Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


24 de abril de 2009

Políticos Anularam a Utilidade do 25 de Abril

É o falhanço do golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974 que está na origem daquilo a que se convencionou chamar de Revolução dos Cravos ou Revolução de ABRIL. Esta opinião que perfilho desde aquele dia, hoje data histórica, tornou-se já uma asserção pacificamente aceite pelos mais destacados protagonistas militares do evento (Melo Antunes, por exemplo) e também por alguns historiadores isentos, no sentido de não enfeudados a certos interesses político-partidários.

25 de Abril de 1995
Aventino Teixeira (16.07.1932 – 10.04.2009)
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35 anos após, o único feito notável é que o país – em relação aos outros países europeus – acumulou um atraso de mais de cerca de 25 anos sobre os 20 e tal que já tinha no dia do golpe. Foi o que a corrupção e a máfia política nos ofereceram. Até hoje, os únicos que lucraram com a Abrilada foram os que compõe essa máfia oligárquica que se apoderou do país e os jornaleiros que tudo de interesse nos encobrem e nos projectaram numa ignorância profunda. Com efeito, tanto políticos como jornalistas gozam hoje duma liberdade que não tiveram durante o Estado Novo, a qual têm usado no seu exclusivo interesse pessoal, enriquecendo roubando o país e desprezando os interesses nacionais. Devido à deformação da sociedade operada pela corrupção e interesses ilícitos da máfia oligárquica, o cidadão comum goza hoje de muito menos liberdade do que no tempo do Estado Novo. Afinal a liberdade não se limita nem se restringe à liberdade de expressão, mas a tudo aquilo que faz parte da vida normal, e essa foi posta em causa, espezinhada por essa máfia na defesa dos seus interesses particulares.

Até hoje, nenhum partido nem governo instaurou qualquer plano de base para o progresso do país, nem mesmo utilizando os fundos de coesão europeus especialmente criados e recebidos para essa finalidade. Nunca houve uma verdadeira preparação dos empresários nem uma formação contínua dos seus empregados. Os fundos foram roubados, mal administrados e desbaratados de diversas formas, principalmente pelos governos do Cavaco, que ainda deixou o governo com um défice superior a 5%! É obra! Já todos se terão esquecido do enorme número de novos-ricos que apareceram nessa altura? Eram políticos, familiares, amigos e alguns oportunista com sorte. Para nosso mal o Cavaco não é o único a recriminar, mas apenas o autor da nossa miséria actual, a crise não se gerou nos últimos anos.

Continuamos a ter um sistema de saúde que por mal administrado sai tanto ou mais caro que o dos países onde ele é bom e com uma cobertura muito mais abrangente. É um sistema arcaico e do velho estilo comunista em que nem tampouco se pode escolher o médico que se deseje. Inacreditável e aceite por todos devido à desinformação jornaleira.

Os jornalistas deixaram se ser profissionais para passarem a defender os interesses dos seus patrões. São uma miséria didáctica não funcional; não informam a população daquilo que ela pode usar em seu interesse nem sobre como defender-se dos golpes dos políticos e dominá-los, escamoteiam os bons resultados políticos levados a cabo em países avançados controlados pelos seus povos, impedindo assim o seu conhecimento neste país e que se possam seguir ideias comprovadas como úteis. Isto gerou a ignorância política da população, que não compreende que o seu interesse pode ser o contrário do do seu partido, sendo assim usada pelos partidos como mero material de voto (carne para canhão). Depois, como Victor Hugo escreveu na década de 1860, a ignorância é a mãe da estupidez.

Afinal, 25 de Abril para quê? Que se comemora hoje para além dum sonho jamais realizado, deste período de aproveitamento da máfia oligárquica política, dos roubos descarados, da passividade dum povo entorpecido e anestesiado e sem qualquer reacção, que não aprendeu nem foi ensinado como usar a sua liberdade para domesticar as bestas políticas corruptas, mas que foi amestrado para tudo lhes admitir e aceitar, apenas respingando mansamente. Em italiano, manzo (manso) é um boi. Recordou-nos recentemente o General Eanes que devemos pedir contas aos políticos. Porque não o faz este povo embrutecido que permite ser flagelado impunemente de tal forma?

Temos que compreender que votar num partido ou noutro é fazermos o jogo dos corruptos, é irmos substituindo uma oligarquia por outra, assim se revezando e todas continuarem a aproveitar-se para nos roubarem e manterem na maior das misérias da Europa. Não devemos aceitar o que a corrupção nos impinge no seu próprio interesse e contra o nosso, devemos analisar os factos passados e deles tirar conclusões sem nos deixarmos influenciar. Em seguida devemos agir em consequência. Chega de palavreado.


Um longo relato, resumo da história moderna e da sociedade, não contado pelos conhecidos historiadores interesseiros: veja aqui.
Outros posts sobre a mesma matéria foram recentemente publicados neste blog. Queira vê-los abaixo, p.f.
Outro post sobre o assunto se seguirá muito em breve.
Veja-se ainda aqui e ainda aqui e aqui