Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


5 de junho de 2011

Os Portugueses Elegeram um Criminoso Condenado

Os portugueses elegeram um criminoso condenado com conselheiros tais como O Dias Loureiro, o Catroga e outros da mesma estirpe. Este acontecimento não pode ser considerado como simples partidismo dos eleitores.

Ao elegerem um criminoso fizeram uma declaração e uma confissão que todos os que votaram num criminoso fazem sobre os seus princípios, sobre os seus valores, sobre a honra, o cumprimento das leis, a sua própria moralidade. Sobretudo quando havia uma variedade de escolha de candidatos para todos os gostos em quem votar e escolheram o único ou o maior criminoso de entre eles.

O nome de Portugal já estava bem sujo, tal como visto pelos povos democráticos europeus devido a aprovarem a corrupção, julgando que dela poderiam também tirar proveito. Devido aos baixos valores e princípios que adoptaram. Devido a não mostrarem capacidade em controlar os seus próprios políticos.

Agora, elegendo um criminoso atiraram literalmente com o nome do país para a lama mais suja que sai dos esgotos. Por demais, um criminosohá muito mal visto nos meios da UE por incompetente.

A partir de hoje, este blog passa a enunciar o nome do criminoso apenas como Criminoso.

Para esclarecimentos sobre os seus crimes, veja-se a lista dos crimes, das condenações e das investigações da justiça, consumados ou em curso, no artigo descritivo neste blog, imediatamente anterior a este. Todas as confirmações ou dúvidas podem ser vistas ou esclarecidas nos documentos oficiais.

Em Portugal o crime compensa e, como já diversas vezes escrito neste blog, só os pilha-galinhas são condenados. Os maiores criminosos elegem-se.

No estrangeiro está-se perfeitamente ao corrente deste procedimento. Chegam a dizer que Portugal devia estar fora da UE por o povo não saber agir nem comportar-se como numa democracia.

Não podemos, porém, deixar de lembrar a causa a origem do engano em que a população portuguesa vive: A desinformação sistemática, assim como a encenação das notícias; os jornaleiros que dão scoops para tolos, ao editarem as notícias manipulam-nas e modifica-nas quase todas, o grau da manipulação atinge o mais alto nível para inverterem o sentido a 180°. Este exemplo é mais do que uma prova [aqui]

Afinal, ocultando crimes, os conglomerados de média, que são puras ferramentas de propaganda política, económica e comercial, elegeram este Criminoso tal como elegeram duas vezes um muito maior por ter destruído o país: O Cavaco.


Adenda
Neste post não ficou bem clara a sua relação com aquele que imediatamente o precede e do qual este é a sequência lógica. Embora tenha havido uma tentativa de esclarecimento na página dos comentários, parece que a dúvida persiste, tendo mesmo sido aproveitada como arma de contradição, como se pôde ler no Facebook [Rui Taher – vocifera no seu blogue contra a quem chama criminoso nem tem coragem de lhe chamar plo nome].
Com esta adenda, espera-se desfazer e evitar qualquer confusão desta sorte e apresentam-se as devidas desculpas por o facto não ter ficado logo bem claro no corpo do post.

28 mentiras:

Camilo disse...

Companheiro, confesso que não percebi.

Mentiroso disse...

Caro Camilo,

Este post é um complemento daquele que imediatamente o precede.
Nesse, encontram-se todos os elementos, incluindo os links para as provas constituídas pelos documentos lá mencionados, jornais etc.

Pelo que vejo, isto não ficou bem evidente, pelo que peço desculpa.

Camilo disse...

Bolas...
Tentei tudo, mas não consigo "lá" chegar... e preciso de saber!!!
...
Entretanto, vou linkar este Blogue no meu.
Cumprimentos.

Camilo disse...

Pronto, depois de linkar... fiquei a saber o que pretendia.
De facto, fico admirado com esta "lavagem"... jornalística.
Dá que pensar... vamos ter um "lindo" futuro...
ai vamos, vamos!!!

Mentiroso disse...

Mais ainda do que os políticos, é essa jornaleiragem infame que com o seu procedimento desinformam a população, mantendo-a no escuro e na ignorância do que realmente lhes faz falta conhecer para a manterem sob o jugo dos políticos. Este blog tem uma boa percentagem de artigos sobre esse sujeito. Estes são alguns dos mais recentes:

http://mais-mentiras.blogspot.com/2011/05/povo-cobarde-e-embrutecido.html

http://mais-mentiras.blogspot.com/2011/03/manipulacao-das-informacoes-pela-rtp.html

http://mais-mentiras.blogspot.com/2011/05/os-reis-da-mentira.html

http://mais-mentiras.blogspot.com/2011/04/debacle.html

A. João Soares disse...

Caros Mentiroso e Camilo,

Mesmo que utópicos temos que ser realistas para poodermos ser úteis a Portugal e contribuir para a recuperação do País para bem de todos os portugueses comuns.
Neste momento, teremos de ajudar a equipa governativa que saiu das eleições a agir da melhor forma para que o novo ciclo seja positivo, defina os objectivos mais adequados em cada sector e os realize através das melhores estratégias, sem corrupção, sem complicar mais a máquina do Estado já demasiado obesa, sem despesas que apenas interessem aos «boys», mas com sentido prático, de simplicidade mas com eficácia, rigor e um acurado sentido de Estado. Nem os governantes nem os cidadãos devem esquecer que estamos em crise da qual é preciso sair já, da forma menos dolorosa. Temos que dar as mãos com a melhor intenção, para construir um futuro mais atraente para as gerações mais jovens e para as vindouras.

