso entre ricos e pobres. Raros o conhecem pela simples razão de que os nossos jõrnaleiros são um bando de aldrabões e de rascas que não cumprem o seu dever de nos informar.
Gostam de viver assim? Se sim, é fácil: basta não fazer nada e continuar a votar nos mesmos. A maioria dos portugueses é tão estúpida e atrasada que ainda está convencida que os se pode confiar nos políticos.
A cambada jornaleira jamais informou que nas verdadeiras democracias de tipo europeu, a única razão por que são realmente democracias é por saberem controlar os seus políticos. Note-se bem que na Europa, as diferenças existentes entre os países se devem quase exclusivamente a este facto.
Só os esparvantes dos portugueses, pensando que sabem tudo e que vivem num estado democrático o ignoram sem se darem conta de que vivem numa república mafiosa governada por oligarquias que com o tempo e a aprovação tácita do povo pelo seu voto se transformaram em associações criminosas de ladrões e de assassinos.
Se não gostam de viver assim, parem de se lamentar, que lamúrias nada alcançam, sobretudo quando as oligarquias confiam que enquanto forem só lamúrias tudo vai bem para elas e a sua impunidade continua garantida. Por de mais, para que servem queixas de casos isolados quando o que enfrentamos é de cariz global? Não esperem que Deus ou qualquer outro ser superior os venha ajudar, ou aguardem o milagre do arrependimento dos criminosos. Há vários meios de reivindicar os direitos democráticos. Entre eles, os mais comuns e eficientes, são os de sair à rua em demonstrações diárias e exigir referendos para aprovação de decisões políticas que afectem a vida nacional. Outra bem necessária é a de exigir a concepção duma constituição demorcática que retire o poder às oligarquias e o devolva ao soberano, já que a presente não considera nem reconhece o povo como o único soberano.
Arregacem as mangas e mãos à obra. Grelha com eles. Ninguém virá tirar os portugueses da cloaca em que eles demonstram tanto gosto em nadar, pois que nada fazem para dela sairem. Nada nem ninguém jamais mexerá uma palha por miseráveis que nem são capazes de lutar pelos seus próprios Direitos Fundamentais. Temos visto como noutros países, que ainda cá há quem considere mais atrasados, o povo tomou conta dos políticos.
Se ninguém quer tomar conta e subjugar toda essa canalha de políticos, jornaleiros, juízes e magistrados, pessoal da saúde e da justiça que mata e deita os processos para a rua, nos passeios, que se calem todos e que não reclamem aquilo que em tudo e de todas as maneiras demonstram aceitar com prazer. São masoquistas de seu direito.
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Mentiroso
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1 de dezembro de 2009
Fim dos Minaretes na Suíça – Incompreensível Para os Desinformados
Imigração e direitos humanos de todos imigrantes? – SIM!
Países acolhedores colonizados pelos imigrantes? – NÃO!
Foi este o voto expressado pelo povo suíço, contra as pretensões governamentais em que os eleitos pretendiam contrariar a vontade de quem os elegeu.
A questão de ser um partido da direita a fazer passar uma ideia sua num país que é um exemplo da mais avançada democracia moderna, não significa que o povo se tenha voltado para a direita, desprezando os benefícios democráticos que só a esquerda pode proporcionar: a igualdade entre todos os cidadãos, o que inclui a abolição das classes. No entanto, com a horrível e premeditada desinformação nacional – e também por um tanto de estupidez da parte dos desinformadores – ainda há quem não saiba porque é que o povo suíço tem sistematicamente recusado a adesão do país à União Europeia em cada referendo realizado aproximadamente de dois em dois anos. Há cerca de vinte anos que isto se passa e em Portugal ainda há quem não saiba o porquê.
É evidente que quem não tiver ainda compreendido estes princípios se mostrará surpreendido e consternado pelo voto do povo, aparentemente racista. Tal como os labregos dos desinformadores nacionais se confessaram ao darem a notícia. A prova de que o povo suíço não é assim tão lorpa sobressai em diversos comportamentos da vida quotidiana. Procuram comprar produtos nacionais para garantirem o emprego. Os chefes do pessoal das grandes e pequenas empresas dão trabalho a imigrantes evidentemente; os 20% de imigrantes não são sustentados com subsídios. Todavia, só dão trabalho a imigrantes desde que não encontrem um nacional que satisfaça as condições necessárias ao posto. Será racismo? Se o é, que será então o procedimento do Rui Rio?
