Será que alguém terá ainda dúvidas sobre a aprovação do orçamento? Se alguém tiver só as poderá ser devido a nada compreender do que se passa à sua volta, de ignorar os interesse dos partidos e como eles estão a ser satisfeitos à custa do dinheiro que roubam aos contribuintes. Pedro Coelho Chamou Estúpidos aos Portugueses. Pedro Coelho Continua a Chamar-nos Estúpidos Com uma população assim, todos os crimes dos políticos acabam abençoados pela carneiragem: Os Partidos Políticos São Casas de Putas
Mesmo um partido que não esteja no governo pode roubar os contribuintes de diversas maneiras, e a usada pelo PSD é das mais selvagens e atrozes.
O interesse do Coelho é o de que o orçamente seja aprovado. Já alguém pensou o que seria do partido se ele o rejeitasse e toda a população viesse a sofrer pesadamente por essa sua opção? Não seria que mesmo os mais tolos se dariam conta do que o partido, por mão do Coelho lhes infligia? O tolos deixam-se enganar fácil e constantemente pela demagogia e pelo feroz marketing político, mas passar cada vez mais fome e perder os seus haveres toca mais profundamente e desperta alguns mais.
O circo armado pelo Coelho é, pois, claramente um enorme logro para conseguir sacar mais votos dos lorpas enquanto os obriga a pagar bem caro com os aumentos de juros que tem provocado (nesta semana subiram constantemente) e de muitos perderem os seus bens.
Vamos lá, continuemos a ser carneiros e a lamber a mão que nos degola. Ser português não é também isso? pelo procedimento das massas nem resta dúvida de que é mesmo.
Aprenda-se como o Coelho tem gozado a população, aproveitado a ignorância provocada pelo conluio da desinformação jornaleira e a imaturidade política nacional que pensa viver em democracia para enganar quantos pode, aumentando-lhes a miséria, com a única finalidade de lhes sacar votos para poder roubá-los impunemente como até hoje todos os partidos no governo têm feito:
Mais uma Vez. Terá razão?
Literalmente, o nosso sistema político é uma oligarquia pura que nada tem de democracia. É uma oligarquia constitucional com eleições, uma oligarquia absolutamente dentro da sua definição. Sem um controlo dos políticos por um povo que se queira soberano, não só não pode haver democracia, como não haverá maneira de parar com o regabofe estabelecido, pois que uma oligarquia oferece essa oportunidade. Promessas de políticos não têm qualquer valor, têm que estar consagradas numa constituição.
Os portugueses, tolos como sempre, defendem invariavelmente um partido contra os outros: o «seu», como no futebol, desprezando os seus verdadeiros interesses, que neste sistema eles nunca defendem, mas se serve. Desta forma, são os únicos culpados do estado do país e não são de lamentar pela miséria que sofrem, pois que a eles se deve. Aguentem-se, pois.
25 de outubro de 2010
O Grande Circo
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Abuso, Desonestidade, Hipocrisia, Indignidade, Oligarquia, Propaganda
23 de dezembro de 2008
Estradas Assassinas
Este mesmo título foi usado num artigo escrito há cerca de dez anos sobre o mesmo tópico e em seguida adaptado e publicado no Site da Mentira há já anos. O tempo passou, as circunstâncias permaneceram imutáveis. O artigo continua tão actual como no dia em que foi escrito.
É o progresso português a passos de gigante, só que vai no sentido contrário.
Esta semana publicou-se mais um relatório do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC) – pouco visto nos jornais –, de novo condenando a má construção das estradas. Não é de longe o primeiro, é apenas mais um numa longa lista, esta todavia bem curta se a justapusermos à realidade.
As estradas sofrem dum defeito congénito pela sua inerente má construção geral, corrupção durante o seu planeamento e vícios de construção bem claros para quem por elas tem passado e ainda mais claros para todos aqueles que nelas ficaram inválidos, já que para os que nelas morreram só no momento dos seus acidentes viram ainda mais claramente o que lhes ia roubar a vida nos segundos que seguiam.