Qualquer crítica deve evitar ser demolidora e, pelo contrário, deve ser sugestiva de soluções práticas e vantajosas. Deve criticar-se com o estilo «por aí não vão lá, seria melhor seguir o seguinte rumo...»

Esta atitude deve ser usada também e precisamente pela oposição, com patriotismo e sem dar prioridade aos interesses partidários e sectários. Devem colocar os interesses nacionais acima de tudo.

A Comunicação Social deve colaborar na reconstrução, sendo mais informativa e formativa, ajudando os portugueses a pensar nas realidades actuais e nas soluções que devem sem ser adoptadas, sem as impor, mas sugerindo que nelas se pense sem paixão para que cada um nas suas decisões diárias comece a agir da forma mais racional para fortalecimento dum País em que já se viveu com muito mais confiança e esperança do que agora. Mas... como se conseguirá mudar a mentalidade deturpada de muitos profissionais das notícias? Deve haver forma de conseguir extirpar vícios nefastos. Certamente poderão ser organizados colóquios entre os mais altos responsáveis de cada órgão por forma a seguirem uma linha mais favorável a esclarecer e fazer pensar cada leitor, cada radiouvinte, cada telespectador.

Ninguém é dispensado de colaborar para o bem de Portugal, com realismo e sentido prático, pensando no futuro próximo e a prazo.

João

Mentiroso disse...

Caro A.J.S.,

Não, não podemos pretender apoiar corruptos e criminosos sem que isso signifique que aprovamos os seus métodos, o que significa que partilhamos os seus defeitos, razão pela qual os portugueses são os mais mal vistos na Europa. Para os aprovarmos não podemos ser melhor do que eles. Uma se duas soluções se impõe, ambas aceitáveis: O partido substitui o criminoso que o encabeça, ou o partido é substituído no governo. Nada mia ´~e admissível. Já sabemos há muito que Portugal não é um estado de direito, mas isto é o cúmulo. Além disso, outra coisa, o Criminoso está muito mal visto no exterior. O que vai dificultar futuras negociações.

«sem corrupção»? Acredita realmente que não vai haver um assalto aos postos da administração, como em qualquer outra mudança de governo? Que esses lugares vão ser postos a concurso e dar emprego a gente competente que está no desemprego por esses lugares serem ocupados por parasitas? As instituições foram criadas para albergar parasitas de todos os partidos que conseguiram ser eleitos. Acha que vá acabar ou que seja feita uma pequena redução para atirei areia aos nossos olhos, que nos outros países, neste caso simplesmente lendo o que publica o FMI, ninguém crê.

«Nem os governantes nem os cidadãos devem esquecer que estamos em crise». Acredita realmente que os corruptos adoptem essa atitude ou que finjam fazê-lo como sempre?

«Qualquer crítica deve evitar ser demolidora» Ora aí está a tolerância que nos atitou para o lixo onde nos encontramos. Em política é a crítica objectiva da população e não dos partido que os obriga. Em Portugal é a tolerância que os impede de entrar na linha e o encobrimento dos jornaleiros em conluio. É sobretudo e quase só por isto que nada muda: o mau uso da tolerância. Além disso, os termos a usar dever ter uma relação directa com a actuação dos actores a corrigir e à gravidade da acção, pelo que deve ser adequada e não generalizada.

«Ajudar», neste caso e circunstâncias só pode ser a destruir. Não existe comunicação, mas apenas propaganda abusadora destinada a enganar e permitir a continuação do roubo. QUEREMOS QUE OS ESFORÇOS SEJAM ASSUMIDOS POR TODOS E QUE NÃO SEM EXCEPÇÃO. Ou Não? Sem isto só loucos e suicidários poderão estar dispostos a colaborar e aprovar seja o que for. Para que se «pense sem paixão» de justiça é necessário que se seja tão corrupto e ladrão como eles. Ou então ter levado uma injecção que derreteu o cérebro e ter ficado um legume, do género que fazia o Egas Moniz.

A confiança deve ser proporcional àquilo que a inspire, senão é uma bandalheira.

«Ninguém é dispensado de colaborar para o bem de Portugal» Pois não, que paguem também, que desapareçam os ordenados inacreditáveis pela sua exorbitância, todos. Sem justiça não há colaboração. Iriamos agora colaborar com quem nos rouba e com criminosos. Só loucos do género dito atrás.

A. João Soares disse...

Caro Mentiroso,

Compreendo aquilo que diz da actual situação. Mas que solução prática, exequível, sugere para os dias mais próximos? Neutralizar tudo e criar uma ditadura? Quem tomaria a iniciativa? Com o apoio de quem? que resultados viriam daí, para um país em crise profunda?

