Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


10 de julho de 2010

A Desgraça do PSD

Após os calamitosos anos da Manela Leiteira, eis que o seu sucessor, lobo com pele de cordeiro, nos deixa mais uma vez sem alternativa para o Sócrates. Como querer substituir um neoliberal por outro ainda pior? Menorizar tal facto, só por sofisma e sectarismo político, é pôr o interesse partidário muito à frente dos interesses vitais nacionais.

Analisemos algumas das suas ideias.

O seu princípio de base é de que o estado se deve alhear completamente da gestão de qualquer empresa. É uma ideia louvável que deveria acabar com a promiscuidade dos tachos da maioria dos políticos nas empresas, embora haja outros modos mais efectivos para lutar contra a corrupção.

A realidade actual nacional é, porém, bem diferente. Se o estado não se tivesse introduzido no negócio Telecom/Telefónica, esta poderia muito bem ter engolido a primeira, perigo que ainda não está completamente afastado.

Pelo que o Coelho passa por cima como se não tivesse existido ou tentasse apagar o facto da história, é que a realidade económica do país é a de não estar preparado para a concorrência mundial nem para a antropofagia económica da União Europeia. Os fundos de coesão que deviam ter preparado país para a isso poder resistir foram roubados, extraviados e mal administrados logo desde o primeiro dia da sua chegada. Donde, as opiniões neoliberalistas nas circunstâncias vigentes só podem provocar uma acentuação do já grande desastre económico nacional. Querê-lo é ir decididamente contra o povo, que os mais ricos resistem sempre e muitos até tiram proveito, como se sabe pelo último aumento anual do número de milionários em Portugal.

Qualquer economista estudou que estes são os métodos lógicos, mas devem saber que não podem ser aplicados com sucesso numa economia deficiente e proteccionista pois que – mais uma vez e nem há outra causa – os governos do Cavaco do cabouco roubaram e estropiaram os fundos recebidos para esse fim e provocaram esta miséria e as outras disso dependentes. É um facto do passado, portanto inalterável.

É impossível persistir nessa direcção sem ter em atenção estas circunstâncias sem se ser estúpido ou tomar todo o mundo por estúpido, apenas no intuito de defender princípios neoliberais que aumentam o fosso entre ricos e pobres. Atacar o uso da «golden share» no caso Telecom/Telefónica é pior, é literalmente uma traição sob todos os pontos de vista, como explicado no post precedente, aliás publicado dois dias antes da generalidade da imprensa. É a raiva não contida dum partido desorientado por não conseguir conquistar os tachos para aquela família mafiosa. Isto não desculpa a mesma máfia dos outros partidos, apenas demonstra a raiva desorientada do PSD.

A reacção do PSD às simples e realistas menções citadas pelo governo e publicadas no Expresso não é mais do que a conhecida «dor de corno», em que o dorido sofre pelo que disse. O governo não se deveria ter abstido duma crítica muito mais contundente e apropriada ao caso. Ou seja, o maldizente maldiz o resultado das suas acções porcas, neste caso as imundas e traidoras declarações do Coelho à imprensa espanhola. É um insulto em surdina a todos os portugueses. É um inegável acto de traição em surdina! Pena não haver mais o enforcamento para os traidores. Pena, que se lho permita sob uma falsa capa de indulgência déplacée.

A saúde, na quase totalidade dos países europeus é da competência exclusiva do estado, mas que dá liberdade à população para escolher o médico que deseje em qualquer estabelecimento de saúde, pois que todos os médicos trabalham para o sistema nacional. No entanto, existe um em que o sistema é completamente privado, embora existam hospitais do estado agregados às universidades. Contudo, nele, é o estado que estabelece as regras, que controla o montante das quotas mensais dos beneficiários e designa os tarifários de acordo com as ordens dos médicos, dos enfermeiros, etc. Sobretudo, zela para que toda a população tenha direitos iguais, o que garante e democracia e é exactamente o contrário do que tem sido proposto em Portugal pelo PSD e pelo CDS.

O contrário da falsidade dos planos apresentados pelos militantes corruptos, como o Cagão Feliz, a Manela e o Pedro Coelho.

Poderia este sistema de saúde ser implantado em Portugal? Sim, se a corrupção fosse controlada e a fiscalização eficiente. Ora, reparando no que se passa com a fiscalização noutros sectores, como nas burlas do RSI não detectadas pelos calões dos funcionários da Segurança Social, assim como no recente caso das agências de viagens que embolsaram o que roubaram aos seus clientes por não terem a reserva de lei, isto não parece possível sem que, primeiro, se estabeleçam as condições necessárias: organização do estado e responsabilização obrigatória de quem tome decisões, isto a todos os níveis.

