Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


2 de setembro de 2007

Armas em profusão. Inutilidade da lei

Tem sido verificada a existência de armamento massivo espalhado pelos mais diversos contextos e detectado nos mais variados tipos de ilícito. Recentemente o facto foi notório nos crimes violentos da vida nocturna do Porto e de Lisboa. Até no âmbito de investigações em que nada faz prever a existência de armas, os órgãos de polícia criminal, em buscas domiciliárias, têm com frequência encontrado destes objectos. São, por vezes, mesmo encontradas armas de calibre e sofisticação superiores às das próprias forças de segurança.

Não é difícil concluir haver facilidade de acesso e um eventual descontrolo do mercado e tráfico de armas.

O curioso é que recentemente os ilustres deputados criaram uma lei que regulamenta o uso e porte de amas de fogo. Para que serviu a lei? Pelos vistos serviu apenas para melhorar as estatísticas do trabalho de produção legislativa. Pessoas que a leram com atenção ficaram espantadas com tanto pormenor, muitos deles de difícil execução, que fazem com que poucos detentores de armas procurem conhecer inteiramente o diploma e ainda menos lhe consigam dar cumprimento. E o resultado é tudo continuar na mesma, isto é, cada vez pior.

Trata-se de um fenómeno muito conhecido dos automobilistas. As alterações ao Código da Estrada que era suposto serem destinadas a criar mais segurança e a acabar com a enormidade de mortes nos acidentes rodoviários, não têm evitado que estes continuem com pequenas variações devidas a factores desconhecidos.

«O país não tem um problema de falta de legislação, mas sim o problema de falta da sua aplicação. É uma doença crónica dos nossos legisladores: perante uma situação que há muito preocupa a opinião pública, enchem-se de brios e arremetem em frente, sem analisarem as circunstâncias causais, e parem mais uma lei, com penas mais graves ou com mais complicómetros e, convencidos de que fizeram um milagre a bem da Nação, vão nessa noite dormir mais descansados por terem cumprido o seu dever. Depois, tudo continua na mesma, só com a diferença de que a profusão de leis não acatadas, faz perder o já pouco respeito pela legalidade. As leis são apenas papel.» (da carta «Fúria legislativa» enviada aos jornais em meados de Outubro de 2005).

Um caso concreto muito simples: O pára-brisas dos carros tem que trazer colado um papel do imposto e outro do seguro. Para quê? Supõe-se que seria para facilitar o controlo oportuno daqueles que não cumprem a lei e intimá-los a reparar o erro, com urgência. Mas não tem havido esse efeito, e as notícias têm divulgado ser detectados milhares de carros sem seguro. Então, para quê aquele papel a tornar opaca uma parte do pára-brisas?

Ou as leis não são simples e cumpríveis, ou nem sequer há essa intenção e são feitas apenas para satisfação do dever cumprido. Estes casos aqui citados são exemplos de que os legisladores não têm razões para merecer aplausos. Mas... talvez agora que os deputados vão passar a ter um gabinete com boa guarnição, passemos a ter legislação que coloque o País num patamar de mais civismo, segurança e noção de cidadania!!!

7 mentiras:

A. João Soares disse...

Vale a pena ler o Editorial do DN de 3 Set para concluir que a violência da noite continua em Lisboa e Porto, com impunidade.

o_anticristo disse...

Não tarda nada e estamos como o Brasil...

A. João Soares disse...

Como no Brasil? Talvez pior, porque a «evolução» dos últimos tempos tem sido tão rápida que não parece possível fazer previsões do ponto a que isto chegará.
Abraço

Sérgio Ricardo de Freitas disse...

E por falar no Brasil as autoridades ainda insistem em esconder os verdadeiros números da criminalidade em comparação com Portugal. Veja detalhes clicando no meu nome completo.

Sérgio Ricardo de Freitas disse...

Uma terrível tragédia abalou a cidade de Praia Grande,no Litoral Sul de São Paulo,no Brasil,e as autoridades não conseguem controlar a onda da violência muito pior que a do Rio de Janeiro.
Ver clicando no meu nome completo.

Sérgio Ricardo de Freitas disse...

Como uma autoridade não se defende a tiro lá em Portugal?
O juiz Clemente Lima deveria ter mais cuidado ao fazer declarações como essa pois se fosse no Brasil seria mais complicado. E aÍ?

A. João Soares disse...

Sérgio,

Estamos a viver uma época complexa em que se deseja a DEMOCRACIA, mas as pessoas não estão preparadas para a compreender e aplicar na vida prática. A libertinagem generalizou-se sob a ilusória capa A LIBERDADE. Ora, esta exige que se respeite a dos outros. Todos temos direito à Liberdade e, para isso, é preciso que ela tenha como limites a dos outros. Porém, cada um quer fazer o que lhe apetece e aquilo que lhe traz interesse material.
Por outro lado, a Autoridade é criticada quando exige que as pessoas não se excedam e causem dano a terceiros. Como pode controlar-se a quantidade de armas que existem por todo o lado em mãos menos responsáveis, fomentada pelos fabricantes que querem vender os produtos dos seus negócios? Como pode evitar-se que os agentes policiais, possuindo as armas e a obrigação de manter a ordem, deixem de as usar em casos de violência em que eles próprios correm risco de vida?
Não há soluções milagrosas que alterem este estado de coisas sem ferir os princípios democráticos tal como são interpretados pela maioria amorfa da população. Temo que estejamos a incubar o aparecimento de DITADURAS generalizadas no mundo de amanhã, e que passemos a ser controlados, ao pormenor, por um poderosos Poder internacional único. Há pessoas que o desejem e estejam a trabalhar para isso.
Mas nesse controlo, terão influência predominante os grandes poderes económicos e a comunicação social, desaparecendo a importância da PESSOA como razão de ser do Poder Político, deixará de haver preocupações de segurança social no sentido de manter as melhores condições de vida para todos e a humanidade poderá tornar-se num dócil rebanho numeroso em que os pastores serão rigorosos e duros, usando as tecnologias de controlo mais avançadas que forem sendo criadas.
Este tema merece ser muito bem meditado e divulgado a fim de que a Democracia possa continuar, mas deforma mais humana, justa e pacífica.
Abraço