Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


28 de setembro de 2009

Resultados das Eleições

Este blog nunca pretendeu influenciar as votações, limitando-se a dizer a verdade sobre os «concorrentes» e a recomendar o voto útil nos pequenos partidos, como explicado no post imediatamente anterior.

De acordo com o observado, a vitória do PS era mais que previsível, tendo em consideração as recentes medidas de carácter social que fizeram os eleitores esquecer-se das medidas anti-sociais precedentes, que incluíram uma extorsão de mais 33% de impostos cobrados aos reformados, entre outras boas obras. Pior que tudo, não resolveu o caso de insolvência da Segurança Social e da Saúde, deixando-a em aberto e ao gosto do próximo governo. Imprudente, imprevisão e incapacidade em governar. A margem de ganho do partido teria sido consideravelmente superior se não tivessem espantado os professores, tradicionalmente votando no PS, na sua maioria.

O PSD, inicialmente em queda livre, menos por sua causa do que devido às políticas do governo, que se limitou em pôr as suas ideias em prática, perdeu o pio, ficou sem argumentação e teve que contradizer todas as suas ideias precedentes, visto estas terem sido concretizadas pelo governo. Sub-repticiamente, a Manela ainda disse à socapa que iria avançar com o projecto do comboio a alta velocidade na sua (então, já apenas talvez) segunda legislatura. O Sócrates encolheu o rabo quanto à sua arrogância, o que lhe melhorou a actuação, enquanto ela apostou forte na maledicência, qualidade tão querida e aceite pela falta de civismo nacional. A sua arrogância também não a podia favorecer, pois que disso estavam os portugueses fartos da parte dele. Ainda assim, o resultado final do partido foi muito superior ao que seria de esperar, fossem os eleitores menos atrasados. Aliás, recordemos que todo o marketing político sujo da Manela se baseou sobre essa certeza: o atraso mental, a falta de civismo e a desinformação da populaça em geral. Não esquecer também que, ainda que ligeiramente, a Manela foi favorecida por ser mulher. A fuga do partido para a direita, justamente lembrada pelo Sócrates, também impediu o PSD de sacar mais votos à esquerda. De recordar que o partido subiu relativamente às eleições anteriores e que se não subiu mais foi por causa da Leiteira.

O Louçã do BE esforçou-se por meter a foice em seara alheia (não foi o único) e também numa maledicência, todavia num modo menos criticável do que o arrogante e sujo da Manela. Não mostrou arrogância e soube aproveitar os descontentes que anteriormente tinham votado no PS. Mesmo assim não teve muito êxito.

O Paulinho, o vigarista mestre de serviço de sempre, foi de certo aquele que mais procurou meter a foice em seara alheia do modo mais baixo e mais porco. O sabujo passou o tempo a enganar e a gozar os mais pobres, convencendo-os a votar contra eles mesmos. Só em Portugal a população mais pobre está tão embrutecida (os outros pouco menos) que pode ser persuadida a votar ser explorada pelos mais ricos, porque é isso a base da existência dos partidos mais à direita: tirar aos que menos têm para dar aos que mais têm. Quando o partido esteve no governo assassinou um grande número de pobres por intermédio da Santa Casa da Misericórdia, por ordem da então cruel provedora Mizé das Nozes Pintainho, que cortou as ajudas de emergência e para medicamentos e reduziu todas as outras por metade. Foi a solução desse governo para diminuir a crise e reduzir o deficit. Os portugueses são estúpidos e já o esqueceram, ou corroboram os assassínios em série? Valendo-se da insegurança, em lugar de professar métodos humanitários para a resolver o Paulinho andou por aí a assustar o pessoal. Valendo-se da incapacidade, mândria e irresponsabilidade dos funcionários e dos assistentes sociais que têm atribuído o Rendimento de Reinserção à toa e sem a discriminação que se impõe, em lugar de exigir a correcção do erro e a expulsão dos culpados, o malandreco espertalhão propôs reduzir ou eliminar essa ajuda essencial num país com tanta gente a passar fome. Para dar mais aos que já têm, evidentemente. Que infâmia impensável para os antigos alunos do Colégio S. João de Brito, tais como os filhos do General Norton de Matos, os D'Orey, os Pignatelis e tantos outros mais honestos. A ovelha ranhosa do Colégio. Note-se que até ambos os nomes adoptados pelo seu partido são autênticos embustes do tipo atrappe-nigauds (caça-parrecos). Só a burla, literalmente, lhe conseguiu aumentar os resultados. Num país de tão grande miséria, os mais pobres (a grande maioria) só podem votar nesta direita se forem masoquistas e pretenderem aumentar a sua própria miséria ou se forem completamente desmiolados. O resultado do CDS é a melhor prova da imaturidade política que as oligarquias não desperdiçam. Nem sabem em quem votam, vão atrás de qualquer balela que lhes contem. Se estivéssemos num país rico esta conclusão não seria bem a mesma, evidentemente.

