"Nenhum homem é uma ilha isolada. Cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra, se um torrão é arrastado para o mar, a Europa ficará diminuida, como se fosse a casa do teu amigo ou a tua própria casa. A morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E, se dobram os sinos, não perguntes por quem dobram os sinos - eles dobram por Ti". (John Donne).22 de abril de 2007
"NÃO PERGUNTES PORQUE DOBRAM OS SINOS"
"Nenhum homem é uma ilha isolada. Cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra, se um torrão é arrastado para o mar, a Europa ficará diminuida, como se fosse a casa do teu amigo ou a tua própria casa. A morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E, se dobram os sinos, não perguntes por quem dobram os sinos - eles dobram por Ti". (John Donne).
Autor:
Paulo
às
16:50
7
mentiras
20 de abril de 2007
Acorda, povo adormecido!
Em democracia formal, o povo, os eleitores, são chamados a dar o seu voto, o que representa uma opinião sobre os problemas fundamentais do País, olhando este nas circunstâncias internacionais. Qualquer Estado, como acontece também com as empresas, só pode ser bem governado se não fechar os olhos sobre o que se passa na sua periferia, no meio de fornecedores, clientes e concorrentes. A táctica da avestruz de enterrar a cabeça na areia para ignorar o perigo, não é a melhor maneira de um vulgar ser vivo poder sobreviver no meio das realidades actuais. Nestes pressupostos, o eleitor, para poder dar um voto consciente, não pode limitar a sua informação à propaganda da campanha eleitoral do partido da sua simpatia, mas deve, momento a momento, olhar para fora e analisar aquilo que se passa, tomar posição, mesmo que apenas mentalmente sobre cada facto, sobre a forma como são aplicados ou postergados os princípios e valores que devem estar presentes na vida colectiva. Já passámos a época do «orgulhosamente sós» do regime deposto há 33 anos.
Para ler mais clique aqui
Autor:
A. João Soares
às
07:57
2
mentiras
19 de abril de 2007
Alguns Acontecimentos Recentes
Alguns acontecimentos recentes que demonstram a amplitude da miséria nacional, a baixeza de tantos, a pluralidade do oportunismo, a corrupção arvorada em afronta desavergonhada, o povo gozado descaradamente. Acções de verdadeiro banditismo. Traições. Enfim, nada de novo; acontecimentos mas não novidades, apenas repetições nojentas.
Um automóvel por dia
Onde é que o Millenium (nome latino escrito correctamente) vai buscar o dinheiro para um auto/dia? Num país onde saber pensar é um atributo raro, a não ser para saber vigarizar e viver na e com a corrupção de que o alto dá o exemplo, a publicidade dificilmente poderia ser mais eficaz. Todos pensam que não faz mal que uns sejam roubados para que outros tenham mais ou outros ganhem o automóvel. Não há capacidade para discorrer que a possibilidade de ganharem é menos que ínfima e que, nisto como em tudo, a corrupção é de quem dirige e atribui a quase totalidade dos prémios, o que reduz ainda mais as chances. A culpa dos roubos autorizados só pode caber a quem os autoriza.
Um parasita favorece a estimulação do desemprego
O parasita que dirige o BP (que outra coisa poderá ser alguém que ganhe mais que várias famílias reunidas?) diz que o governo devia provocar mais desemprego, a que ele chama mobilidade, como noutros países. Mas o parasita não diz que enquanto nesses outros países essa opção foi devidamente preparada. Antes de a possibilidade de despedimentos ter sido adoptada, os governos estruturaram as condições. Reciclagem de conhecimentos especializados de trabalhadores para poderem obter outros empregos dentro de pouco tempo, apoios sociais e indemnizações que lhes permitem viver entretanto e não morrer de fome como cá. O espertalhão não passa disso, um pobre aldrabão enriquecido à custa da miséria geral.
Bons resultados financeiros na saúde
Há cerca de um mês era notícia que a despesa pública com a saúde tinha descido regularmente desde há três anos. Como se deverá interpretar esta descida, face ao modo como os bandos de chupistas nos governos têm tratado o caso? Será por haver muitas centenas de milhares de pessoas sem médico, ou pelo método de assassinar os velhos, tirando-lhes o apoio à saúde que os poderia manter vivos? Também se verificou como o governo anterior dava garantias, quase diariamente, de que o tempo de espera para certas consultas e operações cirúrgicas ia diminuir enquanto, na realidade, se atingia o maior rácio de aumento dos tempos de espera na história nacional. Bem hajam os vigaristas burlões.
Os portugueses exigem melhor
O PR anda a apregoar a sua falsa campanha para a inclusão social, que pretende ser uma mezinha à exclusão que os assaltantes do seu partido nos governos que ele chefiou – de que era, portanto, o primeiro responsável e de que nunca prestou contas nem foi responsabilizado – provocaram ao assaltarem, roubarem e desbaratarem os fundos cujo o uso adequado teria evitado a exclusão. Em consequência, os atrasados mentais portugueses não deram importância, mas estão a pagar em dinheiro, sofrimento e até com a própria vida.
Não obstante os factos, ao inaugurar um hospital já inaugurado, declarou aprovar as diferenças entre os serviços de saúde privados e os do Estado. Estará o ignóbil irresponsável a querer dizer que nos outros países o serviço de saúde é idêntico, sendo a diferença unicamente nos serviços de hotelaria incluídos? Ou será que quando diz que se a discriminação se justifica por os portugueses serem cada vez mais exigentes com os referidos serviços de saúde enquanto que estes são cada vez mais degradados e degradantes?
Incrível monstruosidade
Insulto geral à mentalidade da população
Das declarações da Universidade Independente – após anúncio oficial da sua porta-voz em que seriam "bombásticas" – pode dizer-se que os Himalaias pariram um ratinho branquinho. Que mais se pode concluir, senão que estas declarações "bombásticas" foram submetidas a pressões políticas = corrupção ao mais alto nível. Um governo digno, e honesto formado por políticos também honestos.
O conjunto destes acontecimentos só pode ser interpretado por um insulto geral ao povo, tomando-o por muito mais embrutecido do que aquilo que ele já é. É chamar estúpidos a todos em geral e por isso os tomar. É um acto que só pode ser fruto da maior baixeza moral e de pobreza de espírito, de repugnante impostura e malvadez. É uma afronta nacional de bastardos. É tanto mais grave quando vem do professorado corrupto, que afinal, mais não são que miseráveis indignos.
Não são provas novas, é apenas continuidade. Continuidade no mesmo âmbito de os políticos dizerem que guardam os lugares de chefia e melhor remunerados para eles ou para pessoas de sua confiança, após cada eleição. Lugares a que se deitam de ímpeto ao assalto como salteadores, como se dum espólio de guerra se tratasse. Se em todos os países minimamente democráticos essa necessidade de confiança não tem lugar nem justificação, é de se perguntar: Que poderão ter de tão importante para esconder por pessoas de sua confiança, se não for a corrupção e a ganância?
Mais assassínios planeados
O governo decidiu assassinar uma mulher por dia, consciente e premeditadamente. Como? Simplesmente por lhes recusar o direito à vacina contra o cancro do colo do útero. Segundo estatísticas há muito conhecidas e verificadas, portanto seguras, é este o número de mulheres que se poderiam salvar por ano se tivessem acesso à vacina. Este número seria ainda superior se os corruptos parasitas se ocupassem em pôr de pé um sistema de despistagem gineco-oncológico.
Esta falta aplica-se à maioria das doenças evidentemente, e é pela sua falta que a esperança de vida, que nos outros países não pára de aumentar, em Portugal não só estacionou como até recuou. A prevenção é praticamente inexistente, preferindo-se as despesas com os tratamentos subsequentes. Em seguida suprimem-se os tratamentos para quem não os puder pagar
Os políticos corruptos assassinam assim a população discriminadamente. Alguém ouviu o bando de jornaleiros desinformadores denunciar estes factos? Farão tramóia com os politiqueiros corruptos, ou ajudarão os interesses políticos dos depravados que dominam os interesses das empresas de desinformação?
Malandragem – Rufiagem
Ouvindo José Ribeiro e Castro e Paulo Portas na RTP1, não adiantou nada. Foi uma conversa na continuidade do que já se conhece. O primeiro poderá não ser o que faz falta ao país (ao diabo as necessidades do seu partido), mas pode ser considerado por um dos políticos menos corruptos, o que o distingue da maioria. O outro também se distingue da maioria, mas para o lado oposto. Já conhecemos o fiteiro cínico que é, o cobarde que deu o salto quando as suas ideias e as dos seus pareso no governo foram rejeitadas. O contrário do Guterres, um dos raros políticos honestos que deixou a corrupção para trás por não a poder suportar e não fazer o que a sua consciência lhe mandava.
Quando um político da direita anda por feiras, praças e mercados a sacar votos àqueles a quem pretende tramar, está tudo dito. Pretende impingir a ideia de que defende os interesses daqueles que dependem do sistema de saúde, como ele diz. Contudo, quando esteve no governo, os seus pares tentaram destruir esse sistema por completo, pior ainda do que agora. Só não tiveram tempo. Que vá intrujar o diabo (os seus pares).
Apesar disto, os portugueses estão tão mentalmente atrasados e os confrades do seu partido são tão malvados, que os primeiros continuarão a acreditar piamente nas suas patranhas e continuarão a ser logrados do mesmo modo, enquanto que os segundos nunca escolherão um homem honesto para os chefiar porque em Portugal a honestidade não tem valor, não dá glória nem dinheiro, nem leva a lado algum útil. O tacho é que manda e quem garanto o tacho com a mentalidade da população é o Paulo Portas.
Autor:
Mentiroso
às
09:12
1 mentiras
Tópicos: Miséria nacional
16 de abril de 2007
O TACHO
Como anarquista, este mundo nunca pára de me surpreender. Naturalmente que me refiro às esferas do poder porque, quando a tudo o resto, umas vezes surpreendo-me, outras não. Contudo, há um microcosmo político muito especial onde, neste país, surgem as coisas mais mirabolantes: o das autarquias locais. Confesso que lamento este facto, na medida em que o anarquismo deposita grandes esperanças no poder local. Só que.. não é no português com certeza!
Ora, acontece que a Polícia Judiciária está a investigar a contratação de assessores políticos e técnicos por parte dos vereadores e partidos da oposição na Câmara de Lisboa. Conforme tive ocasião de informar nesta notícia que publiquei no Contracorrente, em causa estão suspeitas de eventuais “ilegalidades na contratação do elevado número de assessores, abuso de poder e falsificação de documentos para pagar horas extraordinárias a avençados que nunca puseram os pés na Câmara”, segundo afirmou fonte da PJ. Em Julho de 2006, existiam, segundo o próprio presidente de Câmara, o Carmona Rodrigues (na foto), 152 assessores, cuja despesa anual rondava os 2,9 milhões de euros!
Francamente, desejo os melhores sucessos - e... boa sorte! - à PJ nesta investigação, para que alguma coisa possa ser feita. Digo-o porque as artimanhas do poder são inúmeras e é enorme a sua capacidade de mascarar as situações mais escandalosas. Apesar do 25 de Abril e da Constituição da República Portuguesa, o poder em Portugal continua a viver, ainda e sempre, do mesmo. Do que o povo sempre chamou o TACHO!
