Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


5 de setembro de 2009

Demissões na TVI
(continuação)

Observando os últimos acontecimentos e os noticiários a ales relativos, é impossível deixarmos de constatar que nenhum dos repulsivos e impostores fabricantes de notícias fez qualquer referência aos factos mencionados no post imediatamente anterior no que respeita ao Clube de Jornalistas da RTP2 nem ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.

Por si só, este procedimento revela-nos o ponto a que estes asnos insolentes são impostores, falsos, mentirosos e como moldam as notícias à sua própria conveniência, aos seus interesses muitas vezes ocultos, repugnantes como eles e de declarada má fé. São o espelho dos noticiários, do comportamento dos políticos e da mentalidade nacional.

É evidente que se tomarmos o julgamento do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas como sabedor e por justo e normal dentro do direito e da própria deontologia e das suas atribuições oficiais, se o considerarmos como honesto e nós próprios queiramos sê-lo também, teremos que reconhecer que a Manuela Moura Guedes deveria há muito ter sido oficialmente penalizada, afastada ou impedida de prosseguir no seu modo de apresentação de informações, as quais desse modo deixaram de o ser. Não pelo assuntos que abordava, maspelo modo como os apresentava e pelo seu comportamento ordinário. O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas assim o julgou e se para alguma coisa ele serve não se compreende que agora seja abafado com a sofisma que se observa. Note-se que a condenação se resumiu apenas ao modo como ela trabalha: «Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável».

O que jamais deveria ter acontecido era que se aproveitasse o momento mesmo das eleições para o fazer. Esta actuação veio pousar muitas perguntas em aberto e trazer muitas dúvidas, até sobre outros casos que têm alimentado os noticiários fabricados e encenados pela canalha nojenta. Em consequência, somos levados imaginar que este assunto, assim como outros do género, podem muito bem ser golpes montados pela desorientação política em que o PSD tem nadado netes últimos tempos devido à orientação de direita dum governo que se apresenta falsamente como socialista. Se o PSD não anda desorientado, disso se mascara e a maneira como os acontecimentos nos são apresentados implica-o. mO desorientamento político do PSD patenteia-se ainda na falta de apresentação de qualquer plano governamental ou orientação, encobrindo agora as suas intenções na toma de medidas que agravarão o afastamento entre ricos e pobres para que mais tarde não se lhas possa reprovar. Os seus discursos encerram apenas palavras que revelam ódio, inveja, malediscência, etc., o tudo expresso por palavras e modos que os técnicos de marketing político sabem serem queridas às populações prones aus de maus princípios e valores como a actual nacional. Ela sabe que assim será ouvida e tem-o estampado nas ventas.

Afinal, os políticos não são assim tão diferentes duma população que se mostra profundamente incivilizada, roída de maus instintos, de baixíssima educação, que se comporta como um povo selvagem, que procura a pequena vingança, se rege por slogans e ditinhos, profundamente ignorante e sem instrução a ponto de copiar, escrever e dizer tudo o que está mal como papagaios desmiolados e completamente domesticada por publicidade e marketing, em que é levada como um bando de tolos, não tem a mínima ideia do que é uma democracia nem quer saber por pensar saber bem e viver numa. O pior nem é tudo isto, mas o simples facto de que, inchada pela jornaleirada ignóbil e por políticos malvados que pensam ser esse o melhor modo de conquistar votos, se encontra cheia de orgulho injustificado por baseado em falsos valores e princípios, orgulho que disfarça a seus próprios olhos alcunhando-o de auto-estima. Nesta conjuntura, dificilmente se vê como poderá tal população vir a reconhecer a sua miséria mental, condição sine qua none para se corrigir e poder progredir saindo da estrumeira em que se encontra.

Com efeito, sobre os acontecimentos aqui em foco nada sabemos e por norma geral somos constantemente enganados e tomados como lorpas por o sermos, por todos aqueles que estudaram o modo adequado para lidar com um povo como o nosso e o domar. Afinal, todos os acontecimentos que têm dominado os noticiários podem muito bem ser montados. No caso do post anterior, notando o modo como a Manela Leiteira fala sobre estes assuntos, entre outras possibilidades, todas em aberto, podemos muito bem imaginar que se trate de golpe montado por militantes dum partido politicamente desorientado e sem rumo, que se sente perdido e relegado, querendo abrir caminho à força, de qualquer modo ou forma. Devido à desinformação e ao que realmente sabemos (não o que nos impingem), as possibilidades são infindas e todas possíveis.

