Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


26 de março de 2011

Manipulação das Informações pela RTP
Vil Corrupção Jornaleira

Já todos conhecemos sobejamente as encenações e como as informações são tratadas pelos jornaleiros que no-las as escondem ou atiram à cara, mentem ou armam histórias.

Outro dos diversos métodos de nos enganarem propositada e intencionalmente, é no mínimo com a simples ideia de que eles é que sabem e são os donos e senhores das informações e quem decide aquilo que nos devem transmitir. Controlam, transformam, encobrem e inventam à sua inconveniência, fazem montagens técnicas para modificar a realidade.

Este procedimento é a causa número um da ignorância nacional sobre a realidade, não só do que se passa nos outros países, mas mesmo na própria Europa (o caso presente); sobre como funcionam as verdadeiras democracias (que Portugal não é); como nelas são tratados assuntos de interesse fulcral para a população, tais como a saúde ou a segurança social; como são as leis laborais; o que faz a competitividade dum país e o enriquece. Assim como tantos outros assuntos que estes animais aldrabões e vigaristas nos escondem ou sobre eles nos enganam descarada e impunemente.

Ontem, 25 de Março de 2011, a RTP, num golpe de montagem, manipulou os jornais da noite, o da RTP-1 e o das 22h da RTP-2.

Sem mais comentários do que esta explicação, veja-se de que maneira no próprio site da RTP. Cortaram uma parte duma reportagem, o que inverteu o seu sentido e significado, alterando-os completamente num acto deliberado de desinformação.

A reportagem foi apresentada por inteiro no jornal Hoje, da RTP2, das 19h00, como no extracto deste primeiro clip, iniciado aos 7m11s e que se encontra ainda no site da RTP em
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=26919&e_id=&c_id=8&dif=tv

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A mesma reportagem foi reproduzida no Telejornal da RTP1, das 20h00, aos 6m30s, como no extracto deste segundo clip, mas escamoteando a maioria desde o seu início, transformando-lhe completamente o sentido. Este clip tem uns segundos a mais antes e após para se notar onde a reportagem foi cortada. Encontra-se no seu site em
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1103&e_id=&c_id=1&dif=tv&hora=20:00&dia=25-03-2011

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No jornal Hoje da RTP2, das 22h00 a reportagem voltou a sofrer a mesma alteração. No site, este jornal não é repetido, pelo que os links do programa conduzem à mesma página que reproduz a edição das 19h sem alteração.

Sem observações sobre o assunto, sem favoritismos partidários e apenas no que concerne a honestidade profissional e o próprio profissionalismo destes falsários, que cada um tire as suas próprias conclusões.

O que de certo não se compreende é que num país onde os jornais televisivos duram até adormecermos, com menos de meia hora de notícias e o restando apenas lixo – quando as televisões dos outros países se limitam a uma modesta meia hora – possa acontecer cortarem-se partes que são importantes apenas porque sem elas as notícias mudam de sentido e passam a ser uma mentira e uma afronta à nação. É um nojo de impostores rascas e iletrados, reles gentalha que escreve mal, fala ainda pior e não conhece as concordâncias nem sabe usar os tempos dos verbos. São os promotores da ignorância nacional.

Se acha que houve manipulação que travestiu o sentido da notícia exponha-o ao provedor. Não serve talvez para que os animais pedantes se corrijam já, mas ele é um homem que mostra honestidade e certamente mencionará o assunto no seu programa.

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25 de março de 2011

Do Mau e do Pior, o Diabo (Cavaco) Que Escolha

A queda do governo tinha sido prevista há muito no Blog da Mentira! A miséria que lavra no país, essa então, há décadas, como se encontra descrito no Site da Mentira! Os desmiolados e os incrédulos, gozavam o autor e tomavam-no por visionário. No entanto, nada havia de mais simples, para isso bastando sacudir a má influência da podridão interna e observar do exterior, tal como dos outros países fizeram, chegando todos à mesma conclusão. Toda a gente o via de elementar que era. Como seria outra coisa possível, quando o Cavaco destruiu a origem das mais importantes fontes de ganhos nacionais? Não contente, espalhou o restante do dinheiro que a sua corja roubou e desbaratou dos fundos de coesão da União Europeia destinados a preparar o país para o futuro, agora. Não existem, portanto, actualmente, condições de recuperação.