(Publicado originalmente n' O Anarquista, a 10 de Abril de 2007)
Autor:
Savonarola
às
12:51
0
mentiras
12 de abril de 2007
Frase de Milôr Fernandes
As frases que se tornaram célebres têm o condão de nos fazer meditar sobre as realidades da vida que, possivelmente, sem elas, nos passavam menos perceptíveis. O humorista, escritor e desenhista brasileiro Milôr Fernandes que se distinguiu na revista Cruzeiro com «o amigo da onça», disse um dia a propósito da corrupção nos tempos do Presidente Collor de Mello a seguinte frase:
«É preciso roubar hoje porque amanhã pode ser ilegal». Quando um amigo, num almoço de confraternização de hoje, me recordou esta tirada, logo me lembrei que ela também se aplica às realidades que se estão a viver em Portugal.
O Engenheiro (este formou-se no Instituto Superior Técnico!) João Cravinho quis que a AR iniciasse um corpo de legislação que combatesse a corrupção e o enriquecimento ilegítimo, mas a sua iniciativa não vingou porque os poderosos devem ter levado a sério as palavras humorísticas do Milôr, e o resultado foi o Cravinho ter ido para um exílio dourado no estrangeiro de onde não pode incomodar os ambiciosos que acham que «O poder só tem significado quando é usado» e abusado. E o cenário mantém-se em tudo quanto é autarquias, apito dourado, e muitas outras instituições públicas, de onde sai fumo com mais frequência do que o desejado.
Parece que os Poderosos estão com medo de serem afogados de repente e querem governar-se antes do fim, antes de vir a ser proibido. Para o náufrago, qualquer tábua, qualquer sombra, qualquer fantasma, contém em si a força da esperança de salvação. Os nossos notáveis agem como náufragos que se imaginam a afundar se, rapidamente, antes de obterem prestígio e consideração da parte dos outros. A ostentação, a vaidade de bem vestir, de um título de campeão em qualquer coisa, ou de grau académico e a visibilidade, passam a ser o móbil dos comportamentos, pisando os limites do bom senso e da ética e caindo no ridículo, na mentira, no embuste, nas falsas promessas, no faz-de-conta. Receiam perder as posições antes de enriquecerem, porque o dinheiro constitui para eles o único valor que julgam respeitável.
Mas, o povo, apesar de pouco esclarecido, é-o no grau suficiente para não comer toda a publicidade enganosa, para não acreditar nos vendedores de banha da cobra, para não aceitar todas as aparências.
Os detentores do Poder devem convencer-se de que o Milôr Fernandes era um humorista e o emitir aquela frase, estava a caricaturar a situação e não a dar mandamentos de boa conduta!!!
Autor:
A. João Soares
às
23:41
3
mentiras
10 de abril de 2007
"CAPRICHO ARBITRÁRIO"
Num Estado democrático deixado ao capricho arbitrário de uma maioria, por vezes, a liberdade, dever moral da pessoa, transforma-se numa pretensão tirânica de dar libre curso aos impulsos e aos apetites humanos, em detrimento de outrem. A igualdade degenera num nivelamento mecânico... Sentimentos de honra, actividade pessoal, respeito da tradição, dignidade, tudo, em suma, que dá valor àvida, perece, pouco a pouco, e desaparece. Apenas sobrevivem, de um lado, as vítimas enganadas pela fascinação aparente da democracia e "contrabando academico" dos seus "endeusados" mentores, que na sua ingenuidade, confundem com o espírito de liberdade e de igualdade; e, por outro, os aproveitadores, mais ou menos numerosos, que souberam, pelo poder do dinheiro ou..."outros"..., assegurar, para si, uma privilegiada "porta" para a conquista do próprio poder. O resto eu não digo...cabe a cada leitor deste blogue, faminto de verdade, informação, segurança, certezas; entender os "sinais, os "slogans" os labirintos da justiça e o Artº 13º da Constituição da Republica Portuguesa - que consagra os direitos fundamentais de igualdade perante a lei - sob pena de indivíduos, cujos comportamentos são aparentemente "normais", contribuirem para o que «Cícero» disse: "nada mais temível que a besta feroz que toma a forma e o nome de povo" (De Republica, II, XXXIII).
Autor:
Paulo
às
15:03
31 de março de 2007
Doutores e coronéis da nossa praça
O jornal Público, no legítimo exercício da liberdade de informação consagrada na nossa Constituição - para mal de muitos membros do poder, que bem gostariam de ver, não só esta, como tantas outras liberdades abafadas – resolveu investigar recentemente a carreira académica do primeiro-ministro, o nosso bem tristemente conhecido José Sócrates. E este respeitável órgão de comunicação da nossa praça descobriu irregularidades e falhas no processo conducente à sua licenciatura, apresentadas nesta notícia, cuja leitura sugiro. Depressa esta investigação se tornou num facto político que, como anarquista, me sinto no dever e prazer de comentar.
Divulgada esta situação, logo se levantou um pé de vento – como refiro nesta notícia que publiquei no Contracorrente - com o principal partido da oposição, o PSD, a exigir esclarecimentos ao gabinete do Sócrates, como se de elevada matéria de Estado se tratasse. Vai daí, o gabinete do primeiro-ministro emite uma nota em resposta (infeliz, a meu ver), assinada pelo Sócrates, na qual este considera “lamentável que se utilize a situação actual da Universidade Independente para se atingirem os seus antigos alunos” e “lastimável que o jornal Público se disponha a dar expressão e publicidade a este tipo de insinuações”. Insinuações? A dura e crua realidade, digo eu!
Sendo assim, o que é que está em questão nesta pequena polémica desta pequena República das Bananas (RB)? Para mim, como anarquista convicto - que não chegou a concluir o seu curso de História, diga-se em abono da verdade – o ponto fulcral é este e só este: enquanto que, na maioria dos países europeus considerados desenvolvidos e nos tristes States de má memória, todos os simples licenciados são tratados por “Senhor”, à compreensível excepção dos médicos (porque estudaram muito, muito mais anos do que os outros e se especializaram, basicamente, soando as estopinhas do allgarve), nas RB são tratados por “Doutor”; mesmo aqueles que nem sequer o são, efectivamente... Agora concluo: o que este país tem sofrido às mãos dos dótores e córónéis que se têm instalado no poder e no aparelho de Estado, ao longo de décadas de pura ignorância!
(Publicado originalmente n' O Anarquista a 25 de Março de 2007)
Autor:
Savonarola
às
09:52
4
mentiras
28 de março de 2007
ELOGIO AO GOVERNO
Do alto destas fragas (Do Mirante), enquanto as minhas cabras procuram as melhores ervas para se alimentarem, após cheirarem todas e fazerem a comparação que baseie uma boa escolha, olho a planície, lá em baixo, um pouco toldada pela neblina matinal, e vou ouvindo as notícias que a minha estação de rádio preferida me traz quase em permanência. Isto da rádio e o que ela nos ensina é um milagre da evolução da história da tecnologia. O meu avô não tinha rádio, o meu pai tinha um matacão a pilhas, pesado como um tijolo de 20 furos e as pilhas duravam pouco e custavam muito. Eu já comecei pelos transístores de grande tamanho e agora tenho um do tamanho de uma caixa de fósforos, com microprocesador, e nem gasto dinheiro em pilhas, pois uso uma pequena placa solar que, quando me desloco, dependuro nas costas da samarra para continuar a captar a energia solar. Realmente, o mundo tem evoluído muito e a história não volta atrás, não tenham medo os que os que se assustaram com a escolha popular do «melhor português» pois ele não ressuscita, embora muitos dos seus apologistas o desejassem. Mas, cuidado! Dentro em pouco pode aparecer outro que, em vez de nos obrigar a ter bilhete de identidade, nos obrigará a ter cartão único, chip implantado abaixo da clavícula direita, etc.
Peço desculpa de me ter desviado do rumo desta «conversa em família»; é que as ideias são como as cerejas e, por melhores que sejam, estão sempre sujeitas a tráfico de influências a pressões, a lobies de outras que, não sendo melhores, quanto a lógica, senso, eficácia e perspectivas de resultados, estão apoiadas por poderosas forças ocultas que as tornam vencedoras. Essa moléstia está muito vulgarizada, mesmo nas ideias.
Queria elogiar o Governo, não pela evolução do rádio de transístores ou de microprocessador, mas pela notícia que ouvi acerca do controlo mais apertado dos gestores públicos que se espera venha acabar com os escândalos de que, a cada passo, temos conhecimento pela Comunicação Social e pelos e-mails e blogues. É bom que não tenha faltado coragem aos governantes para tomarem esta iniciativa, mas é desejável e imprescindível que tenham persistência e perseverança para detectar o incumprimento e as «habilidades» que surgirão da parte de muitos para furar o sistema e continuar a mamar por várias rubricas, diversos títulos e pretextos.
Os meus conterrâneos, todos meus amigos, vão ficar muito contentes quando, logo ao fim da tarde, depois de recolher as cabras ao redil, me encontrar com eles na tasca do Zé, para beber um copo de tinto que dizem fazer bem ao coração e às artérias, e lhes contar esta novidade. De manhã, quando passei por lá para tomar o mata-bicho, um cálice de bagaceira e três figos secos, eles estavam furiosos a dizer as piores do Jorge Figueiredo que se despediu por um pretexto caprichoso que veio a verificar-se não ser realista e que, apesar de se tratar de desemprego voluntário, ficou a receber por mês trinta (30) salários mínimos, isto é, ele sem nada fazer, ganha tanto como trinta chefes de família cá da terra em troca de trabalho diário a tempo inteiro com risco e muito esforço físico e, com isso, têm de alimentar a família. Dá que pensar e os vizinhos estavam mesmo danados com esse caso e, ainda mais, por virem à conversa outros casos como os das empresas autárquicas, da Galp, da PT, da CGD.
Mas daqui destas fragas, olhando a vastidão do espaço, por onde espraio as minhas cogitações estimuladas pela rádio, fico com largo receio de que isto irá logo começar mal, porque não deixará de haver excepções para amigos dos detentores do Poder. Na Galp e na CGD não deixarão de aparecer Gomes e Varas para, sem nada fazer, aumentarem os seus próprios activos. Não vai longe o tempo em que os gestores mudavam de fracasso em fracasso até à TAP, lançando-a quase na falência de que foi salva por um estrangeiro, contratado segundo o comprovado estilo futebolístico, seguidor do culto da excelência, da eficácia, da gestão por objectivos e da avaliação por resultados. Este é um exemplo que já devia ter sido aprendido e posto em prática, mas a que ninguém tem ligado. Os portugueses, em geral, somos avessos ao método e à dedicação sustentada. E os maus hábitos demoram muito a serem perdidos. É precisa uma terapia intensa e continuada para conseguir a cura e a recuperação. Será que o Governo terá a paciência e a vontade férrea para não voltar atrás e para conseguir, com êxito, implantar a ética, a moral e a legalidade?
Oxalá que sim. Força «camarada» Sócrates!!!