Não obstantes as sucessivas condenações do OSEC e o conhecimento comprovado da corrupção e irresponsabilidade dos responsáveis, – sobretudo quando a construção de auto estradas na Europa era já velha, visto Portugal ter sido na época o último país da União Europeia a construir uma rede de auto estradas – ainda não se imaginou tampouco em acusar os assassinos, sobretudo o número um, os quais continuam tranquilamente à solta, pois sabem que neste país só os pilha galinhas são presos. Mais uma bênção dos governos do Cavaco e dos seus acólitos.
Em Portugal, o crime de alto nível compensa. Para que não subsistam dúvidas, veja-se o que se passa na actualidade com os criminosos do caso Casa Pia. Porque haveria pois o ministro responsável pela sua construção temer uma justiça corrupta e administrada por pobres poltrões arrogantes, muitos deles já da geração rasca? O pior que esse ministro pode arriscar é que o Cavaco lhe dê uma medalha como deu à assassina dos hemofílicos anos após a consumação dos seus crimes. Nestas circunstâncias só um impostor e cobarde poderá hoje aceitar a mesma medalha dada a criminosos. É uma desonra receber tal medalha. Bom, isto seria se estivéssemos num país de cidadãos honrados.
Por agora, tudo o que temos a esperar será a impunidade costumeira dos criminosos políticos e alocuções em seu louvor para realçarem os seus méritos, ou seja, os seus métodos criminosos e mafiosos, por parte da máfia que na altura se encontre no poleiro.
A carnificina nas estradas tem mais de uma causa, como descrito no artigo acima mencionado. A segunda causa também depende da acção dos políticos, pois que para não abordarem nenhuma delas têm substituído a prevenção pela caça à multa, muito mais lucrativa e convincente para os pobres desmiolados eleitores, a ponto de em noticiários se ouvirem dirigentes da polícia dizerem com o maior à-vontade que os ataques de caça à multa são para a população ver que a polícia quer prevenir os acidentes. Tão estúpido que até custa a compreender.
E porquê, afirmar tão bestialmente que a causa principal é a da velocidade, quando nos países sem limite de velocidade nas auto estradas são precisam,ente aqueles em que menos acidentes de viação se verificam? As auto estradas são para andar depressa; de vagar é dentro das povoações, onde se dão a maioria dos acidentes por culpa dos condutores.
Que a carnificina continue, pois, e que os responsáveis recebam medalhas. Talvez que o título de «Estradas Assassinas» não esteja tão certo. As estradas talvez não sejam as assassinas, mas simplesmente a cena do crime e os assassinos são aqueles que as construiram e recusam a responsabilidade depois de terem embolsado o dinheiro, tanto na efectuação da obra como responsável como ministro da pasta e como chefe da máfia oligárquica governamental.
Assim vai Portugal e assim irá impreterivelmente enquanto os carneiros não exigirem o fim da corrupção, o qual só poderá começar peço fim das nomeações de cargos que deveriam ser entregues por concursos públicos. É esta a pedra angular e o barómetro da corrupção. Enquanto isto não acontecer não há absolutamente nada a esperar a nenhum nível nem sobre qualquer que seja o assunto. Sem isto, todas as declarações de políticos sobre a diminuição da corrupção não passam de meros discursos de criminosos mafiosos. Somos governados por criminosos. Que de admiração, também, que a população siga o exemplo que lhe vem de cima?
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Civismo, Clãs, Corrupção, Crime compensa, Oligarquia
13 de outubro de 2007
Mais Um
O actual Ministro da Administração Interna é um homem considerado de relevo e ilustrado, com um brilhante curriculum académico e profissional, cujos cargos ocupados parecem justificar a fama. Será mesmo uma pessoa digna?