As, melhores soluções são as que assentam na realidade e não as que se baseiam apenas em desejos, por mais puros e ideais que sejam. A situação não está boa, não se pode errar, e parece que não podemos ir mais longe do que criticar os actos e as palavras que nos pareçam errados e sugerir alternativas mais correctas. As condições não são propícias para se ir mais longe do que observar atentamente para criticar e «colaborar» para que não se repitam erros do passado recente, como os que refere.

Abraço
João

Mentiroso disse...

Caro A.J.S.,

Ditadura é o que temos agora, do conhecido tipo oligárquico. Embora não haja muitos pontos de comparação, a ditadura do partido da União Nacional do Estado Novo era uma oligarquia. A diferença é que hoje há mais oligarquias, mas o modo que elas se comportam no governo é absolutamente igual. Quase tudo do resto mudou, mas esta manteve-se por escolha das oligarquias. Como se vê, isto é um problema de fundo e que abrange tanto os tempos mais próximos como quaisquer outros. Como tudo depende deste problema, é ele que deve ser resolvido primeiro.

Se nesta altura não for resolvido, serão os mesmos espoliados e roubados quem vai pagar a crise: este facto, destacado de outros igualmente importantes mas não tão prementes torna o assunto prioritário. É esta a «realidade real», a verdadeira realidade. Não é a primeira vez que o digo e podem-se ver imensos artigos neste blog e no do Leão Pelado em que se menciona que se deve começar por controlar os políticos em não se lançarem de assalto aos lugares da administração a cada mudança de governo como se se tratasse de espólio de guerra. Não é novidade e não vou agora voltar atrás como os reles vira-casacas dos políticos conforme a corrente do momento.

Fazer uma ditadura? Que ideia! Seria transformar um mal noutro não melhor. Assim, as pessoas ainda vão tendo a ilusão de que vivem em democracia, ainda que na verdade seja apenas uma ditadura oligárquica. «Não se pode errar»? Nem se vê outra coisa nas decisões dos partidos desastrosas para o país, mas que aliás nem são erros se tivermos em conta que a intenção de defender os partidos contra a população foi atingida.

Ficar a observar é o que o povo tem feito até agora, a única acção que lhe é permitida à parte dar um voto para ser usado de acordo com os interesses do país e sem nada ter a ver com a razão que ele foi dado. «Observar, criticar e colaborar»! É exactamente essa atitude de carneiro que tem feito do país um paraíso para corruptos e ladrões. Tudo o que eles querem é que as pessoas desabafem criticando, o que lhes permite manterem-se num estado de hibernação que tudo lhes permite.

Às vezes todos nos enganamos. Eu sempre tive má opinião do S. Francisco de Assis, mas quando o vi no parlamento responder sempre educa e adequadamente às bestas imundas e ordinárias de baixos fundos do bando do PSD, mudei a minha opinião sobre ele e até o acho competente. Veremos.

Zita disse...

Ajudar como? Eles não precisam de ajuda, precisam do nosso voto e depois dos nossos impostos. Não se pretende uma ditadura, mas neste momento também já não temos uma democracia. Os poucos que votaram, grande parte deles foi "contra o Sócrates" e não a favor de ninguém. Ou seja, uma escolha sem saída não é democracia... é medo. Eles vendem-nos a ideia de que votar é um direito e para os mais reticentes impingem a ideia do dever, mas actualmente VOTAR é pactuar com a corrupção, o despesismo, a impunidade, a anarquia, que reina no circulo politico português. Se realmente temos que ajudar alguém, é o povo português e para isso temos que pensar qual a forma que tem mais impacto nos políticos, e uma abstenção em massa parece me o mais impactaste já que as manifestações de rua já não tem valor e a vergonha dos políticos ou temor á lei, é nula.

A. João Soares disse...

Cara Zita,

Estou a gostar desta troca de pontos de vista e só é pena que a tal falta de preparação e de interesse dos portugueses se reflicta em não aparecer mais gente a expressar-se. Será por medo? De quê?

Quero dizer duas coisas. Primeiro, a abstenção não tem o significado que diz. Esse efeito só pode ser obtido pelo VOTO EM BRANCO como bem explica o professor Luís Campos e Cunha em Voto em branco tem significado político .

Quanto a «ajuda», aquilo que referi é ajuda a Portugal e não propriamente ajuda ao partido no Poder. O meu partido é Portugal. A ajuda que referi consiste numa observação atenta dos actos do Governo e uma pronta reacção perante gestos, palavras ou decisões que não sejam as melhores para o País, para os portugueses. Só sugiro que as críticas sejam construtivas para não agravarem o ambiente que desejo ver de convergência de esforços, honestos e patrióticos para levantar Portugal e para evitar que nos continuermos a afundar na lama em que já estamos.

Já tivemos as eleições que custaram milhões, não há interesse em haver outras nem o PR vai decidir outras até ao fim do seu mandato (palpite meu). E se as houver, não faltarão críticas semelhantes às que estão a ser feitas a estas. Por isso há que fazer com que o governo não cometa erros e, se os cometer, os corrija de imediato, perante a oportuna pressão da população, no que a Internet tem muito poder. Foi a Internet que resolveu os casos na Tunísia e no Egipto.

Só lamento que deste debate que estamos a fazer aqui não tenha havido sugestões mais concretas e realistas para as medidas a tomar pelo Governo. Andamos a encanar a perna à rã, a tomar gotas de água destilada para curar o cancro!