Sugere-se a leitura dos seguintes posts que, de forma mais ou menos directa, ajudam a compreender este tema.
Haja vergonha no Poder
Temos que apertar o cinto?
Maus governantes ao sabor de manifestações
Onirismo de alguns governantes
2007 - AEIOT
Portugal a saque, impunemente
Autor:
A. João Soares
às
19:29
0
mentiras
26 de março de 2007
UMA LUZ DE ESPERANÇA? OU DE RECEIO?
Quem costuma ler os meus textos com assiduidade já se deve ter apercebido de que procuro ser sereno, racional, sem me deixar dominar por entusiasmos fáceis, evitando conflitos, radicalismos e extremismos, procurando sempre o império do bom senso, através da compreensão e do diálogo calmo. Mas também tenho dito que, dado o desgoverno da sociedade que, por motivos vários, tem sido anestesiada, permanecendo numa modorra, em que predomina a indiferença, a apatia e o desleixo, torna-se necessário um abanão que a faça acordar e passar a utilizar os neurónios individuais, resistindo a manipulações exteriores. Uma análise sem nada de profética conduz à conclusão de que as próximas gerações, depois de acusarem os seus pais e avós do estado degradado em que recebem o País, hão-de restaurá-lo, certamente à custa de actos disciplinadores, didácticos, moralizadores, que poderão atingir alguma violência e repressão.
Para ler mais clique aqui
Autor:
A. João Soares
às
18:01
0
mentiras
25 de março de 2007
Completa insanidade

Este governo não pára de nos surpreender. Pergunto-me inclusivamente se não será esse o propósito das suas acções políticas, diria mesmo que para encobrir outras situações ainda mais dúbias e democraticamente condenáveis, que não seria do interesse destes governantes que caíssem na praça pública, por medo do linchamento popular. Porque isto é um facto: só recebemos a informação que os media nos transmitem. A outra, confidencial, muito confidencial, só o Estado é que conhece.
Como anarquista, venho aqui insurgir-me contra um novo facto criado por este governo e que classificaria, pelo menos, de surrealista. O ministro da Economia, o Manuel Pinho – sim, o da gaffe da mão-de-obra barata portuguesa, lá na China – fez, na sexta-feira passada, o lançamento de uma nova campanha de promoção do turismo do Algarve, envolvendo uma brutalidade de um investimento de nove milhões de euros. E qual foi o nome que atribuiu a todo este projecto? Allgarve! Com dois "l"!
Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no Contracorrente a propósito desta completa insanidade. Naturalmente, não se fizeram esperar a indignação e a revolta por parte de autarcas e políticos do Algarve. Por exemplo, o presidente da Junta Metropolitana do Algarve, o Macário Correia, afirmou que o primeiro-ministro, o Sócrates, “deve ajuizar se este ministro está em condições de continuar no cargo”. Pelo meu lado, evidentemente que acho que não. Se toda esta situação não fosse dolorosamente real, eu diria que era até uma boa anedota sobre o actual governo de Portugal.
(Publicado originalmente n'OAnarquista, a 20 de Março de 2007)
Autor:
Savonarola
às
12:42
1 mentiras
24 de março de 2007
HAJA VERGONHA NO PODER
Gestores pagos a peso de ouro
Tenho ouvido dizer, em tom que me parece irónico e provocatório, que Portugal não é um País de gente séria e honesta, salvo algumas honrosas excepções. São apresentados em apoio desta afirmação a corrupção que o PGR disse, há dias, não ser condenada pela generalidade da população (talvez por não haver quem não tenha um «habilidoso» na família ou nas suas relações); os autarcas eleitos sem apoio de partidos e com processos graves em tribunal, as polémicas escandalosas acerca da impunidade de actos menos legítimos de governantes e políticos em geral; do «entachamento» de filhos, familiares e amigos de políticos; das decisões tomadas em cima dos joelhos que depois são objecto de recuo; da Ota; do TGV; do «apito dourado»; da paragem da barragem de Foz Côa; do atraso com que se avançou para a energia eólica para não colocar em risco as aves (agora já devem ter uma apólice de seguro!); do metro do Porto; do metro do Terreiro do Paço das licenças de obras em Lisboa; do mau funcionamento da Saúde que estimula as clínicas privadas; das demoras e decisões dúbias da Justiça, etc. etc.
Mas apesar de todos esses e muitos outros argumentos, tenho procurado esforçar-me para não acreditar em tão pouca ética da generalidade dos meus compatriotas e sempre quis acreditar que, nas eleições, os votos fossem expressos conscientemente para escolher os melhores representantes e defensores dos seus legítimos interesses colectivos, do ponto de vista ético, técnico e cultural e que os eleitos usassem os melhores critérios para escolher os seus colaboradores a fim de bem desempenharem as funções que lhes foram confiadas.
Mas esse meu esforço de credulidade não conseguiu ser suficiente para afastar dúvidas. Por exemplo, não compreendo que os governantes criem défices permanentes e, para procurarem evitar o seu crescimento astronómico, usem o truque já muito gasto de irem aos nossos bolsos de toda a forma e feitio. É que pensava que eles se preocupavam, prioritariamente, em melhorar a nossa qualidade de vida em todos os seus variados aspectos.
E, desta forma, a ilusão ia desaparecendo, com frequentes notícias de abusos do Poder no sentido do enriquecimento ilegítimo (como dizia João Cravinho, antes de ser «exilado») de governantes e seus apaniguados e cúmplices, das autarquias e instituições sentadas á mesa do erário.
Mas a democracia, apesar de muitos defeitos, permite alguma transparência ocasional, principalmente quando à frente do Tribunal de Contas se encontra um homem honesto e patriota. E, por isso, graças a essa Instituição que leva a sério a sua função, soube-se agora que numa auditoria do Tribunal de Contas (TC) aos vencimentos e remunerações acessórias dos gestores empresas municipais se concluiu que metade dos seus administradores receberam, durante 2003 e 2004, vencimentos e despesas de representação que excederam os limites impostos pela Lei.
O TC concluiu ainda que em quase 30% das empresas municipais, onde os administradores acumularam essas funções com as de autarcas locais, os seus salários conjuntos ultrapassaram em 75% o vencimento máximo do Presidente da República, incluindo despesas de representação. Além dos vencimentos, o TC encontrou inúmeras irregularidades na utilização de viaturas, de cartões de crédito e de telefone de serviço, tendo em quase um terço das empresas sido atribuídas viaturas de serviço a membros do conselho de administração, "para uso pessoal ou indiferenciado" sem que esse benefício estivesse previsto na Lei ou sequer, autorizado". Acresce ser frequente gestores destas empresas decidirem o valor dos seus próprios salários e remunerações acessórias.
Quanto ao número das empresas municipais e intermunicipais existentes, o Estado parece desconhecê-lo, com rigor. Depois de cruzar os dados da Direcção Geral das Autarquias Locais e da Associação Portuguesas de Empresas Municipais, em meados do ano passado, o DN chegou a identificar 169 empresas, 21 participações de municípios em empresas de capitais maioritariamente públicos, oito empresas intermunicipais e cinco empresas de capitais públicos. E o próprio presidente da associação de empresas municipais, Carlos Soares Alves, reconheceu então ao DN que algumas delas não tinham razão de existir.
Segundo o Jornal de Notícias, são referidas três das muitas situações reveladas por uma auditoria do Tribunal de Contas (TC): o administrador delegado de uma empresa municipal (EM) a auferir um salário mensal de 8800 euros, superior ao do presidente de outra, maior e de gestão mais complexa; um autarca que ao seu vencimento adiciona verbas recebidas como presidente de empresas municipais, excedendo os valores máximos autorizados em caso de acumulação de funções; um outro autarca que recebe um prémio de gestão pelo desempenho numa empresa que apresenta resultados negativos.
Perante as omissões do diploma de 1998 e a proliferação de despachos governamentais "casuísticos e avulsos", as remunerações foram sendo fixadas quase "a la carte", havendo apenas que escolher a lei que mais lhes interessar, o que deixa muito a desejar quanto à competência dos órgãos legislativos nacionais. Nuns casos, com base no Estatuto dos Eleitos Locais, noutros no do Gestor Público, noutros ainda no dos dirigentes municipais. Daí que o tribunal recomende a introdução de "regras claras e inequívocas, por forma a garantir o respeito por critérios de legalidade, exigência e moralização", essenciais em tempo de contenção da despesa.
Perante este balde água fria que arrefeceu o entusiasmo de quem acredita na boa fé dos detentores do Poder, ficamos a compreender para que é que nos obrigam a apertar o cinto e quem beneficia com o nosso sacrifício de contribuintes. E, mais uma vez, se recorda o apelo feito pelo então PR Jorge Sampaio, na sua visita ao Sátão, para a luta contra a campanha anti-política, como se essa luta devesse partir dos cidadão e não dos próprios políticos que, em vez de se preocuparem com o seu enriquecimento ilícito, abusivo, imoral e sem vergonha, deviam preocupar-se em constituir um bom exemplo e um modelo a seguir pelos seus eleitores. Deve haver vergonha no Poder. Ficamos na dúvida se vale a pena votar ou se devemos abstermo-nos de colaborar nesta fantochada da alternância de corruptos e sugadores do dinheiro de quem trabalha arduamente para alimentar o erário de que os vampiros se servem sem qualquer pejo.
Autor:
A. João Soares
às
18:40
1 mentiras
20 de março de 2007
OS POLÍTICOS E O RELVADO DOS ESTÁDIOS
Numa época em que muitos dirigentes políticos apoiam irracional e ilicitamente o futebol, por constituir um factor alienante e anestesiante para desviar a atenção das pessoas – a Nação – dos autênticos problemas colectivos, aparecem pensadores a dizer que a Nação tem tanta importância para os governantes como o relvado para os jogadores de futebol. É ignorada nos tempos normais e só é lembrada em vésperas de eleições como fonte de votos em época de crise como fonte potencial de mis impostos, mais limitações de direitos, liberdades e garantias e de regalias a que deve submeter-se sem a mínima hesitação. Segundo eles, a Nação não é para ser apoiada e protegida, mas sim para ser explorada.
Isto parece exagerado, mas, na realidade, as notícias tornam, cada dia, mais claro que o relvado dos estádios não entra nas análises dos grandes derbies, não é tida em consideração nos ensaios das melhores tácticas. A Nação também não. Os exemplos são frequentes e um deles foi ontem notícia com o último conclave do CDS-PP. Não transpirou uma qualquer referência aos problemas do País e dos cidadãos, ao prolongado aperto d cinto sem se verem melhorias da qualidade de vida, a não ser a dos políticos nas suas remunerações directas e indirectas, direitos e benesses, Não saiu qualquer hipótese de solução para melhorar a governação a bem do povo trabalhador e contribuinte. O que veio a lume foi a competição aguerrida para os lugares que dão visibilidade, notoriedade benesses. Houve ofensas primárias, sempre à volta das regras estatutárias e dos apoios delas retiráveis. Igual situação se tem vivido no CDS em que a corrida ao poder está às vistas de todos O mesmo se viu no PS com as posições tomadas por pequenos grupos que se estão a pôr em bicos de pés, em que sobressaem as divergências acerca das políticas de saúde, da Justiça, da segurança Interna, dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, da Educação, da Ota e do TGV. Em todos estes casos, não se argumenta com os interesses nacionais, mas sim com a vantagem no campeonato interno da corrida ao Poder. Ao povo – a relva – é para pisar sem contemplações pra não se perder a concentração sobre o verdadeiro objectivo – derrotar o adversário – meter golos da baliza contrária.
