Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


10 de julho de 2012

Relvas e os Médicos

A partir de agora, a todos os que tenham exercido a profissão de médico por mais de X anos sem terem frequentado os cursos vão ser dados diplomas, admitidos na Ordem dos Médicos e terão equivalência aos médicos formados, mesmo que tenham passado o tempo do curso a colar cartazes. É a adopção tácita e generalizada das Novas Oportunidades. Justifica plenamente o que em toda a Europa se crê da competência e dos cursos nacionais em que nem os médicos nem os dentistas podem exercer nos países mais avançados.
Novo diploma das universidades nacionais: Doutor em Vigarice.

[Clique no título do post para ler a continuação]


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16 de setembro de 2011

Frases Célebres do Coelho Para Recordar

Vale a pena coleccionar algumas frases, ditos, apartes, afirmações, detalhes, comentários ou outros pequenos acontecimentos para recordarmos mais tarde e podermos avaliar com realidade os casos em causa ou a sinceridade ou honestidade daqueles que com elas se comprometeram, apoiados em factos reais.

Eis pois algumas frases em que o Coelho empenhou a sua palavra e o pouquíssimo que lhe resta duma honra já bem roída por um acórdão de condenação dum tribunal criminal sem falar noutras vigarices em investigação agora provavelmente suspensas. O criminoso que o autor principal da miséria actual nacional, o Cavaco, pois, escolheu para acabar de enterrar o país: um criminoso que agora se nos revela ainda como um pantomineiro de meia-tigela, aldrabão e vigarista. Só em Portugal, um criminoso condenado pode ocupar lugares de relevo no estado e até ser nomeado primeiro-ministro, havendo quem lhe chame democracia.

A regra nacional é: quanto mais ordinário for, maior será a sua aceitação política e a sua bestialidade reconhecida como mérito. Nunca um governo teve tantos ministros rascas e ordinários e até um criminoso como o actual. Veja-se no artigo precedente, entre tantos outros. Quer tiver princípios que reflicta sobre a realidade.

Ouçamo-lo.


"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"



Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os twites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011.

Em lugar de emprenhar pelos ouvidos, influenciados pelos ladrões corruptos e pela jornaleiragem em conluio, que cada um use a sua própria pouca capacidade de análise que ainda lhe reste e tire as suas conclusões.

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26 de março de 2011

Manipulação das Informações pela RTP
Vil Corrupção Jornaleira

Já todos conhecemos sobejamente as encenações e como as informações são tratadas pelos jornaleiros que no-las as escondem ou atiram à cara, mentem ou armam histórias.

Outro dos diversos métodos de nos enganarem propositada e intencionalmente, é no mínimo com a simples ideia de que eles é que sabem e são os donos e senhores das informações e quem decide aquilo que nos devem transmitir. Controlam, transformam, encobrem e inventam à sua inconveniência, fazem montagens técnicas para modificar a realidade.

Este procedimento é a causa número um da ignorância nacional sobre a realidade, não só do que se passa nos outros países, mas mesmo na própria Europa (o caso presente); sobre como funcionam as verdadeiras democracias (que Portugal não é); como nelas são tratados assuntos de interesse fulcral para a população, tais como a saúde ou a segurança social; como são as leis laborais; o que faz a competitividade dum país e o enriquece. Assim como tantos outros assuntos que estes animais aldrabões e vigaristas nos escondem ou sobre eles nos enganam descarada e impunemente.

Ontem, 25 de Março de 2011, a RTP, num golpe de montagem, manipulou os jornais da noite, o da RTP-1 e o das 22h da RTP-2.

Sem mais comentários do que esta explicação, veja-se de que maneira no próprio site da RTP. Cortaram uma parte duma reportagem, o que inverteu o seu sentido e significado, alterando-os completamente num acto deliberado de desinformação.

A reportagem foi apresentada por inteiro no jornal Hoje, da RTP2, das 19h00, como no extracto deste primeiro clip, iniciado aos 7m11s e que se encontra ainda no site da RTP em
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=26919&e_id=&c_id=8&dif=tv


A mesma reportagem foi reproduzida no Telejornal da RTP1, das 20h00, aos 6m30s, como no extracto deste segundo clip, mas escamoteando a maioria desde o seu início, transformando-lhe completamente o sentido. Este clip tem uns segundos a mais antes e após para se notar onde a reportagem foi cortada. Encontra-se no seu site em
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1103&e_id=&c_id=1&dif=tv&hora=20:00&dia=25-03-2011


No jornal Hoje da RTP2, das 22h00 a reportagem voltou a sofrer a mesma alteração. No site, este jornal não é repetido, pelo que os links do programa conduzem à mesma página que reproduz a edição das 19h sem alteração.

Sem observações sobre o assunto, sem favoritismos partidários e apenas no que concerne a honestidade profissional e o próprio profissionalismo destes falsários, que cada um tire as suas próprias conclusões.

O que de certo não se compreende é que num país onde os jornais televisivos duram até adormecermos, com menos de meia hora de notícias e o restando apenas lixo – quando as televisões dos outros países se limitam a uma modesta meia hora – possa acontecer cortarem-se partes que são importantes apenas porque sem elas as notícias mudam de sentido e passam a ser uma mentira e uma afronta à nação. É um nojo de impostores rascas e iletrados, reles gentalha que escreve mal, fala ainda pior e não conhece as concordâncias nem sabe usar os tempos dos verbos. São os promotores da ignorância nacional.

