Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


7 de julho de 2007

Crime e Bandalheira na Polícia

Agentes da Polícia foram apanhados com a boca na botija, acusados e presos por prevenção. Casos de crimes praticados por agentes das polícias não são novidade. Todavia, a situação em Portugal – em lugar de melhorar – tem-se agravado enormemente na última década. O ministro da Administração Interna diz que nenhuma instituição está livre da prática de crimes. Será esta a realidade ou mais uma realidade fabricada por políticos para se desresponsabilizarem, como se costume?

Agentes foram apanhados em actos criminosos. “Extorsão, furtos, roubos e favorecimento pessoal” e “sequestro” com refém e extorsão, mortes e outros crimes, segundo a notícia do Correio da Manhã. Notícias idênticas foram publicadas por outros jornais, como pelo Diário de Notícias e pelo Jornal de Notícias. Que se passará com as polícias portuguesas que provoque uma constante escalada nos seus comportamentos criminosos?

Fazendo uma única e pequena busca, só no Diário de notícias encontram-se vários casos de menor ou maior criminalidade policial bastante recentes, como por exemplo os três seguintes, dois em Junho de 2007 e outro de Abril:

A cada mês que decorre ouvimos mais desgraças sobre o que se passa com as forces policiais nacionais. Espancam as pessoas nas ruas e nas suas instalações, andam aos tiros à toa e «por dá cá aquela palha», espancam e matam aqueles que perseguem. Durante interrogatórios espancam frequentemente os interrogados, chegam a matá-los e há alguns anos atá arrancaram a cabaça a um. Que selvajaria é esta? Todos factos que no Far West do século XIX se podiam ter feito mais frequentemente, mas não pior. Todos estes acontecimentos se têm vindo a agravar de forma progressiva e contínua, contrariamente aos anúncios dos governos sobre medidas tomadas no sentido de corrigir a situação. É assim, o progresso em Portugal: retrógrado. Enquanto os outros países se têm civilizado, temos aqui uma prova entre tantas das obras dos honestos governantes portugueses.

À semelhança dos políticos que assim os amoldaram e seguindo os seus exemplos, as forcas policiais portuguesas foram-se transformando em bandos de selvagens incompetentes que operam sob os mesmos princípios que os bandos de salteadores. Todos estes acontecimentos cimentaram Portugal nas listas negras de todas as organizações mundiais de defesa dos Direitos Humanos mundiais. Os links para estes casos, que além dos factos acima mencionados incluem tortura, foram já apresentados noutro poste, embora num contexto diferente. Efectivamente, existem mais, como no site do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, mas estes são suficientemente elucidativos e um só que fosse bastava para ser uma vergonha.

Que se passou com estas antigas instituições para terem progressivamente perdido as estribeiras a este ponto? Segundo reportagens e entrevistas aos seus membros apresentadas recentemente, explica-se o mal-estar que se tem instalado nelas. Os agentes não têm qualquer formação, porque aquilo que lhes é administrado como se o fosse, não o é: os resultados estão patentes. Aos agentes não é administrado o ensino necessário nem adequado ao comportamento e procedimento devidos no cumprimento das suas funções. Alguns deles são mortos em serviço devido aos maus procedimentos.

Os agentes com menos de 30 anos de idade vivem sós, na sua maioria, e na sua solidão encontram-se por vezes desorientados ao ponto do índice de suicídios na profissão ter disparado para 5 por ano, dos 22000 que compõem os corpos. É duas vezes e meia a média nacional.

A assistência, o apoio, o aconselhamento e o rastreio são sempre ineficientes e incompetentemente efectuados, ou mesmo inexistentes nalguns casos. Estão praticamente abandonados a si mesmos. Aqueles que os prestam são pseudo profissionais em tudo comparáveis aos que, nos casos ultimamente conhecidos, consideraram professores moribundos aptos para o serviço. Este problema de incompetência entremeado de abuso, ignorância e arrogância é geral no país, a começar pelos governantes, evidentemente. Ao que se conhece, aqueles que sofrem de depressões andam por aí à solta, em serviço e com armas. Eles próprios se consideram perigosos devido à falta de ajuda médico-psicológica e aconselhamento profissional adequado. Situação inconcebível, por comparação às de países que têm um “exército” de pessoal competente adstrito a esse fim. Se matam alguém ou se suicidam, de quem será a responsabilidade por essas mortes e pelo crime? Quem são os verdadeiros criminosos?

Para reflectir e não esquecer. Que significará a coincidência e a relação entre o aumento de crimes praticados pelos agentes da polícia e o aumento dos seus suicídios? Estarão os governantes cegos que pretenderão que nós somos cegos? E porquê?

Paralelamente a estes acontecimentos e coincidências, ainda há mais um. Os meios de combate ao crime têm sido drasticamente reduzidos. Alguns destes factos são simultaneamente explicativos do modo como os governos se têm ocupado das forças de segurança e da incapacidade dos chefes. Uns preferem combater o crime pondo “mais polícias na rua” em lugar de acabarem com a miséria que gera o pequeno crime (que eles invocam como razão para pôr mais polícias na rua) e com a ineficiência da polícia – seriam os procedimentos adequados, mas que não dão votos para lhes permitir continuar com a sua corrupção. Os outros (os chefes) provam a sua incapacidade de controlo, de chefia, de comando e de se fazerem cumprir, por exemplo, reduzindo até o carburante para os veículos. É mais fácil para incapazes.

