Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


21 de julho de 2010

Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos

Ultimamente, tem-se discutido sobre a intenção do PSD, apregoada pelo neoliberal ferrenho Pedro Coelho acerca das suas ideias sobre uma constituição que permita a destruição do sistema de saúde e consequente substituição por outro que consagre um sistema de classes.

Quer classes de ricos e pobres com direitos e regalias distintos? Será possível ser-se mais falso? Fácil de passar quando a própria população, nas suas conversas e no que escreve, admite a existência de classes, nomeando-as. Ou seja, o seu subconsciente sabe que a democracia neste país não existe, pois que havendo classes não pode haver democracia: ou uma ou outra, pois que na prática uma impede impreterivelmente a existência da outra.

«A Constituição não pode ficar cristalizada.» – Pedro Coelho, o hipócrita.

Nas democracias mais antigas, as constituições têm durado cerca de 100 anos ou mais. Nos EUA, parece que todos devam conhecer que tem mais de 220 anos. Em França, a constituição de 4-11-1848 durou até 1946. A constituição federal suíça de 28 de Maio de 1874 durou até 18 de Abril de 1999. De notar que países que sofreram grandes transformações com as consequentes das duas Guerras Mundiais, quase todos renovaram as suas constituições. Este caso, porém, não é o nosso, que não houve cá guerra.

Em vista destes dados reais, o Pedro Coelho revela-se assim um miserável ganancioso e irresponsável, em que as suas falsidades se baseiam numa incrível contradição da própria história.

Outro mito que este indivíduo tem criado é a confusão sobre o direito à saúde, a ponto de que muitos duvidam hoje sobre se esse direito é ou não um direito obrigatório democrático. O direito à saúde é muito mais do que isso. De acordo com todas as organizações mundiais de Direitos Humanos o direito à saúde faz parte integrante dos Direitos Humanos Universais.

A questão da gratuitidade dos serviços de saúde universais também está a ser usada como areia para deitar aos olhos da população, mais uma vez (como de costume) devido à ignorância geral cuja culpa se deve quase exclusivamente à desinformação sistemática por uma jornaleirada pedante que não cumpre o seu dever profissional. Em lugar de informarem sobre questões de interesse fundamental, escondem esses conhecimentos e até o que se passa e como se procede em países democrática e socialmente mais avançados.

A saúde nunca é gratuita nem pode ser. O dinheiro de algum lado tem que vir porque ela custa e bastante. Afirmar que ela seja gratuita só pode ser falso e despropositado. Tanto pode vir dos impostos como de participações individuais. O que está em causa é o direito a ela para todos, como abaixo indicado. Se é cara e o dinheiro não chega, não é motivo para deixar a maioria da população sem esse direito, segundo a vontade expressa do novo PSD neoliberal. Não existe qualquer razão pare que não se aumente substancialmente a verba dedicada a esse serviço altamente humanitário, caminho que o PSD e o Pedro Coelho escondem com perversidade. Afinal, se é o que se tem passado nos outros países, porque o nega ele para Portugal.

Mais uma vez se cita o exemplo da Suíça – que não é senão um entre os outros países avançados – apenas por se tratar de um dos países mais ferrenhos na sua política de direita, mas de direita democrática e não como os partidos impostores nacionais, sobretudo os de direita, mas também os outros.

O serviço nacional de saúde da Suíça sempre foi privado, mas funcionando em regime de mutualidade, assegurado por companhias privadas estreitamente controladas pelo estado. Com o passar dos anos, chegaram a gerar-se grandes diferenças entre as tarifas aplicadas pelas seguradoras, a ponto do serviço começar a deixar de ser democrático por os encargos já não serem iguais para todos. As seguradoras estavam a ser demasiado gananciosas.

Então, em 1993, o estado federal obrigou as seguradoras a alinharem-se pelas mesmas tarifas, ou seja, toda a população passou a pagar exactamente o mesmo, qualquer que fosse a seguradora. As quotizações têm aumentado, acompanhando a subida dos custos e são presentemente muito altas, mas controladas pelo estado, a quem prestam provas dos custos e relativa necessidade de aumento, quando isso se verifique.

Os serviços básicos prestados são iguais para todos, embora as seguradoras oferecem outras prestações. Estas outras, porém, não podem incluir qualquer diferença no tratamento clínico, mas apenas regalias no serviço hoteleiro incluído nas hospitalizações.

Porque é que esses abortos desinformadores jornaleiros que manipulam as informações nunca contaram aos portugueses como se passa nos outros países europeus? Essa malandragem ordinária dedica-se apenas a mentir e desinformar as pessoas ao transformar as notícias e encobrir assuntos de interesse fundamental nacional.

É uma mudança neste sentido que o Pedro Coelho apregoa? NÃO, é numa diferenciação de classes em que os que têm mais dinheiro podem obter melhores serviços clínicos, uma grande machadada num sistema já pouco democrático.

O facto esconder estes factos pelos políticos só pode ser por malvadez contra os próprios Direitos Humanos. Por que mais poderia ser? Os jornaleiros indignos que faltam à sua obrigação profissional de informar e nem tocam nestes assuntos em conluio com os corruptos, não podem ser melhores do que eles. Deste modo se verifica mais uma vez a parte da culpa directa desta banda de desinformadores degenerados na desgraça nacional, em tudo o que provocou a ignorância geral nacional por falta de informações e consequente falta de conhecimento de causa na generalidade dos assuntos importantes da vida nacional, na apreciação dos actos dos políticos, e outras causas congéneres.


Conclusão:

Propõe-se mais um afastamento da democracia num sistema já o mais afastado dela na Europa.

Os políticos portugueses são miseráveis sacanas que formam associações de criminosos agrupados em oligarquias mafiosas. São assim porque um povo de carneiros lhes permite.

A população deve ser informada e estar ao corrente do que se passa nas democracias mais avançadas e é delas que se deve copiar em lugar de continuar a aumentar a cloaca da Europa com exemplos seguidos de países miseráveis e atrasados como a Espanha. Os jornaleiros pedantes e incumpridores têm espalhado a ignorância.

Os políticos e governantes têm que prestar contas em tudo e ser controlados pelo povo, que deve ser soberano, ou então não há democracia. Controlo apertado com Democracia Directa é a única solução para a pouca vergonha nacional. Rédea curta!

Ou tomamos conta deles ou eles continuam a tomar conta de nós do modo que já tão bem conhecemos por experiência.