Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


6 de janeiro de 2010

O Baile dos Malditos

Não, não é exactamente como no filme com o nome do título, no fim da Segunda Guerra Mundial, em que após uma última reunião dos alemães o Marlon Brando (oficial alemão da Wermacht) e os outros seus colegas foram assassinados. Aqui, os malditos não são assassinados, são reconhecidos por uma população que os aplaude. Se não os aplaudisse não continuaria a elegê-los, corria com eles, subjugava-os e mantinha-os à rédea curta e esticada.

Os espectáculos a que assistimos a praticamente todas as sessões do parlamento não ficam nada a dever ao que se passa em países que erradamente consideramos menos democráticos que Portugal. Não nos dizem se embora assim procedam se preocupam pelos interesses nacionais e se deles se ocupam. Aqui, sabemos que os nossos deputados definitivamente não fazem uma coisa nem outra.

O modo como falam é próprio de gente ordinária com capa de verniz. As expressões empregues dificilmente poderiam ser mais claras sobre os seus interesses e intenções. Mostram-nos bem que a única coisa por que demonstram interesse é o tacho. Não apresentam qualquer proposta de interesse. Não são capazes de falar do país sem irem buscar os outros partidos para os atacar, em evidente defesa do tacho. São animais imundos, de baixos sentimentos, indignos, inferiores, medíocres e rascas, com visíveis instintos de ladrões, aliás constantemente comprovados. Não há distinção entre os partidos, são todos feitos da mesma massa e moldados na mesma forma. São oligarquias formadas em associações criminosas e mafiosas. Não é como seitas da máfia que se confrontam? Se isto persiste só pode ser pelo enorme número de ingénuos incrédulos que os apoia e aprova votando neles.

O facto dos políticos corruptos ludibriarem a população e o estado da instrução adicionado à desenfreada e incrível desinformação dos jornaleiros, criou gerações de incultos e ignorantes sem a mínima noção do que se passa à sua volta, sem a mais remota ideia de como funciona uma democracia. O simples facto dos políticos falarem em democracia a torto e a direito, por tudo e por nada, é a prova número um de que a democracia em Portugal só existe nas suas bocas. Em países autenticamente democráticos ninguém fala em democracia, vive-se. Os factos mais simples são os mais significativos e demonstrativos da realidade.

Daí, o a causa dos problemas e a falta de remédio está unicamente nas próprias pessoas, na sua mentalidade, na falta de civismo, de conhecimentos e na falta de vontade das pessoas em se imporem aos políticos.

Ao ouvir o Portas e a Manela a falar vê-se mais do que bem como eles contam com o atraso mental geral para que não só todas as bestialidades de ganância política passem, como até de esperar aprovação e ganhar mais votos do que com honestidade. E têm razão, porque os desmiolados ouvem-nos e aprovam-nos, apenas emitindo queixinhas inócuas como crianças inconscientes. Acção, zero. Haverá melhor testemunho do estado mental geral?

Desde as últimas eleições que assistimos a uma espécie de jogo do garo e do rato. O PS ganhou as eleições sem maioria absoluta. Felizmente e para o bem do país, que nenhum partido volte a ter maioria absoluta. Se não são suficientemente civilizados para assim governarem, que se civilizem.

O PSD degenerou completamente e está actualmente no mais baixo, uma autêntica desgraça para o país, a prova de que sem dominar os políticos nada será possível. Cada vez que falam sobressai o seu desinteresse pelo país; não perdem uma única oportunidade para falarem mal uns dos outros e não demonstram outro interesse para além do de se apoderarem do poder. As palavras pouco valor têm; o que vale é o seu sentido, o que se lê «entre as linhas». Isto não aconteceria em qualquer país onde os eleitores tivessem um pouco de mioleira, pois que tal procedimento seria o suicídio político do partido: não votariam nele. Porém, as inteligências nacionais têm menos raciocínio que um macaco.

Só o poder interessa os partidos porque em Portugal os torna imunes ao roubo, irresponsáveis por todos os crimes que cometam, etc. O PSD aplica-se agora em conquistar o poder desesperadamente, não por competência ou desejo de fazer algo de bem para o país, tendo em atenção a sua argumentação.

Até há bem pouco tempo por queria convencer toda a gente de que o Sócrates era culpado. A Manela Leiteira, depois de querer interromper a democracia passou a querer substituir a justiça. O Sócrates poderá bem ser culpado, mas isso não lhes diz respeito, não é à Manela de o julgar, que se dedique a estudar planos de recuperação sem aumentar a fossa entre ricos e pobres, como tem proposto. Todos os métodos e estratagemas tentam para conquistar os tachos e a impunidade no roubo e no crime. Quem poderá tomar esta escumalha por gente digna sem que seja louco? Que respeito ou consideração pode merecer tal cambada de vigaristas e ladrões?

Por outro lado, o PS está a esforçar-se por se mostrar ingénuo e melhor intencionado do que os outros para ganhar as próximas eleições com uma maioria que lhes deixe as mão livres para fazerem como antes. Ou melhor ainda, segundo os acontecimentos e se possível, tentar a queda do governo para as ganhar antes. Aparentemente, a oposição está jogar o jogo deles. A suspensão da lei sobre as contribuições demonstra o desinteresse dos partidos pelos interesses do país, colocando estes muito atrás dos seus. É mais uma de que o PS não vai deixar de aproveitar em seu favor. O procedimento da oposição, incapaz de refrear as suas intenções gananciosas, tem jogado a seu favor e se assim continuarem é bem possível que ganhe mesmo. O caso próximo do orçamento vai-nos esclarecer ainda mais sobre este ponto.

Tão bons são uns como os outros e a desinformação anti-social, baseada em scoops e historietas da treta só serve para adormecer e enganar a população. Esta canalha reles e indigna transformou o parlameto nacional num autêntico Baile dos Malditos.