Obrigado jornaleirada asquerosa.

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Aditamento:

Acrescentam-se alguns links para informações publicadas e ainda o texto completo do comunicado do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.

Diário de Notícias

Discussão sobre a ética no programa Clube de Jornalistas da RTP2/Rádio Renascença

Entrevista do Bastonário da Ordem dos Advogados, contendo o vídeo

Petição para oferta do Código Deontológico a Manuela Moura Guedes

Oferta do Código Deontológico a Manuela Moura Guedes

Decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre o conhecido caso do Carlos Cruz contra o abuso da TVI, em que esta foi condenada



Comunicado do Conselho Deontológico


Comunicado

Posição do CD a propósito a última edição do «Jornal Nacional – 6.ª feira»


Na sequência de queixas chegadas nos últimos dias, a propósito da recente polémica suscitada pela entrevista concedida pelo bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, à jornalista Manuela Moura Guedes, na edição do «Jornal Nacional - 6ª feira», do passado dia 22 de Maio, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera o seguinte:
  1. Ao contrário de discussões anteriores, centradas sobre casos concretos de conteúdo de notícias e da investigação jornalística, a polémica surgida na sequência da entrevista dada pelo bastonário da Ordem dos Advogados a Manuela Moura Guedes teve o condão de reposicionar as questões no justo ponto da deontologia jornalística, nomeadamente quanto ao papel da pivô naquele serviço noticioso da TVI.
  2. O caso em apreço surge no contexto de um avolumar de situações sobre o «Jornal Nacional - 6ª feira» que têm merecido acompanhamento e discussão no seio do Conselho Deontológico.
  3. A questão que nos parece central neste debate prende-se com o facto de se saber até onde pode ir a intervenção de um ou de uma jornalista pivô num espaço noticioso, ainda que regendo-se por uma estratégia editorial própria, distinta dos restantes serviços informativos, como acontece no caso «Jornal Nacional - 6ª feira».
  4. O Conselho Deontológico considera que um jornalista que desempenha funções de apresentador de um noticiário televisivo continua vinculado aos princípios éticos e deontológicos que norteiam o exercício da profissão. Nesse sentido, considera-se inaceitável que, para além de outros aspectos, na apresentação das notícias, o jornalista confunda factos e opiniões e se exima da responsabilidade de comentar as notícias com honestidade.
  5. Por isso, os apresentadores do serviço noticioso devem abster-se de introduzir apartes, comentários, expressões e recorrer à linguagem não oral, susceptíveis de conotarem e contaminarem o conteúdo informativo, comprometendo a própria isenção dos profissionais que, conjuntamente, trabalham naquele espaço de informação.
  6. O Conselho Deontológico considera que, sem prejuízo dos sempre discutíveis aspectos editoriais, os pivôs devem estar claramente conscientes de qual o seu papel, se o de entertainer ou o de jornalista, não devendo confundir o conflito e o espectacular com a importância das notícias.
  7. Do mesmo modo, considera-se que os jornalistas não podem substituir a acutilância pela agressividade e devem, em nome do objectivo último de contribuir para um juízo final do público, permitir que os seus entrevistados expressem os seus pontos de vista com serenidade e não sejam apenas convidados a participar num espectáculo de enxovalho, em que eles são as vítimas.
  8. O Conselho Deontológico não pode deixar de reprovar o desempenho de Manuela Moura Guedes na condução do «Jornal Nacional – 6.ª feira» e concitar a própria e a direcção da TVI ao cumprimento dos valores éticos da profissão.

Lisboa, 29 de Maio de 2009

O Conselho Deontológico
do Sindicato dos Jornalistas


Aprovado por maioria, com o voto contra de Otília Leitão e a seguinte declaração de voto: "Voto contra, porque não se provou que tenha sido infringida qualquer norma do Código Deontológico do Sindicato dos Jornalistas."

1 mentiras:

Coffe and cigarettes disse...

E viva a censura! Ao que nos chegamos, salgueiro maia deve estar a dar voltas na tumba................