Por mais de uma década que temos vindo constatando decisões dos governos, perfeitamente inadequadas, que só podem originar uma subida do racismo. Não se pode ajudar os imigrantes duma forma em que estes tenham muito mais vantagens, regalias e ajuda que os nacionais. De notar que as eleições para o parlamento português são a maior pantomina de falsidade anti-democrática: apenas os os poucos deputados das listas dos partidos são eleitos; a totalidade dos restantes não é eleita, mas escolhida pelas máfias oligárquicas partidárias. É esta fantochada que os jornaleiros canalhas e os bandos de políticos ladrões e corruptos nos querem impingir a ideia de que Portugal é uma democracia. Para cúmulo, a carneirada atrasada mental e inculta acredita e vota neles. Um autêntico paraíso para estas literais e verdadeiras seitas da máfia.
Qual é o papel e a mentalidade da população carneira em tudo isto? Será isto que lhes dá tanta auto-estima? Não será realmente um povo miserável e nojento que mais não merece do que os políticos e governos que tem? O ditado diz isso.
Uma atitude é tratar bem os imigrantes de acordo com os direitos humanos e dar-lhes as regalias e os direitos dos nacionais. Muito diferente disso é atribuir-lhes regalias e direitos superiores aos dos autóctones, deixá-los destruir a cultura, as tradições nacionais e os costumes, proibindo-os na ilusória e falsa pretensão de não melindrar os intrometedores, simultaneamente permitindo-lhes o contrário. Em qualquer país, os imigrantes têm obrigação de se assimilarem a fim de não prejudicarem a vida e os direitos dos nacionais, exactamente como os portugueses emigrados tiveram incontestavelmente que o fazer nos países que os acolheram. Se não querem, são livres de procurar outro lado ou país entre os que já tenham os seus usos e costumes, que não faltam.
Medidas semelhantes às tomadas pelo povo suíço, pelas demonstrações na Alemanha, na Inglaterra e noutros países mostram que algo está errado. Se não é isto, que será, então? A origem do desassossego civil em França tem outras origens, mas não tem deixado de ser agravada por medidas idênticas. Há várias décadas que a nacionalidade francesa, antes atribuída a qualquer um nascido em território francês, fosse país, colónia, barco ou avião, foi abolida. Presentemente, está em estudo uma nova lei para a restringir muito mais.
Tratar condignamente os imigrantes é uma coisa. Ser por eles colonizado é outra bem diferente e os políticos deveriam ter compreendido que não só estão a contrariar os desejos dos seus eleitores, como a criar um clima insustentável, mas favorável ao desenvolvimento do racismo, no que ele mentem dizendo pretender o contrário. Segundo o que se sabe e se observa Portugal não era um país racista, mas os políticos transformaram-no.
Autor:
Mentiroso
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7 de novembro de 2009
Corrupção. Será agora o combate?
A corrupção, usufruindo de impunidade, chegou a um grau que ultrapassou todos os limites imagináveis. O caso Face Oculta é, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, mais abrangente do que o Freeport, vai ser mais longo e a factura pode ser mais pesada para o partido do Governo. Enquanto o Freeport era um caso marcadamente personalizado e direccionado para uma figura do PS, o ‘Face Oculta’ envolve empresas públicas, antigos governantes e autarquias.
Fernando Ulrich, presidente do BPI, manifestou a sua preocupação pelo facto de as revelações sobre o processo 'Face Oculta', que por envolver várias empresas públicas, provocarem o "alastramento do clima de desconfiança nas pessoas e nas instituições ", prejudica toda a vida nacional. Em quem podemos confiar? Haverá alguém que mereça confiança? É urgente esclarecer o que se passou.
É urgente iniciar o combate a esta chaga social, sendo indispensável, segundo Fernando Negrão, começar por criminalizar o enriquecimento ilícito e fazer a inversão do ónus da prova. O País não suporta mais os casos de corrupção que se multiplicam. Os portugueses vão exigir legislação no combate à corrupção. Porém, há precauções a ter, pois as ingerências dos políticos na Justiça, condicionando erradamente o seu funcionamento, enfraquece-a e, por inerência, dificulta o combate à corrupção. Um executivo não pode dizer ao poder judicial como deve agir. Algo não está bem quando o partido rejeita as propostas dos partidos da Oposição e do próprio João Cravinho. Há que encarar seriamente a moldura penal do crime económico de modo a que possa ser aplicada a prisão preventiva como medida de coacção. É preciso reflectir sobre isso.