Mas não só, que instigou a população inteira a estoirar o seu próprio dinheiro enterrando-se em dívidas que não podia pagar (por não poder produzir após a destruição das fontes de riqueza). Nenhum país enveredou por tal descalabro. Nos países ricos a quase totalidade das pessoas habita em casas alugadas, em grande parte pertencentes a associações, empresas, etc. Os pelintras portugueses foram levados a acreditar que eram ricos à custa da UE e a comprar todos casa. Isto gerou um impulso à construção civil, onde se instalaram muitos políticos parasitas, deu a aparência de riqueza fazendo circular o dinheiro, mas originou também um grande endividamento e falta de fundos nacionais, pois que nada era exportado. Ninguém viu? As máfias políticas sim, mas há um princípio básico de marketing que diz: Tu és OK, eu sou OK. Ou seja, neste caso, as pessoas sentindo-se estupidamente bem [comfortably numb (Pink Floyd)], também estavam contentes com os políticos. O povo anestesiado pela desinformação das bestas jornaleiras, caiu em todos os logros e votava nos seus carrascos. Era a única coisa que interessava às máfias partidárias, que entretanto se apoderaram de todos os lugares mais bem pagos da administração, incompetentes em lugar de contratados por concurso. Repare-se que a maioria dos políticos nacionais são advogados, quase todos falhados, a escola da vigarice, como o mundo conhece. A política portuguesa atrai uma escória de rascas, parasitas, vigaristas, ladrões, impostores, etc.

Os governos que se seguiram aos do Cavaco nada fizeram para inverter a situação. Para quê, se continuavam a sacar os votos dos papalvos a caminho da desgraça, uma desgraça que a eles não atingiria, mas que os fazia enriquecer por fazerem leis que lhes permitiam roubar impunemente. O dinheiro do fundo de coesão da UE continuava a fluir e era usado para tapar os buracos, indemnizações, subvenções, subsídios, etc., nunca para preparar o país para a concorrência. Os sindicatos fizeram muitas greves desnecessárias, nenhuma no sentido de garantir o emprego futuro com a preparação das empresas e o treino contínuo dos que nelas trabalhavam, como se faz nos países ditos ricos. Por isso que são ricos.

A miséria actual, consequência directa destes procedimentos, era mais que previsível e nos países europeus ao corrente mais do que aguardada. No entanto, esperavam que os governos viessem a tomar as medidas adequadas. Se os portugueses sempre votaram nos seus ladrões, porque se surpreendem agora da sorte que procuraram? Pensavam que podiam viver acima dos seus meios sem produzirem, que bastava pedir empréstimos aos bancos, nome que até disfarçaram alcunhando-os de créditos? Ora o crédito, por definição, é o que tem quem tem posses e não o contrário (crença, confiança, fé no que diz alguém).

Porque se queixam, pois, agora? Se a culpa não for deles (pela idade) é dos pais que votaram nas máfias, aprovando-as. Que aguentem sofrendo as consequências do que permitiram e prepararam, que comam o pão que eles próprios amassaram. A estupidez é tanto maior que pela segunda vez elegeram o autor da sua desgraça. Sobretudo quando qualquer dos outros candidatos era melhor; pelo menos nenhum deles foi o gerador da miséria nacional, nem é discutível.

O que espanta ainda mais é que uma grande maioria está parvamente convencida de que mudando de governo tudo vai melhorar. É preciso ser realmente tolo para não ver que ainda estamos apenas à beira da fornalha. Lá para o fim do ano cairão nela. Arderão com muito mais fulgor se o Cabrão-mor do PSD tiver oportunidade de matar mais portugueses, como ele pretende. A partir de agora o Cabrão proibiu o país de obter a ajuda da UE e a que vier será do FMI. A questão de que este faz parte das ajudas proporcionadas pela EU é falso, que nela apenas ocupa um ligar de observador, tal como os tantos observadores nas Nações Unidas. Com os políticos que temos, que não inspiram a mínima confiança senão aos pobres parvos dos portugueses, só se podem esperar as mais pesadas e rigorosas exigências da parte do FMI.

