Mentira!

Neste blog e noutros sites do autor poderá prever o futuro do país tal como o presente foi previsto e publicado desde fins da década de 1980. Não é adivinhação, é o que nos outros países há muito se conhece e cá se negam em aceitar. Foi a incredulidade nacional suicidária que deu aos portugueses de hoje o renome de estúpidos e atrasados mentais que defendem os seus algozes sacrificando-se-lhes com as suas famílias. Aconteceu na Grécia, acontece cá e poderá acontecer em qualquer outro país.
Freedom of expression is a fundamental human right. It is one of the most precious of all rights. We should fight to protect it.

Amnesty International


26 de agosto de 2010

Portugueses na linha da frente

Depois do post Aluno português brilhou em competição no Japão e dos muitos factos semelhantes referidos na lista de links nele inseridos, surge agora a notícia que cita dois investigadores portugueses, Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro, e Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa como pertencerem à «equipa europeia que descobriu um novo sistema planetário» constituído por três planetas semelhantes a Neptuno. Este sistema, agora conhecido por terrestres, e baptizado como "Tridente de Neptuno", tem, tal como o nosso sistema solar, uma cintura de asteróides e um dos planetas encontra-se em zona potencialmente habitável por seres parecidos com os humanos.

A descoberta constitui um passo na evolução da ciência do conhecimento do espaço, mas para nós representa mais uma prova de que temos cérebros que nada devem ao melhor que há no mundo, que não temem comparações. É a confirmação de que não há razões para pessimismos. Apenas precisamos de melhorar a capacidade cívica, a ética geral, e saber fazer melhores escolhas de gente válida para gerir com eficácia os valores nacionais, sem esbanjamentos, nem fanfarronices, nem arrogâncias, nem desejos desmiolados de enriquecimento rápido sem olhar a meios.

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25 de agosto de 2010

Judeu Assassina Portugueses

O mais falso, vigarista dissimulado, manhoso e obstrutor de medidas destinadas a reduzir eficientemente os crimes na estrada, que por isso os incentiva, assassinando os utilizadores, só pode ser o responsável máximo no alto da pirâmide, como em tudo.

O ministro do interior tem obrigação de zelar pela diminuição das mortes na estrada, mas o seu modo de abordar o problema está provado ser aquele que mais mortes poderá causar. Faz praticamente o contrário, em tudo diferente das medidas tomadas nos países europeus que na década de 1950 tinham um número de mortes dos mais elevados.

As medidas adoptadas foram de dois tipos. Civilizar as pessoas na condução e corrigir a sinalização de modo a torná-la informativa e simultaneamente adequada, tornando-a quase intuitiva, donde fácil de seguir, lógica e credível.

Em Portugal, no que respeita à sinalização, após os curtos ou longos documentários de erros, confusões e outras barbaridades que nos têm mostrado através dos anos, não se tem verificado interesse da parte dos responsáveis da sinalização nem mesmo pela fiscalização. À parte estes erros, existem outros não menos importantes sempre com a sinalização. São aqueles que convidam ao desrespeito dos próprios sinais. Entre estes destacam-se os limites de velocidade estupidamente afixados. Nos outros países a velocidade máxima é fixada com uma margem de 10Km/h abaixo da máxima sem perigo, como margem de segurança. Em Portugal, pelo que se observa, as velocidades máximas sinalizadas devem ser atribuídas de acordo com um lançamento de dados, ou então segundo a opinião de qualquer perturbado mental a quem o irresponsável do serviço se lembrou de perguntar que limite deveria fixar. Em alguns desses sinais, a disparidade entre o lógico e o afixado é verdadeiramente descomunal.

Que poderá isto originar nos condutores, senão a noção correcta de que essa sinalização não tem qualquer utilidade? Conduz-se sem realmente se saber a que velocidade se deve adaptar em circunstâncias com sinais de limites, pelo que na maioria dos casos não se dá a mínima importância ao sinal, a não ser que poderá haver alguma diferença do restante percurso, mas nem isso é sempre certo. A desobediência à sinalização é deste modo eficientemente favorecida e estimulada.

Que tem feito o ministério desse banha da cobra de ministro no sentido de corrigir a enorme quantidade de sinais nestas condições ou nas restantes acima mencionadas? Deste modo, tem prestado o seu melhor contributo para a manutenção das mortes, dos acidentes e de outras dificuldades com origem nestas causas. O alarve tem feito o contrário que se fez nos países para reduzir drasticamente as mortes na estrada e acidentes em geral. Está a matar as pessoas.

Quanto à outra parte, a do civismo e da educação dos condutores, jamais o assunto foi abordado. Pior, visto ser a causa número um da grande maioria dos acidentes e ninguém o mencionar, tudo leva a crer que até a polícia deva estar proibida de tocar no assunto. Nos outros países, as autoridades, associações e clubes automobilistas, anúncios em jornais e revistas, etc., jogaram forte nesse ponto para obterem os resultados necessários. Mesmo depois das grandes campanhas que produziram drásticas diminuições do número de acidentes, prosseguiram o esforço com lembretes sobre o comportamento na condução na óbvia intenção duma redução contínua. Sempre com êxito.

É este o fulcro da questão e a origem da grande maioria dos acidentes: o civismo e o comportamento de quem conduz, tanto na estrada como quando bebe.

É bem conhecido o ditado que em Portugal se encobre e que diz que «é na estrada que se vê o civismo dum povo». Pelo que todos os que conduzem conhecem, do modo como os portugueses em geral conduzem, dificilmente poderiam ser mais incivilizados e mal educados. Evidentemente, o civismo não se limita ao modo de conduzir, e a educação está patenteada em todas as situações da vida ou quase. Ao longo das últimas décadas, um povo política e democraticamente imaturo desenvolveu a crença aberrante e catastrófica de que democracia era fazer (ou poder fazer) tudo que der na gana de qualquer abrutado, em que os direitos dos outros estão sempre depois dos seus, muito depois; que só se devem respeitar os direitos alheios desde que eu faça o que me aprouver. Ora aqui está o princípio básico da má educação e da falta de civismo no seu mais puro estilo selvagem. Como quase todos assim se comportam, passou a ser a característica geral nacional.

Esta característica e os hábitos que a definem estão tão arreigados no espírito das pessoas que elas estão sincera e estupidamente convencidas de que são realmente democráticas e civilizadas. Foram assim amestradas pelas oligarquias políticas que aplicaram o princípio basilar do marketing, que diz «se tu és OK, eu sou OK». Traduzindo para política, «se te crês honesto, civilizado e cumpridor, mesmo que não o sejas, eu também assim pareço para ti, pelo que votarás em mim». A corja jornaleira procedeu de modo idêntico com a intenção de encobrir a podridão política concomitante com a de vender papel. De lembrar que, contrariamente àquilo de que esses mesmos nos têm querido convencer, de que a Abrilada foi a conquista da liberdade para todos, a realidade é que ele foi-o apenas para esses dois grupos, pois que a restante população nada ganhou com o golpe, basta ver o estado em que ambos em conjunto puseram o país.

Foi deste modo que um povo, na sua generalidade de bons sentimentos, honesto, civilizado (pelo menos para a época) e trabalhador foi moldado por esses dois bandos que o transformaram naquilo que actualmente são: uns pobres diabos miseráveis pedantes, pobretões por não terem cabeça para conseguir o que lhes faz falta, mal educados dissimulados, incivilizados e mesmo ladrões (até do material de escritório dos seus locais de trabalho se apossam). Não se compreende que reclamem pelo comportamento dos políticos, sendo como eles. Não foram todos criados por pais idênticos e em escolas idênticas. Por isso que não são iguais, mas idênticos. Isto tornou o povo no mais atrasado, incivilizado, calão e de maus fundos da Europa, não obstante crerem-se o oposto. Obviamente, sem reconhecimento do que está mal nada se pode melhorar.

Pelos discursos dos políticos, pelo modo como utilizam o marketing político e como disso se servem, sabemos que eles sabem o que vale população, pois que quase sempre conseguem enganá-la com sucesso e ela jamais consegue dominá-los nem obrigá-los a cumprir os seus deveres de procurarem o bem da população.

O mesmo faz o dito ministro do interior. Só que neste caso o resultado é mesmo mortes, centenas, milhares de mortes, de inválidos, de gente para sempre infeliz. As proporções são bastante variáveis, mas pode supor-se 1 morto para 4 feridos graves e 12 ligeiros. É o criminoso número um nacional por não tomar as medidas adequadas para reduzir o número de acidentes, como é seu dever. Estupidificante, nem os que ficam aleijados nem as famílias dos assassinados reclamam. Ridículo, apenas pedem dinheiro, como se tais calamidades pudessem, ser pagas.

Para o ministro-assassino, a culpa é sempre da velocidade ou do álcool e nada mais conta, mas isso é muito relativo. Quanto ao abuso álcool, é coisa que depende directamente do tal civismo, pelo que sem que a origem da falta seja devidamente reconhecida e atacada, nada mudará. Não é com o medo, nem com e a caça à multa, nem com os grandes espectáculos de circo de repressão para papalvo ver que algo mudará, que assim que os espectáculos diminuem de frequência tudo volta ao mesmo, a experiência assim no-lo conta. Sem civismo, todos os que bebem assim seguirão.

A questão da velocidade é absolutamente relativa. Os livros de estudo de condução dos países que primeiro dominaram a questão dos acidentes rezam que a velocidade deve ser relativa às condições de condução, do clima, da estrada e do estado do condutor e do veículo. É nisto que se baseia, por exemplo, a velocidade ilimitada nas auto-estradas alemãs sem que o facto aumente o número de acidentes. Nem todos têm capacidade para fazer a avaliação necessária, donde o limite em Portugal tem alguma justificação, embora haja outros factores a considerar.

Daí que dizer dum modo curto que a velocidade provoca os acidentes é só mencionar uma parte da história. O resto esconde-se. A sua relatividade, assim como o civismo, jogam mais uma vez o papel principal.

Uma sinalização correcta e logicamente concebida é essencial para a segurança rodoviária. O civismo, a base duma circulação mais segura e com menos acidentes da responsabilidade dos condutores , tem sido sempre preterido pelos políticos. O ministério do interior, por armar circos e o seu ministro fazer discursos babosos escamoteando os factos, sacudindo o pó do fato enquanto isso vai matando gente, é um assassino.


Sobre o mesmo assunto, aqui e algures:

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24 de agosto de 2010

Tira-teimas de Vigaristas

PS e PSD arremessam-se palavras ocas sobre as intenções neoliberais do PSD relativamente a uma possível revisão constitucional. Trata-se de verdadeiras birras de de filhos de gentalha malcriada. O que eles são.

O PS acusa o PSD das intenções que este há anos vem proclamando, cujo essencial é dizerem que a Segurança Social e Sistema de Saúde não podem manter-se gratuitos e universais. Este blog e o do Leão Pelado contêm imensas referências a declarações concretas avulso e em entrevistas. Desde há anos. Tudo isto, portanto, bem anterior à presente discussão balofa para enganar pacóvios esquecidos. Só um falsário impostor pode negá-lo.

Aliás, para tirar todas as teimas pode-se muito bem ler a proposta de constituição do PSD que se encontra na Internet em ficheiro PDF, que para aqui não se transcreve por ser longo de mais, mas que é fácil de encontrar, para isso bastando clicar aqui.