De quem será, pois a culpa da bandalheira que abrangeu as polícias tão profundamente? Ainda não se ouviu muito sobre a Judiciária, mas dado serem humanos como os outros e estarem sujeitos a condições semelhantes, tudo está encoberto, escondido. Esse pessoal devia também falar.

Entretanto, ouvem-se os dirigentes – parasitas incompetentes como todos os outros dirigentes nomeados pela corrupta corja oligárquica – dizerem frases do género na corporação têm ocorrido "alguns casos de suicídio, poucos”. O bandido acha poucos, talvez quisesse que se suicidassem metade dos agentes por ano! O canalha encobre os culpados; para defender o seu tacho prefere o sofrimento da população pelo comportamento dos agentes e que estes também sofram e continuem a suicidar-se. Que outra razão poderá justificar o seu comportamento, se ele próprio o confessa?

Para se constatarem outros factos altamente significativos e descritivos desta situação originada na corrupção, veja-se um artigo publicado sobre o assunto no site da Mentira!Ou ainda uma descrição de porque vivemos numa lixeira.

A única solução para este problema, assim como para praticamente todos os outros indesejáveis e perniciosos que afectam a desgovernação do estado português de modo idêntico, só pode ser a mesma já mencionada: seguir o exemplo do que os outros povos fizeram com os seus políticos para terminar com a corrupção que originou esta situação.

A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. Nem enquanto for admitida a um só dirigente sequer. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.

Não se pode permitir a formação duma Nova Classe acima da Constituição, da Justiça e da Cidadania nacional e contra o seu artigo 3º, que tudo e todos controle impunemente, aliada aos magnatas da exploração humana.

Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!

Para cúmulo. Tem-se assistido ultimamente à ressuscitação do sistema Nazi ditatorial pelo caminho tomado pele governo pseudo-socialista e pseudo-democrata do Zé Sousa.

Se concordam, façam um esforço para o bem comum e passem a palavra em lugar de procederem como carneiros passivos e inactivos. Há quem esteja enganado, pensando que Deus enviará um arcanjo para salvar atrasados mandriões.

4 mentiras:

a formiga disse...

Só devemos formular opiniões quando estamos informados, o que não conseguimos através dos meios de comunicação social, que estão institucionalizados.
Uma das muitas armas que são usadas para manter o povo na ignorância é a desinformação; ignorância essa que fere, todos os dias, os nossos direitos.
Quando estamos informados, estamos em condições de defender causas, quer no nosso local de trabalho, nos transportes, junto dos amigos, etc...
Fica aqui o meu convite, para visitares http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com, e desta forma seres mais um a defender uma causa com valores.
Continuação do bom trabalho, que aqui estás a fazer.
Cumprimentos,

A. João Soares disse...

Os caso das polícias, como o dos agentes da PJ que se abotoarem com dinheiro da droga, e muitos outros quer na GNR quer na PSP, são o reflexo do estado em que se encontra o país, com os exemplos dados pelos políticos do topo da hierarquia nacional. O problema do preenchimento de lugares por escolha eterniza a podridão do País, porque o topo, sendo corrupto e incompetente, nomeará subordinados do mesmo jaez, para que o ramalhete não fique em desequilíbrio. Os responsáveis pelas polícias foram nomeados por simpatia do clã oligárquico, por motivos partidários, e têm de mostrar gratidão, para continuarem a usufruir das mordomias do cargo que, de outra forma, passará para outras mãos, mais dóceis ao governantes. Esses dirigentes não se preocupam com os agentes que trabalham e vivem em péssimas condições. Interessarem-se por eles não traz dividendos. O que é preciso é agradar ao ministro.
Abaço

Paulo Sempre disse...

"Quando a profissão das armas coloca o soldado perante o seu destino real, para ser capaz de galgar todos os obstáculos, vencer todas as resistências, não carece já de qualidades.É de sentimentos mais elevados, duma moral superior que ele precisa.
Estas virtudes, para o chefe, serão o amor profissional, a rectidão de proceder, a honra, a moralidade, a coragem, a bravura, a dedicação, a abnegação e o espírito de sacrifício" (Dr. Léon Waurhy)

A verdade é que os subordinados não julgam o seu chefe pelo grau de instrução, galões, estrelas, poder de reflexão ou de lógica; julgam-no pelos seus actos e pelo seu exemplo.
Nos tempos actuiais é notória a "queda", a «pique», das virtudes e qualidades militares/forças de segurança tradicionais. Tudo se "vendeu" em troca do bem estar e dos interesses individuais. O principio da lealdade, camaradagem, obediencia e da disciplina marcou um passado...e nada mais.
Abraço

cris disse...

A inversão de valores grassa como uma mancha de petróleo ou crude no mar. O que dantes era motivo de alegria, a partilha a generosidade, o respeito ea lealdade, a vergonha e o pudor, a honestidade e a transparência, hoje quase inexistentes, deram lugar à perversão, ao egoísmo, à prepotência e à mentira. ~será difícil melhorar o estado das coisas e a vida de qualquer agente sem que lá em cima não se façam mudamças de postura de política e de visão de um país que agoniza.