É preciso patriotismo.

Abraço
João

Zita disse...

Caríssimo iluminado
O voto em branco também não resolve nada, segundo sei, votar em branco apenas anula o candidato. Ou seja, obriga a novas eleições mas com outro representante do partido. É NOVAS ELEIÇÕES E GASTAR MAIS DINHEIRO PUBLICO.

QUEM QUER QUE VÁ PARA O PODER SERÁ SEMPRE a mesma postura. ATÉ PQ EXISTE JÁ UMA MAQUINA POR TRÁS DO LÍDER, E ESSA MAQUINA JÁ TEM MUITOS CAMINHOS TRAÇADOS... COMPROMISSOS ETC
A ÚNICA SOLUÇÃO NÃO É ACABAR COM AS ELEIÇÕES NEM COM OS PARTIDOS ERA ACABAR COM A GESTÃO DOS BENS PÚBLICOS POR POLÍTICOS... FANFARRONES MANIPULADORES. Sem lei nem regra.
A SOLUÇÃO É BOICOTE ÁS ELEIÇÕES, GREVE AO VOTO. Tem de haver uma forma de obrigar a que os políticos tenham limites e assumam na justiça sempre que os ultrapassam.
As ideias concretas é difícil de encontrar mas juntos talvez se encontre. Pelo menos já se vislumbra um objectivo, exigir legislação e fiscalização dos políticos, como mostrar que temos esse direito? Isso é o que falta descobrir. A minha ideia seria nos dias de eleições o povo saía á rua e ninguém votava. Creio que iria mesmo despertar o interesse a nível internacional isso deveria ficar conhecido e analisado.
Quanto ao facto de as pessoas não terem luzes nenhumas sobre isto, prende-se com uma coisa nova que se alastra nas gerações dos 18 aos 22 que tem muita preguiça de ler e pensar. E depois há aquele povo do interior com mais de 55 anos que nunca mexeu num pc e portanto só conhece a realidade manipulada da TV. Eu era do interior e assisti muitas vezes á chegada de autocarros ás aldeias, que se predispunham a levar os velhotes até as urnas gratuitamente mas com a condição de meterem a cruz onde eles diziam. Era uma alegria para os velhotes. Isto acontece.

Zita disse...

Li agora o valor do voto branco, contudo não creio que seja isso que se pretende, mudar os partidos ou criar partidos novos.Como tenho defendido o que está errado não são os candidatos mas sim o poder politico que está desgovernado e sem limites. Não se quer mais partidos alternativos ou que os actuais mudem de líder, o que se deve e urge fazer é legislar e limitar o poder politico.
Por vezes as soluções não aparecem pq não se identifica o problema.

A. João Soares disse...

Cara Zita,

Se essa do «iluminado» é para mim, acho que está a exagerar, mesmo muito. Procuro esclarecer-me o mais que posso, mas ainda ando à procura de uma candeia que ilumine tanto como ao do Diógenes!

Não compreendo como chegou à conclusão de que «o voto em branco elimina o candidato» Qual deles? Eleição é uma escolha entre vários candidatos e estes, na maior parte das eleições, são listas (exceptua-se a do PR em que são pessoas). Francamente não compreendo o que que pretende dizer e onde foi beber esse néctar iluminado!

É claro que tudo melhorava se os políticos não tivessem imunidade nem impunidade e que os Juízes aplicassem as leis que devem se gerais, abstractas e obrigatórias com uma venda nos olhos sem diferenciar uns criminosos de outros. E até deve ser aplicada de forma mais dura aos que, por função, devem ser mais responsáveis para dar exemplo.

Mas como criar normas que limitem os abusos dos políticos??? Se ler com mais atenção o artigo do professor Luís Campos e Cunha, encontra a seguinte frase:
As instituições, como as universidades, os hospitais públicos ou os partidos políticos (e contrariamente às empresas em concorrência) não se auto-reformam. No caso dos partidos, é necessário que haja pressão da opinião pública de forma clara e, eventualmente, organizada para os partidos mudarem e para aparecerem mais alternativas. Como?

Não se pode esperar que os políticos legislem contra os seus interesses. Portanto têm que ser obrigados a fazê-lo por forças estranhas aos partidos, e tal pressão pode resultar de uma quantidade substancial de votos em branco, como explica também o mesmo professor.

Enfim, muito tem sido escrito e «o problema» está bem definido e colocado em equação. A solução ou as soluções, porque neste tipo de problemas, nunca existe uma única, como expliquei em Pensar antes de decidir, é que precisam de ser imaginadas, meditadas, comparadas e escolhida a que pareça melhor. Precisamos de um sábio como foi Karl Marx que estruture a sociedade da «Nova Era» e a mostre ao mundo de forma atraente e clara para ser adoptada com o apoio democrático das sociedades.

Abraço e boas mini-férias
João

Mentiroso disse...