No entanto, é um bom sinal que na AR tenha havido consenso da oposição em bloco na necessidade de combater a corrupção e o enriquecimento ilícito, como foi manifestado por PSD, PCP e Bloco de Esquerda que vão apresentar projectos de lei, tendo o PCP já entregue o seu diploma.
Para efectuar um combate efectivo à corrupção, Manuel Alegre considerou que é preciso o "empenhamento de todos os poderes" do Estado. É sabido que está instalado na sociedade um sentimento de 'impunidade', o que exige, para o combate ser eficaz, que ninguém fique indiferente a este fenómeno. A urgência deste combate já ficou bem clara por João Cravinho e por Medina Carreira, mas o Governo manteve-se alheio.
Parece estarem reunidas condições para serem criadas medidas eficientes a fim de exterminar este cancro e de evitar que volte a aparecer. Para isso, importa que as vontades se concretizem em acções práticas, sem delongas nem subterfúgios que encubram pretextos de manter as fontes de enriquecimento ilícito através do tráfico de influências. Já aqui referi em posts casos de países em que têm sido condenados políticos , incluindo ex-presidentes do Estado. Há que ir além das intenções e das promessas.
Autor:
A. João Soares
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26 de setembro de 2009
A Grande Fantochada
A estupidez dos portugueses cresce a olhos vistos com o emprenharem pelos ouvidos. A pouco e pouco, até aqueles que aconselhavam o voto em branco ou apoiavam a Democracia Directa – movimento condenado à morte devido à falta de consciência, discernimento e inteligência nacional – aconselham agora a saber escolher em quem se deve votar! Será possível ser-se mais idiota?
A prova da idiotice não surgiu com as eleições. Há muito que os mesmos se esforçam por a demonstrar. O lixo que espalham pelas caixas de correio não é novo, só o género mudou por uns tempos. Não fazem como em todo o mundo, escrevendo as suas ideias num blog lido por quem o desejar. Compraram um computador e acreditaram pia e tolamente ser um brinquedo cuja única utilidade era a de lhes permitir impingir as suas ideias deformadas a quem quer que fosse. Pensam que isso é comunicar sem jamais terem estabelecido relações de comunicação com gente de outros países. Tampouco vão ver o que se passa na imprensa internacional e continuam a ignorar tudo o que a jornaleirada esconde. Não se interessam em conhecer e aprender o que quer que seja sobre o mundo em que vivem. O computador, para a maioria dos portugueses não passa dum instrumento para incomodar os outros com as suas idiotices diárias que pretendem embutir nos seus semelhantes. Em conjunto com os brasileiros deve ser um caso único mundial. Único no atraso, como sempre. Povos embrutecidos que se vedam qualquer avanço, tal como o provam repetidamente nas urnas. Têm o que merecem, aquilo por que votam e, sobretudo, o que aceitam.
O português típico de hoje propenso a criticar tanto o que está mal como bem, mas incapaz de tomar qualquer acção (só bla-bla-bla); em apoiar o que está mal sem ser capaz de usar o seu cérebro raquítico. É presa fácil do marketing político (ou não) sem escrúpulos. Vive na cauda de tudo, como merece.
Para nos darem estes conselhos de mentecaptos, enchem-nos as caixas de e-mail com lixo podre contendo múltiplos exemplos. Só que, pobres aldrabões baratos, os exemplos de cada e-mail individual só pesam para um lado quando o mal este em todos. São mal dizentes, têm esse valor. Lógico que para quem quisesse votar sem ser em branco, o melhor seria fazê-lo sem ser instruido por vigaristas obtusos.
Nos dias que se vivem não há partido isento de criminalidade política que por vezes atinge o próprio crime de sangue ou equivalente (como o Cavaco ou o Sócrates). O mal não está nos partidos, pedras basilares para o jogo da democracia – quando ela existe e não é apenas aparente, como em Portugal –, mas nos que os compõem, os criminosos que só merecem ser corridos e presos. Que credibilidade atribuir a quem critique uma parte deles e dê carta-branca aos restantes assassinos? Que conselhos, pois, nos podem dar esses hipócritas com as baboseiras que nos escrevem? Quem lhes pede a opinião? Contudo, as críticas falsas, quer dum lado quer doutro, são bem fáceis de distinguir.
Estas eleições, mais do que a corrupção, a maledicência e o vale tudo na luta pelo tacho imerecido dos burlões políticos, patenteiam o estado mental da população nacional.