Se acha que houve manipulação que travestiu o sentido da notícia exponha-o ao provedor. Não serve talvez para que os animais pedantes se corrijam já, mas ele é um homem que mostra honestidade e certamente mencionará o assunto no seu programa.

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25 de agosto de 2010

Judeu Assassina Portugueses

O mais falso, vigarista dissimulado, manhoso e obstrutor de medidas destinadas a reduzir eficientemente os crimes na estrada, que por isso os incentiva, assassinando os utilizadores, só pode ser o responsável máximo no alto da pirâmide, como em tudo.

O ministro do interior tem obrigação de zelar pela diminuição das mortes na estrada, mas o seu modo de abordar o problema está provado ser aquele que mais mortes poderá causar. Faz praticamente o contrário, em tudo diferente das medidas tomadas nos países europeus que na década de 1950 tinham um número de mortes dos mais elevados.

As medidas adoptadas foram de dois tipos. Civilizar as pessoas na condução e corrigir a sinalização de modo a torná-la informativa e simultaneamente adequada, tornando-a quase intuitiva, donde fácil de seguir, lógica e credível.

Em Portugal, no que respeita à sinalização, após os curtos ou longos documentários de erros, confusões e outras barbaridades que nos têm mostrado através dos anos, não se tem verificado interesse da parte dos responsáveis da sinalização nem mesmo pela fiscalização. À parte estes erros, existem outros não menos importantes sempre com a sinalização. São aqueles que convidam ao desrespeito dos próprios sinais. Entre estes destacam-se os limites de velocidade estupidamente afixados. Nos outros países a velocidade máxima é fixada com uma margem de 10Km/h abaixo da máxima sem perigo, como margem de segurança. Em Portugal, pelo que se observa, as velocidades máximas sinalizadas devem ser atribuídas de acordo com um lançamento de dados, ou então segundo a opinião de qualquer perturbado mental a quem o irresponsável do serviço se lembrou de perguntar que limite deveria fixar. Em alguns desses sinais, a disparidade entre o lógico e o afixado é verdadeiramente descomunal.

Que poderá isto originar nos condutores, senão a noção correcta de que essa sinalização não tem qualquer utilidade? Conduz-se sem realmente se saber a que velocidade se deve adaptar em circunstâncias com sinais de limites, pelo que na maioria dos casos não se dá a mínima importância ao sinal, a não ser que poderá haver alguma diferença do restante percurso, mas nem isso é sempre certo. A desobediência à sinalização é deste modo eficientemente favorecida e estimulada.

Que tem feito o ministério desse banha da cobra de ministro no sentido de corrigir a enorme quantidade de sinais nestas condições ou nas restantes acima mencionadas? Deste modo, tem prestado o seu melhor contributo para a manutenção das mortes, dos acidentes e de outras dificuldades com origem nestas causas. O alarve tem feito o contrário que se fez nos países para reduzir drasticamente as mortes na estrada e acidentes em geral. Está a matar as pessoas.

Quanto à outra parte, a do civismo e da educação dos condutores, jamais o assunto foi abordado. Pior, visto ser a causa número um da grande maioria dos acidentes e ninguém o mencionar, tudo leva a crer que até a polícia deva estar proibida de tocar no assunto. Nos outros países, as autoridades, associações e clubes automobilistas, anúncios em jornais e revistas, etc., jogaram forte nesse ponto para obterem os resultados necessários. Mesmo depois das grandes campanhas que produziram drásticas diminuições do número de acidentes, prosseguiram o esforço com lembretes sobre o comportamento na condução na óbvia intenção duma redução contínua. Sempre com êxito.

É este o fulcro da questão e a origem da grande maioria dos acidentes: o civismo e o comportamento de quem conduz, tanto na estrada como quando bebe.

É bem conhecido o ditado que em Portugal se encobre e que diz que «é na estrada que se vê o civismo dum povo». Pelo que todos os que conduzem conhecem, do modo como os portugueses em geral conduzem, dificilmente poderiam ser mais incivilizados e mal educados. Evidentemente, o civismo não se limita ao modo de conduzir, e a educação está patenteada em todas as situações da vida ou quase. Ao longo das últimas décadas, um povo política e democraticamente imaturo desenvolveu a crença aberrante e catastrófica de que democracia era fazer (ou poder fazer) tudo que der na gana de qualquer abrutado, em que os direitos dos outros estão sempre depois dos seus, muito depois; que só se devem respeitar os direitos alheios desde que eu faça o que me aprouver. Ora aqui está o princípio básico da má educação e da falta de civismo no seu mais puro estilo selvagem. Como quase todos assim se comportam, passou a ser a característica geral nacional.

Esta característica e os hábitos que a definem estão tão arreigados no espírito das pessoas que elas estão sincera e estupidamente convencidas de que são realmente democráticas e civilizadas. Foram assim amestradas pelas oligarquias políticas que aplicaram o princípio basilar do marketing, que diz «se tu és OK, eu sou OK». Traduzindo para política, «se te crês honesto, civilizado e cumpridor, mesmo que não o sejas, eu também assim pareço para ti, pelo que votarás em mim». A corja jornaleira procedeu de modo idêntico com a intenção de encobrir a podridão política concomitante com a de vender papel. De lembrar que, contrariamente àquilo de que esses mesmos nos têm querido convencer, de que a Abrilada foi a conquista da liberdade para todos, a realidade é que ele foi-o apenas para esses dois grupos, pois que a restante população nada ganhou com o golpe, basta ver o estado em que ambos em conjunto puseram o país.