é pena que a tal falta de preparação e de interesse dos portugueses se reflicta em não aparecer mais gente a expressar-se. Será por medo? De quê?
Não, não é uma questão de medo, mas simplesmente um cocktail de ignorância completa do que é uma democracia, imaturidade política, bandalheira geral a que chamam tolerância e a estupidez de que eles também podem aproveitar com a corrupção. A origem de tudo isto, que se vê ser uma enorme falta de conhecimentos se deve à permanente desinformação em aberto e desavergonhado conluio, tal como se encontra no cabeçalho deste blog: «Os conglomerados de média são puras ferramentas de propaganda política, económica e comercial. A adopção destas normas junta à impostura das oligarquias políticas, tornaram-se o mais eficiente meio de desinformação no País.» Assim domesticaram as mentalidades embrutecidas e as têm sob controlo.

A história do voto em branco do Luís Campos e Cunha é uma grande treta. Ou ele está a tentar a enganar as pessoas ou é mais um paspalho que subiu como os outros parasitas partidários.

Como estou farto de escrever, mas ninguém parece compreender, nada interessa sem que aquilo que é necessário fazer. Que a constituição restitua a soberania ao povo, o que lhe dará a possibilidade de controlar as bestas políticas e os juízes (meros representantes do povo soberano e não soberanos, como querem ser falsamente reconhecidos).
É escusado andar a bater à volta da sebe, que nada de nada jamais mudará sem o controlo do povo. Por isso que eles não querem, mas se não for a bem terá que ser a ferro e fogo.

Mentiroso disse...

é pena que a tal falta de preparação e de interesse dos portugueses se reflicta em não aparecer mais gente a expressar-se. Será por medo? De quê?
Não, não é uma questão de medo, mas simplesmente um cocktail de ignorância completa do que é uma democracia, imaturidade política, bandalheira geral a que chamam tolerância e a estupidez de que eles também podem aproveitar com a corrupção. A origem de tudo isto, que se vê ser uma enorme falta de conhecimentos se deve à permanente desinformação em aberto e desavergonhado conluio, tal como se encontra no cabeçalho deste blog: «Os conglomerados de média são puras ferramentas de propaganda política, económica e comercial. A adopção destas normas junta à impostura das oligarquias políticas, tornaram-se o mais eficiente meio de desinformação no País.» Assim domesticaram as mentalidades embrutecidas e as têm sob controlo.

A história do voto em branco do Luís Campos e Cunha é uma grande treta. Ou ele está a tentar a enganar as pessoas ou é mais um paspalho que subiu como os outros parasitas partidários.

Como estou farto de escrever, mas ninguém parece compreender, nada interessa sem que aquilo que é necessário fazer. Que a constituição restitua a soberania ao povo, o que lhe dará a possibilidade de controlar as bestas políticas e os juízes (meros representantes do povo soberano e não soberanos, como querem ser falsamente reconhecidos).
É escusado andar a bater à volta da sebe, que nada de nada jamais mudará sem o controlo do povo. Por isso que eles não querem, mas se não for a bem terá que ser a ferro e fogo.

Zita disse...

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:8pSDHipwNWkJ:laurabmartins13.blogs.sapo.pt/arquivo/307660.html+vOTOS+EM+BRANCO+NOVAS+ELEI%C3%87OES&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&source=www.google.pt


http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/voto-em-branco-em-sinal-de-protesto-e-inutil-nas-presidenciais_1241572

http://www.olharglobal.com/thread-270.html

http://www.petitiononline.com/PVBCRP/petition.html

sr iluminado nao era uma ironia, era um elogio, mas adiante...
no que respeita ao voto em branco o que se apregoa pelos cibernautas é que não tem valor, há alguns que falam de que votar em branco pode obrigar a repetir as eleições, elimina o candidato que estava a cabeça da lista, e tem que se colocar outro. Pelos vistos é um tema pouco esclarecido, contudo num ponto estão todos de acordo, o voto em branco não tem poder e tem interpretações muito dispares de teórico para teórico. De qualquer forma o que se propõe é uma chamada de atenção nacional e mesmo internacional. Qual é mais impactante? Para mim é a abstenção mas acredito que seja um tema discutível.

Esses links acima são de teorias a favor e contra o voto em branco, quanto á lei, creio estar em branco, nesse assunto, pois só fala nas presidenciais.
Existe inclusive petições para valorizar o voto em branco, por não ter valor.
Se quiser pode navegar e ler algumas das teses.
Desculpe se se ofendeu com o titulo de iluminado.

Zita disse...

Sr mentiroso, gostei do espírito e da garra!!! O poder já há muito foi totalmente retirado ao povo, mesmo o voto é uma maçã envenenada, nunca um exercício de poder. Realmente há que se fazer algo, mas não sejamos como os políticos, que sabem sempre que há algo para fazer mas não sabem como nem fazem.
Urge que se faça mesmo algo pq neste momento temos uma elite de milionários em Portugal e uma cambada de carneiros amansados que os sustenta...o único elo de ligação que tem é que o primeiro precisa do voto do segundo e o segundo não precisa do primeiro para nada.

Numa democracia deveria coexistir uma elite de políticos que zelam pelo país e pela estabilidade económica, social etc pondo a uso as suas capacidades de economista e líder, e uma cambada de populaça que zela pelo mesmo mas pondo em acção contributos monetários e através do voto. Isso já há muitos e mts anos que não acontece.

