Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


4 de abril de 2009

Hipocrisia e Cinismo, Valores Basilares dos Políticos

Hipocrisia, malandrice, vigarice, cinismo, instinto baixos e de roubo, falsidade e má fé são as qualidades que caracterizam a ampla maioria dos políticos. Os políticos portugueses não só as têm todas como as têm aperfeiçoado com o maior esmero.

O primeiro-ministro faz jus à sua fama de mentiroso, de prometer o que nem lhe passa pela cabeça cumprir, de afrontoso arrogante. Acusado de traidor pela Human Rights Watch, tem tido um percurso vergonhoso marcado por acções anti-sociais/anti-socialistas, tais como as descritas em alguns dos posts da mesma autoria do presente: Déspota Iluminado Mete a Pata na Poça, O Nazismo Ressuscitado em Portugal, O Déspota Iluminado, assim como pelo menos noutra meia dúzia de posts que realçam as suas façanhas. É um carácter bem enquadrado nas linhas dos políticos nacionais, um exemplo do que jamais deveria ser e de que os carneiros dos eleitores tudo permitem.

Não obstante o que Sócrates tem demonstrado ser, não está só na sua cátedra ranhosa e há mesmo quem lhe bata a palma. Com efeito, a Manela Leiteira tem demonstrado a sua exímia superioridade na falsidade, na banha da cobra, na blasfema mentira que equivale a chamar de estúpidos, aos gritos a quem a houve, por julgar que a vão acreditar. E muitos acreditam para seu próprio mal. Por uma vez que o Sócrates disse uma única verdade, possivelmente a única em anos, desmente-o ao ele referir que o partido dela queria destruir a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde, tornando-os privados e pagos.

Ora isto é verdade, não passando duma simples constatação, um assunto que foi abordado em devida altura em pelo menos cinco posts do Blog do Leão Pelado [1, 2, 3, 4, 5]. De acordo com as explicações do Cagão Feliz, por ele testemunhadas em diversas entrevistas e alocuções, a Seg. Soc. e a Saúde em Portugal deveriam seguir caminho idêntico ao que seguiram noutros países da Europa, ou seja, segundo ele, serem pagas por contribuições privadas e asseguradas também privadamente. Por outras palavras, ter dois serviços, um para os que podiam pagar e outro para os pobres, cavando ainda mais o fosso entre uns e outros, instituindo oficialmente uma separação de classes de cidadania.

O que o miserável canalha escondeu foi que não contava senão uma parte da verdade, construindo uma mentira monstruosa sobre uma verdade parcial. Com efeito o sistema existe, mas não desse modo e sem ter como consequência uma separação de classes. Tomemos, por exemplo a Suíça, precisamente por ser tão bem conhecida como país super capitalista, ainda que também de democracia directa. O serviço de saúde do Estado é efectivamente financiado por instituições seguradoras privadas. Começou por ter contribuições de diferentes níveis, criando uma separação entre mais ricos e mais pobres, notando-se, todavia, que todos tinham direito aos mesmos médicos e serviços de saúde, sendo a diferença apenas ao nível da hotelaria. Contrariamente ao sistema de inspiração comunista português que provoca os «engarrafamentos» conhecidos e restringe os nossos direitos, qualquer pessoa sempre pôde e pode consultar o médico que quiser e tratar-se onde deseje.

Mais tarde, mesmo sendo estas diferenças apenas ao nível das contribuições e dos serviços anexos de hotelaria, os governos eliminaram ainda todas as diferenças, obrigando as seguradoras a praticarem contribuições idênticas em todo o país e em todas as condições, democraticamente. Continuou, contudo a possibilidade de se ser internado em quarto privado, sendo esta diferença paga à parte. Aliás, todos os actos médicos são tabelados não é possível a qualquer hospital, do estado ou privado, aplicar uma tarifa diferente do previsto na tabela. Era isto o que o pulha do Cagão queria fazer? Não, como muito bem explicou tratava-se dum sistema livre em que quem não pagasse não tinha direitos. O monstro encobriu a verdade porque queria tramar os portugueses.

Ainda no país deste exemplo, quanto à Seg. Soc., como as reformas e pensões estavam a ser ameaçadas por os fundos não serem suficientes para as providenciarem num futuro relativamente próximo, na década de 1970 foi criado um sistema de contribuição adicional, semi-privado. Neste sistema, cada empregado e entidade patronal passaram a descontar ou contribuir para um fundo junto duma seguradora, o qual foi regido por um regulamento restrito. Este fundo destinou-se a vir ser acrescentado à pensão de reforma, de invalidez ou outra equiparada. No caso em que o empregado mude de emprego tem direito a uma parte do que o empregador descontou a seu favor, proporcional aos anos que o seu emprego durou, chegando a ser à totalidade. Em certos casos previstos pela legislação, apenas em certas condições especiais, o titular do fundo pode usar o seu dinheiro noutra aplicação que não seja a sua pensão de reforma. Era isto o que o pulha do Cagão queria fazer? Não, como muito bem explicou tratava-se dum sistema livre em que quem não o pagasse não tinha direitos. O monstro encobriu a verdade porque queria tramar os portugueses.

Aqui está como os monstros políticos nos tratam, verdadeiramente ao coice, logro, mentira, falsidade, genuína malvadez, oportunismo nojento. Tudo lhes serve para conquistarem o poder para dele se aproveitarem e enriquecerem roubando-nos de diversos modos. A forma como se debatem, tão evidente na Leiteira e que mais clara é impossível, não esconde nem ensombra que o único alvo não é o de servir a nação (a nós) mas o de correrem com o partido que estiver no governo, seja ele qual for, para eles se apoderarem dele.

Quando ela fazia parte do governo, esse governo só não destruiu completamente a Segurança Social e o sistema de pensões por falta de tempo. A Mizé das Nozes Pintainho, por exemplo, provedora da Stª Casa da Misericórdia, planeou tratar da saúde aos idosos sem meios de subsistência, suprimindo todas as ajudas de urgência ou não, participações nos medicamentos, etc., pura malvadez. Algum destes canalhas ressuscitará aqueles que assassinaram?

A ter em mente que em todos os países genuinamente democráticos, a Saúde, as Pensões para idosos e a Segurança Social em geral são considerados como bases dos Direitos Humanos.

Quando será que vamos ouvir a Manela confessar que a falta actual de médicos com todos os males que dela resultam são obra 100% de quem decretou a diminuição das vagas para medicina: o Cavaco? Claro que como os médicos levam muitos anos em formação e estágio, só muito mais tarde essa decisão veio a mostrar os seus resultados funestos para toda a população.

Quando será que vamos ouvir a Manela confessar que a actual situação da miséria e incapacidade profissional das empresas e seus empregados, agravada pela crise mundial, se deve ao modo corrupto e mal intencionado como os governos do Cavaco usaram os fundos de coesão europeus, roubados, esbanjados e mal utilizados. As empresas ficaram sem ser modernizadas e os empregados nunca tiveram a formação, muito menos contínua como nos países que avançaram. Assim, todos nos têm passado facilmente à frente.

A Manela é actualmente a política mais repulsiva, incrivelmente vencendo até o próprio Sócrates de longe.


Não se pode continuar a permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

É esta a bases de todos os males em Portugal e nada mudará sem que antes se resolva este caso basilar. A atacar por todos os meios. A democracia directa apresenta-se como a panaceia indicada: rédeas neles!