Com políticos assim, confinados a olharem para o próprio umbigo e a perspectivarem apenas os seus benefícios, o povo - relva – continuará ser pisado repetidamente... até que decida manifestar-se abertamente com visibilidade transportada pela comunicação social. Com lógica, com racionalidade, nada se consegue. No mínimo, tem de haver manifestação, que tem provado ser eficaz para os ministros recuarem as decisões insensatas que tinham tomado, e se as manifestações não forem suficientes, poderá advir violência, numa escala inicialmente controlada, mas com grave perigo de ultrapassar os limites convenientes.
Enquanto, alinhava estas reflexões vi, no Jornal de Notícias , a notícia «Vitorino tem dúvidas sobre a localização» do Novo Aeroporto de Lisboa, em que este militante do PS, com conhecida clarividência e seriedade, sugeriu ontem ao Governo que desse resposta às "dúvidas" levantadas por um estudo da NAV sobre o aeroporto da Ota e acabou por chamar a atenção para "o que disse o Presidente da República", apontando a necessidade de o estudo custo-benefício da Ota "responder às dúvidas sobre o prazo de validade, a ligação à base da Força Aérea e a obra de engenharia". Esta posição, semelhante a outras anteriores fazem lembrar a forma digna como abandonou as funções de MDN no Governo Guterres, que devia constituir exemplo para muitos dos actuais governantes.
Autor:
A. João Soares
às
19:42
0
mentiras
16 de março de 2007
A metamorfose política assustadora
Cada vez mais assisto a uma metamorfose política assustadora do governo que nos coube em triste sorte. Como anarquista, tenho assumido aqui uma acção de denúncia dos erros e abusos do poder. É por esse motivo que venho novamente denunciar outra facada cometida por este governo aos interesses do cidadão, que de socialista só tem o nome. Sugiro que leiam a esta notícia que publiquei no Contracorrente a propósito desta nova traição.
O governo vai encarregar entidades privadas de fundos de pensões de gerirem dez por cento – 600 milhões de euros – do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Isto significa que, pura e simplesmente, o Estado abdica de parte das suas responsabilidades. Por outro lado, também sugere subliminarmente que o próprio Estado reconhece a sua incompetência para gerir a coisa pública. Nesse caso, para que serve? Porque é que dispõe de funcionários, muitos deles competentes e subaproveitados? Outros, até, despedidos.
Numa atitude que me parece semelhante à de “salvar a face” - não nos esqueçamos que o governo se imagina socialista – o secretário de Estado da Segurança Social, o Pedro Marques (confesso que não o conhecia, senão da foto que publico, onde ele está à direita, em ponto pequeno...), disse que a gestão dos 600 milhões de euros de reservas públicas será através de concursos com “regras rigorosas”. Naturalmente, não ignoramos a natureza destes concursos. Sem regras, nem rigor. No entanto, o que considero ainda mais grave nesta decisão é a entrega a empresas privadas, de cariz capitalista, do dinheiro dos cidadãos. É esta a metamorfose deste governo, de que falei no início. Metamorfose de socialista em neoliberal.
Autor:
Savonarola
às
04:42
15 de março de 2007
O INTERIOR PORTUGUÊS ESTÁ OSTRACIZADO
Há realidades que já não surpreendem quem, do alto os seus cabelos brancos, costuma observar com atenção o que se passa neste rectângulo lusitano. Mas como parece haver muita gente sentada em fofas cadeiras de espaçosos gabinetes que desconhece as realidades do Portugal profundo, vale a pena recordar aspectos que embora vulgares podem parecer de outro País do longínquo terceiro Mundo.
O amigo bloguista Mário Relvas expõe com detalhe no seu blogue «Aromas de Portugal» as suas impressões
daquilo que observou numa viagem que fez a Vale de Azares, nomeadamente, às imediações da capela de S. Brás, no Concelho de Celorico da Beira, terra do afamado queijo da Serra. Não vou aqui repetir aquilo que ele diz num português bem compreensível e sentido pelo seu coração de dedicado cidadão patriótico, deixando à Curiosidade dos leitores a consulta do link atrás deixado. Mas não posso deixar de me referir à recordação (citada de memória) duma colecção de textos das lições do general Kaulza de Arriaga. ao Curso de Altos Comandos, em Pedrouços, nos últimos anos da década de 50, em que dizia: Afirma-se que Portugal é um País agrícola; mentira, é apenas um País pedrícola. Pouco tempo depois dessa leitura, ao entrar de Espanha por Vilar Formoso, olhei com mais interesse para a paisagem dum e outro lado da estrada, enquanto deixava para trás as terras da Guarda, Celorico, Fornos de Algodres, Mangualde, com a ideia de que aquele esclarecido pensador bem podia estar a fazer uma futurologia profética, perante a evolução das modernas tecnologias.
Embora não conheça em pormenor as terras do queijo da serra, conheço-as suficientemente para compreender muitos dos seus problemas. Terras de uma agricultura artesanal de minifúndio, sem dimensão para a mecanização rentável e competitiva, presta-se a uma pecuária pastorícia com boas perspectivas se os produto lácteos forem devidamente explorados. Mas a falta de condições dadas pelo Poder à vida das populações tem originado a fuga das pessoas válidas para as cidades mais próximas, para o litoral e para o estrangeiro em busca do que lhes falta na sua terra natal. Restam os idosos sem forças para reiniciar nova vida em terras estranhas. Com eles ficam muitas vezes os netos para não constituírem estorvo aos pais até que estes se instalem com carácter definitivo. Mas até estes netos estão com dificuldades por lhes fecharem as escolas, em acumulação com o encerramento de urgências, centros de saúde, etc. Os emigrantes, ainda presos ao País natal pelo arreigado portuguesismo da infância (quando isso era ensinado nas escolas), investiram as poupanças em casas no campo, em propriedades herdadas dos antepassados, com a ideia de que nelas viriam passar os últimos dias. Mas as casas lá estão, novas, bonitas embora do tipo «maison», mas condenadas a nem serem utilizadas regularmente, porque, depois de velhos, não será solução inteligente irem isolar-se longe de qualquer apoio de saúde, de qualquer hipótese de socorro em caso de necessidade próprio da idade. Por sua vez os herdeiros, ou nascidos no estrangeiro, ou nele criados, nem sequer estão muito interessados em passar férias em Portugal, preferindo lugares mais a seu gosto.
O Portugal profundo, o País interior, está condenado ao ostracismo, ao despovoamento, ao deserto. Quando desaparecerem os actuais habitantes, já muito perto do fim, nada mais restará. Só as pedras a que se referia Kaulza de Arriaga, e que para nada servem por não haver quem saiba ou as queira aproveitar.
Dirão que ainda estamos a tempo de inverter a tendência de despovoamento. Talvez. Mas seria necessário agir sem pressas mas sem perda de tempo. Falta sensibilização e competência de governantes e autarcas, como se tem verificado diariamente, com os faróis apontados para o litoral e os raciocínios enviesados para o economicismo. O caso do povoamento de Vila de Rei, com base e imigrantes brasileiros, colocou em evidência que estes problemas não se resolvem com apenas voluntarismo, mas exigem competência, realismo e consciência de todos os factores em jogo, em que predomina a certeza de que as pessoas não podem ser manipuladas como se fossem coisas.
Autor:
A. João Soares
às
07:29
2
mentiras
Tópicos: Desertificação, Interior
13 de março de 2007
ONIRISMO DE ALGUNS GOVERNANTES
Governar não é sonhar. É preciso ter os pés assentes na realidade
Há notícias que nos caem em cima com tal agressividade que não podem passar despercebidas, por mais que queiramos ignorar os absurdos que ocorrem até à linha do horizonte. A mais recente veio da área da Justiça, de onde, de uma forma ou de outra, já pouco nos pode surpreender. Parece que desde há meses tudo ali está cada vez mais na mesma!
Agora, o ministro admite vir acabar com as férias judiciais! Quanto ao termo admitir, temos de convir que, em fase de estudo, antes de tomar uma decisão, são de admitir todas as modalidades de acção. Recordo um chefe que tive que, no momento de formular as eventuais hipóteses de solução, dizia com ar teatralmente solene: meus senhores, agora a asneira é livre. Efectivamente, nesse exercício de inovação e criatividade, poderiam surgir soluções pouco habituais mas boas e eficazes. Mas, logo a seguir, ao analisar-se cada uma das potenciais soluções elencadas, havia algumas que não mereciam dois segundos de análise. E, no fim, só saía do grupo a decisão do chefe, após este ter considerado todos os prós e contras de cada modalidade, e escolhido a melhor, ou menos má. O ministro não segue essa escola e, possivelmente, não segue qualquer escola de preparação de decisões.
E o mais grave é que não apresentou razões para «admitir» tal coisa. Pelo contrário, tanto o sindicado dos juízes como o bastonário da Ordem dos Advogados explicaram de forma muito convincente os inconvenientes de tal hipótese onírica. Como cidadão interessado no eficientemente funcionamento do País, não me custa aceitar as explicações dadas por juizes e advogados e considerar a «admissão» do ministro como o resultado de um sonho, um acto onírico de quem acordou com vontade de fazer figura, criar algo de novo, mesmo revertendo em prejuízo para o País (população em geral), com despesas evitáveis, inúteis e contraproducentes e que não constitui uma boa solução para um verdadeiro problema.
Imagine-se se a brilhante ministra da Educação resolve acabar com as férias escolares e permite a professores, alunos e auxiliares terem férias ao longo do ano, a seu prazer! E, por outro lado, isto passa-se numa época em que as empresas, grandes ou pequenas, resolvem fechar para férias do pessoal, por isso lhes ser mais vantajoso do ponto de vista da rentabilidade e da produtividade. Como o ministro beneficiaria em conversar com o Víctor do restaurante das arcadas do Estoril sobre o problema das férias simultâneas ou desencontradas. É que uns sabem e sentem o resultado das suas decisões, outros sonham e ousam «admitir» com a arrogância, a soberba, a vaidade, o autoritarismo de quem brinca infantilmente com o dinheiro dos outros (de todos nós).
Autor:
A. João Soares
às
18:50
2
mentiras
O Assassínio dos Velhos e dos Doentes
Mais uma notícia duma nova desgraça. Há pouco tempo, num casal de idosos, o marido matou a mulher doente e em seguida suicidou-se. Porquê? Esta semana, um pai matou a filha doente. Porquê?
Não vale a pena dar as respostas. Todos sabem porquê, assim como quem foram os verdadeiros assassino que se limitaram a usar as mãos daqueles a quem tornaram a vida impossível a este ponto. No entanto, estes assassinos continuam a lavar-se as mãos, a desresponsabilizar-se e têm o arrojo de verdadeiros assassinos, pelo modo como originando o mal que semeiam, continuam a berrar bem alto que o que fazem é para bem da população. Que fariam se assim não fosse?