Quanto aos cargos de nomeação política não podem servir de referência, pois que os exemplos em contrário e que abundam nessa área não só poderiam ser pejorativos como o são na grande maioria dos casos. Em geral, nomeação política = corrupção degradante para ambos, nomeado e nomeador. Disto, é ele um exemplo gritante.
Não obstante a formação e todas as competências e conhecimentos evidenciados por qualquer pessoa, raramente estes servem de abono à sua integridade e honestidade, tampouco de garantia de comportamento humano decente.
Em princípios Agosto último, no decorrer da luta contra um incêndio em Rexaldia, Torres Novas, o piloto dum Dromadair despenhou-se, o avião explodiu e incendiou-se e o piloto faleceu.
O ministro apresentou-se no local. Os noticiários televisivos apresentaram uma reportagem em que lhe dirigiram diversas perguntas directas sobre o acidente e sobre o piloto. O ministro, porém, como se não as ouvisse, enveredou por uma propaganda política sobre os incêndios, as acções tomadas pelo governo no sentido de as minimizar, os resultados obtidos e os que garantia para o futuro. Uma verdadeira enxurrada de palavreado tolo e despropositado à ocasião, sob a clássica forma de venda de banha da cobra, a qual os repórteres interromperam várias vezes sem ele desse mostras de ouvi-los e sem abandonar a sua propaganda que teria decorado durante o caminho.
Ouvindo essa reportagem era-se levado a concluir que o único e óbvio propósito da presença do ministro no local do acidente não poderia ser outra senão a de fazer uma propaganda política suja. Suja, porque cego pela ganância política e sem o mínimo tacto, sem quaisquer escrúpulos, honestidade e humanidade, aquele aborto humanóide desprezou o luto, o respeito pelo defunto e pela sua família, os problemas e as preocupações humanas específicas locais do momento.
Os dotes de qualquer pessoa num determinado campo não provam nada noutros. Não é novidade. O que provam, no final, é que determinadas atitudes desmascararam aquilo que afinal não passava duma fachada indigna para impressionar tordos, como um espantalho.
Quando aconteceu a profanação das campas de judeus, não vimos todos o ministro, também judeu, apresentar-se publicamente com a mitra da judaica? Não, o acto em si não é proibido, nem degradante, nem recriminável. O que é injurioso é que nunca o infame impostor se tenha apresentado assim em público, mas apenas nessa ocasião, o que declara a ignóbil e vergonhosa mise en scène dum abusador abjecto é o oportunismo para a sua nojenta propaganda de apoio à corrupção. Falsidade que não pode deixar de também envergonhar judeus honestos.
Mais recentemente, referiu-se ao caso da inconstitucional invasão do sindicato dos professores do centro pela polícia,
Uma investigação corrupta, devido às mentiras inventadas de que a sua conclusão foi impregnada, levada a efeito pela Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), que nega qualquer infracção por parte das forças de segurança. A infracção não necessita de qualquer investigação quanto à sua legalidade, todos sabem que é inconstitucional. O que se quer saber é o que a originou, quem a “encomendou”. Em qualquer caso, também não é necessário que nos digam que a culpa não é da polícia, já o sabemos.
Vem aquele poço de mentira e falsidade declarar que encerrou o inquérito porque (como consta no seu relatório) «Não há indício de qualquer facto ilícito. Por conseguinte, não há lugar à instrução de processo de inquérito ou processo disciplinar.»
Mas que fantochada! Porque haveria de haver qualquer processo disciplinar contra quem se limita a cumprir ordens? O ministro impostor vem contar mais uma das suas histórias de dormir de pé, falseando o verdadeiro objecto da questão para encobrir a podridão daqueles que deram as ordens à polícia. Será possível ser-se mais corrupto e vigarista? É possível que o sindicato tenha apresentado uma queixa dialecticamente mal redigida em que alguns termos tivessem dado oportunidade às más intenções congénitas da máfia política para dirigir o inquérito numa direcção diversa da intencionada, o que essa máfia não desperdiçou.
