Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


8 de setembro de 2007

Governo e Funcionários Públicos

Que se passa com os funcionários públicos? Os funcionários sempre foram arrogantes, mas até há umas décadas eram competentes, conhecedores das suas funções e rigorosos no trabalho.

Com o decorrer das ultimes décadas a corrupção e a ganância dos políticos, assim como todas as outras qualidades que lhes conhecemos foram crescendo com o consentimento da população. Os governantes de todos os partidos patentearam que outro interesse não têm senão o de amassar tanto quanto possível enquanto apregoam inteligência, profissionalismo, competência, dedicação, etc. Tudo fictício e vendido em publicidade rasca de banha da cobra a um povo consentidor de espertalhaços que se deixam enganar como atrasados mentais.

A experiência demonstrou-nos que os discursos eleitorais são autênticas histórias hipnóticas para um povo que se tem comprovado incauto e de uma profunda imaturidade política. Irresponsável também, porque não vota – “não vale a pena, já se sabe quem ganha e as abstenções e os votos em brancos são contados a favor do que ganhar”. Nem discorre como fazer um voto inválido, nem com isso se incomoda.

Os funcionários não puderam ser indemnes a estas tácticas, sobretudo notando que os seus chefes são parasitas incapazes designados pelos corruptos, ineptos nas suas funções. Os funcionários foram, geralmente, o último elo na corrupção da distribuição duma parte dos fundos comunitários durante os governos do Cavaco e Silva (aquele que nos atirou para e estrumeira em que agora nos encontramos e provocou a falta de médicos) e tiveram que dar-se conta de (1) quantas vezes estes fundos foram atribuídos a «apadrinhados e compadres», (2) como esses beneficiados se tornaram novos-ricos da noite para o dia, como todos sem amnésia se recordam.

É justo o que se diz dos funcionários públicos de todos os departamentos do Estado. Não trabalham com eficiência, são mandriões, irresponsáveis, arrogantes – tudo copiaram e herdaram dos políticos corruptos e dos parasitas incapazes que estes lhes deram como chefes. É justo e é pouco.

Os funcionários de hoje formam um bando de pulhas que tem passado a vida profissional a gozar o Zé Povinho. Tratam as pessoas com arrogância desmedida, com ar de superioridade ou com desprezo. Juntam-se aos grupos a conversar e na risota, a atenderem os seus telemóveis, enquanto nos fazem esperar, esperar, esperar. Dão-nos por vezes informações erradas que originam problemas desastrosos e recusam-se a assumir a responsabilidade pelas asneiras que fazem. São uns mandriões e uns inúteis parasitas que vivem à nossa conta. Por isso que por muito pouco que alguns ganhem é sempre de mais. As excepções entre eles são raríssimas. E os bandalhos ainda têm o descaramento de dizer que são poucos para fazerem o trabalho.

Não fazem lembrar os funcionários dos tribunais, os juízes e os magistrados, outra oligarquia de parasitas? Vendo bem, para que serve a justiça que temos? Os juízes não resolvem senão metade dos número de processos que os seus outros colegas europeus. Abandalham-se conscientemente fazendo greves como os funcionários e querem que lhes chamem soberanos, mentindo sobre onde reside a única e verdadeira soberania. Como se numa democracia pudesse existir outro soberano que o povo a quem todos sem excepção têm obrigação de prestar contas: rei ou presidente, governo e justiça. A função de todos é servir o povo soberano. Se assim não for, será tudo menos uma democracia.

No entanto, não se pode deixar de ter em consideração que os maiores culpados da situação dos funcionários são os políticos corruptos que se colocaram a eles e aos amigos nos lugares de direcção, os quais deveriam estar em mãos de gente capaz e ganhos por concurso público, como as direcções gerais, chefes de repartições, de alfândegas, etc. Esses concursos deveriam estar abertos também a todos os funcionários, como em qualquer país e como aliás já foi, antes desta banda de canalhas corruptos ter usurpado os cargos de direcção para eles, bando de parasitas ladrões. É o cúmulo da corrupção arvorada pelas oligarquias reles de chupistas inúteis de todos os partidos, que fizeram da política uma carreira de parasitagem.

Nestas circunstâncias, como poder discordar das medidas tomadas pelo governo a este respeito? Todavia, não se pode esquecer que todo e qualquer nivelamento por baixo é um atentado à população, sobretudo quando esta já se encontra no fundo do poço e com mais de 52 anos de atraso sobre a média europeia, de acordo com o Eurostat.

6 mentiras:

A. João Soares disse...

É uma análise cáustica, mas de que todos conhecemos exemplos. Portanto, é realista, embora haja as tais poucas excepções.
Como o mal vem de cima, não se vê forma de reformar o sistema, de purificar os critérios de nomeação e de funcionamento. É desejável que cada funcionário esteja responsável por uma lista de tarefas, para as quais recebe formação e perante cujo desempenho se faz a sua avaliação. Mas, lá por cima, não há, nem pode haver, dada a corrupção e generalizada, vontade para reorganizar, reformar, reestruturar a função pública.

Um abraço

Joana Dalila Santos disse...

Ora eu tenho 22 anos e não me lembro de ver funcionários públicos competentes e conhecores das suas funções...

Mentiroso disse...

Ora aí está, Dalila, é mesmo esse o problema. Há muito mais que 22 anos que eles gozam e nos tramam a vida. Há quem tenha tido de pagar multas pelos seus erros não reconhecidos. Era uma situação que não podia continuar e que agora vão finalmente pagar. Não se pode, todavia, apoiar a maneira como o governo o faz, mas é bom que se termine.

Paulo Sempre disse...

Isto é inacreditável, mas é assim mesmo.
Os sinais exteriores de respeito falsos, ou exercícios mecânicos de simpatia por parte da maioria dos funcionários públicos, não têm sido mais do que meios para sustentar o velho "fantasma" dos "favores" interesseiros...
Abraço
Paulo Sempre

Tiagojcs disse...

Pois tambem eu nao conheço nem nunca conheci um funcionario publico competente !

Ora vejam o exemplo do Sr. Scolari ...

http://catedraldapalavra.blogspot.com/

Meg disse...
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