Note-se nos modos como estas corjas oligarcas de mafiosos, indignos bandalhos se servem para enganar os desmiolados sem memória. Será que os portugueses, para além do seu atraso e de todas as suas mazelas mentais também sofrem todos de Alzheimer, único modo de justificar o benefício que os políticos poderão tirar de tal comportamento? Pelo menos, esse modo de discutir a que assistimos e por eles seguido não existiria por inutilidade e ridículo se os portugueses fossem possuidores duma mentalidade normal.

Dois outros sujeitos que se ouvem com grande frequência, apoiam-se ainda sobre a mesma pobreza mental nacional. Um é a referência à miséria e à crise que corre sem jamais referir a sua causa. O outro é ter sido o PSD que provocou a miséria e querer agora tirar os recursos de vida àqueles a quem a infligiu. Que se pode chamar a isto senão, no mínimo, malvadez?

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Saber fazer é necessário

A vida é feita de sucessivas escolhas entre várias alternativas, diversas decisões que, por vezes, parecem iguais às anteriores mas diferem em pormenores circunstanciais. Daí que seja conveniente sabermos que existem métodos úteis, embora tenham que ser adaptados ao caso concreto. Um exemplo é referido em «Pensar antes de decidir».

Ao olharmos para o fluir da vida nacional verificamos que este método nem sempre é utilizado e, muitas vezes, as decisões surgem por «inspiração» de momento ou, como é costume dizer, são feitas em cima do joelho. Além da indevida preparação das decisões, existem sábios que são capazes de dizer de cor largas tiradas de eruditos manuais universitários, mas que não fazem uma ideia correcta da utilidade prática de tais conhecimentos, não sabem como agir, como decidir, perante o caso concreto ou os sintomas de um problema que, se detectado precocemente, bem poderia ser evitado.

Este raciocínio conduz a dúvidas talvez exageradas mas que estimulam o raciocínio sobre aquilo que ficou atrás. Será que neste País alguém percebe de política? Realmente, parece que ninguém se entende nesse campo e estamos permanentemente em crise com os partidos em luta pelo poder, esquecendo as pessoas que dependem das decisões dos governantes. A essas pessoas parece ser dada menos atenção do que os jogadores de futebol dão à relva dos estádios que pisam sem nela pensarem.

E de economia, alguém percebe? Parece que ninguém notou os sintomas iniciais da crise em que estamos afundados, depois de uma queda a pique de que ninguém nos livrou com antecedência e em que não há ninguém que nos indique a porta de saída. Os políticos continuam com o habitual espectáculo das «rentrées» a trocar galhardetes envenenados, sem falarem nem pensarem nos objectivos e nas estratégias para a recuperação da crise. Entretanto a Alemanha, com políticos eficientes, anuncia que no fim deste ano vai registar o seu nível de desemprego mais baixo desde 1992. E, por cá, o que têm feito os nossos economistas para nos levantarem do nível terceiro mundista a que descemos, com a sua indiferença ou conivência?

E a Justiça? Alguém saberá realmente organizar um sistema de Justiça adequado aos hábitos, virtudes e vícios da nossa população? Parece que ninguém sabe. Pelo menos a leitura de jornais mostra-nos «casos» muito estranhos, «casos» que nunca chegam ao fim, criminosos reincidentes sem sanção, discussões entre os juízes e magistrados acerca de confusões e falta de rapidez e de eficácia, sentimento generalizado de insegurança, etc.

Na saúde, parece que tendo sido colocada em primeira prioridade a redução das despesas e desprezando as condições de eficiência do apoio à população, não param de aumentar as razões para generalizadas lamentações das pessoas que são um facto iniludível. Quem sabe e quer reorganizar o sistema com a coordenação de todos os seus agentes, com a sua convergência de esforços, para maximizar os resultados sem esquecer as despesas?

E no ensino, quem sabe estruturar a preparação das nossas crianças e jovens para virem a ser adultos capazes de dar boa continuidade ao Portugal soberano e desenvolvido? Desde 1974 houve 28 ministros, quase um por ano. A baralhação começa a ser preocupante, com a chegada à universidade de alunos com preparação cada vez mais fraca e com a má figura feita por licenciados e mestrados em concursos televisivos em que a ignorância demonstrada leva a elogiar com saudade a antiga 4ª classe. Mas as reformas inteligentes estão a concentrar-se em fecho de escolas e na «proibição» de chumbos e de retenções, o que leva a recear muito do que será o futuro de Portugal.

A desertificação do interior e a ausência de uma prevenção satisfatória dos fogos florestais são outros aspectos em que se não vê uma escolha de soluções minimamente aceitáveis, quanto a resultados visíveis. E não se vê a definição de linhas de rumo esboçadas pelo MAI, pela Agricultura e pelo Ambiente

Isto, se continuar sem rumo, em breve deixará de se poder chamar País.

No entanto, apesar da crise que nos coloca no fim da UE e ao nível do terceiro mundo, os políticos perdem tempo a brincar às tricas entre pares, entres jogadores dum mesmo campeonato em que o povo é a relva dos estádios, que serve para ser pisado e suportar, com pesados e crescentes impostos, os inconvenientes da crise que os «chefes» foram criando e agravando com crescentes despesas de um Estado cada mais obeso e mais ostensivamente perdulário e esbanjador.

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23 de agosto de 2010

Pedro Coelho Continua a Chamar-nos Estúpidos

Se ele insiste, provavelmente somos de verdade, pois que aceitando as patranhas que nos enfia e a falsidade que revela temos mesmo que ser. Doutro modo, como explicar aceitarmos que sejam os mais pobres a pagar a crise?

Os mais pobres que paguem! O cobarde não o diz abertamente, mas as raras soluções que aponta não podem ter outro desfeixe. É a ideia de base a concluir do que ele fala quando menciona que o governo deve reduzir as despesas jamais menciona reduções nos vencimentos e todos os outros ganhos dos políticos, nas benesses, pagamentos de viagens, ajudas de custos (ex.: casos do ministro das finanças e da pega deputada que diz que vive em França), dos automóveis novos (este ano foram mais de M€ 75) para governantes e pessoal dos seus gabinetes, as mobílias renovadas a cada mudança de governo, acabar com as múltiplas instituições parasitárias e outros antros de roubo dos partidos, nem os ordenados monstruosos dos dirigentes de departamentos do estado.

Quantas centenas de milhões ou biliões não se economizariam se isto fosse posto em prática? Até hoje, nenhum imundo corrupto, político ou jornaleiro tocou neste importante assunto ou tentou apresentar cálculos sobre estas despesas (roubos) que tentam esconder.

Já se ouviu o Coelho fazer esta proposta ou outra similar? Afinal, ele não acordou e votou também com os outros oportunistas que apoiaram em uníssono (com uma única excepção) a tal lei dr financia,emto dos partidos para aumentar as suas fortunas, mas que felizmente o Cavaco vetou?

A enorme disparidade entre mais ricos e mais pobres, o fosso que os separa, de longe o maior na União Europeia, tem sido objecto da maioria dos e-mails de tema político que circulam pela Internet, o que revela a grande preocupação dos portugueses a esse respeito. Um deles, para ser curto, menciona

... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos.


Já alguém ouviu o Coelho fazer a mínima referência a esta disparidade, uma enorme desgraça anti-democrática? O Sócrates, idem. Qual é a diferença entre estes dois neoliberais? Um mente com mezinhas em lugar de financiar a Seg. Social e a Saúde; o outro quer destruí-las por completo e cavar o tal fosso ainda mais profundamente. Entre o mau e o pior é só escolher.

Ninguém reclama com voz suficientemente forte e convicta. Estar-se-á à espera que os ladrões matem a sua galinha dos ovos de ouro? Que desgraçada mentalidade.

Precisamos de propostas efectivas e adequadas, não de criticas babosas dirigidas a desmiolados. Não pode ser esta a intenção honesta do Coelho, pois que se fosse não teria desperdiçado a ocasião de falar na justa baixa dos ganhos dos políticos e cargos oficiais e despesas correlacionadas. Fala apenas no ar, sem a necessária precisão. Nunca apresenta propostas honestas, adequadas, concretas e reais.

Já alguém o ouviu ter a mais genial ideia concreta que existe para diminuir o desemprego daqueles que trabalham? Ela é bem simples, basta seguir o que se passa em qualquer país com um mínimo de democracia. Pelo que se constata, em Portugal nem esse mínimo há. Correr com toda a canalha de parasitas partidários que assalta os lugares de administração do estado como se do espólio duma batalha ao estilo do Grande Khan se tratasse, a cada vez que o governo mude de partido e lá permanece até que outro partido tome posse dos tachos e mude as moscas. Fazer ocupar todos esses lugares por gente competente, por concurso público. Competente? Isto não condiz com político corrupto e inepto, pelo que poucos desses parasitas conseguiriam um lugar por concurso.

Os políticos só devem ocupar os lugares dos gabinetes ministeriais, ponto final. Porque é que é assim em todo o mundo e em Portugal os corruptos roubam os empregos à população? Porquê?

Já alguém ouviu o Coelho fazer esta proposta para diminuir o desemprego?

Sendo o estado o maior empregador a nível nacional, de certo que o emprego diminuiria sensivelmente para os trabalhadores e que a administração, dirigida por gente competente seria muito mais eficiente.

As suas críticas são despropositadas, mas mesmo que não o fossem não levam a lado nenhum. O que precisamos é de propostas sensatas, de soluções comprovadas que conduzam ao que os outros países alcançaram. Porém, o vigarista só ladra aos porcos.

Afinal, do Pedro Coelho, o mínimo, ou o melhor que se possa dizer é que não é melhor que os outros corruptos, que defende a corrupção e o abuso, que é um tachista igual. Enfim, um vigarista e aldrabão, um mentiroso e autêntica moeda falsa. O comum dessa gentalha a quem os pacóvios portugueses continuam a permitir que os roubem, aprovando as suas estratégicas lavagens cerebrais e marketing político selvagem dirigido a mentecaptos. Mentecaptos, por não terem nem a capacidade elementar de distinguir entre o útil e o falso, entre o conveniente e o que produzirá desgraça.

Em lugar de propostas bem formadas, o miserável vigarista de meia tigela pica as mentalidades atrasadas com o fantasma do aumento dos impostos, para assustar todos. Muito mais efectivo, fácil e que não compromete os roubos, ganhos ilícitos, impunidade e tantos outros tachos e privilégios injustificáveis de que o partido pretende sacar proveito quando estiver no governo (a sua galinha dos ovos de ouro), que lá chegará com estas ideias e desgraçará ainda mais este povo devido à sua imbecilidade, credulidade e imaturidade política e democrática. Mais um grande passo para trás. Pedro Passos Coelho, o homem dos passos para trás que volta para a toca.

Menos 5% e apenas sobre os ordenados dos parasitas – aventurou o infame aldrabão.

Vejam-se os seguintes artigos recentes e tire-se a conclusão sobre as suas mentiras e falsidades, sobre a podridão que ele esconde sob a sua máscara. Esclarecimentos sobre alguns temas bastante elucidativos que nos têm sido maliciosamente escondidos, como quanto tempo têm durado as constituições em países democráticos ou como os países europeus resolveram o problema do deficit da saúde, alguns há já quase vinte cinco anos, mas ninguém cá o sabe e por isso os políticos se aproveitam em nada fazer ou apresentam ideias escandalosas como o Pedro Coelho ou o Cagão Feliz.