Mais uma vez um governo altamente encobre a sua corrupção. O inquérito era sobre quem mandou executar a ordem, nunca sobre quem a executou. Alguém acredita que a polícia lá foi por iniciativa própria? As associações de polícia, que tanto recalcitram, parecem acobardar-se sobre este assunto.
As acções contra sindicatos não são novas, pois que já se verificam há sete anos. O PSD pretende mesmo abertamente fabricar uma nova constituição que garanta mais poder à máfia oligárquica. Nesta altura o governo prepara um ataque, um descalabro aos direitos e necessidades dos trabalhadores, sempre em favor dos mais ricos, para cavar mais o fosso, como já nos habituaram e a população autoriza. Não há que eleger nesta ambiente de cultura corrupta.
Fora com este impostor e com toda a manada que compõe a máfia corrupta, independente dos partidos. Há que encurtar a rédea a estas bestas, que lhes fira as beiças ao mais pequeno movimento desautorizado.
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Mentiroso
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5 de outubro de 2007
Tirania e Liberdade
Em nome do 5 de Outubro
Thomas Jefferson foi o terceiro presidente dos EUA e um dos mais importantes e celebrados. Embora tivesse sido um dos fundadores do partido Democrata-Republicano, predecessor do actual partido conservador Republicano, que hoje espalha a miséria na sua nação, os seus sentimentos e a sua ideologia não foram esses.
Uma das suas frases mais célebres foi a seguinte.When the government fears the people, there is liberty. When the people fear the government, there is tyranny.
Impregnada de sentido e de fundamento, a sua tradução é simples.Quando o governo receia o povo, há liberdade. Quando o povo receia o governo, há tirania.
O que ele escreveu no rodar do século XVIII para o XIX continua tão actual como o era na altura.
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Mentiroso
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19 de julho de 2007
A Máfia Política Prepara o Fim de Portugal
Um artigo da autoria de D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, foi ontem publicado no blog Do Mirante. O conteúdo to texto é dos mais significativos e realistas que se têm lido ultimamente. Só por si é motivo para despertar as consciências e acabar com a cobardia popular, causa principal da situação vergonhosa vivida em Portugal, provocada pela incapacidade dos governantes que se defendem com a mais ultrajante, estúpida e nojenta arrogância.
Reles que fabricam leis para lhes permitir a impunidade na corrupção, como a das nomeações entre tantas outras; o controlo da crítica, como na projectada lei da imprensa; a mordaça dos blogs, segundo o que descobre a Human Rights Watch, que os incentiva a revelar todos os ataques contra a liberdade de expressão.
A matança dos doentes e dos velhos, à fome e sem medicamentos; as mulheres, a parirem todos os meses nas ambulâncias; a corrupção geral e em especial nas grandes negociatas da construção civil; o desemprego dos mais classificados, cujos empregos são roubados pelos nomeados; a destruição dos sistemas sociais; os ordenados absurdos maiores que os dos países mais ricos para dirigentes ineptos; as reformas milionárias para quem trabalhou meis dúzia de anos, enquanto todos os outros ficam à míngua; o domínio da justiça, de acordo com o que contam juízes e magistrados. É um rol sem fim e pretende esta reles escumalha impingir a ideia de que isto é democracia.
Destroem a população e o país, tal como descrito por D. António Marcelino. Domestiquem-se as bestas políticas! Como se tem feito noutros países onde, no mínimo, se expurgou a corrupção, o compadrio, as nomeações.
Teremos ainda Portugal?
Por D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro
O título tem um tom provocatório, mas eu vou justificar. Não digo que esteja para breve o nosso fim de país independente e livre. Mas, pelo andar da carruagem, traduzido em factos e sintomas, a doença é grave e pode levar a uma morte evitável. Aliás, já por aí não falta gente a lamentar a restauração de 1640 e a dizer que é um erro teimarmos numa península ibérica dividida. De igual modo, falar-se de identidade nacional e de valores tradicionais faz rir intelectuais da última hora e políticos de ocasião. O espaço nacional parece tornar-se mais lugar de interesses, que de ideais e compromissos.