E porquê isto? Só há uma resposta: porque a população se deixa imolar no altar dos deuses políticos malditos. Se não se reclama, aceita-se.
O mesmo vai acontecer com os futuros reformados. Aqueles que vão hoje a meio da idade ou do caminho da reforma vão sofrer o seu próprio silêncio e consentimento fundo na carne. Consentir agora que os governos tomem estas medidas, é um consentimento tácito e uma aprovação incontestável de tais medidas. Quando lhes chegar a altura de pagarem pelo consentimento, jamais terão razão para reclamar. Tal como os casos ultimamente conhecidos, muitos se matarão e matarão os seus próximos devido a estas medidas sem o mínimo motivo de reclamação, pois que o consentiram.
Se malvados deste género nos matam, devolvem-nos o direito de os matarmos nós. A não esquecer. Se não tomarmos a nossa vida nas nossas mãos, os malditos irão destroçá-las. Dúvidas? Não no-lo demonstraram já e suficientemente? Just wait and see.
Autor:
Mentiroso
às
01:04
4
mentiras
12 de março de 2007
Um grande ordenado
Aqui vai mais um dos motivos pelos quais continuo a achar a minha acção como anarquista fundamental, no contexto desta política à portuguesa, que nunca deixa de nos surpreender. O Expresso avançou com um "furo", segundo o qual o Paulo Macedo, o director-geral dos Impostos, ia abandonar o cargo que ocupa desde 2005, onde era considerado um às. Acontece que o Paulo Macedo ganhava, no exercício desta função, mais de 23 mil euros brutos!
De acordo com a lei vigente, qualquer pessoa que ocupe um cargo no funcionalismo público não pode ganhar mais do que o primeiro-ministro, ou seja, um pouco mais de 5.360.85 euros. Portanto, o Paulo Macedo - por qualquer milagre ou manigância política - estava a ganhar uma brutalidade vergonhosa. Embora eu próprio tenha procurado apurar desde quando é que esta situação vigorava, não consegui saber, o que também me leva à conclusão de que a informação de que os cidadãos dispõem está controlada, amordaçada.
O Teixeira dos Santos, que é o ministro das Finanças e, portanto, o superior hierárquico do Paulo Macedo tentou, e cito o Expresso, "encontrar outras formas de remuneração que permitissem a Macedo continuar". Seria uma casa com piscina à beira-mar, uma oferta por baixo da mesa de dois carros topo de gama, benefícios fiscais, participação como accionista numa das empresas do Estado? Mistério... Mas o Macedo, teimoso, não quis e prefere voltar para o BCP, onde era quadro (topo de gama). Para finalizar, digam-me lá se não é de acabar definitivamente com tanto abuso?
(Publicado originalmente n'O Anarquista, em 28 de Fevereiro de 2007)
Autor:
Savonarola
às
10:14
1 mentiras
Tópicos: Função Pública, Ordenados, Paulo Macedo, Teixeira dos Santos
9 de março de 2007
MINISTRO DA SAÚDE AVANÇA E RECUA
Ministro admite recuar na legislação antitabaco
DN, 070309
O ministro da Saúde admitiu ontem fazer alterações ao anunciado pacote legislativo que interdita o consumo de tabaco em espaços públicos fechados. O recuo de Correia de Campos ocorreu ontem, numa reunião com deputados socialistas em que ouviu várias críticas.
Parlamentares como Afonso Candal e Ricardo Freitas consideraram excessivas as restrições em bares e restaurantes. A proposta governamental proíbe o fumo em estabelecimentos com menos de cem metros quadrados e um limite de 30% do espaço disponível a fumadores nos bares e restaurantes com mais de cem metros quadrados. (...)
"Temos de nos demarcar de situações repressivas que põem as pessoas a fumar nas escadas", disse ao DN Ricardo Freitas (...)
"Uma coisa é a preocupação com os direitos dos não fumadores, outra é perseguir os fumadores. Alinho na primeira, não na segunda", disse Afonso Candal ao DN.
NOTA: Por uma questão de humanidade e de solidariedade, lamento que o ministro se sinta constrangido a recuar numa das suas arremetidas, contra o povo português. Um homem que se tem mostrado tão arrogante, detentor da «verdade única», o mais sábio de todos, deve sentir-se num sofrimento atroz, ao ter de da um passo atrás mesmo que seja muito pequeno.!!!
Tudo lhe tem corrido mal, desde as manifestações contra o fecho das maternidades, das urgências, dos centros de saúde. Com tantas situações deveras dolorosas, conclui-se que o seu apego ao Poder é superior a tudo e que de tudo é capaz para se manter, embora a corda esteja muito bamba. Mas todos estes desgostos teriam sido evitados se o ministro tivesse preparado bem as suas decisões, antes de elas saltarem para o público: boa análise e diagnóstico do problema e de cada um dos seus factores, formulação das possíveis soluções e comparação de todas elas entre si, quanto a efeitos futuros, vantagens e inconvenientes, antes de escolher a melhor delas. Nestes passos não devia deixar de ouvir os interessados, para não ter de se surpreender com as suas sérias opiniões, depois de se ter comprometido com uma decisão precoce, inadequada e mal fundamentada. Se a decisão de que agora tem de recuar lhe foi proposta por assessores e consultores, liberte-se deles, porque não estão a prestar um bom serviço nem a si nem ao País.
E isto também mostra que o PM não tem facilidade em escolher outro que seja mais capaz, porque poucos se dispõem a misturar o seu nome com os daqueles de que o povo já descrê.
Sobre assuntos da saúde, sugere-se a leitura dos seguintes posts recentes:
ALGUMAS REFLEXÕES COM ACTUALIDADE
SAÚDE. PODER APARENTE, RUINA IMINENTE
SORO PROVOCA INFECÇÃO
PREPARAR OS FRUTOS DO REFERENDO
PESSOAS NÃO SÃO COISAS
BUSCA E SALVAMENTO EM ANÁLISE !
Autor:
A. João Soares
às
17:43
0
mentiras
8 de março de 2007
JUSTIÇA ERRA IMPUNEMENTE
Cadastro de indultado não referia condenação
Clara Vasconcelos, JN, 070308
O ministro da Justiça explicou, ontem, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, que o registo criminal de Américo Mendes, o empresário da noite a quem o presidente da República concedeu um indulto, não referia a condenação a seis anos de cadeia por crimes cometidos em 1997, mas apenas a diminuição de um ano e meio da pena, em virtude da amnistia aprovada pela Assembleia da República.
Alberto Costa explicou, também, que as fichas da Polícia Judiciária referiam um mandado de captura emitido em 2000, que teria finalizado em 2003. Mas não especificavam que o mesmo não havia sido concretizado. São estes os dados "não evidentes" a que se referiu o ministro, a 20 de Fevereiro, quando divulgou as conclusões do processo de averiguações que mandou instaurar logo que o semanário "Expresso" deu conta de que Cavaco Silva teria indultado um homem condenado pela justiça e procurado pela polícia. E que levaram tanto o tribunal de Execução de Penas, como os serviços do Ministério da Justiça a propor o indulto, entretanto revogado, ao presidente da República.
Ontem, o ministro disse que esta "é uma situação" que, "pessoalmente", lamenta muito e anunciou que tomou medidas para que um "erro" destes não volte a suceder. A primeira é a alteração do boletim relativo ao registo criminal, de forma a normalizá-lo e a evitar "possibilidades de deficiência de leitura", como aconteceu neste caso. Em segundo lugar, o ministro pretende que, através da Procuradoria-Geral da República, sejam elaboradas bases de dados relativas a mandados de captura, inquéritos e arguidos. Por fim, ordenou o acesso de magistrados à base de dados dos reclusos dos Serviços Prisionais.
NOTA: O Presidente da República foi enganado pela máquina da justiça. O ministério da Justiça não fez chegar ao Palácio de Belém a informação completa. Agora o ministro, já muito conhecido de Macau e do MAI (os secos e molhados) disse, com o ar seráfico com que quer enganar o povo, que esta é uma situação que «pessoalmente» lamenta muito e vai tomar medidas para evitar que o erro se repita. Promessa inócua. Mas nada diz, não «pessoalmente», mas na qualidade de juiz da tutela da máquina que induziu o supremo magistrado da Nação em erro grave que teve de emendar, que medidas tomou para condenar o responsável ou responsáveis por esse erro que «pessoalmente» lamenta.
Há impunidade para todos os funcionários da área da Justiça? Como é?.
Temos Portugal à balda, com o freio no dentes, sem cavaleiro que lhe domine as rédeas?
E o ministro? Há quatro anos, Jorge Coelho, também do grupo de Macau do PS, demitiu-se de ministro das Obras Públicas por uma suposta negligência da área da sua tutela. Agora este fica impávido, depois de colocar em cheque o Presidente da República? E, já que ele não se demitiu, fica a dúvida por que o PM não correu com ele. Será que não encontra ninguém menos mau do que ele para o substituir?
Autor:
A. João Soares
às
22:48
0
mentiras
7 de março de 2007
PAULO MACEDO. INSUBSTITUÍVEL ?
Ainda era menino e moço quando, pela primeira vez, ouvi dizer que os cemitérios estão cheios de homens insubstituíveis, geniais, providenciais, únicos, inigualáveis, etc. Mas, apesar de eles terem desaparecido, o Mundo não tem parado e continua sob a batuta do capital humano de que dispõe.
Um serviço fiscal, um Estado, não pode depender de um homem «providencial», seja qual for o significado que se queira dar a este termo. Essa tem sido a justificação de muitas ditaduras, mas a história demonstra que, após a morte do ditador, o país continuou. O mito de um homem indispensável numa qualquer organização, pública ou privada, evidencia uma péssima gestão dos recursos humanos, uma má avaliação das capacidades individuais, a ausência de uma escolha isenta e correcta dos mais competentes para cada tarefa, e a falta de estímulo e de condições de trabalho para serem levadas a cabo, com êxito, as acções fundamentais.
A solução passa por escolher o homem mais capaz de organizar racionalmente o serviço tendo em vista a sua finalidade principal e o seu objectivo, de discutir o projecto da organização com os colaboradores mais qualificados, antes de ser anunciado e implementado. Seguidamente, escolher a pessoa que mais se coadune com o perfil necessário para a liderança do funcionamento, quanto a saber, a capacidade de chefia e a coragem para seguir em frente sem ceder a pressões menos sérias.
Feito isto, com o máximo rigor possível e dando qualidades de trabalho e apoio político ao nomeado, chegar-se-á à conclusão que não é necessário ir buscar elementos estranhos à instituição para a dirigirem. Em todo o serviço, forçosamente, há pessoas honestas e competentes mas não são devidamente apreciadas e apoiadas para dirigirem. Isto passa-se em muitas organizações, desde as forças de segurança, à saúde, à educação, à defesa, etc. Na realidade, não há melhor dirigente de uma instituição do que o seu funcionário mais competente, dedicado e sério.