Foi deste modo que um povo, na sua generalidade de bons sentimentos, honesto, civilizado (pelo menos para a época) e trabalhador foi moldado por esses dois bandos que o transformaram naquilo que actualmente são: uns pobres diabos miseráveis pedantes, pobretões por não terem cabeça para conseguir o que lhes faz falta, mal educados dissimulados, incivilizados e mesmo ladrões (até do material de escritório dos seus locais de trabalho se apossam). Não se compreende que reclamem pelo comportamento dos políticos, sendo como eles. Não foram todos criados por pais idênticos e em escolas idênticas. Por isso que não são iguais, mas idênticos. Isto tornou o povo no mais atrasado, incivilizado, calão e de maus fundos da Europa, não obstante crerem-se o oposto. Obviamente, sem reconhecimento do que está mal nada se pode melhorar.

Pelos discursos dos políticos, pelo modo como utilizam o marketing político e como disso se servem, sabemos que eles sabem o que vale população, pois que quase sempre conseguem enganá-la com sucesso e ela jamais consegue dominá-los nem obrigá-los a cumprir os seus deveres de procurarem o bem da população.

O mesmo faz o dito ministro do interior. Só que neste caso o resultado é mesmo mortes, centenas, milhares de mortes, de inválidos, de gente para sempre infeliz. As proporções são bastante variáveis, mas pode supor-se 1 morto para 4 feridos graves e 12 ligeiros. É o criminoso número um nacional por não tomar as medidas adequadas para reduzir o número de acidentes, como é seu dever. Estupidificante, nem os que ficam aleijados nem as famílias dos assassinados reclamam. Ridículo, apenas pedem dinheiro, como se tais calamidades pudessem, ser pagas.

Para o ministro-assassino, a culpa é sempre da velocidade ou do álcool e nada mais conta, mas isso é muito relativo. Quanto ao abuso álcool, é coisa que depende directamente do tal civismo, pelo que sem que a origem da falta seja devidamente reconhecida e atacada, nada mudará. Não é com o medo, nem com e a caça à multa, nem com os grandes espectáculos de circo de repressão para papalvo ver que algo mudará, que assim que os espectáculos diminuem de frequência tudo volta ao mesmo, a experiência assim no-lo conta. Sem civismo, todos os que bebem assim seguirão.

A questão da velocidade é absolutamente relativa. Os livros de estudo de condução dos países que primeiro dominaram a questão dos acidentes rezam que a velocidade deve ser relativa às condições de condução, do clima, da estrada e do estado do condutor e do veículo. É nisto que se baseia, por exemplo, a velocidade ilimitada nas auto-estradas alemãs sem que o facto aumente o número de acidentes. Nem todos têm capacidade para fazer a avaliação necessária, donde o limite em Portugal tem alguma justificação, embora haja outros factores a considerar.

Daí que dizer dum modo curto que a velocidade provoca os acidentes é só mencionar uma parte da história. O resto esconde-se. A sua relatividade, assim como o civismo, jogam mais uma vez o papel principal.

Uma sinalização correcta e logicamente concebida é essencial para a segurança rodoviária. O civismo, a base duma circulação mais segura e com menos acidentes da responsabilidade dos condutores , tem sido sempre preterido pelos políticos. O ministério do interior, por armar circos e o seu ministro fazer discursos babosos escamoteando os factos, sacudindo o pó do fato enquanto isso vai matando gente, é um assassino.


Sobre o mesmo assunto, aqui e algures:

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15 de abril de 2010

Violência Doméstica –
Mais Incompetência Escondida –
Mais um Crime dos Governantes

Aumenta em Portugal enquanto tem diminuído noutros países europeus. Porquê? Nada acontece sem razão. Como de costume, escondem-nos e avançam razões que não o são.

Este género de violência é dos mais vulgares entre os povos incivilizados. Simplesmente, para viver em sociedade é necessário ter um mínimo de civismo para reconhecer os direitos do próximo. Ora, como se sabe tão bem, nem esse mínimo está na mente dos portugueses. Crendo viver democraticamente, mas não cumprindo os deveres democráticos e sem tampouco compreender como o fazer, a quase totalidade dos cidadãos nacionais tem mentalidade de atrasado e de incivilizado.

Na realidade, as bases da liberdade individual em democracia não são as que dependem dos direitos, mas pelo contrário o cumprimento dos deveres que os garantem. Não o compreendendo, vivem em estado selvático em que os direitos não podem ser respeitados.

É intuitivo que gente com tal mentalidade, não sabendo como viver em sociedade de modo a garantir os direitos a todos (aos outros como a si próprios), não pode saber fazer o mesmo em casa. Daí o aumento das queixas, instigado pela pressão publicitária no sentido de o fazer. É uma causa saudável desse aumento, mas não uma justificação do número efectivo de casos que se constatam ou restam escondidos. Outra causa incontornável do aumento das altercações familiares é o aumento da pobreza: »Em casa que não há pão todos berram e ninguém tem razão».

A culpa, contrariamente ao que nos fazem acreditar em Portugal e tal como se passa noutros países, não reside normalmente apenas numa das partes. A intenção e a vontade são absolutamente iguais, embora o modo de as expressar seja diferente devido à diferença física. Cada um utiliza o modo que melhor pensa lhe convir. Um homem, por exemplo, espanca uma mulher, enquanto uma mulher paga a quem espanque um homem ou usa qualquer outro processo para o mesmo fim. Qual é a diferença? Evidentemente, qualquer deles que assim actue fora do calor do momento só pode fazê-lo com premeditação.