As proclamações, neste sentido e nas circunstâncias actuais, sustentadas pelo PSD são, simplesmente, imposturas monstruosas que pretendem colocar «a carroça à frente dos bois». Persistir é chamar estúpidos aos que os ouvirem. Há muitos que o são e por isso que persistem sem medo.

Grande mal para a saúde nacional é ser assim impossível existir a concorrência sadia que se verifica nos países em que todos os médicos e serviços trabalham para o serviço nacional de saúde, onde, obviamente, são os que melhor tratem os doentes que mais clientes têm. Em Portugal, sem essa concorrência, médicos, enfermeiros e outros do sistema, desinteressam-se tão profundamente dum bom serviço a ponto de maltratarem as pessoas e justificarem a agressividade dos utentes.

O chamado Partido Social Democrático há muito deixou de ser social ou democrático, pelo que deveria mudar de nome para não tomar os portugueses por bestiolas (mesmo que tabtos o sejam). O partido tornou-se um espinho profundamente enterrado na carne nacional e que é necessário arrancar. O grande mal é o sectarismo nacional em que as pessoas continuam a votar parvamente no seu partido em lugar de naquele que no momento defenda os seus interesses, qualquer que ele seja. Caem sempre no logro dos vendedores da banha da cobra. Uma vez e outra, e outra, e outra. O homem é único animal que repete os seus erros sem cessar. Os portugueses são imaturos em política, mas julgarem-se conhecedores profundos só os faz cometer os erros que levaram o país à miséria actual, porque, afinal, foram eles que elegeram e reelegeram quem os atirou para a miséria. Espertalhões, não é? O PSD mudo radicalmente, mas os espertalhões jamais se deram conta disso.

Substituir um governo já neoliberal por outro ainda mais neoliberal com que só os mais ricos lucram não pode estar no interesse da maioria. Estes blogs têm atacado sempre os que atacam a nação, o povo, a democracia e as liberdades essenciais. Neste sentido existem muitos posts relatando os crimes políticos do Sócrates e dos seu governo. Seguindo o mesmo princípio, denunciam-se agora outros bem piores. A verdade é só uma, seja de que lado estiver e doa a quem doer. Dizer e desdizer consoante a ocasião é próprio de político corrupto.

Dois pontos considerados e a considerar entre tantos outros.
O Sócrates não ordenou a Segurança Social nem o serviço nacional de saúde de acordo com as necessidades nacionais nem com o uso europeu, continuando tudo no pior da Europa. Palrou, mas deixou a estrumeira na mesma. O PSD quer destruí-los e fazer um para os ricos e outro para os pobres – é ao que o partido chama de democracia.
Bem ou mal, o Sócrates tentou salvar a Telecom. O Coelho foi ao país que tentou demolir a pouca riqueza nacional e que tem sugado os lucros de Portugal de outras formas diversas, arrastando o país na sua queda, para lhes dar razão – traição confirmada. Curiosíssimo que foi após este que acto reuniu um grupo de economistas para lhes perguntar o que devia ser a sua opinião sobre este caso. Segundo as sondagens, 64% dos portugueses de todos os partidos apoiaram o uso da «golden share» pelo governo.

De acordo com o que é regra passar-se em todo o mundo, este governo deve cair por nenhum governo conseguir resistir a uma crise económica. Nada pode revoltar mais as pessoas do que perderem aquilo que têm. Só um milagre ou uma oposição ainda pior o poderia evitar. Duas questões se impõem a este propósito. [1] Haverá políticos mais honestos e que mereçam maior confiança? (A corrupção é geral)[2] Saberão os eleitores votar ou votar em branco sem caírem no conto do vigário, como estamos habituados a constatar?

2 mentiras:

Paulo Sempre disse...

Um dia ainda imputam as culpas ao Povo. Na verdade os políticos eleitos dizem, e muito bem, que representam o Povo. Mas que Povo é este que Povo....
Vendo bem o "mercado" de políticos não há assim muitos - se os há - que defendam , antes dos seus, os interesses do Povo eleitor...
Eu não preciso de políticos e fico "fora de mim" quando algum diz: Eu sou o P...de todos os portugueses.

Abraço

Paulo

Mentiroso disse...

Caro Paulo,

«Um dia ainda imputam as culpas ao Povo.» Já faltou mais, mas a verdade é que o povo não está isento, pois que tudo lhes permite e aprova.

Pois não, eles não representam o povo, até que dos eleitos quase só aos cabeças de listas os partidos dos falsários dão a representatividade, que os outros são escolhidos por eles sem terem sido votados – eleitos.