A escolha com base exclusiva na confiança política ou cor partidária não será a que melhores resultados produzirá. Há quem sugira concursos de ideias, concursos de candidatura a lugares de chefia, apoiados em currículos, em avaliações de desempenho, nas opiniões de colegas (dando desconto a que o melhor funcionário tem muito invejoso a procurar denegri-lo). E acabe-se com o mito dos insubstituíveis a que exigem ordenados de loucura, só compreensíveis na demência do «desporto» de alta competição.
Autor:
A. João Soares
às
21:55
1 mentiras
5 de março de 2007
Portugal do Terceiro Mundo
Na Ressaca do Referendo
Os abortos políticos quiseram politizar aquilo em que jamais deveriam ter metido a pata. Não diz respeito aos políticos nem aos partidos interferirem quando se trate dum referendo não político. Não têm esse direito, pelo que fazê-lo só pode tratar-se de abuso de canalhas, tal e qual os outros a que estamos habituados a assistir, mas também a reprovar.
Que princípio é este do médico de família, desconhecido em toda a UE? Só pode ser uma maneira de nos tirar a liberdade de escolher um médico. Porque quererão estes políticos abortos obrigar-nos a ser sempre inferiores a todos os outros? Assim, deste modo eles têm a nossa saúde na mão – ou a falta dela – e proíbem-nos de ter médico. Actualmente há cerca de 180.000 pessoas sem médico. E este número, que cresceu mais desde que o Durão mentiroso disse que as esperas iam diminuir, continua a aumentar em proporções cada vez mais aterradoras. Prova de que os políticos se empenham em acabar com a pobreza matando os pobres sem médico, sem medicamentos, sem dinheiro para comer. E fecham maternidades para fazer abortos nelas!
No caso do referendo, sem que as condições necessárias tivessem sido previamente estabelecidas como nos outros países, as tomadas de posição dos políticos foram tanto mais nojentas quanto mais grave a situação que anteriormente provocaram. As parcas condições desta imitação de sistema de saúde – que também nunca chegou a ter semelhanças com os dos outros países europeus, em que cada um escolhe o seu médico – teve o início da sua destruição pela mão do governo que provocou a falta de médicos actual, chefiado por aquele a quem erradamente chamam de brilhante economista. O tal que administrou tão bem os fundos coesão da UE como se sabe, distribuindo-os pelos políticos e amigos que com eles enriquecerem vergonhosamente, como se assistiu, pondo o restante em circulação, o que resultou na ilusão de grande poder de compra e numa enorme inflação. Não contente com a desgraça e miséria futuras que arquitectou e que agora sofremos, preparou ainda o golpe de misericórdia na população. Diminuindo drasticamente as vagas dos cursos de medicina, de que é consequente a actual falta de médicos, ao atraso e à miséria juntou a doença e o sofrimento pela saúde .
Verdadeiros golpes de mestre, amplamente relatados pelos jornaleiros e reconhecidos pela população de carneiros que por isso lhe quis mostrar esse reconhecimento, elegendo-o. Não é que Portugal é um verdadeiro paraíso para corruptos, malvados e todas as outras espécies de canalhas e parasitas que vivem à custa da miséria que implantam no povo? Haverá ainda quem acredite que os políticos algum dia deixarão de ser o que são, enquanto contarem com a aprovação da maioria dos pobres papalvos que neles continua a votar? É preciso ser português ou atrasado mental para se poder acreditar em tais baboseiras.
Foi assim que se chegou ao estado actual dos serviços de saúde. Os problemas que acaparram e desgraçam a população estão longe de se limitarem a este tópico; porém, o assunto aqui abordado restringe-se à saúde e à assistência que lhe é relativa. É neste sentido que para aqui se transcreve a quase totalidade dum artigo da autoria de Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa. As implicações do que acontece e é imposto pelos políticos corruptos aos cegos de espírito, são nele bem elucidativas. A questão do círculo religioso de que o autor faz parte em nada afecta um assunto que diz respeito a princípios humanos, à saúde, à assistência psíquica e social da mulher e da família, assim como ao desprezo que políticos malvados manifestam pela população.
Durante as últimas semanas agitaram-se princípios, discutiram-se conceitos científicos, falou-se de vida e de concepção, estabeleceram-se diferenças entre procriar um ser e formar um futuro cidadão, tentou-se avaliar dissemelhanças entre a genética e as influências do meio envolvente, politizaram-se abertamente opiniões e argumentos, falou-se do papel da Igreja e do Estado, da posição e das influências das concepções religiosas de cada um, formaram-se grupos oficializados num processo mobilizador da sociedade civil - como é uso dizer-se agora -, enfim poucas vezes se viu na rádio, na TV, nos tempos de antena e nos jornais tanta opinião e tão díspares tomadas de posição.
E, no aceso das discussões e da apresentação das opiniões, foi sobressaindo um facto concreto duma importância que consideramos fulcral: a necessidade dum planeamento familiar que atinja todas as camadas sociais, a necessidade de implementar o ensino sobre a sexualidade na juventude, o repúdio da destruição da gravidez como meio anticoncepcional, a verificação de que se impõe à sociedade tomar medidas sérias e urgentes que verdadeiramente permitam que a mulher (e o homem responsável pela gravidez) não necessite, nem sequer de pensar em abortar.
Falou-se muito da fragilidade do ser em formação, à mercê ou não de decisões da mãe, discutiu-se sobre o direito da mulher poder ou não dispor do seu corpo, do seu ventre, de ter ou não em conta os direitos desse ser frágil e incapaz de se defender das prepotências dos adultos.
Falou-se do direito à vida, do direito a ser desejado e do direito a ser um ser adulto de posse de todos os seus direitos de cidadania.
Mas, no meio de todo este "ruído", o argumento que mais me confundiu foi o de não sermos um país tão civilizado como outros que já tinham assumido a liberalização do aborto, nas condições sujeitas a referendo. Mais perplexo fiquei quando, após a divulgação dos resultados, escutei que, a partir de agora, Portugal junta-se aos países defensores dos direitos humanos. Espante-se!
Gostaria, porém, que o grau de civismo de uma sociedade, incluindo a portuguesa, e a luta pelos direitos inalienáveis de cada ser humano fossem medidos pela necessidade de protecção a qualquer ser frágil - independentemente do seu estádio de vida - e com poucas possibilidades de se defender das agressões dessa sociedade.
E nesta linha não posso deixar de pensar que, neste mundo egoísta e individualista, existem milhões de excluídos, de pessoas sem assistência de qualquer tipo, sem tecto, sem água potável, sem medicamentos, e morrendo de fome, nos quatro cantos do mundo. Só, em Portugal, são dois milhões os que vivem no limiar da pobreza e a luta contra a droga, a gravidez precoce, a crescente desertificação ou massificação do litoral, que geram isolamento e solidão, são batalhas mal sucedidas. A lentidão da justiça e a dificuldade dos que não dispõem de recursos financeiros lhe terem acesso em tempo oportuno; o acesso a cuidados de saúde, muitos deles elementares, (milhares sem médico de família e/ou a aguardar uma intervenção cirúrgica) é ainda uma miragem para muitos portugueses; o insuces-so escolar e a falta de infra-estruturas sociais (creches, por exemplo), de ensino, de desporto, de cultura e de saúde são realidades sentidas em vastas zonas do país…
Por causa de tudo isto, e para que se construa um país verdadeiramente civilizado, gostaria que, uma vez resolvido com rectidão e sã consciência este debate de opiniões sobre o aborto, ficasse bem viva no coração de cada português esta necessidade de cuidar dos outros necessitados de apoio e ajuda.
Gostaria que, no seguimento da primeira encíclica de Bento XVI, o Amor aparecesse como fulcro da vida de todos nós, cristãos e não cristãos, como guia do comportamento de todos os cidadãos levando à anulação das condições geradoras de guerras, de terrorismos ou de corrupções.
Outro ponto de vista da situação, entendido por um médico, diferente do precedente, mas não menos explicativo, pode-se ver aqui. Duma coisa não resta qualquer dúvida: todos os governos têm demonstrado que a melhor construção começa pelo telhado e todos se têm esforçado em nos fazer crer que a população para eles só serve para a parasitarem e para viverem à custa dela. De resto que vão para o diabo, que rebentem para aí.
Autor:
Mentiroso
às
02:07
3
mentiras
Tópicos: Aborto, Corrupção, Destruição, Embuste, Malvadez, Referendo, Saúde
2 de março de 2007
A Justiça do Estado ou o estado da justiça?
E em Portugal, há cada vez mais crimes, sinal de que a justiça está mais preocupada com as aparas do que com o seu objectivo último. Crimes relacionados com as escolas são frequentemente ocupantes de espaço na Comunicação Social e em e-mails e blogues. Há dias uma mãe de aluna foi bater na professora, de outra vez foi o avô de um aluno que bateu no professor de educação física, agora em Rio Tinto, Gondomar, um aluno foi espancado por um grupo, há vários casos de roubo de telemóveis e outros pertences de estudantes por colegas ou miúdos estranhos à escola, o caso de Carlos Alberto Cupeto professor da Universidade de Évora, etc.
Mas os políticos não cessam de fazer lindos discursos com referências sonantes a polícia de proximidade, escola segura, reformas das polícias, fechos de postos e esquadras, sem que o povo, para cujo benefício deve funcionar o aparelho do Estado, sinta qualquer benefício. As pessoas pagam impostos directos e indirectos, cada vez mais pesados no seu orçamento pessoal e familiar, sem receberem em troca mais segurança e apoios de saúde, sociais e outros.
Para onde avança o Portugal que todos nós amamos e desejamos ver progredir para um nível digno do primeiro mundo? Que explicação nos dão aqueles que elegemos para nos garantirem segurança e bem-estar, acerca de tanta anormalidade? Como pensam eles fazer inverter esta descida para o abismo? Como tornar mais eficaz a Justiça que está em muito mau estado?
É preciso que os cidadãos reflictam muito aturadamente sobre o presente que estamos a viver com vista a deixar uma herança que não leve os vindouros a criticar azedamente a geração do início do século XXI. Se nada for feito, os nossos netos dirão de nós as piores coisas. É preciso actuar sem demora, em benefício dos portugueses. É preciso deixar uma herança digna.
Autor:
A. João Soares
às
18:03
0
mentiras
27 de fevereiro de 2007
ALGUMAS REFLEXÕES COM ACTUALIDADE
Sinto prazer em descobrir contradições, incoerências, coincidências espontâneas, etc. sendo a sua descoberta um exercício mental estimulante. Hoje, ainda o sol, vinha para lá dos montes, mais precisamente, para além das chaminés, já tinha inserido num comentário ao post de um colega blogger o seguinte alerta:
«ao escrever aqui, qualquer artigo ou opinião, devemos ter presente que vamos ser lidos pelo Mundo, por terras de todos os continentes e não devemos contrariar ou prejudicar as tácticas positivas da nossa diplomacia e a publicidade dos exportadores. Mas, aos nossos emigrantes digo que isto por cá não é mau. Nós estamos cá e continuaremos, apesar das imperfeições que estamos a tentar melhorar. Cada um de nós é accionista desta empresa chamada Portugal e estamos interessados no seu desenvolvimento, tudo devendo fazer para isso, cada um com as suas capacidades, com calma e perseverança, e quando necessário, com alguma dureza.»