A culpa nas desavenças familiares está geralmente de ambos os lados, dada a falta de civismo ser comum. O tratamento nacional destes casos, porém, é sistematicamente o de colocar a culpa dum só lado, quando a realidade prova geralmente o contrário, e ainda separar os agressores e tratá-los de modo desigual. Não é o que se passa em países civilizados.

Nesses países também acontecem alguns casos de violência doméstica. A primeira posição tomada é a da assistência a ambas as partes por aconselhamento psicológico, com e sem confronto. Psicólogos especializados nestes problemas esforçam-se por os solucionar. Em grande número destes casos o êxito é completo. Quando esse objectivo não é alcançável, as pessoas são encaminhadas para uma separação ou divórcio, tudo se passando de modo cívico. Que diferença do que se passa por cá! Note-se que se as pessoas já vivem numa sociedade baseada no civismo, a sua compreensão e reacção às sessões psicológicas será muito mais produtiva do que no caso dos portugueses, na sua maioria sem qualquer base ou noção válida de civismo.

Em Portugal, todo o sistema é invertido. A ênfase publicitária deveria focalizar-se numa possível conciliação em lugar de agressão judicial. Estabelece-se culpabilização, dividem-se as partes e estimulam-se-lhes os sentimentos agressivos. Qual é o resultado a esperar?

Segundo declarações ouvidas unicamente no programa Sociedade Civil, da RTP-2 (ninguém mais se lhe referiu num sentido construtivo), por pessoas directamente ligadas ao problema, este governo, tal como os anteriores, não concede os meios necessários para abordar o problema consciente e adequadamente. A escassez de psicólogos dedicados a esta causa – muito menos nela especializados – é flagrante e desanimadora, não permitindo tratá-los.

Duas conclusões tiramos deste assunto: o enorme número destes casos de violência deve-se à extrema falta de civismo e o seu aumento ao caminho desadequado que os governantes escolheram para os abordar.

O ministério do interior, dirigido por um aldrabão profissional e incapaz, procede com este caso como com todos os outros, lisonjeando-se a si mesmo pela estupidez verificada nas consequências dos caminhos que escolhe.

Uma terceira conclusão, esta do âmbito geral, podemos ainda tirar: como de costume, todos pretendem desinformar-nos o mais eficazmente. Pelo que, se quisermos conhecer alguma coisa, temos que procurar informações que nos venham para lá dos Pirenéus.

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26 de setembro de 2009

A Grande Fantochada

A estupidez dos portugueses cresce a olhos vistos com o emprenharem pelos ouvidos. A pouco e pouco, até aqueles que aconselhavam o voto em branco ou apoiavam a Democracia Directa – movimento condenado à morte devido à falta de consciência, discernimento e inteligência nacional – aconselham agora a saber escolher em quem se deve votar! Será possível ser-se mais idiota?

A prova da idiotice não surgiu com as eleições. Há muito que os mesmos se esforçam por a demonstrar. O lixo que espalham pelas caixas de correio não é novo, só o género mudou por uns tempos. Não fazem como em todo o mundo, escrevendo as suas ideias num blog lido por quem o desejar. Compraram um computador e acreditaram pia e tolamente ser um brinquedo cuja única utilidade era a de lhes permitir impingir as suas ideias deformadas a quem quer que fosse. Pensam que isso é comunicar sem jamais terem estabelecido relações de comunicação com gente de outros países. Tampouco vão ver o que se passa na imprensa internacional e continuam a ignorar tudo o que a jornaleirada esconde. Não se interessam em conhecer e aprender o que quer que seja sobre o mundo em que vivem. O computador, para a maioria dos portugueses não passa dum instrumento para incomodar os outros com as suas idiotices diárias que pretendem embutir nos seus semelhantes. Em conjunto com os brasileiros deve ser um caso único mundial. Único no atraso, como sempre. Povos embrutecidos que se vedam qualquer avanço, tal como o provam repetidamente nas urnas. Têm o que merecem, aquilo por que votam e, sobretudo, o que aceitam.

O português típico de hoje propenso a criticar tanto o que está mal como bem, mas incapaz de tomar qualquer acção (só bla-bla-bla); em apoiar o que está mal sem ser capaz de usar o seu cérebro raquítico. É presa fácil do marketing político (ou não) sem escrúpulos. Vive na cauda de tudo, como merece.

Para nos darem estes conselhos de mentecaptos, enchem-nos as caixas de e-mail com lixo podre contendo múltiplos exemplos. Só que, pobres aldrabões baratos, os exemplos de cada e-mail individual só pesam para um lado quando o mal este em todos. São mal dizentes, têm esse valor. Lógico que para quem quisesse votar sem ser em branco, o melhor seria fazê-lo sem ser instruido por vigaristas obtusos.

Nos dias que se vivem não há partido isento de criminalidade política que por vezes atinge o próprio crime de sangue ou equivalente (como o Cavaco ou o Sócrates). O mal não está nos partidos, pedras basilares para o jogo da democracia – quando ela existe e não é apenas aparente, como em Portugal –, mas nos que os compõem, os criminosos que só merecem ser corridos e presos. Que credibilidade atribuir a quem critique uma parte deles e dê carta-branca aos restantes assassinos? Que conselhos, pois, nos podem dar esses hipócritas com as baboseiras que nos escrevem? Quem lhes pede a opinião? Contudo, as críticas falsas, quer dum lado quer doutro, são bem fáceis de distinguir.