Há quem diga, possivelmente com razão, que o Sócrates provocou a sua saída por não cumprir o dever protocolar de informar o Cavaco antes de ir a Bruxelas. Podemos aqui fazer duas considerações, ainda que a primeira seja discutível. Mesmo errando conscientemente, o que terá maior importância, o protocolo ou o interesse nacional? Afinal, esta pergunta até parece menos discutível. A outra consideração é que, como é costume nacional, as leis não são para respeitar. Não temos os exemplos frequentes dados pela polícia e pela GNR? Não arrombam portas sem permissão judicial, como fizeram à velhota falecida em casa e expulsa por não pagar? Ainda não se viu que a lei lhes fosse aplicada por eles próprios não a cumprirem.

O governo do Sócrates mereceu todas as críticas não partidário-facciosas que lhe fizeram e por vezes mesmo mais sobre assuntos importantes que passaram despercebidos a um povo que ignora as bases da democracia. Alguns desses seus crimes foram devidamente apontados nos blogs do Leão Pelado e da Mentira! Porém, portou-se menos mal quando ao défice, à parte alguns crimes calorosamente apoiados pelo PSD, como de não reduzir ainda mais as grandes fortunas e ordenados em lugar de sacar aos mais pobres, ou de não acabar com os mamões do estado, empresas, instituições, etc..

Inacreditável, que partidos que por todos os meios procuram alargar o fosso entre ricos e pobres (o país da UE em que as diferenças são mais profundas), chorem lágrimas de crocodilo sobre estes assuntos quando se preparam para o fazer ainda com mais requintes de malvadez. O povo é estúpido e o Cabrão-mor aproveita-se gozando-o. Este facto já foi há meses objecto de alguns artigos do autor em vários blogs. Portanto, não é novo, mas apenas nojento que um povo consiga ser tão imbecilmente suicida. Agora diz: Não se podem tratar os portugueses como se não soubessem raciocinar. Ora aqui está uma frase que define e comprova o que fica atrás. Para quem não tenha noções de marketing, fala-se numa mentira para convencer de que é a realidade. Tal como só se fala constantemente em democracia nos países onde ela não existe. Ou como quando ele afirma que o partido não procura ir para o governo a todo o custo. É velho. Ele conhece o atraso mental geral nacional para que tais imposturas produzam votos. Inacreditável, só mesmo em Portugal. Nem em qualquer dos países que viveram décadas em regimes de ditaduras comunistas do mais puro estilo caiem em tais armadilhas. Só mesmo atrasado, só mesmo português.

O que ele devia era explicar à nação porque é que os deputados do seu partido são os cabrões mais ordinários do parlamento. De certo será pela sua frase citada no parágrafo anterior, aqueles que ele diz saberem raciocinar. Essa corja das corjas, esses seres indignos, abjectos e repugnantes não merecem mais que ser tratados desta forma. Todos os seres nascem como os mesmos direitos a tratamento igual e decente, mas podem perdê-los segundo o modo como se comportarem. Chamar cabrões a estes filhos da puta é ainda um cuidado elogio. Como se não bastasse ouvi-los exprimir-se. Não são gente, são facínoras que vivem do roubo, traidores que noutros tempos seriam enforcados e expostos nos pelourinhos como exemplo.

O procedimento do PSD em não discutir o projecto malparido de pobreza do governo foi duramente criticado em toda a UE (Bruxelas, Estrasburgo e países membros) e até mais além. Ficaram perplexos. O descrédito dessa máfia disparou bem baixo. Em Portugal não, claro, não há capacidade mental para o entender. Há até por aí quem diga que o Sócrates e o país prestam vassalagem à UE, à Alemanha e sua matrona. Ter-se-iam esquecido da realidade ou estão a dar tiros à toa como a PSP e a GNR? Esses, é por falta de treino e preparação, mas estes por serem porcos mentirosos. Um facto é que Portugal perdeu a quase totalidade da sua independência ao se agregar à UE, sobretudo no que concerne qualquer assunto que afecte ou possa afectar os interesses dos outros países membros. Não haja ilusões. O segundo facto é que quem tem dinheiro – que ganhou com o seu suor (em lugar de apenas fazer presença de muitas horas no local de trabalho) e assim enriqueceu em lugar de se endividar com empréstimos – é que tem o poder. Se sempre assim foi, como haverá quem se admire por assim continuar? E não é de justiça que assim seja? Quereriam agora que a escumalha de calões e incompetentes mande nos trabalhadores e competentes? Isso, só em Portugal acontece.