  1. Atraso Planeado

  2. Grande Pata em Pequena Poça

  3. A Desgraça do PSD

  4. Sem Alternativa

  5. Discurso Vazio dum Sonso Vigarista

  6. Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos

  7. Redução do Deficit Método Neoliberal

  8. Pedro Coelho Chamou Estúpidos aos Portugueses.
    Mais uma Vez. Terá razão?

Já alguém ouviu o energúmeno falsário apresentar soluções ou propostas concretas no interesse nacional? A única foi a da tal redução dos 5% a gozar os que estão a pagar a crise provocada pelos governos do Cavaco. Críticas desonestas e interesseiras apenas para os seus autores e sem propostas com soluções de interesse nacional, que as guarde dentro da comua.

Se os dados apresentados pelo Sócrates sobre a evolução da conjuntura económica são pura fantasia de aldrabão, a resposta do Coelho e a sua falta de respostas só podem demonstrar a sua irresponsabilidade e má fé. Sobretudo quando as suas críticas não são dirigidas aos autênticos crimes que o primeiro cometeu contra a sociedade. Porquê? Porque os planos do segundo são ainda mais destruidores. Não há escolha.

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15 de agosto de 2010

Pedro Coelho Chamou Estúpidos aos Portugueses.
Mais uma Vez. Terá razão?

Não há outro modo de interpretar as palavras do aborto e dos seus acólitos. Pelo menos para quem conheça um pouco a sua biografia de parasita partidário que conseguiu todos os tachos por ser militante assíduo, ainda que pouco brilhante em ideias.

Não obstante, na reunião dos tachistas parasitas e ladrões da sua oligarquia mafiosa, um tordo zurrou, aclamando esses delitos e defeitos como qualidades.

Como interpretar, também, o seu enorme abuso em gozar os portugueses, ao propor uma baixa de 5% nos ordenados dos políticos, deixando os restantes ganhos intactos? Como ousar avançar ridiculamente 5% e não 30% ou mais, dada a enorme disparidade? Eles estão em Portugal, pelo que os seus ganhos devem ser paralelos aos da restante população. Mais é um roubo, e ele defendeu o roubo gozando o povo. Como interpretar as suas palavras de protecção aos mais pobres, quando nada diz sobre o governo tirar-lhes o pouco que ainda têm e não tocar nos exploradores impunes que mais possuem? Como interpretar a sua defesa do povo, quando jamais avançou qualquer ideia ou opinião sobre acabar com as inumeráveis fundações e funções desnecessárias, em lugar de terminar com os subsídios de desemprego nesta altura fatídica? O mafioso só pode estar à espera da vez da sua oligarquia se apoderar desses postos inúteis para roubar impunemente. Ou não? Como nunca propôs que os cargos do estado fossem atribuídos por concurso, como nos outros países, em lugar de dados a ignorantes parasitas dos partidos?

Afinal, em que é que esse monte de podridão é melhor que o Sócrates? Não apoiam ambos a corrupção e o roubo de modo idêntico? Pior ainda, quer tirar mais do que o Sócrates já tira aos que menos têm para dar aos que menos precisam e criar classes naquilo a que alcunha de democracia.

Só um canalha pode falar como esse animal podre de cinismo. Porquê? Porque, pela sua estupidez, os portugueses não conhecem nem entendem por terem sido embrutecidos pela corja de jornaleiros desinformadores que lhes encobriram sistematicamente o que se passa pela Europa nas circunstâncias que lhes interessam e filtram o restante para proteger a máfia política. Só nos falam de outras estrumeiras, como a Espanha e o Brasil. O povo de carneiros tudo suporta, podem calcá-lo com o calcanhar que nem bule; desabafa à socapa e jamais se revolta. Cada povo tem o governo que merece e votando nestes ou noutros iguais é isso mesmo que se está a querer.

Como interpretar a sua receita para matar a Seg. Soc. e os Serviços de Saúde universais, se o cínico jamais se atreveu em tocar no modo democrático como países avançados solucionaram o seu financiamento, limitando-se a vociferar imposturas irreais? Tudo isto passa devido à ignorância geral, e ele bem o sabe, que dela se aproveita.

Como interpretar todas estas ideias que só podem aprofundar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres, sendo já Portugal o país europeu onde essa diferença é maior? Alguém ouviu o vigarista que finge preocupar-se tanto com os mais pobres, fazer alguma proposta para um nivelamento social comparável ao dos países europeus? Se não, que feche a comua.

Vem agora o impostor com mais discursos dirigidos a idiotas – que não faltam – roncar que a crise não passa por causa do governo. Que o governo tem feito erros monumentais não é novidade, mas assimilá-los à crise é um abuso de falsário para quem quer que tenha memória e capacidade para pensar pela sua própria cabeça. Não foi o Cavaco quem destruiu as fontes de riqueza nacionais e cujos membros do governo e do partido, familiares e amigos, roubaram e esbanjaram os fundos de coesão europeus que deveriam ter preparado o país para o futuro? Futuro que chegou com país desadaptado e improdutivo, os gestores ignorantes e incapazes. O que foi feito da frota de pesca abatida, da indústria inepta para a concorrência e que desapareceu (um operário português, mesmo ganhando tão pouco, está a ganhar mais do que o que produz)? Que é da agricultura que nos outros países se desenvolveu e cresceu com as ajudas da UE? Quem foi o autor destas desgraças?

É evidente que quando o Coelho diz que a crise não passa por causa do governo, só pode estar a contar com a credulidade pacóvia de quem o ouve e a usar métodos de marketing para virar a opinião geral de que qualquer outro governo não teria feito melhor (neste caso). Toda a gente deveria estudar um pouco de marketing a fim de poder compreender as artimanhas dos publicitários. Em países avançados e democráticos a protecção contra a publicidade abusadora é ensinada nas escolas para as crianças aprendam a defender-se, mas em Portugal nem pensar, poderia fazer diminuir os lucros abusivos dos exploradores do povo. O povo que compre lixo que para nada serve senão para enriquecer os grandes grupos dirigidos por políticos e militantes dos partidos mais votados. É extremamente fácil enganar um povo assim tão profundamente embrutecido e que não foi ensinado a discernir estas armadilhas.

Os problemas da justiça, que ele mencionou tentando cinicamente virar o bico ao prego, são um bom sinal, pois que só reconhecendo os erros se pode emendar o que está mal, e eles estão a vir à superfície. Continuará a haver muito sofisma, mas a semente está lançada e o PGR, bom ou mau, tem prestado uma indubitável e valiosa ajuda a uma polémica útil. A podridão só pode estar dentro da própria justiça e não fora, ou a lógica é uma batata. Se acaso ela se deixa manipular é porque condescende por conveniência. Nas décadas de 1970 e 80 foi de modo idêntico que em França se começaram a responsabilizar os médicos. Aqui, também, estamos com 30 anos de atraso sobre um país que não é muito avançado; lá estão os mais de 50 anos de atraso citados pelo Eurostat. O vigarista pretende desculpar a sua seita, como se o mal da justiça pudesse ter nascido durante o tempo de um só governo; tal como o atraso planeado do país, da crise ou da falta de médicos. Os juízes e os magistrados são tão ineptos, podres e corruptos quanto os gestores, os médicos, os políticos e o povo que em geral os admite como são, mas que o pagam com a própria carne. O mal está nos pais e na geração. Não foram todos criados juntos? São também uns calões, pois que não resolvem mais que metade dos processos que a média dos seus colegas europeus (Eurostat).

Como não sofrerão os verdadeiros adeptos do PPD/PSD ao verem a direcção que este nojento e acólitos neoliberais deram ao partido? Como eles destruíram o partido. Como eles se serviram do seu nome para o remodelarem e reviraram no sentido oposto. Os malditos assassinaram o partido.

A democracia directa poderia pôr uma rédea neste e noutros animais da mesma espécia.


Artigos complementares:
Redução do Deficit Método Neoliberal
Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos
Discurso Vazio dum Sonso Vigarista
A Desgraça do PSD

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11 de agosto de 2010

O Incrível Salto para as Energias Renováveis

Para se ter um mínimo de credibilidade há que dizer mal do que está mal e bem do que está bem.

Em Portugal não é tarefa fácil por dois motivos. Um é tão pouco ser feito correctamente e de modo completo e adequado; outro é cada um dizer mal sistematicamente de todos que não sejam da sua cor, seja qual for o sujeito: futebol ou política. No futebol ainda se compreende que para formar uma selecção nacional tem que se pôr o partidarismo de parte e trabalhar em conjunto. Na política, as mentalidades ainda não atingiram suficiente maturidade nem têm capacidade intelectual para compreenderem que os interesses nacionais (de todos) devem colocar-se acima dos partidários. A selecção nacional serve-se dos jogadores de diversos clubes para tentarem ganhar em nome do país, enquanto os políticos se servem do país para si próprios, roubando-o. O resultado dificilmente seria mais evidente; sem sair da Europa, constatamos que quanto mais este modo de actuar persiste num país, maior é o seu atraso, sem excepção. Os últimos países que aderiram à União Europeia já todos ultrapassaram Portugal ou estão próximo de o fazer. No entanto, os portugueses continuam na sua estúpida cegueira, completamente na mão da corrupção política e à sua completa mercê, tais fantoches de tenda puxados por cordelinhos, ora elegendo um grupo mafioso, ora outro, à vez.

A estupidez, cegueira e fanatismo são tão profundos que não se vê o que se faz de bem. A justiça é uma vergonha administrada por um bando de vergonhosos politizados, incapazes e corruptos. Porém, não existe a mínima reprovação em grupo, como manifestações contra essa canalha. Quando essas bestas anedotas parem leis onde mencionam textualmente raças de cães perigosas, ninguém lhes aponta o dedo acusando-os de falsários ou de ignorantes incompetentes para legislar. Por demais sendo amplamente conhecido que cães de tamanho maior são mais dóceis que os pequenos. Os nossos legisladores provam nitidamente a sua ignorância e incapacidade, serem impostores e asquerosos pedantes. A lei das raças de cães perigosos foi votada por uma grande maioria por todos os partidos. Uns inúteis que nos roubam e nos projectaram na miséria por décadas. Des bons à rien como dizem os franceses, pauvres connards.

Idêntica mentalidade têm os bandos de jornaleiros deesinformadores, iletrados talhados da mesma merda que os políticos, cujo procedimento apenas difere por adaptação à profissão que enxovalham quotidianamente.

Ouvem-se e lêem-se apreciações de elogio às ideias anti-pobres e anti-democráticas do Portas, mas nada sobre os seus bem fundados princípios patrióticos em correcta defesa do país. Gaba-se o cinismo do Pedro Coelho que, com mansa voz, tenta atraiçoar a democracia, esquecendo o seu passado em que se espelha o presente e que nos diz que dele só se pode esperar a defesa dum clã desnorteado que mudou de rumo, mas quer continuar a ser reconhecido pelos factos que hoje renega à socapa.