Estas eleições, mais do que a corrupção, a maledicência e o vale tudo na luta pelo tacho imerecido dos burlões políticos, patenteiam o estado mental da população nacional.

Por outro lado, recebemos uma incrível desinformação constante pela parte jornaleirista. Quem quer que o desconheça, saiba que à parte a segunda estrumeira maior da União Europeia a seguir à nossa, o nosso vizinho indesejável e selvagem, nunca existiu nem houve um país em que os noticiários só falam sem parar nos porcos dos parasitas políticos e suas oligarquias mafiosas durante eleições como cá. Deve ir para o livro do Guineess. Quanto mais importância se der a essa corja pior nos farão; nos países civilizados e avançados conhecem-no bem e por isso não se vê esta palhaçada constante. Contrariamente aos países que avançam, o que interessa aos portugueses não é um programa governamental para nele se votar; é a vigarice, a maledicência, a difamação, a mordacidade, a calúnia, a má-língua e todas as qualidades de malvados que caracterizam a cambada de todos os nossos queridos políticos. São estes sentimentos de cloaca que fazem vibrar os eméritos burros dos eleitores portugueses.

É nesta cambada que querem que votemos? Todos os votos que eles receberem só podem obtê-los por atraso e defiência mental de quem neles votar.

Não obstante e embora seja impossível dar uma sugestão honesta de voto na conjuntura actual, há factos – e não ideias ou opiniões, nem qualquer história reescrita à laia do Fernando Rosas – demonstrados pela história e consagrados na liguística mundial, que podem ser verificados por quem quer que simplesmente consulte um dicionário. São os vocábulos direita e esquerda. Basicamente, a direita é conservadora, anti-progressista e favorece os mais ricos em desfavor dos mais pobres; a esquerda é progressista e favorece a igualdade. Certamente, há muitas direitas e muitas esquerdas, pelo que a partir daqui se podem fazer várias sínteses, todas elas, porém, sobre as mesmas duas bases. Embora ambos os termos actuais tenham a sua origem nos governos que se seguiram à Revolução Francesa, a ideia-princípio sempre existiu por si mesma. Alguns exemplos da nossa história demonstram as diferenças. Os nossos reis que diminuíram o poder da nobreza de então em favor das populações foram reis de esquerda, se assim se pode dizer, pelo menos na aplicação do princípio. Foram esses poucos que fizeram progredir o país. Sempre assim foi. As lutas Miguelistas pelo poder absoluto contra a Carta Constitucional (o embrião da Constituição e da democracia que terminou em 5-10-1910) apoiada Por D. Pedro IV e por sua filha D. Maria II, idem. Exemplos não faltam.

Um povo desmiolado e corrupto, pelo que aceita o inédito assalto da corja partidária aos lugares de administração pública a cada mudança de governo sem dar um pio. A sobreposição da raiva partidaria aos verdadeiros interesses pessoais promove a corrupoção e dá aos corruptos todos os meios para assegurar a sua continuidade com êxito e impunidade. Melhor prova de estupidez crassa?

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17 de setembro de 2009

José Niza Sobre o Caso MMG – TVI

José Niza, médico e músico, que foi director de programas e administrador da RTP, fala sobre o caso de Manuela Moura Guedes, do seu afastamento como apresentadora do Jornal Nacional de sexta-feira da TVI e de factos precedentes relacionados. Publicado no jornal O Ribatejo por Bruno Oliveira.

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TVI - A Minha Leitura (José Niza)

Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.

Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.

Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.

Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.

É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).

MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.

E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!

Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?

Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.

Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.

Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.

J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.

O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.

Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!

E eles aprenderam.


- 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir". A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.

P.S.
A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.
E se eu soubesse o que sei hoje...


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Porque nos escondem os jornaleiros estas opiniões? Esses trambolhos insultuosos, pretensos profissionais, tão rascas, falsos e incompetentes como aquela que defendem, encobrem tudo o que não lhes convém a eles ou a outros interesses obscuros e querem ser fazedores de opiniões. Que confiança nos merece esta cambada reles? É este um caso que sob o ponto informativo muito se assemelha ao da corrupção e roubo na Comissão e no Parlamento Europeus, como recentemente revelado. Felizmente que ainda restam alguns de entre eles que são excepções honestas. Quanto às informações internacionais, o melhor é mesmo procurá-las no estrangeiro.

Há muito quem diga que a Manuela Moura Guedes é uma boa jornalista. Bom, se assim é e pelo seu percurso que o Dr. José Niza nos conta fica provado que para o ser não é preciso seguir qualquer curso nem aprender seja o que for.

Não obstante a sua saida do jornal tenha sido adequada às circunstâncias e ao modo cmo ele era conduzido, de acordo com o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, note-se bem que não foi uma decisão tomada no tempo certo. Donde, mais uma vez se deduz a incapacidade generalizada de responsáveis, direcções, gestores, decisores e afins.

Sob o presente tópico, veja-se ainda este poste, também muito elucidativo por conter menções a publicações oficiais escamoteadas pelos mesmos energúmenos.

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15 de setembro de 2009

Voto Com ou Sem Discernimento?

Em quem votam os portugueses? Pelo resultados que se registam só podem ser masoquistas ou atrasados mentais.