Pouco depois de ter martelado isto no teclado, abri, como faço diariamente, dois jornais on-line onde encontrei dois temas muito interessantes para mostrar aos nossos emigrantes a atractividade do nosso País em qualidade de vida e segurança, além dos temas ultimamente muito debatidos relacionados com o Serviço Nacional de Saúde
Somos um País em que muitas pessoas ganham muito bem. Segundo o DN: «Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454 euros. Estes são alguns dos números que se podem retirar da declaração que o governador do banco central entregou no Tribunal Constitucional (TC), relativas aos anos de 2005 e 2004, e que o DN consultou.
Vítor Constâncio é ainda titular, nalguns casos a meias com a sua mulher, de uma habitação em Oeiras, 25% de um outro apartamento e de quatro prédios urbanos na zona de Estremoz. Em comparação com 2004, a situação económica do governador não se alterou significativamente: ganhou nessa altura 272 628,08 euros, não tendo modificado a carteira patrimonial ao nível imobiliário»(...). Mas há muitos outros a receberem várias pensões de reforma, em acumulação, somando muitos milhares de euros, sendo alguns ministros e administradores de empresas públicas. Houve um privilegiado que por se despedir de uma empresa pública, por sua iniciativa ficou a receber até conseguir outro emprego um batelada equivalente a umas centenas de salários mínimos. É um maná ser-se funcionário superior da CGD, da GALP, da EDP, da PT, etc. Mas, apesar de tudo isto, há uns maldizentes que afirmam que se vive mal e se perde poder de compra! Mas o que é certo é que ninguém tem culpa de não terem seguido com «dedicação» e «competência» a carreira política !!!
Outro aspecto muito positivo que hoje vem nos jornais é o melhor funcionamento dos tribunais, tendo o ministro garantido que o "monstro" que ameaçava a justiça está a emagrecer, referindo-se à diminuição do número de processos judiciais pendentes nos tribunais. O primeiro ministro José Sócrates considerou aquele emagrecimento "absolutamente extraordinário", uma vez que representa, pela primeira vez numa década, a inversão do crescimento.
No entanto os juízes vêem estas afirmações optimistas com muito desdém
Para esta redução dos processos pendentes, houve medidas muito significativas, pois uma lei recente transformou muitas contravenções em contraordenações do que resulta aliviarem os tribunais e serem resolvidas pelos canais administrativos, por deixarem de ser crime, caso que abrange, por exemplo, os cheques sem cobertura até um valor relativamente elevado. No próximo ano as estatísticas serão ainda mais optimistas, porque a corrupção não está ser atacada como fora proposto por Cravinho e o povo não é contra ela.
Também a despenalização do aborto até às dez semanas aliviará em muito os tribunais e já há pressões para as mulheres que o façam depois das dez semanas
não serem chamadas a tribunal. Muito aliviados irão ficar os tribunais, e mais ainda se a despenalização abranger a morte dos recém nascidos e, a seguir dos menores de xis anos, ou, porque não? dos homicídios independentemente da idade. A solução mais eficiente e a justificar o entusiasmo do ministro e do Governo seria deixar de considerar crime qualquer acto menos tradicional!!!
País de brandos costumes? Ou de minhocas ou lesmas, que bebem todas as palavras dos ministros sem as submeterem a um raciocínio crítico? Porque havemos de acreditar piamente nas patranhas que nos impingem a cada momento? Mas parece estarmos a sair da modorra, a acordar para as realidades. Lia-se no Destak de hoje, «segundo um inquérito das Selecções do Reader’s Digest (...) o estudo Marcas de Confiança 2007 revela que 97% dos 1228 leitores inquiridos não depositam qualquer confiança nos políticos» os quais estão no topo da tabela, seguido-se os vendedores de automóveis com 93%, e ficando os juízes com 38%.
Já era notória a falta de confiança sobre estes homens que nos mentem descaradamente com promessas e afirmações incríveis como se pensassem que só eles têm neurónios, mas estes números falam por si. E, se para os políticos os seus números são credíveis, para nos convencerem, nós acreditamos mais nestes do Reader’s Digest.
Autor:
A. João Soares
às
18:21
0
mentiras
25 de fevereiro de 2007
JUÍZES NERVOSOS E BARALHADOS
O CEMFA (chefe de Estado-Maior da Força Aérea), general Luís Araújo - segundo o DN – a respeito da decisão do Tribunal Administrativo de Sintra de mandar suspender a pena de detenção aplicada a 10 sargentos por se terem manifestado no Rossio de Lisboa no chamado "passeio do descontentamento" que levou centenas de militares à rua em 23 de Novembro p.p., afirmou que "não há juízes civis no campo de batalha" e especificou que a acção de comando das chefias militares "exige autoridade". Dava conta também de que a Força Aérea vai recorrer daquela decisão judicial .
Em reacção a estas palavras do chefe militar, Bernardo Colaço, procurador-geral-adjunto no Supremo Tribunal de Justiça, entende, no entanto, em declarações ao JN, que as palavras de Luís Araújo "atingem a credibilidade da Justiça". Para o jurista, que há muito acompanha as questões ligadas ao associativismo militar e policial, "se essas palavras fossem proferidas por um cidadão comum ainda se percebia, mas quem as disse foi o chefe de Estado-Maior da Força Aérea que é uma das mais altas patentes das chefias militares". Para o procurador, as palavras do general Luís Araújo "ofendem os valores de Justiça, os fundamentos do Estado de Direito democrático" e salienta que "não se inserem no espírito da Constituição da República".
NOTA: Não há dúvidas de que as Forças Armadas como qualquer instituição ou cidadão não estão acima da lei, mas têm uma tradição de condições específicas e a sua operacionalidade exige disciplina e um correcto exercício da autoridade. O que neste caso se apresenta curioso e muito significativo é que os senhores juízes parecem demasiado nervosos e baralhados à procura de um bode expiatório pra as suas deficiências corporativas. E um militar é sempre um alvo apetecido. Porém, a descredibilidade da Justiça não nasce das palavras de alguém alheio a esta, mas sim dos seus principais agentes.
Basta dar uma vista de olhos às notícias que nos têm chegado via Comunicação Social para ver os contributos de juízes que "atingem a credibilidade da Justiça". Um ilustre Juiz em altas funções foi detectado a mais de 200Km/h em viagem do Algarve para Lisboa, dando um mau exemplo de desrespeito da lei; no célebre processo da Casa Pia, houve declarações públicas incoerentes; no caso do «sequestro» de uma criança por um sargento do Exército, também foram contraditórias as declarações de juristas que emitiram opiniões públicas; sempre que de um recurso resulta alteração da sentença anterior, pode, de certo modo, concluir-se que os juízes são falíveis como qualquer mortal; as declarações contraditórias de vários juízes sobre as penalizações dos subscritores de um pedido de habeas corpus atingiram, sem dúvida, a credibilidade dos juristas; as repetidas fugas de segredos de justiça, a preocupação de os juizes aparecerem na televisão com palavras que deviam não ser ouvidas fora dos tribunais; a quantidade de processos que prescrevem, etc.
Portanto, o Sr. jurista Bernardo Colaço, ao referir-se ao general, esqueceu que o povo tem alguma memória, principalmente quando se trata de coisas que afectam a vida do conjunto dos cidadãos. A credibilidade para ser merecida e mantida exige serenidade, coerência e cultura da excelência em todos os actos quotidianos.
Parece haver aqui uma luta de poderes corporativistas, com culturas diferentes embora convergentes nos objectivos finais. Ficamos a aguardar a decisão sobre o recurso interposto pela Força Aérea da decisão judicial do Administrativo de Sintra?
Autor:
A. João Soares
às
07:49
0
mentiras
Tópicos: Justiça
SORO PROVOCA INFECÇÃO
Lamento não poder dar aqui uma palavra de optimismo, mas este não parece ser abundante na nossa sociedade. Fiquei impressionado com a os riscos que a nossa saúde está a correr. No Correio da Manhã de ontem era noticiado que «Onze marcas de soro fisiológico para lavagem das fossas nasais estão a ser retiradas do mercado por poderem provocar infecções aos utilizadores. A ordem partiu do Infarmed – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, que detectou uma concentração de bactérias demasiado elevada nos produtos analisados». No corpo do artigo vinham marcas de vários estabelecimentos de grande superfície que, por legislação do actual ministério, estão autorizados a vender produtos para a saúde.
Estranho a incoerência do ministro. Por um lado apoiou que os abortos por uma questão de higiene e segurança deixassem de ser feitos às escondidas no escuro de caves e garagens e passassem a ser praticados em clínicas com boas condições sanitárias. Com isso beneficia as abortantes e principalmente as clínicas que já então se propunham realizar esses complexos trabalhos. Mas, por outro lado, não hesitou em permitir a venda de medicamentos em supermercados. Fê-lo apenas movido por raiva contra as farmácias e à Associação Nacional de Farmácias, a quem o Estado devia avultada quantia.
As farmácias que conheço são cuidadosas naquilo que vendem e nas explicações que dispensam aos clientes, geralmente pessoas em situação debilitada que merecem atenções especiais, competentes e personalizadas. A sua rede permite encontrar sempre uma perto de casa e uma de serviço permanente a curta distância. Uma farmácia em que compramos artigos de alta especialização para a saúde, não se coaduna com o ambiente de supermercado, mesmo que neste exista um espaço em que funcione uma farmácia com todos os requisitos tradicionais. Mas estes requisitos prece estarem aligeirados, como tudo nas grandes superfícies.
Oxalá não apareçam muitos casos como este que, felizmente, segundo a notícia ainda não provocou crise generalizada. Merece elogios a actuação do Infarmed e esperamos que a sua atenção seja redobrada a fim de a má qualidade dos medicamentos em que depositamos a esperança de minorar os nossos males, seja detectada e evitada para que eles sejam realmente eficientes e não venham, pelo contrário, agravar as nossas condições de doença. Temos esperança neste Instituto para bem do tratamento das nossas doenças, mas não a temos no arrogante ministro, que se considera o único «inteligente» do Pais e faz zigue-zague com os dinheiros públicos, criando cada vez mais dificuldades aos doentes em vez de lhes melhorar as condições de tratamento, sendo de estranhar que ainda continue no Governo, apesar de ser duramente criticado até por dirigentes da máquina do partido no poder.
Autor:
A. João Soares
às
06:47
1 mentiras
Tópicos: Saúde
20 de fevereiro de 2007
Fora Com a Cambada das Oligarquias Parasitas!
Comentário do post «A Actual Ditadura Portuguesa»
no blog Do Mirante, da autoria do Mentiroso, que não resistimos a publicar como novo post. Francamente, não se compreende por que as pessoas permitem que as continuem a matar, a sacrificar, a roubar para ir dar aos sanguessugas parasitas que não acabam com a corrupção, nem com a desigualdade, nem com a impunidade, nem prestam contas. Estarão à espera que Deus envie o seu Arcanjo para as salvar?