Idem com o Sócrates, autor de autênticas a atrozes barbaridades, mas que, segundo as sondagens, constata-se poucos serem os que crêem que outro governo teria feito melhor nas condições actuais. O seu maior crime, para além dos mencionados nos blogs do autor e que são em grande número, foi o que fez da Segurança Social, dos Serviços de Saúde e das reformas. Em lugar de lhes garantir um financiamento do género do adoptado em países avançados em democracia e bem-estar dos seus cidadãos, aplicou-lhes mezinhas de pouca duração que permitirão aos outros neoliberais aproveitar a ignorância geral nacional para convencerem a população de que a única salvação desses sistemas passa por tratar os mais pobres como sub-humanos.

Um seu grande plano publicitário enganador foi o Simplex. Consta dum certo número de mezinhas que se limitam a aliviar casos pontuais de burocracia, quando esta é um pesado mal geral que se abate sobre tudo e que agrava o atraso originado pelos que roubaram os fundos de coesão da UE destinados a preparar o país para o futuro e a dar-lhe a competitividade, cuja consequente deficiência de ambas provocou a crise nacional.

Contudo, nunca se ouviu uma pessoa, fosse ela um político corrupto, um emérito jornaleiro aldrabão ou um mero cidadão, mencionar o enorme avanço que ele deu a Portugal na política económica das energias renováveis.

O New York Times publicou ontem um artigo sobre este assunto. Segue-se a sua transcrição traduzida para quem quiser ter a paciência de a ler e tomar conhecimento de apenas mais um dos enumeráveis casos que a jornaleirada imunda nos esconde sistematicamente, pois que o larguíssimo tempo dos noticiários (o dobro do comum nos países europeus) não lhes chega para a trampa com que diariamente nos atiram acima. A história repete-se: se quisermos saber algo sobre o nosso país temos que o procurar na imprensa internacional. Que miséria de jornaleiros nacionais!


Portugal Makes the Leap to Renewable Energy
New York Times — 10-8-2010


A Wind Farm at Barão de São João, south of Lisbon

LISBOA - Cinco anos atrás, os líderes desta nação queimada pelo sol, varrida pelo vento fizeram uma aposta: Para reduzir a dependência de Portugal dos combustíveis fósseis importados, embarcaram numa série de ambiciosos projectos de energia renovável - principalmente aproveitando o vento do país e a energia hidráulica, mas também a sua luz solar e das ondas do oceano.

Hoje, os bares chiques de Lisboa, as fábricas do Porto e de estâncias glamourosas do Algarve são substancialmente alimentados por energia limpa. Quase 45 por cento da rede eléctrica de Portugal virá este ano de fontes renováveis, um acréscimo sobre os 17 por cento de há apenas cinco anos.

Energia eólica terrestre - este ano considerado "potencialmente competitivos" com os combustíveis fósseis pela Agência Internacional de Energia, em Paris - expandiu-se sete vezes nesse período. Portugal espera, em 2011, tornar-se o primeiro país a inaugurar uma rede nacional de estações de carregamento para automóveis eléctricos.

"Vvi todos os sorrisos – sabe: É um bom sonho. Ele não pode competir. É demasiado caro", disse o primeiro-ministro José Sócrates, recordando a forma como Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, zombeteiramente se ofereceu para lhe construir um Ferrari eléctrico. Sócrates acrescentou: "A experiência de Portugal mostra que é possível fazer essas mudanças num espaço de tempo muito curto."

O derramamento de petróleo no Golfo do México renovou perguntas sobre os riscos e custos imprevisíveis da dependência incessante da América em combustíveis fósseis. O presidente Obama aproveitou a oportunidade para promover a sua meta de ter 20 a 25 por cento da electricidade consumida nos EUA produzida a partir de fontes renováveis até 2025.

Embora a experiência de Portugal mostre que o progresso rápido é possível, também destaca o preço de tal transição. As famílias portuguesas há muito pagam cerca de duas vezes o que os norte-americanos pagam pela electricidade, e os preços subiram 15 por cento nos últimos cinco anos, provavelmente em parte devido ao programa de energia renovável, diz a Agência Internacional de Energia.

Apesar de um relatório de 2009 pela Agência, esta considerou a transição Portugal nas energias renováveis um "sucesso notável", acrescentou, "Não é bem claro que os seus custos, tanto financeiros e económicos, bem como seu impacto sobre os preços da energia ao consumidor final, sejam bem compreendidos e apreciados."

Com efeito, as reclamações sobre as taxas de aumento da electricidade são um dos pilares do cochicho dos pensionistas aqui. O Sr. Sócrates, que, após uma vitória esmagadora em 2005, empurrado por meio dos elementos principais da reforma de energia sobre as objecções da indústria do país sobre combustíveis fósseis, sobreviveu a eleição do ano passado apenas como o líder de uma fraca coalizão.

"Não se pode imaginar a pressão que sofremos no primeiro ano", disse Manuel Pinho, ministro, da economia e da inovação de Portugal a partir de 2005 até ao ano passado, que praticamente comandou a transição, acrescentando: "Os políticos devem tomar decisões difíceis."

Ainda assim, políticas nacionais agressivas para acelerar a utilização de energias renováveis estão a conseguir em Portugal nalguns outros países, de acordo com um relatório recente do IHS Emerging Energy Research de Cambridge, Massachusetts, uma empresa líder em consultoria de energia. Em 2025, o relatório projectou que a Irlanda, a Dinamarca e a Grã-Bretanha também irão obter 40 por cento ou mais de sua electricidade de fontes renováveis, se a potência energética de grandes barragens hidroeléctricas, um velho tipo de energia renovável, é incluído, países como Canadá e Brasil juntam-se à lista.

Os Estados Unidos, que no ano passado geraram menos de 5 por cento de sua energia a partir de novas formas de energias renováveis, vão ficar para trás em 16 por cento (ou pouco mais de 20 por cento, incluindo as hidroeléctricas), de acordo com o mesmo IHS.

Para forçar a transição de Portugal em matéria de energia, o governo do Sr. Sócrates reestruturou e privatizou ex-companhias de energia do estado para criar uma rede mais adequado às fontes de energia renováveis. Para atrair as empresas privadas em novos mercados de Portugal, o governo deu-lhes contratos bloqueados a um preço estável por 15 anos – um subsídio que variou por tecnologia e foi inicialmente alto, mas que decresceu diminuiu a cada nova série de contratos.

Comparados com os Estados Unidos, os países europeus têm fortes incentivos para desenvolver energia renovável. Muitos, como Portugal, têm pouco combustível fóssil próprio, e o sistema de emissões da União Europeia desencoraja o uso de combustíveis fósseis requerendo pagamento da indústria por emissões de dióxido de carbono excessivo.

Portugal estava bem posicionado para ser uma cobaia porque tem grandes recursos inexplorados de energia eólica e fluvial, as duas mais rentáveis fontes de energia renováveis. Membros do governo dizem que a transformação da energia não necessita de qualquer aumento de impostos ou da dívida pública, precisamente porque as novas fontes de energia não requerem combustível e não produzem nenhuma emissão, substituíram a electricidade previamente produzida pela compra e queima do gás natural, carvão e petróleo importados. Em 2014 o programa de energias renováveis permitirá a Portugal fechar totalmente, pelo menos duas centrais de energia convencionais e reduzir a exploração de outras.

"Até agora, o programa não provocou stress sobre o orçamento nacional" e não criou dívida pública, disse Shinji Fujino, chefe d a divisão de estudos da Agência Internacional de Energia.

Se os Estados Unidos quiserem seguir o caminho de países como Portugal, dizem especialistas em energia, é necessário ultrapassarem obstáculos como uma obsoleta rede de energética fragmentada, desactualizada e inadaptado às energias renováveis, um histórico de dependência em fontes abundantes e baratas de combustíveis fósseis, especialmente carvão; as poderosas indústrias do petróleo e da carvão que muitas vezes se opõem a incentivos para o desenvolvimento de energias renováveis; e a política energética que é fortemente influenciada por estados individuais.

Os custos relativos de uma transição energética seria inevitavelmente mais elevados nos Estados Unidos do que em Portugal. Mas com a despesa de energia renováveis em baixa, um número crescente de países vê essa mudança como de valor, disse Alex Klein, director de pesquisa, geração de energia limpa e renovável, do IHS.

"A diferença de custo vai desaparecer na próxima década, mas o que adquirimos imediatamente é uma fonte de energia que é controlada a nível nacional e mais segura", disse Klein.


Notas:
Pela electricidade que consomem, há muito que os portugueses pagam mais do dobro da média europeia e cerca de quatro vezes o que pagam os franceses. Isto, já muito antes da viragem para as energias renováveis.
O autor fala em coligação governamental, mas como se sabe é um erro.

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31 de julho de 2010

Democracia Sem Igualdade Nem Direito à Justiça?

Quem quer que continue a acreditar piamente na maior impostura nacional, que «Portugal é uma democracia», leia o que escreve uma vítima dessa «democracia», como anotado ao fim da transcrição deste e-mail.

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Em Março de 2002 comprei um PPR a um balcão do banco TOTTA. Abri com €1000 e era tirado da minha conta á ordem €50 todos os meses que eram acrescentados á conta do PPR. Achei que era boa ideia pois alguma coisa que acontecesse no futuro tinha ali um pé de meia onde me agarrar. Até porque não era o primeiro que fazia (noutras instituições) e nunca tinha tido problemas.

Li o contrato, ficando com as condições gerais em meu poder, as quais dizem bem explícito que não posso levantar o PPR em caso algum, antes de 5 anos, a menos que me encontrasse no desemprego de longa de duração ou doença que me impossibilitasse de trabalhar.

Ora em Fevereiro de 2004 fiquei desempregada! Fui vivendo tapando dum lado, destapando do outro. Até que cheguei a um ponto que em Outubro de 2006 tive que recorrer ao PPR pois estava em risco de perder a minha casa.

Nessa altura tinha depositado no PPR á volta de €4000 e dirigi-me a um balcão do TOTTA para fazer um resgate de €1700 o qual foi feito sem qualquer problema nem perguntas nem pedido de qualquer documento que provasse a minha situação de desemprego (ainda perguntei se devia entregar alguma prova e disseram que não precisava, é que o PPR só fazia os 5 anos em Março de 2007, daí a minha pergunta).

Em Janeiro, e como a situação subsistia, dirigi-me novamente ao Balcão para fazer novo resgate, desta vez de €1000, e cancelar as entregas periódicas de €50, pois não podia continuar a faze-lo. Demoraram quase um mês para transferir o dinheiro para a conta á ordem. O DINHEIRO NÃO APARECIA!

Nessa altura estavam lá cerca de €2450 (4000-1700=2300+150 de 3 meses de entregas de Outubro a Janeiro = 2450?) assim que os €1000 entraram na conta, 1 mês depois do pedido, e achando estranho a demora, desconfiei que se passava qualquer coisa e mais uma vez dirigi-me ao balcão a saber o que se passava. Pedi o resgate do restante dinheiro que seriam 2450?) e o encerramento do PPR, e qual não é o meu espanto!.... a transferência para a conta á ordem foi de... €239.
Pedi explicações e ninguém sabia responder. Dirigi-me então, a concelho do gerente do Balcão, ao TOTTA SEGUROS na Rua da Mesquita em Lisboa. Uma vez ali, fui recebida no hall de entrada, depois de passar por um detector de metais (eu pergunto? quem são os LADRÕES nesta história) onde me foi pedido que fizesse uma carta a pedir as devidas explicações, o que eu fiz ali mesmo.