Alguns dos mais votados foram:

  • O Mário Soares, aquele que mais roubou o Estado de todos os modos possíveis e por outros que ele inventou;

  • O Cavaco, o chefe da quadrilha de ladrões dos enriquecimentos do dia para a noite; mas pior ainda, aquele que esbanjou os fundos de coesão da União Europeia ou utilizou mal, provocando a miséria actual; a reestruturação faz-se de avanço e as consequências vêem-se muitos anos após, tal como a falta de médicos actual, consequência da sua enorme redução de vagas nas universidades (quantas pessoas matou com esta decisão?); proclamam que foi quando o país mais progrediu, mas as estatísticas do Eurostat revelam que se o atraso de Portugal antes da Abrilada era de cerca de 22 anos, 30 anos depois tinha passado para 52; não obstante os fundos arrecadados da UE, recebeu o governo do Mário Soares com as contas em dia e entregou-o ao Guterres com um défice de 5,2%; é obra!

  • O Porco em Pé do Rangedor foi o mais votado em Portugal nas eleições para o parlamento europeu por ser aquele que mais bestialidades diz, gesticula e berra como um capado; é aquele que diz que ética e política são coisas diferentes; afirma que ética e política são coisas diferentes; tudo isto é o que atrai os desmiolados;

O método da Manela Leiteira para obter apoio tem sido dar lições de arrogância ao próprio Sócrates e o de fazer de papão, simultaneamente contradizendo-se em tudo o que até há pouco proclamou como suas ideias; no entanto, lendo nas entrelinhas, ela já disse que se conseguir formar governo, na segunda legislatura (se lá chegar) destruirá a Segurança Social e o Sistema de Saúde, ou seja, os ricos passam a descontar menos ou nada e a fossa entre eles e os pobres – já de si de longe a maior em toda a Europa – alargar-se-á impreterivelmente.

O Sá Carneiro deve dar voltas na tomba com o que a Manela Arenque Defumado e o seu gang fizeram do seu partido. E vêm eles ultrajá-lo pespegando o nome dele nos seus comícios!

Isto não cabe no presente tópico, mas devem mencionar-se alguns pontos importantes de grande interesse para os que não se podem dispensar dos sistemas de Segurança Social e Saúde. O regime de Saúde custa tanto como o dos países avançados em que as pessoas escolhem os seus médicos e todos eles trabalham para o serviço nacional. É evidente que o problema português está na incapacidade de organização e de planeamento. A Segurança Social está em risco de bancarrota e os mais novos vão ficar à fome. O governo do Sócrates aplicou-lhe uma mezinha que de nada adianta por evitar a sua falência; o que ele fez foi uma imbecilidade crassa. A Leiteira e o Cagão Feliz anunciaram múltiplas vezes aos sete ventos como iam destruir a Segurança Social, não menos estúpidos que os outros, de igual a igual. A incapacidade de todos estes animais arrogantes é de gritos. Com efeito, os outros países da Europa também se viram em face do mesmo problema e foram capazes de resolvê-lo sem destruírem o sistema solidário e as pensões de reforma permitem aos reformados de viver. Existem sistemas ou métodos que resolvem o problema, longos a explicar, exigem maiores contribuições, como é evidente, as quais são suportadas por empregados e empresas. O problema com a Manela e o Cagão é que eles querem assassinar o sistema e fazer pagar apenas os empregados; aqueles que podem, claro. Sistemas idênticos existem mesmo em países tradicionalmente de direita, como a Suíça. O problema em Portugal é que o povo, sem cultura democrática, não é soberano e dispensa-se da aprovação das decisões políticas.

Idem para o comboio – segunda legislatura. Parece estar difícil livrarmo-nos desta treta ridícula e desnecessária para qualquer país pequeno, que nenhum o tem.

O Portas visita feiras e romarias e fala muito com toda a gente. Parece um comportamento simpático, mas apenas esconde simpático a verdadeira intenção que só pode ser a de enganar os que menos têm para o roubar e dar aos mais ricos. Francamente, que outra intenção poderia ter um partido que se rege exclusivamente por esses princípios? Sempre assim foi e em todo o mundo. Se os portugueses o desconhecem só pode ser por uma ignorância básica e crassa da realidade, como outras vezes aludido. Nem pode haver outro motivo. Um outro ponto bem esclarecedor é ele dizer que não se deve tirar o rendimento mínimo aos que quase morrem de fome, porque muitos o recebem sem necessidade. É verdade que a última alusão é certa, mas a solução que ele sugere é irracional. Se existem efectivamente muitas pessoas a receber esse abono é um acontecimento que se deve simplesmente à incompetência, relaxe e mandria dos assistentes sociais, praga geral do país. Se há erros, aqueles que os cometem que os paguem com o seu próprio ordenado. Bate propositadamente ao lado do prego por não ter um argumento plausível.

Todos os deputados menos um votaram a impunidade para roubo e corrupção da canalha oligárquica e mafiosa partidária, aprovando a lei de financiamento dos partidos. Donde, todos menos um são ladrões e corruptos. O único motivo que os leva a conquistar o governo é o roubo e não os interesses nacionais. É nesta escória que vamos votar?

Nota-se que um povo que passa os serões a «educar» a mente com Morangos e outros lixos idênticos não pode ter idoneidade nem capacidade para saber o que lhe convém. Ou então é masoquista e procura enriquecer os corruptos e empobrecer-se a si mesmo. Difícil de se ser mais bronco, quando conhecemos o seu comportamento face à pub normal, quanto mais ao marketing seleccionado e aplicado. As televisões da Europa têm muito menos publicidade precisamente porque não vale a pena fazer mais. Diga-se de passagem que as televisões nem por isso perdem dinheiro nem disso se lamentam como por cá.