Pois quem não acreditar que espere para ver como o PSD, se acaso chegar agora ao governo, semeará o mal, o choro e o ranger de dentes por todo o país. Começará por aumentar os impostos ao consumo e não aos que mais têm e melhor os podem pagar; substituirá o sistema de saúde – que o Sócrates maltratou e arruinou por não saber modernizar e adaptar – por outro que tratará dos ricos e matará os pobres sem piedade, do género daquele que os EUA têm tido. No seu último governo o partido já acabou com o apoio judiciário transformando-o numa simples teoria e num treino para advogados estagiários em que os processos dos que não podem pagar são todos perdidos. A alegria do PSD para aplicar os seus projectos contra a população mais pobre e garantir o adquirido pelos mais ricos está na esperança de poder concretizar todos os seus golpes baixos e canalhices à sua sombra do FMI e com desculpa.

O partido deveria tirar as palavras «Social» e «Democrático» do seu vergonhoso nome. A miséria vem, pois, aí, e em grande. A pobreza vai-se acabar, matam-se os pobres. Aos que acreditam no Cabrão-mor, pode bem repetir-se a tal frase sobre o macaco: Ri-te, ri-te, que quando vires que é para o xx é que choras». Pobre povo, que paga bem a sua estupidez: «Cada povo tem o governo que merece».

O princípio básico da democracia é dominar os políticos. Sem isso não pode haver democracia. Os embusteiros chamam a isto democracia representativa, quando eles não representam mais do que os seus interesses próprios. Não obstante todo o seu sofrimento, os portugueses ainda não compreenderam que não podem deixar essa cambada à solta sem que ela os trame a valer. Em lugar de se atacarem aos verdadeiros males, a maioria dos blogs políticos entretém-se em joguinhos de criancinha endiabrada, ditinhos, criticas que não levam a lado nenhum senão a distrair idiotas. Este disse isto, o outro disse aquilo, aquele arrotou, etc. As questões importantes não as abordam, na maioria dos casos por ferirem os seus partidinhos de ladrões e vigaristas de estimação. Enfim, tipicamente português e justificativo do estado do país; as ideias partidárias sobrepõem-se às do interesse nacional.


Adenda:
Note-se como o Coelho ficou mal visto em Bruxelas, em Estrasburgo e todos os países da União. A sua credibilidade caiu ao fundo do poço, como previsto neste post. Mais uma vez e pelos mesmos motivos nele enunciados, não era difícil de prever. Os portugueses deviam reflectir sobre aquilo que lhes impede de ver e compreender a realidade, a fim de poderem corrigir o tiro e não caírem invariavelmente no conto do vigário.

Note-se ainda como os blogs que querem impor as suas ideias falsas sem admitir argumentação democrática fazem uso da moderação quando não existe uma razão aceitável nem a explicam na página dos comentários.

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13 de março de 2011

Desertor, palavra conhecida por muitos políticos!!!

Embora a palavra desertor seja conhecida na prática por muitos políticos das últimas décadas e o ministro da Defesa que deve saber o que realmente ela significa, ousou empregá-la fora do significado conhecido nas actividades que tutela.

Porém, como a língua portuguesa costuma ser usada de forma muito flexível, com liberdades que muitas vezes dificultam a interpretação daquilo que se ouve e lê, será de pensar que o Sr. Ministro talvez tivesse querido usar uma nova expressão para o conceito expresso por um antigo Ministro das Obras Públicas «quem se meter com PS leva» ou para um mais recente da sua autoria «é preciso malhar neles». Agora diz que quem não concordar com as novas medidas de reforço á austeridade é «deserto. Mas é curioso raciocinar que, como muitos desertores acabaram por ser ministros, este termo na boca de S. Exª poderá representar uma promessa de «tacho».