Há notícias publicadas a que devemos prestar atenção. Por exemplo: um terço das empresas portuguesas já é pertença de estrangeiros; 60% dos casais do país têm apenas um filho; vão fechar mais cerca de mil escolas ou de mil e trezentas, como dizem outras fontes; nas provas de língua portuguesa dos alunos do básico, os erros de ortografia não contam; o ensino da história pouco interessa, porque o importante é olhar para a frente e não perder tempo com o passado; a natalidade continua a descer e, por este andar, depressa baterá no fundo; não há nem apoios nem estímulos do Estado para quem quer gerar novas vidas, mas não faltam para quem quiser matar vidas já geradas; a família consistente está de passagem e filhos e pais idosos já não são preocupação a ter em conta, porque mais interessa o sucesso profissional; normas e critérios para fazer novas leis têm de vir da Europa caduca, porque dela vem a luz; a emigração continua, porque a vida cá dentro para quem trabalha é cada vez mais difícil; os que estão fora negam-se a mandar divisas, por não acreditarem na segurança das mesmas; os investigadores mais jovens e de mérito reconhecido saem do país e não reentram, porque não vêem futuro aqui; a classe média vai desaparecer, dizem os técnicos da economia e da sociologia, uma vez que o inevitável é haver só ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres; os políticos ocupam-se e divertem-se com coisas de somenos; e já se diz, à boca cheia, que o tempo dos partidos passou, porque, devido às suas contradições, ninguém os toma a sério; a participação cívica do povo é cada vez mais reduzida e mais se manifesta em formas de protesto, porque os seus procuradores oficiais se arvoram, com frequência, em seus donos e donos do país e fazedores de verdades dúbias; programa-se um açaime dourado para os meios de comunicação social; isolam-se as pessoas corajosas e livres, entra-se numa linguagem duvidosa, surgem mais clubes de influência, antecipam-se medidas de satisfação e de benefício pessoal…
Não é assim, porventura, que se acelera a morte do país, quer por asfixia consciente, quer por limitação de horizontes de vida? É verdade que muitos destes problemas e de outros existentes podem dispor de várias leituras a cruzar-se na sua apreciação e solução. Mais uma razão para não serem lidos e equacionados apenas por alguns iluminados, mas que se sujeitem ao diálogo das razões e dos sentimentos, porque tudo isto conta na sua apreciação e procura de resposta.
Há muitos cidadãos normais, famílias normais, jovens normais. Muita gente viva e não contaminada por este ambiente pouco favorável à esperança. Mas terão todos ainda força para resistir e contrariar um processo doentio, de que não se vê remédio nem controle? Preocupa-me ver gente válida, mas desiludida, a cruzar os braços; povo simples a fechar a boca, quando se lhe dá por favor o que lhe pertence por justiça; jovens à deriva e alienados por interesses e emoções de momento, que lhes cortam as asas de um futuro desejável; o anedótico dos cafés e das tertúlias vazias, a sobrepor-se ao tempo da reflexão e da partilha, necessário e urgente, para salvar o essencial e romper caminhos novos indispensáveis. Se o difícil cede o lugar ao impossível e os braços caem, só ficam favorecidos aqueles a quem interessa um povo alienado ao qual basta pão e futebol…
Mas não é o compromisso de todos e a esperança activa que dão alma a um povo?
Autor:
Mentiroso
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24 de junho de 2007
Cavaco Repete Golpes à Democracia
Não contente com os seus governos que espalharam a miséria de hoje em Portugal, assim como a falta de médicos, pela segunda vez da sua presidência Cavaco pretende calar a voz do povo soberano.