De certo que uma mentalidade não se muda em pouco tempo. Por isso que tendo levado pontapés, punhaladas e sido arruinados por todos os partidos, numa altura ou noutra, vão de novo votar em massa nos mesmos, quais pobres diabos lambendo a mão que os assassina.

As maiorias governamentais têm demonstrado a sua iniquidade em muitos países, levando geralmente à arrogância do governo. Alguns têm tido coligações constituídas por mais de uma dúzia de partidos, como a Finlândia, mas em Portugal pouco mais se vota para além de dois partidos. Erro que se tem pago. Todos eles têm ideias úteis e rejeitáveis.

O que não se pode de algum modo pensar é que se um partido de bases sociais não os defende, esperar que um da direita o faça. Isto é um erro fatal e uma demonstração de profunda ignorância, cujas consequências se sofrerão inevitavelmente mais ano menos ano. A questão dos eleitores dos países mais avançados terem virado um pouco mais à direita é assunto que não cabe aqui, mas saiba-se que os seus motivos não se aplicam nem podem aplicar a Portugal, que continua com 52 anos de atraso sobre eles. A questão de um país tão miserável como Portugal e com o maior fosso entre ricos e pobres vote à direita mostra simplesmente que os eleitores aprovam a sua miséria e querem perpetuar a situação; tendo em consideração a história universal, nem pode haver outra justificação, são os princípios básicos da política. Os partidos existem para defenderem os interesses de facções.

Têm-se ouvido todos, sabe-se tudo. Quem votar neles e obter aquilo em que votou, para si e seus descendentes, não tem o direito de mais tarde vir a reclamar. Uma votação em branco em massa deve parecer o mais apropriado até aos mais incrédulos neste método. Mas em massa é em massa, enquanto apenas uma meia dúzia de nada serve.

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20 de agosto de 2009

O Que a Manela Leiteira Nos Prepara e Nos Esconde

Mais uma entrevista sem interesse, a de hoje. Supérflua. Nada nos disse e tudo tentou esconder. É assim que um dos maiores partidos nacionais tenta enganar-nos para ganhar as eleições – quer que votem nele, mas não apresenta um plano de governo! Nojento. O método, concebido por técnicos de marketing, foi adaptado às mentalidades da maioria dos eleitores.

Desta feita, a Judite de Sousa, que costuma desiludir-nos pela sua falta de persistência ou modo desadequado de o fazer, ainda mostrou fazer alguns esforços, poucos. Debalde. Bem cedo desistiu, nem aproveitando as deixas.

Não é que não pudesse actuar muito melhor, trazendo alguns pontos fulcrais directamente à conversa, sobretudo aqueles em que a entrevistada já se manifestou repetidamente, mas em que há muito se retrai cobardemente, escondendo as suas más intenções. Destes, os mais importantes e que a todos interessam, são certamente aqueles que se referem à sua intenção (juntamente com o Cagão Feliz) de reformar os sistemas de saúde e de segurança social. O propósito tão anunciado, como todos devem recordar-se, caso a pub política ainda não tenha apagado as suas memórias raquíticas, era o de acabar com o modo solidário e universal desses dois sistemas. Seriam reformados e substituídos por outros, cada uma a dois níveis: um para os ricos, pago por eles, como nos EUA, e outro para os pobres.

Já se está a ver o resultado. Os pobres votados ao abandono e os mais ricos a pagarem tudo a 100%.

No país da Europa onde a fossa entre os mais ricos e os mais pobres é de longe a maior, onde a diferença de rendimentos entre ricos e pobres é também a maior e mais desproporcionada da Europa, ainda existem malvados ou atrasados mentais em elevado grau que, como papagaios repetem as falsidades das máfias oligárquicas e crêem dizem e parvamente que isto é uma democracia.

Ainda há quem esteja tão estupidificado a ponto de acreditar que só nas democracias se vota. O mundo está cheio de exemplos e o último foi o das eleições no Afeganistão. Com as historietas de gente tal que o Rosas, que tem tentado reescrever a história, nem se recordam que durante quase todo o tempo do Estado Novo também se votava. Até dos casos das eleições em que os Generais Humberto Delgado e Norton de Matos se candidataram, que o provam tão simplesmente, se esqueceram completamente.

Com esta falta de memória, não entregarão facilmente as bolsas e a vida a qualquer seita de ladrões políticos? Basta cantarem-lhes uma ou duas canções de embalar e os mamões mamam logo tudo.

A Judite não conseguiu recuperar nem quando a Leiteira lhe declarou que os assuntos principais em que iria trabalhar seriam as «áreas económica e de solidariedade». Uma profissional idiota que não teve a evidente ideia de lhe perguntar se os seus planos sobre esses assuntos seriam os que ela e o seu parceiro da desgraça, o Cagão Feliz, tinham anunciado com tambores e fanfarras quando estiveram no governo! Escondê-lo agora, como faz, só pode ser um acto de cobardia e de má fá. Cobardia, porque não assume o que projectou; má fé, porque o encobre para enganar a população.

A Manela passou mais da terça parte da entrevista a dizer que não diria o que ia fazer. Quando um político quer à viva força que se vote nele, como todos, e não apresenta qualquer plano, credível ou não, porque será? De certo crê que os eleitores são suficientemente estultos para lhe darem carta branca e não será por isso que deixarão de votar nele.

Agora, todos podem reclamar das patranhas do Sócrates aldrabão; mas depois, se tivéssemos a desgraça dela ganhar – o que é mais que incerto – não se podia reclamar, qualquer que o seu crime fosse. A justificação poderia ser franca e espontânea, calando todas as bocas: não disse que iria fazer fosse o que fosse... Votar nela é votar nisto, numa carta branca.

