Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


2 de janeiro de 2010

O PR Não Pediu Desculpa

Na sua Mensagem de Ano Novo o Presidente da República não pediu desculpa aos Portugueses pelo estado miserável actual em que os seus governos lançaram o País.

Devido ao contexto actual a população encontra-se mentalizada na crença de que os políticos poderão fazer algo pelo país, esquecendo a impossibilidade disso poder acontecer devido à ganância geral em que tudo o que lhes importa é e continua a ser os seus tachos, enriquecer roubando o estado, ocupar os lugares da administração pública pelos parasitas dos partidos e amigos, lutar entre eles para poderem açambarcar tudo isto. Assim, a acontecer a alusão do Cavaco a uma «situação explosiva», esta viria numa muito má altura, pois que os partidos se serviriam da ocasião para ludibriarem a população incauta, discursando sobre novas medidas e atitudes, enquanto apenas assegurariam os seus privilégios abusivos e aos quais, definitivamente, não têm direito. A única possibilidade duma tal explosão ter consequências benéficas seria que dela resultasse a devolução do poder ao povo soberano e a este fosse entregue a função – indispensável em qualquer democracia – de controlar os políticos, as suas acções, as suas decisões, a legislação. De outro modo voltaremos a cair sempre no mesmo. Pelo seu procedimento, os políticos e os partidos que formam os governos (qualquer um) não representam os eleitores. Sem controlo dos animais a carroça precipitar-se-á.

A malandragem, banditismo, perversidade e malvadez dos políticos em geral é tão baixa que nada a bem os fará comportar-se condignamente. Infelizmente, e isto se verá, só à força e a mal entrarão na linha. É uma corja do mais baixo nível e com as piores más intenções.

A sua frase «O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.» irá ser imediatamente aproveitada pelos canalhas de todos os partidos como apoio às suas próprias ideias e afirmarem que eles fazem realmente isso, que sempre foi essa a ideia que os governou. A maioria da população, absolutamente papalva, vai acreditar que o «seu» partido é que tem razão. No fim, em lugar de se gerar um clima propício ao país, aumentará a luta partidária pelos tachos dirigida por canalha selvagem do género da Manela Leiteira e do seu Porco Guinchão, e igualmente pelos outros partidos. É isso que os portugueses atrasados pretendem e procuram. Os resultados comprovam-no mais do que claramente.

Os governos do Cavaco foram a maior desgraça que jamais aconteceu ao país devido à altura e à conjuntura em que ocorreram. A instrução criou os ignorantes de hoje, com habilitações que não são equiparadas às dos países desenvolvidos europeus. Médicos, dentistas e tantos outros formados nas universidades portuguesas estão proibidos de exercer sob responsabilidade própria nesses países. A escassez dos médicos no país é a consequência directa da sua decisão em reduzir as vagas universitárias, o que veio juntar-se à incapacidade dos profissionais para assassinar a população. Foi um dos últimos presentes que o seu governo nos deixou.

O endividamento dos particulares em geral, por incapacidade de controlar os seus orçamentos, é outra dádiva por ter sido omitida nos programas de ensino escolar. Foram habituados ao consumismo, a gastar sem medida e agora estão enterrados em dívidas. Nos outros países a crise não provocou problemas com dimensão semelhante ao nacional neste aspecto. O programa escolar do Cavaco não inculcou a mínima noção sobre tal procedimento nem ensinou as pessoas a defenderem-se da publicidade e marketing agressivos. Como resultado desta última preterição, vemos como nada se vende sem publicidade e como tudo o que é anunciado desaparece. Quase ninguém compra aquilo de que precisa e escolhe a qualidade; limitam-se a comprar o que lhes mandam, como desmiolados que são. Desmiolados, porque frases do tipo «Eu confio no Continente» produzem os resultados atendidos com que os publicistas as concebem.

O que o Cavaco escamoteou na sua mensagem foi que foi o seu próprio governo o autor e fomentador da miséria actual. Uma tão profunda miséria não pode ser tão jovem e todos aqueles a quem reste algumas células independentes na caixa dos pirolitos se recordarão de como os fundos europeus de coesão foram desbaratados, roubados e mal utilizados pela quadrilha de ladrões dos seus governos. Em Portugal, os políticos não são responsabilizados, só os pilha-galinhas, porque se fossem de certo que o responsável máximo pelas acções do seu pessoal, ele mesmo, há muito que estaria com os costados na grelha. O atraso de cerca de 22 anos sobre a média europeia passou para 52 há 2 anos, segundo o Eurostat. O povo tem o que merece, pois que tudo admite e os elege, dando-lhes assim carta branca, aprovação. Por isso que não têm de que se queixar. É tal e qual como diz o velho ditado: «cada povo tem o governo que merece». Se meia dúzia discorda e grita neste e noutros blogs, isso está bem longe da generalidade, porque a maioria das reclamações não passam de partidarismo aparvalhante.

Afinal, o Cavaco tem o arrojo de falar na situação que os seus próprios governos criaram sem ter a honestidade de confessar a sua culpa como responsável máximo e não pedir perdão à nação pelo que ele lhe tem feito sofrer? Só em Portugal! Ouvindo-o, não se concebe que ele possa passar o assunto em branco; ainda menos que ele não tenha consciência das consequências atrozes dos seus governos, sobretudo tendo em mente a sua formação e profissão.

Para quem lhe falhe a memória:
http://www.leaopelado.org/presidenciais.htm
http://www.leaopelado.org/eu/
Não se compreende que estes assuntos já tivessem sido tão evidentes à época do seu acontecimento e ainda haja obtusos que não os compreenderam e impostores que persistem sistematicamente em negá-lo. Agora pertence ao passado – inegável.