Como foi relatado na ocasião do referendo sobre o extermínio da gravidez (tradução do termo usado oficialmente em Inglaterra – como “terminator” – sem facciosismo, onde o aborto é há muito legal), na manhã do dia do referendo ouvimo-lo dizer que se a abstenção a esse referendo fosse alta deveria rever-se a lei sobre os referendos.
Hoje, na aproximação da aprovação do novo tratado europeu, o anti-democrata confirmado diz que antes de se pronunciar sobre a necessidade dum referendo para a aprovação ou recusa do tratado deve conhecer o texto completo. Que grande gozo! Que tem a ver um texto qualquer com um direito do povo? Então o direito só é conferido de acordo com determinadas condições!?
O impostor está a dizer-nos claramente que só temos direito a um referendo democrático desde que a nossa escolha não possa incomodar os interesses do bando de corruptos. Mas que raio de democracia é esta que nem finge sê-lo e em que os nossos direitos podem ser decididos a bel-prazer da decisão da canalha de parasitas corruptos. Pelas múltiplas constatações evidenciadas no dia-a-dia e nas acções dos governantes, sabemos muito bem que não vivemos em nenhuma democracia, mas espezinhar deste modo os direitos essenciais e básicos do povo soberano é um crime de traição aos princípios democráticos e uma prova da esterqueira em que a corrupção e os interesses oligárquicos transformaram esta lixeira europeia.
Cavaco encabeçou os governos que foram os autores da miséria actual. Ninguém com o ínfimo de capacidade mental analítica que lhe permita um mínimo de discorrimento pode ignorar que foram os seus governos que destruíram o futuro do país pelo modo como os fundos de coesão europeus foram usados em Portugal. É do conhecimento geral como governantes, políticos e amigos enriqueceram à conta desses fundos; como essa gente comprou propriedades rurais, edifícios, andares, veículos caros e outros efeitos à custa do roubo e do extravio desses fundos. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que as causas da desgraça que nos provocaram poderão ter outras raízes.
Se o Cavaco não foi o autor físico directo desses acontecimentos, a sua responsabilidade é exactamente a mesma. Não podia ignorar o que se estava a passar sob o seu comendo e de que ele era o primeiro responsável directo, portanto o autor por responsabilidade.
Ninguém pode ignorar como o restante dos fundos que não foram roubados foi usado. Uma parte desse saldo foi usada em indemnizações para destruir a indústria e a agricultura sem que as medidas necessárias a uma substituição tivessem sido tomadas; os resultados estão agora à vista. A outra parte foi maliciosamente posta em circulação para produzir inflação e dar a ilusão de riqueza geral, o que se traduziu naquilo que os corruptos queriam: votos e prolongamento dos mandatos para a continuação do descalabro. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que as causas da desgraça que nos provocaram poderão ter outras raízes.
Ninguém pode ignorar ainda que a crise de falta de médicos foi causada directamente pela sua decisão em reduzir o número de vagas para os cursos. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que as causas da desgraça que nos provocaram poderão ter outras raízes.
Após todos estes crimes contra a população e contra o país em geral, ouvimos o responsável pela sua perpetração e consequências, agora presidente, repetir a sua machadada verbal contra o principal acto democrático jamais posível numa democracia não apenas nominal: restringir e suspender o direito. Só os políticos corruptos escondem estes factos e pretendem que vivemos em democracia.
A corrupção não pode ter fim com mezinhas que mais não servem que para atirar areia aos olhos dos eleitores. A corrupção só poderá começar a ter fim com o fim dos privilégios e da imunidade à responsabilidade dos governantes e outros que tais. Só poderá começar a ter fim quando mais nenhum cargo neste país possa ser atribuído por nomeação em lugar de por concurso público. Só poderá começar a ter fim quando estas medidas forem implantadas e seguidas obrigatoriamente.
Enquanto estas medidas não forem adoptadas como norma intransponível e sem excepções, como nas verdadeiras democracias, o descalabro tem que continuar e é tudo mentira!