E as medidas agora anunciadas mostram bem uma incondicional defesa dos «tachos» imorais, escandalosos, «pornográficos», pois para não lhes tocar, em vez de se combater o défice, pela redução das despesas, é decidido ir pelo aumento dos impostos e restrições de direitos adquiridos em vários sectores de âmbito social.

Em consequência, o Sr. Ministro classifica de desertor quem apontar o dedo a despesas cuja utilidade será apenas dar salário (e elevado) a «boys» com incapacidade de sobreviver com o seu próprio mérito na actividade civil. Colocar aqui a lista dos casos mais falados que, pela sua inutilidade prática para Portugal, deveriam ser eliminados ou reestruturados, seria indigesto e, por isso, sugiro a abertura deste link.

Já que se fala em «desertor», poderá também falar-se de traição, pois traição aos portugueses tomar decisões de tal gravidade e que afectam milhões de cidadãos «baseadas no instinto ou em mero voluntarismo» ou em capricho onírico, sem as estudar com a profundidade que merecem e sem terem sido encaradas as diversas alternativas para escolher a melhor delas.

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10 de março de 2011

Marrocos dá bom exemplo

Perante a movimentação social bem visível nos países do Norte de África e no Médio Oriente, e de modo menos grave em muitos Estados do mundo, os governantes mais assisados estão mais atentos à necessidade de pensar antes de decidir, o que deveria ser a norma permanente dos decisores políticos, como o PR disse no seu discurso de posse «é fundamental que todas as decisões do Estado sejam devida e atempadamente avaliadas, em termos da sua eficiência económica e social, do seu impacto nas empresas e na competitividade da economia, e das suas consequências financeiras presentes e futuras. Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo.»

Dentro desse conceito e de que mais vale prevenir do que remediar o Rei de Marrocos anunciou hoje que será lançada uma “reforma constitucional global”, seguida de referendo., dando um bom exemplo de medidas inteligentes para fazer face ao despertar «para a necessidade de um novo modo de acção política». Será bom que os governantes tirem de tal exemplo as melhores conclusões e as adaptem ao seu caso concreto.

Cavaco Silva alertou no seu discurso magistral que «só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada, quer pelos poderes públicos quer pelos agentes económicos e sociais e pelos cidadãos em geral.». Para fazer o diagnóstico correcto, basta estar atento às realidades bem visíveis em todos os sectores.

O PM foi recebido na Guarda com protestos, há menos de uma semana e, três dias depois, o seu discurso foi interrompido em Viseu. Mas, apesar disso e de outros sintomas, parece teimar em se basear «no instinto ou em mero voluntarismo», ao ponto de ter sido comparado por um cronista a Mohammed Saeed Al-Sahhaf o qual, apesar de a evidência visual mostrar que as tropas invasoras estavam já no centro de Bagdad, persistia na descrição das gloriosas façanhas dos homens de Saddam e parecia acreditar que estava ali a meia dúzia de centenas de metros.

Fantasias e ilusões de óptica e afirmações de um optimismo falacioso não são suficientes para ocultar as realidades evidenciadas, por exemplo, de que, para Isabel Alçada, o orçamento não passa de fantasia, pois não tem dinheiro para repor 43 milhões de euros que esperava poupar e, como reconhece o secretário de Estado do Tesouro, os juros da dívida são insustentáveis a prazo. Mas, no entanto, continua a ouvir-se o ilusório optimismo de que Portugal não precisa de ajuda externa, porque é capaz de sacar mais impostos para fazer face à crise, sem que haja uma ideia realista e visível pelos portugueses de medidas adequadas.

A propósito da necessidade de tais medidas, cito novamente o discurso do PER: «(…) é crucial a realização de reformas estruturais destinadas a diminuir o peso da despesa pública, a reduzir a presença excessiva do Estado na economia e a melhorar o desempenho e a eficácia da administração pública. (…) Seria desejável que o caminho a seguir fosse consubstanciado num programa estratégico de médio prazo, objecto de um alargado consenso político e social.»

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