Quinze dias depois recebo a resposta em casa! Uma carta cheia de equações matemáticas, a justificar o porquê de chegarem aquele valor (239?). Não ficando satisfeita com aquela explicação, até porque não percebia nada daqueles heroglifos, enviei várias cartas registadas a pedir explicações.

Cartas essas que nunca obtiveram resposta da parte do TOTTA SEGUROS.

O tempo ia passando e resposta nada! Decidi então apresentar queixa no INSTITUTO PORTUGUÊS DE SEGUROS. Aí fiz uma carta explicando a situação e entregando fotocópias de todos os papeis, inclusive as condições gerais que tenho em meu poder e pelas quais me regi para comprar aquele produto.

Quase um mês depois, recebo resposta do IPS, que me dava total razão mas como mediador apenas podiam tentar resolver as coisas pela via do diálogo e me aconselhavam a dirigir-me a um advogado pois só pela via judicial seria possível de resolver.

Dirijo-me então á DECO, primeiro por email depois pessoalmente.

Mais uma vez conto toda a minha história. Eles receberam a queixa, avaliaram e o departamento jurídico deu-me razão. A DECO fez várias tentativas de contacto mas o TOTTA SEGUROS nunca se dignou responder, até que a DECO me enviou uma carta a informar-me que tinha que encerrar o processo visto o TOTTA não responder ás cartas por eles enviadas (a uns sócios expõem os casos na comunicação social, a outros fica por isso mesmo) e eles (DECO) apenas funcionam como moderadores e não têm poderes jurídicos para resolver as situações. Mais uma vez me aconselham a ir para tribunal.

Acontece, meus amigos, que pelo valor em causa (€1300 que o TOTTA me ROUBOU) nenhum advogado quer pegar no assunto e como não tenho dinheiro (o TOTTA ficou-me lá com o resto) para fazer pagar esta injustiça não consigo pôr as coisas a funcionar.

Este é o País que temos meus amigos!

Contra os grandes como é que nos defendemos?

Já pensaram o quanto somos frágeis em relação aos bancos?

Eles põem e dispõem do nosso dinheiro como muito bem entendem, tiram dinheiro das nossas contas, dizendo que são taxas daqui e dali sem nos darem cavaco.

Já pensaram nisso??

PASSEM POR FAVOR, ESTE EMAIL AO MAIOR NUMERO DE PESSOAS POSSIVEL, para que estes abusos não continuem!!

Hoje foi comigo! amanhã pode ser com vocês!

Vamos alertar as pessoas, para evitar que sejam enganadas e não comprar estes produtos a estes LADRÕES que têm cada vez mais lucros á nossa conta.

BEM HAJAM POR TEREM LIDO ATÉ AO FIM E REPASSAREM!

Sandra Salgueiro


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Como podem passar-se casos deste género? No caso presente não pode ser apenas o abuso, tem que ser, sobretudo, a impunidade no abuso incrivelmente adicionado à impossibilidade de contestação. Se os abusos fossem penalizados, de certo que os abusadores teriam mais cautela antes de se decidirem a roubar os outros impunemente.

Não temos só uma justiça podre e regida por pedantes, arrogantes incompetentes, muitos deles novatos inexperientes, politizados, sindicalizados como operários não obstante tomarem-se por soberanos quando mais não são que meros representantes do soberano. Temos também uma justiça em que ninguém acredita nem confia, que é inatingível devido às decisões tomadas pelo PSD e mantidas pelo PS.

Uma democracia exige igualdade de acesso à justiça para todos. Acesso igual para ricos e pobres. Todos com o mesmo direito de ter um advogado de sua escolha e imediatamente após o nascimento da necessidade. Ora tudo isto é absolutamente o contrário do que se passa em Portugal.

Alguém já leu ou ouviu algum jornaleiro denunciar este assunto?

Conjuntamente com a igualdade no acesso ao ensino, à saúde e a uma política de reformas baseada em cálculos de aplicação universal, o acesso à justiça faz parte das condições imprescindíveis à simples existência duma democracia. Não nos enganemos, o voto é um mero meio e a existência duma constituição nem se prova necessária pois que se conhece que no Reino Unido não existe uma constituição escrita, sabendo-se bem que é um dos maiores exemplos de democracia, pelo menos a mais antiga dos tempos modernos.

O direito à justiça gratuito e atempado é imprescindível para prestar acesso à justiça, mas nem um nem outro existem em Portugal.

Só tem direito à justiça gratuita quem estiver literalmente a morrer de fome ou quase, mas mesmo assim não totalmente. É-lhe atribuído um advogado geralmente estagiário e sempre sem experiência, que doutro modo não consegue ter clientes, apenas competente no encaminhamento da papelada e demais burocracias, e que perde quase todos os processos. Que esperança vã poderá assim ter o assistido que justiça lhe seja feita?

Alguém já leu ou ouviu algum jornaleiro denunciar este assunto tão importante?

A justiça é negada num caso de necessidade de qualquer contestação, geralmente 15 dias. Para um pobre ter acesso à justiça ou a um advogado para lhe fazer uma contestação, tem que requerer à Segurança Social e aguardar a resposta, a qual antes demorava pouco mais de um mês e que ultimamente tem chagado a mais de três! Como contestar em 15 dias?! Ou seja, o direito à contestação foi ab-rogado do já antidemocrático direito igualitário à justiça.

Alguém já leu ou ouviu algum jornaleiro denunciar este assunto?

Ora aqui está porque a Sandra Salgueiro, autora do e-mail acima transcrito, se encontrou na dramática situação que nos conta. A razão deste post é por a maioria das pessoas não estar ao corrente desta catastrófica e lancinante realidade que além de gerar injustiça, promove uma insegurança maior que a resultante da recente violência.

Alguém já leu ou ouviu algum jornaleiro denunciar este assunto?

Na narração transcrita também se reconhece que o Instituto Português de Seguros é mais uma das múltiplas instituições sem qualquer utilidade e apenas criadas para tachos em que os políticos roubam os seus salários e mordomias à população contribuinte.

Na mesma narração, sobressai ainda que a DECO embora uma organização de interesse, é puramente comercial. Só se ocupa de casos dos seus associados ou que lhe proporcionem uma publicidade substancial que lhes faça aumentar sensivelmente o número de aderentes pagantes. Todavia, não nos podemos esquecer de que a sua vocação não é a de substituir as obrigações do estado.

Sublinha-se ainda a falta de justiça e a decorrente impunidade no crime que estes governos implantaram, assim permitida por uma legislação que despreza os princípios basilares da democracia.

Alguém já leu ou ouviu algum jornaleiro denunciar este assunto? Afinal, se não é para informar, nem mesmo em questões da mais alta importância, para que servem estes animais impostores?

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28 de julho de 2010

Justiça Acusa Sócrates

O comunicado de justiça sobre o caso Freeport foi distribuído e publicado por tudo quanto é lado. Não faz a mínima referência ao nome de José Sócrates.

Nas circunstâncias em que este processo decorreu, o modo como o seu nome, justa ou injustamente, foi ligado ao caso, a falta de menção do seu nome toma o aspecto duma acusação.

Sabemos bem como os noticiários da TVI e o caso da Manuela Moura Guedes foram julgados mais que uma vez pelo próprio e mui competente Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas, não sobre o fundo, mas sobre a forma. A ética. A ética, num país em que os deputados afirmam que a ética nada tem a ver com a política. Ou seja, para um político é ético roubar, extraviar e esbanjar os fundos nacionais, comprar qualquer móvel ou imóvel para seu proveito particular, etc.

Se o Conselho se pronunciou sobre um caso que correu o país, como interpretar o silêncio da justiça sobre um caso que se tornou de interesse nacional. Mesmo apenas uma única e curta frase tornava-se obrigatória. A sua inobservância não só condena o Sócrates como enxovalha ainda mais a miserável impostura a que em Portugal se alcunha de justiça. Enfim, se isso fosse possível, porque não o é, mas apenas mais uma a esperar de incompetentes, arrogantes, incapazes e corruptos.

Ninguém hoje confia nesta justiça. É uma constatação inegável.

Médicos desinteressados pela sua profissão humanitária, funcionários relaxados que engatam tudo o que lhes chegue às mãos, Políticos corruptos e ladrões que fazem a miséria do país e – paralelamente – leis para poderem fazer tudo impunemente. Pior que uma ditadura, pior que uma república das bananas, como num país do 4º mundo.

Os jornaleiros, em aberto conluio, encobrem e desinformam a nação ao ponto de ninguém saber como nos outros países europeus são as diferenças salariais ou como funcionam os serviços do mais alto interesse nacional: os serviços de saúde e de segurança social. Assim, os políticos podem mentir como quiserem sem recearem qualquer contestação dum povo ignorante por desinformado.

Há ainda muita gente que crê parvamente que «em Portugal as coisas mudam lentamente», ou que «leva mais tempo que nos outros países, mas lá há-de mudar». Como se pode ser crédulo ao ponto de tocar a mais crassa estupidez?

Para haver democracia, esta tem que ser controlada pelo povo soberano. Se isto não se verificar a democracia é impossível, uma miragem, um engodo para manter a população dominada por classes de políticos que no caso nacional mais não são do que associações de criminosos organizadas em oligarquias mafiosas.

Numa democracia nem podem existir classes. Já os Atenienses, os fundadores da democracia, no século de Péricles (séc. V AC) o conheciam bem. Não é novidade, a história o conta. Um cientista apolítico (Phil Aroneanu) escreveu: «E aí reside a velhíssima lição sobre democracia de que todos parecemos esquecer-nos quando os nossos tipos estão na chefia: a mudança não acontece sem que a força venha de baixo. Não chega perseguir Senadores e entidades oficiais segredando-lhes ao ouvido.» Pedidos, sugestões e palavreado para nada servem. Há que tomar a iniciativa, a acção.

Todavia, os portugueses crêem saber melhor e isso custa-lhes a felicidade, a saúde, a esperança de vida e ela própria. Esperam que um acontecimento ou um ente superior lhes venha tirar a castanha quente das mãos e acabam sempre por se queimar.


Adenda

29-7-10
Evidente corrupção e incapacidade da justiça declarando, ao fim de seis longos anos de investigação, invocarem falta de tempo para ouvirem o Sócrates. (Notícia de 29-7-10.) Nojo de justiça e de Polícia Judiciária!

Esta notícia confirma o texto do presente artigo, tornando-o indubitável.

3-8-10
Cada dia que se tem passado tem tornado este artigo mais objectivo e actual. Note -se a guerra entre o Procurador Geral e o sindicato dos magistrados. Sem ser necessário localizar onde está a razão, o caso demonstra o miserável estado da justiça. A malandragem, incompetente mas arrogante, tem um sindicato como os operários, mas quer ser mais soberana que o povo soberano a quem representa! São eles e os restantes da justiça quem a tem desacreditado ao ponto de ninguém hoje ter nela a mínima confiança.

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23 de julho de 2010

Redução do Deficit
Método Neoliberal

Há muito tempo enroscada no seu canto, a cobra peçonhenta da Manela Leiteira largou na semana passada uma opinião que espanta por uma justeza e correcção a que não estarmos habituados da sua parte. Diz ela, e muito bem, que não compreende como conseguirá o governo diminuir a dívida nacional sem diminuir as suas próprias despesas e as do estado.