Autor:
Mentiroso
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Tópicos: Ataque à democracia, Cavaco, Ditadura, Oligarquia
2 de junho de 2007
O Logro – Dividir Para Reinar
Muitas pessoas não se importam de ser mal tratadas, acham que se vão escapando por si sós, pobres diabos. A base da política portuguesa actual é "dividir para reinar" a fim de que a corrupção continue em vigor e que dela os corruptos possam tirar partido, vigarizar, parasitar.
O povo, anestesiado pelos corruptos e mantido numa profunda ignorância por jornaleiros nojentos que encobrem e não contam como se passa de verdade em países democráticos – só revelam maus exemplos, como de Espanha e um ou outro bom, mas sem grande valor ou utilidade, para despistar. O povo ainda não compreendeu o que fez as outras nações atingirem a democracia, porque corruptos não são só os políticos portugueses. O problema está em mantê-los de rédea curta.
Por exemplo, nunca ninguém aqui contou ou ouviu sobre a enorme corrupção dos políticos ligada a tudo o que desse dinheiro e alvíssaras por actos corruptos, desde a década de 1970 até princípios da de 1990, na Irlanda. Ninguém sabe como o povo se uniu e agiu até domesticar os políticos, nem como a polícia os caçou e levou a tribunal. Os casos de corrupção de tipo até certo ponto idênticos aos que há em Portugal, excepto na usurpação de cargos da administração pelos partidos, abundavam. Até o primeiro-ministro estava implicado, foi julgado e condenado. Foi uma razia e meteram os políticos no seu lugar. Nisto não se fala porque incitaria os carneiros a acabar com a sua exploração pelos nefandos.
O que se passou em Portugal e o que originou a situação actual está historicamente contado no
Site da Mentira! Não defende nem ataca nenhum partido em especial, limita-se a narrar os acontecimentos. Tal como ocorreram, mas que até hoje têm permanecido escondidos para não afectarem quem lucra com a corrupção – os próprios corruptos.
Há dois pontos fulcrais que devem ser corrigidos em primeiro lugar e sem os quais nada mudará. Porque são eles a base para que qualquer coisa mais do que mínima possa mudar. Ambos com a mesma importância e prioridade:
Os corruptos dos políticos dizem que querem que esses postos sejam ocupados por gente de sua confiança. Isto explica tudo. Explica que querem que os seus actos corruptos e de ladroagem, como luvas (pay offs) em casos de construtores, empresas de desenvolvimento etc., fiquem encobertos, donde a necessidade de que falam. Pois se não é assim que se passa nos outros países e os políticos não têm necessidade de cobertura, porque é que cá hão-de ter se não para encobrir a corrupção? No caso dos funcionários, por exemplo, não vale a pena tomar qualquer medida contra os funcionários se não se começar pelo princípio: a substituição de todos os chefes que foram nomeados.
Há outras soluções necessárias para uma melhoria da situação e o extermínio da corrupção que tudo destrói neste país em benefício duma classe oligárquica de mafiosos e salteadores que roubam o estado descaradamente, mas estas são as mais urgentes. Outras também são altamente necessárias, tais como a redução do número de parasitas, o número de ministros, secretários e assessores – cerca do triplo do tempo do malfadado Estado Novo –, mas as primeiramente enunciadas são as principais e o começo indispensável.
Tudo o resto é atirar areia aos nossos olhos. Promessas, mezinhas, falar em emprego, em tecnologia, e tudo isso, não passa duma treta de miseráveis vigaristas, inútil sem que antes se comece pelo essencial. Parlota para entreter e enganar os eleitores, fazê-los tomar causa pelos partidos, dividi-los para que não se unam contra a corrupção que lhes convém, de que vivem. Veja-se um texto mais extenso sobre o mesmo tópico.
Autor:
Mentiroso
às
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Tópicos: Corrupção, Ditadura, Impunidade, Indignidade, Oligarquia

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