Por outro lado, recebemos uma incrível desinformação constante pela parte jornaleirista. Quem quer que o desconheça, saiba que à parte a segunda estrumeira maior da União Europeia a seguir à nossa, o nosso vizinho indesejável e selvagem, nunca existiu nem houve um país em que os noticiários só falam sem parar nos porcos dos parasitas políticos e suas oligarquias mafiosas durante eleições como cá. Deve ir para o livro do Guineess. Quanto mais importância se der a essa corja pior nos farão; nos países civilizados e avançados conhecem-no bem e por isso não se vê esta palhaçada constante. Contrariamente aos países que avançam, o que interessa aos portugueses não é um programa governamental para nele se votar; é a vigarice, a maledicência, a difamação, a mordacidade, a calúnia, a má-língua e todas as qualidades de malvados que caracterizam a cambada de todos os nossos queridos políticos. São estes sentimentos de cloaca que fazem vibrar os eméritos burros dos eleitores portugueses.
É nesta cambada que querem que votemos? Todos os votos que eles receberem só podem obtê-los por atraso e defiência mental de quem neles votar.
Não obstante e embora seja impossível dar uma sugestão honesta de voto na conjuntura actual, há factos – e não ideias ou opiniões, nem qualquer história reescrita à laia do Fernando Rosas – demonstrados pela história e consagrados na liguística mundial, que podem ser verificados por quem quer que simplesmente consulte um dicionário. São os vocábulos direita e esquerda. Basicamente, a direita é conservadora, anti-progressista e favorece os mais ricos em desfavor dos mais pobres; a esquerda é progressista e favorece a igualdade. Certamente, há muitas direitas e muitas esquerdas, pelo que a partir daqui se podem fazer várias sínteses, todas elas, porém, sobre as mesmas duas bases. Embora ambos os termos actuais tenham a sua origem nos governos que se seguiram à Revolução Francesa, a ideia-princípio sempre existiu por si mesma. Alguns exemplos da nossa história demonstram as diferenças. Os nossos reis que diminuíram o poder da nobreza de então em favor das populações foram reis de esquerda, se assim se pode dizer, pelo menos na aplicação do princípio. Foram esses poucos que fizeram progredir o país. Sempre assim foi. As lutas Miguelistas pelo poder absoluto contra a Carta Constitucional (o embrião da Constituição e da democracia que terminou em 5-10-1910) apoiada Por D. Pedro IV e por sua filha D. Maria II, idem. Exemplos não faltam.
Um povo desmiolado e corrupto, pelo que aceita o inédito assalto da corja partidária aos lugares de administração pública a cada mudança de governo sem dar um pio. A sobreposição da raiva partidaria aos verdadeiros interesses pessoais promove a corrupoção e dá aos corruptos todos os meios para assegurar a sua continuidade com êxito e impunidade. Melhor prova de estupidez crassa?
Autor:
Mentiroso
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23 de junho de 2009
A Banha da Cobra
Estava a chegar à mata de Monsanto, do lado da Ajuda, levando o cão a vacinar no hospital da Faculdade de Medicina Veterinária. Ao ouvir uma notícia na Rádio Renascença, dei uma gargalhada tão estrondosa que se devia ter ouvido do outro lado da mata, lá para a Boavista ou para Benfica.
Diziam que a Manela Leiteira não queria ganhar as eleições com maioria absoluta. Quem, com dois dedos de mioleira, mesmo balofa, poderá acreditar em tal impostura monstruosa? Monstruosa, vindo dum monstro cheio de falsidade e de acumulada malandrice. Puro marketing incontestavelmente pensado e dirigido às mentalidades subdesenvolvidas da grande maioria dos eleitores que mostram desconhecer as intenções da máfia oligárquica política. Se assim não fosse não permitiriam a iniquidade, a corrupção e o proveito impune dos crimes e dos roubos dos políticos. Cada povo tem o governo que merece, ditado bem conhecido, mas igualmente bem escondido por politiqueiros e jornaleiros.
Não estamos em qualquer país democrática, social e mentalmente avançado para que um governo formado por uma coligação de vátios partidos seja aceite por eles e ainda menos num em que os eleitores não votem só em dois deles. A Finlândia, por exemplo, sempre tem sido governada por coligações múltiplas. Há uma dúzia de anos a coligação governamental compunha-se de 14 partidos. Só pode acontecer em países civilizados; em Portugal é impensável. Essas coligações não seriam capazes de governar, impedidas pela ganância, incivilidade endémica e malvadez dos políticos, que põem impreterivelmente os seus interesses à frente dos do país. Como o partido no governo não teve, em geral, mais de 40% de votos, os restantes 60% são deitados ao lixo para satisfazer a ganância e a incivilidade dos animais que nos governam.