A. João Soares disse...

Caro Mentiroso,

Assusta-me pensar que o Poder caia no meio do povo não organizado. O povo sem organização é como areia seca e solta e só com cimento e o apoio de uma armadura metálica terá utilidade para construir grandes obras. Após a revolução de Abril houve o início do PREC (Processo revolucionário em curso) em que o povo apesar de terem aparecido «líderes» foi arrebanhado para as piores libertinagens (em nome da liberdade) de que ainda não se recuperou totalmente.

Recentemente o povo teve êxito no Egipto e na Tunísia, mas havia alguma organização e depressa apareceu alguém que embora ligado ao regime derrubado, tomou o poder provisório para preparar as eleições democráticas. Mas mesmo assim, têm surgido complicações em que a polícia tem usado de alguma violência para manter a serenidade necessária.

Derrubar um ditador pode ser relativamente fácil (excepto na Líbia na Síria e no Iémen...), mas estabelecer uma nova ordem pode causar desagrado de muitos e prolongar as arruaças, com prejuízos materiais e pessoais.

A minha experiência quer vivida quer de escritos vários leva-me a preferir, sempre que for viável, o diálogo, a negociação, quer directamente, quer com a ajuda de intermediários aceites pelas duas partes.

Mas nem sempre os ânimos estão dispostos a isso, nem há serenidade para prever os efeitos negativos e colaterais.

No caso actual de Portugal, estamos a atravessar um precipício por cima de um arame de equilibrista, sendo necessário muito cuidado e rigor em cada gesto. Seria bom que os governantes tivessem sempre presente a sua responsabilidade e que a oposição, em vez de complicar como tem sido usual, agisse sempre a pensar no futuro de Portugal e, como disse noutro local, criticasse tudo o que considera mal e sugerisse as melhores soluções de forma a serem aceites pelo Governo. Todos os esforços serão poucos para reconstruir o desenvolvimento de Portugal.

Um abraço
João

A. João Soares disse...

Cara Zita,

Não ofendeu nada. Mas considero que estamos aqui em pé de igualdade, unidos por um interesse comum de procurar dar achegas para que o tema fique analisado e claro a fim de ajudar os visitantes a se interessarem mais por estas coisas que a todos devem dizer respeito.

Talvez depois destas mini-férias apareçam mais comentadores!!! Mas sei que se o esperasse estaria a ser demasiado optimista!!!

Abraço
João

Mentiroso disse...

Esta é a informação oficial da CNR, a que os iletrados chamam de oficiosa. Copiaram o termo dos franceses, mas mudaram-lhe o significado porque nunca chegaram a compreender o seu significado original.
http://cne.pt/dl/Notaoficiosa_Votosbrancos_PR2011.pdf

É por isto que o voto em branco não tem o interesse real que se lhe quer dar. Pelo menos não com esta constituição especialmente concebida para impulsionar a corrupção e dar impunidade aos corruptos,Tal como está não há qualquer possibilidade de interferência popular. O povo nem elege ninguém a não ser o PR e é deliberadamente afastado do poder. Até as petições previstas para referendos podem ser deitadas ao lixo pelos políticos. Limita-se a votar listas incógnitas. Incógnitas, porque após a aprovação (votadas) os corruptos podem mudar tudo à sua vontade.

A petição do link já lá está há algum tempo e antes das eleições já tinha o mesmo número de signatários. Mostra o desinteresse dos desmiolados e a inexistente coesão necessária para se ter uma democracia. Ou seja, sem participação ela não pode existir.

O que se passou com o PREC é uma consequência dum povo impreparado para democracia, politicamente imaturo e desinformado. Não era isso que o Marcelo Caetano dizia recear? Os tempos passaram, mas a sistemática desinformação que mencionei noutro comentário, continuou, pelo que nos encontramos no mesmo ponto. Não houve qualquer progresso nesse sentido e os pobres carneiros anestesiados pensam que isto é que é democracia.

Pelo caminho que vemos que tudo leva, à parte as mezinhas para lograr nada mudará e se assim continuar só a força poderá mudar algo. Sabemos quem são os responsáveis, aqueles que formaram uma classe de ladrões impunes, que se distribuem a pouquíssima riqueza do país, que fazem os que menos ganham pagar mais impostos.
O que diz está certo, mas qual é a alternativa, se os ladrões não deixam nenhuma? Continuar assim?

«Seria bom que os governantes tivessem sempre presente a sua responsabilidade e que a oposição, em vez de complicar como tem sido usual, agisse sempre a pensar no futuro de Portugal e, como disse noutro local, criticasse tudo o que considera mal e sugerisse as melhores soluções de forma a serem aceites pelo Governo.»
Isto tem-se revelado impossível porque eles apenas vivem para conquistar o poder que não deveriam ter e para isso todos os métodos são bons. Portugal que se lixe.

Mentiroso disse...

Esta é a informação oficial da CNR, a que os iletrados chamam de oficiosa. Copiaram o termo dos franceses, mas mudaram-lhe o significado porque nunca chegaram a compreender o seu significado original.
http://cne.pt/dl/Notaoficiosa_Votosbrancos_PR2011.pdf

É por isto que o voto em branco não tem o interesse real que se lhe quer dar. Pelo menos não com esta constituição especialmente concebida para impulsionar a corrupção e dar impunidade aos corruptos,Tal como está não há qualquer possibilidade de interferência popular. O povo nem elege ninguém a não ser o PR e é deliberadamente afastado do poder. Até as petições previstas para referendos podem ser deitadas ao lixo pelos políticos. Limita-se a votar listas incógnitas. Incógnitas, porque após a aprovação (votadas) os corruptos podem mudar tudo à sua vontade.