"MALDITO CARNAVAL"
Os portugueses sofrem diariamente as atrocidades de um governo incapaz e prepotente.
Hoje os milhares de policias do país poderão ver no recibo de vencimento referente ao fim do mês que depois de "aumentados" em 2007, recebem menos que no ano passado em igual período. Ao aumento de 1,5% foi retirado o pagamento mensal do SAD-"Serviço de Assistência na Doença", foi cortado no valor, diminuindo (depois do aumento?!... que ainda ninguém viu....) o subsídio de refeição.
Preparam-se para cortar outros subsídios a quem trabalha nas FORÇAS DE SEGURANÇA. Comandantes nomeados, pelos seus lindos olhos, acabaram com a antiguidade! Como é possível? Os elementos destas forças de segurança pagam o seu fardamento, compram material do seu bolso e depois são presos por perseguirem criminosos...
PORQUÊ isto tudo? A quem interessa que o povo fique sem segurança? Dez sindicatos na PSP? Para quê? Para dividirem e estes nabos não percebem? Escolas fechadas, ensino sem nexo e futuro. Hospitais fechados, outros deslocados, maternidades encerradas...
A CORRUPÇÃO e a alavanca do conhecimento, a CUNHA portuguesa é palavra de ordem. A Justiça pereceu. Onde pára o caso Casa Pia? O apito Dourado? O envelope 9? Rápido tragam-nos algum culpado...
Construíram-se estádios de futebol em barda - 10...não poderia ser por menos!...Estão às moscas. Se forem a alguns desses MONUMENTOS, ainda há locais no interior que nem acabados estão... só fachada! Ah grande ministro do desporto, que em conjunto com CARLOS CRUZ, pago a peso de OURO conseguistes ganhar o MALDITO EURO 2004!... Hoje dizes que tens que cortar no povo! Estamos fartos do nosso futebol de caca!
Construíram-se parques de estacionamento por todo o país e adormecem-nos só com a autarquia de Lisboa e de vez em quando lá falam de Coimbra... e até chegarem lá? Não passaram por outras cidades? Quem é que manda nos governantes? Não será quem subsidia os partidos e outras coisitas?... toma lá amigo!
A CONCENTRAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL! Quem controla este poder? Sabemos bem!
AS FA (Forças Armadas) agonizam enquanto se enviam militares para o estrangeiro há anos. Levantem-se HOMENS!
Sim, morrem soldados portugueses no ESTRANGEIRO quando estes (des)governantes GRITARAM "NEM MAIS UM SOLDADO PARA AS COLÓNIAS"! Onde estavam apenas um milhão de portugueses europeus, para lá dos milhões de AFRICANOS que foram demagogicamente ABANDONADOS e entregues a ABUTRES!
Será que a MADEIRA é a ALDEIA GAULESA? A irredutível, que tal como Asterix e Óbelix em relação a ROMA, resiste ao regime PREPOTENTE e OLIGÁRQUICO de LISBOA? AFINAL ANTÓNIO VITORINO diz que o corte orçamental se deve ao enorme crescimento da Madeira... Ora, pensei que era por não haver crescimento.
Nós CIDADÃOS de PORTUGAL, que vivemos em cidades onde vemos que tudo se cumpre menos as leis...Onde o crescimento é inverso, porque nos calamos?!... Quem tememos?
Acabam as indústrias, o comércio agoniza... País onde as câmaras municipais são investigadas quase todas e não vemos qualquer resultado.
Porque nós CIDADÃOS SEM AMARRAS não reclamamos DIGNIDADE para PORTUGAL? MUITO HÁ AINDA A DIZER, lá virá a altura!
BASTA de PODRIDÃO no poder, quer NACIONAL, quer LOCAL! MALDITA COCAÍNA... Chega de "partidocracias"!
Basta, basta... basta!
FAÇAMOS ALGO!
DEMITAM-SE TODOS!
ERGA-SE UM GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL APARTIDÁRIO!
GRITEMOS POR PORTUGAL!
BASTA !
Acabe-se com a CORRUPÇÃO. Não queremos a administração pública dirigida por súcia de mais de 2000 párias arrogantes, incapazes e mandriões, que desorganizaram tudo e que só lá estão por fazerem parte da corja governante.
Não queremos uma polícia de ignorantes incapazes porque os políticos nisso os transformaram. Andam aos tiros por todo o lado e matam, julgando-se no Far West. Os dirigentes nunca conseguiram instruí-los convenientemente porque os governos não os deixaram. Agora, para que não reclamem mais substituem-nos por outros coniventes, mas sem capacidade.
Fim a todas as regalias e privilégios, seja de quem for! Fim à pouca vergonha das reformas milionárias dos políticos em quaisquer circunstâncias! Fim à corrupção municipal e central. Fim à mama do futebol. Fim ao roubo autorizado dos bancos! Fim ao roubo governamental à Santa Casa! Fim à matança dos pobres! Fim ao sistema de saúde faz de conta! Fim à falta de assistência às grávidas, às mães e às famílias! Fim às escolas que não ensinam nem civilizam! Fim a uma justiça fantoche! Fim à destruição e à desorganização gerais! Fim ao jornalismo dominado por políticos e grandes empresas! Fim ao Portugal do terceiro mundo!
Fim à cambada política oligárquica e traidora!
Os traidores vendem o nosso futuro à cambada castelhana e a outros e chamam-lhe “investimento”! Em países que querem verdadeiramente progredir, esse “investimento” é proibido! Porquê?
Os malditos roubaram-nos o 25 de Abril. Estamos muito pior agora que antes. Se não for a bem irá a mal. A população está cada vez mais irritada com a maneira como é tratada. Cremos que se não for a bem, as nossas Forças Armadas, que sempre foram dignas, não permitirão a continuação da malvadez e da podridão e que nos livrarão do jugo ditatorial das oligarquias que tudo têm destruído e roubado a Nação.
Voltar ao Blog do Leão Pelado
Autor:
Mentiroso
às
12:59
0
mentiras
Tópicos: Corrupção, Destruição, Ditadura, Embuste, Impunidade, Indignidade, Justiça podre, Malvadez
18 de fevereiro de 2007
A Boa Governação
O autor do blog Aromas de Portugal deixou os seguintes textos no livro de visitas do nosso site irmão, Mentira! Reproduzimos aqui esses dois artigos por se considerarem dignos de difusão para o conhecimento geral de circunstâncias criadas por políticos corruptos, infames, incompetentes, incapazes desorganizados, irresponsáveis e em cujo parlamento, deputados indignos parem leis anti-constitucionais que lhes garantem a impunidade.
Não obstante estes seus princípios morais e humanos, acham-se dignos de consideração e respeito pelo facto de parasitarem o estado (a nós). Rua com oligarquias desta estirpe!
Portugal desamparado
Portugal ainda não recebeu um cêntimo das despesas efectuadas em Timor, na missão das nossas forças policiais lá estacionadas. A ONU ainda não pagou, dizem fontes governamentais mostrando-se desagradadas com o tratamento daquela organização mundial. Pedem-nos mais forças para lá, quando nem sequer foi assinado o protocolo entre as Nações Unidas e Portugal relativo às forças que lá estão!Enquanto isto, Portugal não tem dinheiro para o seu dia-a-dia local. Endivida-se, vende o ouro da reserva que o "velho senhor" deixou, para que estes "novos senhores" façam uma política externa utópica em desprimor da interna.Mas afinal, porque será que nunca mais acordamos para a realidade?Senhores governantes, dizem-nos constantemente que não há dinheiro, que nada se faz por isso (aumento das reformas, dos ordenados, incremento da escolaridade e formação profissional, apoio aos idosos e deficientes...), bem como tudo se faz por isso (fecho de escolas, de hospitais, maternidades, corte nas reformas, nos subsídios de desemprego, de alimentação...). Não será tempo de reflectirem em verdade e consciência que Portugal precisa é de uma política realista, começando por definir o que é realmente prioritário ?A verdade é que o MAI não tem dinheiro para manter as polícias em Portugal e tem para subsidiar a ONU?! Afinal temos ou não efectivos suficientes nas forças de segurança? Porque se fala constantemente em racionalizar meios humanos se até policiamos Timor?Senhor Primeiro Ministro precisamos de operacionalizar as nossas polícias em PORTUGAL. A miséria é enorme; caiem as instalações, armas velhas, mistura insensata de civis sem conhecimentos e capacidade na matéria, com policias, pensando que aquilo é uma mera repartição de finanças ou uma escola, nada percebendo do que deviam fazer e não fazem (com culpa de quem os baralha e distribui sem a devida formação).
São as avaliações inconclusivas e irreais que minam a moral dos policias, que dizem cada vez mais que "o melhor serviço é aquele que fica por fazer". Mas que fazem "os impossíveis" para exercerem a sua profissão e a pronta protecção dos cidadãos.
Olhe para onde vai parar estes país senhor Ministro da Administração Interna, pois nós os portugueses sabemos bem o que se passa ... não chega assinar um despacho para que as forças policiais previnam os suicídios, mas urge dotá-las de modernidade e humanismo efectivamente condizentes com este século XXI.
Senhor Primeiro Ministro, o mesmo se passa em relação às FA (Forças Armadas), onde tudo se confunde na falta de uma verdadeira estratégia para esta área. Sou contra passeios de qualquer descontentamento, mas parece-me que o governo começa a deixá-los sem alternativas, por absoluta incompetência e falta de rumo. Mesmo os operacionais, os verdadeiros, aqueles que não buscam benesses, aqueles que não participando em "manifs" se interrogam dentro de portas.
Arrumemos a nossa casa primeiro e depois pensemos nas Missões de "paz" no estrangeiro.
Ninguém pode ajudar os outros se não estiver com saúde, ou de bem consigo próprio.
Acredito na Polícia
Só a PSP tem 10 sindicatos...Dividir para reinar? Será que ninguém vê isso?O mal da politização sindical é a realidade! Enquanto não se tornarem livres, independentes dos partidos políticos ou ideologias partidárias o processo está inquinado.Tem que haver uma postura séria, isenta, mas realista na observância do melhor para os policias todos (agentes,chefes e oficiais) que se reflicta na melhoria dos serviços e condições, que permitam servir a razão essencial das polícias,servir os cidadãos.Disciplina é necessária e essencial, subserviência e interesses não!
A independência, a camaradagem, a formação, dotação de meios materiais e a comunhão de esforços, é realmente o futuro das polícias. Partindo do comandante nacional até ao patrulheiro da esquadra mais recôndita do país.
O governo deverá observar com justiça e independência as questões que lhe são levantadas pelos polícias, num diálogo profícuo e necessário.
Será utopia nos tempos de hoje?
Acredito que não é fácil, é no entanto possível e deseja-se afincadamente para bem de todos os portugueses.
Mário Relvas
Publicado em 17FEV07 in Público, JN e Diário do Minho
Autor:
Mentiroso
às
15:00
1 mentiras
Tópicos: Corrupção, Destruição, Planear

![Fundação de Software Livre [ Celebrate 30 years of GNU! ]](https://static.fsf.org/nosvn/misc/GNU_30th_badge.png)