Sobre isto, o seu próprio partido tem andado a iludir a nação. A proposição do Pedro Coelho reduzida à simples idiotice de apenas baixar os ganhos fixos dos políticos de 5% só podia ter sido um gozo e uma burla, uma autêntica afronta aos portugueses lorpas. Para que serve tão mínima redução? Prova de boa vontade ou de ludíbrio?

Parem de fazer pouco das pessoas que estão a pagar a dívida pelos sórdidos políticos corruptos que a causaram e que continuam a roubar descaradamente, mantendo-se fora dos atingidos por todas as medidas de austeridade. «Passam entre a chuva sem se molharem.»

Não contente com tais atitudes, recordemos, no ponto mais alto do negócio envolvendo a Telecom, a Telefónica e a Vivo, foi a Espanha dar uma entrevista de apoio à companhia espanhola que tenta apossar-se da Vivo e talvez até da Telecom.

Noutras circunstâncias em que Portugal não estivesse na miséria causada pelo Cavaco do cabouco, seria apenas um pequena traição contra o país e as necessidades dos portugueses. Nas circunstâncias presentes só pode classificar-se um acto de alta traição, qualquer que a sua opinião pessoal possa ser. Pena, terem deixado de enforcar os traidores que engendram a desgraça dos povos.

É num indivíduo deste calibre que as pessoas podem confiar e votar, ou será o voto nele o caminho mais curto para o suicídio? Após esta demonstração, ficamos a saber o que esperar dele: vender o país aos interesses financeiros internacionais do neo-liberalismo, sobretudo ao da Espanha selvagem. O Mário Soares, que se diz irmão dos castelhanos, talvez não discordasse muito dele. Então e as suas outras ideias ruinosas para sacar o pouco aos que menos têm e dar aos mais ricos? Escondem-se e não as vemos mais?

Ele tem sido bem claro e sem medo de o afirmar, o que prova a sua confiança na incapacidade de reflexão dum povo embrutecido pela ignorância que lhe foi administrada por uma jornaleiragem em claro conluio com a corrupção política contra o povo. Por vezes fazem muito barulho, mas como já dizia Shakespeare, «Too much ado about nothing.»

Muitos não se deram ainda conta de que o PSD mudou completamente de rumo, fugindo para a direita, a fim de escapar aos centristas, área para onde o PS se deslocou (por sua vez abandonando também os seus ideais tradicionais). Pela sua fama anterior, o PSD herdou os eleitores do passado, que como a maioria não usam a sua mioleira para reflectir e deixam-se embebedar por palavreado oco, sonso e falso, facto que todos os políticos tão bem conhecem e de cuja fraqueza popular se sabem aproveitar.

Se a isto e ao anteriormente mencionado no presente artigo juntarmos as ideias do Coelho, profundamente neoliberais, a sua possível eleição deverá ser tomada como a aprovação dos seguintes acontecimentos:

  • Aumento dos ordenados escandalosos;

  • Continuação e aumento das reformas douradas;

  • Continuação e aumento das ditas classes sociais, ou seja,

  • Aumento do fosso entre ricos e pobres;

  • Afastamento dos países democráticos por um sistema de saúde anti-democrático que difere ainda mais dos deles;

  • Afastamento dos países democráticos por um sistema de segurança social anti-democrático que difere ainda mais dos deles.

Se é isto que se pretende, não hesitemos, demos-lhe todos o nosso voto sem perder tempo com mais reflexões.

A única alternativa, visto as outras não serem muito melhores e se quisermos copiar algo com resultados comprovados, é a de fazermos como nos países mais ricos e socialmente desenvolvidos: um apertadíssimo controlo dos políticos. As suas decisões devem ser autorizadas pelo povo soberano e não aprovadas com a mera desculpa de que eles nos representam, pois que não é verdade, neste sistema eles não nos representam. Mesmo que representassem, isso jamais lhes daria o direito de tomarem decisões contra a vontade da maioria do povo.

Ou tomamos conta deles ou eles continuam a tomar conta de nós do modo que já tão bem conhecemos por experiência.

É esta a única verdadeira alternativa que garanta resultados de interesse geral.


Texto completo do projecto democrático de revisão constitucional do PSD: Inverbis.net.


Estranho que certos blogs que de costume se arvoram em defensores da democracia se abstenham sobre um assunto sobre o qual se tem ouvido bradar por tudo quanto é lado!

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21 de julho de 2010

Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos

Ultimamente, tem-se discutido sobre a intenção do PSD, apregoada pelo neoliberal ferrenho Pedro Coelho acerca das suas ideias sobre uma constituição que permita a destruição do sistema de saúde e consequente substituição por outro que consagre um sistema de classes.

Quer classes de ricos e pobres com direitos e regalias distintos? Será possível ser-se mais falso? Fácil de passar quando a própria população, nas suas conversas e no que escreve, admite a existência de classes, nomeando-as. Ou seja, o seu subconsciente sabe que a democracia neste país não existe, pois que havendo classes não pode haver democracia: ou uma ou outra, pois que na prática uma impede impreterivelmente a existência da outra.

«A Constituição não pode ficar cristalizada.» – Pedro Coelho, o hipócrita.

Nas democracias mais antigas, as constituições têm durado cerca de 100 anos ou mais. Nos EUA, parece que todos devam conhecer que tem mais de 220 anos. Em França, a constituição de 4-11-1848 durou até 1946. A constituição federal suíça de 28 de Maio de 1874 durou até 18 de Abril de 1999. De notar que países que sofreram grandes transformações com as consequentes das duas Guerras Mundiais, quase todos renovaram as suas constituições. Este caso, porém, não é o nosso, que não houve cá guerra.

Em vista destes dados reais, o Pedro Coelho revela-se assim um miserável ganancioso e irresponsável, em que as suas falsidades se baseiam numa incrível contradição da própria história.

Outro mito que este indivíduo tem criado é a confusão sobre o direito à saúde, a ponto de que muitos duvidam hoje sobre se esse direito é ou não um direito obrigatório democrático. O direito à saúde é muito mais do que isso. De acordo com todas as organizações mundiais de Direitos Humanos o direito à saúde faz parte integrante dos Direitos Humanos Universais.

A questão da gratuitidade dos serviços de saúde universais também está a ser usada como areia para deitar aos olhos da população, mais uma vez (como de costume) devido à ignorância geral cuja culpa se deve quase exclusivamente à desinformação sistemática por uma jornaleirada pedante que não cumpre o seu dever profissional. Em lugar de informarem sobre questões de interesse fundamental, escondem esses conhecimentos e até o que se passa e como se procede em países democrática e socialmente mais avançados.

A saúde nunca é gratuita nem pode ser. O dinheiro de algum lado tem que vir porque ela custa e bastante. Afirmar que ela seja gratuita só pode ser falso e despropositado. Tanto pode vir dos impostos como de participações individuais. O que está em causa é o direito a ela para todos, como abaixo indicado. Se é cara e o dinheiro não chega, não é motivo para deixar a maioria da população sem esse direito, segundo a vontade expressa do novo PSD neoliberal. Não existe qualquer razão pare que não se aumente substancialmente a verba dedicada a esse serviço altamente humanitário, caminho que o PSD e o Pedro Coelho escondem com perversidade. Afinal, se é o que se tem passado nos outros países, porque o nega ele para Portugal.

Mais uma vez se cita o exemplo da Suíça – que não é senão um entre os outros países avançados – apenas por se tratar de um dos países mais ferrenhos na sua política de direita, mas de direita democrática e não como os partidos impostores nacionais, sobretudo os de direita, mas também os outros.

O serviço nacional de saúde da Suíça sempre foi privado, mas funcionando em regime de mutualidade, assegurado por companhias privadas estreitamente controladas pelo estado. Com o passar dos anos, chegaram a gerar-se grandes diferenças entre as tarifas aplicadas pelas seguradoras, a ponto do serviço começar a deixar de ser democrático por os encargos já não serem iguais para todos. As seguradoras estavam a ser demasiado gananciosas.

Então, em 1993, o estado federal obrigou as seguradoras a alinharem-se pelas mesmas tarifas, ou seja, toda a população passou a pagar exactamente o mesmo, qualquer que fosse a seguradora. As quotizações têm aumentado, acompanhando a subida dos custos e são presentemente muito altas, mas controladas pelo estado, a quem prestam provas dos custos e relativa necessidade de aumento, quando isso se verifique.

Os serviços básicos prestados são iguais para todos, embora as seguradoras oferecem outras prestações. Estas outras, porém, não podem incluir qualquer diferença no tratamento clínico, mas apenas regalias no serviço hoteleiro incluído nas hospitalizações.

Porque é que esses abortos desinformadores jornaleiros que manipulam as informações nunca contaram aos portugueses como se passa nos outros países europeus? Essa malandragem ordinária dedica-se apenas a mentir e desinformar as pessoas ao transformar as notícias e encobrir assuntos de interesse fundamental nacional.

É uma mudança neste sentido que o Pedro Coelho apregoa? NÃO, é numa diferenciação de classes em que os que têm mais dinheiro podem obter melhores serviços clínicos, uma grande machadada num sistema já pouco democrático.

O facto esconder estes factos pelos políticos só pode ser por malvadez contra os próprios Direitos Humanos. Por que mais poderia ser? Os jornaleiros indignos que faltam à sua obrigação profissional de informar e nem tocam nestes assuntos em conluio com os corruptos, não podem ser melhores do que eles. Deste modo se verifica mais uma vez a parte da culpa directa desta banda de desinformadores degenerados na desgraça nacional, em tudo o que provocou a ignorância geral nacional por falta de informações e consequente falta de conhecimento de causa na generalidade dos assuntos importantes da vida nacional, na apreciação dos actos dos políticos, e outras causas congéneres.


Conclusão:

Propõe-se mais um afastamento da democracia num sistema já o mais afastado dela na Europa.

Os políticos portugueses são miseráveis sacanas que formam associações de criminosos agrupados em oligarquias mafiosas. São assim porque um povo de carneiros lhes permite.

A população deve ser informada e estar ao corrente do que se passa nas democracias mais avançadas e é delas que se deve copiar em lugar de continuar a aumentar a cloaca da Europa com exemplos seguidos de países miseráveis e atrasados como a Espanha. Os jornaleiros pedantes e incumpridores têm espalhado a ignorância.

Os políticos e governantes têm que prestar contas em tudo e ser controlados pelo povo, que deve ser soberano, ou então não há democracia. Controlo apertado com Democracia Directa é a única solução para a pouca vergonha nacional. Rédea curta!

Ou tomamos conta deles ou eles continuam a tomar conta de nós do modo que já tão bem conhecemos por experiência.

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19 de julho de 2010

Discurso Vazio dum Sonso Vigarista

Pedro Coelho tem vindo progressivamente a mostrar o que é, e o que mostra não é bom a população nem para o país. É declaradamente sonso porque esconde maliciosamente as suas intenções que noutras alturas declarou bem alto. Só diz o que convém para enganar a população com uma perversidade canalha dificilmente ultrapassada.

O seu discurso de Sábado foi uma autêntica tentativa de lavagem cerebral aos desmiolados que caiem no seu logro. Palavreado vazio que, analisado, se comprova ser um churro de mentiras contrárias aos interesses gerais. Lembremos algumas das suas frases.