A petição do link já lá está há algum tempo e antes das eleições já tinha o mesmo número de signatários. Mostra o desinteresse dos desmiolados e a inexistente coesão necessária para se ter uma democracia. Ou seja, sem participação ela não pode existir.

O que se passou com o PREC é uma consequência dum povo impreparado para democracia, politicamente imaturo e desinformado. Não era isso que o Marcelo Caetano dizia recear? Os tempos passaram, mas a sistemática desinformação que mencionei noutro comentário, continuou, pelo que nos encontramos no mesmo ponto. Não houve qualquer progresso nesse sentido e os pobres carneiros anestesiados pensam que isto é que é democracia.

Pelo caminho que vemos que tudo leva, à parte as mezinhas para lograr nada mudará e se assim continuar só a força poderá mudar algo. Sabemos quem são os responsáveis, aqueles que formaram uma classe de ladrões impunes, que se distribuem a pouquíssima riqueza do país, que fazem os que menos ganham pagar mais impostos.
O que diz está certo, mas qual é a alternativa, se os ladrões não deixam nenhuma? Continuar assim?

«Seria bom que os governantes tivessem sempre presente a sua responsabilidade e que a oposição, em vez de complicar como tem sido usual, agisse sempre a pensar no futuro de Portugal e, como disse noutro local, criticasse tudo o que considera mal e sugerisse as melhores soluções de forma a serem aceites pelo Governo.»
Isto tem-se revelado impossível porque eles apenas vivem para conquistar o poder que não deveriam ter e para isso todos os métodos são bons. Portugal que se lixe.

A. João Soares disse...

Caro Mentiroso

Quanto ao valor do voto em branco era essa a minha interpretação, tal como é do Prof Campos e Cunha. Não tem valor administrativo nas consequências legais das eleições. Tem valor político porque é um recado aos políticos de que muitos (desta vez foram 2,7% - igual a metade dos do BE e a 9 vezes os do PCTP/MRPP) eleitores a mostrarem que não têm confiança em qualquer das listas concorrentes. É um bom recado.

A ideia não é deixar de votar no partido de quem se goste, mas em substituir a abstenção que não tem significado positivo pelo voto em branco. Se estes forem em número elevado os políticos poderão ser levados a fazer uma leitura que lhes influencie a conduta. Terá mais valor do que uma manifestação de rua.

Se as atitudes pacíficas não resultarem, a acção seguinte poderia ser o abate de um dos mais responsáveis e se na semana seguinte não houver efeitos positivos, repetir noutro e depois noutro até se modificarem. Para isso o exemplo do atentado à Indira Ghandi, feito por dois seguranças é um exemplo a ter em conta.

Qualquer acção deve pré-planear todos os pormenores para que o poder não caia na rua. Quanto à formação do povo não se pode contar nem com os partidos nem com a Comunicação social, parecendo que tem que haver um trabalho de sapa, tipo clandestinidade.
Parece que o mundo não tem evoluído!!!

Um abraço
João

Mentiroso disse...

Os votos em branco são muito poucos, mesmos vistos desse modo. Difícil de convencer a maioria dos abstencionistas a votar em branco. A maioria não vota por várias ideias de que dificilmente abdicará, geralmente por não se importar, mas uma pequena parte poderia ser convencida. O problema é como. Como convencer tanta gente que habita em pequenas terras e só «sabe» o que vê na televisão, os discursos desviantes? A maioria não tem computado ou só o usa para mensagens e chat. Com um povo que não tem o mínimo sentido da união nunca se conseguirá um número significativo de aderentes.

Pelo mesmo motivo não se conseguirá uma revolta popular que não arranque num grande centro populacional. Sempre tem sido assim. A da Abrilada foi diferente porque partiu da Forças Armadas e essas estão mais ou menos espalhadas. É a única esperança, à parte os grandes centros. A quantidade exagerada de generais contentes por conseguirem sê-lo torna isso mais improvável.

Matá-los aos soluços faz lembrar a Carbonária. Não me parece que seria um caminho porque limpando um eles uniam-se tal e qual como na votação dos fundos para os partidos.

O caso da Indira Ghandi envolveu os Siks, de estranhar por serem gente pacífica. Deviam estar comprados. Já não me lembro bem. Não sei se cá resultaria porque o que é necessário é uma reviravolta geral e há uma multidão implicada nos partidos, cujo comportamento é a causa de todo o mal. É difícil a bem porque a constituição nem dá o mínimo direito a exigir seja o que for dos corruptos. O povo foi intencional e completamente afastado de qualquer decisão. Só vota em listas que eles podem modificar a seu gosto, ou seja os votos não têm qualquer valor para além de aprovar uma oligarquia mafiosa. Nada mais. Uma petição com enorme adesão para restituir o poder ao povo até poderia ser deitada ao lixo. Têm direito a tudo. Pode-se experimentar, mas eu não seria capaz de a redigir apropriadamente. Quer experimentar?