Tudo o resto estará mal no governo do Sócrates e mesmo que não tenha feito o necessário para a sustentabilidade a longo prazo da segurança social e do péssimo sistema de saúde, nem para que pudessem ser dignos desses nomes, pelo menos não os destruiu como esta nos garantiu que o faria com trombetas e só não o fez for ter sido corrida antes. Que sorte tivemos todos!

Esses sistemas nacionais são uma das causas que fazem de Portugal a estrumeira da Europa. Os estrangeiros têm medo de adoecer por cá, mas os nacionais são obrigados a se deixarem matar impunemente por raramente poderem procurar socorro por outras paragens. A Leiteira renuncia confirmar as suas ideias anunciadas acerca deles.

Interessante nessa entrevista foi também o estilo assumido pela Leiteira: só lhe faltou ter levado umas asinhas e uma aura para parecer um anjinho ou uma santinha. Marketing do mais descarado, mas que ela e os seus conselheiros sabem bem ser apropriado à mentalidade da generalidade dos eleitores, a grande massa, que se julga super inteligente e conhecedora devido ao orgulho e auto-estima insuflados por jornaleiros e oligarquias que os chupam e gozam, que tudo mama, nem se dá conta e votará nela – ou seja, ditará a sua própria condenação.

É tempo de acabarmos com este estado. Os políticos governantes têm que ser controlados, que prestar contas dos seus actos, do que ganham e do que roubam, de assumir a responsabilidade. Não podem continuar a parasitar o estado, a ocupar todos os lugares que deveriam ser postos a concurso. Com parasitas a ocupar os lugares de gente competente, a administração não pode ser eficiente. O controlo sobre estas oligarquias mafiosas tem que ser geral e obrigatório. Ou continuemos com a cabeça na cloaca.

Adenda: Em 27-8-2009, Mário Soares, por outras plavras emitiu uma opinião que muito se assemelhou à constatação deste post. A entrevista da Leiteira não nos disse nada sobre o que nos esperaria se acaso tivéssemos o azar dela ganhar as eleições. Porque não é um partido que ganha, mas a linha de conduto da chefia da oligarquia do momento. Isto que acontece com o PSD é o que já aconteceu com o partido do Sócrates, não o Partido Socialista.



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18 de julho de 2008

A todos os títulos notável

É costume ouvir-se que os políticos são todos iguais mas, na realidade, se são muito parecidos na forma exagerada e tendenciosa como se expressam, temos de concordar que não são todos iguais, pois alguns ‘são mais iguais’ do que outros!
O texto que a seguir se transcreve, do jornal gratuito Destak, mostra um aspecto tão notável que é difícil encontrar outro igual. A afirmação é difícil de demonstrar ou de minimamente explicar. Faz recordar aquilo que o professor Marcelo R Sousa disse a propósito do ministro da Agricultura que «é o maior… do mundo». A isso, o ministro reagiu com serenidade e dignidade, pois tais exageros só são lesivos da imagem dos seus autores.

EDITORIAL

Sócrates a «todos os títulos notável»
Isabel Stilwell

Estive em Angola em 2001, em reportagem, a convite da Caritas Internacional. Visitei Luanda, e várias outras regiões, onde a pobreza e a doença provavam até onde consegue chegar a capacidade de resistência do ser humano. Nessa altura, as notícias dos jornais internacionais denunciavam os milhões de dólares que faltavam nas contas do Estado angolano, alegadamente provenientes da venda de petróleo, e que nunca entrarão no país. Mesmo quem viu apenas o que eu vi, sem que sofresse na pele o horror que os angolanos sofreram, e continuam a sofrer, não pode deixar de ficar chocado com as afirmações que, ontem, José Sócrates proferiu na sua visita a Angola.

Estimular os países à mudança é uma coisa, elogiá-los com frases como «O trabalho que o governo angolano tem feito é a todos os títulos notável», a «todos os títulos», note-se, choca. Como choca que o nosso primeiro-ministro, em representação de Portugal, diga que aquele é «um dos países mais falados e mais reputados». Mesmo, ou sobretudo, se alegar que as relações comerciais entre um dos países mais ricos do mundo e este canto à beira-mar plantado, o justificam. A “todos os títulos” prefiro números e relatórios de fontes credíveis, a comentários pessoais.

Ficam aqui alguns. Que Sócrates conhece, e não pode esquecer.

• PIB per capita: 6 500 dólares (o de Portugal, é de 21 800)
• Índice de Desenvolvimento Humano – 162 (em177 países), um lugar acima do Burkina Faso.
• Expectativa de vida: 41,7 anos
• Morte de crianças com menos de 5 anos, 245 por mil.
• Iliteracia adulta, 67,4%
• Carta aberta à EU Sobre a Situação dos Defensores dos Direitos Humanos em Angola, que relata como têm sido perseguidos e intimidados, datada de 31 de Julho de 2007, e dirigida a Luís Amado, o nosso actual ministro dos
Negócios Estrangeiros, na altura presidente do Conselho da UE.
• Relatório do grupo destinado a analisar as Detenções Arbitrárias da Amnistia Internacional, elaborado em Setembro, indica que «os prisioneiros estão detidos em condições agrestes e alarmantes».

Quanto à liberdade de imprensa, segundo a AI, sofre graves restrições. Por exemplo, este texto nunca lá seria publicado.

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