A Constituição não pode ficar cristalizada. Quer este idiota malandro dizer que nas democracias mais conhecidas as constituições são frequentemente revistas ou substituídas? Mentira! Para isto temos dois exemplos do contrário entre os mais conhecidos. As constituições dos EUA e da Suíça (esta, de 1874, foi substituída em 1999) duram ou duraram muito mais que um século. Por isso, o aldrabão que vá pregar para um manicómio ou para a selva. No primeiro, talvez se faça acreditar; no segundo, não há ninguém para enrolar.

Afirmou o impostor que se devia proceder a uma revisão constitucional para reforçar os poderes do Presidente da República de modo a tornar possível uma demissão do Governo sem recurso a eleições, cabendo ao parlamento apresentar um novo executivo. Mais uma facada contra uma democracia já inexistente? O que pretendemos é uma Democracia Directa, onde o povo controle os políticos para acabar com o regabofe existente e isto é um aberto passo para trás. O aborto escondeu.

«Acusou ainda o PS de estabelecer políticas que ameaçam o Estado social», segundo o Público. Será uma anedota? Então o neoliberal quer acabar com os serviços de saúde e de segurança social como são, não para copiar o que fazem os países democraticamente avançados, mas para oficializar um para ricos e outro para pobres e tira este coelho da cartola? Metam mas é o Coelho na toca. Que tristeza os políticos tomarem os portugueses por tão estúpidos a ponto de largarem destas. Mais triste ainda, porém, é que resulta por a maioria da população ser completamente desmiolada e incapaz de pensar com a sua própria mioleira atrofiada.

«Não vale o PS e o Governo virem com o papão de que o PSD quer acabar com o Estado Social. Todos sabemos que a grande ameaça ao Estado Social são as políticas do PS. Foram 15 anos de políticas socialistas que conduziram o desemprego estrutural do país de cinco para mais de 10 por cento.»

É, o Partido Socialista é indigno, certo, mas não desse modo. O vigarista do Sócrates é outro neoliberal que não corrigiu os erros da segurança social nem da saúde. As reformas douradas continuam, assim como continuamos a ter o único sistema de saúde europeu que é uma imitação fraudulenta dum serviço universal para todos, como existe nos países democráticos. Não corrigiu nenhum destes erros; um criminoso que deviam passar a fio de espada. Conseguiu ser o segundo pior primeiro-ministro logo a seguir ao pai da nossa desgraça. Só há casos destes. Não se diga que isto é uma democracia, só na boca dos que se servem do engano para roubarem impunemente.

No entanto, o aumento do desemprego era tão previsível como a falta de médicos. Como estes levam anos a formar-se, a sua falta só poderia ter começado a ser sentida – agravando-se então progressivamente – algum tempo após a sua formação, o que aconteceu com a redução de vagas para medicina pelo assassino Cavaco, que assim tem matado tanta gente. Foi idêntico com o desemprego, mas não só. O roubo e extravio dos fundos de coesão da UE destinados à preparação do país, dos dirigentes de empresas e correspondente pessoal, deixaram o país desprovido para o seu futuro, para a concorrência e improdutivo. Assim, o desemprego que o Coelho mencionou e a restante desgraça e miséria nacionais, tal como com a falta de médicos, eram todos bem previsíveis. O canalha do sonso, escondeu.

A sua proposta de reduzir os ordenados (sem abranger todos os ganhos) dos políticos em 5% foi um enorme gozo e afronta a toda a população. É assim que quer cortar nas despesas do estado? Então e as outras despesas, como os automóveis os mobiliários completos, os cartões de crédito, as exageradas ajudas de custos, as viagens, os pagamentos aos que passaram a viver em Lisboa e recebem ajudas para se deslocarem desde os seus ex-domicílios agora inexistentes, os ordenados fabulosos, as reformas ainda mais fabulosas com meia dúzia de anos de serviço ou menos? De que fala este animal?

«O PS não tem a maioria absoluta porque os portugueses não lha quiseram dar.» Daqui se deduz também o inverso, ou seja, por que o PSD nem o nível baixo do PS conseguiu atingir.

«A nossa obrigação é construir uma alternativa… mudar o país se as pessoas se convencerem que a mudança é boa.» Ah sim? E não diz como, pois já afirmou querer formar classes de ricos e pobres com direitos e regalias distintos? Será possível ser-se mais falso? Fácil de passar quando a própria população, nas suas conversas e no que escreve, admite a existência de classes, nomeando-as. Ou seja, o seu subconsciente sabe que a democracia neste país não existe, pois que havendo classes não pode haver democracia: ou uma ou outra, pois que na prática uma impede impreterivelmente a existência da outra.

O PSD desmantela-se com a raiva, a ganância, a inveja e outras qualidades aliás bem nacionais quando não está no governo. Abandonando tudo o que já foi, é hoje o partido da podridão, é um novo partido 100% neoliberal, facto que esconde com extrema falsidade. Dada a importância indevidamente herdada do seu passado diferente, é a maior desgraça para a nação.

De não esquecer que o PSD também tem o seu historial governamental cheio de corrupção, de corruptos e de tachos. Pretendem agora fazer esquecer tantos nomes tão conhecidos pelos seus roubos e corrupção, como Dias Loureiro, Rui Machete (BPN), Paulo Teixeira Pinto (BCP), Ferreira do Amaral, José Silveira Godinho (Banco de Portugal e BES), Eurico Melo, Fernando Nogueira, José de Oliveira e Costa (BPN), Cardoso Cunha, Hernâni Lopes, João de Deus Pinheiro (BPP), Celeste Cardona (CGD) e tantos outros tão bem recompensados com tachos pela sua mestria no roubo e na desgraça do país.

Corrupção! Cunhas! Gamanço!


Conclusão horripilante

A distância a que estamos duma democracia é tão grande quanto o significa a impossibilidade de governar o país sem maioria. As qualidades dos políticos, enunciadas no parágrafo anterior, são específicas do PSD, mas abrangem todos os políticos de todos os partidos em menor proporção. Enquanto não for possível formar governos de acordo com os resultados eleitorais, os governos são ilegais por não poderem representar a os votos obtidos.

Os políticos e governantes têm que prestar contas em tudo e ser controlados pelo povo, que deve ser soberano, ou então não há democracia. Controlo apertado com Democracia Directa é a única solução para a pouca vergonha nacional. Rédea curta!


Adenda

Ou tomamos conta deles ou eles continuam a tomar conta de nós do modo que já tão bem conhecemos por experiência.

É esta a verdadeira alternativa.

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13 de julho de 2010

Sem Alternativa

Quem quer que tenha tomado conhecimento do discurso do Miguel Macedo sobre o país e o governo e que use um pouco do seu próprio poder de discernimento e dedução em lugar de se deixar perfurar por ranho de marketing político só poderá encontrar nojo e falsidade no seu autor.

Vejamos algumas das suas frases e pesemos as suas palavras com o dito discernimento para podermos separar o trigo do joio e encontrar a falsidade.

«Estão desesperados com as sondagens, com a ideia de perderem o poder, com a iminência de passarem à oposição.» Porque haveriam de estar desesperados, sabendo toda a gente razoavelmente informada que é um facto bem conhecido nenhum governo resistir quando obrigado estabelecer a extremas medidas de austeridade? Nenhum povo perdoa a um governo que durante a sua vigência caia na miséria. Não seria normal se agora acontecesse. É uma norma mundial, contudo bem escondida pelos jornaleiros, desinformadores ignóbeis que de nada servem senão para enganar a população e que portanto, o escondem. Alguém ouviu ou leu algum sobre este assunto? Porque se havia qualquer político desorientar, quando consciente de que assim é? O que nós há muito sabemos por experiência, e muito bem, é que o PSD quase se desfaz em desespero e raiva cada vez que perde o poder – e com ele os tachos, evidentemente. Como obliterá-lo da memória? Quem está uma vez mais a confessar desespero e raiva, senão quem o diz? Quem deve ter vergonha é o Pedro Coelho que mostrou o que lhe vai pela alma, ao revelar traição ao país e à sua população, dificilmente melhor patenteada que na sua entrevista ao jornal espanhol. Pena, que os traidores tenham deixado se ser enforcados. Em lugar de se desculpar, vem agora este pobre sacanório de aldrabão miserável ladrar barbaridades. Veja-se quem diz representar quem o elegeu no parlamento Quanto mais vigarista mais alto é o cargo – infelizmente, está longe de ser o único, é a generalidade.

«É que hoje é mais claro do que nunca os portugueses querem mudar de Governo e acreditam que Pedro Passos Coelho pode liderar uma nova esperança reformista para Portugal.» O que os portugueses querem é viver melhor, como é humanamente compreensível, pelo que se se querem ver livres deste governo, pelas razões conhecidas acima citadas (é um caso da história mundial que sempre se repete), não é de crer que queiram ainda pior, só que não têm uma verdadeira alternativa. Mudarão apenas por quererem mudar.

«Por que é que o primeiro-ministro e os seus acólitos há dois meses elogiavam publicamente Pedro Passos Coelho pelo seu sentido de responsabilidade e agora passam o tempo a criticá-lo?» Há dois meses foi bem antes da traição ao país pelo Coelho. Disso, não há ainda menos que uma semana? Porque não a mencionou? Por causa do cheiro a podridão?

«Passos Coelho devia meter uma moção de censura já e livrar-nos deste primeiro-ministro.» Extrema hipocrisia, pois que sabe perfeitamente qual seria o resultado: falhanço completo. Além disso, também não pode ignorar que nas circunstâncias actuais só serviria para deixar o Coelho ainda mais mal visto. Banha da cobra em estado puro para os esquecidos, os ignorantes os incautos, os lorpas ou os carneiros.

Vejamos agora o que ele não devia ter preterido, mas que o fez por sofisma de encobrir, ou porque aprovava ou porque disso tem esperança a vir a aproveitar-se.

Fala das sondagens, finalmente mais favoráveis ao PSD, mas apenas pelas razões já apontadas, porém escamoteando a maior percentagem nelas exprimida: uma grande maioria não acredita que outro partido tivesse feito ou pudesse fazer melhor que o governo. Certo ou errado, é o que se lê em todas e se ele as referiu, porque o escondeu cinicamente aos lorpas e aos crédulos? Se as mencionou e fosse honesto teria feito uma alusão à única verdadeira maioria que elas revelam. Não convém. Duplicidade, sonsice e hipocrisia são as qualidades que melhor assentam na sua banha da cobra. Como bem constatado em política nacional, quanto mais sacana e vigarista for um político corrupto, melhores as suas possibilidades de se chegar ao topo da carreira de burlão.

O falsário não fala nos € 700 milhões que o governo autorizou a serem desperdiçados em veículos novos para os serviços do estado uns dias antes do anúncio das medidas de austeridade. Espera que também lhe venham a oferecer (roubar para ele) um à nossa conta.

Não fala nem nunca falou no montante múltiplo do anterior, do que é roubado aos cidadãos que pagam impostos para pagar ordenados – e sobretudo infindáveis alcavalas e privilégios injustificados à máfia política, cuja lei para engrandecer esses roubos ele tentou aprovar em conjunto com os outros. Não lhe convém.