Todo este conjunto quase torna inviável que o poder não caia na rua. É mau, mas como as oligarquias se unirão contra o povo que dizem representar, não restam muitas possibilidades. Uma coisa, porém, é certa: não iria acontecer como na Síria e os opressores desistiriam mais rapidamente.

Os ilusionistas vão continuar a prometer mundos e fundos e mudanças fictícias. Vão fazer grande alarido sobre pequenas mezinhas e os mesmos lorpas do costume vão continuar a acreditar. Entretanto, como o essencial não é tocado, a situação só se pode continuar a agravar. Até quando? Ou os bois mansos aguentam ou atiram o jugo para o chão e marram nos carroceiros.

Lendo o seu último parágrafo, que pode imaginar que exista quem se julgue em democracia? Claro que o mundo tem evoluído, e até Portugal, só que este cada vez se tem atrasado mais. Não é o que sempre tenho dito? As pessoas não se dão conta porque lho escondem. Por alguma razão o atraso de 22 anos antes de 1974 passou para 52 há um pouco mais de dois anos e ninguém o crê.

A. João Soares disse...

Caros comentadores,

Num dos comentários anteriores, deixei estas palavras:

«Seria bom que os governantes tivessem sempre presente a sua responsabilidade e que a oposição, em vez de complicar como tem sido usual, agisse sempre a pensar no futuro de Portugal e, como disse noutro local, criticasse tudo o que considera mal e sugerisse as melhores soluções de forma a serem aceites pelo Governo. Todos os esforços serão poucos para reconstruir o desenvolvimento de Portugal.»

Foi com prazer que as vi reforçadas e ditas de forma mais elaborada pelo professor António Barreto, no seu discurso na Sessão Solene do Dia de Portugal, em Castelo Branco. Vale a pena ler o discurso todo:

Há momentos, na história de um país, em que se exige uma especial relação política e afectiva entre o povo e os seus dirigentes. Em que é indispensável uma particular sintonia entre os cidadãos e os seus governantes. Em que é fundamental que haja um entendimento de princípio entre trabalhadores e patrões. Sem esta comunidade de cooperação e sem esta consciência do interesse comum nada é possível, nem sequer a liberdade.

Vivemos um desses momentos. Tudo deve ser feito para que estas condições de sobrevivência, porque é disso que se trata, estejam ao nosso alcance. Sem encenação medíocre e vazia, os políticos têm de falar uns com os outros, como alguns já não o fazem há muito. Os políticos devem respeitar os empresários e os trabalhadores, o que muitos parecem ter esquecido há algum tempo. Os políticos devem exprimir-se com verdade, princípio moral fundador da liberdade, o que infelizmente tem sido pouco habitual. Os políticos devem dar provas de honestidade e de cordialidade, condições para uma sociedade decente. (…)

(…) Aos políticos cabe agora fazer a sua. Compete-lhes interpretar, não aproveitar. Exige-se-lhes que interpretem não só a expressão eleitoral do nosso povo, mas também e sobretudo os seus sentimentos e as suas aspirações. Pede-se-lhes que sejam capazes, como não o foram até agora, de dialogar e discutir entre si e de informar a população com verdade. Compete-lhes estabelecer objectivos, firmar um pacto com a sociedade, estimular o reconhecimento dos cidadãos nos seus dirigentes e orientar as energias necessárias à recuperação económica e à saúde financeira. Espera-se deles que saibam traduzir em razões públicas e conhecidas os objectivos das suas políticas. Deseja-se que percebam que vivemos um desses raros momentos históricos de aflição e de ansiedade colectiva em que é preciso estabelecer uma relação especial entre cidadãos e governantes. Os Portugueses, idosos e jovens, homens e mulheres, ricos e pobres, merecem ser tratados como cidadãos livres. Não apenas como contribuintes inesgotáveis ou eleitores resignados.

É muito difícil, ao mesmo tempo, sanear as contas públicas, investir na economia e salvaguardar o Estado de protecção social. É quase impossível. Mas é possível. É muito difícil, em momentos de penúria, acudir à prioridade nacional, a reorganização da Justiça, e fazer com que os Juízes julguem prontamente, com independência, mas em obediência ao povo soberano e no respeito pelos cidadãos. É difícil. Mas é possível.


Realmente, todos seremos poucos para salvar Portugal. Mas , como estamos a atravessar um precipício num arame de equilibrista, não podemos errar, para não nos despenharmos todos, irremediavelmente.

Abraços
João

A. João Soares disse...

O link do comentário anterior não funciona, pelo que experimento este endereço para o suprir
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/discurso-de-antonio-barreto-presidente-da-comissao-organizadora-das-comemoracoes-do-dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas_1498333?all=1

Ou este
http://joaobarbeita.blogspot.com/2011/06/discurso-de-antonio-barreto-10-de-junho.html

A. João Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mentiroso disse...

Nesse link do Público já houve quem criticasse o Barreto pelo seu discurso. Por aí se sente que nunca serão esses «todos» serão sempre poucos e o mais possível é seremos sempre insuficientes. As pessoas são tão estúpidas que cavam a sepultura com os próprios dentes.