Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


6 de janeiro de 2008

É Proibido Proibir!

Sou actualmente anarquista por integral convicção política. Mas devo reconhecer que herdei esta mesma ideologia de tantas outras pessoas, mulheres e homens, que, no seu tempo, lutaram contra os poderes instaurados, a bem da liberdade e contra a ditadura e a opressão.

Porque lutar contra o poder e o Estado é também afirmar o valor único do indivíduo e do cidadão. Este sistema capitalista neoliberal que se entranhou na nossa sociedade - portuguesa, e ocidental, e oriental, e norte, e sul-americana, e por todo o lado onde coube - tem gradual e subrepticiamente roubado um dos valores mais preciosos pelo qual tanto lutaram gerações: a Liberdade!

Sentados nos largos e confortáveis cadeirões do poder, na Assembleia da República ou nos gabinetes do Executivo, uns quantos figurões - com as costas quentes dos 30 por cento de eleitores que tiveram a ingenuidade de votar neles - decidiram ditar nova Proibição. É proibido fumar! Claro que nada impede uma charutada em pleno Réveillon do Casino, não. Os pobrezinhos é que não podem acender cigarros nas tascas horrorosas onde comem aquelas comidas gordurosas... Isso não, isso já é repugnante e mete nojo. Claro que nenhum agente da PIDE ou da ASAE, melhor dizendo - peço desculpa pelo lapsus linguae «à la Soares» - se atreveria jamais! (*em francês, no original) a entrar no gabinete do Manuel Alegre a multá-lo pelo trigésimo cigarro que estaria a acender naquela tarde. E até acho muito bem que ele fume, porque eu também sou um terrível toxicodependente nicotinómano. Um doente, em suma...

Retomando o meu ideário anarquista, considero-me herdeiro dos saudosos hippies que heroicamente lutaram contra o patriarco-matriarcado imposto pelo bem-estar do pós-guerra. E disseram: É proibido proibir! Os socialisto-capitalistas que agora nos governam entretêm-se a criar leis que, não só complicam a vida às pessoas, como também a eles próprios, porque acabam por ter que desfazer o clausulado das suas próprias leis. O propósito é claro. Já é tudo tão impopular que vamos alienar a sociedade com mais uns quantos shows... Impopulares. Assim, pode ser que as pessoas - esses ignorantes do cigarro ordinário ao canto da boca - se esqueçam da Ota, do desemprego, do custo de vida, dos salários vergonhosos que recebem e também, já agora, dos contratos de trabalho ilegais que são forçadas a assinar de cruz. Para sobreviverem.

3 mentiras:

Paulo Sempre disse...

«A LIBERDADE de um homem é uma parcela da liberdade universal. Não é possível tocar numa sem simultaneamente comprometer a outra» (Victor Schoelcher - 1804-1893)
Este mundo contemporâneo que coloca o homem ao nível da mercadoria, que o deita fora depois de usado e o substitui por outro que terá a mesma sorte, não pode ser o meu mundo. Assim, a minha «raiva» é do tamanho do meu «grito». Resta saber se este grito é, ou não, ouvido apenas no deserto...
Abraço
Paulo Sempre

A. João Soares disse...

Não sou fumador. Nunca o fui. As primeiras experiências em rapaz foram demasiado forçadas e resultaram mal.
Mas, há alguns anos, perante uma radiografia ao tórax o médico perguntou se fumava muito por que os brônquios estavam demasiado «poluídos» Devia-se ao facto de ter trabalhado quatro anos num ambiente fechado, pequeno, onde havia fumadores que não gastavam fósforos senão para acender o primeiro cigarro!
Respeito os que fumam mas gosto que respeitem os meus pulmões e não me obriguem a engolir o fumo dos outros. Até que enfim, se permite que uns e outros vejam a sua liberdade respeitada!
Mas o chefe da ASAE mostrou, com a sua tosca explicação, que a lei não é acatada como benefício da saúde, mas apenas como uma medida sádica e autoritária de imposição do Poder pelo Poder.
Ver o post «Mau uso da burocracia» em Do Miradouro
Abraço

Mário Relvas disse...

A minha liberdade acaba onde começa a dos outros.

Bolas, e a liberdade dos outros não acaba onde começa a minha?

É uma pescadinha de rabo na boca.

Mas eles é que têm os livros.Eles é que mamaram os impostos, continuam a mamar, pois as pessoas vêm fumar para rua e levar com os fumos poluídos dos carros, enquanto continuam a receber os impostos e preparam-se para aumentar o tabaquinho.Consultas antitabágicas foram-se com o anterior ministro da saudinha e enquanto isto parece bem à Europa que aqui em Portugal somos uns gajos modernos e antitabagistas.
Mais uma para Inglês ver.E nós continuamos a ver passar os navios como diz a canção dos Delfins!

saudações