Não acusou o governo por não ter baixado os ganhos injustificados – por desapropriados e desproporcionados em relação à média nacional – aos mesmos bandos de ladrões políticos e outros mamões parasitas. Também não lhe convém. Nem tampouco por não ter reduzido os ganhos aos mesmos como outros países assolados pela mesma crise o fizeram, em 25%. Ladrão. Nem na afronta e de gozo do Coelho à população com a sua proposta ridícula de 5% de redução à mesma cambada.

Não acusou o governo por não ter aumentado as vagas para medicina, logo ao início do seu mandato a fim de provir à falta de médicos provocada pela decisão do Cavaco, nem o último governo do seu partido por ter voluntariamente mantido a continuidade da situação em lugar de reduzi-las, contribuindo todos para um literal assassínio da população.

Não acusou o governo por nenhuma das medidas tomadas que revoltaram toda a população e denunciadas nos blogs do autor [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 , 8 e tantos mais], que foram muitas e muito reclamadas. Em suma, não acusou o governo do que fez do sistema educativo, da Segurança Social, dos serviços de saúde, nem por nenhum dos seus verdadeiros crimes anti-sociais dos primeiros anos. Porquê? Talvez por terem feito pior.

Contou sem dúvida com a amnésia nacional duma carneirada sem capacidade para se recordar e reflectir, que emprenha pelas orelhas, lambe os bicos das botas que os vendedores de banha da cobra lhe espetam no traseiro, dócil e que tudo aceita. Consequência da sistemática desinformação levada a efeito em contínuo por uma jornaleirada de meliantes em conluio com os corruptos que encobre e que só nos conta feitos sem interesse, mas empolados e que eles encenam como no cinema.

Mistura o infame o que se sabe com os seus perjuros. Ou seja, a verdade com a mentira, tapando aqui, descobrindo ali, segundo a conveniência pesaoal ou partidária, que é como a aldrabice melhor passa quando ouvida pela maioria de incautos.

Nesta conjuntura, o pior dos males para o país nem é o que o governo tem destruído e que não tem sido pouco. O maior mal, de longe, é actualmente a alternativa ser ainda pior. Os partidos, organizados em oligarquias mafiosas, não têm qualquer interesse de melhorar a vida de todos os portugueses. Todos berram que sim, mas pelo que vemos o seu único interesse é o de sacarem o mais que puderem para eles mesmos e cavar o fosso entre ricos e pobres. A carneirada tudo aceita, até elegendo aquele que a atirou para a cloaca actual, o próprio responsável por estar à frente do governo que o fez: o Cavaco.

Todavia, devido à incapacidade, à incompetência e à ganância maliciosa e desorientada assumida pelo PSD, não é impensável que se forme uma frente popular contra os neo-liberais. O governo do Sócrates tem sido a desgraça descrita nos artigos dos links acima enumerados, mas de certo, o PSD, na sua actualidade, em que virou de caminho, seria ainda pior desgraça para o país. Falta-nos um partido verdadeiramente central e que desapareceu de Portugal com essa viragem e que provocou, também, a tendência do PS para o neo-liberalismo. Pobre país que nem tem alternativa digna desse nome.

Jamais esquecer, porém, que se não a tem é porque com o povo de carneiros se cumpre exactamente o diz o velho ditado: «cada povo tem o governo que merece». Por isso, aguentem e calem.

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10 de julho de 2010

A Desgraça do PSD

Após os calamitosos anos da Manela Leiteira, eis que o seu sucessor, lobo com pele de cordeiro, nos deixa mais uma vez sem alternativa para o Sócrates. Como querer substituir um neoliberal por outro ainda pior? Menorizar tal facto, só por sofisma e sectarismo político, é pôr o interesse partidário muito à frente dos interesses vitais nacionais.

Analisemos algumas das suas ideias.

O seu princípio de base é de que o estado se deve alhear completamente da gestão de qualquer empresa. É uma ideia louvável que deveria acabar com a promiscuidade dos tachos da maioria dos políticos nas empresas, embora haja outros modos mais efectivos para lutar contra a corrupção.

A realidade actual nacional é, porém, bem diferente. Se o estado não se tivesse introduzido no negócio Telecom/Telefónica, esta poderia muito bem ter engolido a primeira, perigo que ainda não está completamente afastado.

Pelo que o Coelho passa por cima como se não tivesse existido ou tentasse apagar o facto da história, é que a realidade económica do país é a de não estar preparado para a concorrência mundial nem para a antropofagia económica da União Europeia. Os fundos de coesão que deviam ter preparado país para a isso poder resistir foram roubados, extraviados e mal administrados logo desde o primeiro dia da sua chegada. Donde, as opiniões neoliberalistas nas circunstâncias vigentes só podem provocar uma acentuação do já grande desastre económico nacional. Querê-lo é ir decididamente contra o povo, que os mais ricos resistem sempre e muitos até tiram proveito, como se sabe pelo último aumento anual do número de milionários em Portugal.

Qualquer economista estudou que estes são os métodos lógicos, mas devem saber que não podem ser aplicados com sucesso numa economia deficiente e proteccionista pois que – mais uma vez e nem há outra causa – os governos do Cavaco do cabouco roubaram e estropiaram os fundos recebidos para esse fim e provocaram esta miséria e as outras disso dependentes. É um facto do passado, portanto inalterável.

É impossível persistir nessa direcção sem ter em atenção estas circunstâncias sem se ser estúpido ou tomar todo o mundo por estúpido, apenas no intuito de defender princípios neoliberais que aumentam o fosso entre ricos e pobres. Atacar o uso da «golden share» no caso Telecom/Telefónica é pior, é literalmente uma traição sob todos os pontos de vista, como explicado no post precedente, aliás publicado dois dias antes da generalidade da imprensa. É a raiva não contida dum partido desorientado por não conseguir conquistar os tachos para aquela família mafiosa. Isto não desculpa a mesma máfia dos outros partidos, apenas demonstra a raiva desorientada do PSD.

A reacção do PSD às simples e realistas menções citadas pelo governo e publicadas no Expresso não é mais do que a conhecida «dor de corno», em que o dorido sofre pelo que disse. O governo não se deveria ter abstido duma crítica muito mais contundente e apropriada ao caso. Ou seja, o maldizente maldiz o resultado das suas acções porcas, neste caso as imundas e traidoras declarações do Coelho à imprensa espanhola. É um insulto em surdina a todos os portugueses. É um inegável acto de traição em surdina! Pena não haver mais o enforcamento para os traidores. Pena, que se lho permita sob uma falsa capa de indulgência déplacée.

A saúde, na quase totalidade dos países europeus é da competência exclusiva do estado, mas que dá liberdade à população para escolher o médico que deseje em qualquer estabelecimento de saúde, pois que todos os médicos trabalham para o sistema nacional. No entanto, existe um em que o sistema é completamente privado, embora existam hospitais do estado agregados às universidades. Contudo, nele, é o estado que estabelece as regras, que controla o montante das quotas mensais dos beneficiários e designa os tarifários de acordo com as ordens dos médicos, dos enfermeiros, etc. Sobretudo, zela para que toda a população tenha direitos iguais, o que garante e democracia e é exactamente o contrário do que tem sido proposto em Portugal pelo PSD e pelo CDS.

O contrário da falsidade dos planos apresentados pelos militantes corruptos, como o Cagão Feliz, a Manela e o Pedro Coelho.

Poderia este sistema de saúde ser implantado em Portugal? Sim, se a corrupção fosse controlada e a fiscalização eficiente. Ora, reparando no que se passa com a fiscalização noutros sectores, como nas burlas do RSI não detectadas pelos calões dos funcionários da Segurança Social, assim como no recente caso das agências de viagens que embolsaram o que roubaram aos seus clientes por não terem a reserva de lei, isto não parece possível sem que, primeiro, se estabeleçam as condições necessárias: organização do estado e responsabilização obrigatória de quem tome decisões, isto a todos os níveis.

As proclamações, neste sentido e nas circunstâncias actuais, sustentadas pelo PSD são, simplesmente, imposturas monstruosas que pretendem colocar «a carroça à frente dos bois». Persistir é chamar estúpidos aos que os ouvirem. Há muitos que o são e por isso que persistem sem medo.

Grande mal para a saúde nacional é ser assim impossível existir a concorrência sadia que se verifica nos países em que todos os médicos e serviços trabalham para o serviço nacional de saúde, onde, obviamente, são os que melhor tratem os doentes que mais clientes têm. Em Portugal, sem essa concorrência, médicos, enfermeiros e outros do sistema, desinteressam-se tão profundamente dum bom serviço a ponto de maltratarem as pessoas e justificarem a agressividade dos utentes.

O chamado Partido Social Democrático há muito deixou de ser social ou democrático, pelo que deveria mudar de nome para não tomar os portugueses por bestiolas (mesmo que tabtos o sejam). O partido tornou-se um espinho profundamente enterrado na carne nacional e que é necessário arrancar. O grande mal é o sectarismo nacional em que as pessoas continuam a votar parvamente no seu partido em lugar de naquele que no momento defenda os seus interesses, qualquer que ele seja. Caem sempre no logro dos vendedores da banha da cobra. Uma vez e outra, e outra, e outra. O homem é único animal que repete os seus erros sem cessar. Os portugueses são imaturos em política, mas julgarem-se conhecedores profundos só os faz cometer os erros que levaram o país à miséria actual, porque, afinal, foram eles que elegeram e reelegeram quem os atirou para a miséria. Espertalhões, não é? O PSD mudo radicalmente, mas os espertalhões jamais se deram conta disso.

Substituir um governo já neoliberal por outro ainda mais neoliberal com que só os mais ricos lucram não pode estar no interesse da maioria. Estes blogs têm atacado sempre os que atacam a nação, o povo, a democracia e as liberdades essenciais. Neste sentido existem muitos posts relatando os crimes políticos do Sócrates e dos seu governo. Seguindo o mesmo princípio, denunciam-se agora outros bem piores. A verdade é só uma, seja de que lado estiver e doa a quem doer. Dizer e desdizer consoante a ocasião é próprio de político corrupto.

Dois pontos considerados e a considerar entre tantos outros.
O Sócrates não ordenou a Segurança Social nem o serviço nacional de saúde de acordo com as necessidades nacionais nem com o uso europeu, continuando tudo no pior da Europa. Palrou, mas deixou a estrumeira na mesma. O PSD quer destruí-los e fazer um para os ricos e outro para os pobres – é ao que o partido chama de democracia.
Bem ou mal, o Sócrates tentou salvar a Telecom. O Coelho foi ao país que tentou demolir a pouca riqueza nacional e que tem sugado os lucros de Portugal de outras formas diversas, arrastando o país na sua queda, para lhes dar razão – traição confirmada. Curiosíssimo que foi após este que acto reuniu um grupo de economistas para lhes perguntar o que devia ser a sua opinião sobre este caso. Segundo as sondagens, 64% dos portugueses de todos os partidos apoiaram o uso da «golden share» pelo governo.

De acordo com o que é regra passar-se em todo o mundo, este governo deve cair por nenhum governo conseguir resistir a uma crise económica. Nada pode revoltar mais as pessoas do que perderem aquilo que têm. Só um milagre ou uma oposição ainda pior o poderia evitar. Duas questões se impõem a este propósito. [1] Haverá políticos mais honestos e que mereçam maior confiança? (A corrupção é geral)[2] Saberão os eleitores votar ou votar em branco sem caírem no conto do vigário, como estamos habituados a constatar?

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