Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


2 de março de 2010

Sorria, está a ser capitalizado

Ele tem feito milhões e milhões de vitimas, desde o seu nascimento, no século XVIII da Revolução Industrial, e desenrolado crises que irão durar praticamente toda a nossa existência a serem restauradas, económica e socialmente. Este vírus epidémico provocou violentas crises e períodos depressivos altamente prejudiciais à Humanidade, ele é: o Capitalismo.

A crise de 29/32, o crash da Bolsa de Nova Iorque, é a crise capitalista mais marcante do século XX e teve no seu cadastro a miséria e morte de milhões de pessoas por todo o Mundo: causou altas taxas de desemprego, descidas exponenciais do PIB de vários países, queda das produções e subida demolidora do preços das acções, da qual resultou a falência de bancos com a interdição ao crédito e ao investimento, surgindo dessa catástrofe uma série de tantas outras que destruíram a todos os níveis a população mundial, em especial a americana.
No entanto, os "senhores do Mundo" não parecem temer a nova crise que agora nos engole e os efeitos posteriores que ainda poderá a vir ter: Grande Depressão II. Outros interesses se elevam à acção do "Estado-Providência", o capitalismo, por excelência dos seus resultados, é "ouro sobre azul" para as grandes multinacionais e para a grande burguesia mundial.
O capitalismo atrai os desprovidos e os aliciáveis, o zé-povinho inocente e carenciado: a população vive momentos de crise. Procura emprego. Entre o público e o privado, o público é o "forreta", o público é o Estado, "ladrão", que nos "rouba" e explora; o privado, alicia: É do Dr. Não-Sei-Quantos, um inglês acho eu, que se diz ter um bom capital. É uma empresa estrangeira, o que normalmente dá outra "classe". Provavelmente, paga melhor e ainda nos há-de subsidiar as férias! No entanto, o público é vital para nós, para a nossa economia saudável.
O privado produz, produz, produz, produz. Depois, os salários começam a chegar em atraso, ou a nem chegar! Os impostos sobem e, subitamente, o patrão, num sotaque anglo-luso diz, "Hoje, meus senhores, vou ter que dispensar 300 de vocês, isto está dificil." e pouco mais tarde, fazem "lock-out" e ouve-se nas notícias "fábrica estrangeira encerra sede em Portugal." A produção chegou ao seu climax, a merda está feita e o Estado que a limpe. Crise, tal como a estamos a viver agora, está a ser paga por nós, pela população submissa, que sustenta os caprichos sujos do capitalismo. O Estado sobe impostos, despede função pública e aperta o cinto um buraco ou dois mais atrás. A população não se questiona, "é um mau tempo", "estamos mal de dinheiros", "isto é uma miséria, pá", "no tempo do Salazar é que era." No entanto, no tempo salazarista, o capitalismo tinha outro nome: suicídio laboral voluntário, a população não questionava, trabalhava 12 horas por dia, pagava um ordenado de impostos e no fim, comprava cinco pães por semana para fazer o banquete. São as delicias do "Salvador", é verdade. Mas enfim...

O neoliberalismo que agora é executado em Portugal e no Ocidente, é um monopólio terrível dos Homens do Mundo, que usam a população como sua escrava, trabalhando sem meta, sem planificação e no fim, quando produzirem de mais... Bem, deita-se fora e recicla-se para 7 ou 8 anos depois. É continuamente esquecido, que nas sucessivas crises capitalistas, têm sido as políticas sociais e solidárias que têm revitalizado a economia e a classe trabalhadora, de estimulo social e empreendimento público; não com a exploração e estrangulamento das classes mais carenciadas que nada mais podem senão submeter-se a estas políticas capitalistas que desgraçam as populações e as conduzem ao desequilíbrio e debilidade económica, como foi o caso da ex-RDA quando ocidentalizada.
A classe trabalhadora portuguesa e mundial vive numa contínua e lamentável exploração. Os subsídios de desemprego não existem e os que existem, são vergonhosos; a idade de reforma sobe de ano para ano; o desemprego cresce e a iniciativa estatal e das PME's não tem estrada para andar. As multinacionais controlam todo o mercado que, capitalizado e monopolizado, não permite concorrência. Os trabalhadores são peças de xadrez neste tabuleiro, que joga a favor do enriquecimento constante do grande capital mundial e do empobrecimento gradual das classes trabalhadoras. O público não é investido, não é estimulado nem aproveitado, os impostos que todos pagamos são, integralmente, para alimentar a besta capitalista e o jogo privado em que Portugal está cada vez mais metido, para pagar a nossa própria miséria e financiar o mundo obscuro do grande empresariado privado português. Os Bancos nacionais, com lucros diários de 5 milhões de euros, não deixam dúvidas.

Resta-me concluir e apelar aqui, num acto de luto e ao mesmo tempo de revolta, que se faça luz no nosso pensamento! Que o povo se revolte, que o povo não tema o Homem e se faça ser temido por Ele! Basta de exploração capitalista e de sucessivas crises, que enforcam cada vez mais a nossa economia e nos impedem de caminhar para uma sociedade mais justa, de igualdade, pois é por esse adjectivo que os Homens se ligam. O Capitalismo é uma maquina manipuladora que precisa ser aniquilada tal como ela tem vindo a aniquilar sucessivamente.

Vamos lutar por um Estado realmente social e de Providência, vamos abrir o caminho para uma verdadeira sociedade sem opressão e justa, sem classes opressoras, vamos a caminho do socialismo.