A Manela deu-nos, pois, a conhecer a sua táctica eleitoral: mascarar-se em avó do Capuchinho Vermelho. Pintar um falso quadro de modéstia para lograr os eleitores. Ou cozinhar-lhes uma iguaria extremamente atraente e apetitosa, mas onde não faltam os mais perversos venenos. É o lobo do Capuchinho Vermelho disfarçado na avó, velha história contada às crianças precisamente para as fazer pensar e não caírem exactamente neste género de logro. Os portugueses, porém, não aprenderam esta fábula e nunca a conseguiram assimilar. É tão simples e os papalvos caem como moscas em sopas de mel envenenadas.
Como qualquer outro político digno desse nome (falso), também ela, naturalmente, tem conselheiros de marketing político. São profissionais altamente classificados e capazes. Estudaram bem a mentalidade dos eleitores para os poderem enganar facilmente. É a sua profissão, são mestres na falsidade que ensinam aos políticos menos experientes e mesmo aos outros.
A Leiteira reclama de muitos assuntos do governo do país, muitos deles com bastante razão. No entanto, só o faz por ronha e ganância e não por interesse no país. Se assim não fosse, em lugar de dizer disparates apontava o erro e apresentava uma solução melhor, mas isso não faz ela.
Não o faz, sobretudo porque em sua mente as soluções são aquelas do governo de que ela própria fez parte. É o comboio para o inferno, ideia que o seu partido pariu e que agora, apenas para se opor, contraria. Ou estariam doidos quando anunciaram a triste ideia? É um bando de vira-casacas e idiotas que contraria as suas ideias por não saber o que quer que nos quer governar? Melhor levar-nos o diabo! E o aeroporto, de quem foi a ideia que agora repudia? Então, há apenas quatro anos essas obras megalómanas não iam endividar o futuro da população!? Afinal, é um bando de idiotas sem noção do que quer. Para o manicómio com eles antes que nos tirem até a tanga com que ainda nos deixaram.
Não se compreende que tamanho animal reclame do raro de bem feito da autoria do presente governo e nos esconda maliciosamente tudo o que anunciou oficialmente quando lá esteve. Imagine-se só o que nos teria acontecido: o comboio já estaria quase a andar, o aeroporto iria pelo mesmo caminho, a Segurança Social deixaria de ser solidariedade mutual, as escandalosas pensões maiores não seriam tocadas, enquanto que só quem pudesse descontar privadamente teria direito a pensão, a fossa entre ricos e pobres aumentaria muito mais que com o Sócrates. Tudo isto foi oficialmente anunciado. Só estúpidos crassos o esqueceram ou se atrevem a negá-lo.
O Sócrates é realmente do piorio; cabeçudo, arrogante, impetuoso, não dá ouvidos a ninguém e não se interessa dos interesses do povo, traindo os que o elegeram. Toma decisões contra os Direitos Humanos que lhe valem críticas da Human Rights Watch. Todavia, a Manela Leiteira consegue superá-lo de longe, mesmo tendo adoptado a máscara do lobo do Capuchinho Vermelho. O seu governo assassinou imensos pobres por lhes ter retirado os medicamentos e todos os auxílios monetários, deixando-os unicamente entregues ao banco alimentar. A Santa Casa, sob a administração da Mizé das Nozes Pintainho, do CDS, cumpriu à letra esse plano de matança.
Porque não nos fala ela de tão abundantes casos? Num país com mais de 20% de gente a viver na miséria são certamente assuntos de grande interesse nacional.
Como já se tornou hábito, ficamos mais uma vez sem ter em quem confiar para dar o nosso voto. Os portugueses sofrem de amnésia suicida. Rapidamente se esquecem de quem que os rouba, lhes tira os empregos e as casas e acabam sempre por votar neles. Uma vez numa quadrilha outra vez na outra. Outros, nem chegam a compreender nada disto.
Para quando as coligações de vários partidos em que se vigiem uns aos outros no interesse do país e para que haja um equilíbrio na política? Com a recente votação em coro sobre o financiamento dos partidos, ficou provado que em todo o parlamento só havia um político honesto. Todos os restantes ou são ladrões ou apoiam os ladrões. Os partidos (e portanto os governos) são formados por autênticas associações de criminosos.
Autor:
Mentiroso
às
00:56
0
mentiras
Tópicos: Civismo, Corrupção, Democracia, Desonestidade, Falsidade, Malvadez, Mentira



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