O PC foi de certo o grande perdedor. Não por culpa sua, mas por todos tentarem extorquir-lhe os eleitores, o crescimento do BE e até mesmo o CDS o partido contra o povo!

Os governos corruptos nacionais surgem das lutas facciosas das oligarquias pelo poder mafioso. Há, contudo, factos de mais alto interesse nacional do que as eleições e que não devem ser preteridos, pois que são perenes e válidos para qualquer que seja o governo. A corrupção não é atributo dum só partido, mas característica geral da vida política nacional. Os partidos não querem governar para servir o país, mas para o roubarem e dele se servirem, enriquecendo facilmente à custa da pobreza nacional. Se pelo menos fizessem progredir o país em lugar do recuo que lhe impõem, não teriam desculpa pelo seu modus vivendi, mas cumpririam uma pequena parte das suas funções. Ora isso não acontece e todos os deputados menos um mostraram ser canalhas, ladrões e vigaristas ao votarem a lei sobre o financiamento dos partidos. O Porco em Pé do PSD, que grunhe, guincha, gesticula e foi para o Parlamento Europeu, berrou a plenos pulmões que ética e política são coisas diferentes. Reconheça-se-lhe a coragem em confessá-lo e o arrojo em vomitar essa afronte à nação.

Não podemos continuar a ser roubados e vigarizados deste modo.

A jamais esquecer. Qualquer que seja o governo, impõe-se um referendo para a construção de linhas de comboio a alta velocidade e para qualquer reforma dos sistemas de Segurança Social e de Saúde. São assuntos de interesse universal e que não podem ser decididos contra nós. Para fazer progredir o país torna-se indispensável uma reforma da Administração Pública, expulsando dela todos os parasitas. Tanto os militantes dos partidos que se apoderam dela e a paralisam pela sua incompetência, em vez dos lugares serem postos a concurso como em qualquer outro país, como os próprios funcionários que se constituíram num bando de calões incompetentes, actualmente incapazes te tratarem de qualquer assunto sem que cometam uma enxurrada de erros. Idem com os magistrados e juízes. As interferências dos políticos não podem desculpá-los pela sua arrogante incapacidade, não se misturem.

Por último, após a contagem dos votos, ouvimos os animais jornaleiros (sem ofensa para os primeiros) dizerem-nos que o governo só poderia ser constituído pelo PS mais o CDS, porque com os outros partidos da esquerda não perfazia o número de deputados necessários a uma maioria parlamentar. Ou seja, não querem admitir que possa haver coligações de três ou mais partidos. Não é querer estupidificar-nos, sabendo nós que na Finlândia, por exemplo, em fins da década de 1990 houve um governo constituído por uma coligação de 14 (catorze) partidos? Aliás, trata-se de acontecimentos comuns nos países nórdicos. São democracias e não paródias delas dirigidas por máfias. Porque no-lo escondem?