Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


24 de junho de 2007

Cavaco Repete Golpes à Democracia

Não contente com os seus governos que espalharam a miséria de hoje em Portugal, assim como a falta de médicos, pela segunda vez da sua presidência Cavaco pretende calar a voz do povo soberano.

Como foi relatado na ocasião do referendo sobre o extermínio da gravidez (tradução do termo usado oficialmente em Inglaterra – como “terminator” – sem facciosismo, onde o aborto é há muito legal), na manhã do dia do referendo ouvimo-lo dizer que se a abstenção a esse referendo fosse alta deveria rever-se a lei sobre os referendos.

Hoje, na aproximação da aprovação do novo tratado europeu, o anti-democrata confirmado diz que antes de se pronunciar sobre a necessidade dum referendo para a aprovação ou recusa do tratado deve conhecer o texto completo. Que grande gozo! Que tem a ver um texto qualquer com um direito do povo? Então o direito só é conferido de acordo com determinadas condições!?

O impostor está a dizer-nos claramente que só temos direito a um referendo democrático desde que a nossa escolha não possa incomodar os interesses do bando de corruptos. Mas que raio de democracia é esta que nem finge sê-lo e em que os nossos direitos podem ser decididos a bel-prazer da decisão da canalha de parasitas corruptos. Pelas múltiplas constatações evidenciadas no dia-a-dia e nas acções dos governantes, sabemos muito bem que não vivemos em nenhuma democracia, mas espezinhar deste modo os direitos essenciais e básicos do povo soberano é um crime de traição aos princípios democráticos e uma prova da esterqueira em que a corrupção e os interesses oligárquicos transformaram esta lixeira europeia.

Cavaco encabeçou os governos que foram os autores da miséria actual. Ninguém com o ínfimo de capacidade mental analítica que lhe permita um mínimo de discorrimento pode ignorar que foram os seus governos que destruíram o futuro do país pelo modo como os fundos de coesão europeus foram usados em Portugal. É do conhecimento geral como governantes, políticos e amigos enriqueceram à conta desses fundos; como essa gente comprou propriedades rurais, edifícios, andares, veículos caros e outros efeitos à custa do roubo e do extravio desses fundos. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que as causas da desgraça que nos provocaram poderão ter outras raízes.

Se o Cavaco não foi o autor físico directo desses acontecimentos, a sua responsabilidade é exactamente a mesma. Não podia ignorar o que se estava a passar sob o seu comendo e de que ele era o primeiro responsável directo, portanto o autor por responsabilidade.

Ninguém pode ignorar como o restante dos fundos que não foram roubados foi usado. Uma parte desse saldo foi usada em indemnizações para destruir a indústria e a agricultura sem que as medidas necessárias a uma substituição tivessem sido tomadas; os resultados estão agora à vista. A outra parte foi maliciosamente posta em circulação para produzir inflação e dar a ilusão de riqueza geral, o que se traduziu naquilo que os corruptos queriam: votos e prolongamento dos mandatos para a continuação do descalabro. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que as causas da desgraça que nos provocaram poderão ter outras raízes.

Ninguém pode ignorar ainda que a crise de falta de médicos foi causada directamente pela sua decisão em reduzir o número de vagas para os cursos. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que as causas da desgraça que nos provocaram poderão ter outras raízes.

Após todos estes crimes contra a população e contra o país em geral, ouvimos o responsável pela sua perpetração e consequências, agora presidente, repetir a sua machadada verbal contra o principal acto democrático jamais posível numa democracia não apenas nominal: restringir e suspender o direito. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que vivemos em democracia.

A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.

Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!

2 mentiras:

Joana Dalila Santos disse...

Só de vez em quando é que se vive em democracia.

A. João Soares disse...

Muito bem analisado. A corrupção continua porque os beneficiados são aqueles que têm o poder para a combater.
Não estamos verdadeiramente em democracia como muito bem explica, mas os do poder, que dele abusam sem ponta de vergonha, não assumem que isto é um regime autoritário e como não têm coragem para isso, andam a tergiversar caindo em contradições sucessivas. Não conseguem construir um discurso coerente que evite a negação daquilo que fora dito antes. Ainda não criaram a ideologia que lhes dê cobertura, por falta de coragem. franqueza e lealdade para com o povo.
Um abraço